EBD – Lição 01: O que é Liderança Cristã | 4° Trimestre De 2022 | JOVENS

EBD | 4° Trimestre De 2022 | CPAD – Revista Jovens – Tema: Liderança na Igreja de Cristo – Escolhidos por Deus para Servir | Escola Bíblica Dominical | Lição 01: O que é Liderança Cristã

OBJETIVOS

• APRESENTAR o conceito de liderança;
• EXPOR as partes do trabalho de um líder;
• SABER o que não é liderança.

TEXTO PRINCIPAL

“Apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto.” (1 Pe 5.2)

LEITURA SEMANAL

SEGUNDA – Fp 4.9 O líder incentiva seus liderados
TERÇA – MT 20.25-28 Liderar e servir
QUARTA – 1 Rs 21.1-24 O perigo do mau uso da autoridade
QUINTA – 2 Co 2.16; 3.5 Deus é quem capacita o líder
SEXTA – Hb 13.7 O líder deve ser exemplo
SÁBADO – 3 Jo 9 Diótrefes, exemplo de um mau líder

INTERAÇÃO

Prezado(a) professor(a), com a graça de Deus iniciamos o último trimestre do ano. Estudaremos treze lições sobre liderança cristã. Deus, ao longo do tempo, tem utilizado líderes para cuidar e direcionar o seu povo. Veremos que as Escrituras Sagradas nos revelam histórias emocionantes, de pessoas talentosas que dedicaram suas vidas ao trabalho do Senhor. O comentarista é o pastor Elias Torralbo, Mestre em Teologia Sistemática e especialista em Gestão Escolar, Diretor Executivo da FAESP – Faculdade Evangélica de São Paulo. Atua como pastor na Assembleia de Deus Ministério do Belém, cidade de Mogi das Cruzes. Que o estudo de cada lição possa trazer a certeza de que o Senhor deseja desenvolver nos jovens habilidades de liderança para o crescimento do seu Reino.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor(al. para a primeira lição do trimestre sugerimos que você inicie a aula fazendo a seguinte pergunta: “O que é ser um líder?” Ouça os alunos com atenção. Em seguida explique que segundo Chuck Swindoll. o líder e qualquer pessoa que influencia os outros. Em seguida, apresente o quadro abaixo e discuta com seus alunos as afirmações. Incentive a participação de todos.

1. Líderes não têm todas as respostas, embora os outros possam pensar que eles tenham.
2 Liderança não significa mostrar às pessoas o quanto você é enérgico, entusiástico ou empreendedor. Significa obter bastante conhecimento e sabedoria para levar as pessoas e planos da obscuridade à excelência.
3. Líderes sempre estão na curva da aprendizagem. Eles sabem que não chegaram ao fim de sua missão até que tenham mostrado a outra pessoa, pelo seu próprio exemplo, como ser o melhor que eles podem.

Extraído de Minutos de Motivação para Líderes, CPAD, p.5.

TEXTO BÍBLICO
Efésios 4.11-16

11 E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas. e outros para pastores e doutores.
12 Querendo o aperfeiçoamento dos santos para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo.
13 Até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo.
14 Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia, enganam fraudulosamente.
15 Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo,
16 Do qual todo o corpo bem ajustado e ligado pelo auxílio de todas as juntas, segundo a justa operação de cada parte, faz o aumento do corpo, para sua edificação em amor.

INTRODUÇÃO

Muitos e importantes são os debates a respeito de liderança, tanto no mundo corporativo quanto na igreja. Nesta primeira lição, veremos o que é liderança e qual o papel de um líder cristão e suas qualidades. A Bíblia revela que o Senhor esco­lheu pessoas para conduzir o seu povo. Estes líderes receberam autoridade divina e seus exemplos servem como referencial para todos aqueles que querem trabalhar para o Senhor com excelência. Convidamos você a embarcar nessa jornada de conhecimento e aprendizagem, pois Deus conta conosco para a realização da sua obra até que Ele venha.

I- O QUE É LIDERANÇA

1- Definição do termo. É impossível alguém liderar com excelência sem conhecer o significado e o real propósito da liderança. Sendo assim, a definição do termo deve ser o nosso ponto de partida. O termo ‘liderança’ aponta para aquele que vai à frente, cuja responsabilidade é conduzir pessoas, orientando-as e guiando nas mais diferentes situações da vida. Na prática, liderar implica em influenciar. O verdadeiro líder é aquele que, por meio do exemplo pessoal, consegue extrair o que seus liderados têm de melhor, levando-os a cumprirem o propósito para o qual foram chamados. Uma liderança eficiente requer que o líder tenha visão e a comunique com clareza. Também é necessário que o líder trabalhe pelo sucesso do coletivo: defenda os seus liderados, respeite-os e seja um pacificador. Podemos afirmar que ‘liderar’ e in­fluenciar pessoas.

2- O que é liderança cristã. Lide­rança cristã é aquela norteada pelos princípios de Jesus Cristo encontrados nas Escrituras Sagradas. O trabalho de um líder cristão e influenciar pessoas – segundo os padrões bíblicos – a servirem e agradarem a Cristo. O primeiro chamado divino para o ser humano não é para liderar, mas sim para ser um discípulo de Cristo. Os Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas mostram que, próximo ao mar da Galileia, o Senhor Jesus chamou Pedro e André para segui-lo e serem “pescadores de homens” (Mt 4.19). A convocação para o trabalho é precedida pelo convite à comunhão.

Os afazeres de Pedro e André seriam resultado de uma vida com Cristo. O líder cristão precisa desenvolver as seguintes virtudes que resultam da sua comunhão com Jesus: amor, paciência, perdão e humildade. Por mais que as qualidades e os talentos pessoais de um líder sejam importantes, a sua fonte de conhecimento e exemplo é Jesus Cristo (2 Co 3,4-6). O líder cristão precisa conduzir os seus liderados a fim de que alcancem a maturidade cristã e reflitam o caráter de Cristo (Ef 4.13). Podemos afirmar que a liderança cristã depende de uma vida de comunhão com Deus: uma conduta ilibada e relacionamentos interpessoais saudáveis e respeitosos.

3- Liderança e serviço. Liderar e servir pessoas, auxiliando-as a identificarem e cumprirem o propósito que o Senhor tem para suas vidas. O apóstolo Paulo adverte que o comportamento do líder deve levar as pessoas a considerá-lo como ministro (servo) e despenseiro (aquele que cuida da despensa) dos mistérios de Deus (1 Co 4.1). A função do líder é servir aos seus liderados; trabalhar não segundo os seus próprios interesses e buscar agradar ao Senhor Jesus por meio de sua fidelidade. Liderança cristã é serviço e influência. Não existe liderança cristã que não seja servidora. pois liderar e servir.

SUBSÍDIO 1

Prezado(a) professor(a), inicie o tópico fazendo a seguinte pergunta: ‘Existe diferença entre liderança e gestão?’ Ouça os alunos com atenção e incentive a participação de todos. Em seguida, explique que ‘liderança é um processo, não uma posição. Houve um tempo em que as pessoas usavam os termos liderança e gestão alternadamente Hoje a maioria das pessoas reconhecem que há significativa diferença entre os dois. A gestão está em seu melhor momento quando as coisas permanecem as mesmas. Liderança lida com pessoas e suas dinâmicas, as quais estão em constante mudança. Nunca são estáticas. O desafio da liderança é facilitar o crescimento. lsso exige movimento. que é inerente na subida de um nível de liderança ao outro. Quando as pessoas pensam na sua jornada de liderança, é frequente visualizarem um plano de carreira. O que deveriam estar pensando e no seu próprio desenvolvimento de liderança. A boa Liderança não tem a ver com fazer você avançar. Tem a ver com fazer sua equipe avançar.
(Adaptado de 5 Níveis da Liderança; Rio de Janeiro: CPAD. p.14.)

II- PARTE DO TRABALHO DE UM LÍDER

1- Descobrir novos talentos. Uma das funções do líder e identificar as habilidades, as aptidões e vocação de seus liderados, e ajudando-os no seu desenvolvimento. Diante da dificuldade que Timóteo enfrentou no exercício de seu dom, o apóstolo Paulo cumpriu o seu papel de líder, pontuando os valores deste jovem obreiro, incentivando-o a despertar o dom que havia nele (2 Tm 1.6). O líder tem a nobre missão de descobrir talentos e conscientizar as pessoas a respeito da missão que possuem. Compete também ao líder a missão de incentivar, treinar e acompanhar aqueles que são chamados pelo Senhor para uma missão específica.

2- Guiar. Todos necessitam de um líder, seja na vida profissional, seja na vida familiar e eclesiástica. O líder deve atuar como um orientador, indicando o caminho à medida que peregrina junto de seu liderado, oferecendo-lhe segurança e tranquilidade. No Salmo 23, o salmista mostra a necessidade e o anseio que o ser humano tem de ser guiado, conduzido por outra pessoa. Este Salmo aponta para o Senhor como o único capaz de conduzir suas ovelhas em perfeita paz e segurança. Aqueles que são vocacionados para exercer algum tipo de liderança na igreja do Senhor representam – ainda que com as suas limitações – o Sumo Pastor (1 Pe 5-4).

3- Abençoar. O desejo de Deus é que todos sejam abençoados, conforme vemos na promessa que Ele fez a Abraão (Gn 12.3). O verdadeiro líder procura sempre abençoar seus liderados. José, enquanto governador do Egito, perdoou e abençoou seus irmãos, mesmo depois de tudo que eles fizeram (Gn 45.1-4).O líder deve também se assemelhar a Neemias que, em tempo de calamidade e de escassez, liderou a reconstrução dos muros e das portas de Jerusalém, animando, incentivando e inspirando o povo a fazer uma importante obra (Ne 2.20).

SUBSÍDIO 2

Professor(al, explique neste tópico que “grandes coisas acontecem quando as pessoas se entendem, descobrem pontos de interesse comum e trabalham em unidade para alcançar essas metas compartilhadas. Líderes desenvolvem uma comunidade pragmática infundida com carinho e entendimento. Liderança diz respeito a colaboração não com­petição. Empenhamo-nos em reunir pessoas para atingir a sinergia através de metas, atitudes e habilidades compatíveis. É óbvio que a Liderança importa, ou seja, faz diferença duradoura no mundo. quando percebemos que esta diz respeito a desenvolver pessoas de acordo com o plano de Deus.

Ligados por um propósito comum (a visão de Deus), um modelo comum(Jesus) é um recurso comum (o Espírito Santo), os líderes desencadeiam consequências significativas no mundo. Liderança é a arte de servir a Deus ajudando seu povo a ser mais com seu Filho mediante a busca infatigável da visão e valores de Jesus. É por meio dessa busca que nos tornamos o sal da terra e que a fé cristã assume significado prático e definição no mundo.”
(BARNA. GEORGE. Desperte o Líder que Há em Você. Rio de Janeiro, CPAD. p 29.)

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ESBOÇO DE PREGAÇÃO 

EBD – Lição 02: A Promessa da Vinda do Espirito Santo | 4° Trimestre De 2022 | BETEL

EBD Revista Editora Betel | 4° Trimestre De 2022 | TEMA: A IGREJA E O ESPIRITO SANTO – A necessidade do avivamento promovido pelo Espírito Santo para os dias atuais | Escola Biblica Dominical | Lição 02: A Promessa da Vinda do Espirito Santo

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Ensinar sobre a promessa da vinda do Espírito Santo
Mostrar o cumprimento da promessa do Espírito Santo
Falar sobre o Espírito Santo prometido por Deus.

TEXTO ÁUREO

“E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar.” Atos 2.1

VERDADE PRÁTICA

O cumprimento da promessa do derramamento do Espírito Santo é mais um aspecto relevante no perfeito e glorioso plano divino para a humanidade.

TEXTO DE REFERÊNCIA

ATOS 2
14 Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze, levantou a sua voz, e disse-lhes: Varões judeus e todos os que habitais em Jerusalém, seja­-vos isto notório, e escutai as minhas palavras.
15 Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, sendo a terceira hora do dia
16 Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel:
17 E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos mancebos terão visões, e os vossos velhos sonharão sonhos.

LEITURAS COMPLEMENTARES

SEGUNDA – Is 44.3 O profeta Isaías e a promessa do Espírito.
TERÇA – Ez 39.29 O profeta Ezequiel e a promessa do Espírito
QUARTA – Zc 12.10 O profeta Zacarias e a promessa do Espírito.
QUINTA – Lc 24.4 A promessa é para todos os crentes.
SEXTA – At 1.4 Jesus confirmou a promessa do Pai.
SÁBADO – At 2.39 A promessa de Deus é extensiva.
HINOS SUGERIDOS: 239, 290, 336

MOTIVO DE ORAÇÃO

Ore para que o Espírito Santo continue sendo derramado sobre a igreja de Cristo.

ESBOÇO DA LIÇÃO

Introdução
1- A promessa da vinda do Espírito Santo
2- A promessa se cumpre
3- O Espírito Santo prometido por Deus
Conclusão

INTRODUÇÃO

A promessa do batismo com o Espírito Santo cumpriu-se de maneira admirável no capítulo 2 de Atos dos Apóstolos. Ainda hoje, devemos confiar no cumprimento dessa promessa em nossas vidas.

PONTO DE PARTIDA: A promessa de Deus é para todos

1- A PROMESSA DA VINDA DO ESPÍRITO SANTO

Veremos neste tópico que a promes­sa do derramamento do Espírito Santo não sur­giu após a vinda de Jesus Cristo ao mundo, mas trata-se de um aspecto do perfeito plano divino para o Seu povo revelado ainda nos tempos do Antigo Testamento [Is 44.3; 59.19-21]. Assim, destacaremos a promessa de Deus revelada por intermédio de Joel (também identificado como “profeta do Pentecoste”), Joao Batista e Nosso Senhor Jesus Cristo.

1.1. A promessa da vinda do Espírito Santo e a sua importância. Através do profeta Joel visualizamos com maior clareza os detalhes a respeito do derramamento do Espírito Santo nos últimos dias. Assistimos que Deus revelou a este profeta que, nos últimos dias, haveria uma efusão do Espírito Santo sobre os fiéis: “E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões. E também sobre os servos sobre as servas, naqueles dias, derramarei o meu Espírito:” [Jl 2.28-29].

