EBD – Adolescentes | 3° Trimestre De 2021 | Lição 02: Fui Injustiçado

   EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Adolescentes – Revista do Professor – Tema do Trimestre: Adolescentes na Bíblia | Lição 02: Fui Injustiçado

OBJETIVOS

Estimular a fidelidade a Deus, mesmo diante de circunstâncias adversas;
Conscientizar sobre o perdão e a importância de ter um coração limpo;
Explicar os sonhos de Deus para o aluno.

TEXTO BÍBLICO

Gênesis 37.12-36 

Destaque

Jacó já era velho quando José nasceu e por isso ele o amava mais do que a todos os seus outros filhos. Jacó mandou fazer para José uma túnica longa, de mangas compridas” (Gn 37.3).

LEITURA DEVOCIONAL

Segunda – Gn 37.9
Terça – Gn 37.20
Quarta – Gn 39.5
Quinta – Gn 39.12
Sexta – Gn 41.39
Sábado – Gn 41.42
Domingo – Gl 45.15

Material Didático

Uma lousa para explanação dos nomes e significados, conforme sugerido na atividade final da aula.

Quebrando a Rotina

Existem alguns nomes na história de José que têm significados singu­lares. No quadro abaixo, podemos ver alguns exemplos:

Significados de alguns nomes da história de José

NomesSignificados
Zafenate-Paneia: foi o nome que fa­raó deu a José quando o tornou go­vernador do Egito.Salvador do mundo.
Manassés: nome do primogénito de José.Deus me fez esquecer de todo o meu trabalho e de toda a casa do meu pai.
Efraim: nome do 2° filho de José.Deus me fez crescer na terra da mi­nha aflição.

Peça aos alunos que pesquisem outros nomes que apresentam algum significado específico ainda na história de José. Reserve alguns minutos finais da aula para essa atividade. Isso estimula os alunos a conhecerem a Bíblia e enriquece o conhecimento bíblico deles.

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ESTUDANDO A BÍBLIA

O cristão precisa entender que, para alcançar os seus objetivos e realizar os sonhos é necessário enfrentara sofrimento, esperar o tempo certo de Deus agir e confiar em sua providência. O sofrimento nos faz alcançar a maturidade, o crescimento pessoal e espiritual, principalmente quando entendemos os propósitos de Deus para a nossa vida. Por isso, devemos compreender que não há vitória sem luta, alegria sem sofrimento e sonho sem o tempo de espera. Talvez, professor, você esteja passando por esse período, mas não desanime, não deixe de confiar, mantenha-se firme e continue influenciando seus alunos. Persevere no ensino e ajude seus alunos a enfrentar os sofrimentos da vida, estruturando-os na Palavra de Deus.

A história de José é uma das narrativas mais famosas da Bíblia. Muitos jovens e adolescentes identificam-se com essa história, não é mesmo? Talvez sua luta não seja tão difícil quanto a de José, que foi vendido por seus irmãos e também trabalhou como escravo na casa de Potifar, sendo cobiçado por sua mulher e depois levado preso. Mas você deve enfrentar outras dificuldades e desafios do nosso tempo todos os dias. O importante é que Jesus Cristo está conosco sempre (Mt 28.20).

Um Jovem Sonhador

Os sonhos que esse jovem de apenas 17 anos tinha não eram comuns, eram sonhos que o próprio Deus dera para sua vida (Gn 37.5-11). £ isso causava inveja em seus irmãos. Além disso, Israel amava mais a José do que a todos os seus filhos, pois este era o filho da sua velhice (Gn 37.3). Jacó, também conhecido como Israel, era filho de Isaque, neto de Abraão, ou seja, José era bisneto de Abraão. Jacó teve filhos com outras mulheres, e com as servas delas, sendo isso comum naqueles tempos (Gn 37.2).

A maneira como Deus falava com José, através de sonhos, incomodava seus irmãos e algumas vezes até seu próprio pai (Gn. 37.7-10). Porém, os sonhos que Deus dava a José eram proféticos e anunciavam um tempo que ainda estava por vir na vida do jovem e de sua família. Ninguém imaginava o que estava preparado para a vida de José, nem Jacó, nem seus irmãos e nem mesmo ele. Assim são muitas vezes os planos que Deus tem para sua vida, caro adolescentes.

Desde cedo, coloque os seus sonhos nas mãos de Deus em oração, para que tudo venha a se cumprir de acordo com a soberana vontade divina. Esteja no centro da vontade de Deus, permanecendo fiel ao Senhor, pois no tempo certo, como ocorreu na vida de José, El e virá ao seu encontro.

AUXILIO TEOLÓGICO

Um jovem com um sonho

A história de José começa de forma agourenta: E Israel amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice’ (37.3). É um prenúncio de problemas, a exemplo do que ocorre com ‘amava Isaque a Esaú […] mas Rebeca amava a Jacó’ (Gn 25.28). Talvez a expressão ‘amava mais que’ nos faça lembrar de ‘era mais astuta que’ (3.1), outra expressão que também anunciava problemas. O pai deu ao filho ‘uma túnica de várias cores’ ou ‘uma túnica talar de mangas compridas’, conforme o que lemos em 37. Os irmãos reagiram com inveja.

[…] Como podemos avaliar aquilo que motivava José naquele momento? Será que ele, nas palavras de G. W. Coats, ‘tinha sonhos grandiosos e espontaneamente se gabava deles e de seu óbvio significado perante todos os membros da família’? Ou, como afirma W. L. Humpheys, devemos ler os sonhos de José e o fato de ele contá-los como ‘algo entre uma bravata de um adolescente mimado com dezessete anos de idade e sinais dados por Deus a respeito do futuro de sua família

O comportamento de José não foi diferente do comportamento do jovem Davi, que se dispôs a enfrentar Golias (l Sm 17.26,31) apesar dos protestos de Saul e de seus irmãos mais velhos. Os sonhos provêm de Deus. Para o José adolescente, a revelação teve ao menos um significado: Deus tinha um plano para sua vida, e esse plano envolvia algum tipo de liderança. Temos aqui um adolescente com senso de destino divino. Ele compartilha esse fato em virtude do entusiasmo que sentia, não por insolência. ‘Eis-me aqui, Senhor, envia-me a mim’. Seus irmãos, no entanto, não puderam tolerar isso

Decerto, não é a primeira vez que Gênesis chama a atenção para o sonho de alguém. Entre sonhos anteriores, estão os de Abraão (15.12-16), Abimeleque (20.3), Jacó (28.10-16) e Labão (31.24). O que diferencia o sonho de José dos anteriormente apresentados é que, em todos os outros, Deus fala de modo claro com o que sonha. Em contrapartida, nos dois sonhos de José, nada lhe é dito. Os dois sonhos, sucedidos por sua viagem ao Egito (uma viagem que no devido tempo redundaria na salvação de Israel [45.5; 50.20]), são certamente análogos aos sonhos do José do Novo Testamento. Ele também seguiu para o Egito após dois sonhos (Mt 1.20,21; 2.13) em circunstâncias difíceis, levando consigo Maria e a criança que ‘salvará o seu povo dos seus pecados’ (Mt 1.21)” (HAMILTON, Victor P. Manual do Pentateuco. CPAD, 2007, pp.137,38).

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Injustiçado dentro de sua Própria Casa

Jacó fez uma túnica de várias cores para seu filho José (Gn 37.3), uma túnica colorida que era diferente de todas as outras. Isso aborreceu ainda mais os irmãos de José, que viviam cansados dos sonhos do jovem. Certo dia, José estava procurando seus irmãos no campo e quando de longe os avistou, eles logo conspiraram contra o jovem dizendo uns aos outros: “Lá vem o sonhador! Venham, vamos matá-lo agora. Depois jogaremos o corpo num poço seco e diremos que um animal selvagem o devorou. Assim, veremos no que vão dar os sonhos dele” (Gn 37.19,20).

Os sonhos de José diziam que, atando feixes de trigo no campo, o feixe de José se levantava e ficava de pé enquanto os de seus irmãos o rodeavam e se inclinavam a ele. Assim como também outro sonho que dizia que o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam para José (Gn 37.7-9), ou seja, simbolicamente isso dizia que todos eles um dia iriam se prostrar diante de José (veremos que realmente todos esses sonhos vieram a se cumprir). Por isso os irmãos dele sentiam tanta inveja, raiva e zombavam dele e de seus sonhos.

Contudo, naquele dia, em vez de matá-lo ali no campo como planejado inicialmente, os irmãos de José resolveram apenas jogá-lo numa cova vazia sem água e quando avistaram uma caravana de ismaelitas que iam para o Egito, decidiram vendê-lo como escravo (Gn 37.26-28). Os irmãos de José esconderam o fato de Jacó, e mentiram para ele, alegando que o jovem havia sido morto por um animal feroz e mancharam sua túnica colorida com sangue de cabrito.

Bíblia nos fala que Jacó chorou a morte de José por muitos e muitos dias (Gn 37.32-35). Diante de tudo isso que aconteceu, podemos imaginar que José se sentiu injustiçado, desprezado e odiado pelos seus irmãos e certamente pensara que seus sonhos haviam morrido.

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AUXILIO TEOLÓGICO

O Casaco Colorido de José

José ganhou uma túnica feita de muitas peças. As peças adicionais eram, provavelmente, mangas compridas que atrapalhavam quando havia serviço a fazer. (Quando as mulheres usavam mangas longas e largas, elas as amarravam atrás do pescoço para que os braços ficassem livres). Isso indicava que José não devia fazer trabalho pesado; ele era o herdeiro escolhido para governar a família (Gn 37.3)” (GOWER, Ralph. Novo Manual de Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p.12).

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Lição 1: Sacrificado? Eu? | 3° Trimestre De 2021 | EBD – Adolescentes


EBD
 | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Adolescentes – Tema do Trimestre: Adolescentes na Bíblia | Lição 1: Sacrificado? Eu?

Objetivos

Levar os alunos o confiar em Deus;
Crescer na fé;
Crer no poder de Deus.

TEXTO BÍBLICO 

Gênesis 22.1-19

Destaque

“Então Deus disse: — Pegue agora Isaque, o seu filho, o seu único filho, a quem você tanto ama, e vá até a terra de Moriá. Ali, na montanha que eu lhe mostrar, queime o seu filho como sacrifício” (Gn 22.2).

LEITURA DEVOCIONAL

Segunda – Gn 21.4 – 6
Terça – Hb 11.18
Quarta – Gn 22.2
Quinta – Gn 22.5
Sexta – Gn 22.14
Sábado – Is 53.7
Domingo – Gl 4.28

Material Didático

Use o notebook e o Datashow para expor a aula; busque imagens que têm a função de atrair a atenção dos adolescentes; caso não disponha de material tecnológico, use figuras de revistas que representam os objetos e animais utilizados no sacrifício.

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Quebrando a Rotina

Há muitas músicas cristãs que faiam da história de Abraão e Isaque e de corno Deus provou-a fé de seus servos naquele sacrifício, isto mostra que esta é uma das histórias mais conhecidas da Bíblia. Assim, considere o exemplo de fé demonstrado por Abraão e peça para os ‘ seus alunos pesquisarem na internet hinos antigos e louvores atuais que relatam esta história de fé. Dessa forma, os alunos estarão trabalhando o conteúdo bíblico encontrado nas músicas de diferentes épocas. A internet é uma ferramenta que fez parte da realidade do adolescente. A partir desta pesquisa, eles estarão relacionando a mensagem bíblica dentro da musicalização e também, entrando em contato com as coisas de Deus por meio da internet.

Frequentemente, somos colocados em situações adversas. Deparamo-nos com provações repentinas. No início, elas parecem insuportáveis, mas com o tempo é revelado o propósito de alcançarmos uma vida cristã frutífera. As provações independem das etapas da nossa existência: se na juventude ou na maturidade ou na velhice. Quando somos provados por Deus, a nossa vida torna-se uma caminhada de sacrifício (Rm 12.1), fazendo parecer que não temos vontade própria, sonhos particulares e projetos futuros. Só depois é que entendemos que fazer a vontade de Deus, sonhar o seu sonho e viver os projetos dEle é o melhor para nossa vida.

A provação nos faz crescer, alcançar a retidão e a justiça divina. Em meio às provas, somos chamados a entregar a própria vida em sacrifício vivo e agradável a Deus (Rm 12.1).

Nesta lição, veremos o quanto a fé e a obediência são essenciais para a vida cristã e o quanto podemos ser provados em nossa fé. Isaque sendo apenas um adolescente, o filho da promessa do velho Abraão, foi pedido em sacrifício a Deus. Sim, o único filho deveria ser sacrificado ao Senhor. Já pensou se Deus pedisse aos seus pais a sua vida em sacrifício, meu caro adolescente? Vamos aprender com Isaque hoje sobre submissão e confiança em Deus.

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A Promessa de ter um Filho

Abraão já era velho quando recebeu a promessa de Deus de que seria o pai de uma grande nação (Gn 12.2; 15.5). Sara, sua esposa, não podia ter filhos, era estéril e também avançada em idade (Gn 16.1). Porém, o Senhor fez uma promessa ao seu servo Abraão e mesmo que Sara, algumas vezes, tivesse desacreditado da potente mão de Deus, que faz coisas impossíveis, o Senhor cumpriu cada uma das palavras proferidas a Abraão: “Ela ficou grávida e, na velhice de Abraão, lhe deu um filho. O menino nasceu no tempo que Deus havia marcado, e Abraão pôs nele o nome de Isaque” (Gn 21.2,3).

