Lição 05 – “Jesus Cristo, e Este Crucificado” – Mensagem do Apóstolo | 4° Trimestre De 2021 | EBD – Adultos

EBD | 4° Trimestre De 2021 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre: O APÓSTOLO PAULO – Lições da Vida e Ministério do Apóstolo dos Gentios para a Igreja de Cristo | Lição 05 – “Jesus Cristo, e este Crucificado” – Mensagem do Apóstolo

Texto Áureo

“Mas nós pregamos a Cristo crucificado que é escândalo para os judeus e loucura para os gregos (1 Co 1.23)

Verdade Prática

O Cristo Crucificada, o centro da mensagem de cruz, é a encarnação da verdadeiro sabedoria para a salvação

LEITURA DIARIA

Segunda – 1 Co 1.18 A palavra da Cruz é o poder de Deus
Terça – 2 Co 11.3 A simplicidade da mensagem de Paulo
Quarta – 1 Ts 2.2; 8,9; 2 Co 11.7 A pregação de Paulo é o Evangelho de Deus
Quinta – Rm 1.15-18 O Evangelho é a manifestação do poder de Deus
Sexta – 1 Co 1.20 Onde está a sabedoria do mundo?
Sábado – 1 Co 2.3,4 A mensagem da cruz revela quem nós somos

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1 Corintios 1.18-25; 2.1-5

1 Corintios 1

18- Porque a palavra da cruz e loucura para os que perecem mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus 19-Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a Inteligência dos Inteligentes.

20- Onde está a sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura, não tornou Deus louca as sabedoria deste mundo?

21- Visto como, no sabedoria de Deus, o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação

22- Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria

23- mas nos pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus e loucura para os gregos

24- Mas, para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.

25- Porque a loucura de Deus é mais sabia do que os homens e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.

1- E eu, irmãos, quando fui ter convosco anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria.

2- Porque nada me propus saber entre vos, sendo a Jesus Cristo e este crucificado

3- E eu estive convosco em fraquezas e em temor, e em grande tremor.

4- A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espirito e de poder.

5- para que a vossa fé não se apolasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.

HINOS SUGERIDOS: 182, 291, 350 da Harpa Crista

OBJETIVO GERAL

Ressaltar que Jesus Cristo, e este crucificado, é o centro de mensagem crista

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que a professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo l refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos

Destacar a centralidade da pregação de Paulo:
Elencar as expressões-chave na doutrina de Paulo:
Pontuar os efeitos da mensagem da cruz

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Nos dias de Paulo, nem todos acreditavam na possibilidade de que um homem crucificado seria o Filho de Deus. Para os judeus, isso era blasfêmia; para os gregos, loucura. Entretanto, o apóstolo Paulo não deixava de falar a respeito do Cristo Crucificado tanto para os judeus quanto para os gentios. Nele, está a verdadeira sabedoria de vida. Converse com seus alunos e mostre que a cruz de Cristo não pode ser ignorado em nossa mensagem. Essa é a razão de pregar as boas novas de salvação. Ore ao Senhor, pedindo que os alunos não tenham vergonha de cruz e corajosamente, possam repetir as palavras do poeta “Sim eu amo a mensagem da cruz / Té morrer eu a vou proclamar”.

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INTRODUÇÃO

Paulo descobriu a verdade sobre o Cristo crucificado e ressurreto e, por isso, sua missão de vida foi pregar aos judeus e aos gentios. O Cristo Crucificado era o Salvador prometido nas profecias dos antigos profetas de Israel. Assim, o Crucificado foi sua mensagem central. Para ressaltar essa centralidade, devemos prestar atenção nas expressões que se destacam em suas cartas: “Evangelho de Cristo”, “Cristo Crucificado” e “Cristo Ressurreto”. Nesta lição, veremos o Quanto a mensagem da cruz traz impacto à nossa vida espiritual e pessoal.

PONTO CENTRAL: Jesus Cristo, o Crucificado, é o centro da mensagem cristã.

1- A CENTRALIDADE DA PREGAÇÃO DE PAULO

1. O ministério de pregação e o Cristo Crucificado. Sem menosprezar os demais escritores do Novo Testamento, indiscutivelmente, o apóstolo Paulo foi o maior teólogo cristão e doutrinador do Cristianismo. Suas cartas, baseadas na fidelidade aos ensinos de Cristo, lançaram os fundamentos das doutrinas cristas. Embora Paulo não tenha convivido fisicamente com Jesus, ele recebeu toda a revelação do próprio Cristo (Gl 1.12) para pregar o Evangelho sem se opor aos ensinos dos outros apóstolos. Por intermédio desse ministério, judeus e gregos, orgulhosos de sua religiosidade e conhecimento, descobriram que a manifestação de sabedoria de Deus ao mundo é o “Cristo Crucificado”. Por isso, judeus e gentios são chamados por Deus para ver no “Crucificado” o único meio de salvação e de verdadeira sabedoria (1 Co 1.24).

2. A palavra da Cruz é a loucura da pregação. Em uma das cartas de Paulo, lemos: “Porque a palavra da cruz é loucura” (1 Co 1.18) Havia uma mentalidade na época paulina em que “a palavra da cruz” era uma afronta aos religiosos e filósofos. Por exemplo, acreditar que uma execução romana podia ser um instrumento pelo qual a salvação de pecadores fosse consumada, era tolice para eles. Nesse sentido, a cruz de Cristo não produziu atração, mas rejeição, pois era um instrumento de suplicio e morte.

3. Para os judeus e gregos. A cruz era considerada loucura porque chocava a sabedoria humana. Enquanto as judeus queriam sinais físicos, milagres visíveis, os gregos desejavam argumentos filosóficos que mostrassem a lógica da mensagem. Assim, o conteúdo da mensagem de Paulo gerava escândalo para os judeus, pois a cruz não era um espetáculo suntuoso; e, ao mesmo tempo, contrariava a retórica erudita dos filósofos gregos por causa de sua simplicidade (2 Co 11.3). Entretanto, embora simples, a mensagem de Paulo era poderosa em Deus (1.18) A palavra da cruz preenche as necessidades da alma humana, enquanto a sabedoria humana não o faz. O Evangelho é poderoso para salvar o homem que cré. Logo, para os que perecem, a palavra da cruz é loucura, mas para nós, os cristãos, é o poder de Deus para salvar a ser humano.

SINTESE DO TÓPICO

Jesus Cristo, o Crucificado, é o centro de mensagem de Paulo

SUBSÍDIO PEDAGÓGICO

Escreva na lousa a seguinte indagação: Por que a mensagem da Cruz é considerada loucura da pregação? De um tempo para que os alunos elaborem uma reposta. Após passar o tempo determinado, permite que cada aluno exponha a sua própria resposta. Aqui, não é importante saber se as repostas estão corretas. A ideia é introduzir a aula a partir do conhecimento prévio das alunos. Depois das respostas deles faça a exposição deste primeiro tópico e, ao final, peça aos alunos que respondam à pergunta novamente, comparando com as respostas anteriores. A Escola Dominical é uma oportunidade de conhecer a cultura biblica de modo proativo.

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II- EXPRESSÕES-CHAVE NA DOUTRINA DE PAULO

Há algumas expressões de grande importância no ministério de pregação do apóstolo Paulo: “Evangelho de Cristo, “Cristo crucificado” e “Cristo ressurreto. Vejamos:

1. “Evangelho de Cristo”. Além de aparecer nos quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), a palavra “evangelho também aparece nas cartas de Paulo: “evangelho de Cristo” (Rm 1.16). Das 76 ocorrências dessa palavra no NT, 54 vezes a encontramos nas cartas paulinas. Por isso, podemos dizer que ela central para a doutrina ensinada pelo aposto. No Novo Testamento, a palavra grega para “evangelho” e euangelion. O prefixo eu é uma forma neutra da palavra que significa “bom, bem feito”. Assim, a palavra “evangelho” significa boa-nova, boa noticia que se leva às pessoas. Nosso Senhor ordenou que fosse levada a boa-nova da sua doutrina a toda criatura (Mc 16.15) Paulo fez assim e, não por acaso, identificava sua pregação como “o evangelho de Deus” (1 Ts 2.2,8,9; 2 Co 11.7; Rm 11.15,16). O seu Evangelho era a manifestação do poder de Deus (Rm 1.16.17) É um poder divino e dinâmico que atua de maneira imediata na vida do pecador.

2. “Cristo Crucificado”. Em Gálatas 3.1, Paulo escreve: “L. Não for diante dos olhos de vocês que Jesus Cristo foi exposto como crucificado?” (NAA). A palavra de cruz, na lógica paulina, é o tema dominante na mensagem do Evangelho. Se o mundo julgava como loucura a mensagem do Messias Crucificado, o apóstolo afirmava que a mensagem era a mais sublime demonstração da sabedoria de Deus. Ora, a cruz traz uma ideia de fraqueza ou loucura a quem não crê, mas “poder” e “sabedoria” de Deus para os que creem no Senhor, Esse contraste entre “sabedoria” e “loucura” está presente na mensagem de Paulo (1 Co 2.6). Os homens não conseguem alcançar a sabedoria divina, pois estão escravos do pecado e, por isso, para eles essa sabedoria é loucura. Por isso que o Evangelho não foi anunciado por mera sabedoria humana, mas apresentado por meio de “Jesus Cristo, a Crucificado” (1 Co 2.2). Não podemos deixar de pregar o Cristo Crucificado. O tema da expiação dos pecados deve ser mais pregado e ensinado em nossas igrejas.

3. “Cristo Ressurreto”. Não há importância na morte de Cristo se Deus não o tivesse ressuscitado. Sem a ressurreição, a cruz não teria sentido. Em vão seria a nossa pregação sobre a morte de Jesus Cristo (1 Co 15.14). Por isso, o apóstolo descreve de maneira sublime: “Cristo, morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (1Co 15.3.4) A ressurreição de Cristo é reafirmada pelo apostola; ela completou a obra de salvação, consumando a nossa libertação do domínio do pecado e a nossa justificação diante do Senhor. Logo, a relação entre a cruz e o túmulo vario de Jesus expressa o real significado de cruz. Ora, a crucificação e a ressurreição formam uma unidade. Portanto, nosso Senhor é proclamado como o Crucificado e, ao mesmo tempo, o Ressurreto.

SÍNTESE DO TÓPICO II

“Evangelho de Cristo” “Cristo crucificado” e “Cristo ressurreto são expressões-chave no doutrina de Paulo

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“Paulo não se envergonhava porque pregava sobre as Boas Novas a respeito de Cristo, uma mensagem de salvação que tem o poder de transformar vidas e é destinada a todos, sem exceção. Quando você sentir-se constrangido, lembre-se de significado das Boas Novas. Se fixar sua atenção somente em Deus e naquilo que Ele está fazendo, não em sua inaptidão você não sentirá vergonha anunciar o evangelho. As Boas Novas revelam como Deus foi justo em seu plano para nos salvar e como podemos estar prontos e adequados para a vida eterna. As confiar em Cristo, nosso relacionamento com Deus tornar-se perfeito” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, Rio de Janeiro CPAD, 2003, p.1557).

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CONHEÇA MAIS

“A Cruz de Cristo

A cruz de Cristo está cheia do poder de Deus, porque foi o meio pelo qual Jesus realizou nossa salvação quando derramou o seu sangue e morreu por nós. Tentar explicar a cruz ou deduzir sua importância em termos de sabedoria e filosofia humanas implicara furtá-la do seu poder, ou seja, da sua capacidade de transformar os pecadores em santos. É exatamente isto que os teólogos liberais estão fazendo hoje. Para ler mais, consulte o “I e II Corintios: Os Problemas da Igreja e Suas Soluções”, editado pela CPAD, p.28.

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Lição 04: Paulo, a Vocação para ser Apóstolo | 4° Trimestre De 2021 | EBD – Adultos

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TEXTO ÁUREO

” Paulo, chamado pela vontade de Deus para ser Apóstolo de Jesus Cristo.” (1 Co 1.1)

Verdade Pratica

Deus chama pessoas para realizar grandes feitos no reino divino

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Gl 1.15 Um chamado pela persistência de Deus
Terça – At 9.15-16 Paulo O Vaso Escolhido de Deus.
Quarta – At 9.17; 1 Co 14.18 Paulo na dimensão do Espírito
Quinta – At 22.14 Deus ou escolhe de antemão para fazer a sua vontade.
Sexta – Ef 1.1 Paulo, separado para ser Apóstolo.
Sábado – Gl 1.17-18 A escola do deserto na Arábia

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Atos 9.15-22; Gálatas 1.11-18

Atos 9

15- Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel.
16- E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome.
17- E Ananias foi, e entrou na casa e, impondo-lhe as mãos, disse: Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo.
18- E logo lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e recuperou a vista; e, levantando-se, foi batizado.
19- E, tendo comido, ficou confortado. E esteve Saulo alguns dias com os discípulos que estavam em Damasco.
20- E logo nas sinagogas pregava a Cristo, que este é o Filho de Deus.
21- E todos os que o ouviam estavam atônitos, e diziam: Não é este o que em Jerusalém perseguia os que invocavam este nome, e para isso veio aqui, para os levar presos aos principais dos sacerdotes?
22- Saulo, porém, se esforçava muito mais, e confundia os judeus que habitavam em Damasco, provando que aquele era o Cristo.

