EBD | 4° Trimestre De 2022 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre:  A Glória e a Justiça de Deus – A Igreja e a Convocação do Profeta Ezequiel para um Despertamento Espiritual | Escola Biblica Dominical | Lição 06: A Justiça de Deus

TEXTO ÁUREO

”Com o puro te mostrarás puro e com o perverso te mostrarás indomável.” (Sl 18.26)

VERDADE PRÁTICA

Os agentes do juízo divino revelam que a responsabilidade humana é pessoal.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Gn 18.26 O Justo Juiz de toda a Terra sabe separar o justo do injusto
Terça – 2 Rs 17.25 Animais selvagens são agentes de Deus para o juízo divino
Quarta – Jr 24.10 Espada, fome e peste são agentes da ira divina
Quinta – Jr 29.18 A trilogia da morte, espada, fome e peste, envolve destruição e diáspora
Sexta – Dn 12.1 O juízo divino sobre Jerusalém é o prenúncio da Grande Tribulação
Sábado – Lc 21.21-24 O derramamento da ira de Deus nunca acontece sem aviso prévio

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Ezequiel 14.12-21

12 – Veio ainda a mim a palavra do SE­NHOR, dizendo:
13 – Filho do homem, quando uma terra pecar contra mim, gravemente se rebelando, então, estenderei a mão contra ela, e tornarei instável o sustento do pão, e enviarei contra ela fome, e arrancarei dela homens e animais;
14 – ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles, pela sua justiça, livrariam apenas a sua alma, diz o Senhor JEOVÁ.
15 – Se eu fizer passar pela terra nocivas alimárias, e elas a assolarem, que fique assolada, e ninguém possa passar por ela por causa das feras;
16 – ainda que esses três homens es­tivessem no meio dela, vivo eu, diz o Senhor JEOVÁ, que nem a filhos nem a filhas livrariam; só eles ficariam livres, e a terra seria assolada.
17- Ou, se eu trouxer a espada sobre a tal terra, e disser: Espada, passa pela terra: e eu arrancar dela homens e animais; 18 – ainda que aqueles três homens estivessem nela, vivo eu, diz o Senhor JEOVÁ, que nem filhos nem filhas livrariam, mas eles só ficariam livres.
19 – Ou se eu enviar a peste sobre a tal terra e derramar o meu furor sobre ela com sangue, para arrancar dela homens e animais;
20 – ainda que Noé, Daniel e Jó estivessem no meio dela, vivo eu, diz o Senhor JEOVÁ, que nem filho nem filha eles livrariam, mas só livrariam a sua própria alma pela sua justiça.
21 – Porque assim diz o Senhor JEOVÁ: Quanto mais, se eu enviar os meus quatro maus juízos, a espada, e a fome, e as nocivas alimárias, e a peste, contra Jerusalém para arrancar dela homens e animais?

Hinos Sugeridos: 389, 450, 522 da Harpa Cristã

PLANO DE AULA

1- INTRODUÇÃO
A presente lição está fundamentada em três grandes tópicos. O primeiro identifica o juízo divino exposto pelo profeta. O segundo mostra um tipo de petição que Deus não atende. E, finalmente, o terceiro diz respeito a impossibilidade de uma possível intercessão de homens justos, como Noé, Daniel e Jó, para livrar o povo do juízo divino. A luz desses tópicos,
a presente lição desenvolve o tema da retribuição divina ao pecado.
2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Identificar o juízo divino;
I) Mostrar a petição que Deus não atende;
III) Refletir a respeito da intercessão de Noé, Daniel e Jó.
B) Motivação: A justiça divina traz justa retribuição ao pecado. Não podemos perder o foco do perigo do pecado. Deus é o justo Juiz. A natureza de sua justiça se revela no atributo de sua santidade. O pecado nos distancia da santidade divina.
C) Sugestão de Método: Trabalharemos agora com a terceira lei do ensino: a lei da comunicação. Essa lei pode ser descrita assim: ”a linguagem comunicada no ensino deve ser comum ao professor e ao aluno”. Tão importante como preparar a aula é cuidar do tipo de comunicação em classe. Essa comunicação deve levar em conta que todos devem aprender a Bíblia. Por isso,
1) Tenha cuidado em traduzir devidamente os termos bíblicos, pois o que para você parece simples, para o aluno pode ser complexo;
2) Tenha sempre uma versão moderna da Bíblia para simplificar o entendimento de uma passagem complexa, nem todos conseguem compreender uma versão tradicional como a ARC (nesse sentido, a versão NAA pode auxiliar nesse objetivo);
3) Convide os alunos a comentarem um trecho bíblico, ou parte da lição, com as suas próprias palavras.
3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Advirta a classe que, diante de Deus, temos responsabilidade com os próprios atos. O justo Juiz nos pedirá conta deles.
4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 92, p.39, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto ”Responsabilidade Humana” traz um aprofundamento a respeito da responsabilidade dos próprios atos; 2) O texto ”O Justo Juízo de Deus” faz uma distinção entre o juízo de Deus a justiça dos homens.