A alegria do nascimento de um filho finalmente havia chegado à casa de Sara, sua felicidade era imensa, pois ela jamais se via amamentando um bebé na idade que tinha. Você também é filho da promessa, sabia disso? Com certeza Deus traçou um plano e fez uma promessa aos seus pais para que você viesse a este mundo. £ hoje você está aprendendo mais da Palavra de Deus na Escola Dominical, e isso também não é por acaso, faz parte do plano divino. Creia, porque você é como Isaque para Deus, o filho da promessa.

AUXÍLIO TEOLÓGICO

Demonstração convincente do amor por Deus.

Aqui está retratada uma das experiências mais tremendas registradas em Gênesis. Toca às raias mais profundas da certeza que o crente tem de que o Deus que promete é fiel, ainda que dê ordens para destruir a prova de que suas promessas estão sendo cumpridas. Abrão se manteria fiel a Deus embora seu mais precioso tesouro na terra fosse eliminado?
Para os leitores modernos, a tradução ‘tentou’ gera confusão. Insinua muita coisa, levantando as perguntas: Deus estava instigando este homem a cometer pecado?, e: Deus queria mesmo humilhar e ferir seu mais dedicado adorador?

A palavra hebraica (nissah) significa ‘testar’ ou ‘colocar em prova’, e há traduções que preservam este significado (ARA). Neste exemplo, Deus estava testando a suprema lealdade espiritual de Abraão tocando na vida física de Isaque, a quem amas.
Havia aspectos da ordem que eram racionalmente inexplicáveis. Uma comunidade pagã justificaria o sacrifício humano dizendo que a vida dos sacrificados servia para fortalecer os deuses da comunidade em tempos da adversidade severa. Matar Isaque não seria de nenhum proveito óbvio para a vida do rapaz, a vida de Abraão ou a vida coletiva do clã. Até pior, contradizia as promessas de Deus.

[…] Para Abraão, o monte Moriá era um novo lugar, em honra da revelação da graça de Deus na hora da provação, deu ao lugar outro nome, O SENHOR proverá (v. 14 Jeová-Jiré, que significa ‘o Senhor vê’ e proverá). Podemos estar certos de que a volta para casa foi bem diferente da viagem ao monte Moriá. Abraão enfrentou a ameaça devastadora da morte e venceu seu poder pela confiança plena na integridade de Deus. Por outro lado, Deus demonstrou claramente que o sacrifício que Ele deseja é inteireza de coração, , rendição às suas ordens” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 1. CPAD, 2005, pp.72,73).

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Lição 02 – Um Homem de Fé e Coragem | EBD Betel Adultos | 3° Trimestre De 2021

  EBD Betel – Adultos | 3° Trimestre De 2021 | Tema: TRIUNFANDO SOBRE AS BATALHAS E ADVERSIDADES DA VIDA – Aplicando os Princípios Bíblicos para Prevalecer nas Aflições do Tempo Presente | Lição 02 – Um Homem de Fé e Coragem

TEXTO ÁUREO

“Então disse: Não se chamarás mais o teu nome Jacó, mas Israel, pois, como príncipe, lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste.” Gênesis 32.28

VERDADE APLICADA

Após encontrar-se com Deus, o homem nunca mais é o mesmo, pois experimenta a vida abundante que somente Deus pode proporcionar.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Explicar o que motivou a rivalidade entre Esaú e Jacó.

Mostrar como Deus mudou o caráter de Jacó.

Realçar a necessidade de um relacionamento com Deus.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
GÊNESIS 25

  1. E estas são as gerações de Isaque, filho de Abraão: Abraão gerou a Isaque;
  2. E era Isaque da idade de quarenta anos, quando tomou a Rebeca, filha de Betuel, arameu de Padã-Arã, irmã de Labão, arameu, por sua mulher.
  3. E Isaque orou instantemente ao Senhor por sua mulher, porquanto era estéril; e o Senhor ouviu as suas orações, e Rebeca, sua mulher, concebeu.
  4. E os filhos lutavam dentro dela; então disse: Se assim é, por que sou eu assim? E se foi a perguntar ao Senhor.
  5. E o Senhor lhe disse: Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor.

LEITURAS COMPLEMENTARES

SEGUNDA / Gn 25.19-26 O nascimento de Esaú e Jacó.

TERÇA / Gn 25.27-34 Esaú vende sua primogenitura a Jacó.

QUARTA Gn 27 Rebeca e Jacó enganam Isaque.

QUINTA Gn 28 Isaque envia Jacó a Padã-Arã.

SEXTA / Gn 29.21-27 Labão engana Jacó.

SÁBADO / Gn 32.22-32 O encontro de Jacó com Deus.

HINOS SUGERIDOS 107, 126, 459

MOTIVOS DE ORAÇÃO

Ore para que a juventude permaneça firme na fé.

ESBOÇO DA LIÇÃO

Introdução
1- A rivalidade de Esaú e Jacó
2- Uma nova etapa
3- O surgimento de uma nação
Conclusão

EBD Betel – Adultos | 3° Trimestre De 2021 | Tema: TRIUNFANDO SOBRE AS BATALHAS E ADVERSIDADES DA VIDA – Aplicando os Princípios Bíblicos para Prevalecer nas Aflições do Tempo Presente | Lição 02 – Um Homem de Fé e Coragem

EBD Betel – Adultos | 3° Trimestre De 2021

INTRODUÇÃO

Para prosseguir na jornada da vida, é preciso ter fé em Deus, que tudo provê e nos faz descansar em Suas promessas; e submissão, para passarmos pelo processo de disciplina do Senhor e por Ele sermos moldados.

PONTO DE PARTIDA

Quem se encontra com Deus tem a vida mudada.

1- A Rivalidade de Esaú e Jacó

Isaque e Rebeca tiveram dois filhos: Esaú e Jacó [Gn 25.19-26]. Desde o ventre, um já lutava com o outro [Gn 25.22]. Conforme os anos se passaram, essa rivalidade só aumentou.

1.1. Uma revelação. Ao perceber que seus filhos lutavam entre si durante a gestação, e que isso a deixava inquieta, Rebeca consultou o Senhor para descobrir o que estava acontecendo. A resposta de Deus foi uma revelação sobre o surgimento de duas nações: “Duas nações há no teu ventre, e dois povos se dividirão das tuas entranhas, e um povo será mais forte do que o outro povo, e o maior servirá ao menor” [Gn 25.23]. O primeiro a nascer foi Esaú. Logo após, saiu Jacó, com sua mão agarrada ao calcanhar do seu irmão [Gn 25.26]. A Bíblia não revela se Rebeca contou a Isaque o que ouviu do Senhor. Afirma apenas que, por causa das suas características naturais, Isaque amava a Esaú e Rebeca amava a Jacó [Gn 25.28].Subsídio do Professor: O que Deus revela para Rebeca é algo tremendo. Ele não diz os nomes dos filhos, apenas os chama de “nações”. Rebeca entende que Jacó nasce com um propósito todo especial [Gn 25.23]. Que bom seria se pudéssemos guardar tudo aquilo que Deus nos diz. Como esquecemos facilmente as promessas de Deus em dias de tempestade. Biblicamente, Esaú nunca foi a escolha divina. Se dependesse de Isaque, Jacó jamais ouviria de seus lábios a proclamação da bênção. No entanto, Deus é Soberano. Precisamos descansar em Suas promessas.1.2. O direito de primogenitura. Segundo David F. Payne, “da mesma forma que a escolha divina evitou Ismael para favorecer Isaque, agora o irmão gêmeo mais velho é inferior ao mais novo [Rm 9.6-13]”. No entanto, vale ressaltar que o próprio Esaú tomou a iniciativa de abrir mão do seu direito de primogenitura, ao vendê-lo por um guisado das lentilhas [Gn 25.29-34]. É um perigo desprezar a bênção de Deus para satisfazer um apetite passageiro, como nos alerta o escritor da epístola aos Hebreus [Hb 12.16].

Subsídio do Professor: Segundo D. L. Moody: “Com exceção do fruto proibido, nenhum outro alimento custou tão caro quanto esse cozinhado de lentilhas”. De acordo com William McDonald: “Como primogênito, Esaú tinha direito à porção dupla dos bens de seu pai. (…) Ele também se tornaria o chefe da tribo ou da família. Esses privilégios estavam relacionados ao “direito de primogenitura”, que, no caso de Esaú, ainda incluiria a honra de se tornar ancestral do Messias. (…)Deus não aprovou a atitude de Jacó, porém uma coisa ficou muito clara: Jacó valorizou o direito de primogenitura e o privilégio de participar da linhagem piedosa, enquanto Esaú preferiu satisfazer o apetite da carne em detrimento das bênçãos espirituais”. Precisamos aprender a valorizar as coisas espirituais. Aparentemente, Esaú pensou que aquele ato nada significaria. No entanto, a Escritura afirma que sua atitude foi profana [Hb 12.16].

1.3. A troca de papéis. Na sua primeira fase da vida, Jacó se revela um homem materialista, pois, além de comprar do seu irmão o direito da primogenitura, juntamente com sua mãe, que arquitetou todo o plano, engana a seu pai, Isaque, ao se passar por Esaú, para receber a bênção. Havia em Jacó o desejo de alcançar as promessas divinas, mas fez isso por meio da trapaça e da mentira [Gn 27.6-13, 20, 24]. É interessante observar os fatos: Esaú não valorizou a bênção e a desprezou; e Jacó, que queria a bênção, mas a obteve por meios ilícitos. Isso gerou conflitos e castigos (Rebeca e Jacó nunca mais se encontraram). Nas batalhas da vida, não devemos agir por conta própria. Precisamos ouvir e receber as orientações de Deus.Subsídio do Professor: Russell Shedd: “Parece que Rebeca depositava tanta confiança na palavra de promessa [Gn 25.23] que nem temia a eventualidade da maldição, nem admitia como ação repreensível, o emprego do engano com propósito de desviar para Jacó a bênção de Isaque. Impulsionada por sua parcialidade para com Jacó, ela não descansara na providência divina.”

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EU ENSINEI QUE:

Desde o ventre, Esaú e Jacó lutavam um com o outro e que, conforme os anos se passaram, essa rivalidade só aumentou.

2- Uma Nova Etapa

Com medo do seu irmão, Jacó foge para Padã-Harã. Nesta nova fase da vida, tomamos conhecimento, a partir do capítulo 28 de Gênesis, de como a disciplina de Deus transformou e aperfeiçoou o seu caráter.

2.1. Deus está neste lugar. Durante a viagem, numa noite, Deus se revela a Jacó em sonho [Gn 28.12-16]. A promessa feita a Abraão e Isaque agora é proferida por Deus a Jacó. Da mesma forma que agiu com seus antepassados, isto é, estabelecendo uma aliança, Deus assim procedeu com Jacó [Gn 28.13-15]. O impacto da presença de Deus foi tão grande na vida de Jacó que ele ergueu uma coluna e fez um voto. Ainda hoje, Deus quer se relacionar com o ser humano. Devemos desejar ardentemente que Ele seja o nosso alicerce durante a jornada da vida. Não há como prosseguir se o Senhor não for o nosso Deus [Gn 28.21]. Mesmo que os dias sejam escuros, Ele é a nossa luz [Sl 119.105].Subsídio do Professor: Comentando a passagem bíblica de Gênesis 28.10-22, Derek Kidner afirmou: “Esta é uma suprema demonstração da graça divina, não procurada e incondicional. Não procurada porque Jacó não era nenhum peregrino ou pródigo de regresso, e, contudo, Deus saiu ao encontro dele, com Seu séquito de anjos e tudo, tomando-o totalmente de surpresa. Incondicional, pois não houve uma palavra de recriminação ou de exigência; somente uma torrente de garantias fluindo do foco central: “Eu sou o Senhor”.”

2.2. Servir por amor. Ao chegar ao poço de Harã, uma linda história de amor começa a ser escrita. Jacó encontra-se com Raquel, sua linda prima. É possível que ele tenha causado nela uma forte impressão, pois removeu sozinho a pedra que estava sobre a boca do poço [Gn 29.10]. Labão, seu tio, lhe oferece hospedagem e, mais à frente, lhe pergunta qual é o salário que gostaria de receber pelo seu trabalho [Gn 29.15]. A resposta é: Raquel. Labão concordou com a proposta. Jacó se casaria com Raquel em troca de sete anos de serviço. No entanto, aqueles anos, para ele, pareceram poucos dias, porque a amava muito [Gn 29.20]. É exatamente dessa forma que devemos servir ao Senhor Deus: por amor [Mt 22.37-39].

Subsídio do Professor: Quando servimos a Deus por amor, manifestamos nossa gratidão Àquele que, por amor, se entregou por nós voluntariamente e nos deu vida abundante [Jo 3.16; 10.10]. A recomendação do salmista é que sirvamos ao Senhor com alegria e que nos apresentemos diante dEle com canto [Sl 100.2], pois o Senhor é bom e eterna a Sua misericórdia [Sl 100.5].

2.3. A lei da semeadura. No prazo acertado, Jacó solicitou que Labão cumprisse o combinado [Gn 29.21]. No entanto, Labão não lhe deu como esposa Raquel, mas, sim, Léia [Gn 29.23]. Porém, Jacó só percebeu pela manhã [Gn 29.25]. Toda pessoa colhe o que plantou. O nosso Deus não se deixa escarnecer [Gl 6.7]. Jacó semeou trapaça e mentira [Gn 27.6-13, 20, 24]. Portanto, não poderia colher diferente. Labão, seu sogro, agiu astutamente e ganhou de Jacó quatorze anos de serviço por suas filhas. Ainda hoje, a Igreja deve estar atenta a este princípio. Aquele que semeia na sua carne satisfaz e agrada a si mesmo [Gl 6.8; Rm 15.1-3], o que resulta em morte [Rm 6.23]. Aquele que semeia no Espírito obedece ao Espírito Santo [Rm 8.14].Subsídio do Professor: Comentando o capítulo 6 de Gálatas, F. Roy Coad afirma: “É significativo que a exortação à semeadura e colheita apareça no centro desse texto, flanqueada dos dois lados por instruções acerca da bondade prática e do fazer bem aos necessitados. Não podemos limitar o seu significado a só esse aspecto da vida cristã, mas, colocado como está, liga o “semear para o Espírito” de maneira inseparável e para sempre à expressão prática da misericórdia e da bondade cristã.”