 Pastor Amador dos Santos: ”A expressão de Joel: “…E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda carne…” [Jl 2.28] sugere uma verdadeira conversão, com ligações entre os versículos 12 e 17. A ênfase profética do referido texto é uma chamada de responsabilidade: “Convertei-vos a mim com jejuns e com choro e com pranto” [Jl 2.12]. E mais ainda: “Rasgai o vosso coração e não a vossa veste” [Jl 2.13]. E também inclui: “Santificai a congregação, proclamai um dia de proibição” [JI 2.15]; “…ajuntai os anciãos, congregai os filhinhos e os que mamam; saia o noivo de sua recâmara, e a noiva do seu tálamo” [Jl 2.16]. Feito tudo isto, então certamente ocorreria o derramamento do Espírito:’

1.2. A promessa da vinda do Espírito Santo nas palavras de Joao Batista. Não há de ser por acaso que Jesus é descrito por Joao Batista como Aquele que batizaria com o Espírito Santo e com fogo: “E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim e mais poderoso do que eu, cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” [Mt 3.11]. Para evidenciar que as palavras ditas por Joao Batista eram verdadeiras, assistimos que o Senhor Jesus, quando se despedia de seus discípulos no monte das Oliveiras antes de ser elevado ao céu, assegurou que eles seriam batizados com o Espírito Santo não muito tempo depois daqueles dias, como de fato aconteceu [At 1.5]; A respeito deste desejo de Jesus para que sejamos batizados com o Espírito Santo, podemos dizer que continua ecoando. Ele quer que todos os salvos sejam selados com o Espírito Santo.

 Dicionário Bíblico Wycliffe: ”.Antes de subir aos céus, o Senhor Jesus disse aos doze: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra” [At 1.8). Com a chegada do Pentecostes, a igreja entrou nos últimos dias” [At 2.17]. Os escravos (“servos”) assim como os livres, e as mulheres (“filhas”), assim como os homens, iriam agora “profetizar,, [At 2.18]. Os judeus de Creta e da Arábia ouviram falar das grandezas de Deus” nos seus próprios idiomas.”

1.3. A promessa da vinda do Espírito Santo nas palavras de Jesus. Jesus despede-se dos Seus discípulos e diz que o Espírito Santo estaria entre nós [Jo 14.16]. Após Jesus ter sido elevado ao céu, e já à direita do Pai, cumpriu-se o que Ele prometeu [At 2.1-13). Assim, o derramamento do Espírito Santo no dia de Pentecostes inaugura um novo tempo conforme o plano de Deus, no qual homens e mulheres anunciam em toda a parte a grandeza de Deus e a salvação em Cristo Jesus [At 1.8; 2.11]. Jesus exaltado agora a destra de Deus juntamente ao Pai derrama-lhes Espírito Santo [At 2.33]. Desse modo o Espírito Santo prometido nos revela a presença de Jesus entre nós.

Stanley Horton: “É difícil sugerir que um dos títulos ou propósitos do Espírito Santo seja mais importante que outro. Tudo que o Espírito Santo faz é vital para o Reino de Deus. Há, no entanto, um propósito, uma função essencial do Espírito Santo, sem a qual tudo quanto se tem dito a respeito dEle até agora não passa de palavras vazias: o Espírito Santo é o penhor que garante nossa futura herança em Cristo.”

EU ENSINEI QUE:

A promessa do derramamento do Espírito Santo não surgiu após a vinda de Jesus Cristo ao mundo, mas trata-se de um aspecto do perfeito plano divino para o Seu povo revelado ainda nos tempos do Antigo Testamento.

2- A PROMESSA SE CUMPRE

A promessa sobre a vinda do Espírito Santo se cumpriu fielmente, como Lucas descreve no capítulo 2 de Atos dos Apóstolos. Ao longo do Novo Testamento vemos que a ação do Espírito Santo é ampla e variada enquanto Deus está for­mando um povo para o Seu nome [At 15.14]. O Espírito Santo habita no discípulo de Cristo, ensina, capacita, consola, guia, ajuda, dentre tantas outras operações. Glória a Deus pelo cumprimento de tão abençoadora promessa

2.1. Espírito Santo: o EnsinadorNão restam dúvidas de que a promessa que o Espírito Santo seria o nosso ensinador e perceptiva! em nossa vida [Jo. 14.26]. Sobre esta verdade temos de nos situar ser o Espírito Santo que nos auxilia a entendermos o que lemos e nos faz lembrar em muitas situações daquilo que está escrito, guiando o crente em toda a verdade [Jo 16.13]. Para conduzir nossa tese, podemos dizer que o Espírito Santo e o Mestre da verdade e se estivermos preparados para ouvir, Ele nos auxilia na interpretação e compreensão correta dos textos sagrados.

 Stanley Horton: “ O Espírito Santo pode e irá ajudar todo crente a inter­pretar e compreender corretamente a Palavra de Deus e a sua obra continua neste mundo. Ele nos levará a toda verdade. Esta promessa, no entanto, exige também que cooperemos com o nosso esforço. Devemos ler com cuidado e com oração. Deus jamais teve a intenção de fazer da Bíblia um livro de difícil compreensão para o seu povo. Porém, se não nos dispusermos a cooperar com o Espírito Santo mediante o estudo e a aplicação de regras sadias de interpretação, nosso modo de entender a Bíblia – nossa regra infalível da fé e conduta – ficará carregado de erros. O Espírito Santo nos levará toda a verdade à medida que lemos e estudamos cuidadosamente a Bíblia, sob sua orientação”.

FOCO NA LIÇÃO: E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões…

2.2. Espírito Santo: o Consolador. Adotando o ponto de vista das Escrituras, assistimos que Jesus prometeu aos discípulos que enviaria o Espirito Consolador: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre” [Jo 14.16]. Reparem que Jesus vai para o Pai, porém Ele promete deixar o Consolador para estar conosco para sempre. Sendo assim, é essencial entendermos que estas palavras de Jesus são uma benção que precisamos dar sempre graças a ela, pois jamais ficaremos ou permaneceremos sós

Bispo Primaz Manoel Ferreira: “Precisamos conhecer o Espírito Santo, pois é Ele quem nos leva a Jesus. Fica bem claro, portanto, que Deus o enviou para nos consolar em todas as nossas aflições, nos fortalecendo para que possamos resistir nos dias maus. Outro ponto que devemos ter em mente é que o Espírito Santo resi­de no crente a fim de ajudá-lo em sua caminhada cristã.”

2.3. O Espírito Santo nos fortalece contra o pecado. Quantas pessoas conhecemos entre nossos familiares e em meio a nossa roda de amigos que foram transformadas pelo poder do Espírito Santo? Todo aquele que se achega a Cristo tem sua vida pecaminosa transformada e restaurada pela ação direta do Espírito Santo de Deus! A certeza deste pensamento se dá por entendermos que o Espírito Santo opera regeneração e renova­ção, segundo a misericórdia de Deus [Tt 3.5]. Por essa razão, nao resista a ação do Espírito de Deus em sua vida, para que ela seja transformada pelo poder de Deus. A ação do Espírito Santo vai além de nos consolar, Ele nos auxilia nos conduzindo a vitória sobre o peca­do. Neste trajeto a compreensão que devemos ter é que o Espírito Santo é um Amigo primoroso, que nos auxilia quando necessitamos do socorro do Alto [Rm 8.26]. Com Sua ajuda, Deus transforma a vida do homem e da mulher, libertando do jugo do pecado e da opressão do mal.

EU ENSINEI QUE:

A virtude do Espírito Santo e a promessa que Deus fez a todos os Seus filhos. Esta promessa do derramamento do Espírito Santo é universal.

EBD | Lição 01: As Raízes do Pentecostalismo no Brasil | 4° Trimestre De 2022 | BETEL

EBD Revista Editora Betel | 4° Trimestre De 2022 | TEMA: A IGREJA E O ESPIRITO SANTO – A necessidade do avivamento promovido pelo Espírito Santo para os dias atuais | Escola Biblica Dominical | Lição 01: As Raízes do Pentecostalismo no Brasil

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Mostrar a relevância do Pentecostalismo na igreja
Apresentar a origem do Movimento Pentecostes
Falar sobre a chegada do Pentecostalismo no Brasil.

TEXTO ÁUREO

“Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.” Mateus 28.19

VERDADE APLICADA

Até que Cristo venha, o discípulo de Cristo pre­cisa continuamente buscar renovação e manter-se independente da ação do Espírito Santo.

TEXTO DE REFERÊNCIA

JOAO 14
16- E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre,
17- O Espírito da verdade, que o mundo não po­de receber, porque não o vê, nem o conhece; mas v6s o conheceis, porque habita convosco e estareis em vós.
18- Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós
26- Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.

LEITURAS COMPLEMENTARES

SEGUNDA – Jo 14.16 O Espírito Santo não nos deixa sozinhos.
TERÇA – Rm 8.9 O Espírito Santo habita nos filhos de Deus.
QUARTA – 1co 3.16 O Espírito Santo nos considera Sua habitação
QUINTA – 2 Tm 1.14 O Espírito Santo habita em nós.
SEXTA – 2 Tm 2.21 O Espírito Santo produz santificação.
SÁBADO – Tt 3.5 O Espírito Santo nos dá nova vida

HINOS SUGERIDOS 24, 85, 155

MOTIVO DE ORAÇÃO

Ore para que as nossas igrejas cultivem a essência do verdadeiro pentecostalismo

ESBOÇO DA LIÇÃO

Introdução
1- O Pentecostalismo
2- O Movimento Pentecostal
3- A trajetória do Pentecostalismo no Brasil
Conclusão

pdf betel 4° trim 2022

INTRODUÇÃO

Assembleia de Deus Ministério de Madureira entende a relevância de estudarmos o Pentecostalismo. Assim, veremos neste trimestre assuntos que reúne temáticas da doutrina pentecostal em toda a sua plenitude.

PONTO DE PARTIDA: Precisamos buscar o Espirito Santo

1- O PENTECOSTALISMO

A principal particularidade do pentecostalismo e a crença no batismo com o Espírito Santo, com evidência inicial de falar em outras línguas, bem como na atualidade dos dons espirituais, conforme a experiência cristã primitiva no dia de Pentecostes [At 2] e no relato de Primeira Carta aos Coríntios capítulo doze.

1.1. O termo Pentecostalismo. O termo Pentecostalismo tem raiz na palavra Pentecostes, que era a segunda entre as três principais festas de Israel [Lv 23], que ocorria cinquenta dias a seguir à Páscoa. Essa Festa de igual modo era conhecida como a Festa das Semanas ou Festa das Primícias [Ex 34.22]. Nessa festa, os primeiros frutos da grande colheita anual eram oferecidos ao Senhor. Foi durante a festa de Pentecostes que os quase 120 discípulos estavam reunidos no mesmo lugar e foram cheios do Espírito Santo [At 2.1-13].

Bispo Abner Ferreira: “Somos sabedores que a expressão “pentecostalismo” procede do vocábulo grego “pentekoste” que constitui quinquagésimo. Um enfoque teológico e histórico nos reporta aos tempos bíblicos e nos faz observar que Pentecostes era uma festa judaica que acontecia 50 dias após a Páscoa. Somos sabedores que o Pentecostes era a segunda das três principais festas judaicas. Torna­-se agora possível através desta de­finição ter em mente que este é o motivo de nossos primeiros irmãos terem sido chamados de “pentecos­tais”. Pois, recebe esse nome por ser comemorado cinquenta dias após a Páscoa [Lv 23.16]. Não devemos esquecer que foi durante o Pentecostes que os quase 120 que oravam no cenáculo receberam o batismo com o Espírito Santo [At 1.15; 2.1-13].”

1.2. O Movimento Pentecostal. Entre os numerosos movimentos de renovação e avivamento que apareceram ao longo dos anos entre os cristãos, destaca-se, por sua abrangência, o Movimento Pentecostal no início do século XX. A partir desta compreensão, acreditamos que tratar essa temática é de suma importância para crentes pentecostais, pois o Movimento Pentecostal tem atestado que a Igreja de Cristo não é um simples ornamento, mas um organismo vivo [1 Co 12.12, 27]. E é neste panorama que uma igreja verdadeiramente pentecostal segue desempenhando universalmente a missão que lhe confiou o Senhor Jesus. Estamos cientes de que as Assembleias de Deus no Brasil surgiram tendo como base os princípios do pentecostalismo, para apregoar ao mundo que Jesus salva, cura, batiza com o Espírito. Santo e em breve voltará.

Stanley Horton: “Alguém comentou certa vez que o Pentecostalismo é um movimento à procura de uma teologia, como se não estivesse ele radicado a interpretação bíblica e a doutrina cristã. As pesquisas sobre o desenvolvimento histórico e teológico das crenças pentecostais tem revelado, contudo, uma tradição teológica bem elaborada. O Pentecostalismo, conquanto possua muita coisa em comum contas outras denomina­ções evangélicas, apresenta um vívido testemunho da obra do Espírito Santo na vida e na missão da Igreja.”

1.3. O verdadeiro Pentecostalismo. A Bíblia construiu uma sólida evidência sobre o verdadeiro Pentecostalismo. Nós, pentecostais, somos reconhecidos por nossos relacionamentos e experiências com a manifestação do Espírito Santo. Assim, presenciamos essas manifestações através dos seus dons e amostras, como a glossolalia, as profecias, as curas divinas e as dife­rentes operações de maravilhas. Nós, do Ministério de Madureira, entendemos que a Bíblia em sua construção narrativa deve ser a única regra de fé, sendo aceita como a inspirada e inerrante Palavra de Deus [2Tm 3.16-17], nos evidenciando de maneira única como manter e conservar a sã doutrina, e não abrirmos mão dos dons espirituais, pois fazem a diferença no cumprimento do Ide do Senhor e na edificação da Igreja.

Oliveira e Terra: “Os membros, pastores e encenadores do movimento pentecostal no Brasil e no mundo, primeiramente acreditam e se comprometem com a fé pentecostal. Mas o intelecto reivindica a apresentação do entendimento do que eles creem, ensinam e pregam. Essa compreensão deve estar conceituada, produzida, conhecida e entendida entre o povo pentecostal. Historicamente temos entendimentos pentecostais mediante a interpretação e a aplicação das Escri­turas Sagradas, sob a perspectiva dos pensamentos e correntes teológicas.”

EU ENSINEI QUE:

A principal particularidade do pentecostalismo é a crença no batismo com o Espírito Santo, com evidência inicial de falar em outras línguas bem como na atualidade dos dons espirituais.