INTRODUÇÃO

É Importante compreender a estrutura do discurso de Ezequiel 14.12-21. Estaria o profeta partindo do genérico para o específico? Ou seja, de uma terra qualquer para depois se dirigir à casa de Israel? É o que parece. A primeira parte dessa palavra profética é genérica e a segunda é específica, dirigida a Jerusalém. A presente lição tem por objetivo mostrar e explicar a retribuição divina ao pecado de uma nação.

Palavra-Chave: JUSTIÇA

I – SOBRE A IDENTIFICAÇÃO DO JUÍZO DIVINO

Uma leitura atenta dos profetas do Antigo Testamento nos ajuda a compreender as ações de Deus concernentes à retribuição ao pecado.

1- O discurso profético. À luz das Escrituras, ficamos sabendo que a ira de Deus nunca acontece sem uma justa causa e nem mesmo sem um prévio aviso (Am 3.7). O Deus Javé de Israel procede dessa maneira para oferecer oportunidade de arrependimento (Jr 3.14; 38.17,18; Am 5.1-4,14,15). O perdão divino vem com o arrependimento como aconteceu com a cidade de Nínive (Jn 3.10). Mas o tempo dessa oportunidade já havia expirado para Jerusalém. A vontade de Javé é abençoar o seu povo e restaurar sua herança, mas como ajudar quem não se ajuda? Por isso o castigo é inevitável, trata-se de uma questão de justiça e santidade.

2- A primeira parte do oráculo (v.13). A expressão, ”[…] quando uma terra pecar contra mim>>, pode se aplicar a qualquer povo e em qualquer lugar e época. Existem inúmeras formas de Deus castigar um desobediente contumaz, que se recusa ouvir sua Palavra. Ele torna ”instável o sustento do pão” (v.13; 4.16; 5.16). Como isso é feito? A palavra profética esclarece com a carestia, fome e extermínio de seus moradores e até dos animais (Mt 24.7; Ap 6.8). Trata-se de uma grande crise econômica nacional, que chamamos de recessão financeira.

3- Descrição dos agentes do juízo divino (vv.17,21). É Javé quem manda as chuvas e fertiliza a terra e os campos (Jr 5.24; 14.22; Dt 32.2; Am 4.7,8). Ao invés de agradecer a Deus, eles agradeciam as abençoadas colheitas a Baal (Os 2.8). A seca era um sinal visível do castigo divino (Jr 12.4; Dt 28.23). A espada, linguagem figurada para designar a guerra, também resulta em fome e peste (Ez 6.3,12; 7.15).A fome é uma referência à escassez de alimento provocada pela destruição da produção agropecuária; a peste é resultado da epidemia causada pelas mortes nos campos de batalha. Mas, no versículo 21, o profeta acrescenta a figura dos animais ferozes. No versículo 21, o oráculo inclui Jerusalém como destinatária da profecia, de modo que podemos afirmar que essa palavra profética é para qualquer nação e época.

SINOPSE I

Deus não executa o seu juízo sem uma justa causa nem mesmo sem um prévio aviso.