EU ENSINEI QUE:

A disciplina de Deus transformou e aperfeiçoou o caráter de Jacó.

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Lição 01 – Vale e Deserto: Lugares de Propósitos, Desafios e Vitórias | EBD Betel Adultos | 3° Trimestre De 2021

EBD Betel – Adultos | 3° Trimestre De 2021 | Tema: TRIUNFANDO SOBRE AS BATALHAS E ADVERSIDADES DA VIDA – Aplicando os Princípios Bíblicos para Prevalecer nas Aflições do Tempo Presente | Lição 01 – Vale e Deserto: Lugares de Propósitos, Desafios e Vitórias

TEXTO ÁUREO

“Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.” Salmo 23.4

VERDADE APLICADA

Na caminhada cristã, os vales e desertos contribuem no processo de aperfeiçoamento na vida dos que perseveram em Cristo.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Falar quais são os propósitos de Deus na provação.

Mostrar que vale e deserto são lugares de desafios.

Apresentar a grandeza das vitórias no vale e no deserto.

EBD Betel – Adultos | 3° Trimestre De 2021 | Tema: TRIUNFANDO SOBRE AS BATALHAS E ADVERSIDADES DA VIDA – Aplicando os Princípios Bíblicos para Prevalecer nas Aflições do Tempo Presente | Lição 01 – Vale e Deserto: Lugares de Propósitos, Desafios e Vitórias

TEXTOS DE REFERÊNCIA
EZEQUIEL 37

  1. Veio sobre mim a mão do Senhor; e o Senhor me levou em espírito, e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos,
  2. E me fez andar ao redor deles; e eis que eram mui numerosos sobre a face do vale e estavam sequíssimos.
  3. E me disse: Filho do homem, poderão viver estes ossos? E eu disse: Senhor Jeová, tu o sabes.
  4. Então me disse: Profetiza sobre estes ossos, e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do Senhor.
  5. E profetizei como ele me deu ordem; então o espírito entrou neles, e viveram e se puseram em pé, um exército grande em extremo.

LEITURAS COMPLEMENTARES

SEGUNDA / Gn 21.15-19 A provisão de Deus na vida de Agar e Ismael.

TERÇA / Gn 26.1-33 A providência de Deus na vida de Isaque.

QUARTA / 1Sm 17 Deus dá a Davi a vitória na peleja contra Golias.

QUINTA / 2Cr 20.1-30 Deus dá a Josafá a vitória sobre seus inimigos.

SEXTA / Sl 84.1-7 A felicidade em habitar no santuário de Deus.

SÁBADO / Ez 37.1-14 A visão de um vale de ossos secos.

HINOS SUGERIDOS: 126, 186, 459

MOTIVOS DE ORAÇÃO

Ore para que a Igreja continue servindo ao Senhor, apesar das dificuldades.

ESBOÇO DA LIÇÃO

Introdução
1- Os propósitos da provação
2– Os desafios do vale e deserto
3– As vitórias no vale e deserto
Conclusão

EBD Betel – Adultos | 3° Trimestre De 2021 | Tema: TRIUNFANDO SOBRE AS BATALHAS E ADVERSIDADES DA VIDA – Aplicando os Princípios Bíblicos para Prevalecer nas Aflições do Tempo Presente | Lição 01 – Vale e Deserto: Lugares de Propósitos, Desafios e Vitórias

INTRODUÇÃO

A Bíblia nos ensina que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus. Mesmo passando por momentos difíceis, precisamos entender que Deus é Soberano e tem o controle de todas as coisas.

PONTO DE PARTIDA

É preciso ser aperfeiçoado por Deus.

1- Os Propósitos da Provação

Todos nós encaramos momentos difíceis ao longo da vida. No entanto, é preciso estar sensível, espiritualmente falando, ao propósito de Deus em nos proporcionar esses momentos de provação.

1.1. Um lugar de provação. Segundo o dicionário, vale é uma extensão longa e baixa de terra que fica entre colinas ou montanhas. Em diversos textos bíblicos, a expressão vale indica provações, situações de conflito, lugar de dificuldades, entre outros. O profeta Ezequiel vivenciou literalmente a dinâmica do ‘vale’. O profeta foi deportado para a Babilônia [2Rs 24.10-16], sofreu a perda trágica de sua esposa e não pôde vivenciar o luto [Ez 24.15-17]. Com isso o profeta perdeu seus bens mais valiosos, foi desterrado, ficou viúvo, viu sua nação deteriorando até o desmoronamento final com a última deportação, podendo ser, assim como a nação irmã (o Reino do Norte), completamente extinta.

É nesse interim que o profeta teve uma experiência sobrenatural no ‘vale’ de ossos secos. Deus conhece a nossa estrutura e não nos provará além das nossas forças [1Co 10.13]. O vale é um lugar onde estamos a sós com Deus, mais quebrantados, contritos e sensíveis à Palavra de Deus. É no vale que Deus se revela e nos mostra quem somos, como estamos e trabalha em nós o que precisa ser trabalhado.

Subsídio do Professor: Deus nos prova com o objetivo de nos ensinar, aperfeiçoar e nos tornar aptos para as intempéries da vida. Todos os servos de Deus passam pelo processo do fogo (aperfeiçoamento). Ele nos prova para nos levar mais adiante. É o que o apóstolo Tiago afirma: “Eis que temos por bem-aventurados os que sofreram. Ouvistes qual foi a paciência de Jó e vistes o fim que o Senhor lhe deu; porque o Senhor é muito misericordioso e piedoso.” [Tg 5.11].

1.2. Um lugar de fé. Ao conduzir Ezequiel ao vale de ossos secos, Deus estava exercitando a fé do profeta. A experiência do cativeiro foi um golpe aterrador tanto para a nação, quanto para o homem de Deus. Mesmo que o vale de ossos secos não fosse algo literal, mas, sim, uma visão sobrenatural, ele expressava a trágica situação espiritual do povo. No entanto, Deus faz o impossível e mostra o Seu poder para mudar a triste realidade e, assim, reavivar a esperança da nação. Na boca do profeta não poderia haver incredulidade, murmuração ou tristeza, mas, sim, a fé na ação poderosa do Espírito de Deus [Ez 37.3-5].

O profeta é desafiado a ter fé para, então, profetizar. Portanto, ter fé deve resultar em atitude de fé, pois a fé sem obras é morta [Tg 2.26]. Ezequiel creu, profetizou conforme a ordem do Senhor e o resultado foi poderoso [Ez 37.7-10]. Não podemos passar a vida inteira proclamando aos céus as impossibilidades da terra. Devemos, sim, proclamar na terra a realidade dos céus. Nada é impossível para Deus [Lc 1.37]. Tudo o que temos a fazer é crer no Seu agir [Hb 11.6].

Subsídio do Professor: Na versão Revista e Corrigida vemos o termo: “(…) o SENHOR me levou em espírito” [Ez 37.1], indicando que o vale não era algo tangível, mas, sim, uma visão espiritual. Outro fator importante visto era que as batalhas na antiguidade eram verdadeiras carnificinas de proporções gigantescas. John W. Walton (et. al.) – Comentário Histórico Cultural do Antigo Testamento (p. 934) afirma que essa quantidade descrita na passagem mostra que houve uma grande catástrofe e que esses cadáveres não tiveram um sepultamento digno, ou seja, aquela tragédia foi um verdadeiro vitupério.

Ao levar o profeta Ezequiel ao vale, o Senhor lhe mostrou que é possível transformar coisas que aparentemente não possuem a menor chance de recuperação. De início, o vale é um lugar assustador, porém, o Senhor sempre se revela e nos mostra algo superior, mais valioso e mais duradouro [1Pe 1.7]

1.3. Um lugar de transformação. Deus mostrou ao profeta Ezequiel Seu poder para transformar e mudar toda e qualquer circunstância. O que era um vale de ossos secos, tornou-se em um exército grande em extremo [Ez 37.10]. Outro personagem que passa pelo “vale” e foi transformado é o patriarca Jacó, quando de sua experiência com Deus na passagem do Jaboque.

Foi tão impactante que teve seu nome mudado de Jacó (usurpador), para Israel [Gn 32.22-30]. O vale é um lugar de encontro com Deus. Quando vivenciamos este encontro, então somos transformados. Nossa vida espiritual está marcada por esse encontro, o encontro com o Jesus Cristo ressuscitado. Nossa transformação está pautada nesse encontro real com o Cristo vivo.

Subsídio do Professor: F. F. Bruce: “A visão do vale de ossos secos talvez seja a cena mais conhecida de todo o livro de Ezequiel. (…) a restauração da vida sobre os ossos é uma parábola da ressurreição nacional de Israel [v. 11-14]; mas no decorrer do tempo naturalmente veio a ser tratada como uma parábola de ressurreição pessoal, como pode ser visto nas pinturas de parede da sinagoga de Dura-Europos no Eufrates (século III a.C.). (…) A influência dessa seção de Ezequiel é tão forte em João 3.3-8 que não é de admirar que Jesus tenha expressado surpresa quando os mestres de Israel não conseguiram captar a insinuação [Jo 3.9-10].”

EU ENSINEI QUE:

É preciso estar sensível, espiritualmente falando, ao propósito de Deus em nos proporcionar momentos de provação.

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2- Os Desafios do Vale e Deserto

Não é fácil passar por momentos difíceis. No entanto, os vales e desertos têm lições espirituais profundas, que são capazes de mudar para sempre nossas vidas.

2.1. Um lugar de providênciaIsaque é um personagem bíblico que se destaca por sua fé, perseverança e obediência a Deus. Quando o Senhor lhe apareceu, havia fome na terra e muita escassez [Gn 26.1-6]. Deus lhe fez uma grande promessa, Isaque seguiu Seus preceitos e prosperou. Ele se tornou muito rico. Por ser o único que prosperava em uma terra de fome, foi invejado por todos, inclusive, pelo rei Abimeleque [Gn 26.12-16]. Obrigado a sair do local, Isaque foi para o vale de Gerar. No entanto, foi no vale que ele cavou e encontrou um poço de águas vivas. Mesmo estando no vale, o Senhor Deus o abençoou [Gn 26.17-18]. É preciso entender que os desafios do vale não nos impedem de desfrutar da providência de Deus.

Subsídio do Professor: Nada acontece sem o controle de Deus. É preciso ter fé na providência de Deus para as nossas vidas. A história de Isaque nos ensina que o segredo não é o lugar, mas quem está conosco. Não precisamos temer os males que os inimigos tentam nos causar. Deus tem providência para nós, mesmo nos vales.

2.2. Um lugar de provisão. Outro personagem bíblico que merece destaque é Agar. Por pensar que o Senhor a tinha impedido de gerar, Sara, mulher de Abraão, fez uma proposta ao seu marido: deitar-se com Agar, sua criada egípcia, e gerar um filho [Gn 16.1-3]. Quando soube que estava grávida, Agar começou a fazer pouco caso da sua senhora. Com o nascimento de Ismael e o passar dos anos, a convivência com Sara se tornou insuportável. Assim, Abraão a despediu, para que andasse errante pelo deserto [Gn 21.14]. No entanto, no deserto, Deus abriu os olhos de Agar para ver um poço. Ela tinha em mãos apenas um odre vazio, mas Deus lhe fez ver um poço, algo além do que necessitava. No deserto existem poços. Que Deus abra os nossos olhos para ver a Sua provisão [Gn 21.15-19].

Subsídio do Professor: A água do odre de Agar havia terminado; a morte de seu filho Ismael era certa. Ela se distanciou para não ver a morte de seu filho, mas Deus ouviu a voz do menino, abriu os olhos de Agar e lhe mostrou um poço no deserto. Nas horas de grandes aflições é comum vermos apenas o problema. Mas ali, bem ao lado de Agar, estava um poço. Era Deus suprindo as necessidades. De acordo com Russell Shedd: “Ismael contava, já, com cerca de 17 anos de idade, não era mais aquela criancinha que Agar tinha carregado em seus braços. A referência ao fato de Deus ter ouvido (Ismael significa “Deus ouve”) a voz de Ismael, indica que Abraão lhe havia ensinado a orar”.

2.3. Um lugar de passagem. O salmo 84 nos ensina que aquele que busca forças em Deus, e nEle confia de todo o coração, ao passar pelo vale, faz dele uma fonte [Sl 84.5-6]. Os vales existem e é preciso compreender que ninguém está isento de passar pelo vale. No entanto, o salmista afirma que o vale é lugar de passagem, não de morte ou estagnação. A nossa segurança de que não ficaremos no vale está em Deus. Ele prometeu estar conosco sempre [Mt 28.20], seja qual for a circunstância [Is 43.2]. Ainda que andemos pelo vale da sombra da morte, não temeremos mal algum, pois Ele está conosco [Sl 23.4], caminhando do nosso lado e nos dando segurança.

Subsídio do Professor: Russell Shedd: “Uma vida cheia de fé faz com que os próprios tempos áridos e escabrosos da nossa vida possam ser momentos de refrigério e de ascensão; a necessidade do cristão é simplesmente receber a força sobrenatural de Deus em todas as circunstâncias.”