2- O MOVIMENTO PENTECOSTAL

É inquestionavelmente aceito por todos os pentecostais que o Movimento Pentecostal ocorrido no início do século XX na Rua Azusa, em Los Angeles, Califórnia, em 1906, foi um relevante agente que difundiu a chama do Espírito Santo pelo mundo, assim como na Igreja Primitiva (At 2.46-47]. Nesta igreja cada um que se convertia transformava-se em missionário levando a chama pentecostal para outras cidades e nações, assim como ocorrido no Brasil

2.1. Deus envia os suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren ao Brasil. O começo do ministério assembleiano no Brasil ocorreu através de dois homens cheios do Espírito Santo. A história mostra que os missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren chegaram a solo brasileiro, após receberem palavra profética, enquanto estavam nos Estados Unidos, de que deveriam ir ao Pari [Mc 16.15: At 13.2). Para melhor entendermos essa convocação divina, esses homens nem sequer sabiam onde esse lugar ficava Diante desta profecia, eles recorreram a um mapa-múndi e viram se tratar de uma cidade no Norte do Brasil.

Bispo Abner Ferreira: “A partir do que se pode ler, o irmão Ulldin em uma das reuniões de oração foi arrebatado em Espírito e usado poderosamente por Deus, transmitiu uma revelação aos missionários Gunnar Vingren e Daniel Berg que estes deveriam ir para o Pará. no Brasil, de modo a realizar uma grande obra. Cabe ainda mencionar que o Espírito Santo não lhes enganou sobre a situação deste lugar. Foi lhes revelado que o Pará era um local simples, cabendo a ambos ensinarem os fundamentos da doutrina de Cristo àquele povo.”

FOCO NA LIÇÃO: A principal particularidade do pentecostalismo é a crença no batismo com o Espírito Santo, com evidência inicial de falar em outras línguas, bem como na atualidade dos dons espirituais…

2.2. O Movimento Pentecostal nos EUA e sua influência no Brasil. Os numerosos estudos feitos sobre o tema corroboram que a história das Assembleias de Deus no Brasil está conectada com o Movimento Pentecostal ocorrido nos Estados Unidos e de lá se alastrou pelo mundo, chegando no Brasil no Estado do Pará e mais tarde incendiária todo o território nacional com a mensagem do Evangelho Pente costal, de que Jesus batiza com Espírito Santo [Mt 3.11: Lc 3.16], cura e em breve voltará nos ares para buscar a Sua Igreja santa e redimida.

Tributo ao Centenário: Rapidamente, a chama do Espírito Santo espalhou se contagiando a todos os que se colocaram à disposição de Deus e muitos grupos foram formados por todos os Estados Uni as denominações foram alçadas por esse despertamento espiritual, tornando a cidade dos Estados Unidos Foi em Chicago em uma conferência pentecostal realizada no ano de 1909, que os jovens suecos Gunnar Vingren e Daniel Berg se conheceram”.-as-raizes-do-pentecostalismo-no-brasil

2.3. O Movimento Pentecostal em solo brasileiro. Há mais de cem anos que o Movimento Pentecostal se instalou em solo brasileiro, tema Assembleia de Deus de Madureira como uma das principais representantes no Brasil e no mundo. Temos a certeza de que o Espírito Santo foi derramado sobre este Ministério para impulsioná-lo, encorajá-lo, guiá-lo e capacitá-lo no exercício da pregação do Evangelho [Mt 16.16; At 1.8]. A Assembleia de Deus de Madureira é uma denominação respeitada e reconhecida no Brasil e no mundo tendo se desenvolvido de maneira respeitável em seus começos e mantém na atualidade firmeza, zelo e importância na sociedade como uma igreja legítima e atuante onde está implantada.

As Assembleias de Deus só prosseguiram expandindo em solo brasileiro, porque o Espírito Santo capacitou os primeiros missionários, assim como tantos outros, levantados por Ele próprio, para fazer parte deste trabalho. A partir destas considerações, é possível perceber que chegamos até aqui, com mais de cem anos de história, tendo como combustível para continuar a obra de Deus o Seu Espírito, Sem Ele nada podemos fazer [Jo 20.11-23; At 4.31]

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EBD – Lição 13: O Senhor está Ali | 4° Trimestre De 2022 | Adultos

EBD | 4° Trimestre De 2022 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre:  A Glória e a Justiça de Deus – A Igreja e a Convocação do Profeta Ezequiel para um Despertamento Espiritual | Escola Biblica Dominical | Lição 13: O Senhor está Ali

TEXTO ÁUREO

”Não se fará mal nem dano algum em todo o monte da minha santidade, porque a terra se encherá do conhecimento do SENHOR, como as águas cobrem o mar.” (Is 11.9)

VERDADE PRÁTICA

O Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó governa soberanamente o seu povo. Ele está no meio do seu povo.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Gn 49.1,2 Jacó abençoa e anuncia o destino dos seus filhos
Terça– Ap 21.12-14 As portas são nomeadas em homenagem às doze tribos de Israel
Quarta– Is 2.2-4 Jerusalém será a sede do governo de Cristo no Milênio
Quinta – Is 60.1 A glória de Deus sobre Jerusalém
Sexta – Ez 3.5 Jerusalém é o centro da terra no meio das nações
Sábado – Ap 21.3 A nossa cidade está nos céus, no mundo vindouro

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Ezequiel 48.30-35

30 – E estas são as saídas da cidade, desde a banda do norte: quatro mil e quinhentas medidas.
31 – E as portas da cidade serão conforme os nomes das tribos de Israel: três portas para o norte: a porta de Rúben, uma, a porta de Judá, outra, a porta de Levi, outra;
32 – da banda do oriente, quatro mil e quinhentas medidas e três portas, a saber: a porta de José, uma, a porta de Benjamim, outra, a porta de Dã, outra;
33 – da banda do sul, quatro mil e quinhentas medidas e três portas: a porta de Simeão, uma, a porta de Issacar, outra, a porta de Zebulom, outra;
34 – da banda do ocidente, quatro mil e quinhentas medidas e as suas três portas: a porta de Gade, uma, a porta de Aser, outra, a porta de Naftali, outra.


35 – Dezoito mil medidas em redor; e o nome da cidade desde aquele dia será: O SENHOR Está Ali.

Hinos Sugeridos: 38. 380, 432 da Harpa Cristã

PLANO DE AULA

1- INTRODUÇÃO
Concluiremos a lição deste trimestre estudando os aspectos da Jerusalém no Milênio. Por isso, o primeiro tópico apresenta a cidade de Jerusalém no Milênio. O segundo tópico elenca os nomes das doze tribos e o propósito deles no Milênio. E, finalmente, o terceiro tópico mostra <<o Senhor está Ali” como o novo nome da cidade. Veremos que essa lição encerra todo o desenvolvimento das profecias do livro de Ezequiel que estudamos neste trimestre.
2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Apresentar a cidade de Jerusalém no Milênio;
II) elencar os nomes das doze tribos no Milênio;
III) Mostrar que a expressão “o Senhor está Ali” é o novo nome da cidade.
B) Motivação: Que tipo de cidade a Jerusalém do Milênio será? Haverá um palácio real? É uma cidade simbólica ou literal?
C) Sugestão de Método: Antes de iniciar a lição desta semana, faça uma revisão de todo o trimestre com a classe. Destaque os temas que os alunos mais reagiram ao longo do trimestre. Procure mostrar o quanto que o assunto tem lógica, ordem. Faça com que os seus alunos percebam o todo do livro de Ezequiel e o corre­lacione com o tema do trimestre: ”A Glória e a Justiça de Deus: A Igreja e a Convocação do Profeta Ezequiel para um Despertamento Espiritual”
3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Esta lição diz respeito à esperança cristã. Procure aplicar esta lição, aborda do a o assunto da esperança cristã. Lembre-se de que em 1 Coríntios 13.13, a esperança é apresentada como uma das grandes virtudes cristãs, ao lado da fé e do amor.
4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 92, p.42, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto ”Atentemos para o Reino Futuro” amplia o assunto da nova cidade no Milênio; 2) O texto ”O Senhor Está Ali” aprofunda o sentido do novo nome da cidade.

INTRODUÇÃO

Vimos, na primeira lição do trimes­tre, que o livro de Ezequiel antecipa a tradição apocalíptica nas Escrituras. O livro de Ezequiel começa com a visão da glória de Javé e conclui com a descrição da glória de Deus na Jerusalém glorificada. Não é possível compreender o livro de Apocalipse sem os orácu­los de Ezequiel. Encontramos abundantes dados cruzados nesses dois livros e ambos são revelações sobre o fim dos tempos. A presente lição encerra o trimestre estudando os aspectos da Jerusalém do Milênio.

Palavra-Chave: SENHOR

I – SOBRE A CIDADE

Há certa similaridade entre a visão de Ezequiel e a do apóstolo João no livro de Apocalipse, na linguagem e no conteúdo. Mas é importante que os crentes saibam distinguir a diferença entre a Jerusalém do Milênio da Nova Jerusalém do mundo vindouro.

1– ”E estas são as saídas da cidade” (v.30). Essa seção final da profecia é um suplemento não somente do capítulo, mas também do próprio livro. Apesar de o nome da cidade não ser mencionado, o contexto deixa claro que se trata de Jeru­salém. O termo hebraico para ”saídas”, totsa’oth, aparece somente uma vez em Ezequiel e é usado no livro de Números com o sentido de ”limites, extre­midades” (Nm 34.4,5,8,9,12); a versão bíblica Tradução Brasileira emprega ”extremidade” no versículo 4. Como o profeta usa outra palavra para ”saídas” (Ez 42.11; 44.5), muitos expositores do Antigo Testamento acham que ”saí- das”, apesar de semanticamente correta, não se ajusta bem no presente contexto. A ideia, segundo alguns, seria ”estas são as extremidades da cidade”, mas ”saídas” é a forma familiar e mais tradicional, mantida na Septuaginta, a versão grega do Antigo Testamento, e nas nossas versões atuais da Bíblia.

2- Formato da cidade (v.31). A des­crição da cidade de Ezequiel revela ser ela quadrada (Ez 48.16), e nessa visão suplementar, o profeta fala de quatro lados descritos no sistema horário: norte, leste, sul e oeste, um tipo da Nova Jerusalém (Ap 21.16). A extensão de cada lado é de ”quatro mil e quinhentas medidas” ou: ”dois mil duzentos e cinquenta metros” (Ez 48.16 – NAA). A cidade de Jerusalém nunca teve a sua área territorial quadrada e nem a sua arquitetura em nenhum período histórico. O que o profeta está revelando é algo novo até então, é uma figura da Nova Jerusalém do mundo vindouro.

3- As doze portas (vv.31-34). A Jeru­salém histórica do período de Ezequiel e Jeremias possuía pelo menos seis portas segundo o livro de Jeremias: Porta do Povo (Jr 17.19); Porta do Sol (Jr 19.2); Porta de Benjamim (Jr 20.2; 37.13; 38.7); Porta da Esquina (Jr 31.38); Porta dos Cavalos (Jr 31.40); Porta do Meio (Jr 39.3); e Porta Entre os Muros (Jr 52.7). A torre do templo de Marduque, deus dos babilônios, Etemananki, tinha um recinto quadrado cujo acesso era por doze portas. Ezequiel conhecia a sua cidade de origem (Ez1.1- 3), talvez conhecesse também a torre de Marduque em Babilônia, pois vivia entre os exilados de Babilônia.

4- Origem do formato e das portas. Deus é a fonte da revelação e da inspiração da visão e da mensagem de Ezequiel. Não se pode admitir que o profeta se inspirou num templo pagão, pois os oráculos entregues ao profeta, seja por imagem ou som, ou seja, visão ou palavra, vieram de Javé (Ez 1.3; 3.14; 8.1-3). Apesar de ser literal, pela descrição da cidade, ela é uma figura da Nova Jerusalém (Ap 21.10-13), cujo arquiteto e construtor é o próprio Deus (Hb 11.10). Por que Ezequiel se inspiraria na cidade de Babilônia? Isso não faz sentido.

SINOPSE I

Deus é o arquiteto e construtor da nova Jerusalém, a cidade do Milênio.

II – SOBRE O NOME DAS DOZE TRIBOS

Os patriarcas Abraão, Isaque e Jacó aparecem com frequência nas Escritu­ras como representantes e fundadores da nação de Israel. Outras vezes, são os nomes dos doze filhos de Jacó para representar as doze tribos de Israel.

1- As doze tribos de Israel. Há cerca de 20 listas dos filhos de Jacó e das respectivas tribos de Israel no Antigo Testamento, mas não existe nenhum padrão. Por exemplo, a lista com os quatro primeiros nomes, Rúben, Simeão, Levi e Judá seguem a ordem de nascimento (Gn 35.22-27;46.8-27; 49.3-27; Êx 1.1-6). Outras listas divergem a partir do quinto nome (Nm1.5-17; 13.4- 16). A lista de Ezequiel segue no sentido horário a partir do norte da cidade com Rúben, Judá e Levi (v.31); leste, ou oriente: José, Benjamim e Dã (v.32); sul: Simeão, Issacar e Zebulom (v.33); oeste, ou ocidente: Gade, Aser e Naftali (v.34).

2- Critério da ordem dos nomes. Pelo relato do nascimento deles, a melhor explicação da ordem dos nomes parece ter sido o critério das mães deles ou pelo menos uma tentativa. Leia e Zilpa, de um lado (Gn 29.32-35; 30.10-13); Raquel e Bila, de outro (Gn 30.6-8; 22-24). A diferença é que Naftali é filho de Raquel por meio de sua serva Bila (Gn 30.8) e está junto com Gade e Aser (Ez 48.34), filhos de Leia por meio de Zilpa (Gn 30.10-13). Toda escolha tem seu propósito, nada é aleatório, os escritores bíblicos sabiam o que estavam fazendo; a questão é que nós desconhecemos esses critérios.

3- Propósito dos nomes. Dos três patriarcas do Gênesis, Abraão, Isaque e Jacó, o último deles foi o único em que não houve eliminatória dos filhos para a formação da nação de Israel. De Abraão, o filho escolhido foi !Isaque (Gn 17.20,21); de Isaque, o filho escolhido foi Jacó (Gn 25.23; Rm 9.10-13); de Jacó, todos foram incluídos na nação escolhida (Êx 1.1-6). Esses doze filhos de Jacó deram os seus nomes aos doze territórios na terra de Canaã, durante a partilha da terra sob a liderança de Josué (Js 14.1-3). Assim, o propósito desses doze nomes dos filhos de Jacó, como representantes da nação, está claro também no éfode sacerdotal: “E porás as duas pedras nas ombreiras do éfode, por pedras de memória para os filhos de Israel; e Arão levará os seus nomes sobre ambos os seus ombros, para memória diante do Senhor” (Êx 28.12). O nome nas doze portas da Jerusalém milenar, bem como na Nova Jerusalém, tem por propósito a memória dos filhos de Israel.