AMPLIANDO O CONHECIMENTO

A Lição Transmitida por Ezequiel
Ao longo de seu ministério, […] Ezequiel explicou aos israelitas o significado da presença de Deus com eles. Quando o povo de Deus é fiel e anda humildemente diante dEle, a presença do Senhor é uma fonte de bênção, paz e prosperidade. No entanto, quando o povo de Deus é desleal, rebelde e adúltero, a presença de Deus é algo terrível porque significa julgamento e correção. Porém, por Deus ser misericordioso e compassivo, sua presença também significa perdão, salvação, restauração e esperança . Leia mais em Panorama da Bíblia, CPAD, p.118.

II – SOBRE A PETIÇÃO QUE DEUS NÃO ATENDE

Nós encontramos em Jeremias e Ezequiel duas situações hipotéticas de orações intercessória de justos que Deus não atende. O exemplo de Moisés e Samuel; o de Noé, Daniel e Jó.

1- Exemplos de intercessão pelo pe­cador. Deus aceitou poupar as cidades de Sodoma e Gomorra atendendo a oração intercessória de Abraão, isso se houvesse pelo menos 10 justos em Sodoma (Gn 18.32). Moisés e Samuel, dois baluartes de Israel, foram atendidos nas petições em favor do povo nos casos de pecados e rebeliões (Êx 32.11,14; Nm 14.19,20; 1 Sm 7.5,6,9; 12.19-25; Sl 99.6-8). Deus perdoou o povo reiteradas vezes. Israel se rebelou contra Deus, ainda no Sinai, com o culto do bezerro de ouro. Mas Deus perdoou-os e renovou o concerto com os israelitas (Êx 34.10). Inspirados nessas experiências dos homens de Deus que oramos, uns pelos outros (Ef 6.18,19; Tg 5.16), e intercedemos pelos pecadores, para que eles se arrependam e venham a Cristo.

2- Um castigo inevitável. As reite­radas rebeliões dos filhos de Israel ao longo de sua história, desde a peregrinação no deserto, levaram a nação a uma apostasia generalizada. Chegou-se a um ponto em que não havia mais retorno (2 Cr 36.15, 16). As Escrituras mostram que há situações em que Deus se recusa a perdoar a nação e até as pessoas, como aconteceu com Saul (1Sm 16.1). O profeta Jeremias intercedeu pelo povo (Jr 14.21), mas Deus endureceu sua resposta ao profeta, afirmando que nem mesmo Moisés e Samuel seriam atendidos se orassem em favor de Judá (Jr 15.1).

3- Quando Deus não atende a ora­ção intercessória de um justo. A Bíblia ensina que a “oração feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tg 5.16), mas quando o pecado ultrapassa todos os limites, Deus não atende tais orações intercessória. O “pecado para morte”, na linguagem do apóstolo João (1Jo 5.16), é a apostasia total tanto individual quanto coletiva que se aparta da fé e abjura o seu Deus (Hb 10.28,29). Isso é diferente do pecador que se arrepende. A apostasia é negar a fé que antes defendia, isso acontecia reiteradas vezes em Israel, mas no período final do reino de Judá, não havia mais remédio senão o juízo divino sobre a cidade de Jerusalém.

SINOPSE II

Na Bíblia, encontramos exemplos de orações intercessória de justos que Deus não atende: os de Moisés e Samuel; os de Noé, Daniel e Jó.

AUXÍLIO TEOLÓGICO

RESPONSABILIDADE HUMANA
“Embora estivesse ansioso para aceitar as mensagens dos falsos profetas, o povo de Judá considerava a presença de alguns homens tementes a Deus na nação uma apólice de seguro contra desastres. Em tempos de adversidade, sempre podiam pedir conselhos aos profetas de Deus. Devemos lembrar que a relação que o nosso pastor, nossa família e amigos têm com Deus não nos protegerá das consequências de nossos pecados. Cada pessoa é responsável por sua relação pessoal com Deus. Sua fé é pessoal e real ou você se apoia naquilo que outros fazem?” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.1046).