EU ENSINEI QUE:

Os vales e desertos têm lições espirituais profundas, que são capazes de mudar para sempre nossas vidas.

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Lição 02: Oseias: O Casamento como um Reflexo da Comunhão com Deus | EBD – Jovens | 3° Trimestre De 2021

  EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 02: Oseias: O Casamento como um Reflexo da Comunhão com Deus

Objetivos

REFLETIR a respeito da vida de Oseias e seu drama pessoal;
COMPREENDER a linguagem do casamento como reflexo da comunhão de Deus com o seu povo;


EXPLICAR como a experiência pessoal de Oseias contribuiu para fundamentar sua profecia.

TEXTO DO DIA

“Contendei com vossa mãe, contendei, porque ela não é minha mulher, e eu não sou seu marido […].” (Os 2.2)

SÍNTESE

Oseias recebeu a missão de profetizar para Israel, um povo ingrato e obstinado. Na consecução deste propósito, vivenciou um drama particular ao ser traído por sua mulher.

Agenda de leitura

SEGUNDA – Os 1.2-9 A difícil missão de representar o amor de Deus

TERÇA – 1 Rs 12.26-33 O paganismo religioso e a traição de Israel

QUARTA – Os 9.1 A nação comparada a uma meretriz

QUINTA – Os 11.4,5 O inexplicável amor de Deus por seu povo

SEXTA – Ap 19.7 O casamento ilustra o encontro final de Cristo com a Igreja

SÁBADO – Os 14.1,2 O chamado ao arrependimento

INTERAÇÃO

Prezado(a) professor(a), na lição deste domingo estudaremos o livro de Oseias. Ele nos revela uma história de amor entre Deus e o seu povo. Contudo, os israelitas não compreenderam e nem retribuíram a este amor. Eles escolheram o caminho da maldade, da idolatria, da desobediência e do pecado, indo para longe do Senhor que tanto os amava. Todavia, Deus levantou vários profetas, Oseias foi um deles, para transmitir ao povo rebelde e infiel, suas mensagens de amor, de exortação e de consolo.

Oseias nos ensina a respeito de um Deus que nos ama de maneira incondicional. Um Pai que deseja ter um relacionamento com os seus filhos, fundamentado no amor e na fidelidade, à semelhança de um casamento. 

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Orientação Pedagógica

Professor(a), sugerimos que para a aula de hoje você reproduza o esboço do livro de Oseias apresentado abaixo. Utilize-o para mostrar aos alunos as três partes principais do livro que possui 14 capítulos.

Experiência e entendimento – 1.1- 3.5

a) A vida pessoal de Oseias – 1.1-2.1

b) A Tragédia pessoal e o amor redentor de Oseias – 2.2-23

c) Os procedimentos de Oseias com Gome – 3.1-5

O pecado de Israel – 4.1 -13.16

a) A infidelidade de Israel e suas causas – 4.1-6.3

b) A infidelidade de Israel e seus castigos – 6.4-10.15

c) O amor de Jeová – 11.1- 13.16

Arrependimento e restauração – 14.1-9

a) A súplica final ao arrependimento -14.1-3

b) A promessa de bênçãos últimas – 14.4-8

c) Epílogo – 14.9

Texto bíblico

Oseias 2.1,2; 14-17

1 Dizei a vossos irmãos: Ami; e a vossas irmãs: Ruama.

2 Contendei com vossa mãe, contendei, porque ela não é minha mulher, e eu não sou seu marido; e desvie ela as suas prostituições da sua face e os seus adultérios de entre os seus peitos.

14 Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração.

15 E lhe darei as suas vinhas dali e o vale de Acor, por porta de esperança; e ali cantará, como nos dias da sua mocidade e como no dia em que subiu da terra do Egito.

16 E acontecerá naquele dia, diz o Senhor, que me chamarás: Meu marido e não me chamarás mais: Meu Baal.

17 E da sua boca tirarei os nomes de baalins, e os seus nomes não virão mais em memória.

INTRODUÇÃO

Oseias inaugura a seção dos “Profetas Menores“. Como Isaías, ele teve filhos que serviram como sinal para sua geração; como Jeremias, foi um homem quebrantado. É considerado o “Jeremias do Reino do Norte”.

Ambos empregaram a analogia do casamento para falar da relação de Deus com Israel (Jr 2.2; Os 2.16) e utilizaram a linguagem metafórica do divórcio para expressar a tristeza de Deus em executar o juízo (Jr 3.8; Os 2.2-7). A semelhança de Ezequiel, Oseias ilustrou sua mensagem com a própria vida. Enquanto Ezequiel tornou-se viúvo e por meio de sua vida realizou vários atos como um sinal para sua geração, Oseias perdeu sua mulher para a prostituição e a perdoou, retratando o amor de Deus por Israel, um povo infiel.

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I – A VIDA DE OSEIAS

1. O profeta da salvação.

Oseias significa “salvação”. Jerônimo, um dos pais da igreja, interpretava como “salvador”, outros, interpretavam pensando no imperativo “salva”, como se fosse um clamor direcionado a Deus. Para promovermos o plano da salvação, primeiro é preciso predisposição para conhecê-lo, em seguida, devemos compartilhá-lo com persistência, penhor e amor (Rm 10.14; 2 Co 5.18; Hb 2.3). Oseias ficou conhecido como o primeiro “profeta da graça” ou o “evangelista de Israel”.

Seu nome vem da forma hebraica “Hoshea”, que no original procede da mesma raiz da palavra “Jesus” ou “Josué”. Oseias nos ensina que enquanto a apostasia provoca o juízo, a restauração é resultado direto do imensurável amor de Deus pelo seu povo (1 Pe 1.10; 2 Pe 1.21).  Apesar dos nossos pecados, Deus continua sempre disposto a nos amar, pois a base do amor de Deus não é nosso mérito, mas seu próprio amor, visto que sua essência é amar (Rm 5.8). 

2. Sua origem e ocupação.

É provável que Oseias fosse natural de Bete-Semes e pertencesse à tribo de Issacar. Ao referir-se ao rei de Israel utilizou o pronome da primeira pessoa do plural: “Nosso rei” (Os 7.5). Ele citou diversas referências geográficas envolvendo as cidades do norte: Efraim, Mizpa, Tabor, Gilgal, Betel, Jezreel, Gibeá, Ramá e Gileade, indicando o conhecimento de alguém natural daquela área. Possivelmente foi um padeiro, visto que descreveu o ato de sovar a massa apresentando um conhecimento prático na área (Os 7.4).

Acreditamos que ele era um simples mercador, que ao vender seu produto aproveitava para exortar sua geração nos mercados de cidades próximas, como Jezreel e Samaria. Oseias nos ensina que é possível fazer a obra de Deus concomitantemente ao exercício de nossas profissões. Sirva a Deus conforme suas forças e sua condição (Ec 9.10).

3. Seu drama pessoal. 

livro de Oseias pode ser dividido em duas partes: Os capítulos 1 ao 3 descrevem sua vida pessoal ao comparar sua crise conjugal com a infidelidade de Israel; dos capítulos 4 ao 14 apresentam profecias poéticas entregues em um longo intervalo de tempo. Oseias foi um homem chamado por Deus não apenas para falar, mas também para representar o amor de Deus.  Seu casamento com Gomer foi mediante a ordem divina (Os 1.2). Ao perceber suas traições, separou-se dela, porém, ele amava a sua esposa, e mediante a ordem divina a resgatou da escravidão (mercado da prostituição), dando-lhe uma nova chance (Os 3.1-3).

Tudo o que o profeta vivenciou representou a relação de Deus com seu povo. O casamento de Oseias foi providencial, pois lhe forneceu a analogia necessária para que ele dirigisse sua mensagem a Israel (Os 3.4,5). A mensagem profética de Oseias começou a partir de sua vida pessoal. Duas lições são extraídas desta experiência: 1) Às vezes, o sofrimento torna-se um caminho para o crescimento (2 Co 4.8-10; Cl 1.24); 2) Os servos do Senhor podem enfrentar tragédias pessoais, no entanto, jamais devem abandonar a fé em Deus (Rm 8.35-37).

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II – CONTEXTO HISTÓRICO

1. Quando profetizou?

Oseias profetizou nos dias de Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias, reis de Judá, e nos dias de Jeroboão, rei de Israel (Os 1.1). Foi um período de instabilidade política e declínio moral que culminou com a destruição do Reino do Norte pela Assíria. Seu ministério foi longevo. Jeroboão II reinou no Norte de 793-753 a.C.; Ezequias reinou no Sul de 715-686 a.C. No mínimo podemos afirmar que ele profetizou entre 753 a.C. a 715 a.C. Os judeus calculavam que ele tinha profetizado por aproximadamente 90 anos, tendo como base o meado dos reinados de Jeroboão e Ezequias. Embora o tempo seja exagerado aos nossos olhos, sabemos com certeza que foram muitas décadas dedicadas ao profetismo.

Ele foi contemporâneo de Amós, Isaías e Miqueias e viveu no tempo áureo da profecia, tanto em Israel como em Judá. Oseias foi testemunha da destruição do Reino do Norte em 722 a.C., e com muita tristeza, presenciou o cumprimento de suas profecias.

2. Prosperidade e paganismo.

Naquela época, Israel desfrutava de um surto de prosperidade, como resultado de uma grande expansão de terras (2 Rs 14.25-28).  A Síria estava debilitada. As rotas das caravanas que antes eram dominadas por Damasco estavam sob o controle de Israel. O comércio crescia e os cidadãos de Israel viviam no luxo e na prosperidade. C. S. Lewis já dizia que a prosperidade é o clima propício para as campanhas do Diabo. A prosperidade deixou as pessoas gananciosas e insensíveis às realidades espirituais. A adoração idólatra dos cananeus tinha se espalhado por todas as terras de Israel (1 Rs 12.26-33).

Os cultos e os sacrifícios continuavam, mas não eram oferecidos ao Senhor. Se havia uma colheita boa, os israelitas chegavam ao cúmulo de atribuir essa dádiva a Baal (Os 2.8-13; 7.14-16). Os israelitas foram seduzidos pela idolatria e abandonaram o Deus de Israel (Os 4.6,16; 9.9,17). Vários bezerros de ouro foram levantados e cidades do Norte como Dã e Betel, tornaram-se grandes centros idólatras (Os 4.12,13).

Para os homens, a prosperidade normalmente é vista com bons olhos, no entanto, devemos estar sempre atentos, pois enquanto a provação nos conduz a oração como um vento impulsiona um veleiro, o conforto pode nos seduzir para uma vida de acomodação espiritual.

3. Líderes religiosos corrompidos.

Na época de Oseias, os sacerdotes tinham perdido a paixão pela piedade (Os 4.6-8). Eles abandonaram seus postos sagrados e se uniram aos salteadores nas estradas (Os 6.9). Os homens que deveriam ser exemplos espirituais tornaram-se decadentes e corruptos. Enquanto os sacerdotes prevaricavam, Deus levantou um simples padeiro para ser um profeta. Oseias chegou a descrever que a vida espiritual da nação tinha decaído de uma forma assustadora (Os 4.2,10). O pior era que eles não percebiam, assim como alguém que não percebe que seus cabelos tornaram-se grisalhos (Os 7.9).

O povo havia abandonado a Deus prostituindo-se espiritualmente diante dos deuses pagãos e na hora da dificuldade, buscava o socorro em amigos errados e alianças pagãs (Os 5.13; 7.11; 12.1). Oseias colocou-se na posição de Deus e por isso foi usado pelo Senhor em um momento nevrálgico da história de Israel. Estamos nós preparados para seguir os passos de Oseias agindo como jovens íntegros em nossa geração? Se nossas referências estão se apostatando, sejamos nós as referências.

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Lição 02: O Reino Dividido: Jeroboão e Roboão | EBD – Adultos | 3° Trimestre De 2021

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Adultos – Tema Do Trimestre: O Plano Divino para Israel em meio à Infidelidade da Nação | Lição 02: O Reino Dividido: Jeroboão e Roboão

OBJETIVO GERAL

Ressaltar a importância de ouvir bons conselhos.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com seus respectivos subtópicos.

I. Elencar as principais causas da divisão do reino;

II. Apresentar as falhas e más decisões de Roboão;

III. Pontuar o pecado de idolatria de Jeroboão.

Texto Áureo

“Muitos propósitos há no coração do homem, mas o conselho do SENHOR permanecerá.” (Pv 19.21)

Verdade Prática

Os maus conselhos levam o homem à ruina, mas o conselho amoroso tem o poder de nos livrar da morte.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Pv 11.14 Ouvir sábios conselhos direciona o ser humano para decisões seguras

Terça – Is 42.8 Deus é o detentor de toda glória e não a divide com ninguém

Quarta – Gl 5.19-21 O Reino de Deus pertence àqueles que abandonam as obras da carne

Quinta – Pv 12.15 Aquele que sabe ouvir conselhos é sábio

Sexta – Cl 3.5 Toda a idolatria e concupiscência carnal deve ser abolida quando se está em Cristo

Sábado – Pv 15.22 Compreender a necessidade de ouvir conselhos conduz à sabedoria

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Reis 12.1-10,13,14,26-29

1- E foi Roboão para Siquém, porque todo o Israel veio a Siquém, para o fazerem rei.

2- E sucedeu, pois, que, ouvindo-o Jeroboão, filho de Nebate, estando ainda no Egito (porque fugira de diante do rei Salomão e habitava Jeroboão no Egito),

3- enviaram e o mandaram chamar; e Jeroboão e toda a congregação de Israel vieram e falaram a Roboão, dizendo:

4- Teu pai agravou o nosso jugo; agora, pois, alivia tu a dura servidão de teu pai e o seu pesado jugo que nos impôs, e nós te serviremos.