SINOPSE II

O nome nas doze portas da Jerusalém milenar tem por propósito a memória dos filhos de Israel.

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EBD – Lição 12: Imersos no Espírito nos Últimos Dias | 4° Trimestre De 2022 | Adultos

 EBD | 4° Trimestre De 2022 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre:  A Glória e a Justiça de Deus – A Igreja e a Convocação do Profeta Ezequiel para um Despertamento Espiritual | Escola Biblica Dominical | Lição 12: Imersos no Espírito nos Últimos Dias

TEXTO ÁUREO

”Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre.” (Jo 7.38)

VERDADE PRÁTICA

O rio da vida, que representa o fluir do Espírito Santo, passa no meio do povo de Deus.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Gn 2.8-10 O rio do jardim do Éden aparece no limiar da humanidade
Terça– Is 44.3 Rios de águas representam também o derramamento do Espírito Santo
Quarta– Ez 36.35 A terra será restaurada no Milênio como o Éden
Quinta Jl 3.18 O profeta Joel profetiza sobre um rio fluindo da Casa de Deus para toda a Judá
Sexta – Zc 14.8 O rio revelado ao profeta Zacarias é similar ao de Ezequiel
Sábado – Ap 22.1,2 O rio puro da água da vida flui do trono de Deus no mundo vindouro

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Ezequiel 47.1-12

1 – Depois disso, me fez voltar à entrada da casa, e eis que saíam umas águas de debaixo do umbral da casa, para o oriente; porque a face da casa olhava para o oriente, e as águas vinham de baixo, desde a banda direita da casa, da banda do sul do altar.
2 – E ele me tirou pelo caminho da porta do norte e me fez dar uma volta pelo caminho de fora, até a porta exterior, pelo caminho que olha para o oriente; e eis que corriam umas águas desde a banda direita.
3 – Saiu aquele homem para o oriente, tendo na mão um cordel de medir; e mediu mil côvados e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos tornozelos.
4 – E mediu mais mil e me fez passar pelas águas ,águas que me davam pelos joelhos; e mediu mais mil e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos lombos.

5 – E mediu mais mil e era um ribeiro, que eu não podia atravessar, porque as águas eram profundas, águas que se deviam passar a nado, ribeiro pelo qual não se podia passar.
6 – E me disse: Viste, filho do homem? Então, me levou e me tornou a trazer à
margem do ribeiro.
7 – E, tornando eu, eis que à margem do ribeiro havia uma grande abundância de árvores, de uma e de outra banda.
8 – Então, me disse: Estas águas saem para a região oriental, e descem à cam­pina, e entram no mar; e, sendo levadas ao mar, sararão as águas.
9 – E será que toda criatura vivente que vier por onde quer que entrarem esses dois ribeiros viverá, e haverá muitíssimo peixe; porque lá chegarão essas águas e sararão, e viverá tudo por onde quer que entrar esse ribeiro.

10 – Será também que os pescadores estarão junto dele; desde En-Gedi até En-Eglaim, haverá lugar para estender as redes; o seu peixe, segundo a sua espécie, será como o peixe do mar Grande, em multidão excessiva.
11- Mas os seus charcos e os seus lamaceiros não sararão; serão deixados para sal.
12 – E junto do ribeiro, à sua margem, de uma e de outra banda, subirá toda sorte de árvore que dá fruto para se comer; não cairá a sua folha, nem perecerá o seu fruto; nos seus meses produzirá novos frutos, porque as suas águas saem do santuário; e o seu fruto servirá de alimento, e a sua folha, de remédio.

Hinos Sugeridos:5, 387, 553 da Harpa Cristã

PLANO DE AULA

1- INTRODUÇÃO
O capítulo 47 é um dos capítulos mais conhecidos dos leitores do livro de Ezequiel. Nesta lição, veremos que este capítulo tem um aspecto escatológico, sob uma relação com o período do Milênio; esse capítulo tem um aspecto pneumatológico, ou seja, as águas descritas no livro podem ser comparadas ao enchimento do crente com o Espírito Santo; e, finalmente, o presente capítulo desdobra a visão escatológica do livro com o reaviva­ mento geológico do vale do Mar Morto. Portanto, a lição desta semana tem lições preciosas para a vida cristã.
2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Expor o aspecto escatológico do capítulo 47 de Ezequiel;
II) Apontar a implicação pneumatológica da profecia;
III) Descrever o contexto geológico do vale do Mar Morto.
B) Motivação: Uma das imagens mais bonitas no livro de Ezequiel é as águas do Templo sendo levadas ao Mar Morto, sarando as suas águas. E uma belíssima imagem do que o Espírito Santo faz na vida do ser humano hoje.
C) Sugestão de Método: É muito importante que você procure avaliar como os alunos poderiam aplicar esta lição a situações da vida deles. Nesse sentido, sugerimos as seguintes perguntas durante a conclusão:
1) Se fosse ensinar essa lição, o que você enfatizava?
2) O que você entende por aspecto escatológico?
3) O que você entende por aspecto pneumatológico? Ouça atentamente a sua classe, em seguida, procure trazer unidade as respostas de acordo com a explicação dos tópicos respectivos da lição.
3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Traga exemplos que mostrem o quanto o Espírito Santo agiu na vida de pessoas. Incentive a sua classe a buscar uma experiência poderosa do Espírito Santo.

4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 92, p.41, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto ”Águas através do Tem­plo” aprofunda a imagem das águas saindo do Templo; 2) O texto ”Sarando o Mar Morto” amplia a descrição da purificação do Mar Morto.

INTRODUÇÃO

Essa primeira parte do capítulo 47 é a continuação da visão do Templo de Ezequiel (40.1,2). A primeira parte, versículos 1-6, se concentra nas águas que fluem de debaixo do umbral do Templo e, à medida que essas águas sanadoras vão fertilizando as áreas estéreis do vale do Mar Morto, seguem aumentando o seu volume até se tornar um rio caudaloso. A segunda parte, versículos 7-12, descreve o efeito milagroso dessas águas, trazendo vida ao Mar Morto e à toda a região do Arabá. A presente lição foca o aspecto escatológico da visão, mostra a implicação pneumatológica da profecia e o contexto geológico do vale do Mar Morto.

Palavra-Chave: IMERSÃO

I – SOBRE O ASPECTO ESCATOLÓGICO

1- A nascente do rio (v.1). Vimos, na primeira lição do trimestre, que o livro de Ezequiel antecipa o aspecto apocalíptico nas Escrituras Sagradas. A visão nessa passagem é futurista e literal, e as evidências, tanto internas quanto externas, dão sustentação para uma interpretação escatológica e literal. O ”umbral da casa” é uma referência ao templo da visão do profeta (40.1,2). Os detalhes desse complexo, como dimensões de áreas, dependências e medidas, sugerem um templo literal. Isso é simples de entender. Se os dois que foram destruídos, o de Salomão (2 Rs 25.9) e o de Herodes (Lc 21.6), eram literais, não faz sentido o novo Templo ser uma mera visão idealista, corno símbolo ou figura para transmitir ideias ou simbologia. De igual modo, a promessa divina do novo Templo é também literal (Jl 3.18; Zc 14.8).

2- O guia celestial (vv.2,3a). Um personagem que aparece desde o início da visão do novo templo: ”um homem cuja aparência era como a aparência do cobre, tendo um cordel de linho na mão e uma cana de medir” (40.3) continua corno cicerone nesse ”passeio”. Esse anjo fez Ezequiel sair pelo portão do norte e, dessa forma, contornar o Templo no sentido horário em direção ao oriente. Isso porque a porta oriental estava fechada: ”Esta porta estará fechada, não se abrirá; ninguém entrará por ela, porque o Senhor, Deus de Israel, entrou por ela; por isso, estará fechada” (44.2). No período dos dois templos, essa porta nunca esteve trancada, e isso revela o caráter escatológico da visão.

3- Os novos frutos (v.12). A linguagem dessa passagem é apocalíptica e escatológica e tem paralelo com o livro de Apocalipse (22.1,2). A visão de Ezequiel, em relação ”a toda sorte de árvore que dá fruto para se comer […] nos seus meses produzirá frutos novos”, se refere ao Milênio e a do apóstolo João, ao mundo vindouro, a eternidade. Mas ambos os textos são literais; no novo céu e na nova terra não existe mar. O Milênio é distinto do mundo vindouro (Ap 21.1), ver a Declaração de Fé das Assembleias de Deus no Brasil (XXIII.5).

SINOPSE I

O aspecto escatológico leva em conta a literalidade do novo Templo, o fechamento da porta do Templo e a frutificação das árvores no Milênio.

II – SOBRE A IMPLICAÇÃO PNEUMATOLÓGICA

1- As águas (vv. 3-6). O ser celestial fez Ezequiel passar pelas águas, que ao caminhar o primeiro trecho de ”mil côvados”, ou ”quinhentos metros” (NAA) ”elas me davam pelos tornozelos” (v.3). Quinhentos metros mais adiante, as águas chegam aos joelhos e, depois de mais quinhentos metros, elas já estão nos lombos (v.4). Quinhentos metros mais além, essas águas já haviam se tornado num ribeiro e o profeta agora tinha que nadar (v.5). Ele atravessou o ribeiro nadando, mas depois, o ser celestial trouxe o profeta de volta para a margem do ribeiro (v.6). Qual o propósito disso? Era necessário que Ezequiel visse a extensão e a profundidade do ribeiro para reconhecer a fonte de todos esses milagres. Essa experiência da imersão do profeta nas águas tem implicações teológicas profundas (Jo 7.37-39).

2- O Espírito Santo. A imersão de Ezequiel nessas águas pode ser comparada ao crente cheio do Espírito Santo, visto que a água é um dos símbolos do Espírito (1 Jo 5.6). Os símbolos do Espírito Santo são reflexos das suas múltiplas operações. O próprio Jesus se referiu ao Espírito ao falar sobre o Espírito Santo no discurso de João 7.37-39. O Espírito Santo é ilustrado como água, pois, assim como a água é indispensável à vida física de qualquer ser vivo, da mesma maneira o Espírito é indispensável à vida do crente. A água refresca, refrigera e dá, uma sensação de tranquilidade e bem-estar, e é isso que o Espírito Santo realiza na vida do crente (Is 44.3). Ademais, não podemos esquecer que o Senhor Jesus Cristo é a fonte de água viva (Jo 4.14).

3- Imerso nas águas e no Espírito (vv.3-5). O Espírito Santo é a terceira Pessoa da Trindade, ou seja, é uma pessoa (Mt 28.19). Como Ele pode ser uma pessoa e os crentes serem cheios dEle? ”Todos foram cheios do Espírito Santo” (At 2.4). Ser cheio do Espírito Santo é uma expressão que indica estar o cristão nos domínios do Espírito (At 4.8; Ef 5.18). Isso está bem ilustrado na visão de Ezequiel inundado nas águas sanadoras que brotam do Templo de Deus (Ez 47.3-5).

SINOPSE II

A água é o maior símbolo da implicação pneumatológica de Ezequiel 47.

AUXÍLIO TEOLÓGICO

ÁGUAS ATRAVÉS DO TEMPLO
”A repartição da terra que começou a ser descrita em 45.1-8 continua em 47.13 – 48.35. Mas aqui encontramos um interlúdio poético acerca de águas refrescantes para as nações. Elas vinham de debaixo do umbral da casa (Templo), para o oriente (1); essa água da redenção vinha de baixo, da banda do sul do altar. Em sua visão, Ezequiel foi levado para observar a corrente de água fluindo através do Templo. Visto que a água estava fluindo do lado sul, o profeta foi levado para fora pelo caminho da porta do norte […] até a porta exterior (2), e então para o leste, seguindo a correnteza das águas” (Comentário Bíblico Beacon: Isaías a Daniel. Vol. 4. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, pp.487).

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EBD – Lição 11: A Visão do Templo e o Milênio | 4° Trimestre De 2022 | Adultos

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TEXTO ÁUREO

”E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.” (Is 6.3)

VERDADE PRÁTICA

O ultraje à santidade divina traz destruição espiritual. A santidade de Deus é a expressão máxima de sua glória.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Êx 40.34,35 A glória de Deus se manifestou por ocasião da dedicação do Tabernáculo no deserto
Terça – 2 Cr 7.1,2 A glória de Deus desceu ao Templo de Jerusalém quando o rei Salomão o inaugurou
Quarta – Ez 43.12 Santidade é a lei do novo Templo
Quinta – SI 26.8 A glória de Javé simboliza a presença de Deus
Sexta – Ez 11.23 A glória de Deus se afastou do Templo por ocasião de sua destruição pelos caldeus
Sábado – Jo 1.14 O Senhor Jesus Cristo é o clímax da manifestação da glória de Deus

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Ezequiel 43.1-9

1 – Então, me levou à porta, à porta que olha para o caminho do oriente.
2 – E eis que a glória do Deus de Israel vinha do caminho do oriente; e a sua voz era como a voz de muitas águas, e a terra resplandeceu por causa da sua glória.
3 – E o aspecto da visão que vi era como o da visão que eu tinha visto quando vim destruir a cidade; e eram as visões como a que vi junto ao rio Quebar; e caí sobre o meu rosto.
4 – E a glória do SENHOR entrou no templo pelo caminho da porta cuja face está para o lado do oriente.
5 – E levantou-me o Espírito e me levou ao átrio interior; e eis que a glória do SENHOR encheu o templo.
6 – E ouvi uma voz que me foi dirigida de dentro do templo; e um homem se pôs junto de mim
7 – e me disse: Filho do homem, este é o lugar do meu trono e o lugar das plantas dos meus pés, onde habitarei no meio dos filhos de Israel para sempre; e os da casa de Israel não contaminarão mais o meu nome santo, nem eles nem os seus reis, com as suas prostituições e com os cadáveres dos seus reis, nos seus altos,
8 – pondo o seu umbral ao pé do meu umbral e a sua ombreira junto à minha ombreira, e havendo uma parede entre mim e entre eles; e contaminaram o meu santo nome com as suas abominações que faziam; por isso, eu os consumi na minha ira.
9 – Agora, lancem eles para longe de mim a sua prostituição e os cadáveres dos seus reis, e habitarei no meio deles para sempre.