Gálatas 1

11- Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens.
12- Porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo.
13- Porque já ouvistes qual foi antigamente a minha conduta no judaísmo, como sobremaneira perseguia a igreja de Deus e a assolava.
14- E na minha nação excedia em judaísmo a muitos da minha idade, sendo extremamente zeloso das tradições de meus pais.
15- Mas, quando aprouve a Deus, que desde o ventre de minha mãe me separou, e me chamou pela sua graça,
16- Revelar seu Filho em mim, para que o pregasse entre os gentios, não consultei a carne nem o sangue,
17- Nem tornei a Jerusalém, a ter com os que já antes de mim eram apóstolos, mas parti para a Arábia, e voltei outra vez a Damasco.
18- Depois, passados três anos, fui a Jerusalém para ver a Pedro, e fiquei com ele quinze dias.

Hinos Sugeridos: 16, 93, 600 Harpa Cristã

OBJETIVOS GERAL

Revelar que Deus vocacional atualmente os crentes para sua obra

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I- Salientar o ponto de partida para a vocação de Paulo;
II- Enfatizar que a vocação de Paulo foi efetivada pelo Cristo ressurreto;
III- Relacionar a vocação de Paulo com aprendizado no deserto

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Antes de o apóstolo Paulo exercia sua vocação, ele passou por um aprendizado no deserto. O deserto me ensinou mais sobre Jesus, onde o apóstolo pôde reavaliar se diante de Deus, mediante suas crenças e convicções. Ele podia agora confrontá-las com a revelação da Graça de Deus em Cristo. Ainda no deserto, ele pode refletir sobre a simplicidade, dominar suas paixões incentivas e. Por meio da Solidão aprender a depender de Deus. O deserto que Paulo experimentou pode trazer profundos aprendizados para os nossos próprios desertos, quando os experimentamos quer na vida cotidiana, quer no ministério dado por Deus.

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INTRODUÇÃO

Nesta lição, estudaremos a respeito da vocação de Paulo para santo apostolado. Veremos o ponto de partida de sua vocação e sua escola de formação no deserto da Arábia. Assim, teremos uma visão geral de como Deus usa o tempo e a circunstância para formar o ministério o último para o reino de Deus.

PONTO CENTRAL: Deus chama para sua obra

I- O PONTO DE PARTIDA PARA A VOCAÇÃO DE PAULO

1. Chamada e presciência divina. A vocação de Paulo foi estabelecida segunda presciência de Deus. Ele mesmo confirma esse fato aos Gálatas, quando escreve: ” mas, quando aprove a Deus, que desde o ventre de minha mãe e separou e me chamou para sua graça” (Gl 1.15) o apóstolo experimentou uma completa transformação por meio do encontro com Cristo, e foi vocacionado por Ele para uma grande obra. O livro de Atos atesta para uma chamada presciente quando nosso Senhor diz Ananias: ” Vai, porque este é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis, e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei Quanto deve padecer pelo meu nome” (At 9.15-16). Assim, Paulo foi batizado no Espírito Santo, batizado nas águas e teve sua visão recuperada (At 9.18).

2. Um ministério na plenitude do Espírito.  Depois de passar pela experiência do Novo Nascimento, Paulo recebeu a plenitude do Espírito, isto é, ele foi batizado no Espírito Santo (At 9.17). Nesse sentido, no livro de Atos revela que o ministério do apóstolo dos gentios recebeu uma unção especial do Espírito Santo. Foi o ministério marcado por pregação poderosa, curas, sinais, prodígios e maravilhas. Com o Ministério do apóstolo, aprendemos que não podemos fazer a obra de Deus sem a atuação do Espírito Santo. Ele é que confirma a palavra e a obra.

3. Deus mudou o nome de Saulo para Paulo?  Na Bíblia, vemos ocasiões em que Deus mudou o nome de pessoas (Abrão para Abraão [Gn 17.5]; Jacó para Israel [Gn 35.10]), como Jesus alterou o nome de Simão para Pedro (Mc 3.16; Jo 1.42). Entretanto, isso não se deu com o nome do apóstolo Paulo. Não há qualquer menção disso na Bíblia. O que explica a mudança de ênfase do nome de Saulo para Paulo é origem do apóstolo. O nome ”Saulo” (aportuguesado de ‘Saul’) origem judaica; já ”Paulo” (aportuguesado  de Paulus, em latim), sua cidadania Romana. Como o Ministério do apóstolo buscava alcançar o sentias, o nome Paulo foi naturalmente usado no trabalho missionário e, consequentemente nas escrituras canônicas.

SÍNTESE DO TÓPICO I

O ponto de partida para a vocação de Paulo foi a presciência divina e a pessoa do Espírito.

SUBSÍDIO PEDAGÓGICO

Parece que no passado havia uma percepção maior a respeito de jovens, e de muitos outros irmãos que entregavam a sua vida a Cristo, que desejavam por uma vocação na obra de Deus. Muitos se planejavam para ir aos seminários a fim de aperfeiçoarem-se para servir melhor na obra de Deus. Muitos obreiros relatam não perceber essa mesma disposição com o mesmo sentimento de outrora. Claro que isso não significa que não haja pessoas sendo vocacionadas, pois Deus as chama em qualquer tempo. Nesse sentido, promova uma refle xão a respeito das vocações por meio das seguintes indagações: Você se sente vocacionado por Deus para alguma obra? Em algum momento de sua vida, você ignorou ou tem ignorado esse chamado? O que você poderia fazer para aperfeiçoar-se melhor na obra de Deus? Você deve promover essa reflexão como introdução ao tema desta semana, ressaltando sempre que Deus chama pessoas para a sua obra.

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II- UMA VOCAÇÃO EFETIVADA PELO CRISTO RESSURRETO

1. Saulo viu o esplendor glorioso do Cristo ressurreto (At 9.3-6). Não foi uma miragem, nem uma ilusão de ótica, mas Saulo viu realmente o Cristo ressurreto, a quem ele perseguia (At 9.17). Essa visão gloriosa ofuscou seu orgulho ante às autoridades judaicas e foi definitiva para a vida daquele que, mais tarde, seria um embaixador de Cristo entre os gentios.

2.Uma vocação inevitável para o apostolado entre os gentios. Deus escolheu Saulo de antemão para fazer conhecer a sua vontade (At 22.14). Qual era a vontade dEle para Saulo? Torná-lo um embaixador de Cristo, um pregador do Evangelho (At 9.20). Não por acaso, as várias cartas do apóstolo às igrejas plantadas por ele eram assim identificadas: “Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus” (Ef 1.1). O após tolo não foi ordenado em Jerusalém, nem por uma comissão de apóstolos formada por Pedro, João e Tiago, ou por outros apóstolos de Cristo. O que – prevaleceu foi a declaração de Jesus para Ananias, discípulo fiel de Cristo em Damasco: “Va, porque este é para mim um instrumento escolhido para levar o meu nome diante dos gentios e reis, bem como diante dos filhos de Israel” (At 9.15). Ananias, com autoridade -delegada pelo próprio Senhor Jesus numa visão, foi ao encontro de Saulo, na rua chamada Direita, e lá chegando, “impôs as mãos sobre Saulo” (At 9.17).

3. A vocação mudou o rumo da vida de Saulo. De perseguidor dos seguidores de Jesus, de personalidade tenaz e obstinada (At 9.1.1-6), Deus chamou Saulo e o transformou no apóstolo que seria o maior responsável pela expansão da Igreja no mundo gentílico. A operação da graça salvadora na vida de Saulo promoveu uma mudança radical em sua vida. Foi Jesus que o confrontou, o surpreendeu e o chamou pelo nome. Cristo ainda chama o ser humano para frutificar no Reino de Deus. É necessário um encontro real com Cristo. Quando isso acontece, Ele capacita o ser humano para o seu propósito. Assim aconteceu com Saulo.

SÍNTESE DO TÓPICO II

A visão gloriosa do Cristo Ressurreto mudou definitivamente o rumo da vida de Paulo.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“O Jesus ressurreto é quem aparece a Saulo (cf. 1 Co 9.1; 15.8) e lhe diz: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues?” (At 9.4). Essa pergunta é dirigida ao propósito imediato de Saulo destruir a Igreja. Atacar os discípulos de Jesus não é, como Saulo pensa, mera perseguição de pessoas que adoram de maneira herética. É um ataque contra o próprio representante divino, na pessoa do seu povo. […] De começo, Jesus não se identifica. Então o perseguidor pergunta: ‘Quem és, Senhor?’ (v.5). O termo de tratamento ‘Senhor’ usado aqui pode ser simplesmente um titulo de respeito. Mas há forte apoio para o entendermos no sentido cristão de ‘Senhor’ (cf. At 1.6,24; 4.29; 7.59,60; 9.10,13; 10.14; 11.8; 22.19). Saulo confessa que está falando com Ele como Senhor, reconhecendo que se dirige à pessoa divina. […] O Senhor exaltado se identifica como Jesus, a quem Saulo está perseguindo. Lá, na estrada de Damasco, o crucificado, revelado a Saulo na sua glória divina, o transforma” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento: Mateus-Atos. Vol. 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p.674).

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Lição 03: A Conversão de Saulo de Tarso | EBD – Adultos | 4° Trimestre De 2021


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Texto Áureo

“E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?” (At 9.3,4)

Verdade Prática

A verdadeira conversão a Cristo leva em conta o arrependimento, a fé em Jesus e uma completa transformação no pensamento, vontade e ação do homem.

OBJETIVO GERAL

Asseverar que a salvação é por meio da graça, acompanhada de arrependimento e fé do pecador como resposta á salvação.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

Apresentar a conversão de Saulo como ato da graça de Deus;
Relacionar a conversão de Saulo com a doutrina biblica da conversão
Elencar três faculdades interiores que são transformadas na conversão

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Ef 2.8; Tt 2.11 A Graça de Deus opera na conversão
Terça – Rm 3.23-24 A graça é um favor outorgado por Deus na conversão
Quarta – Ef 4.22 Conversão é o despojamento do velho homem
Quinta – Ef 4.23,24 Conversão é o revestimento do novo homem
Sexta – Jo 16.7-8 O Espírito Santo atua para o arrependimento na conversão
Sábado – Sl 51.1; 2 Co 7.10 A conversão manifesta a tristeza pelo pecado

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LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Atos 9.1-9

1- E Saulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo-sacerdote,
2- e pediu-lhe cartas para Damasco, para as sinagogas, a fim de que, se encontrasse alguns daquela seita, quer homens, quer mulheres, os conduzisse presos a Jerusalém.
3- E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu.
4- E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me
persegues? 5- E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões.
6- E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que faça? E disse-lhe o Senhor: Levanta-te e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer.
7- E os varões, que iam com ele, pararam espantados, ouvindo a voz, mas não vendo ninguém.
8- E Saulo levantou-se da terra e. abrindo os olhos, não via a ninguém. E guiando-o pela mão, o conduziram a Damasco.
9 – E esteve três dias sem ver, e não comeu, nem bebeu.

HINOS SUGERIDOS: 15, 18, 19 da Harpa Cristã

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Ao se encontrar com Jesus Cristo no caminho para Damasco, Saulo teve a sua vida completamente regenerada. A sua faculdade intelectual foi regenerada, pois seu encontro com o Senhor trouxe-lhe luz à mente. Sua faculdade emocional foi afetada, pois ao longo da vida do apóstolo, vemos sua profunda tristeza em perseguir seus irmãos em Cristo. E, final mente, a faculdade de sua vontade foi tocada. O apóstolo desejava apenas desgastar-se e deixar-se gastar pela causa do Evangelho. Assim, nada mais teria sentido para Paulo, senão, o de pregar o Cristo Crucificado. Que o Espirito Santo possa tocar nas faculdades intelectual, emocional e da vontade dos nossos alunos. Ore por isso. Clame por essa obra do céu.