5- E ele lhes disse: Ide-vos até ao terceiro dia e voltai a mim. E o povo se foi.

6- E teve o rei Roboão conselho com os anciãos que estavam na presença de Salomão, seu pai, quando este ainda vivia, dizendo: Como aconselhais vós que se responda a este povo?

7- E eles lhe falaram, dizendo: Se hoje fores servo deste povo, e o servires, e, respondendo-lhe, lhe falares boas palavras, todos os dias serão teus servos.

8- Porém ele deixou o conselho que os anciãos lhe tinham aconselhado e teve conselho com os jovens que haviam crescido com ele, que estavam diante dele.

9- E disse-lhes: Que aconselhais vós que respondamos a este povo, que me falou, dizendo: Alivia o jugo que teu pai nos impôs?

10- E os jovens que haviam crescido com ele lhe falaram, dizendo: Assim falarás a este povo que te falou, dizendo: Teu pai fez pesadíssimo o nosso jugo, mas tu o alivia de sobre nós; assim lhe falarás: Meu dedo mínimo é mais grosso do que os lombos de meu pai.

13- E o rei respondeu ao povo duramente, porque deixara o conselho que os anciãos lhe haviam aconselhado.

14- E lhe falou conforme o conselho dos jovens, dizendo: Meu pai agravou o vosso jugo, porém eu ainda aumentarei o vosso jugo; meu pai vos castigou com açoites, porém eu vos castigarei com escorpiões.

26- E disse Jeroboão no seu coração: Agora, tornará o reino à casa de Davi.

27- Se este povo subir para fazer sacrifícios na Casa do SENHOR, em Jerusalém, o coração deste povo se tornará a seu SENHOR, a Roboão, rei de Judá, e me matarão e tornarão a Roboão, rei de Judá.

28- Pelo que o rei tomou conselho, e fez dois bezerros de ouro, e lhes disse: Muito trabalho vos será o subir a Jerusalém; vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito.

29- E pôs um em Betel e colocou o outro em Dã.

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Adultos – Tema Do Trimestre: O Plano Divino para Israel em meio à Infidelidade da Nação | Lição 02: O Reino Dividido: Jeroboão e Roboão

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

A fim de preparar os alunos para a aplicação desta aula, comece conversando sobre a importância de se pedir orientação a Deus na hora de tomarmos as mais importantes decisões da nossa vida. Fale também sobre o cuidado e o discernimento que devemos ter diante dos conselhos que recebemos. O que vale mais, uma advertência conciliadora ou um conselho que promova a dissenção e divisão? O orgulho de Roboão foi demonstrado ao rejeitar a conciliação aconselhada pelos anciãos, preferindo uma exigência arrogante de submissão do povo. Para incentivar ainda mais a participação de seus alunos, faça a seguinte pergunta: A experiência e a prudência dos mais velhos é fator preponderante para a consideração de seus conselhos e orientações?

HINOS SUGERIDOS: 25,131, 400 da Harpa Cristã

PONTO CENTRAL

Aquele que é capaz de distinguir os bons dos maus conselhos toma sábias decisões.

INTRODUÇÃO

Após a morte de Salomão em 931 a.C., seu filho Roboão subiu ao trono (1 Rs 11.43). Ele foi o principal responsável pela divisão do reino em duas partes: o reino do Norte (Israel) e o reino do Sul (Judá). A fatídica história de insensatez desse rei nos mostrará as consequências de uma má decisão. Essa história nos ensina a dependermos cada vez mais de Deus em momentos que tomamos decisões importantes na vida.

I – AS PRINCIPAIS CAUSAS DA CISÃO

1. A carga pesada de Salomão.

Devido às alianças externas feitas por Salomão, ele não precisou se dedicar às guerras. Seu reinado foi marcado, em parte, pela paz; seu trabalho era proteger, ampliar o Estado e conservá-lo uno. Seus investimentos eram direcionados para construções e projetos arquitetônicos grandiosos, tais como templos, palácios, e tantos outros que marcaram seu governo (1 Rs 5.3-5). Contudo, para que todas essas idealizações se tornassem realidade, a população pagava impostos muito pesados (1 Rs 12.4). Além disso, com o objetivo de colocar em prática os projetos do rei, havia a obrigação do uso da mão de obra de trabalhadores de quase todas as tribos.

2. A divisão do reino.

O autoritarismo do rei Salomão culminou no descontentamento das dez tribos do Norte, em contrapartida, as tribos de Judá e Benjamim, que ficavam ao sul de Israel, participavam ativamente do governo e faziam parte de sua corte. Quando Salomão morreu em 931 a.C., seu filho Roboão foi questionado pelos líderes de Israel, sob o comando de Jeroboão, sobre o aperto vivido por eles. O povo pediu para que Roboão diminuísse sua carga de trabalho (1 Rs 12.4), mas, ao contrário, seguindo o conselho dos jovens (v.10) e não dos anciãos (v.6), Roboão tornou o fardo ainda mais pesado para os trabalhadores (v.11). As dez tribos do norte, sob a liderança de Jeroboão, se rebelaram contra essa decisão e formaram um novo reino, o reino do Norte (1 Rs 12.16-20).

SÍNTESE DO TÓPICO I

A missão de um líder é direcionar seus liderados e não os oprimir.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

É possível que alguns de seus alunos encontrem dificuldades no estudo da Bíblia por falta de orientação ou de um método determinado para o estudo. Às vezes estudamos muito e retemos pouco ou quase nada. Isso, em parte, acontece pelo fato de estudarmos sem ordem e método. Dê a eles as seguintes orientações:

l. Ore ao Senhor dando-lhe graças e suplicando direção e iluminação do alto.

2. Tenha à mão todo o material de estudo: Bíblia, revista, dicionário bíblico, atlas geográfico, concordância, caderno para apontamentos etc.

3. Leia toda a unidade ou seção indicada pelo professor. Procure obter uma visão global dela; o propósito do escritor.

4. Leia outra vez a mesma unidade. À medida que for estudando, sublinhe palavras, frases e trechos-chave. Faça anotações nas margens do caderno ou revista.

5. Feche a revista e tente recompor de memória as divisões principais da unidade de estudo. Não conseguindo, abra a revista e veja.

6. Repita o passo acima.

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Adultos – Tema Do Trimestre: O Plano Divino para Israel em meio à Infidelidade da Nação | Lição 02: O Reino Dividido: Jeroboão e Roboão

II – OS ERROS DE ROBOÃO

1. A repetição dos erros de Salomão.

Ao tomar conselho com os anciãos e com os jovens, Roboão decidiu acatar o conselho dos jovens, demonstrando total despreparo para exercer a posição em que estava (1 Rs 12.8-11). O conselho dos anciãos dizia que a solução do problema era dar às dez tribos o que pediam. Isso significaria desacelerar o projeto de expansão e desenvolvimento do reino, mas também abrandaria os ânimos agitados do povo, evitando assim a ruptura (1 Rs 12.6,7).

2. Os maus conselhos dos amigos de Roboão.

Ao seguir os conselhos dos jovens, Roboão assinou sua própria sentença: as dez tribos se rebelaram e sob seu domínio ficaram apenas duas (Judá e Benjamim). Roboão deu ouvidos aos maus conselheiros e isso o levou à ruína (1 Rs 12.13).

3. O cuidado com os conselhos.

Quando o orgulho se torna o centro de nossas vidas, ficamos à mercê de nós mesmos e não conseguimos discernir entre o bem e o mal; assim foi com Roboão (Pv 28.26). A falta de sábios conselhos pode levar o ser humano ao declínio moral, ético e espiritual, tornando-o empobrecido e decadente.

SÍNTESE DO TÓPICO II

Saber distinguir os bons dos maus conselheiros é essencial no momento de tomar alguma decisão importante na nossa vida.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

“Primeiramente, Roboão consultou aqueles que haviam servido sob o seu Pai Salomão, provavelmente os que haviam sido relacionados como oficiais em 1 Rs 4.1ss. O conselho que recebeu foi para aliviar a carga dos impostos, pois aparentemente reconheciam que a queixa era justificada. Essa é a primeira afirmação direta em relação aos impostos que Salomão havia instituído; porém, essa taxação está implícita em sua organização fiscal e administrativa (1 Rs 4.7-19) e em suas disseminadas atividades de construção, industrial e comercial, entretanto, pode parecer que muitas das despesas dessas atividades eram cobertas por impostos e taxas coletados dos estados vassalos (1 Rs 10.14,15).

Embora essa queixa tivesse fundamento, ela também pode ter se originado do ciúme e da inveja, pois a maior parte do dinheiro era gasta na cidade de Jerusalém e nas de Judá, ao Sul. Os jovens da própria geração de Roboão insistiam em medidas mais rigorosas, e sua linguagem figurada indicava uma atitude tirânica; eles o aconselharam a exagerar (10), a colocar um certo abuso em sua autoridade, a exceder o rigor de seu pai na medida em que seu ‘dedo mínimo’ fosse mais grosso que os ‘lombos’ (coxas) de seu pai. Escorpiões (11) é uma referência às bordas em farpas na extremidade de um açoite.

Embora tenha procurado o conselho e outros, ele se baseou em sua própria decisão, isto é, aumentar a carga de impostos ao invés de caminhar na trilha de um servo, exatamente o que o rei de Israel deveria ser. Escolher entre ser um egoísta ou um servo é uma decisão que muitos, além de Roboão, já tiveram que tomar” (Comentário Bíblico Beacon: Josué a Ester. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.315).

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Adultos – Tema Do Trimestre: O Plano Divino para Israel em meio à Infidelidade da Nação | Lição 02: O Reino Dividido: Jeroboão e Roboão

CONHEÇA MAIS

“As raízes da divisão nacional. A morte de Salomão abriu caminho para um dos mais traumáticos e decisivos acontecimentos da longa história de Israel: a formal e permanente divisão do reino entre as dez tribos do norte, que doravante passaria a ser chamar Israel ou Efraim e a tribo de Judá ao sul. Embora tenha abalado a nação psicologicamente, a divisão não deve ter causado surpresa ao povo, porque as raízes políticas e ideológicas do cisma eram profundas no passado de Israel.” Para saber mais leia: História de Israel no Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, p.335.

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Lição 01: A Ascensão de Salomão e a Construção do Templo | EBD – Adultos | 3° Trimestre De 2021

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Adultos – Tema Do Trimestre: O Plano Divino para Israel em meio à Infidelidade da Nação | Lição 01: A Ascensão de Salomão e a Construção do Templo

OBJETIVO GERAL

Expor a necessidade de permanecer em comunhão com Deus.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico l com os seus respectivos subtópicos.

I Evidenciar as virtudes de Salomão;

II Destacar o comportamento orgulhoso de Salomão no fim de sua vida;

III Apontar os feitos de Salomão.

Texto Áureo

“E não podiam ter-se em pé os sacerdotes para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor enchera a Casa do Senhor.” (1 Rs 8.11)

Verdade Prática

O pedido de sabedoria feito por Salomão a Deus aponta para a maturidade espiritual que Deus deseja para seus filhos.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Tg 1.5 Deus concede sabedoria àqueles que pedem
Terça – Pv 2.6 A sabedoria provém do Senhor
Quarta – Sl 37.30 O homem justo profere palavras sábias
Quinta – Cl 4.5-6 Falar com sabedoria produz melhores relacionamentos
Sexta – Tg 4.6 Deus não compactua com os orgulhosos
Sábado – Pv 29.23 A pessoa que se afasta do orgulho será honrada

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Reis 4:29-34; 6.1,11-14

29 E deu Deus a Salomão sabedoria, e muitíssimo entendimento, e largueza de coração, como a areia que está na praia do mar.
30 E era a sabedoria de Salomão maior do que a sabedoria de todos os do oriente e do que toda a sabedoria dos egípcios.
31 E era ele ainda mais sábio do que todos os homens, e do que Etã, ezraíta, e Hemã, e Calcol, e Darda, filhos de Maol; e correu o seu nome por todas as nações em redor.
32 E disse três mil provérbios, e foram os seus cânticos mil e cinco.
33 Também falou das árvores, desde o cedro que está no Líbano até ao hissopo que nasce na parede; também falou dos animais e das aves, dos répteis e dos peixes.
34 E vinham de todos os povos a ouvir a sabedoria de Salomão, e de todos os reis da terra que tinham ouvido da sua sabedoria.

1 E sucedeu que no ano de quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel do Egito, no ano quarto do reinado de Salomão sobre Israel, no mês de Zive (este é o mês segundo), começou a edificar a casa do SENHOR.

11 Então veio a palavra do Senhor a Salomão, dizendo:
12 Quanto a esta casa que tu edificas, se andares nos meus estatutos, e fizeres os meus juízos, e guardares todos os meus mandamentos, andando neles, confirmarei para contigo a minha palavra, a qual falei a Davi, teu pai;
13 E habitarei no meio dos filhos de Israel, e não desampararei o meu povo de Israel.
14 Assim edificou Salomão aquela casa, e a acabou.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR 

Comece a aula perguntando a seus alunos qual a diferença entre inteligência e sabedoria. Sabedoria é uma habilidade ou uma virtude? Deixe a turma debater por algum tempo sobre a distinção desses dois termos antes de iniciar a introdução da aula propriamente. É importante também debater sobre a relação entre sabedoria e astúcia ou esperteza. Uma pessoa astuta pode ser considerada sábia? Que relação tem a sabedoria de Salomão com a prosperidade de Israel sob seu governo?