Hinos Sugeridos: 312, 371, 525 da Harpa Cristã

PLANO DE AULA

1- INTRODUÇÃO
Na LIÇÃO 4 vimos que a glória do Senhor se foi do Templo. Nesta lição, veremos que, após a restauração completa da nação de Israel, o novo Templo, o Templo do Milênio, será estabelecido a partir de uma nova dispensação. A glória do Senhor estará neste novo Templo. O profeta Ezequiel revela que a glória do Senhor entrou no Templo (Ez 43.4).
2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Mostrar a revelação de Ezequiel após a restauração;
II) Identificar o Templo do Milênio;
III) Relacionar o Templo do Milênio com a santidade e a glória.
B) Motivação: O retorno da glória de Deus ao Templo é um dos momentos mais áureos do livro de Ezequiel. No livro, a chegada da glória de Deus ao novo Templo muda por completo a relação de Deus com o seu povo.
C) Sugestão de Método: Neste espaço, tomamos contato com as sete leis do ensino:
1) a lei do professor;
2) a lei do aluno;
3) a lei da comunicação;
4) a lei da lição;
5) a lei do processo do ensino;
6) a lei da aprendizagem;
7) a lei da recapitulação e da aplicação.
Sugerimos que você reveja cada lei e procure perceber o todo do processo de ensino aprendizagem. Note que as sete leis do ensino começam com o professor, passa pelo aluno e seus processos de aprendizagem e termina com a aplicação de tudo oque aprendeu. Essas leis nos mostram que a educação tem rumo e ordem.
3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Faça uma revisão com a classe, procurando mostrar que Deus deseja fazer nova a nossa relação com Ele.
4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 92, p.41, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “A Descrição do Templo” aprofunda a perspectiva literal do Templo na visão de Ezequiel; 2) O texto “A volta da glória de Deus” amplia o assunto do retorno da glória do novo Templo.

INTRODUÇÃO

Depois das visões e dos diversos discursos contra o Templo e contra a cidade de Jerusalém em Ezequiel, os oráculos divinos substituem ameaças e castigos por bênçãos futuras. Estudamos, na lição passada, a restauração espiritual de Israel, que o profeta anunciou para um futuro distante. Veremos, a partir de agora, o epílogo da revelação de Ezequiel. É longo e ocupa os capítulos 40-48, mas o registro da volta da glória de Deus aparece depois da descrição do Templo, sendo parte das promessas divinas de restauração.

Palavra-Chave: SANTIDADE

I – SOBRE O QUE VEM DEPOIS DA RESTAURAÇÃO

Essa parte da revelação de Ezequiel segue o mesmo padrão da sua experiên­cia no início de sua vocação que ocupa todo o capítulo 1. A linguagem é a mesma da visão do capítulo 8, quando o profeta foi levado em espírito para Jerusalém e para o Templo.

1- A porta oriental do Templo (v.1). Os capítulos 40 a 42 descrevem o complexo do Templo com suas áreas, espaços e dimensões, mas só no capítulo 43.1-12 que a glória de Deus aparece. Na descrição do Templo, Ezequiel é levado “à porta que olhava para o caminho do oriente” (Ez 40.6). Quando se refere ao retorno da glória de Deus, o profeta volta a falar dessa mesma porta (v.1). A intenção do Espírito Santo é fazer o destinatário original desses oráculos lembrar que quando a glória de Deus se afastou da Casa de Deus foi em direção ao oriente (Ez 10.19; 11.23) e que o seu retorno será pelo mesmo caminho

2- Três observações importantes (v.2). Observe que a glória de Deus ”vinha do caminho do oriente”. Quando Ezequiel recebeu a incumbência de anunciar a destruição do Templo e a queda da cidade de Jerusalém, ele viu o afastamento da glória de Javé para o Oriente como sinal de sua retirada do meio do povo. O profeta já tinha visto isso na revelação inaugural (Ez1.24); “a terra resplandeceu por causa da sua glória”, isso faz lembrar da visão do profeta Isaías (Is 6.3). A “voz como de muitas águas” (v.2) é uma expressão metafórica para indicar o grande poder de Deus (Ap 1.15; 14.2; 19.6). Esse Ser da visão do profeta, “como semelhança de um homem” (Ez 1.26), é o Messias pré­-encarnado; “vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14) quando veio ao mundo na plenitude dos tempos (Gl 4.4).

3- As reminiscências (v.3). A comunicação profética e a estrutura dos discursos continuam na mesma forma da atividade profética de antes, ou seja, o profeta é levado em espírito. Ezequiel compara essa visão com a de sua primeira experiência como profeta (Ez 1.1; 8.3). Estudamos, na lição 4, que a glória de Javé se retirou do Templo de Jerusalém como sinal da retirada de sua presença do meio do seu povo. Depois de 14 anos da destruição da Cidade Santa, Ezequiel foi levado de volta, em visão, para Jerusalém, “No ano vigésimo quinto do nosso cativeiro, no princípio do ano, no décimo dia do mês” (Ez 40.1), estamos falando de 28 de abril de 573 ou 572 a.C. Essa revelação é escatológica, não é para o contexto histórico em que vivia o profeta.

SINOPSE I

A glória do Senhor entra pelo caminho da porta cuja face está para o oriente.

II – O TEMPLO DO MILÊNIO

Há um contraste entre o que o profeta viu quando foi levado em visão ao Templo de Jerusalém e oque ele vê nessa última visão. Ezequiel não foi o único profeta a mencionar a referida Casa (Is 2.2-5; Jl 3.18), mas é o único a descrever o complexo do Templo com abundância de detalhes.

1- Um templo diferente. Que templo é esse? Não aparecem nele peças e utensílios próprios do Tabernáculo e do Templo de Salomão. Podemos enumerar alguns como a Arca da Aliança (2 Co 5.6-8), o altar de ouro do incenso, o candelabro ou castiçal, a mesa dos pães da proposição (2 Cr 4.19,20). Comparado com o que se conhece da Casa de Deus em Jerusalém e do Tabernáculo, pode-se dizer que é um templo atípico, ou seja, diferente. Visto que o Tabernáculo e o Templo com toda a sua estrutura de funcionamento, rituais, peças e sacerdotes apontavam para Cristo e tudo isso se cumpriu nEle (Hb 9.11,12). Por essa razão, não haverá necessidade desses rituais no Milênio.

2- Uma dispensação diferente. O último bloco do livro de Ezequiel, capítulos 40-48, foca o Novo Templo (40.1-43.12); a nova forma de adoração a Deus (43.13- 46.24); e a partilha da terra santa entre as tribos de Israel (47.1-48.35). Tudo isso aponta para o Milênio, o reinado de Cristo de mil anos (Ap 20.1-5), anunciado pelos profetas (Ez 37.22, 23; Is 2.2-4; 11.6-8). Há muitas interpretações sobre o templo de Ezequiel, é extremamente difícil separar o literal do simbólico. Sabemos que esse é o Templo do Milênio, mas, como Jesus já foi sacrificado por nós, seria necessário sacrifício de animais (Jo 1.29; 1 Co 5.7; Hb 7.24-28)? O incenso representa as nossas orações (Sl 141.2; Ap 8.3). O castiçal tipifica Cristo como a luz do mundo (Jo 8.12). A era messiânica será marcada pela presença real e literal de Cristo (Ap 20.1-5).

3- Um ritual diferente. Sem a Arca da Aliança: ”naqueles dias, diz o SENHOR, nunca mais se dirá: A arca do concerto do Senhor Nem lhes virá ao coração, nem dela se lembrarão, nem a visitarão; isso não se fará mais” (Jr 3.16). Ela não aparece no templo de Ezequiel e nem mesmo no templo de Zorobabel. Ela aparece pela última vez na Bíblia no reinado de Josias (2 Cr 35.3). Depois disso, a Arca desapareceu completamente da história da Arca da Aliança era o símbolo da presença de Deus (Êx 25.22; Lv 16.2) e foi confeccionada pelos israelitas por ordem de Deus durante a peregrinação 110 deserto (Êx 25.10-16; 37.1-9).

4- Como explicar os sacrifícios no Milênio? O ponto mais crucial da visão de Ezequiel é a descrição dos sacrifícios (Ez 43.18-27) no sistema levítico, visto que o Senhor Jesus já cumpriu toda a lei, ‘tornando sem efeito a eficácia do modelo mosaico (Hb 9.10-15; 10.1-4,8). O apóstolo Paulo usa uma metafórica linguagem do sistema de sacrifícios do Antigo Testamento para oculto e o serviço cristãos (Rm 12.1,2; 1 Co 9.13,14; Fp 4.18). Mas existem diversas explicações para os sacrifícios no Milênio em Ezequiel. Uma delas, e a principal, considera o sacrifício como literal, como memória do sacrifício de Cristo; assim como a ceia do Senhor será celebrada ” no Reino de meu Pai” (Mt 26.29); ou: ”no Reino de Deus” (Mc 14.25).

SINOPSE II

No novo Templo não haverá a Arca da Aliança, seus sacrifícios serão um memorial, pois é uma nova dispensação.

AUXÍLIO TEOLÓGICO

A DESCRIÇÃO DO TEMPLO
”As medidas precisas do Templo com o projeto de seus pátios, colunas, galerias, cômodos, câmaras, portas, ornamentos e vasos, além das instruções pormenorizadas quanto ao serviço sacerdotal – demonstram que o texto trata de um Templo real. O trecho de Ezequiel 43.10,11 foi escrito para aqueles judeus que viveram ao tempo da restauração final (ao tempo do cumprimento da profecia), para que eles construam o Templo conforme as instruções ali contidas. O mesmo tipo de informação sobre as dimensões arquitetônicas do Templo também é dado a respeito do altar (43.13-27). Tais dimensões devem ser observadas no dia em que o farão o altar. A coerência e a lógica literária exigem que, se o altar do Templo deve ser construído, o mesmo vale para o próprio templo” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.1223).

SAIBA TUDO SOBRE A ESCOLA DOMINICAL:

Lições Adultos – CPAD

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Lições Adultos – EDITORA BETEL

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BIBLIA ONLINE

ESBOÇO DE PREGAÇÃO 

EBD – Lição 10: A Restauração Nacional e Espiritual de Israel | 4° Trimestre De 2022 | Adultos

EBD | 4° Trimestre De 2022 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre:  A Glória e a Justiça de Deus – A Igreja e a Convocação do Profeta Ezequiel para um Despertamento Espiritual | Escola Biblica Dominical | Lição 10: A Restauração Nacional e Espiritual de Israel 

TEXTO ÁUREO

”E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades.” (Rm 11.26)

VERDADE PRÁTICA

A chamada divina à restauração tem a ver com o restabelecimento espiritual e social de quem se arrepende.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Gn 28.13-15 Deus não deixará Israel até que se cumpra tudo o que disse a Jacó
Terça – Jr 31.17 A restauração de Israel é uma promessa de Deus
Quarta – Ez 37.21,22 Primeiro vem a restauração nacional, o que já aconteceu, e depois a espiritual
Quinta – Zc 12.10 Esse é o dia em que Israel reconhecerá o Senhor Jesus como o seu Messias
Sexta – Lc 1.32,33 Essa promessa anunciada pelo anjo Gabriel ainda não se cumpriu
Sábado – Hb 8.8-11 A Nova Aliança envolve Israel e o mundo

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Ezequiel 37.1-14

1 – Veio sobre mim a mão do SENHOR; e o SENHOR me levou em espírito, e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos,
2 – e me fez andar ao redor deles; e eis que eram mui numerosos sobre a face do vale e estavam sequíssimos.
3 – E me disse: Filho do homem, poderão viver estes ossos? E eu disse: Senhor JEOVÁ, tu o sabes.
4 – Então, me disse: Profetiza sobre estes ossos e diz-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do SENHOR.
5 – Assim diz o Senhor JEOVÁ a estes ossos: Eis que farei entrar em vós o espírito, e vivereis.
6 – E porei nervos sobre vós, e farei crescer carne sobre vós, e sobre vós estenderei a pele, e porei em vós o espírito, e vivereis, e sabereis que eu sou o SENHOR.
7 – Então, profetizei como se me deu ordem; e houve um ruído, enquanto eu profetizava; e eis que se fez um rebuliço, e os ossos se juntaram, cada osso ao seu osso.
8 – E olhei, e eis que vieram nervos sobre eles, e cresceu a carne, e estendeu-se a pele sobre eles por cima; mas não havia neles espírito.
9 – E ele me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize ao espírito: Assim diz o Senhor JEOVÁ: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam.
10 – E profetizei como ele me deu ordem; então, o espírito entrou neles, e viveram e se puseram em pé, um exército grande em extremo.
11 – Então, me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel; eis que dizem: Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; nós estamos cortados.
12 – Portanto, profetiza e diz-lhes: Assim diz o Senhor JEOVÁ: Eis que eu abrirei as vossas sepulturas, e vos farei sair das vossas sepulturas, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel.
13 – E sabereis que eu sou o SENHOR, quando eu abrir as vossas sepulturas e vos fizer sair das vossas sepulturas, ó povo meu.
14 – E porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos porei na vossa terra, e sabereis que eu, o SENHOR, disse isso e o fiz, diz o SENHOR.

