Lição 01: Quando a Família Age por Conta Própria | 2° Trimestre de 2023 | EBD – ADULTOS

PLANO DE AULA

1- INTRODUÇÃO
A família é uma instituição divina, a célula-mater da sociedade. Infelizmente temos vivido períodos tenebrosos em que a família vem sendo atacada, por vezes de forma velada e muitas outras, de forma direta. Além dos ataques externos, o cristão deve cuidar para que os conflitos internos como discórdia e desarmonia não interfiram na unidade familiar. O pastor Elienai Cabral, escritor, conferencista e consultor doutrinário e teológico da CPAD, é o comentarista deste trimestre. Ele nos ajudará, através de sua experiência pastoral, a compreender os relacionamentos familiares e a lidar com as dificuldades pelas quais as famílias cristãs têm passado.
2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Identificar que as promessas divinas para Abrão passavam também por sua família;
II) Reconhecer que não podemos tentar “interferir” nos planos de Deus;

pdf revista prof° adulto 2 trimestre de 2023


C) Sugestão de Método: Para introduzir a primeira lição, reproduza na lousa, ou no do show, algumas características dos dois personagens da lição, Abraão e Sara. Você pode fazer isso por meio do auxílio da Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, páginas 31 e 33. Apresente os pontos fortes e êxitos, fraquezas e erros, lições de vida desses personagens informações essenciais
3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: tata primeira lição nos convida a refletir a respeito da nossa responsabilidade diante da nossa família. Somos os responsáveis diretos por conduzi-la dentro da vontade do Senhor .
4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão, Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 53, 136, você encontra um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula.
1) O texto “esposa substituta”, localizado depois do segundo tópico, analisa o costume daquele povo em que o patriarca tinha filhos com a serva de sua esposa, sendo o artifício usado por Sarai para “ajudar” a Deus;
2) O texto “Consequências da união de Abrão com Agar”, ao final do terceiro tópico, traz uma ampliação das consequências do que a atitude de Sarai trouxe para a família.

pdf ensinador cristão 2 trimestre de 2023

INTRODUÇÃO

Ao longo deste trimestre, estudaremos assuntos relacionados à família. Nesta oportunidade, especificamente, ponderamos que, diferentemente de outros trimestres, os assuntos referem-se aos problemas do cotidiano familiar. Veremos o que a Palavra de Deus tem a nos ensinar quanto a problemas de comunicação conjugal, ciúmes, rebeldia, porfias, mentiras, mágoas e educação de filhos, dentre outros assuntos. Nesta lição, em especial, focaremos nas atitudes precipitadas de Sarai e Abrão, ao decidirem não esperar o cumprimento da promessa de Deus e agirem por conta própria, “ajudando-0” no cumprimento da promessa Veremos as consequências de quando deixamos de ouvir a voz de do Senhor para “ouvir” a voz de um coração enganoso.

I- DEUS FAZ PROMESSAS A ABRÃO

1- O encontro de Deus com Abrão. Abrão vinha de uma jornada de conquistas e vitórias pessoais desde que saiu de Ur dos Caldeus e, depois, de Harã (Gn 11.31; 13.1-4). Entretanto, o casal Abrão e Sarai não tinha filhos. No capítulo 12 de Gênesis, o patriarca tinha 75 anos de idade quando Deus lhe prometeu uma grande descendência (Gn 12.4). No capítulo 15, o Senhor lhe faz uma promessa específica de um herdeiro. E, finalmente, quando Isaque, o filho da promessa, nasceu, o patriarca tinha 100 anos (Gn 21.5). Assim, podemos dizer que Abraão esperou por 25 anos pelo cumprimento da promessa divina.

2- A dúvida diante da espera. Após a promessa de uma descendência (G 12), veio uma preocupação a Abrão: “Senhor Jeová, que me hás de dar? Pois ando sem filhos, e o mordomo da minha casa é o damasceno Eliezer” (Gn 15.2). Esse questionamento revela que sua fé estava em crise, Abrão não conseguia ver a realização do sonho do casal, uma vez que Sarai era estéril. Não é diferente conosco também. Às Vezes somos bloqueados por dúvidas que nos impedem de, pela fé, enxergar a operação do sobrenatural.

3- Deus garante a Abrão o cumprimento da promessa. Como vimos, Gênesis 15.4 traz a promessa de um filho. No versículo 7, o Senhor diz ” Eu sou o Senhor” (Gn 15.7). De modo que Ele desfez a preocupação do patriarca, especificando uma promessa: “Este não será o teu herdeiro [Ismael]; mas aquele que de ti será gerada, esse será o teu herdeiro Isaque” (Gn 15.4) Aqui, Deus está afirmando a Abrão que suas promessas sem base no próprio caráter, pois Ele não é homem para mentir, nem filho do homem para se arrependa, “porventura, diria ele e não a faria Ou falaria e não o confirmaria?” (Nm 21.10). Deus cumpre fielmente a sua Palavra (Sl 89.34). Infelizmente, porém Abrão vacilaria na fé e não transmitirá a Sarai confiança na promessa (Gn 16.2,3).

SINOPSE I

Deus fez a promessa de uma grande descendência a Abrão. A espera acabou gerando dúvida, mas o Senhor garante aquilo que promete

ebd pdf Livro De Apoio 2 trimestre ded 2023

II- INTERFERÊNCIA NO PLANO DE DEUS

1- A tentativa de Sarai em “ajudar” a Deus. Pelo processo natural, Sarai não podia gerar filhos por causa de sua esterilidade e, naquele contexto, ela estava ainda com a idade avançada. Por isso, Sarai persuadiu a Abrão de que a melhor forma de ele ter um herdeiro seria tornar a serva egípcia Agar e com ela conceber um filho (Gn 16.2). Naquele tempo era permitido fazer isso para que um homem tivesse um herdeiro, E essa tentativa de “ajudar a Deus” no cumprimento da promessa de um filho foi uma atitude precipitada de Abrão. Na Vida conjugal, é importante que um casal crente consulte a Deus em tudo. Nesse sentido, Abrão deveria convencer sua mulher a esperar em Deus, pois ele cumpre a sua Palavras (1 Rs 8.56).

2- Os dois vacilam na fé. No capítulo 15, Abrão é um homem de fé. Porém, no capítulo 16, a situação muda completamente porque ele prefere ouvir a voz de sua mulher, conforme Gênesis 16.2 “E ouviu Abrão a voz de Sarai”. A verdade é que, diante da reclamação de sua esposa, Abraão aquietou-se e preferiu aceitar o argumento dela e não acreditar no milagre de ambos gerarem um filho conforme a promessa. Os dois deixaram a lógica da fé e se apegaram à lógica meramente humana. Devemos cuidar para não interferir nos desígnios de Deus, pois isso pode significar o desvio da vontade divina. Não podemos, por causa de uma decisão precipitada, querer intervir no plano original divino.

3- O problema da precipitação. Sarai abandonou e desprezou a confiança em Deus, preferindo resolver o problema ao seu modo, além de induzir seu marido à mesma atitude equivocada incrédula. Ao afastar-se da dependência de Deus, o casal não conseguiu evitar as consequências desastrosas para sua vida (Gn 16.5-9). Agar engravidou e teve o filho que Abrão sonhava ter, mas provocou um conflito familiar histórico entre Abrão e Sarai, entre Sarai e Agar, posteriormente, entre os filhos de ambos, Ismael e Isaque. Muitos conflitos são gerados nos lares por causa de atitudes precipitadas da parte dos cônjuges. A essência dessa precipitação de Abrão permanece até hoje, com as sementes de Ismael e Isaque, ou seja, judeus e árabes.

SINOPSE II

A precipitação de Sarai gerou consequências na família que reverberam até aos dias atuais entre as duas nações.

AUXÍLIO TEOLÓGICO

A ESPOSA SUBSTITUTA
“O tempo passou e Sarai continuava sem filhos. Deus não prometeu que o filho sairia dela Agar e o problema de uma promessa não cumprida permanecia. Na opinião de Sarai, a resposta era o costume da pátria de onde vieram. Este costume dizia que a esposa sem filhos têm de oferecer ao marido uma criada para servir no lugar dela. A descendência será considerada sua.

Sarai tinha uma serva egípcia chamada Agar que ela ofereceu a Abrão. Abrão aceitou a oferta e pouco tempo depois Agar teve um filho. Emoções profundas e intensas no coração de cada participante estavam emaranhadas com o problema de interpretar uma promessa divina por meio de providências legais.

Agar ficou arrogante com sua senhora, e Sarai ficou amarga e abusiva. Indo ao marido, ela a acusou de privá-la dos direitos básicos de esposa e exigiu que tomasse uma atitude[…]. Era contrário ao costume da pátria de onde vieram as esposas servas mostrarem desrespeito à esposa principal. Abrão recusou punir Agar, mas permitiu que Sarai agisse como quisesse” Comentário Bíblico Beacon: Gênesis a Deuteronômio. Vol.1 Rio de Janeiro: CPAD, 2014,p.63).

AMPLIANDO O CONHECIMENTO

Entre o povo da Mesopotâmia, o costume, quando a esposa era estéril, era deixar que a sua serva tivesse filhos com o esposo. Esses filhos eram considerados filhos legítimos daquela esposa.
(1) Apesar de existir então esse costume, a tentativa de Abrão e Sarai de terem um filho através da união de Abrão com Agar não teve a aprovação de Deus (2.24).
(2) O NT fala do filho de Agar como sendo o produto do esforço humano – […] (Gl 4.29).” Amplie mais o seu conhecimento, lendo a Bíblia de Estudo Pentecostal, editada pela CPAD, p.55.

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ESBOÇO DE PREGAÇÃO 

Lição 04: Batismo com o Espirito Santo: Distinção, Evidencia, Propósito e Resultados | 4° Trimestre de 2022 | EBD – Betel

EBD Revista Editora Betel | 4° Trimestre De 2022 | TEMA: A IGREJA E O ESPIRITO SANTO – A necessidade do avivamento promovido pelo Espírito Santo para os dias atuais | Escola Biblica Dominical | Lição 04: Batismo com o Espirito Santo: Distinção, Evidencia, Propósito e Resultados

TEXTO ÁUREO

“E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo Ihes concedia que falassem.” Atos 2.4

VERDADE APLICADA

O batismo com o Espírito Santo é uma experiência distinta da regeneração, evidenciada pelo falar em outras línguas, visando capacitação para a evangelização.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Mostrar que o batismo com o Espírito Santo é uma experiência distinta
Destacar as evidências do batismo com o Espírito Santo
Expor o propósito do batismo com o Espírito Santo

TEXTO DE REFERÊNCIA

Atos 2
1- E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar;
2- E, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.

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3- E foram vistas por eles Línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles
4- E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo !Eu concedia que falassem.
5- E em Jerusalém estavam habitando judeus, varões religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu.

LEITURAS COMPLEMENTARES

SEGUNDA – Lc 24.49 Até que do alto sejais revestidos de poder.
TERÇA – Jo 1.33 Jesus é o que batiza com o Espírito Santo.
QUARTA – At 1.8 A promessa de poder espiritual.
QUINTA – At 5.32 O Espírito Santo é concedido aos obedientes
SEXTA – At 40.46 Falar em línguas e magnificar a Deus.
SÁBADO – Rm 14 O Espírito de santificação

HINOS SUGERIDOS: 367, 374, 387

MOTIVO DE ORAÇÃO

Ore para que mais pessoas sejam batizadas com o Espírito Santo.