A seguir, encaminhe seus alunos para a conclusão demonstrando que, enquanto o conhecimento representa as nossas experiências e aprendizagens adquiridas do mundo exterior, a sabedoria, especialmente a proveniente de Deus, nos dá a condição de transformarmos estes conhecimentos em prática de vida, a fim de mantermos o equilíbrio, a coesão e a justiça.

Não deixe de apresentar o comentarista da lição. Trata-se do pastor Claiton Pommerening, doutor e mestre em Teologia; membro do Conselho Geral da RAE – Rede Assembleiana de Ensino; autor de obras editadas pela CPAD; diretor da Faculdade Refidim e do Colégio CEEDUC (Joinville – SC); editor executivo da revista REPAS/CEC/CGADB; pastor auxiliar na Assembléia de Deus em Joinville (SC).

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Adultos – Tema Do Trimestre: O Plano Divino para Israel em meio à Infidelidade da Nação | Lição 01: A Ascensão de Salomão e a Construção do Templo

Introdução

Por amor ao Rei Davi, Deus permitiu que Salomão estabelecesse o reino sólido, próspero, justo, cheio de glória e poder. Foi durante o reinado de Salomão em Israel que atingiu seu apogeu na história. Entretanto, mesmo diante de todas essas grandezas, promovida por sua sabedoria, e se destacado, o monarca se deixou levar por interesses políticos e desejos pecaminosos.

I – A SABEDORIA DE SALOMÃO

1. A Virtude de Salomão. Antes mesmo de receber a sabedoria como um  dom divino, Salomão já apresentava alguns traços desta virtude, pois ao ser inquirido por Deus quanto a qualquer perdido que quisesse me fazer (1Rs 3.5), o grande rei escolherá a sabedoria, que se depreende o quanto já era sábio. Ora, se fosse ganancioso pediria dinheiro, se fosse orgulhoso pediria glória, se fosse vaidoso pediria muitos dias de vida, se fosse vingativo pediria a morte dos inimigos (1Rs 3.11,13; 2Cr 1.10). Mas de que adiantaria todas essas coisas se lhe faltasse a sabedoria? Salomão teve um elevado senso de prioridade ao pedir a Deus a coisa certa.

2. O sábio pede sabedoria. Ao pedir sabedoria de Salomão se mostrou um homem humilde, e isso pode ser constatado em uma das respostas que deu ao Senhor: ” Sou ainda menino pequeno, não sei como sair, nem como entrar” (1Rs 3.7b). Significa que ele tinha plena consciência da grandeza de sua tarefa (1Rs 3.8), não permitindo que a imponência do seu reinado me conduzisse à prepotência. Ao contrário, demonstrou profundo autoconhecimento, o que é peculiar a toda pessoa sábia.

3. A sabedoria na prática de vida. Tiago escreveu em sua epístola que existe uma falsa sabedoria que se evidencia pela inveja e sentimento faccioso. Nossa sabedoria não vem de Deus, mas é terrena animal e diabólica (Tg 3.15). É fruto de ciúmes, divisionista, perturbação e obras perversas (Tg 3.16). No entanto, o apóstolo asseverou que se alguém não tem sabedoria peça a Deus que a todos dê liberalmente (Tg 1.5). As características dessa virtude que vem do alto são a pureza, a pacificação, a prudência, a benevolência, a misericórdia, os bons frutos, a imparcialidade e a sinceridade (Tg 3.17)

 SÍNTESE DO TÓPICO I 

A virtude deve ser uma marca do Cristão autêntico. A partir de uma vida virtuosa, os filhos de Deus serão abençoados em tudo que fizerem.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

A tragédia de vida de Salomão não foi uma catástrofe pessoal repentina, mas a diminuição gradual de sua completa devoção à Deus. Isso está relacionado com os interesses de suas “muitas esposas”, resultando em sua própria adoração idolátrica. Ele trilhou o repetido caminho para longe de Deus: o conhecimento do coração tornou-se somente o entendimento da mente e o conhecimento da mente, no final, deu lugar à apostasia total.

Pergunte se a seus alunos se a sabedoria, ou conhecimento cultivado de Deus, é garantia de lealdade contínua ao Senhor. Promovam o pequeno debate sobre o assunto, e peça a ele que procure na Bíblia outros exemplos semelhantes.

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II – A CONSOLIDAÇÃO DO PODER

1. A Glória do reino de Salomão. O Reinado de Salomão não apenas se tornou ângulo em termos territoriais, mas foi firmado e estabelecido em paz e justiça (1 Rs 4.24). O povo de Judá e Israel tinha tanta fartura e vivia então gosto condições que podia até festejar e se alegrar (1Rs 4.20). Todos os governos, quando administrado sobre essa premissa, se tornam duradouros trazendo ao povo paz e segurança (1 Rs 4.25a).

2. O orgulho precede a ruína. Infelizmente, até mesmo os homens mais sábios estão sujeitos a queda quando deixam de temer à Deus e entram  por caminhos tortuosos. Os desvios de Salomão foram chegando aos poucos, à medida que fazia pequenas concessões em seu coração e estabelecer acordos e conchavos políticos que deterioraram sorrateiramente seus valores espirituais (1Rs 11.1,2). Salomão enganou a si mesmo pela ganância e pela sede de poder e deixou invadiu o seu coração todavia, é importante destacar que isso não aconteceu no início do seu reinado (1Rs 11.4-6). Essa degradação de valores começou conforme Salomão permitia que pequenos desvios assumissem proporções gigantescas.

SÍNTESE DO TÓPICO II

Devemos ter cuidado com as concessões que fazemos, pois uma vida de entrega ao pecado começa com pequenos deslizes.

SUBSÍDIO DEVOCIONAL

2 Cr 1.11,12 Salomão poderia pedir qualquer coisa, porém pediu sabedoria para governar a nação. Pelo fato de Deus ter aprovado a forma como rei definir suas prioridades, dele também prosperidade, riqueza e Honra. Jesus também falou a respeito de prioridades. Ele disse que quando colocamos Deus em primeiro lugar, tudo aquilo que realmente necessitamos também nos é concedido (Mt 6.33).

Embora isso não seja uma garantia de que seremos tão ricos e famosos como Salomão, ao colocarmos Deus em primeiro lugar, a sabedoria que recebemos nos permitirá gozar uma vida ricamente gratificante. Quando temos o propósito de viver e aprender a contentar-nos com o que temos, alcançaremos uma riqueza tal como jamais poderíamos ter imaginado.” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003,p.594-95).

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| Lição 13: O Deus Uno e Trino/EBD Betel – Adultos | 2° Trimestre De 2021 |

EBD Betel – Adultos | 2° Trimestre De 2021 | Tema: Os Atributos de Deus conhecendo a natureza, o caráter e a supremacia de Deus nas Escrituras | Lição 13: O Deus Uno e Trino

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Apresentar a Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo.
Citar o agir de Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.
Mostrar as distinções e unidade da Trindade.

TEXTO ÁUREO

“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com vós todos. Amém”. 2 Coríntios 13.13

VERDADE APLICADA

A doutrina da santíssima Trindade nos faz sermos mais conscientes da nossa completa dependência de Deus e nos motiva ao necessário crescimento no conhecimento do Senhor.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

JOÃO 10
30- Eu e o Pai somos um.
 
JOÃO 14
10- Não crês tu que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras.
11- Crede-me que estou no Pai, e o Pai, em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras.

JOÃO 15
26- Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito da verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim.

LEITURAS COMPLEMENTARES

SEGUNDA / Is 45.21-22 Não há outro Deus.

TERÇA / Jo 14.11 Jesus está no Pai e o Pai está em Jesus.

QUARTA / 1Co 8.6 Um só Deus, o Pai, e um só Senhor, Jesus.

QUINTA / 2Co 1.21-22 Deus nos ungiu e nos deu o penhor do Espírito.

SEXTA / Ef 1.12-14 As bênçãos espirituais de Deus em Jesus Cristo.

SÁBADO / Jd 20-21 Orar no Espírito e conservar o amor de Deus.

HINOS SUGERIDOS 10, 185, 307

MOTIVOS DE ORAÇÃO

Orar para que possamos aceitar a operação divina em nossas vidas.

ESBOÇO DA LIÇÃO

Introdução
1- O Deus Pai
2- O Deus Filho
3- O Deus Espírito Santo
Conclusão

INTRODUÇÃO

O presente estudo acerca da Trindade oportuniza profunda reflexão sobre o mistério: um só Deus em três pessoas. No Ser Supremo há uma só natureza, uma só essência, uma só substância, que subsiste nas três pessoas divinas.

EBD Betel – Adultos | 2° Trimestre De 2021 | Tema: Os Atributos de Deus conhecendo a natureza, o caráter e a supremacia de Deus nas Escrituras | Lição 13: O Deus Uno e Trino

2° Trimestre De 2021

PONTO DE PARTIDA

Há um só Deus, sobre tudo e todos.

1- O Deus Pai

“Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos.” [Ef 4.6]. Ele tem existência própria sem dissociar-se da divindade. O Deus Pai é o único Senhor [Dt 6.4]. Não há outro Deus, senão um só [1Co 8.4; 12.6; 1Tm 2.5]. Uno: Único no seu gênero ou espécie, indivisível, um Deus único. Trino: Que consta de três, um só nome para definir três coisas ou aspectos. Essa divisão é puramente didática, não implica a existência de uma divisão ontológica na natureza de Deus ou de uma divisão entre Seus atributos. Pedro relata as três pessoas, mas sem deixar a harmonia, posicionando cada um na sua atividade: “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: graça e paz vos sejam multiplicadas.” [1Pe 1.2].

1.1. O Criador.

“Os céus manifestam a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.” [Sl 19.1]. “No princípio, criou Deus os céus e a terra.” [Gn 1.1]. Deus criou o sol, a lua e as estrelas; criou o homem e a mulher; criou todo ser vivente; criou o mar e toda uma exuberante natureza admirada por todos nós. Ninguém pode negar o poder criador de Deus. A perfeição na criação é de encher os olhos. Tudo o que foi feito, viu Deus que era muito bom [Gn 1.31]. O que mais impressiona é que o mar não derrama nem o firmamento cai. Nenhum artista plástico renomado, como foi Roberto Burle Marx, conhecido internacionalmente ao exercer a profissão de paisagista, poderia descrever ou desenhar a natureza de Deus com tamanha formosura.

Subsídio do Professor: Derek Kidner comenta sobre a expressão “façamos” [Gn 1.26]: “Trata-se (…) do plural de plenitude, que se acha na palavra normalmente empregada para designar Deus (elohim), usada com um verbo no singular; e esta plenitude, vislumbrada no Velho Testamento, haveria de ser revelada como tri-unidade, nos posteriores “nós” e “nossa” de João 14.23 (com 14.17), explícitos em AV (King James), implícitos em AA (Almeida Revista e Atualizada)”.

1.2. O Sustentador.

Paul Washer: “Deus é o sustentador de tudo que existe. As Escrituras Sagradas nos ensinam que Deus não é apenas o Criador dos céus e da terra, mas Ele também é o seu sustentador. Nada do que existe existiria fora dEle. Se Ele abandonasse Sua criação apenas por um momento, tudo pereceria”. O movimento da terra devemos a Ele. As estações do ano. O equilíbrio da natureza e do universo como um todo está na palma das suas mãos. Ele é o controlador supremo. O ser humano, mesmo o mais intelectual, não consegue explicar tamanho milagre. Foi Deus que determinou todas as leis que regem o universo, por isso nada sai do Seu controle. Ele sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder [Hb 1.3].

Subsídio do Professor: Deus sustentador é um termo teológico que se refere ao conceito de um Deus que sustenta e mantém tudo o que existe. Sustenta as Suas criaturas; se tirasse o oxigênio por alguns minutos nenhuma alma sobreviveria: “Que está na sua mão a alma de tudo quanto vive, e o espírito de toda carne humana?” [Jó 12.10]. Ele que faz produzir, brotar e dar semente e pão ao que come [Is 55.10-11]. “Ora, aquele que dá a semente ao que semeia e pão para comer, também multiplicará a vossa sementeira e aumentará os frutos da vossa justiça.” [2Co 9.10].

1.3. O Provedor.

Jeová Jirê, em hebraico, quer dizer: “O Senhor que provê”. Deus provê todas as coisas. Mas muitas delas não se limitam aos filhos de Deus, todos os seres viventes poderão usufruir. Algumas são declaradas a nós: “Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera.” [Ef 3.20]. “O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus.” [Fp 4.19]. Quando Deus nos criou, Ele era sabedor de todas as nossas necessidades, por isso Ele é o provedor de todas elas.

Subsídio do Professor: Kerry D. McRoberts (Teologia Sistemática – Stanley Horton – CPAD): “A Trindade é um mistério. A aceitação reverente do que não é revelado nas Sagradas Escrituras faz-se necessário antes de perguntar a respeito de sua natureza. (…) Não estamos, pois, tentando explicar Deus, mas, sim, considerar as evidências históricas que estabelecem a identidade de Jesus como homem e também como Deus (em virtude dos seus atos milagrosos e do seu caráter divino) e, ainda, “incorporar a verdade que Jesus tornou válida no que diz respeito ao seu relacionamento com Deus Pai e com Deus Espírito Santo””.

EU ENSINEI QUE:

O Deus Pai é o único Senhor. Não há outro Deus, senão um só.

EBD Betel – Adultos | 2° Trimestre De 2021 | Tema: Os Atributos de Deus conhecendo a natureza, o caráter e a supremacia de Deus nas Escrituras | Lição 13: O Deus Uno e Trino

2- O Deus Filho

As três pessoas da Trindade são distintas em suas manifestações, mas pertencem à mesma essência indivisível e eterna. Como registra Thissen (Palestras em Teologia Sistemática – Ed. Batista Regular): “O Credo Atanasiano expressa a crença trinitariana da seguinte maneira: “Adoramos um Deus em trindade, e trindade em unidade, sem confundir as pessoas, sem separar a substância””. “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. (…) E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” [Jo 1.1-2, 14]. Jesus veio cumprir a Sua missão e foi fiel e obediente ao Pai em tudo, mesmo sendo em forma de Deus [Fp 2.6-11].