Hinos Sugeridos: 15, 39, 526 da Harpa Cristã

PLANO DE AULA

1- INTRODUÇÃO
A visão a respeito do vale de ossos secos é uma das visões mais conhecidas do livro de Ezequiel. Essa imagem traz uma mensagem de restauração nacional e espiritual do povo de Israel. Na presente lição, apresentaremos o vale dos ossos secos. Também veremos a dispersão dos judeus entre as nações ao longo da história. E, finalmente, constataremos o milagre do século XX representado no povo de Israel. É inegável que Deus operou por ele.
2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I)Apresentar o significado da visão do vale dos ossos secos;
II) Explicar a dispersão dos judeus entre as nações;
III) Constatar o milagre do século XX.
B) Motivação: A Visão de Ezequiel é uma declaração do poder majestoso de Deus. Seu poder majestoso se revela no sentido de Deus estar disposto a recriar, ou seja, estabelecer novamente o seu povo na terra. Ele continua a recriar novas histórias hoje.
C) Sugestão de Método: Finalmen­te, chegamos na sétima lei do ensino: a lei da recapitulação e da aplicação. Essa lei pode ser sintetizada assim: ”a conclusão, a prova e a confirma­ção do ensino devem ser feitas por meio de revisões”. Para aplicar essa lei você pode:
1) Pedir aos alunos que identifique algo que tocou suas vidas;
2) Com base no que aprenderam, peça aos alunos que mencionem três ações específicas que precisam tomar;
3) Peça aos alunos que mencionem uma maneira em que a vida será diferente para eles após a aula.
3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Apresente uma lição espiritual para a sua classe. A partir da visão do vale dos ossos secos, podemos ensinar o que está patente no ensino do Novo Testamento: o Senhor Jesus restaura as vidas dos pecadores que se arrependem.
4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 92, p.41, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto ”A Interpretação do Vale de Ossos Secos” aprofunda o assunto a respeito do significado da profecia do capítulo 37 do livro de Ezequiel; 2) O texto ”Duas restaurações” amplia a perspectiva do renascimento da nação de Israel.

INTRODUÇÃO

A lição de hoje é um estudo sobre a restauração nacional e espiritual de Israel. A visão que Ezequiel teve do vale de ossos secos descreve, numa linguagem metafórica, como Israel voltará a ser uma nação soberana reconhecida na comunidade internacional, ou seja, a palavra profética contempla uma restauração completa: política e espiritual.

Palavra-Chave: RESTAURAÇÃO

I – SOBRE O SIGNIFICADO DO VALE DE OSSOS SECOS

1- Os Ossos Secos (vv. 1,2). O profeta não diz como exatamente Deus o levou ao vale, mas a expressão ”e o SENHOR me levou em espírito” (v.1) se refere à maneira de como Deus lhe entregou esses oráculos, ou seja, por meio de visão, como já havia acontecido antes (Ez1.1; 8.3;11.24). Ele foi conduzido em visão e colocado no meio de um vale cheio de ossos secos, que estavam sequíssimos. Essa revelação é uma profecia que anuncia, de antemão, a restauração nacional de Israel depois de muitos séculos de dispersão entre nações, seguida pela restauração espiritual.

2- O Significado. Nos versículos 11-14, Deus explica a Ezequiel o significado da visão. A palavra profética esclarece que “estes ossos são toda a casa de Israel” (v.11). Muitos dos dispersos haviam per­dido a esperança e se sentiam totalmente destruídos: “os nossos ossos secaram” expressão que significa ruína definitiva “e pereceu a nossa esperança; nós estamos cortados”. O discurso não diz quando os oráculos foram entregues ao profeta, mas, com base no versículo 11, podemos afirmar que isso aconteceu logo que Ezequiel recebeu a notícia da destruição de Jerusalém e do Templo (Ez 33.21). Se esse pensamento puder ser confirmado, isso significa que a dispersão já estava concluída (2 Rs 25.10,11; 2 Cr 36.20).

3- As promessas de Deus. O mesmo Deus que fez as feridas Ele mesmo as ligará (Os 6.1). O mesmo Deus que advertiu o povo, ainda nos dias de Moisés, da diáspora em caso de desobediência aos mandamentos de Javé (Lv 26.33-37; Dt 28.25,36,37), prometeu trazê-lo de volta (Jr 31.17; Ez 11.17). A dispersão de Israel entre as nações é identificada com o vale de ossos secos da visão de Ezequiel. Essa visão serviu para aumentar a esperança do povo durante os séculos de perseguições entre as nações na diáspora. A Visão vislumbra a restauração nacional e em seguida a espiritual.

SINOPSE I

A restauração de Israel é necessária porque se trata de uma promessa divina.

AUXÍLIO TEOLÓGICO

A INTERPRETAÇÃO DO VALE DE OSSOS SECOS
“Em todo o Antigo Testamento, a junção do novo concerto com a terra renovada está mais bem explicada em Ezequiel 37. O profeta conta a visão que teve de um vale cheio de ossos secos, os ossos secos de pessoas mortas há muito tempo. O Senhor lhe disse que informasse estes ossos que o Espírito de Deus entrou neles e os reavivará de volta à vida. Quando isso acontece, Ezequiel fica espantosamente admi­rado e, em um instante, os esqueletos se enchem de carne e tendões e um ser vivo – de fato, um exército – se põe de pé. A interpretação é dada. Estes ossos são Israel, morto em pecado e no exílio. O reavivamento é o ato gracioso de Deus reavivar o povo e estabelece-lo de volta na Terra Prometida. Este é um povo, Israel e Judá, pois não será apenas Judá que voltará do exílio babilônico (Ez 37.15-17). Quer dizer este é, o Israel escatológico, a nação reunida desde os confins da terra nos últimos tempos (v.21). O povo de Israel se tornará um povo na terra e terá somente um rei, o descente de Davi (v.24). Nunca mais os israelitas cairão na desobediência idólatra, porque são um povo limpo que para sempre permanecerá assim” (ZUCK, Roy B. Teologia do Antigo Testamento. Vol. 4. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p.410).

II – SOBRE A DISPERSÃO DOS JUDEUS ENTRE AS NAÇÕES

1- As diásporas de Israel e Judá. A Primeira Diáspora começou em 605 a.C. quando o rei Nabucodonosor subordinou Jeoaquim, rei de Judá, aos babilônios (2 Rs 24.1,2; Dn 1.1,2). O cativeiro assírio de 722 a.C., faz parte da primeira dispersão (2 Rs 17.23). Mesmo com o fim do cativeiro de Judá por meio do decreto de Ciro, rei da Pérsia, em 538 a.C. (2Cr 36.20-22; Ed.1.1,2), a maioria dos judeus jamais retornou à terra de Israel. Desde então, eles continuaram por toda parte. Nos tempos do Novo Testamento havia comunidades judaicas nos grandes centros urbanos no vasto império romano. Então, a profecia de Ezequiel se refere a uma diáspora posterior.

2- Renasce Israel. O retorno dos judeus, a que se refere a profecia, diz respeito à segunda diáspora anunciada de antemão pelo Senhor Jesus (Lc 21.24). Essa dispersão judaica durou mais de 1.800 anos, sendo iniciada no ano 70 d.C. por ocasião da destruição de Jerusalém pelos romanos, e foi concluída com a fundação do Estado de Israel em 27 de novembro de 1947, na primeira Assembleia Geral das Nações Unidas, presidida pelo brasileiro, Osvaldo Aranha, quando foi pronunciada por grande maioria de votos (33 x 14) a favor da Partilha da Palestina, com 10 abstenções. Estavam criadas as bases legais para o estabelecimento do Estado de Israel. O dia 14 de maio de 1948 foi a data da publicação do primeiro diário oficial do país, o dia em que as tropas britânicas deixaram o país e Ben Gurion, o primeiro chefe do Estado, como ministro de Israel, assumiu o governo do país. Desde então, Israel se tornou uma nação soberana.

3- Restauração nacional (vv.6-8). Primeiro, a restauração nacional’ isto é quando todos os ossos se juntaram e formaram os nervos e as carnes recobriram esses ossos, estava, pois, o corpo pronto – a restauração de Israel, em um só dia, e depois das ”dores de parto” (Is 66.8). Essa profecia é geralmente interpretada como o sofrimento do povo judeu no período nazista que terminou com o renascimento de Israel. A fundação do Estado de Israel é o cumprimento da promessa do retorno (Ez 36.24; 37.21; Am 9.14,15).

SINOPSE II

Israel experimentou duas diásporas, ou seja, duas dispersões. A primeira aconteceu com os assírios e babilônios; a segunda, com os romanos.

AUXÍLIO TEOLÓGICO

DUAS RESTAURAÇÕES
“Por meio do Espírito Santo, Ezequiel vê numa visão um vale cheio de ossos secos. Os ossos representam ‘toda a casa de Israel’ (v.11), i.e., tanto Israel como Judá, no exílio, cuja espe­rança pereceu na dispersão entre os pagãos. Deus mandou Ezequiel profetizar para os ossos (vv.4-6). Os ossos, então, reviveram em duas etapas:
(1) uma restauração nacional, ligada à terra (vv.7,8), e
(2) uma restauração espiritual, ligada à fé (vv.9,10). Esta visão objetivou garantir aos exilados a sua restauração pelo poder de Deus e o restabelecimento como nação na terra prometida, apesar das circunstâncias críticas de então (vv.11-14). Não há menção da duração do tempo entre duas etapas” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.1223).

SAIBA TUDO SOBRE A ESCOLA DOMINICAL:

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ESBOÇO DE PREGAÇÃO

EBD – Lição 09: Gogue e Magogue – Um Dia de Juízo | 4° Trimestre De 2022 | Adultos

EBD | 4° Trimestre De 2022 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre:  A Glória e a Justiça de Deus – A Igreja e a Convocação do Profeta Ezequiel para um Despertamento Espiritual | Escola Biblica Dominical | Lição 09: Gogue e Magogue – Um Dia de Juízo

TEXTO ÁUREO

”E sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar para as ajuntar em batalha.” (Ap 20.8)

VERDADE PRÁTICA

A palavra profética anuncia que, antes da restauração espiritual de Israel, virão Gogue e seu bando para invadir a Terra Santa, mas eles serão derrotados.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Gn 10.2 Magogue é um descendente de Jafé, filho de Noé
Terça – Jr 1.14 “O mal vem do Norte” era o ditado desde os dias de Jeremias
Quarta – Ez 27.13; 38.2 Meseque e Tubal aparecem como confederados de Gogue
Quinta – Ez 38.16 Nesse conflito todas as nações ficarão sabendo que Javé é Deus
Sexta– Ap 16.13-16 A batalha do Armagedom não é a mesma do conflito de Gogue
Sábado – Zc 14.2-4 Os inimigos de Israel serão derrotados no fim dos tempos

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Ezequiel 38.1-6; 39.1-10

Ezequiel 38
t – Veio mais a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2 – Filho do homem, dirige o rosto contra Gogue, terra de Magogue, príncipe e chefe de Meseque e de Tubal, e profetiza contra ele.
3 – E dize: Assim diz o Senhor JEOVÁ: Eis que eu sou contra ti, ó Gogue, príncipe e chefe de Meseque e de Tubal.
4 – E te farei voltar, e porei anzóis nos teus queixos, e te levarei a ti, com todo o teu exército, cavalos e cavaleiros, todos vestidos bizarramente, congregação grande, com escudo e rodela, manejando todos a espada;
5 – persas, etíopes e os de Pute com eles, todos com escudo e capacete;
6 – Gomer e todas as suas tropas; a casa de Togarma, da banda do Norte, e todas as suas tropas, muitos povos contigo.

Ezequiel 39
1 – Tu, pois, ó filho do homem, profetiza ainda contra Gogue e dize: Assim diz o Senhor JEOVÁ: Eis que eu sou contra, ó Gogue, príncipe e chefe de Meseque e de Tubal.
2 – E te farei voltar, e te porei seis anzóis, e te farei subir das bandas do Norte, e te trarei aos montes de Israel.
3 – E tirarei o teu arco da tua mão esquerda e farei cair as tuas flechas da tua mão direita.
4 – Nos montes de Israel, cairás, tu, e todas as tuas tropas, e os povos que estão contigo; e às aves de rapina, e às aves de toda a asa, e aos animais do campo, te darei por pasto.
5 – Sobre a face do campo cairás, porque eu falei, diz o Senhor JEOVÁ.
6 – E enviarei um fogo sobre Magogue e entre os que habitam seguros nas ilhas; e saberão que eu sou o SENHOR.
7 – E farei conhecido o meu santo nome no meio do meu povo de Israel e nunca mais deixarei profanar o meu santo nome; e as nações saberão que eu sou o Senhor, o Santo em Israel.
8 – Eis que é vindo e se cumprirá, diz o Se­nhor JEOVÁ; este é o dia de que tenho falado.
9 – E os habitantes das cidades de Israel sairão, e totalmente queimarão as armas, e os escudos, e as rodelas, com os arcos, e com as flechas, e com os bastões de isso por sete anos.
10 – E não trarão lenha do campo, nem a cortarão dos bosques, mas com as armas acenderão fogo; e roubarão aos que os roubaram e despojarão aos que despojaram, diz o Senhor JEOVÁ.

Hinos Sugeridos: 237, 457, 492 da Harpa Cristã

PLANO DE AULA

1- INTRODUÇÃO
O livro de Ezequiel trata de profecias que ainda não se cumpriram em Israel. Isso significa que elas se cumprirão no futuro, pois a Palavra de Deus não falha. As profecias da Bíblia, a respeito da nação de Israel, são um testemunho poderoso da intervenção divina no mundo. Essas profecias revelam muito da natureza da relação de Deus com o seu povo. A profecia de Gogue e Magogue é uma daquelas que ainda se cumprirá.
2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I)Identificar Gogue;
II) Identificar Magogue;
III) Explicar o contexto escatológico da profecia.
B)Motivação: A nação de Israel está radiante de uma colisão de nações para destruí-la. Isso ocorrerá antes ou no início da Grande Tribulação. Quais são as nações que formarão essa coalizão? A presente lição trará uma exposição importante a respeito desse assunto.
C) Sugestão de Método: Falaremos aqui a respeito da sexta lei do ensino: a lei da aprendizagem. Podemos resumi-la assim: ”o aluno deve reproduzir em sua mente a verdade a ser aprendida”. Três coisas devem ser levadas em conta para a sua aula:
1) Faça boas perguntas, pois elas são importantes para os alunos reproduzirem o conhecimento na mente;
2) Pratique com os alunos a paráfrase, pois eles precisam reproduzir com as próprias palavras o que estão aprendendo;
3) Faça-se de ”desentendido”, voltando constantemente a um princípio ou verdade que você ensinou.
3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Faça uma revisão com os alunos a respeito dos três tópicos. Conclua dizendo o quanto que as profecias bíblicas são atuais e concretas.
4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 92, p.40, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto ”Gogue” aprofunda o assunto a respeito da identidade de Gogue no livro de Ezequiel; 2) O texto ”Magogue” amplia a identificação de Magogue como território.

INTRODUÇÃO

A profecia cumprida na antiguidade bíblica tem levado a ala cética a argu­mentar que a profecia foi escrita depois do fato acontecido. Com relação às profecias messiânicas, não há como defender esse pensamento. Nesta lição, veremos as profecias de Ezequiel que tratam de eventos que ainda não ocorreram com Israel. Muito mais agora, com Israel no centro do noticiário mundial, eles não podem dizer que o profeta escreveu a profecia depois dos fatos.

