PLANO DE AULA
1- INTRODUÇÃO
A família é uma instituição divina, a célula-mater da sociedade. Infelizmente temos vivido períodos tenebrosos em que a família vem sendo atacada, por vezes de forma velada e muitas outras, de forma direta. Além dos ataques externos, o cristão deve cuidar para que os conflitos internos como discórdia e desarmonia não interfiram na unidade familiar. O pastor Elienai Cabral, escritor, conferencista e consultor doutrinário e teológico da CPAD, é o comentarista deste trimestre. Ele nos ajudará, através de sua experiência pastoral, a compreender os relacionamentos familiares e a lidar com as dificuldades pelas quais as famílias cristãs têm passado.
2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Identificar que as promessas divinas para Abrão passavam também por sua família;
II) Reconhecer que não podemos tentar “interferir” nos planos de Deus;

C) Sugestão de Método: Para introduzir a primeira lição, reproduza na lousa, ou no do show, algumas características dos dois personagens da lição, Abraão e Sara. Você pode fazer isso por meio do auxílio da Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, páginas 31 e 33. Apresente os pontos fortes e êxitos, fraquezas e erros, lições de vida desses personagens informações essenciais
3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: tata primeira lição nos convida a refletir a respeito da nossa responsabilidade diante da nossa família. Somos os responsáveis diretos por conduzi-la dentro da vontade do Senhor .
4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão, Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 53, 136, você encontra um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula.
1) O texto “esposa substituta”, localizado depois do segundo tópico, analisa o costume daquele povo em que o patriarca tinha filhos com a serva de sua esposa, sendo o artifício usado por Sarai para “ajudar” a Deus;
2) O texto “Consequências da união de Abrão com Agar”, ao final do terceiro tópico, traz uma ampliação das consequências do que a atitude de Sarai trouxe para a família.

INTRODUÇÃO
Ao longo deste trimestre, estudaremos assuntos relacionados à família. Nesta oportunidade, especificamente, ponderamos que, diferentemente de outros trimestres, os assuntos referem-se aos problemas do cotidiano familiar. Veremos o que a Palavra de Deus tem a nos ensinar quanto a problemas de comunicação conjugal, ciúmes, rebeldia, porfias, mentiras, mágoas e educação de filhos, dentre outros assuntos. Nesta lição, em especial, focaremos nas atitudes precipitadas de Sarai e Abrão, ao decidirem não esperar o cumprimento da promessa de Deus e agirem por conta própria, “ajudando-0” no cumprimento da promessa Veremos as consequências de quando deixamos de ouvir a voz de do Senhor para “ouvir” a voz de um coração enganoso.
I- DEUS FAZ PROMESSAS A ABRÃO
1- O encontro de Deus com Abrão. Abrão vinha de uma jornada de conquistas e vitórias pessoais desde que saiu de Ur dos Caldeus e, depois, de Harã (Gn 11.31; 13.1-4). Entretanto, o casal Abrão e Sarai não tinha filhos. No capítulo 12 de Gênesis, o patriarca tinha 75 anos de idade quando Deus lhe prometeu uma grande descendência (Gn 12.4). No capítulo 15, o Senhor lhe faz uma promessa específica de um herdeiro. E, finalmente, quando Isaque, o filho da promessa, nasceu, o patriarca tinha 100 anos (Gn 21.5). Assim, podemos dizer que Abraão esperou por 25 anos pelo cumprimento da promessa divina.
2- A dúvida diante da espera. Após a promessa de uma descendência (G 12), veio uma preocupação a Abrão: “Senhor Jeová, que me hás de dar? Pois ando sem filhos, e o mordomo da minha casa é o damasceno Eliezer” (Gn 15.2). Esse questionamento revela que sua fé estava em crise, Abrão não conseguia ver a realização do sonho do casal, uma vez que Sarai era estéril. Não é diferente conosco também. Às Vezes somos bloqueados por dúvidas que nos impedem de, pela fé, enxergar a operação do sobrenatural.
3- Deus garante a Abrão o cumprimento da promessa. Como vimos, Gênesis 15.4 traz a promessa de um filho. No versículo 7, o Senhor diz ” Eu sou o Senhor” (Gn 15.7). De modo que Ele desfez a preocupação do patriarca, especificando uma promessa: “Este não será o teu herdeiro [Ismael]; mas aquele que de ti será gerada, esse será o teu herdeiro Isaque” (Gn 15.4) Aqui, Deus está afirmando a Abrão que suas promessas sem base no próprio caráter, pois Ele não é homem para mentir, nem filho do homem para se arrependa, “porventura, diria ele e não a faria Ou falaria e não o confirmaria?” (Nm 21.10). Deus cumpre fielmente a sua Palavra (Sl 89.34). Infelizmente, porém Abrão vacilaria na fé e não transmitirá a Sarai confiança na promessa (Gn 16.2,3).
SINOPSE I
Deus fez a promessa de uma grande descendência a Abrão. A espera acabou gerando dúvida, mas o Senhor garante aquilo que promete