SAIBA TUDO SOBRE A ESCOLA DOMINICAL:

Lições Adultos – CPAD

Lições Jovens – CPAD

Lições Adolescentes – CPAD

Lições Adultos – EDITORA BETEL

Lições Jovens – EDITORA BETEL

Lições Adultos – REVISTA PECC

BIBLIA ONLINE

ESBOÇO DE PREGAÇÃO

EBD | 4° Trimestre De 2022 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre:  A Glória e a Justiça de Deus – A Igreja e a Convocação do Profeta Ezequiel para um Despertamento Espiritual | Escola Biblica Dominical | Lição 06: A Justiça de Deus

TEXTO ÁUREO

”Com o puro te mostrarás puro e com o perverso te mostrarás indomável.” (Sl 18.26)

VERDADE PRÁTICA

Os agentes do juízo divino revelam que a responsabilidade humana é pessoal.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Gn 18.26 O Justo Juiz de toda a Terra sabe separar o justo do injusto
Terça – 2 Rs 17.25 Animais selvagens são agentes de Deus para o juízo divino
Quarta – Jr 24.10 Espada, fome e peste são agentes da ira divina
Quinta – Jr 29.18 A trilogia da morte, espada, fome e peste, envolve destruição e diáspora
Sexta – Dn 12.1 O juízo divino sobre Jerusalém é o prenúncio da Grande Tribulação
Sábado – Lc 21.21-24 O derramamento da ira de Deus nunca acontece sem aviso prévio

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Ezequiel 14.12-21

12 – Veio ainda a mim a palavra do SE­NHOR, dizendo:
13 – Filho do homem, quando uma terra pecar contra mim, gravemente se rebelando, então, estenderei a mão contra ela, e tornarei instável o sustento do pão, e enviarei contra ela fome, e arrancarei dela homens e animais;
14 – ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles, pela sua justiça, livrariam apenas a sua alma, diz o Senhor JEOVÁ.
15 – Se eu fizer passar pela terra nocivas alimárias, e elas a assolarem, que fique assolada, e ninguém possa passar por ela por causa das feras;
16 – ainda que esses três homens es­tivessem no meio dela, vivo eu, diz o Senhor JEOVÁ, que nem a filhos nem a filhas livrariam; só eles ficariam livres, e a terra seria assolada.
17- Ou, se eu trouxer a espada sobre a tal terra, e disser: Espada, passa pela terra: e eu arrancar dela homens e animais; 18 – ainda que aqueles três homens estivessem nela, vivo eu, diz o Senhor JEOVÁ, que nem filhos nem filhas livrariam, mas eles só ficariam livres.
19 – Ou se eu enviar a peste sobre a tal terra e derramar o meu furor sobre ela com sangue, para arrancar dela homens e animais;
20 – ainda que Noé, Daniel e Jó estivessem no meio dela, vivo eu, diz o Senhor JEOVÁ, que nem filho nem filha eles livrariam, mas só livrariam a sua própria alma pela sua justiça.
21 – Porque assim diz o Senhor JEOVÁ: Quanto mais, se eu enviar os meus quatro maus juízos, a espada, e a fome, e as nocivas alimárias, e a peste, contra Jerusalém para arrancar dela homens e animais?

Hinos Sugeridos: 389, 450, 522 da Harpa Cristã

PLANO DE AULA

1- INTRODUÇÃO
A presente lição está fundamentada em três grandes tópicos. O primeiro identifica o juízo divino exposto pelo profeta. O segundo mostra um tipo de petição que Deus não atende. E, finalmente, o terceiro diz respeito a impossibilidade de uma possível intercessão de homens justos, como Noé, Daniel e Jó, para livrar o povo do juízo divino. A luz desses tópicos,
a presente lição desenvolve o tema da retribuição divina ao pecado.
2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Identificar o juízo divino;
I) Mostrar a petição que Deus não atende;
III) Refletir a respeito da intercessão de Noé, Daniel e Jó.
B) Motivação: A justiça divina traz justa retribuição ao pecado. Não podemos perder o foco do perigo do pecado. Deus é o justo Juiz. A natureza de sua justiça se revela no atributo de sua santidade. O pecado nos distancia da santidade divina.
C) Sugestão de Método: Trabalharemos agora com a terceira lei do ensino: a lei da comunicação. Essa lei pode ser descrita assim: ”a linguagem comunicada no ensino deve ser comum ao professor e ao aluno”. Tão importante como preparar a aula é cuidar do tipo de comunicação em classe. Essa comunicação deve levar em conta que todos devem aprender a Bíblia. Por isso,
1) Tenha cuidado em traduzir devidamente os termos bíblicos, pois o que para você parece simples, para o aluno pode ser complexo;
2) Tenha sempre uma versão moderna da Bíblia para simplificar o entendimento de uma passagem complexa, nem todos conseguem compreender uma versão tradicional como a ARC (nesse sentido, a versão NAA pode auxiliar nesse objetivo);
3) Convide os alunos a comentarem um trecho bíblico, ou parte da lição, com as suas próprias palavras.
3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Advirta a classe que, diante de Deus, temos responsabilidade com os próprios atos. O justo Juiz nos pedirá conta deles.
4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 92, p.39, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto ”Responsabilidade Humana” traz um aprofundamento a respeito da responsabilidade dos próprios atos; 2) O texto ”O Justo Juízo de Deus” faz uma distinção entre o juízo de Deus a justiça dos homens.