Palavra-Chave: JUÍZO

I – SOBRE A IDENTIDADE DOS POVOS INVASORES (PARTE 1)

Essa profecia envolve muitos nomes, e alguns deles até parecem enigmáticos. O nosso desafio é identificar quem são, hoje, os povos que Ezequiel menciona na antiguidade.

1- Os invasores (38.6; 39.2). A profecia deixa claro que essa invasão será para o ”fim dos anos” (38.8); “no fim dos dias” (38.16); depois da restauração do Estado de Israel (38.12). Isso significa que será antes da Grande Tribulação, ou, talvez, logo no início dela, portanto não é a mesma batalha do Armagedom (Ap 16.16). Outra informação importante é que os povos da coalizão do príncipe ou comandante chamado Gogue são da ”banda do Norte” e outros grupos do norte da África, como etíopes e os de Pute (38.5). O capítulo 39 descreve a derrocada de Gogue e os seus confederados (39.4-6). Essa informação geográfica é vaga e muito genérica, considerando a vasta extensão territorial e a multidão de povos que habitam ali.

2- Compreendendo a profecia. O discurso de Ezequiel deixa claro que a mensagem não é para a sua geração, mas para quando Deus fizer regressar o seu povo da diáspora de todas as nações da terra (Ez 36.24; Am 9.14,15). Como a profecia é para um tempo ainda distante, esses oráculos divinos foram vazados na linguagem da época do destinatário original. É necessário, pois, identificar esses povos no contexto em que vivia o profeta e procurar identificá-los nos tempos atuais, quando possível. Isso tornará a profecia compreensível e mais vívida em nossos dias.

3- Gogue (38.2a; 39.1a). O nome ”Gogue” fora da profecia de Ezequiel só aparece mais duas vezes nas Escrituras, um descendente de Rúben, sem qualquer vínculo com a profecia (1 Cr 5.4), e na revolta de Satanás contra Deus e seu povo depois do Milênio, em Apocalipse 20.8, como outro acontecimento. Tais nomes em Apocalipse são emprestados de Ezequiel 38 e 39. A Enciclopédia Judaica identifica Gogue com o rei Gyges, também conhecido como Gogo, da Lídia, região da Anatólia, na atual Turquia asiática. Essa é a interpretação da maioria dos expositores do Antigo Testamento e dos arqueólogos. Mas a descrição profética parece indicar um título, como “Faraó”, no Egito; ”Xá”, na antiga Pérsia; ”César”, em Roma, e não o nome pessoal de alguém.

SINOPSE I

O capítulo 39 de Ezequiel descreve a derrocada de Gogue e os seus confederados. Gogue se refere a um líder semelhante ao ”Faraó’: ”Xá” ou ”César”.

AUXÍLIO TEOLÓGICO

GOGUE
“Gogue é o rei da terra de Magogue e o principal governante de Meseque e Tubal. Em Gn 10.2, Magogue, Meseque e Tubal são os nomes dos filhos de Jafé. Por conseguinte, a batalha futura aqui descrita será travada por um descendente de Jafé. Gogue também pode ser um nome representativo da iniquidade e da oposição a Deus (ver Ap 20.7-9). Esses países localizam-se, possivelmente, ao extremo norte de Israel (vv. 6.15; 39.2). Serão apoiados por exércitos vindos do Leste e do Sul (v.5). É difícil determinar a ocasião dessa batalha, mas evidentemente não se trata da mesma batalha de Gogue e Magogue, de Ap 20.7-9, que ocorrerá no fim do milênio” (Comentário Bíblico Beacon: Isaías a Daniel. Vol. 4. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p. 476).

II – SOBRE A IDENTIDADE DOS POVOS INVASORES . (PARTE 2)

1- Magogue (38.2b; 39.1b, 6a). É o nome de um descendente de Jafé, filho de Noé (Gn 10.2;1 Cr 1.5), que aparece em Ezequiel como um lugar. As fontes antigas o incluem com os habitantes do Cáucaso, procedentes de Gomer. O historiador judeu Flávio Josefo (37-103 d.C.) identifica Magogue com os citas, um conjunto de etnias nômades que viviam na região norte do Mar Negro e do Mar Cáspio. Os citas aparecem no Novo Testamento juntamente com os bárbaros (Cl 3.11).

2- Meseque e Tubal (38.2c; 39.1c). Tubal e Meseque são dois dos sete irmãos filhos de Jafé, filho de Noé: “os filhos de Jafé são: Gomer, e Magogue, e Madai, e Javã, e Tubal, e Meseque, e Tiras” (Gn 10.2). Esses dois jafetitas deram origem a Tabal e Mushki, reinos frigianos da Capadócia, na Anatólia, segundo inscrições assírias. Nessa coalizão aparece mais um da família de Jafé, Togarma, filho de Gomer (Gn 10.3). Gomer é o primeiro da lista dos filhos de Jafé, ele é identificado desde a antiguidade com o povo do Cáucaso.

3- A coalização de Gogue (38.5). Fazem parte do bando de Gogue mais cinco povos: ”persas, etíopes e os de Pute com eles, todos com escudo e capacete; Gomer e todas as suas tropas; a casa de Togarrna” (38.5,6). Todos eles são citados previamente nos oráculos de Ezequiel (27.10; 30.5). A Bíblia hebraica emprega o nome cushe, para Etiópia e pute para Líbia. Ambos, Cuxe e Pute são descendentes de Cam, filho de Noé (Gn 10.6; 1 Cr 1.8). O norte da profecia em relação a Israel inclui a Mesopotâmia, a Asia Menor e as regiões do Mar Negro e do Mar Cáspio. Os persas são os atuais iranianos. A Pérsia teve o nome mudado para o Irã em 1935.

SINOPSE II

No livro de Ezequiel, Magogue aparece como um lugar, um território.

AUXÍLIO TEOLÓGICO

MAGOGUE
“um descendente de Jafé (Gn 10.2; 1 Cr 1.5). De acordo com Ezequiel 38.2, um povo cujo território será futuramente governado por Gogue (q.v.). Em 38.2, lê-se literalmente: ‘Firma bem a tua face contra Gogue, contra a terra de Magogue […]’. […] Gogue liderará urna horda do norte em uma invasão contra Israel (Ez 38.8-12), mas o Senhor fará com que os seus exércitos retrocedam, e enviará uma saraiva de fogo na terra de Magogue e nas áreas ao redor dela (39.6)” (Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.1200).

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ESBOÇO DE PREGAÇÃO 

EBD – Lição 08: O Bom Pastor e os Pastores Infiéis | 4° Trimestre De 2022 | Adultos

EBD | 4° Trimestre De 2022 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre:  A Glória e a Justiça de Deus – A Igreja e a Convocação do Profeta Ezequiel para um Despertamento Espiritual | Escola Biblica Dominical | Lição 08: O Bom Pastor e os Pastores Infiéis

TEXTO ÁUREO

”Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.” (Jo 10.11)

VERDADE PRÁTICA

As Escrituras revelam Deus como o pastor do seu povo, mas isso se aplica também aos líderes eclesiásticos. Deus dá bons pastores ao seu povo, e também remove os maus.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Sl 78.70-72 O cajado de Davi continuou no comando da nação de Israel
Terça – 1 Rs 22.17 O profeta Micaías viu Israel como ovelhas dispersas sem pastor
Quarta – Mt 9.36 Jesus via o povo de Israel como um rebanho de ovelhas sem pastor
Quinta – Jr 3.15 Deus prometeu dar à sua igreja pastores segundo o seu coração
Sexta – Ef 4.11 O Senhor deu pastores à sua igreja, o Corpo de Cristo
Sábado – 1 Pe 5.2-4 A igreja, assim como o povo de Israel, é o rebanho de Deus

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Ezequiel 34.1-12

1 – E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2 – Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza e diz aos pastores: Assim diz o Senhor JEOVÁ: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas?
3 – Comeis a gordura, e vos vestis da lã, e degolais o cevado; mas não apascentam as ovelhas.


4 – A fraca não fortalecestes, e a doente não curastes, e a quebrada não ligastes, e a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza.
5 – Assim, se espalharam, por não haver pastor, e ficaram para pasto de todas as feras do campo, porquanto se espalharam. 6 – As minhas ovelhas andam desgarradas por todos os montes e por todo o alto outeiro; sim, as minhas ovelhas andam espalhadas por toda a face da terra, sem haver quem as procure, nem quem as busque.
7 – Portanto, ó pastores, ouvi a palavra do SENHOR:
8 – Vivo eu, diz o Senhor JEOVÁ, visto que as minhas ovelhas foram entregues à rapina e vieram a servir de pasto a todas as feras do campo, por falta de pastor, e os meus pastores não procuram as minhas ovelhas, pois se apascentam a si mesmos e não apascentam as minhas ovelhas,
9 – portanto, ó pastores, ouvi a palavra do SENHOR:
10 – Assim diz o Senhor JEOVÁ: Eis que eu estou contra os pastores e demandarei as minhas ovelhas da sua mão; e eles deixarão de apascentar as ovelhas e não se apascentarão mais a si mesmos; e livrarei as minhas ovelhas da sua boca, e lhes não servirão mais de pasto.
11 – Porque assim diz o Senhor JEOVÁ: Eis que eu, eu mesmo, procurarei as minhas ovelhas e as buscarei.
12 – Como o pastor busca o seu rebanho, no dia em que está no meio das suas ovelhas dispersas, assim buscarei as minhas ovelhas; e as farei voltar de todos os lugares por onde andam espalhadas no dia de nuvens e de escuridão.

Hinos Sugeridos: 156, 283, 4313 da Harpa Cristã

PLANO DE AULA

1- INTRODUÇÃO
A presente lição estuda a mensagem do profeta Ezequiel a respeito dos pastores de Israel. No primeiro tópico, identificaremos o rebanho no Antigo Testamento que é o povo de Israel, bem como no Novo Testamento, que é a Igreja. No segundo tópico, descobriremos quem são os pastores infiéis. Veremos de que se trata dos governantes de Israel, mas que também podemos extrair lições para as lideranças eclesiásticas. E, finalmente, no terceiro tópico vamos refletir a respeito da imagem do bom pastor no Deus de Israel que, no Novo Testamento, se revela na pessoa de Jesus que se consolida como a imagem definitiva do bom pastor cristão.
2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Identificar o rebanho nas Escrituras;
II) Descobrir os pastores infiéis de Israel;
III) Refletir sobre o Bom Pastor.
B) Motivação: É Muito importante que os alunos formem uma imagem bíblica do ofício de um pastor. Muitas vezes esse ofício é apresentado numa perspectiva glamurosa. Por isso, você tem a responsabilidade de passar uma visão bíblica do pastorado para a sua classe.
C) Sugestão de Método: Falaremos aqui a respeito da quinta lei do ensino: a lei do processo de ensino. Podemos resumir essa lei na seguinte sentença: ”Desperte e dirija as autoatividades do aluno e não lhe diga nada que ele possa aprender sozinho”. Aqui, duas coisas devem ser levadas em conta:


1) o conteúdo, isto é, as verdades a serem ensinadas;
2) o processo, ou seja, a metodologia de ensino para a aplicação das verdades ensinadas.
3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: A parábola da ovelha perdida é uma excelente imagem para o fechamento do símbolo do Bom Pastor.
4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 92, p.40, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula:1) O texto ”O Rebanho” aprofunda o assunto da identificação do rebanho no livro de Ezequiel; 2) O texto ”Pastores Infiéis” amplia a identificação dos pastores infiéis em Israel.

INTRODUÇÃO

O profeta Ezequiel enfoca, no capítulo 34, quatro pontos sobre a figura do pastor, a saber: os pastores infiéis (vv.1-10), Deus corno o futuro bom pastor (vv.11- 16), o julgamento entre as próprias ovelhas (vv.17-22) e o Messias corno o pastor de Deus (vv.23-31). Por limite de espaço, a presente lição se restringirá aos pastores infiéis e ao bom pastor.

Palavra-Chave: PASTOR

I – SOBRE O REBANHO

Primeiro é necessário identificar a ovelha no seu sentido literal para compreender o sentido metafórico. Isso pode explicar a razão da Bíblia nos comparar com ovelhas. O Salmo 23 apresenta um quadro perfeito dessa comparação.

1- Ovelhas. Ovelha é a fêmea do carneiro e o cordeiro é filho do carneiro até um ano. Das 74 vezes que o termo aparece no Novo Testamento, apenas uma vez é literal (Jo 2.14). É um animal dócil e símbolo de sacrifício e redenção (Is 53.7; At 8.32). A natureza da ovelha e sua relação com o ser humano resultaram em diversas figuras que ilus­tram o relacionamento entre Deus e o seu povo (Sl 23.1; 74.1; 100.3).

2- Natureza. As ovelhas são animais indefesos e medrosos que se assustam facilmente e se dispersam rapidamente (Zc 13.7). Uma ovelha virada de costas com as patas para cima não consegue se levantar e, além de morrer depressa, torna-se presa fácil de predadores. So­mente o pastor pode socorrê-la; é, pois, necessário uma supervisão diária. As ovelhas não cuidam de si mesmas, elas exigem atenções continuadas de dia e de noite (Lc 2.8) sob muitos aspectos (Lc 15.4-6). O rebanho precisa de cuidados por causa dos predadores (1Sm 17.34, 35) e de outros infortúnios como a presença de insetos e parasitas (SI 23.5).

3- O rebanho. O povo de Israel e a igreja são identificados diversas vezes, na Bíblia, como rebanho (Nm 27.17; 1 Pe 5.2). Além do sentido próprio do termo, figuradamente ”rebanho” é aplicado a Israel por desfrutar do relacionamento pactual com Deus (Is 40.11). Isso vale também para a igreja no Novo Testamento (Mt 26.31; Lc 12.32) e diversas vezes Israel era visto como ovelhas sem pastor (1Rs 22.17; Mt 9.36; 10.16; 15.24).

4- Os pastores. A palavra ”pastores de Israel”, no contexto de Ezequiel, bem como no de Jeremias 23.1-5, se refere aos governantes. O sistema político na antiguidade de Israel era teocrático e não era possível separar o civil do religioso, diferente do que acontece nos estados laicos na atualidade. É importante entender essa diferença, pois diversas vezes adeptos de grupos religiosos, estranhos ao cristianismo bíblico, usam essas passagens bíblicas para atacar os nossos líderes. Trata-se de críticas rasteiras com o único objetivo: desqualificar a nossa doutrina e os nossos pastores.