II- INTERFERÊNCIA NO PLANO DE DEUS
1- A tentativa de Sarai em “ajudar” a Deus. Pelo processo natural, Sarai não podia gerar filhos por causa de sua esterilidade e, naquele contexto, ela estava ainda com a idade avançada. Por isso, Sarai persuadiu a Abrão de que a melhor forma de ele ter um herdeiro seria tornar a serva egípcia Agar e com ela conceber um filho (Gn 16.2). Naquele tempo era permitido fazer isso para que um homem tivesse um herdeiro, E essa tentativa de “ajudar a Deus” no cumprimento da promessa de um filho foi uma atitude precipitada de Abrão. Na Vida conjugal, é importante que um casal crente consulte a Deus em tudo. Nesse sentido, Abrão deveria convencer sua mulher a esperar em Deus, pois ele cumpre a sua Palavras (1 Rs 8.56).
2- Os dois vacilam na fé. No capítulo 15, Abrão é um homem de fé. Porém, no capítulo 16, a situação muda completamente porque ele prefere ouvir a voz de sua mulher, conforme Gênesis 16.2 “E ouviu Abrão a voz de Sarai”. A verdade é que, diante da reclamação de sua esposa, Abraão aquietou-se e preferiu aceitar o argumento dela e não acreditar no milagre de ambos gerarem um filho conforme a promessa. Os dois deixaram a lógica da fé e se apegaram à lógica meramente humana. Devemos cuidar para não interferir nos desígnios de Deus, pois isso pode significar o desvio da vontade divina. Não podemos, por causa de uma decisão precipitada, querer intervir no plano original divino.
3- O problema da precipitação. Sarai abandonou e desprezou a confiança em Deus, preferindo resolver o problema ao seu modo, além de induzir seu marido à mesma atitude equivocada incrédula. Ao afastar-se da dependência de Deus, o casal não conseguiu evitar as consequências desastrosas para sua vida (Gn 16.5-9). Agar engravidou e teve o filho que Abrão sonhava ter, mas provocou um conflito familiar histórico entre Abrão e Sarai, entre Sarai e Agar, posteriormente, entre os filhos de ambos, Ismael e Isaque. Muitos conflitos são gerados nos lares por causa de atitudes precipitadas da parte dos cônjuges. A essência dessa precipitação de Abrão permanece até hoje, com as sementes de Ismael e Isaque, ou seja, judeus e árabes.
SINOPSE II
A precipitação de Sarai gerou consequências na família que reverberam até aos dias atuais entre as duas nações.
AUXÍLIO TEOLÓGICO
A ESPOSA SUBSTITUTA
“O tempo passou e Sarai continuava sem filhos. Deus não prometeu que o filho sairia dela Agar e o problema de uma promessa não cumprida permanecia. Na opinião de Sarai, a resposta era o costume da pátria de onde vieram. Este costume dizia que a esposa sem filhos têm de oferecer ao marido uma criada para servir no lugar dela. A descendência será considerada sua.
Sarai tinha uma serva egípcia chamada Agar que ela ofereceu a Abrão. Abrão aceitou a oferta e pouco tempo depois Agar teve um filho. Emoções profundas e intensas no coração de cada participante estavam emaranhadas com o problema de interpretar uma promessa divina por meio de providências legais.
Agar ficou arrogante com sua senhora, e Sarai ficou amarga e abusiva. Indo ao marido, ela a acusou de privá-la dos direitos básicos de esposa e exigiu que tomasse uma atitude[…]. Era contrário ao costume da pátria de onde vieram as esposas servas mostrarem desrespeito à esposa principal. Abrão recusou punir Agar, mas permitiu que Sarai agisse como quisesse” Comentário Bíblico Beacon: Gênesis a Deuteronômio. Vol.1 Rio de Janeiro: CPAD, 2014,p.63).
AMPLIANDO O CONHECIMENTO
Entre o povo da Mesopotâmia, o costume, quando a esposa era estéril, era deixar que a sua serva tivesse filhos com o esposo. Esses filhos eram considerados filhos legítimos daquela esposa.
(1) Apesar de existir então esse costume, a tentativa de Abrão e Sarai de terem um filho através da união de Abrão com Agar não teve a aprovação de Deus (2.24).
(2) O NT fala do filho de Agar como sendo o produto do esforço humano – […] (Gl 4.29).” Amplie mais o seu conhecimento, lendo a Bíblia de Estudo Pentecostal, editada pela CPAD, p.55.
SAIBA TUDO SOBRE A ESCOLA DOMINICAL:
Lições Adultos – EDITORA BETEL