2.1. O Libertador.

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” [Jo 8.32]. “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” [Jo 8.36]. Jesus não só liberta da ignorância espiritual ou concernente à salvação, mas também liberta oprimidos e cansados [Mt 11.28]. Jesus liberta endemoninhados, liberta de doenças do físico e da alma.

Subsídio do Professor: Esequias Soares (Teologia Sistemática Pentecostal – CPAD) expõe sobre o texto de Filipenses 2.6 – “sendo em forma de Deus”, ressaltando que a palavra “forma”, no grego é “morphe”: “O substantivo morphe aparece apenas três vezes no Novo Testamento grego [Fp 2.6-7; Mc 16.12]. Contrasta-se com schema, que significa “forma”, no sentido de aparência externa, e não como essência e natureza, como acontece com o primeiro (…) Assim, o texto de Filipenses mostra que Jesus era Deus antes da sua encarnação. O verdadeiro Deus tornou-se verdadeiro Homem”.

2.2. O Mediador.

“E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.” [At 4.12]. “Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo.” [1Co 3.11]. “Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim.” [Jo 14.6]. Somente em Jesus, o filho do Deus Vivo, há salvação [1Tm 2.5].

Subsídio do Professor: Bíblia de Estudo Pentecostal: “Os discípulos tinham convicção de que a maior necessidade de cada indivíduo era a salvação do pecado e da ira de Deus, e pregavam que esta necessidade não poderia ser satisfeita por nenhum outro, senão Jesus Cristo. Isto revela a natureza exclusiva do evangelho e coloca sobre a igreja a pesada responsabilidade de pregar o evangelho a todas as pessoas. Se houvesse outros meios de salvação, a igreja poderia ficar despreocupada, mas segundo o próprio Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim” [Jo 14.6]. Não há esperança para ninguém, fora da salvação em Cristo [At 10.43; 1Tm 2.5-6].”

2.3. O Salvador.

“Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna, e nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho de Deus.” [Jo 6.68-69]. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.” [Jo 3.16-17]. Daniel Pecota (Teologia Sistemática – Stanley Horton): “A obra salvífica de Cristo é a coluna central no templo da redenção divina. Podemos compará-la também ao eixo em torno do qual gira toda a atividade de Deus na revelação”.

Subsídio do Professor: Podemos notar que a operação dos três da divindade está em todas as ações. Quando se batiza nas águas, o pedido é em nome dos três: “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.” [Mt 28.19]. Quando se dá a bênção apostólica também: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com vós todos. Amém.” [2Co 13.13]. Não podemos dissociá-los jamais.

EU ENSINEI QUE:

Jesus veio cumprir a Sua missão e foi fiel e obediente ao Pai em tudo, mesmo sendo em forma de Deus [Fp 2.6-11].

EBD Betel – Adultos | 2° Trimestre De 2021 | Tema: Os Atributos de Deus conhecendo a natureza, o caráter e a supremacia de Deus nas Escrituras | Lição 13: O Deus Uno e Trino

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Lição 12: O Deus Onisciente, Onipresente e Onipotente | EBD Betel Adultos | 2° Trimestre De 2021

EBD Betel – Adultos | 2° Trimestre De 2021 | Tema: Os Atributos de Deus conhecendo a natureza, o caráter e a supremacia de Deus nas Escrituras | Lição 12: O Deus Onisciente, Onipresente e Onipotente

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Mostrar que Deus sabe tudo pela Sua onisciência.
Falar que Deus está em todo lugar pela Sua onipresença.
Ensinar que Deus tem todo o poder pela Sua onipotência.

TEXTO ÁUREO

“Senhor, tu me sondaste e me conheces.” Salmo 139.1

VERDADE APLICADA

Conhecer os atributos de Deus aumenta nossa fé, desperta para O buscarmos em todo o tempo e nos move a uma vida de adoração.

TEXTOS DE REFERÊNCIA
SALMO 139

2- Tu conheces o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento.
4- Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó Senhor, tudo conheces.
7- Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua face?
8- Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Sheol a minha cama, eis que tu ali estás também;
15- Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui formado e entretecido como nas profundezas da terra.
16- Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas, as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia.

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LEITURAS COMPLEMENTARES

SEGUNDA Rs 8.27 Deus não pode ser contido por coisa alguma.

TERÇA Jó 9.4 Deus é poderoso em forças.

QUARTA Jó 37.23 Deus é grande em poder.

QUINTA / Sl 44.21 Deus conhece os segredos do coração.

SEXTA / Mt 28.20 Deus está conosco todos os dias.

SÁBADO / Hb 13.5 Deus nunca nos deixa, nem nos desampara.

HINOS SUGERIDOS 45, 459, 487

MOTIVOS DE ORAÇÃO

Ore pelo agir de Deus na sua vida.

ESBOÇO DA LIÇÃO

Introdução
1- O Deus Onisciente
2- O Deus Onipresente
3- O Deus Onipotente
Conclusão

INTRODUÇÃO

Palavra de Deus não deixa dúvidas concernentes à existência de Deus e procura apresentar atributos que são exclusivos dEle. Tais revelações aumentam nossa fé, temor e interesse em conhecê-Lo cada vez mais.

EBD Betel – Adultos | 2° Trimestre De 2021 | Tema: Os Atributos de Deus conhecendo a natureza, o caráter e a supremacia de Deus nas Escrituras | Lição 12: O Deus Onisciente, Onipresente e Onipotente

2° Trimestre De 2021

PONTO DE PARTIDA

Deus é Onisciente, Onipresente e Onipotente.

1- Deus Onisciente

A expressão “onisciência” é composta por dois termos: “omni” – tudo ou toda; e, “scire” – saber, conforme Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. Trata-se da designação de uma das qualidades da natureza de Deus – seu “conhecimento ilimitado”. Deus possui o conhecimento perfeito e absoluto.

1.1. Deus sabe todas as coisas.

E não há criatura alguma encoberta diante dele. Todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas [Hb 4.13; Mt 6.8]. “O inferno e a perdição estão perante o SENHOR; quanto mais os corações dos filhos dos homens!” [Pv 15.11]. A onisciência faz Deus ouvir e entender as nossas orações feitas só com gemidos, com lágrimas e em pensamentos, ou ainda, quando não se consegue expressar nenhuma palavra. A onisciência faz Deus saber a intenção do nosso coração [Mt 5.28; Rm 8.27]. Porque Ele examina, perscruta se somos verdadeiros adoradores, se a nossa espiritualidade é real, ou ainda, quando pedimos perdão, se há contrição e quebrantamento de coração [Sl 51.17].

Subsídio do Professor: Deus vê tudo, até mesmo os segredos mais escondidos de nossos corações [Pv 15.3]. Não se pode mentir a Deus, porque Ele conhece o nosso coração, sonda e perscruta, sabe todos os nossos pensamentos e todas as palavras que vão ser pronunciadas pela nossa boca [Sl 139.1-4]. Ainda antes de ser formado no ventre de nossa mãe, Ele já nos conhecia [Sl 139.15-16]. Conforme o hino cantado por Daniel e Samuel: “Ele ouve as orações que a gente faz, sem confundir uma voz, toda forma de linguagem ou dialeto Ele sabe interpretar. Ele sabe quantas veias tem dentro de um coração. Conta os fios de cabelo que a humanidade tem. Tem nossas impressões digitais e conhece todos nós”.

1.2. Deus possui todo o conhecimento.

Deus possui todo o conhecimento que existe. Nada lhe pega de surpresa. Ele conhece o antes e o depois, pois Ele é o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim [Ap 1.8]. O Seu conhecimento não tem limite [Sl 147.5]. Antes que os montes nascessem, ou que formasses a terra e o mundo, de eternidade em eternidade Ele é Deus [Sl 90.2]. Deus entende todas as coisas e tem toda sabedoria, Ele conhece cada detalhe da sua criação [Jr 10.12]. Nós não entendemos o agir de Deus, pensamos até que Ele não está agindo, mas Ele trabalha em silêncio. Nada escapa ao conhecimento de Deus, nem o que acontece aparentemente longe (além, abismo), nem o que acontece aparentemente perto (dentro do coração do homem).

Subsídio do Professor: Ninguém é mais sábio do que Deus: “Porque quem compreendeu o intento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.” [Rm 11.34-36]. Deus sabe quantas estrelas têm no céu e chama cada uma pelo nome. Conforme o hino cantado por Daniel e Samuel: “Ele sabe tudo sobre o universo, tudo que existe no ar. Sabe exatamente quantos litros d’água tem nos rios e no mar. Sabe quantas vidas tem na natureza. Quantas flores têm nos bosques e jardins. Sabe onde nasce o vento e conhece onde ele vai ter fim. Ele também sabe os metros e centímetros entre terra e o céu”.

1.3. Nada passa despercebido aos olhos de Deus.

Os olhos do Senhor estão em todo lugar, contemplando os maus e os bons [Pv 15.3]. Não há nada desconhecido. Deus sabe todas as coisas que podem ser conhecidas e nada há que Ele não saiba explicar, Ele presencia tudo e nada o surpreende ou lhe pega de surpresa. Nada há que se esconda diante da Sua onisciência [Mt 10.29-30; Sl 101.6]. Nada há escondido que não venha a ser revelado, nem oculto que não venha a se tornar conhecido. As pessoas se enganam, mentem, cometem injustiças e fazem maldades pensando que ficarão impunes, mas se esquecem que existe um Deus que tudo vê e tudo cobrará, nada passará oculto aos Seus olhos [1Pe 3.12].

Subsídio do Professor: Os olhos de Deus são misteriosos, pois enxergam fora do nosso alcance e conhecimento [Sl 139.15-16; Mc 4.22]. O apóstolo Paulo fala a Timóteo que os pecados de alguns homens são manifestos antes de entrarem em juízo; serão descobertos aqui na terra e muitos ficarão sabendo. Ao passo que os de outros, manifestam-se só no juízo e Deus sabe de tudo e tem tudo anotado [1Tm 5.24-25]. Nós estamos sendo fotografados e filmados 24 horas por dia, para no juízo final ser revelado e julgado.

EU ENSINEI QUE:

Deus possui todo o conhecimento, toda a ciência, toda a sabedoria.

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2- O Deus Onipresente

Aquele que está presente em toda parte ao mesmo tempo. Deus não está sujeito às limitações do ser humano, o ser humano é finito e só vai aonde consegue ir fisicamente. Deus vai além dos limites dos seres humanos. Myer Pearlman: “Imensidade é a presença de Deus em relação ao espaço, enquanto onipresença é sua presença em relação às criaturas”.

2.1. Deus é Espírito e não há barreiras para O conter.

Deus é Espírito [Jo 4.24]. É imaterial, e, portanto, não pode ser visto pelos olhos físicos, e nem pode ser representado. Deus só pode ser compreendido espiritualmente [1Co 2.14-15]. A locomoção de Deus não está limitada, Ele tem livre acesso até no infinito. Significa que Deus é infinito e está presente em todo tempo e em todo espaço, ninguém pode se esconder da Sua face. A presença de Deus está no lugar ou situação que houver necessidade. Deus não precisa se dividir nem se multiplicar. Em toda a criação onde quer que exista alguma coisa que dependa de Deus (tudo depende dEle), lá está Ele presente em toda a sua personalidade. Não há como fugir de Sua presença [Sl 139.7; Jr 23.24].

Subsídio do Professor: Deus não está limitado a ficar só no seu trono ou em algum lugar fixo, ou se Ele estiver em um lugar Ele não possa estar em outro. Ele pode estar em dois ou mais infinitos lugares ao mesmo tempo.

2.2. Ninguém pode se esconder de Deus.

É impossível fugir de Deus, não existe lugar algum onde Deus não vai ou possa entrar para ver o que está acontecendo. Pois pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Deus não tem limites no tempo e no espaço. “Sou eu apenas Deus de perto, diz o SENHOR, e não também Deus de longe? Esconder-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? – diz o Senhor. Porventura não encho eu os céus e a terra? – diz o Senhor.” [Jr 23.23-24]. É importante lembrarmos que o Senhor Deus, em Sua soberania e onipresença, não está em todos os lugares com o mesmo propósito, como, por exemplo no céu e na terra. Não significa que se relaciona em todos os lugares no mesmo sentido.

Subsídio do Professor: Deus é transcendente: além dos limites cosmológicos, além dos limites humanos, superioridade. Está nas profundezas, está ao nosso nível e está nas alturas. “Para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra.” [Fp 2.10]. “Ele revela o profundo e o escondido; conhece o que está em trevas, e com ele mora a luz.” [Dn 2.22]. “E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar.” [Hb 4.13].

2.3. Deus está presente em todos os lugares.

Não adianta mudar de cidade, de estado ou de país para fugir de Deus. Não adianta pecar aqui e tomar um destino qualquer, pensando que Deus não está lá. Podemos esconder dos homens as nossas mazelas, mas não as escondemos de Deus. Não nos enganemos: Deus não se deixa escarnecer. Tudo que o homem semear, isso também ceifará [Gl 6.7].