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lição 3 a conversão de saulo

INTRODUÇÃO

A conversão de Saulo de Tarso, indiscutivelmente, foi um dos mais importantes acontecimentos da história do Cristianismo. Saulo tornou-se um dos mais célebres defensores da doutrina de Cristo. Nesta lição, veremos como ele passou por uma mudança radical na forma de pensar acerca do nosso Senhor. No caminho para Damasco, de um modo poderoso, Jesus chamou à razão e entendimento de Saulo, e este mudou de atitude por meio de uma impactante experiência sobrenatural. Assim, se por um lado Cristo tomou a iniciativa; por outro, Saulo respondeu com arrependimento e fé.

PONTO CENTRAL: Jesus nos salva por meio da graça e nós respondemos com arrependimentos e fé.

I- A CONVERSÃO DE SAULO: UM ATO DA GRAÇA DE DEUS

1. A conversão de Saulo e sua experiência sobrenatural. Em Atos 9.3, Lucas narra a impactante experiência sobrenatural de Saulo no caminho para Damasco. Surpreendido pelo resplendor do céu, mais forte que a luz do sol do meio-dia, o perseguidor da igreja caiu por terra e ficou cego. Se pelos argumentos racionais Saulo não ouvia sobre Jesus, o Crucificado, “a luz que ofuscou seus olhos” trouxe a voz do próprio Senhor que o confrontou de forma impactante: “Saulo, Saulo, porque me persegues? (At 9.4). Com sua ida a Damasco, o perseguidor tinha a intenção de acabar de vez com os seguidores de Jesus, mas foi surpreendido por uma experiência sobrenatural pela qual nunca havia passado. Segundo seu próprio testemunho, o perseguidor viu literalmente a pessoa de Jesus, o Ressurreto, que o despojou de seu “ego” arrogante. Nessa visão, Saulo pôde compreender quem era Jesus e sua obra redentora no Calvário.

2. A iniciativa de Jesus para transformar a mente de Saulo. O impacto da visão resplandecente no caminho para Damasco tomou Saulo de surpresa. Sob o efeito do sucesso em Jerusalém contra os seguidores de Jesus, imbuído de uma coragem irracional, e bem relacionado com a casta sacerdotal, Saulo havia pedido “carta branca” das autoridades religiosas de Jerusalém para perseguir os seguidores de Jesus, com o mesmo rigor, em Damasco. Entretanto, dada a dureza do coração de Saulo, o Senhor tomou a iniciativa de sacudir a sua estrutura física, psicológica e espiritual. agindo pessoalmente na sua direção.

3. A graça salvadora se manifestou a Saulo. Na Carta aos Efésios 2.8, ele diz: “Pela graça sois salvos por meio da fé, isto não vem de vós, é dom de Deus”. Na epistola a Tito, diz também: “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens” (Tt 2.11). Logo, o ponto de partida da experiência de salvação de todos os homens é a graça de Deus. Essa graça é o favor imerecido de Deus em que sua justiça é satisfeita na morte expiatória de Jesus. Aqui, o mérito todo é de Cristo. Aos Romanos, ele escreve: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, sendo justifica dos gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3.23-24). Ou seja, a graça é favor outorgado por Deus aos pecadores que estão debaixo de sua ira. Evidentemente, a conversão de Saulo foi mais do que um convencimento intelectual sobre Jesus; ela foi fruto da obra regeneradora do Espirito Santo em sua vida, levando-o a confessar que Jesus era o Senhor e Salvador de sua vida.

SÍNTESE DO TÓPICO I

Jesus teve a iniciativa de transformar Saulo. Essa conversão se deu pelo impacto de uma experiência sobrenatural.

SUBSÍDIO PEDAGÓGICO

Para introduzir esta lição, fale um pouco do processo de conversão como a obra de salvação que Deus efetua no ser humano. Se Ele nos salva por graça mediante a fé, nós respondemos a essa graça com arrependimento e fé. Nesse sentido, com o auxilio da lousa, relacione as etapas em que essa obra gado por Deus aos pecadores que estão é efetuada por Deus e no homem.

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II- SAULO E A DOUTRINA BÍBLICA DA CONVERSÃO

1. A conversão começa no arrependimento. A palavra “arrepender-se” no grego biblico é “metanoeo”, que significa “pensar de maneira diferente; sentir remorso”, uma disposição interior para mudar. No Novo Testamento, arrepender-se” traz a ideia de tristeza pelos próprios pecados, acompanhada de um desejo de corrigir o rumo. É a mudança na mente que induz à correção de caráter e de conduta moral (At 3.19); é a contrição do coração, o desejo de mudar de atitude quanto ao comportamento na vida cotidiana (Lc 15.10). Isso é obra do Espírito Santo (Jo 16.7,8). Portanto, a conversão é uma parte do processo de salvação do pecador. Ela assinala o início do despojamento do “velho homem” (Ef 4.22) e aponta para o revestimento do novo homem (Ef 4.24).

2. A conversão de Saulo promoveu uma transformação pessoal. Foi o que aconteceu com Saulo, pois a luz do resplendor do céu cegou-lhe os olhos carnais e o fez ver o Cristo ressuscitado. abrindo-lhe os olhos espirituais para conhecê-lo como Senhor e Salvador (9.3). Essa experiência sobrenatural e impactante o fez indagar ao Cristo ressuscitado sobre o que deveria fazer. De uma vontade egoísta e individualista, Saulo demonstra agora completa resignação à vontade soberana de Cristo (9.6).

3. A conversão faz parte da doutrina bíblica da Salvação. O choque da experiência sobrenatural do “resplendor de luz” sobre os seus olhos, transformou a mente de Saulo, levando-o a reconhecer o Cristo que, outrora tanto rejeitava, agora o fazia apóstolo (1 Co 15.8-10). Como vimos, a verdadeira conversão é a que nasce da tristeza para com o pecado e o reconhecimento de que o homem precisa “dar meia volta” para Deus. É uma mudança que tem raízes na obra regeneradora do Espirito Santo efetuada na vida do pecador. Como obra de Deus, a conversão é uma manifestação externa da regeneração operada pelo Espirito no interior do homem, que implica mudança de pensamento, vontade e ação; uma mudança que altera todo o curso da vida do pecador (Ef 4.25-30). É o ato divino pelo qual Deus faz com que o pecador volte para Ele em arrependimento e fé. Portanto, uma verdadeira conversão revela uma poderosa transformação na vida do convertido.

SÍNTESE DO TÓPICO II

A conversão do homem começa no arrependimento e perpassa a transformação pessoal.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“A regeneração tem lugar naquele que se arrepende dos seus pecados, volta-se para Deus (Mt 3.2) e coloca a sua fé pessoal em Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador […]. A regeneração envolve a mudança da velha vida de pecado em uma nova vida de obediência a Jesus Cristo (2 Co 5:17; CI 3.10). Aquele que realmente nasceu de novo está liberto da escravidão do pecado […]. e passa a ter desejo e disposição espiritual de obedecer a Deus e de seguir a direção do Espírito (Rm 8.13,14). Vive uma vida de retidão (1 Jo 2.29), ama aos demais crentes (1. Jo 4.7), evita uma vida de pecado (1 lo 3.9; 5.18) e não ama o mundo (1 Jo 2.15,16)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.1576).

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CONHEÇA MAIS

*Sobre a conversão de Saulo

“Os versículos 3-9 [Atos 91 registram a conversão de Paulo fora da cidade de Damasco (cf, 22.3-16; 26.9-18). Que sua conversão ocorreu nessa ocasião, e não posteriormente na casa de Judas (v.11), fica claro à luz do seguinte: (1) Ele obedece as ordens de Cristo!…), Paulo e chamado ‘Irmão Saulo’ por Ananias […]. Para ler mais, consulte a “Bíblia de Estudo Pentecostal“, editada pela CPAD, pp.1648-49.

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EBD – Jovens | Lição 01: A doutrina das Ultimas Coisas | 4° Trimestre De 2021

• COMPREENDER que devemos viver segundo a esperança cristã.

TEXTO DO DIA

“Mas o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra e as obras que nela há se queimarão.”
(2 Pe 3.10)

SÍNTESE

Estudar a respeito do fim de todas as coisas, à luz da Bíblia, traz consolo e esperança para
o crente, e glorifica aquEle que tem o controle da história: Jesus.

INTERAÇÃO

Prezado(a) professor(a), com a graça de Deus iniciamos o quarto trimestre do ano. Estudaremos treze lições a respeito da Doutrina das Últimas Coisas. Sabemos que em breve Jesus virá buscar a sua Noiva! Infelizmente, muitos cristãos já não creem no Arrebatamento, por isso desprezam as profecias bíblicas. Todavia, Jesus virá! O Arrebatamento da Igreja pode ocorrer a qualquer momento. Este glorioso dia, não nos pegará de surpresa, pois somos do Senhor e aguardamos a sua vinda com grande expectativa.

O comentarista do trimestre é o pastor Reynaldo Odilo. Ele é membro da Assembleia de Deus em Natal, RN. O pastor Reynaldo é juiz de direito, bacharel em Teologia e Direito, especialista em Direito Processual Civil e Penal, doutorando em Direito pela Universidade do País Basco, Espanha. Ele tem várias obras publicadas pela CPAD. Que o estudo de cada lição possa trazer esperança ao seu coração, pois breve Jesus Cristo virá arrebatar a sua Igreja e estaremos para todo o sempre com Ele.

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ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor (a), para a aula de hoje sugerimos que você escreva no quadro a sequência dos eventos que acontecerão nos últimos dias que estão relacionados abaixo. Porém, ao escrever no quadro coloque os eventos fora da ordem. Peça aos alunos que falem a sequência, a ordem certa dos acontecimentos. Conclua explicando que esses eventos vão se cumprir e que eles serão estudados no decorrer do trimestre.

1- A Grande Tribulação;
2- O Milênio;
3- O Futuro de Israel;
4- A Ressurreição;
5- O Julgamento;
6- O Estado Eterno.

TEXTO BÍBLICO

2 Pedro 3.1-12

1 Amados, escrevo-vos, agora, esta segunda carta, em ambas as quais desperto com exortação o vosso ânimo sincero.
2 Para que vos lembreis das palavras que primeiramente foram ditas pelos santos profetas e do mandamento do Senhor e Salvador, mediante os vossos apóstolos.
3 Sabendo primeiro isto: que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências.

4 E dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque desde que os pais dormiram todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação.
5 Eles voluntariamente ignoram isto: que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste.
6 Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio.

7 Mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro e se guardam para o fogo, até o Dia do Juízo e da perdição dos homens ímpios.
8 Mas, amados, não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos, como um dia.
9 O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.
10 Mas o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra e as obras que nela há se queimarão.
11 Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato e piedade.
12 Aguardando e apressando-vos para a vinda do Dia de Deus, em que os céus, em fogo, se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão?

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INTRODUÇÃO

As mensagens a respeito das últimas coisas nos concedem a esperança necessária para conhecermos a vontade divina para nós até que o Senhor volte. O estudo das últimas coisas não deve nos preocupar ou entristecer, pois esse nunca foi o objetivo do Senhor. Estudar a Escatologia serve de alerta e nos tornar vigilantes acerca da iminência dos fatos finais da História. Não devemos nos esquecer de que, quando estudamos a respeito da escatologia bíblica, precisamos ser humildes e saber que somente com a revelação do Senhor conheceremos o real sentido das revelações.

I – A DOUTRINA DAS ÚLTIMAS COISAS E A BÍBLIA

1. O que é a escatologia. Talvez você já tenha ouvido muitas vezes essa palavra e ainda não conhece o seu real significado. Segundo o Dicionário de Escatologia Bíblica (CPAD), o vocábulo “escatologia” é derivado do grego escathos, últimas coisas, mais a palavra logia, discurso racional. Então, podemos definir a Escatologia como o “estudo sistemático e lógico das doutrinas concernentes às últimas coisas.” Nas Sagradas Escrituras, encontramos um conjunto de princípios que formam a base do nosso sistema religioso. Esse conjunto de princípios é denominado de doutrina. Como servos de Deus, primamos pela fidelidade das Sagradas Escrituras e rejeitamos os modismos contrários à Palavra de Deus.

2. O Espírito Santo nos ajuda no estudo da Escatologia. Algumas pessoas, erroneamente, acreditam que a doutrina das últimas coisas é difícil de ensinar e compreender. Contudo, nós podemos contar com a ajuda do Espírito Santo que nos instrui a respeito das Sagradas Escrituras. Aqueles que leem a Palavra de Deus e procuram aprender a respeito do fim de todas as coisas, encontram sabedoria, conhecimento e não são enganados pelos falsos mestres. Nossa fé a respeito do fim não pode estar firmada em meros palpites, mas precisa estar solidificada sobre a Palavra de Deus.