SINOPSE I

O rebanho nas Escrituras pode ser identificado com o povo de Israel e a Igreja de Cristo.

AUXÍLIO TEOLÓGICO

O REBANHO
”As coisas que Deus promete fazer pelo seu rebanho, como o Bom Pastor, são belas e graciosas (11-31). Ele buscará as ovelhas dispersas (12). Isso, evidentemente, refere-se aos israelitas que estavam dispersos em muitos países. Sendo uma promessa eterna do Deus eterno, ela sem dúvida se refere à graça de Deus que continua buscando o pecador e o constrangendo a voltar para o rebanho. O dia de nuvens e de escuridão é uma figura para um tempo de incerteza e medo” (Comentário Bíblico Beacon: Isaías a Daniel. Vol. 4- Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p. 476).

II – SOBRE OS PASTORES INFIÉIS

O profeta Ezequiel compara os líderes de Israel a pastores. Pode-se dizer que o tema da presente lição é provavelmente o mais familiar do livro de Ezequiel por causa da linguagem pastoril.

1- O pastor de ovelhas. A função pri­mordial do pastor é alimentar, guiar e proteger o rebanho e isso ilustra bem o papel do líder de uma nação. Muitos líderes de Israel fizeram isso com perícia, dedicação e responsabilidade como Davi ( Sl 78.72). A parábola da ovelha perdida revela esse dever do pastor (Lc 15.4-6). Moisés e Davi foram pastores de ovelhas no sentido estrito da palavra (Êx 3.1; Sl 78.70,71). Mas os líderes de Israel, contemporâneos de Ezequiel, se desviaram de suas funções.

2- O que os governantes faziam (vv.2,3)? Cuidavam de si mesmos: “Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos!,, (v.2). Essa era uma denuncia contra as autoridades civis e religiosas de Jerusalém que empregavam todo o seu esforço em benefício próprio, deixando de lado a função pela qual foram constituídos: proteger o povo e prover as condições para o bem-estar espiritual e econômico dos seus cidadãos. O profeta mostra três práticas deploráveis deles numa linguagem metafórica: ”Comeis a gordura, e vos vestis da lã, e degolais o cevado; mas não apascentais as ovelhas” (v.3) para designar exploração e abuso de sua autoridade. Eles não cuidavam do povo e nem se esforçavam para suprir suas necessidades, antes cuidavam de si mesmos (Jr12.10).

3- O que os governantes não faziam (vv.4,8)? Não cuidavam das ovelhas. As ovelhas fracas, doentes, quebradas, desgarradas e perdidas precisam de cuidados especiais, mas a realidade era diferente: ”A fraca não fortalecestes, e a doente não curastes, e a quebrada não ligastes, e a desgarrada não tornastes a trazer, e a perdida não buscastes; mas dominais sobre elas com rigor e dureza” (v.4). Essa linguagem metafórica revela o estado de miséria da população de Jerusalém. Essa situação nos leva a uma reflexão sobre a atual conjuntura do nosso país, que não é boa. Devemos orar pela nossa nação e seus governantes (1Tm 2.1-3).

4- As ovelhas dispersas (vv. 5,6). Eze­quiel dirige esses oráculos divinos à casa de Judá, mas a mensagem diz respeito a todos os filhos Israel, até mesmo os dispersos pelos assírios (v.6). A mesma diáspora aconteceu em Judá com a destruição de Jerusalém, mas não é possível saber a data do pronunciamento desse discurso, se antes ou depois da queda da cidade santa. O profeta recebeu a notícia dessa derrocada algum tempo depois da destruição de Jerusalém ”no ano duodécimo, no décimo mês, aos cinco do mês” (Ez 33.21). Segundo os dados fornecidos nessa passagem, parece indicar 8 de janeiro de 585 a.C

SINOPSE II

A atuação dos pastores infiéis tem como consequência trágica a dispersão das ovelhas.

SAIBA TUDO SOBRE A ESCOLA DOMINICAL:

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ESBOÇO DE PREGAÇÃO 

EBD – Lição 07: A Responsabilidade é Individual | 4° Trimestre De 2022 | Adultos

EBD | 4° Trimestre De 2022 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre:  A Glória e a Justiça de Deus – A Igreja e a Convocação do Profeta Ezequiel para um Despertamento Espiritual | Escola Biblica Dominical | Lição 07: A Responsabilidade é Individual

TEXTO ÁUREO

“ A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a maldade do pai, nem o pai levará a maldade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele.” (Ez 18.20)

VERDADE PRÁTICA

Para além da responsabilidade individual, a Palavra de Deus se posiciona contra o fatalismo, isto é, contra a ideia de que tudo está determinado por um rígido destino

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Dt 24.16 Na lei de Moisés, cada um vive e morre pelos seus próprios atos
Terça – Ec 12.14 Os seres humanos são responsáveis pelos seus atos
Quarta – Jr 31.29 A parábola das uvas verdes e os dentes, um ditado falso
Quinta – Ez 18.2,3 Os exilados da Babilônia deviam rejeitar o uso dessa máxima
Sexta At 17.30 Deus oferece oportunidade de arrependimento aos pecadores
Sábado – Jo 17.12 É possível o justo se desviar e perder a salvação

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Ezequiel 18.20-28

20 – A Alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a maldade do pai, nem o pai levará a maldade do filho; a justiça do justo ficará sobre ele, e a impiedade do ímpio cairá sobre ele.
21 – Mas, se o ímpio se converter de todos os seus pecados que cometeu, e guardar todos os meus estatutos, e fizer juízo e justiça, certamente viverá; não morrerá.
22 – De todas as suas transgressões que cometeu não haverá lembrança contra ele; pela sua justiça que praticou, viverá.
23 – Desejaria eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? Diz o Senhor JEOVÁ; não desejo, antes, que se converta dos seus caminhos e viva?
24 – Mas, desviando-se o justo da sua justiça, e cometendo a iniquidade, e fazendo conforme todas as abominações que faz o ímpio, porventura viverá? De todas as suas justiças que tiver feito não se fará memória; na sua transgressão com que transgrediu, e no seu pecado com que pecou, neles morrerá.
25 – Dizeis, porém: O caminho do Senhor não é direito. Ouvi, agora, ó casa de Israel: Não é o meu caminho direito? Não são os vossos caminhos torcidos?
26 – Desviando-se o justo da sua justiça e cometendo iniquidade, morrerá por ela; na sua iniquidade que cometeu, morrerá.
27 – Mas, convertendo-se o ímpio da sua impiedade que cometeu e praticando o Juízo e a Justiça, conservará este a sua alma em vida.


28 – Pois quem reconsidera e se converte de todas as suas transgressões que cometeu, certamente viverá, não morrerá,

Hinos Sugeridos: 71, 422, 484 da Harpa Cristã

PLANO DE AULA

1- INTRODUÇÃO
A Salvação é individual. Você já deve ter ouvido essa expressão. É muito comum em nossas igrejas. O que está por trás dessa expressão é a perspectiva da responsabilidade individual diante de Deus. A Palavra de Deus mostra exatamente essa perspectiva. O pecado é um ato individual e não há nada que o justifique diante de Deus. A Única saída para o ser humano pecador é arrepender-se de seus pecados e crê no Evangelho.
2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Explicar a máxima usada em Israel;
II) Expor a respeito da abrangência da salvação;
III) Pontuar a reação de Israel.
B) Motivação: Vivemos um tempo em que as responsabilidades individuais são solapadas pelas realidades contextuais. Há quem defenda que o criminoso não pague pelos seus crimes por causa de sua ”circunstância econômica”. A Palavra de Deus mostra que ricos e pobres, homens e mulheres, enfim, oser humano de modo geral precisa se arrepender dos seus próprios pecados (Lm 3.39; At 3.19).
C) Sugestão de Método: Até que aqui vimos três leis do ensino: a lei do professor, a lei do aluno e a lei da comunicação. Agora veremos a quarta lei: a lei da lição. Essa lei pode ser resumida pela seguinte sentença: ”a verdade a ser ensinada deve ser aprendida através de uma verdade já conhecida”. Só se apresenta um novo conceito depois que oconceito ensinado esteja bem estabelecido. A partir dessa compreensão, você deve levar em conta:
1) Certifique-se de que o aluno compreende o assunto A antes de apresentar o assunto B (por exemplo, só ensine a respeito da salvação depois que os alunos aprenderem a respeito da gravidade do pecado);
2) Trace objetivos progressivos de ensino que constam na lição.
3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Traga exemplos que mostrem o quanto o ser humano é responsável pelas suas atitudes. A história de confissão do pecado do rei Davi traz um bom exemplo para o fechamento desta lição.
4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e sub­sídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 92, p.39, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto ”Responsabilidade Individual (Ez 18.1-20)” traz uma explicação teológica a respeito da relação do pecado dos pais com a vida dos filhos; 2) O texto ”Os Justos podem Cair da graça (Ez 18.21-32)” traz uma excelente abordagem a respeito da possibilidade da queda do justo.

INTRODUÇÃO

O ponto de partida desta lição é uma máxima muito usada em Jerusalém e, também, entre os exilados de Babilônia que diziam: ”Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram” (Jr 31.29; Ez 18.2). Com base nesse ditado, eles diziam que estavam sendo punidos por causa dos pecados de seus antepassados.

Palavra-Chave: RESPONSABILIDADE

I – SOBRE A MÁXIMA USADA EM ISRAEL

1- Uma máxima equivocada. O ditado popular ”Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram” se baseava numa interpretação equivocada sobre o terceiro mandamento do Decálogo (Êx 20.5; Dt 5.9). A maldição não é hereditária, ela só permanece quando os filhos continuam nos pecados dos pais; veja a expressão ”daqueles que me aborrecem”. É um princípio divino estabelecido desde a lei de Moisés (Dt 24.16). Isso é lembrado na história de Israel (2 Rs 14.5,6).

2- Jeremias e Ezequiel trataram do assunto. A palavra profética em Jeremias é escatológica. A seção de Jeremias 30-33 é o Livro da Consolação, que não foi editado separadamente como Lamentações, essa parte da profecia anuncia a restauração de Israel e de Judá e contempla o futuro glorioso da nação unificada. Esse oráculo está nesse contexto, como nos revela também a profecia no livro de Jeremias (Jr 31.29,30). É nesse contexto escatológico que nunca mais será pronunciado em Israel tal provérbio popular. Mas a proibição anunciada por Ezequiel é imediata (Ez 18.2,3).

3- O problema em nosso tempo. A doutrina das “uvas verdes e dentes embotados” que predominou o imaginário popular de Israel (Jr 31.29; Ez 18.2) veio a ser parte do cardápio doutrinário de um movimento infiltrado em algumas igrejas conhecido como “Batalha Espiritual”. Essa parte do ensino é a conhecida extravagante doutrina da maldição hereditária. Quando alguém se converte a Cristo, deixa de aborrecer a Deus, logo, essa passagem do terceiro mandamento do Decálogo não pode se aplicar aos crentes (Rm 5.8-10), pois eles se tornam em uma nova criatura, pois “as coisas velhas já passaram, e eis que tudo se fez novo” (2Co 5.17). Devemos orar e agir para que esses ensinos equivocados não prosperem em nossas igrejas (Jd v.3).

SINOPSE I

A máxima popular ”Os pais comeram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram” remetia à ideia de que os filhos pagariam os pecados dos pais.

II – SOBRE A SALVAÇÃO PARA TODOS OS SERES HUMANOS

1- Há esperança para o pecador (vv. 21,22,23). Essa ideia está muito clara no capítulo inteiro, que, para não deixar dúvidas, Ezequiel afirma de maneira direta (vv.4,20), reiterando diversas vezes com exemplos claros e ilustrações. A vontade de Deus é a salvação de todos os seres humanos para que ninguém se perca, e nisso o profeta antecipa o pensamento do Novo Testamento (Jo 5.40; 1Tm 2.4; 2Pe 3.9).

2- Refutando um pensamento fa­talista (v.20). Tanto os exilados na Babilônia como os que estavam em Judá e em Jerusalém acreditavam ou se justificavam numa ideia falsa de que estavam pagando pelos pecados dos pais, mesmo depois da destruição de Jerusalém (Lm 5.7). Deus proíbe o uso desse ditado popular porque a responsabilidade é individual. O profeta Ezequiel fecha a porta fatalista do imaginário popular do povo de Judá e dos exilados de Babilônia. Ele torna claro o pensamento bíblico da responsabilidade individual de maneira textual e direta (v.20). A palavra “alma”, nesse contexto, significa a própria pessoa.

3- Duas situações (vv.2,22,24). O profeta explica, com clareza, os oráculos divinos sobre a relação de Deus com os seres humanos. Se o pecador abandona a sua vida cheia de pecados, todo tipo de maldade, iniquidade e se volta para Deus, tal pessoa é perdoada, e se “fizer juízo e justiça, certamente viverá; não morrerá” (vv.21,22). Mas, se pelo contrário, o justo se desviar de sua justiça e cometer injustiça e iniquidade “conforme todas as abominações que faz o ímpio […] De todas as suas justiças que tiver feito não se fará memória; na sua transgressão com que transgrediu, e no seu pecado com que pecou, neles morrerá” (v.24). É possível, sim, o salvo perder a salvação temporariamente (Lc 15.32) ou definitivamente (2 Pe 2.20-22).

SINOPSE II

O ensino no livro de Ezequiel revela que a salvação está disponível a todos.

AUXÍLIO TEOLÓGICO

RESPONSABILIDADE INDIVIDUAL (EZ 18.1-20)
”Aqui Ezequiel se torna um teólogo. Ele é geralmente um pastor, preocupado com o cuidado e a cura das almas; ou ele é um profeta, que declara conselhos de Deus com franqueza e determinação. Mas aqui se trata de doutrina. […] O que Ezequiel diz é que, mesmo que os filhos possam sofrer por causa dos pecados dos seus pais em uma ordem natural de causa e efeito, Deus não vai castigar um filho pelos pecados do pai e também não considerará justo o filho injusto porque seu pai foi justo. Duas vezes no capítulo Ezequiel diz: a alma que pecar, essa morrerá (4,20)” (Comentário Bíblico Beacon: Isaías a Daniel. Vol.4. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p. 456).

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