INTRODUÇÃO

É Importante compreender a estrutura do discurso de Ezequiel 14.12-21. Estaria o profeta partindo do genérico para o específico? Ou seja, de uma terra qualquer para depois se dirigir à casa de Israel? É o que parece. A primeira parte dessa palavra profética é genérica e a segunda é específica, dirigida a Jerusalém. A presente lição tem por objetivo mostrar e explicar a retribuição divina ao pecado de uma nação.

Palavra-Chave: JUSTIÇA

I – SOBRE A IDENTIFICAÇÃO DO JUÍZO DIVINO

Uma leitura atenta dos profetas do Antigo Testamento nos ajuda a compreender as ações de Deus concernentes à retribuição ao pecado.

1- O discurso profético. À luz das Escrituras, ficamos sabendo que a ira de Deus nunca acontece sem uma justa causa e nem mesmo sem um prévio aviso (Am 3.7). O Deus Javé de Israel procede dessa maneira para oferecer oportunidade de arrependimento (Jr 3.14; 38.17,18; Am 5.1-4,14,15). O perdão divino vem com o arrependimento como aconteceu com a cidade de Nínive (Jn 3.10). Mas o tempo dessa oportunidade já havia expirado para Jerusalém. A vontade de Javé é abençoar o seu povo e restaurar sua herança, mas como ajudar quem não se ajuda? Por isso o castigo é inevitável, trata-se de uma questão de justiça e santidade.

2- A primeira parte do oráculo (v.13). A expressão, ”[…] quando uma terra pecar contra mim>>, pode se aplicar a qualquer povo e em qualquer lugar e época. Existem inúmeras formas de Deus castigar um desobediente contumaz, que se recusa ouvir sua Palavra. Ele torna ”instável o sustento do pão” (v.13; 4.16; 5.16). Como isso é feito? A palavra profética esclarece com a carestia, fome e extermínio de seus moradores e até dos animais (Mt 24.7; Ap 6.8). Trata-se de uma grande crise econômica nacional, que chamamos de recessão financeira.

3- Descrição dos agentes do juízo divino (vv.17,21). É Javé quem manda as chuvas e fertiliza a terra e os campos (Jr 5.24; 14.22; Dt 32.2; Am 4.7,8). Ao invés de agradecer a Deus, eles agradeciam as abençoadas colheitas a Baal (Os 2.8). A seca era um sinal visível do castigo divino (Jr 12.4; Dt 28.23). A espada, linguagem figurada para designar a guerra, também resulta em fome e peste (Ez 6.3,12; 7.15).A fome é uma referência à escassez de alimento provocada pela destruição da produção agropecuária; a peste é resultado da epidemia causada pelas mortes nos campos de batalha. Mas, no versículo 21, o profeta acrescenta a figura dos animais ferozes. No versículo 21, o oráculo inclui Jerusalém como destinatária da profecia, de modo que podemos afirmar que essa palavra profética é para qualquer nação e época.

SINOPSE I

Deus não executa o seu juízo sem uma justa causa nem mesmo sem um prévio aviso.