3. Deus fala a respeito do futuro. O Senhor chamou Abraão e prometeu que o seu futuro seria magnífico e que sua família seria tão numerosa quanto às estrelas do céu. Com Moisés, Ele sempre apontou o caminho para a Terra Prometida. Com Davi, a promessa, acerca do futuro, dizia respeito de um descendente que reinaria para sempre. E assim, Deus sempre levantou profetas para falar ao seu povo a respeito do futuro. O Senhor Jesus, igualmente tratou de
vários temas que estavam relacionados ao “tempo”, ou seja, ao futuro. No último grande sermão de Jesus, registrado em Mateus 24, Ele falou a respeito dos últimos dias, mencionando
fatos que aconteceriam nas décadas seguintes e até o fim dos tempos.

Pense! Por que devemos crer na doutrina das últimas coisas?

Ponto Importante Na Palavra de Deus encontramos vários textos que fundamentam o fim de todas as coisas.

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II – POR QUE DEVEMOS ESTUDAR A DOUTRINA DAS ÚLTIMAS COISAS?

1. Para termos uma vida santa. O Senhor espera que, conhecendo mais sobre o fim de todas as coisas, vivamos de maneira santa e piedosa neste mundo, conforme está escrito: “Uma vez que tudo será assim desfeito, vocês devem ser pessoas que vivem de maneira santa e piedosa” (2 Pe 3.11 -NAA). Conhecendo mais acerca do futuro, o crente anela estar mais perto, dia a dia, do Salvador. Infelizmente, alguns crentes estudam Escatologia no afã de serem reconhecidos
como “especialistas” em profecias bíblicas. Outros são movidos somente pela curiosidade, mas também existem aqueles que creem que a verdade acerca do futuro vai impactar e transformar suas vidas.

2. Para estarmos sempre alertas. Deus, em nenhum momento da História, teve o desejo de alarmar os homens, isto é, deixá-los sobressaltados, alvoroçados, acerca dos fatos futuros. Ao usar os profetas para falarem sobre o juízo futuro, o Senhor anelava, em sua grande misericórdia, nos alertar, isto é, nos tronar mais vigilantes, precavidos, a respeito do Dia do Senhor que virá sobre o mundo rebelde. Um exemplo disso está na mensagem que o
Senhor determinou que Jonas pregasse em Nínive (Jn 3.2): “Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida” (Jn 3.4), era um alerta de que densas trevas sobreviriam sobre os que viviam em rebeldia contra o Senhor. Contudo, o povo de Nínive se arrependeu e a cidade não foi destruída naquele tempo.

3. Para termos esperança e sabermos combater as heresias. No sermão profético de Mateus 24, bem como na revelação de João no livro do Apocalipse, o Senhor não tinha o propósito de amedrontar as pessoas. Seu objetivo era trazer uma esperança indestrutível ao coração daqueles que são fiéis, a respeito do futuro glorioso com Deus na eternidade. Ele também desejava advertir, de forma veemente, sobre o fim daqueles que vivem uma vida dissoluta.
Atualmente há muitos pensamentos danosos em relação à Escatologia, como por exemplo:

(1) os pós-tribulacionistas que afirmam que o Arrebatamento ocorrerá após o fim da Grande Tribulação; (2) o universalismo que acredita que todos serão salvos e o (3) aniquilacionismo que acredita que as almas dos condenados, no inferno, serão aniquiladas. As heresias precisam ser combatidas com sólidos argumentos bíblicos e, para tal, precisamos conhecer as Sagradas Escrituras.

Pense! Qual o seu sentimento em relação ao fim de todas as coisas?

Ponto Importante A Segunda Vinda de Cristo é a nossa esperança. Não temamos o Dia do Senhor.

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Lição 02: Saulo de Tarso, o Perseguidor |4° Trimestre De 2021 | EBD – Adultos

 EBD | 4° Trimestre De 2021 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre: O APÓSTOLO PAULO – Lições da Vida e Ministério do Apóstolo dos Gentios para a Igreja de Cristo | Lição 02: Saulo de Tarso, o Perseguidor | Escola Biblica Dominical

Texto Áureo

E Saulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do Senhor, dirigiu-se ao sumo sacerdote.” (At 9.1)

Verdade Prática

A Igreja é uma instituição divina que perdurará na Terra até o arrebatamento, pois do contrário, já teria acabado ao longo da história.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – 1 Tm 1.13 Saulo: blasfemo, perseguidor e opressor
Terça – At 9.1,2 Saulo “respirava ameaças e morte”
Quarta – Dt 21.23 Para ele, quem fosse para o madeiro “não podia ser o Messias”
Quinta – Gl 3.13 Saulo descobriu que Jesus se fez maldição por nós
Sexta – At 6.8-10; 7.51-53 Estevão: Um discurso que se deparou com o de Saulo
Sábado – At 26.10,11 O método de perseguição

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Atos 8.1-3; 22.4-5; 26.9-11

Atos 8

1- E também Saulo consentiu na morte dele [Estevão]. E fez-se, naquele dia, uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém; e todos foram dispersos pelas terras da Judeia e da Samaria, exceto os apóstolos.

2- E uns varões piedosos foram enterrar Estevão e fizeram sobre ele grande pranto.

3- E Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão.

Atos 22

4- Perseguiu este Caminho até a morte, prendendo e metendo em prisões, tanto homens como mulheres,

5- como também o sumo sacerdote é testemunha, e todo o conselho dos anciãos; e, recebendo destes cartas para os irmãos, fui a Damasco, para trazer manietados para Jerusalém aqueles que ali estivessem, a fim de que fossem castigados.

Atos 26

9- Bem tinha eu imaginado que contra r o nome de Jesus, o Nazareno, devia eu . praticar muitos atos,

10- o que também fiz em Jerusalém. E, e havendo recebido poder dos principais dos sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e, quando os matavam, eu dava o meu voto contra eles.

11 – E, castigando-os muitas vezes por todas as sinagogas, os obriguei a blasfemar. E, enfurecido demasiadamente e contra eles, até nas cidades estranhas os persegui.

HINOS SUGERIDOS: 126, 377, 608 da Harpa Crista

OBJETIVO GERAL

Conscientizar a respeito do problema da perseguição aos cristãos no mundo.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

Elencar as características persecutórias de Saulo;

Expor a respeito da perseguição contra a igreja em Atos:

Esclarecer a respeito de um sistema contra a Igreja.

• INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Com o objetivo de preparar os alunos para a aplicação do conteúdo desta lição, inicie falando a respeito da perseguição dos cristãos no mundo. Se possível, informe-se a respeito desse tema em sites especializados de noticias que abordam o terrível quadro de perseguição cristã no mundo. Pro ponha um momento de oração, mostrando a relevância de rogar a Deus por livramento de irmãos que hoje estão debaixo de perseguição mundial. Não podemos fechar os olhos para esse quadro. As vezes, porque vivemos em um ambiente de aparente tolerância religiosa, corremos o risco de pensar que é assim em outros lugares da Terra. Portanto, aproveite essa oportunidade para conscientizar a sua classe acerca dessa terrível realidade.

INTRODUÇÃO

A história da expansão da Igreja no livro de Atos mostra um fariseu zeloso: Saulo de Tarso. Este tinha prestígio religioso e cultural entre os judeus. Por isso, ele ganhou “carta branca” das autoridades religiosas para perseguir os seguidores de Jesus e, assim, tornar-se um implacável perseguidor da Igreja de Cristo do primeiro século. É o que estudaremos nesta lição.

PONTO CENTRAL: No mundo de hoje há perseguição contra os cristãos

I- SAULO DE TARSO, O PERSEGUIDOR IMPLACÁVEL

1. Saulo se descreve como “blasfemo”, “perseguidor” e “opressor” (1 Tm 1.13). Como um fariseu fanático, Saulo tinha a convicção de que seu papel era destruir a fé cristã, matando e prendendo os seguidores de Jesus. Sua postura arrogante o fazia ser truculento, usando grande violência contra pessoas simples, homens e mulheres, sem qualquer compaixão. Ele acreditava piamente que, com esse comportamento, estava agradando a Deus. Apoiado pela casta sacerdotal que odiava o nome de Jesus, Saulo usava dos meios legais para atacar os cristãos. Por causa de sua truculência, os seguidores de Jesus tiveram que fugir para outras cidades. O perseguidor “respirava ameaças e morte” contra os discípulos de Jesus (At 9.1) e, por isso, não via problemas em prender e do de arrastar presos para Jerusalém os que professavam o contra nome do Nazareno (At 9.2).

2. As ameaças de Saulo de Tarso. A expressão “respirando ameaças e morte” (At 9.1) descreve Saulo, de maneira figurada, como uma fera selvagem que ameaça sua presa. No texto de Atos 9.21, o perseguidor era visto como um exterminador, pois conduzia os cristãos às prisões, além de permitir que fossem açoitados. Ele não poupava ninguém que seguisse a doutrina de Cristo.

3. Por que Saulo perseguia os cristãos? Os motivos que levaram Saulo a se tornar um perseguidor inclemente contra os seguidores de Cristo, eram o zelo destrutivo pela Torah e o suposto fato religioso de que Jesus talvez fosse um “blasfemo”. Para Saulo, o anúncio de que um crucificado pudesse ser o Messias prometido pelos profetas do AT era um escândalo. Ora, quem fosse suspenso no madeiro (cruz), de acordo com a Lei, estava sob a maldição divina (Dt 21.23). Por isso, nosso Senhor não passava de um blasfemo para Saulo. Mais tarde, por ocasião de sua conversão, ele descobre que Cristo assumiu a maldição da Lei e, por isso, nos livrou dessa maldição (Gl 3.13).

SÍNTESE DO TÓPICO I

Saulo ameaçava a igreja, não por acaso, ele se descreve como blasfemo, perseguidor e opressor.

SUBSÍDIO PEDAGÓGICO

Antes de iniciar a aula desta semana, faça uma pequena recapitulação da aula passada. É muito importante que os alunos tenham uma percepção da concatenação dos assuntos. Jamais deixe que o conteúdo fique solto na imaginação dos alunos. O trabalho do professor e da professora é trazer unidade ao tema e aplicá-la à realidade dos alunos. Outrossim, procure aplicar esse método de recapitulação ao longo de todo o trimestre. Portanto, cuide da concatenar as ideias e, ao mesmo tempo, expressar a unidade da revista

II- A PERSEGUIÇÃO CONTRA A IGREJA DE CRISTO

1. Contra os seguidores de Jesus. A perseguição de Saulo contra Jesus era uma perseguição contra a Igreja, o Corpo de Cristo, uma instituição divina. Ao passo que ele “respirava ameaças e morte” (At 9.1) contra os seguidores de Cristo, sua intenção era acabar de vez com “a Igreja”. Ao atacá-la, atingiu as pessoas que representavam Cristo, dentre as quais havia um homem arguto, defensor do nome de Jesus e cheio do Espírito Santo, cujo nome era Estevão.

2. Saulo de Tarso e Estevão. Se por um lado Saulo era um erudito que chamava atenção, devido à sua cultura judaica, greco-romana e autoridade na Torah, Estevão era um erudito do Judaísmo com uma grande capacidade do Espirito para confrontar ideias contrárias aos ensinos de Jesus (At 6.9.10; 7.2-53). O primeiro mártir da Igreja era um homem cheio do Espírito Santo, conhecedor profundo da história de seu povo e da teologia judaica. Por isso, quando apontava para Jesus Cristo como clímax da revelação redentora para o mundo, o fazia com autoridade.

O discurso inflamado de Saulo, e respaldado pelos oponentes dos seguidores de Jesus, deparou-se com outro discurso, mas este proveniente da sabedoria do Espirito (At 6.10). Essa autoridade espiritual de Estevão atraiu a ira dos inimigos de Cristo (At 6.5.11; 7.55). Por isso, com o pleno consenti mento de Saulo (At 8.1), eles o apedrejaram até a morte (At 7.59,60). Mas se por um lado eles mataram Estevão; por outro, potencializaram a mensagem do primeiro mártir da Igreja.

3. Uma intolerância religiosa e política contra a igreja atual. A igreja atual continua a despertar fúrias de certas autoridades políticas e religiosas que não aceitam a mensagem de liberdade e vida que o Evangelho proporciona. Nossos irmãos, que servem a Deus em países políticos e religiosamente fechados para o Evangelho, continuam a pagar, com a própria vida, a fidelidade à mensagem de Cristo. Oremos pela igreja perseguida!

SÍNTESE DO TÓPICO II

A perseguição de Saulo contra Jesus era uma perseguição contra a Igreja de Cristo.

SUBSÍDIO APOLOGÉTICO

Além da perseguição tradicional aos cristãos, há a perseguição mais sofisticada, que se dá no campo cultural. Por exemplo, quando tentam reduzir a vivência da fé à vida privada dos cristãos, trata-se de uma perseguição cultural e ideológica. Ora, do ponto de vista filosófico, o ser humano é um ser religioso. Do ponto de vista antropológico-teológico, o ser humano é imagem de Deus e, por isso, tem uma centelha divina dentro dele que o impulsiona à busca por Deus, embora, como afirma a nossa Declaração de Fé, essa imagem divina esteja distorcida e corrompida. A necessidade de buscar a Deus é própria do ser humano. Impedir essa iniciativa livre e pública é impedir a livre manifestação da condição de ser humano. Por isso que, ao longo da história, a perseguição aos cristãos viola os direitos humanos.