ESBOÇO DA LIÇÃO

Introdução
1-
 O batismo com o Espírito Santo é uma experiência distinta.
2– Evidência física e inicial
3– Propósito e resultados
Conclusão

INTRODUÇÃO

Nesta lição, veremos que o batismo com Espírito Santo é uma experiência distinta da regeneração e tem a glossolalia como evidência física e inicial. Também veremos o propósito e os resultados do batismo com o Espírito Santo.

PONTO DE PARTIDA

O batismo com o Espírito Santo é uma experiência distinta.

1- O BATISMO COM O ESPÍRITO SANTO É UMA EXPERIÊNCIA DISTINTA.

O batismo com o Espírito Santo é uma experiência que denota um melhor no Espírito Santo, um revestimento de poder vi­sando capacitação para serviço e testemunho. Ou seja, trata-se de mais uma das diversas ações do Espírito Santo como, dentre outras, regeneração e santificação. Podemos observar no Novo Testamento que o batismo no Espírito Santo se trata de uma experiência separada, distinta. É o que vamos estudar neste tópico.

1.1. Distinta da regeneração. A regeneração é mais uma obra do Espírito Santo [Jo 3.1-8; Tt 3.5]. Na regeneração – segundo Strong, “mudança efetuada pela graça, de uma natureza carnal, a uma vida cristã” – o Espírito Santo cria de novo, de maneira instantânea, a natureza interior – “gerado novamente”. Paulo menciona “nova criatura” [2Co 5.17] e Pedro diz: “nos gerou de no­vo”’ e “Sendo de novo gerados” [1 Pe1.3,23]. O apóstolo Joao descreve os que são feitos filhos de Deus como não nascidos nem do sangue e nem da vontade da carne, mas de Deus (Jo 1.12-13). É o Espírito Santo operando na vida do ser humano que ouve a mensagem do evangelho e se arrepende.

Pastor Cesar Roza de Melo: “A ação do Espírito Santo na vida do pecador tem como objetivo esclarecer as verdades de Deus, mostrando-lhe a graça, a misericórdia e o amor de Deus expresso no sacrifício de Cristo no Calvário. Com a queda, o homem passou a ser dominado pela natureza pecaminosa vivendo uma vida desconexa com a vontade divina. O homem se corrompeu tanto que a Bíblia o qualifica como filhos da ira (Ef 2.3), filhos da desobediência e alguém morto em pecados e delitos [Ef 2.1) (…) Jesus diz que precisamos ser perfeitos, como perfeito é o nosso Pai, que está nos céus [Mt 5.48]. E através do Espírito que somos regenerados, santificados e trans formados para viver a vontade de Deus”

1.2. Distinta da santificação. São diversos os termos relacionados à expressão bíblica santificação: santidade, consagração, separação. A ideia básica é de “separação do uso comum para dedicação a Deus e ao seu serviço”: Deus nos chamou para a santificação [1Ts 4.7], “sem a qual ninguém verá o Senhor” [Hb 12.14]. Trata-se de uma obra do Espírito Santo na vida do nascido de novo. Timothy P. Jenney (Teologia Sistemática Stanley Horton, 1997, p. 407): “aquela operação contínua do Espírito Santo, mediante a qual a santa disposição outorgada na regeneração é mantida e fortalecida”. A Bíblia menciona “a santificação do Espírito” produzida em nós, os salvos em Cristo Jesus [2Ts 2.13; 1Pe 1.2).

Bispo Abner Ferreira: “Cremos na atualidade dos dons espirituais e na necessidade de todo discípulo de Jesus Cristo buscar a ousadia e o fervor pelo Espírito Santo para proclamar o Evangelho. Contudo, também é bíblico que profetizar, expulsar demônio e fazer maravilhas não é atestado de santidade [Mt 7.21-23). Notemos o que Jesus falou: “praticais a iniquidade. Ou seja, clamavam “Senhor. Senhor!”, porém continuavam a viver dominados pela concupiscência da carne”. Santificação é um processo que se estende enquanto estivermos debaixo do sol [2Co 7.1).

1.3. Distinta do batismo no Corpo de Cristo. Sobre este batismo, recorremos a 1 Coríntios 12.12-13. Na versão usada na Bíblia do Culto, encontramos: “fomos batizados em um Espírito, formando um corpo. É a ação do Espírito Santo trazendo ao Corpo de Cristo pessoas que se arrependeram e nasceram de novo. O contexto está lidando com a unidade do corpo. Todos que estão no Corpo foram alvos da ação do Espírito. Ou seja, não há lugar para competição, soberba, menosprezo entre os membros Este texto nos remete a Gálatas 3.27-28 “batizados em Cristo…sois um em Cristo”. Assim, é possível afirmarmos que todos os que nasceram de novo são batizados pelo Espírito Santo, mas não significa que todos já foram batizados como Espírito Santo. O batismo no Espírito Santo é mais uma das diversas obras do Espírito.

Stanley Horton (I e II Coríntios, 2003, p. 119) faz um interessante e rico comentário sobre Coríntios 12.13 e defende que a tradução mais adequada é “batizados pelo Espírito, considerando que este texto bíblico revela uma outra ação do Espírito Santo na vida daquele que nasceu de novo, ou seja, inserir o mesmo no Corpo de Cristo. Tal ação é diferente do batismo com ou no Espírito Santo, que é efetuado por Cristo, visando a capacitação. “Por conseguinte, o batismo em 1 Coríntios 12.13 é por um Espírito no Corpo e é, portanto, distinto do batismo por Cristo no Espírito Santo ocorrido no dia de Pentecostes. Os teólogos Anthony D. Palma, Antonio Gilberto e Elienai Cabral também seguem esta interpretação.

EU ENSINEI QUE:

O batismo com o Espírito Santo é uma experiência que denota um mergulho no Espírito Santo, um revestimento de poder visando capacitação para serviço e testemunho.

2- EVIDÊNCIA FÍSICA E INICIAL

A glossolalia (línguas estranhas) trata-se de uma evidência externa, física e inicial do batismo com o Espírito Santo [At 2.3-4]. As línguas estranhas, como evidência do batismo com o Espírito Santo, estão em consonância com a Bíblia Sagrada [At 10.45-46; 19.6].

2.1. Sinais sobrenaturais no dia de Pentecostes. No dia de Pentecostes [At 2.1-4]. quando do derramamento do Espírito Santo, conforme prometido anteriormente (At 1.4-5,8), o Senhor Deus surpreende que estavam reunidos com três sinais: um som, como de um ventos línguas se partidas, como que de fogo e falar em outras línguas. Lembremos que vento e fogo faziam parte de algumas manifestações divinas registradas no Antigo Testamento [Êx 14.21; 19.16-18; Dt 5.4; Ez 37.9-10). Assim, é possível conectar o fogo e o vento indicando a manifestação divina na casa em que estavam reunidos e línguas, indicando capacitação para testemunho profético Cremos que Lucas, inspirado pelo mesmo Espírito, adequadamente registro: “veio do céu”! Nosso Senhor, ao iniciar Seu ministério terreno, orou, o céu se abriu e o Espírito Santo desceu (Lc 3.21-22). Agora. Seus discípulos também oram aguardando o cumprimento da promessa “vem do céu” mesmo Espírito derramado (At: 1.14; 2.2-4).

Anthony D. Palma (O Batismo no Espírito Santo com Fogo, 2016, p. 56) “Precisamos perceber, no entanto, que o vento e o fogo precederam o enchimento do Espírito; não foram parte dele. E mais, em nenhum outro trecho do livro de Atos esses elementos são mencionados novamente em conjunção com pessoas sendo cheias como Espírito. Esses foram acontecimento únicos e para marcar a total inauguração de uma nova era no procedimento de Deus com o seu povo”.

FOCO NA LIÇÃO: “O batismo com o Espírito Santo é uma experiência que denota um mergulho no Espírito Santo, um revestimento de poder visando capacitação para serviço e testemunho.”

2.2. Línguas estranhas como evidência inicial. Diferentemente de nós, pentecostais, que acreditamos ser as línguas estranhas uma evidência do Espírito Santo, alguns outros não possuem esse entendimento, pois acreditam que esse batismo é evidenciado por outros meios, fazendo com que critiquem a glossolalia com frequência. Estes homens concordam que o falar em línguas estranhas não é para os nossos dias. Os pentecostais asseguram que há pelo menos três narrativas em Atos dos Apóstolos que as línguas estranhas são visivelmente unificadas ao batismo com o Espírito: no dia de Pentecostes, quando os 120 falaram línguas [At 2.4], na conversão de Cornélio e sua família [At 10.44,46) e o evento que ocorreu com os crentes em Éfeso [At 19.1-6].

Anthony D. Palma (O Batismo no Espírito Santo e com Fogo, 2016, p. 78-79) contenta sobre o falar em Línguas como sinal do batismo no Espírito: “É a única manifestação associada com o batismo no Espírito em Atos que é explicitamente apresentada como uma evidência que autentica a experiência. R. Menzies comenta, apropriadamente, que a doutrina pentecostal de línguas como única evidência inicial “e única inferência correta devido ao caráter profético do dom pentecostal e ao caráter evidência do falar em línguas” Ele diz também que a glossolalia também serve especialmente de evidência por causa de seu caráter não usual e demonstrativo”.

2 3. Falar em línguas e a natureza profética. O “falar em outras línguas” ou “falar línguas” [At 2.4; 10.46; 19.6] nos remete a natureza profética e missionária do dom pentecostal. Importante aproveitarmos este estudo para fazermos esta associação, pois contribui para não esquecermos que o revestimento de poder visa ao comissionamento e capacitação para serviço e testemunho. Afinal o próprio Senhor disse: “recebe­reis e ser-me-eis testemunhas” [At 1.8). Que a Igreja continue sendo inspirada pelo Espírito Santo a “falar das grandezas de Deus” [At 2.11], “magnificar a Deus” [At 10.46], “anunciar as virtudes” de Deus [1 Pe 2.9], com ousadia, em todo o tempo, até que Cristo Venha!

Robert P. Menzies (Pentecostes, 2016, p. 62-63) escreve sobre Lucas­ -Atos e o papel das línguas na Igreja: “Não deixemos escapar a importância de manter as ligações verbais entre o termo em grego da expressão línguas de Atos 2.4; 10.46 e 19.6. Isso se torna evidente quando examinamos o que Lucas entende sobre o papel das línguas na vida da igreja. Uma leitura atenta da narrativa de Lucas revela que ele vê o falar em línguas como um tipo especial de fala profética. O falar em línguas está associado com profecia em cada uma Das três passagens que descrevem esse fenômeno em Atos.

EU ENSINEI QUE:

A glossolalia é uma evidência clara e incontestável do batismo com o Espírito Santo.

FOCO NA LIÇÃO: “As línguas estranhas, como evidência do batismo com o Espírito Santo, estão em consonância com a Bíblia Sagrada [At 10.45-46; 19.6].