AMPLIANDO O CONHECIMENTO

A Lição Transmitida por Ezequiel
Ao longo de seu ministério, […] Ezequiel explicou aos israelitas o significado da presença de Deus com eles. Quando o povo de Deus é fiel e anda humildemente diante dEle, a presença do Senhor é uma fonte de bênção, paz e prosperidade. No entanto, quando o povo de Deus é desleal, rebelde e adúltero, a presença de Deus é algo terrível porque significa julgamento e correção. Porém, por Deus ser misericordioso e compassivo, sua presença também significa perdão, salvação, restauração e esperança . Leia mais em Panorama da Bíblia, CPAD, p.118.

II – SOBRE A PETIÇÃO QUE DEUS NÃO ATENDE

Nós encontramos em Jeremias e Ezequiel duas situações hipotéticas de orações intercessória de justos que Deus não atende. O exemplo de Moisés e Samuel; o de Noé, Daniel e Jó.

1- Exemplos de intercessão pelo pe­cador. Deus aceitou poupar as cidades de Sodoma e Gomorra atendendo a oração intercessória de Abraão, isso se houvesse pelo menos 10 justos em Sodoma (Gn 18.32). Moisés e Samuel, dois baluartes de Israel, foram atendidos nas petições em favor do povo nos casos de pecados e rebeliões (Êx 32.11,14; Nm 14.19,20; 1 Sm 7.5,6,9; 12.19-25; Sl 99.6-8). Deus perdoou o povo reiteradas vezes. Israel se rebelou contra Deus, ainda no Sinai, com o culto do bezerro de ouro. Mas Deus perdoou-os e renovou o concerto com os israelitas (Êx 34.10). Inspirados nessas experiências dos homens de Deus que oramos, uns pelos outros (Ef 6.18,19; Tg 5.16), e intercedemos pelos pecadores, para que eles se arrependam e venham a Cristo.

2- Um castigo inevitável. As reite­radas rebeliões dos filhos de Israel ao longo de sua história, desde a peregrinação no deserto, levaram a nação a uma apostasia generalizada. Chegou-se a um ponto em que não havia mais retorno (2 Cr 36.15, 16). As Escrituras mostram que há situações em que Deus se recusa a perdoar a nação e até as pessoas, como aconteceu com Saul (1Sm 16.1). O profeta Jeremias intercedeu pelo povo (Jr 14.21), mas Deus endureceu sua resposta ao profeta, afirmando que nem mesmo Moisés e Samuel seriam atendidos se orassem em favor de Judá (Jr 15.1).

3- Quando Deus não atende a ora­ção intercessória de um justo. A Bíblia ensina que a “oração feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tg 5.16), mas quando o pecado ultrapassa todos os limites, Deus não atende tais orações intercessória. O “pecado para morte”, na linguagem do apóstolo João (1Jo 5.16), é a apostasia total tanto individual quanto coletiva que se aparta da fé e abjura o seu Deus (Hb 10.28,29). Isso é diferente do pecador que se arrepende. A apostasia é negar a fé que antes defendia, isso acontecia reiteradas vezes em Israel, mas no período final do reino de Judá, não havia mais remédio senão o juízo divino sobre a cidade de Jerusalém.

SINOPSE II

Na Bíblia, encontramos exemplos de orações intercessória de justos que Deus não atende: os de Moisés e Samuel; os de Noé, Daniel e Jó.

AUXÍLIO TEOLÓGICO

RESPONSABILIDADE HUMANA
“Embora estivesse ansioso para aceitar as mensagens dos falsos profetas, o povo de Judá considerava a presença de alguns homens tementes a Deus na nação uma apólice de seguro contra desastres. Em tempos de adversidade, sempre podiam pedir conselhos aos profetas de Deus. Devemos lembrar que a relação que o nosso pastor, nossa família e amigos têm com Deus não nos protegerá das consequências de nossos pecados. Cada pessoa é responsável por sua relação pessoal com Deus. Sua fé é pessoal e real ou você se apoia naquilo que outros fazem?” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.1046).