Ou seja, a partir do momento que autoridades, intelectuais, jornalistas, artistas exigem que os cristãos não tenham o direito de expressar os seus valores, princípios e doutrinas que perpassam a dinâmica da vida e fazê-lo em qualquer espaço da sociedade, há sim uma violação aos direitos mais nobres do ser humano. Não é possível exigir dos cristãos que escondam a sua fé, isto é, que deixem de falar o que eles têm visto e ouvido. Tentaram fazer isso com os apóstolos Pedro e João: “E, chamando-os, disseram-lhes que absolutamente não falassem, nem ensinassem, no nome de Jesus” (At 4.18); mas suas respostas foram taxativas: “Respondendo, porém, Pedro e João, lhes disseram: Julgai vás se é justo, diante de Deus, ouvir-vos antes a vós do que a Deus; porque não podemos deixar de falar do que temos visto e ouvido” (At 4.19,20).

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EBD – Lição 01: O Mundo do Apóstolo Paulo | 4° Trimestre De 2021 | 

EBD | 4° Trimestre De 2021 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre: O APÓSTOLO PAULO – Lições da Vida e Ministério do Apóstolo dos Gentios para a Igreja de Cristo | Lição 01: O Mundo do Apóstolo Paulo

Texto Áureo

“Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis, e dos filhos de Israel.” (At 9.15)

Verdade Pratica

Segundo a sua soberana vontade, Deus usa as circunstâncias para fazer uma grande obra.

OBJETIVO GERAL

Saber como o mundo de hoje é uma porta aberta para o Evangelho.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

I- Apresentar o mundo de Paulo no império romano;
II- Discorrer sobre o mundo cultural de Paulo;
III- Descrever o mundo religioso de Paulo.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Rm 1.1; 1 Co 1.1; Ef 1.1 – Paulo, chamado para ser apóstolo
Terça – At 26.16-18 – Enviado para os gentios
Quarta – 1 Co 8.5,6 – Paulo, um defensor da fé
Quinta – At 22.3 – Paulo declara sua identidade judaica
Sexta – Gl 1.14 – Seu zelo pela religião judaica
Sábado – Atos 13.1-3 – O chamado de Paulo para missões

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Atos 26.1-7

1 – Depois, Agripa disse a Paulo: Permites-te que te defendas. Então, Paulo, estendendo a mão em sua defesa, respondeu:
2 – Tenho-me por venturoso, ó rei Agripa, de que perante ti me haja, hoje, de defender de todas as coisas de que sou acusado pelos judeus,
3 – mormente sabendo eu que tens conhecimento de todos os costumes e questões que há entre os judeus; pelo que te rogo que me ouças com paciência.
4 – A minha vida, pois, desde a mocidade, qual haja sido, desde o princípio, em Jerusalém, entre os da minha nação, todos os judeus a sabem.
5 – Sabendo de mim, desde o princípio (se o quiserem testificar), que, conforme a mais severa seita da nossa religião, vivi fariseu.
6 – E, agora, pela esperança da promessa que por Deus foi feita a nossos pais, estou aqui e sou julgado,
7 – à qual as nossas doze tribos esperam chegar, servindo a Deus continuamente, noite e dia. Por esta esperança, ó rei Agripa, eu sou acusado pelos judeus.

HINOS SUGERIDOS: 194, 204, 473 da Harpa Cristã

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Mais um ano está chegando ao fim. Neste último trimestre, estudaremos a vida e o ministério de um grande homem usado por Deus: o apóstolo Paulo. É uma oportunidade para aprender e colocar em prática princípios eternos que nortearam a vida desse mui digno homem de Deus.

Nesta primeira lição, você pode propor uma reflexão aos alunos a respeito das circunstâncias que o mundo de hoje nos oferece para pregar o Evangelho. À luz do mundo político, cultural e religioso do apóstolo dos gentios, reflita com os alunos as portas abertas para o Evangelho no mundo atual. Apresente o comentarista do trimestre, o pastor Elienai Cabral, escritor,
conferencista e consultor doutrinário e teológico da CGADB/CPAD.

EBD | 4° Trimestre De 2021 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre: O APÓSTOLO PAULO – Lições da Vida e Ministério do Apóstolo dos Gentios para a Igreja de Cristo | Lição 01: O Mundo do Apóstolo Paulo

INTRODUÇÃO

O assunto deste trimestre é a vida do apóstolo Paulo. Para compreendê-lo melhor, veremos como era o mundo que o apóstolo atuava. Por isso, o texto áureo desta lição apresenta como Paulo foi vocacionado para levar o nome de Jesus diante dos gentios (At 9.15).

PONTO CENTRAL: O mundo de hoje é uma porta aberta para o Evangelho.

I – O MUNDO DE PAULO NO IMPÉRIO ROMANO

1Entendendo a origem de Paulo. Há poucas informações concretas acerca da vida cronológica de Paulo, como sua data de nascimento, formação cultural e religiosa. Geograficamente, Paulo (nome romano) era natural de Tarso, capital da Cilícia, que ficava às margens do rio Cydnus, na Ásia Menor. Sobre o seu nascimento, não temos data precisa. Talvez tenha ocorrido no ano 5 a.C. Dessa forma, quando o nosso Senhor foi crucificado, Paulo poderia ter entre 30 e 35 anos de idade.

2A geografia do mundo de Paulo. Geograficamente, o mundo gentílico estava sob o domínio do Império Romano. Naqueles dias, entre o ano 33 e 35 d.C., o imperador era Tibério. A dimensão geográfica do Império Romano permitia excelentes possibilidades de viagens missionárias. Segundo informes da história, a malha viária abrangia em torno de 300 mil quilômetros, sendo que 90 mil quilômetros apresentavam condições excelentes TO RAL para viajar. As estradas do do de império, bem como as vias a porta marítimas, foram de grande importância para a expansão da fé cristã.

Pelo Espírito Santo, o apóstolo percebeu as oportunidades incríveis para a disseminação do Evangelho no império. Ele usou todos os meios possíveis de transporte da época, inclusive navios pelas vias marítimas, nas quais sofreu naufrágios e enfermidades. Assim, a geografia do mundo paulino tem papel essencial para a plantação das primeiras igrejas. Por isso, devemos pensar nas oportunidades que Deus nos dá para a eficiência da evangelização urbana e do campo.

3Paulo, chamado para os gentios. Atos 9 mostra que, em sua infinita sabedoria e presciência, Deus separou Paulo e o chamou a partir de uma experiência espiritual impressionante, bem diferente dos demais apóstolos, para levar o nome de Jesus ao mundo gentílico (At 9.15). Ele soube que seu apostolado não se daria em Jerusalém, que já tinha Pedro, Tiago (o irmão do Senhor) e João, além dos outros apóstolos que ainda não haviam se espalhado pelo mundo.

Por isso, Atos 26 menciona o testemunho pessoal do apóstolo perante o rei Agripa: “Mas levanta-te e põe-te sobre teus pés, porque te apareci por isto, para por por ministro e testemunha […] dos gentios, a quem agora te envio” (26.16,17). Enquanto os apóstolos de Cristo restringiam-se a anunciar Jesus aos judeus, nosso Senhor convocava Paulo, de maneira dramática, para ser “apóstolo entre os gentios” (Rm 1.1: 1 Co 1.1; Ef 1.1). Nosso Senhor continua a chamar pessoas para um ministério. Precisamos estar sensíveis à voz do Espírito Santo a nos chamar.

SÍNTESE DO TÓPICO I

A “pax romana”, a geografia e os meios de transporte urbanos e do campo do império romano contribuíram para a propagação do Evangelho.

SUBSÍDIO PEDAGÓGICO

Esta lição nos mostra os três “mundos” do apóstolo Paulo: o romano, o grego e o judeu. O apóstolo teve certa liberdade para peregrinar dentro do império. Ele também se comunicou na língua predominante da época, o grego koiné, bem como fez uso da vasta literatura de seu tempo. Paulo também era judeu. A moral judaica estava presente em algumas partes do império por meio das sinagogas. A soma de tudo isso serviu ao Espirito Santo para que a vida do apóstolo fosse usada integralmente para a causa do Evangelho no mundo gentílico. Por isso, sugerimos que você introduza o assunto desta lição perguntando aos alunos acerca da contribuição cultural, politica e religiosa que o mundo atual nos da para pregar o Evangelho. Quais as necessidades que o mundo de hoje apresenta? Como o Evangelho pode preenche-las?

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II – O MUNDO CULTURAL DE PAULO

1. A língua mundial daqueles dias era o grego. Para o povo judeu, o hebraico e o aramaico eram línguas nativas. Entretanto, apesar de a Palestina e todos os demais países do médio-oriente estarem sob a autoridade do Império Romano, prevaleceu a língua do grego koinê, possibilitada pela infraestrutura de comunicação do império. O koinê era uma língua popular muito difundida na época. O Novo Testamento foi escrito no grego koinê, e o apóstolo Paulo falava e escrevia fluentemente tanto o grego como o hebraico e o aramaico.

Utilizando o grego, Paulo teve uma formação básica em Tarso e, posteriormente, foi levado por seu pai, que era judeu e pertencia ao grupo dos fariseus em Jerusalém, para aprender e conhecer em profundidade a Torah aos pés do rabino Gamaliel. Aqui, é possível refletir acerca do uso das principais línguas do mundo (inglês, francês, espanhol, mandarim) para a obra da evangelização.

2. O mundo cultural do apóstolo Paulo. O Império Romano respeitava a diversidade religiosa, desde que se respeitassem os deuses do império. Em Roma, havia os cultos a entidades gregas como Eleusis, Dionísio, Atis, que se integravam com divindades egípcias como Osíris, Ísis, Serapis, bem como as divindades orientais Mitras e Asclépio, uma divindade de cura. Havia divindades da Ásia Menor sob o domínio do império em Éfeso, Colossos e Corinto, tais como Diana, Artemis e outras mais Essa diversidade religiosa acabou facilitando a propagação do nome de Jesus. pregado pelos apóstolos. A realidade atual das diversidades culturais e religiosas pode abrir caminhos para que, de maneira inteligente, evangelizemos o mundo, nos termos do apóstolo Paulo, no areópago de Atenas (At 17.15-34).

3. A influência da filosofia grega. Nesse mundo religioso havia a influência filosófica grega. Essencialmente, o Império Romano era politeísta e Paulo referiu-se a isso em 1 Corintios 8.5. A influência filosófica grega, especial mente do gnosticismo, era muito forte e acabou influenciando o pensamento de muitos cristãos daqueles dias. Os Líderes da Igreja da época tiveram de refutar com veemência as teorias do gnosticismo, cujos adeptos queriam misturá-las com a doutrina pura de Cristo. Naturalmente, pelo fato de ter vivido naquele mundo, Paulo teve de fortalecer a doutrina crista sobre Deus, fé, Jesus, Espirito Santo, graça e salvação. O apóstolo, indiscutivelmente, se tornou o grande defensor do Evangelho de Cristo. Como proclamadores do Evangelho, devemos pensar em estratégias a fim de que nossos jovens e adolescentes, bem como a maturidade cristã, possam expressar as razão da fé com mansidão e temor diante dos não crentes (1 Pe 3.15).

SÍNTESE DO TÓPICO II

O grego koiné era a principal lingua do tempo do apóstolo e, como mola propulsora da cultura grega, ela contribuiu para a propagação da mensagem escrita do Evangelho.

SUBSÍDIO PENSAMENTO CRISTÃO

“À medida que o cristianismo se expandia no mundo romano, a igreja Primitiva enfrentava muitas questões e desafios novos. Os pais escreveram e ensinaram, individualmente e em reuniões de concílios, no esforço de responder a essas questões. Muitas de suas soluções ainda formam um fundamento essencial para a reflexão teológica, a organização da igreja e a vida cristã. Entre as contribuições da Igreja Primitiva para a formação de uma cosmo visão cristã, quatro áreas foram particularmente importantes:

1) auto definição, quer dizer, a compreensão do que significa ser cristão em referência ao judaísmo, 2) a relação do cristianismo com a cultura não-cristã [grega], segundo reflexões
feitas pelos apologistas ou defensores da fé, 3) a visão cristã de Deus e de Jesus Cristo nos primeiros concílios ecumênicos, e 4) a relação do cristianismo com o governo”(PALMER, Michael D. (Ed). Panorama do Pensamento Cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 2001, p.113).