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ESBOÇO DE PREGAÇÃO

Lição 03: A Ação do Espirito Santo antes do Pentecostes | 4° Trimestre De 2022 | EBD – BETEL

EBD Revista Editora Betel | 4° Trimestre De 2022 | TEMA: A IGREJA E O ESPIRITO SANTO – A necessidade do avivamento promovido pelo Espírito Santo para os dias atuais | Escola Biblica Dominical | Lição 03: A Ação do Espirito Santo antes do Pentecostes

TEXTO ÁUREO

“Envias o teu Espírito, e são criados, e assim renovas a face da terra.” Salmos 104.30

VERDADE APLICADA

O mesmo Espírito de Deus que está atuante desde a criação e ungiu Jesus Cristo, está conosco para nos ajudar em todo o tempo.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Apresentar a participação do Espírito Santo
Falar que o Espírito sempre agiu no Antigo Testamento
Expor a presença do Espírito no ministério de Jesus.

TEXTO DE REFERÊNCIAS

GÊNESIS 1
2- E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.

ÊXODO 31
3- E o enchi do Espírito de Deus, e de sabedoria, e de entendimento, e de ciência em todo artifício.

EZEQUIEL 2
2- Então entrou em mim o Espírito, quando falava comigo, e me pôs em pé, e ouvi o que me falava.

MATEUS 4
1- Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.

LEITURAS COMPLEMENTARES

SEGUNDA – Gn 41.38-39 O Espírito Santo na era patriarcal.
TERÇA – Jz 3.10 O Espírito Santo no tempo dos juízes
QUARTA – Mt 28.19 O Espírito Santo é Deus.
QUINTA – At 10.38 Jesus Cristo foi cheio do Espírito Santo.
SEXTA – Rm 8.14 O Espírito Santo é o nosso guia.
SÁBADO – 2Pe 1.2 O Espírito Santo falou por meio dos profetas.

Hinos Sugeridos: 432, 437, 441

MOTIVO DE ORAÇÃO

Ore para que tenhamos uma vida repleta do Espírito Santo.

ESBOÇO DA LIÇÃO

Introdução
1
– O Espírito Santo na Cria ao
2– É o Espírito quem capacita o homem
3– O Espírito Santo nos Evangelhos
Conclusão

INTRODUÇÃO

O Espírito Santo, antes do evento no dia de Pentecostes, já estava presente na criação, na capacitação de juízes, reis e profetas, bem como preparando a chegada de Jesus Cristo ao mundo, ungindo-O e dirigindo-O ao longo de todo o Seu ministério terreno, mesmo na Sua morte e ressurreição [Rm 8.11; Hb 9.14]. É o mesmo Espírito que está conosco!

PONTO DE PARTIDA

O Espírito Santo atua na vida do homem.

1- O ESPÍRITO SANTO NA CRIAÇÃO

Precisamos ter em mente que a atuação do Espírito Santo na Terra ocorre muito antes do dia de Pentecostes relatado em Atos dos Apóstolos, capítulo 2. Conforme observado, no livro de Gênesis, presenciais a palavra Espírito sendo mencionada pela primeira vez [Gn 1.2]. Desse modo, evidenciado que o Espírito Santo, juntamente com o Pai e Filho, participou em toda a obra da Criação.

1.1.A ação do Espírito Santo na Criação. Por Seu incomensurável domínio sobre todas as coisas, Deus fez o mundo passar a existir [Hb 11.3]. Entretanto, não podemos perder de vista que quando Deus trouxe a Terra a existência, ela não estava pronta para ser habitada. Conectando o texto de Hebreus 11.3 com Gênesis 1.2, verifica­-se então a obra do Espírito de Deus também na criação do universo: “Ele se movia sobre a face das águas”: Não é possível negar a ação do Espírito Santo na Criação.

1.2. O Espírito se movia sobre a face das águas. O primeiro capítulo de Gênesis apresenta que a Terra era sem forma e vazia, nos fazendo entender que a Cria­ção ainda estava inacabada e desordenada. Já os versículos subsequentes nos fazem saber que, mesmo diante deste caos, “o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” [Gn 1.2]. Neste texto a expressão hebraica ruach está pau­tada a vento ou ar que é, no texto em questão, usada para referir-se ao Espírito de Deus. Desse modo, no primeiro momento da Criação, quando a Terra se encontrava ainda informe, o Espírito de Deus agiu de maneira sobrenatural, em conjunto com a Palavra de Deus.

 Bíblia de Estudo Pentecostal “O Espirito Santo desempenhou um papel ativo na obra da criação. Ele é descrito como “pairando” (se movia) sobre a criação, preservando-a e preparando-a para as atividades criadoras adicionais de Deus. A palavra hebraica traduzida por “Espírito” (ruach) também pode ser traduzida por “vento” e “fôlego”. Por isso, o salmista testifica do papel do Espírito, ao declarar: “Pela palavra do Senhor foram feitos os céus; e todo o exército deles, pelo espírito (ruach) da sua boca” [SL 33.6]. Além disso, o Espírito Santo continua a manter e sustentar a criação [Jó 33.4; Sl 104.30] “.

1.3. O Espírito e o Seu poder criador e sustentador. No Antigo Testamento não encontramos com assiduidade o termo “Espírito Santo”, diferentemente do que ocorre no Novo Testamento. Muito embora, Ele já permanecesse presente e operacional em toda a história bíblica, para ser mais preciso, desde a criação. A certeza dessa atua­ção do Espírito no Antigo Testamento também é atestada ao lermos o Salmo 104.30, que indica que o ato da cria­ção foi possível pelo desempenho direto do Espírito Santo durante esse processo. Sobre esse assunto podemos citar alguns textos que endossam o papel ativo do Espírito Santo na cria­ção [Jó 26.13; 33.4;Sl 33.6; 104.29-30). O apóstolo Pedro faz menção a Ele como Deus [At 5.3-4), já o autor da carta aos Hebreus chama-o de Espírito eterno [Hb 9.14].

 Bispo Primaz Manoel Ferreira: “O Espírito Santo participou e participa ativamente da Criação. A sua ação, além de ininterrupta, é descrita pelo verbo “merahefel” como ação “vivi­ficadora”. Como uma ave se assenta sobre os ovos para os incubar e dar vida, assim o Espírito de Deus, no Seu ato de vivificar o caos, movia-se sobre ele [Gn 1.2]. Coube ao Espírito Santo toda a ornamentação do Universo [Jo 26.13] e a Ele é atribuída e reconhecida a função de dar vida tanto espiritual como natural (Sl 33.6; Ts 42.5] (…). A atuação do Espírito é constante desde a obra da criação [Sl 104.30], promovendo a “geração’ de cada ser humano e renovando a face da terra; preserva o homem e as coisas criadas [SI 104.29; Is 40.6-7; 28-31; 59.19)”

EU ENSINEI QUE:

O Espírito produziu forma ao Universo e tornou a Terra adequada para abrigar a vida.

2- É O ESPÍRITO QUEM CAPACITA O HOMEM

No Antigo Testamento uma das incumbências que visualizamos sobre a Pessoa do Espírito Santo era a capacidade de habilitar pessoas a realizar certas atividades como reis, artífices, sacerdotes, profetas e juízes. Essa capacitação individual fruto da obra da ação do Espírito oferecia ao homem uma aptidão para o seu serviço [Jz 3.10; 6.34; 11.29-33; 13.25; 1 Sm 11.6; Ez 2.2].

2.1. A ação do Espírito na vida dos artesãos. Quando do rascunho do projeto divino na construção do Tabernáculo, o Senhor, por mediação do Seu Espírito, inspirou dois homens, Bezaleel e Aoliabe, para realizarem a confecção de todos os utensílios do santuário nos dias de Moisés [Êx 31.2-11]. Bezaleel era da tribo de Juda [Ex31.2]; Aoliabe, da tribo de Dã [Êx 31.6]. Deus os encheu com Espírito Santo para que tivessem a sabedoria necessária para trabalhar em todos os utensílios para poderem confeccionar objetos de ouro, prata, cobre e madeira [Êx 35.30-33]. O Espírito também os capacitou para poderem realizar toda obra de mestre ensinando aos outros as suas habilidades [Êx 35.34].

 Stanley Horton: “Todos podiam participar. Aqueles que tinham maiores recursos traziam ouro ou prata; outros ofereciam o bronze (cobre) (…) Mas em todas as situações, sempre há pessoas que nada possuem e nada sabem fazer. Estes apresentavam para ser ensinados. Deus prometeu que encheria do Espírito Santo dois homens, Bezaleel e Aoliabe, para aprimorar as suas habilidades, e para também capacitá-los a ensinar os outros [Êx 31.2-3, 6; 35.30-31,34].

FOCO NA LIÇÃO: Desse modo, evidenciado que o Espírito Santo, juntamente com o Pai e Filho, participou ativamente na obra da Criação

2.2. A ação do Espírito Santo na vida dos profetas. Convém destacar que um profeta um “porta-voz”: pois transmitia a mensagem que recebia de Deus para o povo. Era um “embaixador” de Deus na Terra. Não é difícil perceber que, no Antigo Testamento, Deus, através do Seu Espírito, usou homens para falar com o Seu povo [Am 3.7]. Assim quando um profeta fala pelo Espírito é como se Deus estivesse falando [Dt 18.22]. Pedro diz que os profetas foram inspirados pelo Espírito Santo para falarem em nome do Senhor [2Pe 1.21].

2.3. A ação do Espírito na vida dos reis de Israel. A Bíblia constrói uma abordagem motivadora sobre a ai;:ao do Espírito na vida dos dois primeiros reis de Israel. Em 1 Samuel 10.6 somos informados que o Espírito de Deus se apoderou de Saul, fazendo dele um novo homem. Infelizmente Saul não deu a devida importância a esta unção, vindo a perder anos mais tarde [1 Sm 16.14]. Outro rei na história que teve a companhia do Espírito Santo foi Davi, que, diferentemente de Saul, soube valorizar esta unção a ponto de pedir a Deus que não o lançasse fora da Sua presença e não retirasse dele o Espírito Santo [Sl 51.11]. Fazendo-nos ver que a graça está disponível e ao alcance de todos. Conforme dito por Paulo:”[…] onde o pecado abundou, superabundou a graça” [Rm 5.20].

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Lição 07: Como Construir Boas Amizades | 4° Trimestre de 2022 | EBD – Adolescentes

EBD Adolescentes | 4° Trimestre De 2022 | Tema: Como Viver no mundo à Luz da Bíblia | Escola Biblica Dominical | CPAD | Lição 07: Como Construir Boas Amizades

LEITURA BÍBLICA

Salmos 1.1-3 Provérbios 13.20

A MENSAGEM

“O amigo ama sempre e na desgraça ele se torna um irmão.” Provérbios 17.17

DEVOCIONAL

Segunda >> Pv 27.5,6
Terça >> Ec 4.9,10
Quarta >> Pv 18.24
Quinta >> Pv 22.24,25
Sexta >> 1 Co 15.33
Sábado >> Jo 15.15

OBJETIVOS

REFLETIR sobre a importância de construir boas amizades;
EXPLICAR os perigos de ter amizades com pessoas que não seguem os valores cristãos;
APONTAR as características esperadas em um bom amigo.

EI PROFESSOR!