SAIBA TUDO SOBRE A ESCOLA DOMINICAL:

Lições Adultos – CPAD

Lições Jovens – CPAD

Lições Adolescentes – CPAD

Lições Adultos – EDITORA BETEL

Lições Jovens – EDITORA BETEL

Lições Adultos – REVISTA PECC

BIBLIA ONLINE

ESBOÇO DE PREGAÇÃO

EBD – Lição 05: Contra os Falsos Profetas | 4° Trimestre De 2022 | Adultos

EBD | 4° Trimestre De 2022 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre:  A Glória e a Justiça de Deus – A Igreja e a Convocação do Profeta Ezequiel para um Despertamento Espiritual | Escola Biblica Dominical | Lição 05: Contra os Falsos Profetas

TEXTO ÁUREO

‘E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição.” (2 Pe 2.1)

VERDADE PRÁTICA

Os falsos profetas contrapõem a Palavra de Deus e lançam dúvidas no coração do seu povo

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Dt 18.20-22 Os falsos profetas e predições não cumpridas
Terça – Mt 7.15-20 Os falsos profetas, suas heresias e erros doutrinários
Quarta – 1 Rs 22.24 Os falsos profetas se apresentam como exclusivos de Deus
Quinta – Jr 28.15 Uma das especialidades dos falsos profetas é enganar o povo
Sexta – 2 Tm 3.8 A verdade e as falsificações
Sábado – Mt 24.11 A multiplicação dos falsos profetas indica um sinal dos tempos

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Ezequiel 13.1-10

1 – E veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2 – Filho do homem, profetiza contra os profetas de Israel que são profetizadores e diz aos que só profetizam o que vê o seu coração: Ouvi a palavra do SENHOR.
3 – Assim diz o Senhor JEOVÁ: Ai. dos profetas loucos, que seguem o seu próprio espírito e coisas que não viram!
4 – Os teus profetas, ó Israel, são como raposas nos desertos.
5 – Não subistes às brechas, nem reparastes a fenda da casa de Israel, para estardes na peleja no dia do SENHOR.
6 – Veem vaidade e adivinhação mentirosa os que dizem: O SENHOR disse; quando o Senhor os não enviou; e fazem que se espere o cumprimento da palavra.
7 – Não vedes visão de vaidade e não falais adivinhação mentirosa, quando dizeis: O SENHOR diz, sendo que eu tal não falei?
8 – .Portanto, assim diz o Senhor JEOVÁ: Como falais vaidade e vedes a mentira, portanto, eis que eu sou contra vós, diz o Senhor JEOVÁ.
9 – E a minha mão será contra os profetas que vêem vaidade e que adivinham mentira; na congregação do meu povo, não estarão, nem nos registros da casa de Israel se escreverão, nem entrarão na terra de Israel; e sabereis que eu sou o Senhor JEOVÁ.
10 – Visto que, sim, visto que andam enganando o meu povo, dizendo: Paz, não havendo paz; e um edifica a parede de lodo, e outros a rebocam de cal não adubada.

Hinos Sugeridos: 127, 386, 505 Harpa Cristã

PLANO DE AULA

1- INTRODUÇÃO
A Palavra de Deus deixa claro a existência dos falsos profetas no meio do povo de Deus. O Senhor Jesus falou a respeito disso no Evangelho de Mateus: ”porque surgirão […] falsos profetas” (Mt 24.24). Essa trágica realidade também estava presente no ministério do profeta Ezequiel. Este tinha uma palavra de juízo; os falsos profetas tinham ”palavras de bênçãos”. A presente lição é um alerta para o crente viver de maneira prudente. É preciso sensibilidade e discernimento espiritual para discernir a fonte das profecias.
2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Conceituar o termo profeta;
II) Refletir a respeito dos falsos profetas;
III) Conscientizar a respeito das mensagens falsas.
B) Motivação: A função do profeta do Antigo Testamento era a de transmitir a mensagem de Deus ao povo; ao passo que os falsos profetas transmitiam a mensagem do próprio coração. Que perigo é atribuir a Deus uma mensagem falsa proveniente do coração humano. É preciso refletir a respeito das implicações disso para a vida cristã.
C) Sugestão de Método: Na lição anterior, apresentamos a lei do professor como a primeira lei do ensino. Nesta lição, apresentaremos a segunda lei do ensino: a lei do aluno. Essa lei pode ser sintetizada assim: ”o aluno deve estar interessado na verdade a ser aprendida”. Essa lei não quer dizer que depende só do aluno o interesse em aprender. Se o professor sabe o que ensina, como na lei anterior, ele também deve ser capaz de estimular esse interesse do aluno. É uma via de mão dupla. Por isso,
1) ouça os alunos antes de ensinar, certificando que eles realmente entenderam o que você ensinou;
2) engaje-se com esforço sincero, de maneira que haja resposta positiva para a seguinte pergunta: ”como vou conseguir a atenção dos alunos?”;
3) Seja um catalisador de boas estratégias, pois estas são essenciais para engajar alunos para a disposição de aprender.
3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Não esqueça que para uma boa conclusão é importante uma revisão. Procure aplicar aos alunos o tema com exemplos vivos que eles os identificam no cotidiano. Era assim que Jesus ensinou as maiores lições.
4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e sub­sídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 92, p.38, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “Os Profetas do AT” traz uma perspectiva geral do ministério dos profetas no AT; 2) O texto ”Profetas apóstatas” traz um aprofundamento a respeito dos falsos profetas em Ezequiel.