Subsídio do Professor: Tony Evans (Deus é Tremendo – Ed. Vida), em seu comentário sobre a onipresença de Deus, afirma: “Deus está intimamente envolvido com a criação: a) Grande demais para se evitar [Sl 139.7-12]; b) Perto demais para se ignorar [At 17.28]; c) Interessado demais para nos ignorar. A onipresença de Deus traz benefícios especiais: a) orientação [Gn 28 – a fuga de Jacó]; b) vitória na tentação [1Co 10.13]; c) provisão nas necessidades [Hb 13.5]; d) libertação da ansiedade [2Rs 6.8-17]”.

EU ENSINEI QUE:

Deus está presente em toda parte ao mesmo tempo. Deus não está sujeito às limitações do ser humano.

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Lição 11: A Soberania, a Imutabilidade e a Eternidade de Deus/EBD-BETEL/2°Trimestre

EBD Betel – Adultos | 2° Trimestre De 2021 | Tema: Os Atributos de Deus conhecendo a natureza, o caráter e a supremacia de Deus nas Escrituras | Lição 11: A Soberania, a Imutabilidade e a Eternidade de Deus

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Mostrar a soberania de Deus.
Destacar a imutabilidade de Deus.
Falar sobre a eternidade de Deus.

TEXTO ÁUREO

“Senhor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração.” Salmo 90.1

VERDADE APLICADA

A verdade acerca da soberania, imutabilidade e eternidade de Deus deve mover-nos à humildade, confiança, ao temor e a uma vida permanente de adoração ao Criador.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

SALMOS 103
19- O Senhor tem estabelecido o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo.
1TIMÓTEO 6
15- A qual, a seu tempo, mostrará o bem-aventurado e único poderoso Senhor, Rei dos reis e Senhor dos senhores;
16- Aquele que tem, ele só, a imortalidade e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver; ao qual seja honra e poder sempiterno. Amém.
TIAGO 1
17- Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação.

LEITURAS COMPLEMENTARES

SEGUNDA / Êx 3.14-15 Eu Sou: este é o nome do Senhor eternamente.

TERÇA / Is 41.4 Deus opera desde o princípio.

QUARTA / Ez 37.26-28 Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.

QUINTA / 2Pe 3.8 Um dia para o Senhor é como mil anos

SEXTA / Ap 1.8 O Senhor é o Alfa e o Ômega, princípio e fim.

SÁBADO / Ap 11.17 O Senhor Deus é Todo-Poderoso.

HINOS SUGERIDOS: 10, 453, 527

MOTIVOS DE ORAÇÃO

Ore para que conheçamos os atributos divinos e confiemos nas Suas promessas.

2° Trimestre De 2021

ESBOÇO DA LIÇÃO

Introdução
1- A soberania de Deus
2- A imutabilidade de Deus
3- A eternidade de Deus
Conclusão

EBD Betel – Adultos | 2° Trimestre De 2021 | Tema: Os Atributos de Deus conhecendo a natureza, o caráter e a supremacia de Deus nas Escrituras | Lição 11: A Soberania, a Imutabilidade e a Eternidade de Deus

INTRODUÇÃO

A soberania de Deus é superior a todos e a tudo; a imutabilidade de Deus é livre de qualquer mudança ou desvio, e a eternidade de Deus é algo que não se conta tempo para trás nem para frente.

PONTO DE PARTIDA

Deus é soberano, imutável e eterno.

1- A Soberania de Deus

Autoridade suprema; autoridade superior que não pode ser limitada por nenhum outro poder; é a capacidade de impor a vontade própria, em última instância para a realização do direito justo; qualidade máxima de poder; é una, integral e universal.

1.1. Deus é soberano e supremo sobre tudo e todos.

Mesmo havendo hierarquia, vale ressaltar que as delegações de poderes e funções nunca mudaram e jamais mudarão o Reino de Deus. Ele é o soberano que sempre foi e será o nosso Deus, o criador do mundo e de tudo que nele há [Sl 103.19]. Ele é quem governa o universo e conduz a história segundo os seus propósitos eternos [Rm 11.36]. Tudo o que acontece no universo se deriva da vontade e supremacia do Deus Todo-Poderoso. As Sagradas Escrituras não escondem a soberania absoluta de Deus: “Mas o nosso Deus está nos céus; faz tudo o que lhe apraz.” [Sl 115.3].

Subsídio do Professor: Dicionário Bíblico Unger (SBB): “Soberania de Deus – expressão que indica o governo supremo de Deus. É entendido, corretamente, não como atributo de Deus, mas como prerrogativa fundamentada nas perfeições do Ser divino. A posse da mais completa soberania representa a parte essencial de qualquer conceito adequado de Deus e é afirmada em várias passagens das Escrituras [p. ex., Sl 50.1; 66.7; 93.1; Is 40.15,17; 1Tm 6.15; Ap 11.17]. O método de governo divino, entretanto, deve ser considerado à luz da revelação especial. (…) Apesar disso, não devemos imaginar que esse fato reduz de algum modo a realidade da liberdade moral dos agentes que Deus criou e nem, em função da soberania divina, os seres humanos deixam de ser responsáveis por seu próprio destino eterno.”

1.2. Deus não pode ser nivelado a qualquer criação.

Significa que Deus controla todas as coisas, tudo está na palma das Suas mãos. Ele não é parte da Sua criação, nem a Sua criação parte dEle. Embora exista uma distinção extrema entre Deus e toda criação, Deus está presente e ativo em tudo que foi criado. A soberania de Deus transcende o nosso conhecimento, pois é sobrenatural. Deus tem o controle sobre as Suas criaturas, sobre todas as potestades deste mundo, mesmo as espirituais. Quem tem o poder sobre todas as coisas, governa tudo e não se submete a ninguém e nem pode ser comparado a ninguém.

Subsídio do Professor: Dicionário Bíblico Wycliffe (CPAD): “Esta expressão representa o ensino bíblico que se refere ao absoluto, irresistível, infinito e incondicional exercício da vontade própria de Deus sobre qualquer área da sua criação. Deus é aquEle que ordena todos os eventos ao longo do tempo e da eternidade. Ele também é o Criador e Mantenedor de tudo o que existe. Deus ‘faz todas as coisas, segundo o conselho de sua vontade’ [Ef 1.11]. Não há nada que esteja excluído do campo da soberania de Deus, incluindo até mesmo os atos ímpios dos homens. Embora Deus não aprove esses atos de impiedade, Ele os permite, governa e usa para os seus próprios objetivos e glória

crucificação, o crime mais hediondo de todos os tempos, estava comprometida dentro dos limites ‘do determinado conselho e presciência de Deus’ [At 2.23]. O Senhor Jesus disse a Pilatos que crucificar o Filho de Deus não era uma atitude que estava dentro dos limites do poder humano, mas aquele poder só poderia vir de Deus [Jo 19.11].”

1.3. A soberana vontade de Deus não anula a responsabilidade pessoal.

A vontade soberana de Deus não passa por cima do livre-arbítrio e liberdade de escolha que Ele mesmo deu ao homem, é claro, dentro dos próprios limites humanos. Em algumas situações na vida Ele facultou e deixou o homem decidir o seu caminho na livre e espontânea vontade, só que arcará com as consequências, quando da escolha errada, e o preço a pagar será alto. Porque Ele é soberano deixa o homem agir e ponto final, ninguém pode questionar. Isso é uma decisão de Deus, Ele quis que assim fosse. Podemos destacar, então, a vontade diretiva ou revelada de Deus e a vontade permissiva de Deus. Uma não anula a outra por causa da Sua justiça.

Subsídio do Professor: Artigo na Bíblia de Estudo Defesa da Fé (CPAD) sobre a soberania divina e liberdade humana: “Deus é o governante soberano do universo e de todos os assuntos humanos, e os seres humanos são responsáveis, perante Deus, pelas escolhas morais que fazem e pelas ações que realizam. Sim, a Bíblia ensina as duas coisas, a soberania divina e a liberdade humana, e as duas coisas são verdadeiras. (…

Consideremos um exemplo escritural em que são vistas as duas coisas – especificamente, uma lição da história de José [Gn 37-45]. (…) Assim, está claro: Ambos, Deus e os irmãos de José, foram responsáveis por mandá-lo para o Egito. Ambos, o governo soberano de Deus e os atos morais dos irmãos dele, estavam ativos. Os irmãos de José agiram visando o mal, e Deus, nos mesmos eventos, visando o bem.”

EU ENSINEI QUE:

Deus é soberano e supremo sobre tudo e todos. Ele não pode ser nivelado a qualquer criação.

EBD Betel – Adultos | 2° Trimestre De 2021 | Tema: Os Atributos de Deus conhecendo a natureza, o caráter e a supremacia de Deus nas Escrituras | Lição 11: A Soberania, a Imutabilidade e a Eternidade de Deus

Saiba TUDO Sobre A ESCOLA DOMINICAL:

2- A Imutabilidade de Deus

Qualidade, estado ou condição do que é imutável; estabilidade; inalterabilidade; invariabilidade. A imutabilidade de Deus é Sua constância ou o fato dEle ser sempre o mesmo. Deus permanece o mesmo para todo o sempre. Amém.

2.1. Deus é o mesmo ontem, hoje e eternamente.

Deus é o que sempre foi e será. Partindo do princípio que Jesus Cristo, o Filho de Deus, tem essa prerrogativa como Deus, a lógica diz que o Seu Pai também o terá [Hb 13.8]. Significa que Deus não muda jamais, tanto o Seu ser quanto as Suas perfeições não sofrem qualquer alteração. Ele não muda, de forma alguma. Os Seus propósitos e promessas são eternos. Em Deus não há mudança nem sombra de variação [Tg 1.17]. Ele é fiel e leal às Suas promessas, decretos e alianças [Ef 1.11]. As pessoas mudam, as igrejas mudam, o mundo muda, os governantes mudam, as doutrinas dos homens mudam, mas Deus continua o mesmo [Cl 2.22-23]. Passarão o céu e a terra, mas as palavras do Senhor jamais passarão [Mt 24.35].

Subsídio do Professor: Raimundo de Oliveira (Lições Bíblicas – 4º Trimestre de 1987 – CPAD): “O fato de Deus existir por si mesmo, bem como Sua eternidade, são argumentos suficientemente fortes para nos levar a meditar na sua imutabilidade. Por imutabilidade de Deus se entende aquela perfeição por meio da qual Deus não está sujeito a qualquer mudança, não somente no seu ser, mas também em Suas perfeições, propósitos e promessas [Tg 1.17]. O Dr. Mullins resume o significado da imutabilidade de Deus, como se tratando de ‘Sua auto coerência moral e pessoal, em todos os seus tratos com Suas criaturas’”. Vide: Êxodo 3.14Salmos 102.26-27; Malaquias 3.6.

2.2. A perfeição de Deus não requer mudanças no Seu Ser, nos Seus propósitos e nas Suas promessas.

Uma das seguranças que o cristão tem é justamente a confiança nas Suas promessas, porque, se Ele prometeu, Ele não retira a Sua Palavra; isto O coloca superior aos homens que são mutáveis e volúveis nos tratos e promessas feitas. Deus não muda e nunca mudou. Salmo 33.11 diz: “O conselho do Senhor permanece para sempre; os intentos do seu coração, de geração em geração”. Hebreus 1.12 diz: “E, como um manto, os enrolarás, e, como um vestido, se mudarão, mas tu és o mesmo, e os teus anos não acabarão”. Em Malaquias 3.6, encontramos: “Porque eu, o Senhor, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos”. A expressa vontade de Deus revela a soberania dos Seus planos em totalidade, onde jamais há uma possibilidade de interferência, seja humana ou não. Deus não admite que ninguém ouse mudar Seus projetos.

Subsídio do Professor: Henry Clarence Thiessen (Palestras em Teologia Sistemática – Ed. Batista Regular): “Todas as mudanças têm que ser para o melhor ou para o pior. Mas Deus não pode mudar para o melhor, pois é absolutamente perfeito; nem pode tampouco mudar para o pior, pela mesma razão. Ele é exaltado acima de todas as causas e mesmo da possibilidade de mudança. A imutabilidade de Deus se deve à: a) simplicidade da essência de Deus (enquanto o ser humano tem duas substâncias – material e imaterial, Deus só tem uma substância); b) Sua existência necessária e autossuficiente (Sua existência não é causada); c) Sua perfeição.”

2.3. Deus não mente, nem se arrepende.

Em Números 23.19, encontramos essa beleza de afirmação: “Deus não é homem, para que minta; nem filho de homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?”. Deus nunca falha; nunca hesita; e nunca erra; nunca se equivoca, mas permanece inalterado para sempre, por causa da Sua própria natureza [Rm 3.4]. Deus não planeja mal. Deus não precisa se arrepender no sentido de voltar atrás em uma coisa realizada ou planejada de forma errada [Sl 110.4].

Subsídio do Professor: Ezequias Soares (Teologia Sistemática Pentecostal – CPAD): “Mas ser imutável não significa imobilidade. Daí a Bíblia registrar o “arrependimento” de Deus: Gn 6.6; 1Sm 15.11,35; Jn 3.10. Deus está presente na eternidade (…) jamais será apanhado de surpresa. Entretanto, como Ser pessoal, tem emoções e reage ao pecado. Na verdade, a mudança ocorre primeiro no ser humano, como vemos em todos os episódios mencionados acima. Em função disso, o Senhor “arrepende-se”, mudando o tratamento em relação ao ser humano, conquanto a sua natureza permaneça imutável. O emprego de mais esse antropomorfismo, nas páginas sagradas, tem deixado alguns desavisados um tanto confusos, porém reafirmamos que Deus é perfeito e imutável. O arrependimento humano é mudança de mente e de coração; já o Senhor não pode mudar nem alterar a sua mente.”

EU ENSINEI QUE:

A imutabilidade de Deus é Sua constância ou o fato dEle ser sempre o mesmo. Deus permanece o mesmo para todo o sempre.

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