Você tem muitos amigos? Quem são os amigos que fizeram a diferença em sua vida?
Após o amadurecimento, percebemos claramente quem são as pessoas que podemos chamar de amigos. Nós aprendemos a diferenciá-los dos conhecidos e dos colegas. Amigos de verdade são uma benção de Deus. Eles nos fortalecem quando estamos desanimados, nos advertem quando estamos cometendo um erro, nos confortam quando estamos tristes e celebram as nossas alegrias. Enquanto estiver preparando essa lição, lembre-se dos seus próprios amigos e separe um tempo para orar por eles. Mostre aos seus alunos o valor de uma amizade verdadeira compartilhando seus exemplos pessoais.

PONTO DE PARTIDA

A construção de amizades é um tema fundamental na adolescência. Ter um círculo de convivência e confiança é indispensável para o desenvolvimento afetivo, emocional e intelectual do adolescente. Nesta lição vamos ensinar os princípios bíblicos para a construção de uma amizade saudável, alertar aos alunos quanto ao poder da influência entre os amigos e ensinar quanto aos limites que precisamos estabelecer para ela. Um amigo pode abençoar ou atrapalhar a vida do adolescente. Isto é, depende do tipo de conselhos, convites e hábitos, esse amigo pode agregar valor ou não. Para iniciar a reflexão sobre esse assunto, leia com seus alunos a seção “Vamos Descobrir” e motive-os a responder às questões apresentadas no texto.

VAMOS DESCOBRIR

Quantos amigos você tem? Poucos ou muitos? Você considera que os contatos das redes sociais são amigos? Nesta lição, vamos conversar sobre o valor das amizades verdadeiras. Também vamos apontar questões importantes sobre a convivência entre amigos. Veremos o que a Bíblia fala sobre as amizades. Vamos lá?!

HORA DE APRENDER

Nas redes sociais, em algumas plataformas, basta apenas aceitar a solicitação de contato para fazer “uma amizade”. Mas, na prática, você já parou para pensar como você seleciona suas amizades? Na vida, você terá que fazer escolhas importantes e a seleção dos amigos é uma delas. Ei! Acredite nisto: a qualidade das suas amizades pode comprometer o seu futuro ou ampliar seus horizontes.

I- A IMPORTÂNCIA DA AMIZADE

Ter amigos é algo muito especial. O ser humano foi criado como um ser relacional, isto é, com a capacidade e a necessidade de conviver com outras pessoas. A presença de bons amigos faz muita diferença na vida de alguém. A Bíblia diz: “É melhor haver dois do que um, porque duas pessoas trabalhando juntas podem ganhar muito mais” (Ec 4.9). E ainda: “[…] um verdadeiro amigo é mais chegado que um irmão” (Pv 18.24). A solidão não é um caminho saudável. Cada pessoa deve construir boas amizades. Em todas as fases da vida, ter bons amigos fará toda a diferença. Nos momentos de alegria, os amigos verdadeiros celebram (Rm 12.15). E nas fases difíceis, os amigos estendem a mão para ajudar (Ec 4.10). Vale ressaltar que nossas amizades têm acesso ao nosso coração. E, com ou sem intenção, acabam influenciando as nossas decisões. Por isso, temos de escolher nossas amizades corretamente. Precisamos avaliar e filtrar a influência das amizades em nossa vida (Pv 13.20).

I- AUXÍLIO DEVOCIONAL

“Já ouviu [o ditado] ‘cada qual com seu igual’? Aqui está a verdade nisso. Você nunca vê as águias voando com os par dais. Quando você está decidindo com quem fazer amizades, está tomando uma decisão incrivelmente importante. Sua escolha refletirá em você. Você não vai escolher alguém que odeia. A sua preferência será alguém que compartilhe interesses comuns, que goste da sua companhia e afirme você. A pessoa ecoa quem você é de certo modo […). Se você não xinga palavrão, nem bebe, não ia querer se tornar o melhor amigo de pessoas que agem assim. Aí precisa de uma base mais profunda. Quando você se torna íntimo de pessoas que não compartilham seus valores, há sempre o perigo de outros fingirem que você gosta deles [dos mesmos valores]” (SHELLENBERGER, S. #Pronto! Cresci! E agora? Rio de Janeiro: CPAD, 2013, p.76).

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EBD – Lição 06: A Convivência em Família | 4° Trimestre de 2022 | Adolescentes

EBD Adolescentes | 4° Trimestre De 2022 | Tema: Como Viver no mundo à Luz da Bíblia | Escola Biblica Dominical | CPAD | Lição 06: A Convivência em Família

LEITURA BÍBLICA

Efésios 6.1-4

A MENSAGEM

“Respeite o seu pai e a sua mãe, como eu, o seu Deus, estou ordenando, para que você viva muito tempo, e tudo corra bem para você na terra que estou lhe dando.” Deuteronômio 5.16

DEVOCIONAL

Segunda >> Sl 127.3-4
Terça >> At 16.31
Quarta >> Pv 6.20-23
Quinta >> C 3.20,21
Sexta >> Pv 11.29
Sábado >> Êx 20.12

OBJETIVOS

APONTAR os propósitos de Deus para a família;
DESTACAR os princípios para a boa convivência em família;
MOTIVAR o adolescente a orar por sua família.

EI PROFESSOR!

As famílias brasileiras têm uma composição plural: alguns adolescentes vivem com o pai e a mãe dentro de caso, outros, são criados apenas por um dos pais; há ainda aqueles que cresceram sob a tutoria de um responsável, como uma avó ou tia; há adolescentes que são órfãos; alguns são filhos de cristãos, outros se converteram sozinhos e convivem.com pais que seguem outra religião; há pais que amam seus filhos profundamente e outros que são ausentes. Enfim, os contextos familiares são múltiplos e os dilemas são complexos. Nesta lição vamos ensinar aos adolescentes os princípios bíblicos para a convivência em família e veremos também que o projeto de Deus é salvar toda a família.

PONTO DE PARTIDA

Uma relação familiar saudável é essencial para o desenvolvimento do adolescente. A família é fundamental e, após a lição, seus alunos deverão compreender essa verdade. Para iniciar a aula, apresente o primeiro tópico. Em seguida, pergunte para a turma: “Quem é a sua família”? Incentive a participação de todos. Para desenvolver o diálogo, faça perguntas complementares, tais como “você tem quantos irmãos” ou “qual a profissão dos seus pais” ou “qual a característica mais marcante do seu pai e da sua mãe”. Conforme os alunos forem compartilhando, demonstre interesse. Após a participação de todos, desenvolva o segundo tópico da lição. Ao final da aula, convide cada aluno para orar por sua família.

VAMOS DESCOBRIR

Como é sua família? Quem convive com você? Você tem irmãos? Cada família é singular e especial. A família foi criada por Deus, ela é um projeto de Deus, por isso devemos honrá-la Amar e cuidar da nossa família deve ser uma prioridade. Vamos refletir, hoje, sobre o valor da nossa família e veremos nas Escrituras quais são as diretrizes de Deus para nossa convivência familiar Veremos também que o propósito do Senhor é salvar toda nossa casa.

Hora de Aprender
I- A ORIGEM DA FAMÍLIA

A Bíblia conta que Deus criou a família. O Senhor viu que o ser humano precisava, pois a solidão não lhe fazia bem (Gn 2.18). Por isso, ele formou o primeiro casal: Adão e Eva. Assim, Deus instituiu o casamento como o padrão de relacionamento entre o casal (Gn 2.21-24). A partir dessa união, nasceram filhos (Gn 4.1,2,25). A história da humanidade começa com a instituição de uma família (Mc 10.6-9). A família foi criada por Deus e, por isso, ela deve ser valorizada, honrada e protegida. A família é formada por pessoas diferentes. Cada pessoa da sua casa tem uma história, uma personalidade e um temperamento.

Cada membro da sua família tem medos, memórias, projetos e sonhos. Cada ser humano é único (Sl 139.14). No mundo inteiro, considerando todas as nações da Terra, não há pessoas iguais às que compõem a sua família e por isso, ela é singular. Outrossim, ninguém escolhe a família em que nasce. E sabemos que não existe uma ” família perfeita”. O que existe são famílias ajustadas, que seguem bons princípios de convivência e que se amam Assim, precisamos entender que Deus nos colocou na família certa. A família é a escola onde Deus nos matriculou para aprendermos a amar.

I- AUXÍLIO PEDAGÓGICO

Distribua para seus alunos folhas e canetas. Peça para que eles anotem no papel a resposta das perguntas que você vai fazer. Escreva estas perguntas no quadro
1- Quais são as características da sua família?
2- O que você mais gosta de fazer com sua família?
3- Se você pudesse mudar algo em sua casa, o que seria?
4- Você costuma ajudar nas tarefas de casa?

A partir dessas questões converse com seus alunos sobre a convivência deles com seus familiares. Aponte que o lar deve ser um lugar de amor educação e colaboração mútua Mostre não existe família perfeito, mas que em Deus as famílias são abençoadas

II- OS PROPÓSITOS DE DEUS PARA A FAMÍLIA

1- NA FAMÍLIA, ENCONTRAMOS SEGURANÇA.

Quando você chegou na sua família você era apenas um bebé isso pode ser diferente apenas em alguns casos compor a família por meia da adoção. De qualquer forma, é na família onde os filhos encontram acolhimento, proteção, alimentação, vestimentas, moradia etc. Tudo isso dá aos filhos segurança para crescerem e aprenderem. O lar deve ser a lugar mais seguro do mundo para as crianças e adolescentes (Sl 4.8)

2- NA FAMÍLIA, ENCONTRAMOS AMOR.

Todo mundo deveria ser amado dentro da família. O amor é um princípio bíblico. Na família encontramos o amor maternal, por exemplo. Ele é muito grande. Em uma mensagem profética. Deus o mencionou quando comunicou o seu amor pelo povo de Israel: Isaías 49.15. Na família, encontramos o amor do pais, dos avós, dos tios e dos irmãos E somos desafiados a amar também. O amor não é apenas um sentimento, mas é a decisão de querer o bem do outro e fazer tudo o que é possível para que este bem aconteça. Aprendemos o que é amor com o próprio Deus e devemos praticá-lo em nossa casa (1 Jo 3.11; 4.19). O amor pode ser expresso de muitas formas: com palavras, com atitudes, com obediência, com gratidão etc. Como você tem demonstrado amor pela sua família?

3- NA FAMÍLIA, APRENDEMOS.

É com a nossa família que aprendemos a andar, falar, nos alimentar e nos vestir. Em casa, estamos aprendendo constantemente, desde hábitos, como escovar os dentes, até princípios morais, como falar a verdade e honrar os pais. A Bíblia diz que é responsabilidade da família ensinar a crer em Deus (Dt 6.1,2,7). O ensino das Escrituras, da oração e da adoração deveria acontecer dentro de casa. A Igreja é também um agente de ensino cristão. Entretanto, a fé deveria ser ensinada, primeiramente, dentro de casa (Dt 4.8,9) A Fé em Cristo é a maior herança que uma família pode deixar para seus filhos (2 Tm 1.5). O aprendizado em família acontece todos os dias, através da rotina e de pequenos hábitos (Pv 5.1,2). Especialmente ouvindo os conselhos e a instrução dos responsáveis. O filho obediente mostra que está aprendendo com seus pais (Pv 1.8,9; 13.1) E você? O que tem aprendido com a sua família? Quais são os valores que seus pais ensinaram e que um dia você vai querer ensinar dos seus filhos?

4- NA FAMÍLIA, NOS RELACIONAMOS.