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CONHEÇA MAIS

*O Evangelho no mundo gentílico

“O Evangelho já havia sido pregado em Jerusalém, Judeia e Samaria. Desarraigado pela mão feroz de Saulo, o perseguidor, estabeleceu-se na grande cidade de Antioquia. O propósito do Evangelho era ser transplantado. Antioquia, que veio a ser um centro missionário, foi o ponto de partida para Paulo. Para ler mais, consulte a obra “Atos: E a Igreja se Fez Missões editada pela CPAD, p.145.

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Lição 13: Malaquias: Deus se Importa com a Família | EBD – Jovens | 3° Trimestre De 2021

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 13: Malaquias: Deus se Importa com a Família

Objetivos

EXPLICAR o contexto social e a estrutura do livro de Malaquias;

RECONHECER os perigos de uma religião apática e indiferente;

COMPREENDER que o propósito de Deus para nossas vidas implica na construção de um relacionamento familiar agradável e feliz.

TEXTO DO DIA

E dizeis: Por quê? Porque o Senhor foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher do teu concerto.”  (Ml 2.13,14)

SÍNTESE

Honramos a Deus quando cumprimos os votos do casamento e satisfazemos o ideal de Deus para a família.

Agenda de leitura

SEGUNDA – Gn 2.24 O casamento como um projeto de Deus

TERÇA – Sl 128.3,4 A família regada pela bênção divina

QUARTA – Pv 5.18 A alegria do amor

QUINTA – Ef 5.25-28 O amor como uma realidade familiar

SEXTA – Ef 5.31 A comunhão íntima do casamento

SÁBADO – Tt 2.3-6 A moderação na família

Interação

Prezado (a) professor(a), nesta última lição do trimestre estudaremos a respeito do último livro dos profetas menores: Malaquias. Ele condenou e advertiu o povo de Deus a respeito da adoração fingida (1.1). O Senhor busca aqueles que o adoram em espírito e em verdade. Ele deseja do seu povo uma adoração sincera, resultado de um coração devotado e cheio de amor. A adoração a Deus em Judá não era leal, pois o relacionamento do povo com o Senhor havia sido interrompido devido ao pecado. Contudo, se houvesse arrependimento as bênçãos do Senhor seriam derramadas sobre todos.

Orientação Pedagógica

Peça aos alunos que formem quatro grupos. Entregue a eles uma cópia do quadro abaixo. Explique que cada grupo vai estudar um capítulo do livro de Malaquias e  completar o quadro. Depois que todos tiverem concluído a tarefa, peça que formem um único grupo. Determine um tempo para que cada grupo possa discorrer a respeito do seu resumo. Faça as interferências e aplicações que achar necessárias.

DIVISÃORESUMO
CAPÍTULO 1O amor de Deus por Israel (1.2-5); 
Sacrifícios indignos (6-14)
CAPÍTULO 2Advertências aos sacerdotes (2.1-9); 
Chamado à fidelidade (2.10-17) 
CAPÍTULO 3O dia futuro de julgamento (3.1-5); 
Chamado ao arrependimento (3.6-14); 
O Senhor promete misericórdia (3.16,17)
CAPÍTULO 4O dia do julgamento se aproxima (4.1-5)

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 13: Malaquias: Deus se Importa com a Família

Texto bíblico

Malaquias 2.10-13

10 Não temos nós todos um mesmo Pai? Não nos criou um mesmo Deus? Por que seremos desleais uns para com os outros, profanando o concerto de nossos pais?

11 Judá foi desleal, e abominação se cometeu em Israel e em Jerusalém; porque Judá profanou a santidade do SENHOR, a qual ele ama, e se casou com a filha de deus estranho.

 12 O SENHOR extirpará das tendas de Jacó o homem que fizer isso, o que vela, e o que responde, e o que oferece dons ao SENHOR dos Exércitos.

13 Ainda fazeis isto: cobris o altar do SENHOR de lágrimas, de choros e de gemidos; de sorte que ele não olha mais para a oferta, nem a aceitará com prazer da vossa mão.

INTRODUÇÃO

De acordo com a tradição da Septuaginta, Malaquias é o último livro do Antigo Testamento. Sua posição no cânon justifica-se pelo fato de ter sido a derradeira voz profética no Antigo Testamento. Comumente, quando falamos desse livro pensamos em dízimos e ofertas. De fato, este tema foi muito bem abordado por Malaquias, no entanto, não foi o assunto principal de sua profecia. O livro aborda como assunto principal a sacralidade do relacionamento entre o indivíduo e Deus e entre o indivíduo e sua família.

I – MALAQUIAS

1. Malaquias. Seu nome significa “meu mensageiro”. Sabemos apenas que ele foi um profeta fiel que viveu em uma Judá pós-exílico. Ele foi contemporâneo de Neemias. Demonstrou sua fidelidade e devoção a Deus combatendo práticas pecaminosas que eram consentidas em seu tempo. Embora a profecia não registre datas precisas como nos casos de Ageu e Zacarias, por inferência chegamos à conclusão que o livro foi escrito por volta de 430 a 420 a.C. Três grupos já haviam retornado para Jerusalém, liderados por Zorobabel (537 a.C.), Esdras (457 a.C.) e Neemias (445 a.C.). O governante na época de Malaquias era um homem corrupto oriundo da Persa (Ml 1.8).

Malaquias viveu próximo a Neemias, todavia, não mencionou o seu nome, por isto, especulamos que o livro tenha sido escrito pouco tempo depois do primeiro governo de Neemias em Judá, que foi de 445-432 a.C. Aquele era um momento difícil para servir ao Senhor, pois os religiosos mostravam-se indiferentes e as pessoas agiam segundo suas próprias vontades. Faltava temor ao Senhor.

2. Contexto histórico. No tempo de Malaquias, os judeus já haviam retornado para Jerusalém há cem anos aproximadamente, e com o tempo, foram tornando-se apáticos na prática da fé. Malaquias chegou a denunciar a adoração hipócrita e robotizada, bem como a corrupção do sacerdócio (Ml 1.7-2.9). Os judeus declinavam na sua vida espiritual.  Sua profecia condenou a idolatria (Ml 2.10-12), os divórcios e os casamentos mistos (Ml 2.11-15), o abandono da guarda do sábado (Ml 2.8,9) e o fracasso dos dízimos por conta do egoísmo material (Ml 3.8-10). O Templo já tinha sido construído, porém estava sendo ignorado pelo povo.

3. Estrutura e mensagem do livro. O livro de Malaquias apresenta em sua introdução a palavra peso – no hebraico “massá”- que significa “sentença pesada” (Ml 1.1). O livro é uma denúncia contundente contra o formalismo religioso. O povo precisava ser confrontado e corrigido. O livro pode ser dividido em duas partes, a primeira é uma exortação (Ml 1.2 – 3.18) composta de seis oráculos:

1) O amor do Senhor por “Jacó” (Ml 1.1-5);

2) Exortação aos sacerdotes (Ml 1.6-2.9);

3) Advertência contra infidelidade conjugal e os pecados da comunidade (Ml 2.10-16);

4) A justiça divina (Ml 2.17-3.5);

5). A questão dos dízimos e das ofertas (Ml 3.6-12);

6) As marcas distintivas do servo do Senhor (Ml 3.13-18). A segunda parte do livro refere-se ao prenúncio profético do “Dia do Senhor” (Ml 4.1-6). Toda a profecia é costurada por meio de perguntas retóricas incisivas que procuravam despertar a população judaica, levando-os a refletirem sobre sua triste condição espiritual.

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II – INDIFERENÇA RELIGIOSA

1. A ingratidão. A indiferença em seu estágio inicial apresenta-se como ingratidão. O profeta declarou que o povo respondeu com ingratidão todo o amor que recebeu. Deus declarou o seu amor para Israel, e eles responderam com cinismo: “Em que nos amaste?” (Ml 1.2). A pergunta apresentada por Malaquias refletia o pensamento que vigorava entre os judeus naquela época, pois estavam com seus corações duros e com a visão embaçada e turvada, não conseguiam perceber o amor de Deus sobre eles.

O Senhor  reafirmou sua escolha revelando o cuidado com Jacó, citado como um autêntico representante do povo de Israel (Ml 1.3-5). Ao longo dos anos, o Senhor demonstrara todo o seu amor pelo povo, e ainda assim, Israel não sabia reconhecer e corresponder tamanho amor. O problema da ingratidão é que além de cegar os olhos, ela também priva o coração da emotividade e rouba o entusiasmo da religião.

2. Descaso religioso. Os sacerdotes foram acusados de desprezar o nome do Senhor (Ml 1.6). Eles traziam ofertas imundas e realizavam sacrifícios de qualquer maneira. Não se preocupavam com as exigências da lei (Ml 1.7,8). Deus não tinha prazer nesse tipo de oferta e sacrifício (Ml 1.10). Deus estava cansado desse descaso e indiferentismo. Os sacerdotes foram advertidos a mudarem de atitude, caso contrário, sofreriam uma condenação inexorável (Ml 2.1-3). O desejo de Deus é que sua aliança com o sacerdócio levítico estivesse sendo observada. Se eles aderissem os princípios estabelecidos pelo próprio Deus, desfrutariam de vida e paz (Ml 2.4,5). Os sacerdotes faziam acepção das pessoas na aplicação da lei (Ml 2.9).

A balança deles era injusta, pois eram interesseiros em suas relações interpessoais. Faziam de suas funções sacerdotais uma fonte de vantagens pessoais. A verdade, a justiça e a honestidade eram ignoradas por eles. Pessoas eram prejudicadas na aplicação de uma lei injusta. Diante disto, os religiosos estavam provocando a ira divina. Deus deseja de nós sinceridade e justiça naquilo que fazemos. Não podemos nos relacionar com Deus de modo indiferente. Ele contempla tudo. Conhece nossos corações e não se ilude com nossas ações. O problema da ingratidão é que além de cegar os olhos, ela também priva o coração da emotividade e rouba o entusiasmo da religião.

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Lição 13: Malaquias: Deus se Importa com a Família | EBD – Jovens | 3° Trimestre De 2021

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 13: Malaquias: Deus se Importa com a Família

Objetivos

EXPLICAR o contexto social e a estrutura do livro de Malaquias;

RECONHECER os perigos de uma religião apática e indiferente;

COMPREENDER que o propósito de Deus para nossas vidas implica na construção de um relacionamento familiar agradável e feliz.

TEXTO DO DIA

E dizeis: Por quê? Porque o Senhor foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher do teu concerto.”  (Ml 2.13,14)

SÍNTESE

Honramos a Deus quando cumprimos os votos do casamento e satisfazemos o ideal de Deus para a família.

Agenda de leitura

SEGUNDA – Gn 2.24 O casamento como um projeto de Deus

TERÇA – Sl 128.3,4 A família regada pela bênção divina

QUARTA – Pv 5.18 A alegria do amor

QUINTA – Ef 5.25-28 O amor como uma realidade familiar

SEXTA – Ef 5.31 A comunhão íntima do casamento

SÁBADO – Tt 2.3-6 A moderação na família

Interação

Prezado (a) professor(a), nesta última lição do trimestre estudaremos a respeito do último livro dos profetas menores: Malaquias. Ele condenou e advertiu o povo de Deus a respeito da adoração fingida (1.1). O Senhor busca aqueles que o adoram em espírito e em verdade. Ele deseja do seu povo uma adoração sincera, resultado de um coração devotado e cheio de amor. A adoração a Deus em Judá não era leal, pois o relacionamento do povo com o Senhor havia sido interrompido devido ao pecado. Contudo, se houvesse arrependimento as bênçãos do Senhor seriam derramadas sobre todos.

Orientação Pedagógica

Peça aos alunos que formem quatro grupos. Entregue a eles uma cópia do quadro abaixo. Explique que cada grupo vai estudar um capítulo do livro de Malaquias e  completar o quadro. Depois que todos tiverem concluído a tarefa, peça que formem um único grupo. Determine um tempo para que cada grupo possa discorrer a respeito do seu resumo. Faça as interferências e aplicações que achar necessárias.

DIVISÃORESUMO
CAPÍTULO 1O amor de Deus por Israel (1.2-5); 
Sacrifícios indignos (6-14)
CAPÍTULO 2Advertências aos sacerdotes (2.1-9); 
Chamado à fidelidade (2.10-17) 
CAPÍTULO 3O dia futuro de julgamento (3.1-5); 
Chamado ao arrependimento (3.6-14); 
O Senhor promete misericórdia (3.16,17)
CAPÍTULO 4O dia do julgamento se aproxima (4.1-5)

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Texto bíblico

Malaquias 2.10-13

10 Não temos nós todos um mesmo Pai? Não nos criou um mesmo Deus? Por que seremos desleais uns para com os outros, profanando o concerto de nossos pais?