A família é formada por várias pessoas. Cada pessoa tem um papel e uma responsabilidade diferente. É preciso aprender a se relacionar com todos da família. O pai e a mãe são autoridades. Eles possuem a responsabilidade de administrar o lar e criar os filhos. Por isso, devem ser obedecidos e honrados (Ex 20.12). Por outro lado, os avós e os tios também ensinam e contribuem para o cuidado, de forma que também devem ser ouvidos. Os irmãos são presentes de Deus e sempre estando ao seu lado. Eles merecem ser amados, protegidos e apoiados. Os primos ou sobrinhos também são especiais e devemos aprender a valorizá-los. Conviver em família pode ser desafiador, porque cada pessoa tem um jeito e um temperamento próprio. Entretanto, com essas pessoas que você deve aprender a servir, ouvir, amar e respeitar. Tais princípios, que aprendemos dentro de casa são valiosos e necessários para a convivência em outros espaços tais como a cola a vizinhança e no futuro o local de trabalho.

5- DEUS QUER SALVAR A FAMÍLIA.

Deus ama toda a família e quer salvar a todos. Diversas histórias na Bíblia mostram este propósito. No Antigo Testamento, por exemplo vemos Josué declarando corajosamente que toda a sua casa servirá ao Senhor (Js 24.15); Raabe, com sua fé e entrega ao Senhor, livrou toda a sua família da destruição que atingiu a cidade de Jericó (Js 6.23-25); Neemias, na ocasião da reconstrução dos muros de Jerusalém, convocou todos os trabalhadores a pelas suas famílias, a fim de que habitassem em um lugar seguro (Ne 4.14,16). No Novo Testamento, vemos que Paulo e Silas falaram para um carcereiro: “[…] Creia no Senhor Jesus e você será salva – você e as pessoas da sua casa” (At 16.31). E toda a família dele creu em Cristo e foi batizada (At 16.32-34). Assim sendo, sempre devemos orar para que Jesus salve cada um dos nossos familiares. E devemos anunciar a salvação de Cristo para todos em nosso lar.

II- AUXÍLIO PEDAGÓGICO

Conflitos entre pais e filhos podem ser recorrentes. Entretanto, se os adolescentes seguirem algumas diretrizes básicas, eles poderão ser minimizados. Mostre aos seus alunos que atitudes simples farão toda a diferença na convivência familiar. “ – Siga a regra de ouro. Trata os outros como você gostaria de ser tratado. Usar seu tempo para ser sensível aos horários uns dos outros, frustrações, gostos e desgostos é um bom começo para eliminar alguns conflitos em casa.

  • Leia nas entrelinhas: compreenda que a mãe e o pai podem ter uma pressão maior do que podem revelar. Escolha a melhor hora para aproximar-se deles com um pedido ou um boletim com notas não muito boas. Cuidado e consideração fazem um papel principal nos relacionamentos familiares […].
  • Seja honesta: Conte a seus pais a verdade e toda a verdade. Na primeira oportunidade. Omitir detalhes importantes pode fazer toda a diferença […]. Você pode contar com isso: os seus pais certamente descobriram de alguma forma. É melhor saberemos você.
  • Respeite a autoridade de seus pais: Eles são os pais, você é o filho. Eles são responsáveis por você física, financeira e espiritualmente. Se eles ainda dizem “não” depois que você conversou com calma e expôs seu ponto de vista, não importa o quanto você discorde, é sua responsabilidade aceitar a decisão deles com a autoridade dada por Deus fazendo parte da sua vida […]. Deus nem sempre espera que você concorde com seus pais, Ele sabe que eles podem cometer erros. Todavia, Ele espera que você os honre com sua obediência (SCHELLENBERG #Pronto_Cresci! E agora? Rio de Janeiro CPAD 2013, p.61-63).

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EBD – Lição 05: O Caráter Cristão | 4° Trimestre de 2022 | Adolescentes

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LEITURA BÍBLICA

2 Pedro 1.1-8

A MENSAGEM

“Faça o que é direito e justo, pois isso agrada mais a Deus do que lhe oferecer sacrifícios.” Provérbios 21.3

DEVOCIONAL

Segunda >> Lc 16.10-11
Terça >> Pv 10.9
Quarta >> Pv 28.6
Quinta >> Hb 13.18
Sexta >> 2 Co 8.21
Sábado >> 1 Jo 2.3-6

OBJETIVOS

ENSINAR o que é caráter;
APRESENTAR características do caráter cristão;
DEMONSTRAR integridade é parte essencial do testemunho de vida do cristão.

EI PROFESSOR!

relativismo moral está ganhando mais e mais espaço nos veículos de comunicação. Essa ideia aparece em campanhas publicitárias, em textos jornalísticos, em livros, filmes e séries. Além disso, muitos influenciado res das redes sociais atendem uma agenda que visa a desconstrução dos conceitos morais da fé cristã. Entretanto, neste mundo perdido, nós somos a Igreja do Senhor Jesus e estamos aqui para fazer a diferença e para proclamar a verdade bíblica. Como educador cristão, você tem a responsabilidade de expor o perigo do relativismo moral e de apresentar os valores do Reino de Deus para seus alunos. Aumente suas expectativas para esta lição e tenha uma boa aula!

PONTO DE PARTIDA

O cristão precisa desenvolver o seu caráter pelos parâmetros do Evangelho de Jesus Cristo – este é o ponto central desta lição. Vivemos em uma sociedade que valoriza o princípio do relativismo ético e moral. Entretanto, a Palavra de Deus é clara: os servos de Deus devem andar no caminho da honestidade, da obediência às Escrituras e da integridade. A fim de iniciar a aula pergunte para a turma: “O que é caráter“? Incentive a participação de todos. Anote no quadro as respostas dos alunos e favoreça a continuidade do diálogo. Após envolver toda turma na reflexão, desenvolve o primeiro tópico da lição, mostrando que o caráter não hereditário. Destaque que o caráter é construído ao longo da vida e que pode ser transformado.

VAMOS DESCOBRIR

identidade de uma pessoa é formada por múltiplas características que definem seu temperamento, personalidade e caráter. Todas as pessoas possuem um caráter. Algumas carregam valores virtuosos e outras, infelizmente, são guiadas por princípios malignos Entretanto, quando alguém entrega seu coração a Jesus Cristo, seu caráter é transformado pelo Espírito Santo. Você sabe quais são as características do caráter de um cristão?

Hora de Aprender
I- O QUE É CARÁTER

É um conjunto de características que estão relacionadas com a índole e com a moral de um indivíduo. O caráter da pessoa reflete em todas as suas decisões e pode ter traços positivos ou negativos Le 16:10) Ele distingue a identidade de uma pessoa. A criança, ao nascer, não tem seu caráter formado Apesar do temperamento e de algumas características, que são hereditárias, cada pessoa vai ter seu caráter moldado ao longo da vida, por meio dos valores que irá aprender e das experiências pessoais e familiares (Pv 10.9). O caráter de uma pessoa é demonstrado por meio do seu comportamento (Pv 28.6). Você já deve ter ouvido a expressão: “tal pessoa é mau caráter.

Essa designação, geralmente, é atribuída a pessoas que apresentam comportamentos maldosos (Sl 11.5)Atualmente, por causa da influência dos redes sociais muitas pessoas se preocupam com sua aparência Fotos e vídeos são editados para alterar a realidade e transparecer uma imagem mais bela Antigamente, o mesmo comportamento era reproduzido socialmente quando as pessoas se preocupavam apenas com suas reputações. Em um primeiro aspecto, não há nada de errado em editar fotos ou em se preocupar com a própria reputação. Inclusive uma boa reputação é construída a partir de uma postura ética e de um bom testemunho.

O problema ocorre quando a pessoa se preocupa apenas com aparência (Jo 7.24). Deus não se impressiona com a aparência humana (1 Sm 16.7) Ele vê o coração de cada pessoa. Deus exige de cada um dos seus seguidores um coração reto diante dele. Os servos de Deus devem andar em integridade vivendo em verdade (Pv 2.20.21). A honestidade não é opcional para os cristãos. Ter um bom caráter é essencial (Mt 5.48)

I- AUXÍLIO DIDÁTICO

“Segundo o pastor Antonio Gilberto caráter é o aspecto psíquico da personalidade O caráter é a característica responsável pela ação, reação e expressão da personalidade. É a maneira própria de cada pessoa agir e expressar-se. Tem a ver com a própria conduta. É a marca da pessoa. O caráter faz parte da personalidade. É adquirido, não herdado […]. Resulta da adaptação progressiva do temperamento às condições do meio ambiente: o lar, a escola, a igreja, a comunidade, o estado socioeconômico[…]. Sem sombra de dúvidas, o caráter está aliado à ética de cada pessoa […]

A personalidade é construída […]. A formação da personalidade começa na infância. Dizem os estudiosos que a personalidade de uma pessoa está definida quando ela completa 7 anos de idade. O que ela aprender até esta fase, comprometerá todo o seu desenvolvimento psíquico, emocional, afetivo, social etc. Daí, podemos ver como é importante o papel do ensino cristão […] Da formação da personalidade, desenvolve-se o caráter humano através das diversas experiências da vida” (LIMA, Elinaldo Renovato. O Caráter Cristão: Moldado pela Palavra de Deus e Provado como Ouro. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.9.10).

II- AS CARACTERÍSTICAS DO CARÁTER CRISTÃO

Uma pessoa de “bom caráter” é aquela que faz o bem, que cumpre suas obrigações, faz o que é direito e justo, ou seja, quem possui e segue valores éticos (Is 26.7). Entretanto, mesmo essas pessoas virtuosas podem ter seu comportamento influenciado pela pecaminosidade (2 Cr 25.2). A Bíblia diz que todas as pessoas pecaram. O pecado corrompeu o homem por completo (Rm 3.23). Por isso, para ser totalmente transformado em alguém que é aprovado diante de Deus, cada pessoa precisa entregar-se a Jesus Cristo. É mediante a essa entrega que a pessoa é verdadeiramente transformada, ela nasce de novo (Jo 3.3,5).

Cada cristão já foi transformado pelo Espírito, por meio da fé (Jo 1.12). E, por isso, possui um caráter cristão que precisa ser desenvolvido e fortalecido. A Bíblia destaca alguns traços distintivos do caráter cristão: humildade, honestidade, pureza, mansidão e verdade (Cl 3.8-13, Ef 4.1-3.15). O apóstolo Pedro cita algumas características virtuosas que todos os cristãos devem desenvolver: “Por isso mesmo façam todo o possível para juntar a bondade à fé que vocês têm.

À bondade juntem o conhecimento e ao conhecimento, o domínio próprio. Ao domínio próprio juntem a perseverança e à perseverança, a devoção a Deus A essa devoção juntem a amizade cristo e à amizade cristã juntem o amor” (2 Pe 1.5-7). Para fortalecer o caráter cristão é preciso se consagrar ao Senhor e buscá-lo constantemente (s 55.6) A leitura da Palavra, a prática da oração e do jejum e a santificação devem ser hábitos constantes

II- AUXÍLIO TEOLÓGICO

A santificação é um processo que se desenvolve mediante o poder de Deus e o esforço do crente, a qual torna o pecador em salvo e a ímpio em um santo. O Cristão passa a experimentar uma vida progressiva de santificação (Hb 12.14), dando testemunho de sua fé por suas obras, ou então que preciso ser demonstrado de modo prático (Mt 5.16: Ef 2:10). Há crentes que são carnais e que se arriscam a perder sua posição diante de Deus (1. Co 3.3), e há também os santificados em Cristo Jesus chamadas santos (1 Co 1.2).

A Santificação progressiva envolve todas as áreas da vida do cristão: primeiramente, o pensar, depois, as atitudes os gestos, as palavras, em seguida, a vida espiritual, a vida familiar, a vida profissional, a vida moral, a vida financeira; enfim, ele torna-se santo em toda sua maneira de viver (veja 1 Pe 1:15), Sua santificação é aperfeiçoada no temor de Deus (2 Co 7.1). Em suma, a santificação molda o caráter do crente em seu desenvolvimento espiritual. O salvo tem que ser santificado para que seu caráter seja santo: Segui a paz com todos e a santificação sem a qual ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).

O caráter do homem reflete sua personalidade e demonstra sua conduta ética e moral” (UMA, Elinaldo Renovato. O Caráter Cristão: Moldado pela Palavra de Deus e Provado como Ouro. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.22).

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EBD – Lição 04: Aprendendo a fazer boas escolhas | 4° Trimestre de 2022 | Adolescentes

EBD Adolescentes | 4° Trimestre De 2022 | Tema: Como Viver no mundo à Luz da Bíblia | Escola Biblica Dominical | CPAD | Lição 04: Aprendendo a fazer boas escolhas

LEITURA BÍBLICA

Romanos 2.6-8 | Gálatas 6.7

A MENSAGEM

Decidam hoje a quem vão servir. Resolvam se vão servir os deuses que os seus antepassados adoravam na terra da Mesopotâmia […]. Porém eu e a minha família serviremos a Deus, o Senhor.” Josué 24.15

DEVOCIONAL

Segunda >> Gn 3.1-7
Terça >> Dt 30.19
Quarta >> Sl 119.30-35
Quinta >> Pv 1.28-33
Sexta >> Rm 6.22 23
Sábado >> Tg 4.7

OBJETIVOS

DEFINIR o que é o livre-arbítrio
CONSCIENTIZAR os adolescentes sobre a autorresponsabilidade de cada um
CONDUZIR os alunos à maturidade cristã.

EI PROFESSOR!

Os adolescentes estão em uma fase de transição, isto é, em poucos anos eles serão adultos. Perante a Lei, eles serão totalmente responsáveis por suas atitudes. Assim, torna-se urgente a compreensão de que o crescimento também exige o desenvolvimento da maturidade e do senso de responsabilidade. Nesta lição vamos despertar os adolescentes para uma verdade bíblica: diante de Deus, eles já são responsáveis por suas escolhas e comportamento. Eles precisam compreender que Deus deu o livre-arbítrio para cada um deles. E que toda a decisão tomada hoje, precisa ser administrada amanhã. Prepare esta aula tendo esses princípios em perspectiva.

PONTO DE PARTIDA

Essa lição é fundamental para esclarecermos aspectos doutrinários acerca da nossa fé. O livre arbítrio é um deles. Conduza seus alunos ao entendimento de que eles têm direito de fazer suas próprias escolhas, contudo, como servos do Deus altíssimo, devem buscar conhecer e seguir a vontade dEle. Logo no início da aula, apresente para a classe a definição de livre-arbítrio: “Liberdade de escolha; capacidade que possui o ser humano de pensar, ou agir, tendo como única motivação a sua vontade” (ANDRADE, C. C. Dicionário Teológico. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, p.256). Explique também que o reconhecimento do livre-arbítrio faz parte do processo de amadurecimento de toda pessoa.

VAMOS DESCOBRIR

É muito bom crescer e poder começar a fazer as nossas próprias escolhas. Na adolescência temos um pouco mais de autonomia do que havia na infância. E, inevitavelmente, enfrentamos situações que exigem decisões. E nem sempre nossos pais estão juntos para nos ajudar a escolher. Nessas situações, precisamos fazer boas escolhas. Hoje aprenderemos mais sobre isso.

Hora de Aprender
I – LIVRE-ARBÍTRIO, UM PRESENTE DE DEUS

Você já ouviu falar em livre-arbítrio? O termo, segundo o dicionário, é a “possibilidade de decidir, escolher em função da própria vontade”. Sobre esse conceito, a Declaração de Fé das Assembleias de Deus, diz: “Cremos, professamos e ensinamos que o homem é uma criação de Deus. dotado por Deus de livre-arbítrio, ou seja, com liberdade de escolher entre o bem e o mal” (CPAD, p.77). Ou seja, o ser humano tem liberdade para fazer suas escolhas. A questão do livre-arbítrio já aparece no início da Bíblia. Quando Deus forma o homem e o coloca no jardim do Éden Ele dá uma ordem: não comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal (Gn 2.16,17). Adão e Eva tinham liberdade para escolher obedecer a Deus ou não. E eles escolheram pecar contra Deus (Gn 3,6) E depois tiveram que lidar com as consequências da sua escolha (Gn 3.7. 16-19, 23).

Por meio do livre-arbítrio temos a possibilidade de escolher ser fiéis a Deus ou não (Dt 30.19). É baseado nessa premissa que, em certa ocasião Josué convocou o povo de Israel a tomar uma decisão. Ele estava encerrando sua atuação como líder do povo de Israel e falou seriamente à nação, dizendo que cada um teria que escolher se iria servir a Deus ou se iria se corromper e praticar a idolatria, adorando as diversas falsos deuses dos povos vizinhos Entretanto, Josué deixou claro que ele e toda sua família iriam servir ao Senhor (Js 24.15). E o povo de Israel respondeu que iria servir e adorar apenas a Deus (Js 24.16.22).

De igual modo, cada cristão tem o livre-arbítrio (1 Co 6.12) Independente da tradição religiosa da sua família, você também precisa fazer uma escolha diante de Deus Cada pessoa precisa decidir-se quanto à fé em Cristo (Jo 14.6). É necessário que cada um confesse seus pecados diante de Cristo e aceite como único e suficiente Salvador (Rm 10.9) De todas as decisões que você terá que tomar na vida, essa é certamente a mais importante de todas (Sl 119.30). Sim é uma escolha individual, porque seus pais não podem fazê-la por você (At 4.121. Hoje, nesta aula você tem a oportunidade de tomar a decisão mais importante de sua vida (At 16.31)

I- AUXÍLIO TEOLÓGICO

Como devemos entender a liberdade de escolha do ser humano?
“A liberdade da vontade humana é reconhecida na Bíblia, embora não seja discutida filosoficamente. Ela assevera a habilidade de escolher entre duas ou mais alternativas sem uma compulsão externa. O homem pode, a qualquer momento, decidir aceitar ou rejeitar a alternativa que aquele momento oferece, mas ele não pode escolher evitar as consequências de sua escolha (Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p1157)

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EBD – Lição 03: Cuidando-se por Inteiro | 4° Trimestre de 2022 | Adolescentes

EBD Adolescentes | 4° Trimestre De 2022 | Tema: Como Viver no mundo à Luz da Bíblia | Escola Biblica Dominical | CPAD | Lição 03: Cuidando-se por Inteiro

LEITURA BÍBLICA

1 Tessalonicenses 5.23, 24; 3 João 2

A MENSAGEM

“Cuide de você mesmo e tenha cuidado com o que ensina. Continue fazendo isso, pois assim você salvará tanto você mesmo como os que o escutam.” 1 Timóteo 4.16

DEVOCIONAL

Segunda >> Ef 4.26
Terça >> Sl 37.8
Quarta >> Fp 4.6-8
Quinta >> Is 41.10
Sexta >> Sl 121.1-5
Sábado >> Is 40.30,31

OBJETIVOS

REFLETIR sobre o cuidado com a saúde;
COMPREENDER o que são doenças emocionais;
ENTENDER que Deus cura qualquer enfermidade.

EI PROFESSOR!

Reflita sinceramente na seguinte pergunta: Como você está? Geralmente, quando alguém nos cumprimenta perguntando algo assim, costumamos responder automaticamente, dizendo “está tudo bem”. Porém, nem sempre isso é verdade. Muitas vezes, passamos por lutas, enfrentamos batalhas em nossa mente e temos que lidar com enfermidades. E nada disso é fácil. Sabemos que os dias maus chegam para todas as pessoas e, diversas vezes, isso ocorre de forma inesperada. Entretanto, também sabemos que servimos a um Deus que está presente todos os dias e Ele está pronto para nos fortalecer com sua Graça, em nossos momentos de vulnerabilidade. Comunique essa verdade bíblica aos seus alunos enquanto estiver ministrando esta lição.

PONTO DE PARTIDA

Ansiedade, depressão, amargura, prática de mutilação e até mesmo suicídio têm sido alguns dos males recorrentes nesta geração de adolescentes. Visando fortalecer os alunos contra essas mazelas, vamos refletir sobre a saúde mental e emocional. Primeiramente, veremos que a Bíblia aponta a necessidade do cuidado integral, considerando corpo, alma e espírito. Em seguida, pontuaremos alguns sinais de alerta que podem ser sintomas de um adoecimento emocional. E, então, mostraremos aos adolescentes como eles podem obter a ajuda necessária. Por fim, indicaremos alguns hábitos que ajudam no fortalecimento da saúde e concluiremos a lição mostrando que o nosso Deus tem poder para curar toda e qualquer doença.

VAMOS DESCOBRIR

Estamos vivendo um tempo onde o adoecimento emocional tem se agravado na adolescência. Doenças como ansiedade e depressão, entre outros transtornos, têm provocado dor e muita angústia. Por isso, precisamos conversar e refletir sobre o autocuidado. Hoje vamos aprender aspectos importantes sobre a preservação da saúde física e emocional E veremos a relação com Deus como fator fundamental para lidar com qualquer tipo de tristeza, amargura ou adoecimento emocional.

Hora de Aprender
I- O AUTOCUIDADO

Deus fez o homem completo: corpo, alma e espírito (1 Ts 5.23); por isso, precisamos aprender a nos cuidar por completo. Claro que sempre devemos cuidar da nossa saúde espiritual e do fortalecimento da fé em Cristo. Mas nesta lição vamos falar especialmente do cuidado com a saúde física e emocional. As emoções humanas precisam de cuidado e a Bíblia fala sobre isso, Paula escrevendo para os irmãos que moravam em Tessalônica, diz que é Deus quem nos dá toda a paz (1 Ts 5.23). E ainda diz – E que ele conserve o espírito a alma e o corpo de vocês livres de toda mancha, para o dia em que vier a nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Ts 5.23) A oração do apóstolo é que os irmãos sejam conservados por inteiro até a dia em que forem se encontrar com o Salvador.

Paulo também escreveu para Timóteo, seu discípulo, dizendo: “cuide de você mesmo […]” (1 Tm 4.16) Essa orientação do apóstolo demonstra que o autocuidado era responsabilidade pessoal de Timóteo. Este deveria cuidar de si mesmo, além de cuidar da doutrina, do ensino e da igreja. O apóstolo João também escreve sobre o assunto na carta que direcionou a Gaio, a quem João chama de amigo querido” (3 Jo 5). Ele diz que o seu desejo é que o presbítero “vá bem em tudo e que estivesse “com boa saúde da mesma forma que estava bem espiritualmente (3 Jo 2). Gaio era um servo muito fiel a Deus (3 Jo 3-5). Para o apóstolo João, importava que ele estivesse bem em todas as áreas da vida.