11 Judá foi desleal, e abominação se cometeu em Israel e em Jerusalém; porque Judá profanou a santidade do SENHOR, a qual ele ama, e se casou com a filha de deus estranho.

 12 O SENHOR extirpará das tendas de Jacó o homem que fizer isso, o que vela, e o que responde, e o que oferece dons ao SENHOR dos Exércitos.

13 Ainda fazeis isto: cobris o altar do SENHOR de lágrimas, de choros e de gemidos; de sorte que ele não olha mais para a oferta, nem a aceitará com prazer da vossa mão.

INTRODUÇÃO

De acordo com a tradição da Septuaginta, Malaquias é o último livro do Antigo Testamento. Sua posição no cânon justifica-se pelo fato de ter sido a derradeira voz profética no Antigo Testamento. Comumente, quando falamos desse livro pensamos em dízimos e ofertas. De fato, este tema foi muito bem abordado por Malaquias, no entanto, não foi o assunto principal de sua profecia. O livro aborda como assunto principal a sacralidade do relacionamento entre o indivíduo e Deus e entre o indivíduo e sua família.

I – MALAQUIAS

1. Malaquias. Seu nome significa “meu mensageiro”. Sabemos apenas que ele foi um profeta fiel que viveu em uma Judá pós-exílico. Ele foi contemporâneo de Neemias. Demonstrou sua fidelidade e devoção a Deus combatendo práticas pecaminosas que eram consentidas em seu tempo. Embora a profecia não registre datas precisas como nos casos de Ageu e Zacarias, por inferência chegamos à conclusão que o livro foi escrito por volta de 430 a 420 a.C. Três grupos já haviam retornado para Jerusalém, liderados por Zorobabel (537 a.C.), Esdras (457 a.C.) e Neemias (445 a.C.). O governante na época de Malaquias era um homem corrupto oriundo da Persa (Ml 1.8).

Malaquias viveu próximo a Neemias, todavia, não mencionou o seu nome, por isto, especulamos que o livro tenha sido escrito pouco tempo depois do primeiro governo de Neemias em Judá, que foi de 445-432 a.C. Aquele era um momento difícil para servir ao Senhor, pois os religiosos mostravam-se indiferentes e as pessoas agiam segundo suas próprias vontades. Faltava temor ao Senhor.

2. Contexto histórico. No tempo de Malaquias, os judeus já haviam retornado para Jerusalém há cem anos aproximadamente, e com o tempo, foram tornando-se apáticos na prática da fé. Malaquias chegou a denunciar a adoração hipócrita e robotizada, bem como a corrupção do sacerdócio (Ml 1.7-2.9). Os judeus declinavam na sua vida espiritual.  Sua profecia condenou a idolatria (Ml 2.10-12), os divórcios e os casamentos mistos (Ml 2.11-15), o abandono da guarda do sábado (Ml 2.8,9) e o fracasso dos dízimos por conta do egoísmo material (Ml 3.8-10). O Templo já tinha sido construído, porém estava sendo ignorado pelo povo.

3. Estrutura e mensagem do livro. O livro de Malaquias apresenta em sua introdução a palavra peso – no hebraico “massá”- que significa “sentença pesada” (Ml 1.1). O livro é uma denúncia contundente contra o formalismo religioso. O povo precisava ser confrontado e corrigido. O livro pode ser dividido em duas partes, a primeira é uma exortação (Ml 1.2 – 3.18) composta de seis oráculos:

1) O amor do Senhor por “Jacó” (Ml 1.1-5);

2) Exortação aos sacerdotes (Ml 1.6-2.9);

3) Advertência contra infidelidade conjugal e os pecados da comunidade (Ml 2.10-16);

4) A justiça divina (Ml 2.17-3.5);

5). A questão dos dízimos e das ofertas (Ml 3.6-12);

6) As marcas distintivas do servo do Senhor (Ml 3.13-18). A segunda parte do livro refere-se ao prenúncio profético do “Dia do Senhor” (Ml 4.1-6). Toda a profecia é costurada por meio de perguntas retóricas incisivas que procuravam despertar a população judaica, levando-os a refletirem sobre sua triste condição espiritual.

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II – INDIFERENÇA RELIGIOSA

1. A ingratidão. A indiferença em seu estágio inicial apresenta-se como ingratidão. O profeta declarou que o povo respondeu com ingratidão todo o amor que recebeu. Deus declarou o seu amor para Israel, e eles responderam com cinismo: “Em que nos amaste?” (Ml 1.2). A pergunta apresentada por Malaquias refletia o pensamento que vigorava entre os judeus naquela época, pois estavam com seus corações duros e com a visão embaçada e turvada, não conseguiam perceber o amor de Deus sobre eles.

O Senhor  reafirmou sua escolha revelando o cuidado com Jacó, citado como um autêntico representante do povo de Israel (Ml 1.3-5). Ao longo dos anos, o Senhor demonstrara todo o seu amor pelo povo, e ainda assim, Israel não sabia reconhecer e corresponder tamanho amor. O problema da ingratidão é que além de cegar os olhos, ela também priva o coração da emotividade e rouba o entusiasmo da religião.

2. Descaso religioso. Os sacerdotes foram acusados de desprezar o nome do Senhor (Ml 1.6). Eles traziam ofertas imundas e realizavam sacrifícios de qualquer maneira. Não se preocupavam com as exigências da lei (Ml 1.7,8). Deus não tinha prazer nesse tipo de oferta e sacrifício (Ml 1.10). Deus estava cansado desse descaso e indiferentismo. Os sacerdotes foram advertidos a mudarem de atitude, caso contrário, sofreriam uma condenação inexorável (Ml 2.1-3). O desejo de Deus é que sua aliança com o sacerdócio levítico estivesse sendo observada. Se eles aderissem os princípios estabelecidos pelo próprio Deus, desfrutariam de vida e paz (Ml 2.4,5). Os sacerdotes faziam acepção das pessoas na aplicação da lei (Ml 2.9).

A balança deles era injusta, pois eram interesseiros em suas relações interpessoais. Faziam de suas funções sacerdotais uma fonte de vantagens pessoais. A verdade, a justiça e a honestidade eram ignoradas por eles. Pessoas eram prejudicadas na aplicação de uma lei injusta. Diante disto, os religiosos estavam provocando a ira divina. Deus deseja de nós sinceridade e justiça naquilo que fazemos. Não podemos nos relacionar com Deus de modo indiferente. Ele contempla tudo. Conhece nossos corações e não se ilude com nossas ações. O problema da ingratidão é que além de cegar os olhos, ela também priva o coração da emotividade e rouba o entusiasmo da religião.

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Lição 13: Malaquias: Deus se Importa com a Família | EBD – Jovens | 3° Trimestre De 2021

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 13: Malaquias: Deus se Importa com a Família

Objetivos

EXPLICAR o contexto social e a estrutura do livro de Malaquias;

RECONHECER os perigos de uma religião apática e indiferente;

COMPREENDER que o propósito de Deus para nossas vidas implica na construção de um relacionamento familiar agradável e feliz.

TEXTO DO DIA

E dizeis: Por quê? Porque o Senhor foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher do teu concerto.”  (Ml 2.13,14)

SÍNTESE

Honramos a Deus quando cumprimos os votos do casamento e satisfazemos o ideal de Deus para a família.

Agenda de leitura

SEGUNDA – Gn 2.24 O casamento como um projeto de Deus

TERÇA – Sl 128.3,4 A família regada pela bênção divina

QUARTA – Pv 5.18 A alegria do amor

QUINTA – Ef 5.25-28 O amor como uma realidade familiar

SEXTA – Ef 5.31 A comunhão íntima do casamento

SÁBADO – Tt 2.3-6 A moderação na família

Interação

Prezado (a) professor(a), nesta última lição do trimestre estudaremos a respeito do último livro dos profetas menores: Malaquias. Ele condenou e advertiu o povo de Deus a respeito da adoração fingida (1.1). O Senhor busca aqueles que o adoram em espírito e em verdade. Ele deseja do seu povo uma adoração sincera, resultado de um coração devotado e cheio de amor. A adoração a Deus em Judá não era leal, pois o relacionamento do povo com o Senhor havia sido interrompido devido ao pecado. Contudo, se houvesse arrependimento as bênçãos do Senhor seriam derramadas sobre todos.

Orientação Pedagógica

Peça aos alunos que formem quatro grupos. Entregue a eles uma cópia do quadro abaixo. Explique que cada grupo vai estudar um capítulo do livro de Malaquias e  completar o quadro. Depois que todos tiverem concluído a tarefa, peça que formem um único grupo. Determine um tempo para que cada grupo possa discorrer a respeito do seu resumo. Faça as interferências e aplicações que achar necessárias.

DIVISÃORESUMO
CAPÍTULO 1O amor de Deus por Israel (1.2-5); 
Sacrifícios indignos (6-14)
CAPÍTULO 2Advertências aos sacerdotes (2.1-9); 
Chamado à fidelidade (2.10-17) 
CAPÍTULO 3O dia futuro de julgamento (3.1-5); 
Chamado ao arrependimento (3.6-14); 
O Senhor promete misericórdia (3.16,17)
CAPÍTULO 4O dia do julgamento se aproxima (4.1-5)

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Texto bíblico

Malaquias 2.10-13

10 Não temos nós todos um mesmo Pai? Não nos criou um mesmo Deus? Por que seremos desleais uns para com os outros, profanando o concerto de nossos pais?

11 Judá foi desleal, e abominação se cometeu em Israel e em Jerusalém; porque Judá profanou a santidade do SENHOR, a qual ele ama, e se casou com a filha de deus estranho.

 12 O SENHOR extirpará das tendas de Jacó o homem que fizer isso, o que vela, e o que responde, e o que oferece dons ao SENHOR dos Exércitos.

13 Ainda fazeis isto: cobris o altar do SENHOR de lágrimas, de choros e de gemidos; de sorte que ele não olha mais para a oferta, nem a aceitará com prazer da vossa mão.

INTRODUÇÃO

De acordo com a tradição da Septuaginta, Malaquias é o último livro do Antigo Testamento. Sua posição no cânon justifica-se pelo fato de ter sido a derradeira voz profética no Antigo Testamento. Comumente, quando falamos desse livro pensamos em dízimos e ofertas. De fato, este tema foi muito bem abordado por Malaquias, no entanto, não foi o assunto principal de sua profecia. O livro aborda como assunto principal a sacralidade do relacionamento entre o indivíduo e Deus e entre o indivíduo e sua família.

I – MALAQUIAS

1. Malaquias. Seu nome significa “meu mensageiro”. Sabemos apenas que ele foi um profeta fiel que viveu em uma Judá pós-exílico. Ele foi contemporâneo de Neemias. Demonstrou sua fidelidade e devoção a Deus combatendo práticas pecaminosas que eram consentidas em seu tempo. Embora a profecia não registre datas precisas como nos casos de Ageu e Zacarias, por inferência chegamos à conclusão que o livro foi escrito por volta de 430 a 420 a.C. Três grupos já haviam retornado para Jerusalém, liderados por Zorobabel (537 a.C.), Esdras (457 a.C.) e Neemias (445 a.C.). O governante na época de Malaquias era um homem corrupto oriundo da Persa (Ml 1.8).

Malaquias viveu próximo a Neemias, todavia, não mencionou o seu nome, por isto, especulamos que o livro tenha sido escrito pouco tempo depois do primeiro governo de Neemias em Judá, que foi de 445-432 a.C. Aquele era um momento difícil para servir ao Senhor, pois os religiosos mostravam-se indiferentes e as pessoas agiam segundo suas próprias vontades. Faltava temor ao Senhor.

2. Contexto histórico. No tempo de Malaquias, os judeus já haviam retornado para Jerusalém há cem anos aproximadamente, e com o tempo, foram tornando-se apáticos na prática da fé. Malaquias chegou a denunciar a adoração hipócrita e robotizada, bem como a corrupção do sacerdócio (Ml 1.7-2.9). Os judeus declinavam na sua vida espiritual.  Sua profecia condenou a idolatria (Ml 2.10-12), os divórcios e os casamentos mistos (Ml 2.11-15), o abandono da guarda do sábado (Ml 2.8,9) e o fracasso dos dízimos por conta do egoísmo material (Ml 3.8-10). O Templo já tinha sido construído, porém estava sendo ignorado pelo povo.