I- AUXÍLIO DEVOCIONAL

“Há momentos que somos atingidos em algum ponto fraco por acidente, tragédia, enfermidade, ou uma situação indesejada. Há também os impulsos e desejos interiores que podem nos levar o momentos de angústias ou carência Há momentos em que nós de repente, nos encontramos em uma situação difícil que não tinha mas previsto Há momentos em que cu mas ou vemos noticias devastadoras que nos fazem, momentaneamente sentir como se o tapete tivesse sido tirado de debaixo dos nossos pés.

A ansiedade aparece. O pânico manifesta inesperadamente o medo nos toma de surpresa. Quando nos deparamos com tais momentos de crise, podemos adotar uma dentre duas opções: podemos abrir a porta e convidar que essas emoções negativas e improdutivas entrem em nossos corações, ou podemos tomar medidas imediatas para recuperar a nossa paz e segurança […]. Toda pessoa passa por momentos de ansiedade, pânico ou medo na vida.

O erro surge quando aceitamos essas emoções, quer com os braços abertos quer com relutância, e permitimos que elas fiquem e, gradualmente, encontrem um lugar de descanso em nossos corações […]. Em vez de permitirmos ‘coisas’ negativas aprisionem o nosso coração, devemos fazer o que Jesus fez e ensinou” (STANLEY, C. Paz: um maravilhoso presente de Deus para você. RJ, CPAD, 2004, pp.55,56).

II- O CUIDADO COM A SAÚDE FÍSICA E EMOCIONAL

Estamos vivendo em um tempo difícil. Há muitas aflições. Conflitos familiares, violência urbana, dificuldades financeiras, frustrações e doenças são alguns exemplos (Jo 16.33; Ef 5.16). Diante disso, muitas pessoas têm adoecido, física e emocionalmente. E temos visto se tornarem cada vez mais comuns, a incidência de casos de depressão, crise de ansiedade e bulimia, entre outras situações. O corpo manifesta alguns sinais quando há sobrecarga emocional (Jó 30.16,17). Alguns exemplos são: sudorese, falta de ar, boca seca, formigamento, náusea, calafrios, tremores, tensão muscular, dor no peito, taquicardia (coração acelerado), sensação de desmaio, tonturas e urgência para ir ao banheiro.

Somado a isso, outros sinais, que podem indicar um problema e comportamento, é o uso exagerado de dos aparelhos eletrônicos e o consumo em excesso dos alimentos (Jó 16.6). Caso esses sinais aconteçam em você, avise imediatamente aos seus pais e/ ou responsáveis. Infelizmente, os casos de enfermidade emocional têm se tornado cada vez mais comuns, inclusive em crianças e adolescentes. E, como se isso não fosse complicado o bastante, ainda existem pessoas que se referem a esses casos como uma artimanha para chamar atenção (Jó 16.20, 21.3). Devemos enfrentar esses problemas com seriedade.

Caso você passe por algo assim, procure ajuda imediatamente. Fale com sua família, com sua liderança na igreja local ou com um adulto de confiança (Rm 9.2). Não se isole. Peça ajuda (Tg 5.16). E clame ao Senhor, porque Ele pode curar todas as enfermidades (Sl 25.16-18, Jr 17.14).
Cada pessoa que enfrenta dificuldades na saúde (física ou emocional) deve saber que não se pode negar a existência do problema. Antes, tudo precisa ser tratado. Há algumas atitudes que, somadas a uma vida de oração diária, irão ajudar a lidar com as questões de saúde.
Se você está passando por algo desta natureza, compreenda que existem diversos profissionais capacitados que fazem atendimento médico e psicológico e podem auxiliar no diagnóstico e tratamento (Mt 9.12).

Além disso, a superação dessas questões também demanda uma mudança da rotina, que ajuste o tempo livre com atividades se horários, que englobam lazer, exercícios físicos, estudos, sono, descanso e uma boa alimentação, Uma rotina de vida saudável, aliada a prática da leitura bíblica, oração e busca ao Senhor lhe darão o suporte necessário para vencer essa situação (SI 121.2). O cuidado da saúde também deve ser uma prioridade. Por isso, desenvolva hábitos alimentares saudáveis e pratique exercícios físicos com regularidade. A má alimentação e o sedentarismo são causadores de várias doenças. Sempre que possível, vá às consultas médicas para acompanhamento.

II- AUXÍLIO DIDÁTICO

Depressão e ansiedade são “dois distúrbios responsáveis pela metade (740 milhões de pessoas) das doenças mentais estimadas no mundo. Esses males causam um sofrimento terrível Geram angústia e desespero, suas origens não são muito claras […]. A dor causada pela depressão e pela ansiedade é diferente de uma dor de cabeça ou de uma dor decorrente, por exemplo, de um tombo: Ela dói, metaforicamente, lá no fundo da alma […]. No próximo milênio, a mente vai estar mais doente do que nunca. ‘As doenças mentais tendem a proliferar como resultado de múltiplos e complexos fatores sociais, biológicos e psicológicos.

Elas são respostas já esperadas de doenças físicas graves e da guerra e do trauma. Mas também de condições sociais adversas, como as altas taxas de desemprego, a educação precária e a pobreza’ […]. Isso é um paradoxo, pois vivemos numa época que teoricamente teria tudo para ser agradável. Os avanços tecnológicos, os procedimentos médicos sem dor, e ao mesmo tempo sentimos uma sensação enorme de vazio interior (GABY. Wagner Tadeu dos Santos As Doenças do Século, 1ª Edição, RJ: CPAD, 2013, p.18),

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EBD – Lição 02: Compreendendo o que é Amor-Próprio | 4° Trimestre de 2022 | Adolescentes

EBD Adolescentes | 4° Trimestre De 2022 | Tema: Como Viver no mundo à Luz da Bíblia | Escola Biblica Dominical | CPAD | Lição 02: Compreendendo o que é Amor-Próprio

LEITURA BÍBLICA

Mateus 22.36-39

A MENSAGEM

“E o segundo mais importante é parecido com o primeiro: ‘Ame os outros como você ama a você mesmo’” Mateus 22.39

DEVOCIONAL

Segunda >> Sl 139.14
Terça >> Lc 12.6-7
Quarta >> 1 Pe 2.9
Quinta >> Is 43.4
Sexta >> Sl 8,3-5
Sábado >> 1 Jo 4.19

OBJETIVOS

DEFINIR o que é autoestima, demonstrando sua relação com a identidade do adolescente;
EXPLICAR o princípio do amor
APONTAR a necessidade de filtrar as influências da mídia e dos amigos.

EI PROFESSOR!

Muitos alunos chegam à Escola Dominical com dores e traumas pessoais. Essa bagagem emocional dificulta a socialização e o desenvolvimento de seus projetos pessoais. Nesta lição há a oportunidade de tratar dessas questões, a partir do estudo da Palavra de Deus. Então, aproveite o tempo da aula para dar espaços de fala aos seus alunos. Quando eles compartilharem algo pessoal, seja hábil na escuta e no acolhimento. Faça da sua aula um momento seguro para eles abrirem o coração. Durante o preparo desta lição, ore ao Senhor e peça ajuda ao Espírito Santo. Separe um tempo adequado para a leitura da Bíblia e estude o contexto bíblico do texto. Uma boa preparação é essencial para um bom desempenho em sala de aula.

PONTO DE PARTIDA

Diversos estudos apontam que a autoestima dessa geração de adolescentes tem sido influenciada negativamente pelas redes sociais. A busca constante por aprovação (em forma de likes), a intensa exposição à opinião alheia (por meio dos comentários) e a busca por um padrão de beleza irreal têm comprometido o amor-próprio dos adolescentes. Nesta lição vamos resgatar esse valor, baseando-se nas maravilhosas palavras de Jesus. Desenvolva sua aula considerando que você está estabelecendo alicerces bíblicos para os adolescentes crescerem com uma identidade cristo forte e uma mente saudável. Revise os objetivos propostos. Eles precisam ser prioridade. Não perca o foco!

VAMOS DESCOBRIR

Podemos perceber na sociedade uma constante busca por aceitação e reconhecimento Geralmente, as pessoas buscam esse tipo de validação no outro. Nas redes sociais isso fica claro que a cada postagem, elas buscam por curtidas, reações e comentários (preferencialmente positivos). Entretanto, nossa identidade não pode ser definida pelo outro. Nossa autoestima precisa ser construída a partir do que a Palavra de Deus diz a nosso respeito Vamos aprofundar essa reflexão?

Hora de Aprender
I- IDENTIDADE E AUTOESTIMA

1- POR QUE SOMOS COMO SOMOS?

A vida do Ser Humano começa no ventre da mãe. Mesmo quando o corpo ainda está informe, a vida já está presente. Com apenas 22 dias de gestação, o coração começa a bater e ali, naquele pequeno ser, todo DNA (ácido desoxirribonucleico) já está presente. No DNA está todo o projeto de Deus para a formação do nosso corpo. Ele carrega as características do cabelo que teremos, do formato das unhas, a altura média, o contorno do nariz etc. Cada DNA é único. O que significa que, em toda a humanidade, ninguém é igual ao outro. Você é singular (Gn 1.27.31). Consegue perceber o quanto você é especial?

E dentro dessa perspectiva que precisamos compreender o nosso valor. O Salmista disse: “Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem” (Sl 139.14 ARC). Você foi projetado por Deus. Foi Ele mesmo quem o formou. A origem da sua vida está nEle. Você já agradeceu a Deus por ser quem é?

2- COMPREENDENDO NOSSA IDENTIDADE

Ter a identidade pessoal construída a partir desse fundamento bíblico é fundamental para a edificação da autoestima (Sl 8.4,5). Mas, afinal, o que é isso? Autoestima é uma avaliação subjetiva que uma pessoa faz de si mesma. Ela pode ser positiva ou negativa.
Quando essa avaliação é positiva, a pessoa demonstra gostar de si mesma, admira suas características, conhece suas qualidades e o reconhece seu próprio valor. Em contextos assim, dizemos que a pessoa tem uma boa autoestima.

Em uma situação inversa, quando a visão de si mesmo é negativa, a pessoa se critica muito, sempre pensa que os outros não vão gostar dela ou do seu comportamento, fica com medo de ser rejeitada e não vê suas próprias qualidades. Nesse quadro, consideramos que a pessoa tem uma baixa autoestima. Ou seja, autoestima é um sentimento que cada pessoa tem em relação a sua própria identidade.

3- O MANDAMENTO BÍBLICO

No texto base da nossa lição, (Mateus 22.36-39), vemos expressamente dois mandamentos. O primeiro é amar a Deus e o segundo é amar ao próximo. Entretanto, o segundo mandamento está atrelado ao princípio do amor-próprio: “[…] Ame os outros como você ama a você mesmo (Mt 22:39), De modo que podemos compreender que a prática do amar ao próximo é antecedida pelo princípio do amor-próprio. Porém, como isso funciona? Amar asi mesmo não é a mesma coisa que egoísmo ou orgulho, Amor-próprio diz respeito à valorização e preservação da vida, reconhecimento do Criador. na Bíblia e cuidados com o corpo e com a mente, a fim de santificá-los Quem ama a si mesmo escolhe seguir o bem, a verdade e o Caminho da Vida (Jo 14.6).

I- AUXÍLIO DIDÁTICO

Para aprofundar o senso de autoestima dos seus alunos, leia para eles o trecho abaixo.
Os cientistas descobriram que o código do DNA que Deus fez para você é de 3 bilhões de caracteres. (Um caractere é como uma letra um número). O código do DNA foi plantado dentro de cada célula do seu corpo. É por isso que todas as células funcionam e crescem de acordo com o mesmo plano mestre.

O seu corpo tem 37.2 trilhões de células, e cada uma delas segue o grandioso projeto de Deus para tornar você exatamente quem Ele planejou que você fosse antes mesmo de você nascer! O seu cabelo, os olhos e sorriso (Rm 12.2). são exatamente como Deus projetou-os que fossem. É um milagre incrível e maravilhosamente projetado chamado… você […]seu código do DNA é tão longo se sentindo mau com sua aparência que, se o DNA de apenas uma célula fosse esticado teria 1.80 metro de comprimento. Se você esticasses o DNA de cada uma de todos os suas 37.2 trilhões de células, chegaria até a lua e voltaria. Não apenas uma vez, nos 150 mil vezes (GIGLIO L Indescritível. Rio de Janeiro CPAD, 2018, p.76)

II- CUIDADO COM AS INFLUÊNCIAS

Muitas vezes, o mundo tenta influenciar a identidade dos cristãos através da cultura e da propagação de ideias Nós precisamos ter cuidado e rejeitar toda influência antibíblica. A sociedade secularizada tenta desconstruir o padrão bíblico de identidade, criticando os valores e comportamentos dos cristãos que obedecem a Deus (1 Jo 5.19). Considerando esse contexto, vamos destacar duas influências que tentam afetar a identidade do cristão:

1- O SUPOSTO “PADRÃO DE BELEZA”

As mídias apresentam adolescentes com seus corpos expostos e sensualizados como o padrão de um comportamento aprovável. Eles tentam promover certos comportamentos, modas e padrões de consumo (Cl 2.8). Os cristãos, porém, não se deixam enganar por essas sutilezas. Nós conhecemos muito bem o padrão bíblico (1 Pe 116) e sabemos que devemos seguir a vontade de Deus (Rm 12.2). Entretanto, sabemos que muitos adolescentes são tentados a se compararem com exemplos expostos nas mídias. E, por muitos acabam se sentindo mau com sua aparência e estilo de vida.

Essa comparação acarreta a autocrítica e o sentimento de desprezo pessoal. A intenção do Inimigo é esta mesmo: deixar o adolescente cristão inseguro com a sua própria identidade. Entretanto, o adolescente cristão não deve ser influenciado pela moda ou pelas mídias; antes, deve reconhecer que foi feito à imagem e semelhança do Criador (Gn 1.26,27). Ele também deve saber que seu corpo deve ser honrado e preservado porque é templo do Espírito Santo (1 Co 6.19,20); e precisa construir sua identidade e autoestima pautadas na Palavra de Deus (Sl 139.14).

2- O mau uso das redes sociais

Apesar de a internet ter muitas ferramentas úteis para o trabalho e para os estudos, ela também apresenta riscos quando é mal utilizada. As redes sociais afetaram os relacionamentos, ou seja, os princípios da convivência e da confiança, tão estimados em uma boa amizade, não possuem muito valor em uma rede social (Pv 27.9.10), Ao contrário, ao invés de amigos, o que são valorizados são seguidores, fotos, edição de vídeo e likes. Algumas consequências negativas das redes sociais já foram mapeadas por profissionais da área de saúde. São elas: o aumento da ansiedade, popularização do sentimento de rejeição e sensação de autoestima baixa.

Isso ocorre mediante a extrema exposição pessoal à medida em que há uma busca a todo custo, pela aprovação dos outros (que muitas vezes são desconhecidos). A despeito das várias funcionalidades úteis das redes sociais, precisamos estabelecer parâmetros saudáveis no uso delas. Você não pode permitir ser definido pelo padrão de regras numéricas que regem as redes. Lembre-se que Jesus ama você (Jo 3.16). Ele o amou primeiro (1 Jo 4.19), Ele morreu na cruz para salvar a sua vida. E, no Reino de Deus, o que importa é a nossa vida real.

II- AUXÍLIO DIDÁTICO

“Não é novidade que a tecnologia está cada vez mais presente no mundo e que as pessoas tendem aderir com mais facilidade aos recursos oferecidos para usufruir de conforto, informação rapidez e praticidade que lhe são possíveis […]. A internet encurtou distâncias, agilizou a comunicação e facilitou o dia a dia das pessoas. O Brasil é líder no tempo gasto em redes sociais.com média de 60% a mais do que o restante do planeta. Os brasileiros navegam cerca de 9 horas por dia nas redes sociais, segundo pesquisa publicada pela agência internacional We Are Social.

A disponibilidade de multos informações quase que de graça, convida o usuário a ficar viciado na rede Perceba que tempo que os nossos adolescentes e jovens deveriam usar para estudar, orar ler a Bíblia, louvar ao Senhor, estar com a família e com amigos, acaba sendo gasto indevidamente na frente de um computador ou smartphone. É nosso dever, como líderes e professores de Escola Dominical, instruir e conscientizar nossos liderados sobre como devem utilizar a tecnologia, deixando claros todos os possíveis riscos que permeiam seu mau uso (LINS, Luaran, Chamados para liderar Rio de Janeiro: CPAD, 2017.p. 109.111).

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ESBOÇO DE PREGAÇÃO 

BETEL JOVENS | 2° Trimestre De 2021 | Lição 02: Panorama dos Sinóticos

EBD | 2° Trimestre De 2021 – Editora Betel Jovens | Tema: Os Evangelhos – A representação de Jesus em quatro dimensões | Lição 02:  Panorama dos Sinóticos  

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Estudar os Evangelhos Sinóticos;
Mostrar o objetivo e o contexto de cada Sinótico;
Evidenciar a Cristologia em Mateus, Marcos e Lucas.

Texto de Referência:

Lucas 2.1-7

 VERSÍCULO DO DIA

“E maravilharam-se da sua doutrina, porque os ensinava como tendo autoridade, e não como os escribas”. Mc 1.22

 VERDADE APLICADA

A harmonia existente entre os Evangelhos é percebida nos pormenores acerca de Cristo.

 MOMENTO DE ORAÇÃO

Oremos para que o conhecimento bíblico venha nos levar a experienciar mais Jesus em nosso cotidiano.

 LEITURA SEMANAL

SEG | Mc 2.28 – Jesus como Senhor do Sábado.
TER Mt 22. 41-46 – Jesus Cristo, filho de Davi.
QUA | Lc 2.40 – Jesus crescia em graça.
QUI | Mc 5.7 – Jesus, Filho do Deus Altíssimo.
SEX | Lc 5.17 – A virtude de Deus estava sobre Jesus.
SÁB | Mt 8.26 – Jesus tem poder sobre as tempestades.

INTRODUÇÃO

Para a compreensão dos Sinóticos é de suma importância entender o contexto e o objetivo de cada um dos evangelistas em suas respectivas narrativas, para que possamos perceber a grandeza da revelação vista em prismas diferentes.

Ponto Chave

“A biografia de Jesus é a temática central nos sinóticos”.

1. ESTUDANDO O EVANGELHO DE MATEUS

Sabemos que Mateus era cobrador de impostos, que Jesus o chamou para ser um de Seus doze discípulos (Mt 9.9-13). Portanto, o autor conviveu com Cristo, sendo assim, testemunha ocular de muitos fatos de sua narrativa.

1.1. Data e Propósito de Mateus. A data aproximada de sua escrita é 58 a 68 d.C, momento este de muitas perseguições e de tensões cristãs e judaicas. Considerando tais momentos, Mateus escreve objetivando mostrar Jesus não apenas como Messias, mas como Filho de Davi, ou seja, aquele para quem a palavra alude sobre a sucessão do trono de Davi (Is 9.7). Ao lincar os eventos de Cristo com as passagens do Antigo Testamento, Mateus não somente mostra Cristo como cumprimento messiânico, mas também ajuda os cristãos em sua defesa no embate com o judaísmo do primeiro século da época cristã.

1.2. O Conteúdo de Mateus. O Evangelho de Mateus mostra de forma detalhada a genealogia de Cristo; evidencia sua linhagem à tribo de Judá, bem como os seus discursos a céu aberto, fazendo alusão à vida prática e a interpretação correta do Decálogo. Para corroborar Sua Messianidade, Mateus descreve cerca de 20 milagres, sendo o primeiro a cura de um leproso (Mt 8 1-4), evidenciando Jesus como o remédio para a lepra, uma das piores pragas do AT (Lv 13.44-46). A não ser no início e no final do Evangelho, Mateus não descreve eventos de forma cronológica, pois sua narrativa visa mostrar que Jesus é o Cordeiro que foi morto antes da fundação do mundo (Ap 13.8).

Refletindo: “Os sinóticos revelam a harmonia dos Evangelhos ao relatar a biografia do Messias”. (Richard Hoover)

2. MARCOS E SEU EVANGELHO

Sabemos que o autor é João Marcos, que participou da primeira viagem missionária de Paulo, mas que desertou (At 13.13). Marcos não andou com Cristo, mas historiadores, como Eusébio, afirmam que Pedro foi a fonte para a escrita do Evangelho de Marcos, provavelmente quando conviveram no início da Igreja primitiva. Este Evangelho foi escrito em Roma.

2.1. Ocasião da escrita. A provável data da escrita deste Evangelho é 67 a 68 d.C., após o martírio do apóstolo Pedro. Este foi um dos piores momentos para os cristãos, pois as perseguições tornaram-se ferrenhas com a ascensão de Nero como Imperador. Diante deste cenário de morte e pavor constante na época dos primeiros cristãos, Marcos escreve com o intuito de encorajar os cristãos com o testemunho de Cristo, que mesmo diante de uma morte cruel e injusta, obteve vitória, sendo exaltado por Deus.

É necessário considerar também o objetivo evangelístico dos escritos de Marcos, pois visava alcançar pessoas que viviam fora da Palestina, e não conheciam de fato os eventos da vida, ministério e obra de Cristo, bem como o seu poder sobrenatural sobre as enfermidades (Mc 1.45).

2.2. A ênfase do Evangelho de Marcos. Algo interessante encontrado nesta narrativa é a expressão “imediatamente”, que aparece cerca de quarenta e duas vezes em dezesseis capítulos, mostrando um Cristo em constante movimento no exercício de Seu Ministério nas regiões da Galileia e Jerusalém. É possível computar dezoito milagres e cinco parábolas em seus escritos, reforçando a tônica do Evangelho da ação (Mc 6.56).

Marcos apresenta Jesus como servo. Em seu relato não encontramos nada sobre a genealogia e o nascimento de Jesus. Marcos cita pouco a lei e os costumes judaicos, reforçando a ideia de ter como destinatário os gentios, ampliando a ideia de um Evangelho universal, não circunscrito a um povo ou extensão geográfica. Ao relatar sobre a grande comissão, Marcos é categórico ao dizer: Ide por todo o mundo (Mc 16.15), revelando assim, que o alcance da obra de Cristo teria que ser mundial.

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