3. Estrutura e mensagem do livro. O livro de Malaquias apresenta em sua introdução a palavra peso – no hebraico “massá”- que significa “sentença pesada” (Ml 1.1). O livro é uma denúncia contundente contra o formalismo religioso. O povo precisava ser confrontado e corrigido. O livro pode ser dividido em duas partes, a primeira é uma exortação (Ml 1.2 – 3.18) composta de seis oráculos:

1) O amor do Senhor por “Jacó” (Ml 1.1-5);

2) Exortação aos sacerdotes (Ml 1.6-2.9);

3) Advertência contra infidelidade conjugal e os pecados da comunidade (Ml 2.10-16);

4) A justiça divina (Ml 2.17-3.5);

5). A questão dos dízimos e das ofertas (Ml 3.6-12);

6) As marcas distintivas do servo do Senhor (Ml 3.13-18). A segunda parte do livro refere-se ao prenúncio profético do “Dia do Senhor” (Ml 4.1-6). Toda a profecia é costurada por meio de perguntas retóricas incisivas que procuravam despertar a população judaica, levando-os a refletirem sobre sua triste condição espiritual.

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II – INDIFERENÇA RELIGIOSA

1. A ingratidão. A indiferença em seu estágio inicial apresenta-se como ingratidão. O profeta declarou que o povo respondeu com ingratidão todo o amor que recebeu. Deus declarou o seu amor para Israel, e eles responderam com cinismo: “Em que nos amaste?” (Ml 1.2). A pergunta apresentada por Malaquias refletia o pensamento que vigorava entre os judeus naquela época, pois estavam com seus corações duros e com a visão embaçada e turvada, não conseguiam perceber o amor de Deus sobre eles.

O Senhor  reafirmou sua escolha revelando o cuidado com Jacó, citado como um autêntico representante do povo de Israel (Ml 1.3-5). Ao longo dos anos, o Senhor demonstrara todo o seu amor pelo povo, e ainda assim, Israel não sabia reconhecer e corresponder tamanho amor. O problema da ingratidão é que além de cegar os olhos, ela também priva o coração da emotividade e rouba o entusiasmo da religião.

2. Descaso religioso. Os sacerdotes foram acusados de desprezar o nome do Senhor (Ml 1.6). Eles traziam ofertas imundas e realizavam sacrifícios de qualquer maneira. Não se preocupavam com as exigências da lei (Ml 1.7,8). Deus não tinha prazer nesse tipo de oferta e sacrifício (Ml 1.10). Deus estava cansado desse descaso e indiferentismo. Os sacerdotes foram advertidos a mudarem de atitude, caso contrário, sofreriam uma condenação inexorável (Ml 2.1-3). O desejo de Deus é que sua aliança com o sacerdócio levítico estivesse sendo observada. Se eles aderissem os princípios estabelecidos pelo próprio Deus, desfrutariam de vida e paz (Ml 2.4,5). Os sacerdotes faziam acepção das pessoas na aplicação da lei (Ml 2.9).

A balança deles era injusta, pois eram interesseiros em suas relações interpessoais. Faziam de suas funções sacerdotais uma fonte de vantagens pessoais. A verdade, a justiça e a honestidade eram ignoradas por eles. Pessoas eram prejudicadas na aplicação de uma lei injusta. Diante disto, os religiosos estavam provocando a ira divina. Deus deseja de nós sinceridade e justiça naquilo que fazemos. Não podemos nos relacionar com Deus de modo indiferente. Ele contempla tudo. Conhece nossos corações e não se ilude com nossas ações. O problema da ingratidão é que além de cegar os olhos, ela também priva o coração da emotividade e rouba o entusiasmo da religião.

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Lição 12: Zacarias: O Messias, a Pedra Angular | EBD – Jovens | 3° Trimestre De 2021

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 12: Zacarias: O Messias, a Pedra Angular

OBJETIVOS

EXPLICAR a estrutura do livro de Zacarias; 

COMENTAR como as oito visões do profeta contribuíram para motivar os judeus na reconstrução do Templo 

APRESENTAR as profecias messiânicas de Zacarias.

TEXTO DO DIA

“E, se alguém lhe disser: Que feridas são essas nas tuas mãos? dirá ele: São as feridas com que fui ferido em casa dos meus amigos. (Zc 13.6)

SÍNTESE

Zacarias apresentou Cristo como o Servo-Sofredor que salvará a humanidade e o Rei-Vitorioso que mostrará o seu poder sobre tudo e sobre todos

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA – Ed 6.14 Zacarias e Ageu motivaram os judeus na reconstrução do Templo

TERÇA  -Zc 6.13 Cristo, o Rei-Sacerdote

QUARTA – Zc 9.9 A humildade do Messias

QUINTA – Zc 11.12,13 Jesus é traído

SEXTA – Zc 12.10 A morte do Messias

SÁBADO – Zc 14.9-11 O futuro glorioso de Jerusalém

INTERAÇÃO

Professor(a) a mensagem de Zacarias, assim como a de Ageu teve como objetivo incentivar os judeus que retornaram do exílio a investirem na reconstrução do Templo. Podemos extrair de seu livro três importantes lições para a Igreja do Senhor na atualidade. A primeira é que os servos de Deus devem colocar todas as suas competências, talentos e dons espirituais a serviço do Senhor. Os dons espirituais, assim como os talentos jamais devem ser escondidos ou negligenciados, mas usados para a glória do Todo-Poderoso. A segunda é que o jejum continua valendo para os dias atuais. Jesus ratificou a prática do jejum, contudo temos que ter o cuidado para que tal prática não se torne apenas um ato ritualístico. O jejum precisa ser visto pelo crente como uma forma voluntária de adoração ao Senhor (Zc 8.19). A terceira lição é que Jesus Cristo na sua primeira vinda ao mundo, veio em carne, foi concebido pelo Espírito Santo no ventre da virgem Maria, nasceu como um bebê para morrer na cruz por nossos pecados. Porém, em sua segunda vinda. Ele voltará em glória e como um Rei vitorioso para julgar as nações.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Professor(a) reproduza o quadro abaixo Utilize-o para fazer um resumo do livro do profeta Zacarias e apresente-o na introdução da lição.

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TEXTO BÍBLICO

Zacarias 13.8.9

8- E acontecerá em toda a terra, diz o Senhor, que as duas partes dela serão extirpadas, e expirarão; mas a terceira parte restará nela.

9- E farei passar esta terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se purifica a prata, e a provarei, como se prova o ouro. Ela invocará o meu nome, e eu a ouvirei; direi: É meu povo; e ela dirá: O Senhor é o meu Deus.

INTRODUÇÃO

Zacarias desenvolveu o seu ministério para o primeiro grupo que retornou à Jerusalém após o decreto assinado por Ciro em 538 a.C. que autorizou a repatriação dos judeus exilados Cinquenta mil judeus sem contar as mulheres e crianças retornaram sob a liderança do príncipe Zorobabel e do sumo sacerdote Josué. O propósito era reconstruir o Templo. Com a oposição dos samaritanos muitos desanimaram e o projeto acabou sendo abandonado.

I – ZACARIAS

1. Sacerdote e profeta. Zacarias desenvolveu a responsabilidade sacerdotal do ensino ao lado da força encorajadora de um profeta Ele foi sacerdote e profeta. Oriundo da tribo de Levi era descendente de uma família de sacerdotes (Zc 1.1,7). Seu nome significa ‘o Senhor lembra’. Ele nasceu em terra estrangeira, quando os judeus estavam exilados na Babilônia. Fez parte do primeiro grupo composto de cinquenta miljudeus que retomou a Jerusalém sob a liderança de Zorobabel (Ne 12.1,4,7,10,12,16).

2. Data. O livro de Zacarias começou a ser escrito em 520 a.C.: diferente de Ageu que entregou quatro mensagens em um período curto de tempo. Zacarias, sendo mais jovem do que Ageu, viveu muito mais tempo e deste modo, teve um ministério profético mais longevo. Algumas datas são apresentadas no seu livro: 1 de novembro de 520 a.C (Ag 1.1), 24 de fevereiro de 519 aC (Zc 17-615); 4 de dezembro de 518 a.C (Zc 7.8). Acreditamos que a parte final do Livro apresenta profecias entregues próximo ao ano 480 a.C. (Zc 9-14). Esta é uma hipótese. Sabemos que Zacarias citou os gregos.

Tendo em vista que a Grécia começou a se tornar uma potência mundial ao derrotar Dario I em 400 aC e Assuero em 480 aC., os estudiosos apontam que a parte final do Livro provavelmente foi escrita quando os gregos começaram a despontar no cenário, por volta do ano 480 aC. Se Isto for verdade. Zacarias permaneceu durante décadas profetizando para o seu povo. Ao lado de Ageu, incentivou o retomo da reconstrução do Templo, todavia, sua profecia não se limitou unicamente a este propósito, ele também se inteirou pela renovação espiritual de Jerusalém e de seu povo, por isso entregou mensagens messiânicas que traziam esperança para o povo.

3. Estrutura e mensagem do livro. O livro de Zacarias possui algumas singularidades: É o livro mais apocalíptico e escatológico de todo o Antigo Testamento, também é o livro mais extenso entre os profetas menores de igual modo, é considerado o livro mais difícil de ser interpretado e isto acontece por causa de suas visões, símbolos e parábolas Sua profecia é composta de visão (Zc 1-6) e palavra (Zc 7-14). Os capítulos 1-8 encorajaram os judeus na reconstrução do Templo, enquanto os capítulos 9-14 apresentaram profecias sobre Israel e o Messias. Ele profetizou sobre as funções que Cristo exerceria como o “Servo do Senhor” (Zc 3.8), o Rei-Sacerdote (Zc 6.13), o verdadeiro Pastor (Zc 11.4-11).

Também relatou episódios da vida de Cristo: sua traição (Zc 11.12,13); sua crucificação (Zc 12.10), seus sofrimentos (Zc 13.7) e sua segunda vinda em glória retratando Jesus como o Rei-guerreiro que reinará sobre Jerusalém (Zc 14.4). O Novo Testamento apresenta diversas referências diretas e indiretas das profecias de Zacarias (Zc .9 e Ml 21.5; Zc 11.13 e Zc 12.10 e Ap .7),

II – A ATUAÇÃO DE ZACARIAS

1.O primeiro sermão. A primeira mensagem de Zacarias tinha como propósito exortar o povo ao arrependimento (Zc 11-6). Ela foi entregue entre o segundo e o terceiro sermão profético de Ageu (Ag 2.1-9, 2.10-19). O profeta exortou os judeus a observarem os erros dos seus antepassados que recusaram ouvir os profetas que os antecederam (Is 31.6; Jr 3.12; 18.11;Os 14.1).

2. As oito visões. Os capítulos 1-6 apresentam oito visões que contribuíram para encorajar os judeus que trabalhavam na reconstrução do Templo. A primeira visão foi dada quando a obra já estava em andamento há cinco meses (Zc 1.7), as outras sete não registram suas datas provavelmente uma seguiu a outra.com rápida sucessão, sendo imediatamente registrados por isto não se fez necessário as datações seguintes. As visões indicavam que os olhos do Senhor estavam voltados para Jerusalém, pois a Casa do Senhor estava sendo edificada (Zc 1.7-17), e que qualquer poder que se levantasse contra o povo de Deus, cedo ou tarde, seria destruído (Zc 1.18-21) pois Jerusalém estava sendo medida e protegida por Deus (Zc 2); e seu sacerdócio seria restaurado (Zc 3).

A reconstrução do Templo não poderia ser vista apenas como uma obra humana, mas como resultado da influência operada pelo Espírito do Senhor nos corações (Zc 4). A justiça deveria ser uma marca nesta reconstrução social (Zc 5.1-4), visto que o cativeiro babilónico tinha purificado o povo de Deus (Zc 5.5-12). As visões terminam com a descrição dos juízos divinos que seriam derramados contra as nações inimigas (Zc 6.1-8). Todas as visões visavam motivar o povo.

3. Uma adoração sincera. Durante o cativeiro, o povo de Judá desenvolveu o hábito de jejuar no quarto, quinto, sétimo e décimo mês, como sinal de luto pela destruição do Templo (Zc 8.19). Quando a reconstrução já se encontrava bem avançada, surgiu uma pergunta no novo Templo: os jejuns deveriam continuar? (Zc 7.3). Uma comitiva veio de Betel para interrogar os sacerdotes de Jerusalém. A primeira geração de exilados havia sentido profundamente a queda de Jerusalém e chorava com sinceridade, porém a segunda geração não conseguia entender a profundidade da atitude e a cumpria apenas como um ritual.

jejum parecia um incômodo para eles Este tem sido o problema de coração que “nasce na Igreja”. Há filhos de crentes que cumprem rituais porque se acostumaram, mas não se conscientizaram sobre o porquê de tais atitudes. Zacarias respondeu que depois de restaurar e abençoar Jerusalém, os jejuns deveriam permanecer o que mudaria seria a atitude dos homens em relação no ritual. A adoração triste. compulsória e nostálgica dania lugar a uma adoração festiva regada por atos sagrados de honra em louvor a Deus.

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