INTRODUÇÃO

Depois do pronunciamento do juízo divino sobre a cidade de Jerusalém com seus príncipes e o próprio rei de Judá, Ezequiel se dirige agora contra os falsos profetas. Foi um longo e doloroso combate contra esses inimigos de Deus, dos profetas verdadeiros e da nação. O desafio maior para Jeremias, na cidade de Jerusalém, e para Ezequiel, na Babilônia, era o fato de esses embusteiros estarem blindados por uma liderança religiosa e civil que havia se apostatado.

Palavra-Chave: FALSIDADE

I – SOBRE OS PROFETAS

A função dos profetas era apresentar Deus ao povo e ensinar a lei de Moisés, ao passo que os sacerdotes apresentavam o povo a Deus. Os falsos profetas, pelo contrário, tinham a função de contrapor os profetas de Javé e desencaminhar o povo dos caminhos do SENHOR.

1- O termo ”profeta”. A palavra hebraica usada para ”profeta” é naví, cuja etimologia é ainda discutida, mas a ideia primária é de ”porta-voz, orador”. Isso pode ser compreendido no relato do chamado de Moisés, em Horebe (Êx 4.10-15), e o próprio texto esclarece o significado do ofício: “Eis que te tenho posto por Deus sobre Faraó; e Arão, teu irmão, será o teu profeta” (Êx 7.1). Mas as três principais palavras hebraicas são naví,’ roeh e hozeh, como aparecem em 1 Crônicas 29.29: “os atos, pois, do rei Davi, assim os primeiros como os últimos, eis que estão escritos nas crônicas de Samuel, o vidente, e nas crônicas do profeta Natã, e nas crônicas de Gade, o vidente”.

2- Outros termos para designar os profetas de Deus. Há diversos termos usados para os profetas como mensageiro (2 Cr 36.15,16); embaixador (Ag1.13); servo de Deus e do Senhor (1 Rs 14.18; 2 Rs 9.7); e homem de Deus (Dt 33.1; 1 Sm 9.6). A palavra “profeta” é de origem grega, prophétés, de pro, ‘antes’, e da raiz, phe, do verbo phémi, “falar”. Isso talvez justifique o conceito que mais se popularizou, com o passar do tempo, de ”prever o futuro”, revelar algo impossível de se saber por meio de recursos naturais (1Sm 9.6).

3- Os falsos profetas. Profetizar falsamente era crime em Israel sob pena de morte conforme a lei de Moisés (Dt 13.1-5; 18.20-22). Curiosamente, os mesmos termos hebraicos navi’ roeh e hozeh, usados para os profetas do Deus vivo, ou videntes corno Samuel e Gade, são também aplicados aos falsos profetas, é o contexto que vai identificar entre o verdadeiro e o falso no Antigo Testamento. Às vezes, quando o sentido não se refere aos profetas legítimos, a Septuaginta é mais específica e emprega a palavra grega pseudoprophétés, ”falso profeta” (Jr 6.13; Zc 13.2). É a mesma palavra usada pelo apóstolo Pedro (2 Pe 2.1).

SINOPSE I

Além do termo ”profeta” há ou­tros que a Bíblia apresenta para esse ofício: mensageiro, embaixador, servo de Deus e do Senhor.

AUXÍLIO TEOLÓGICO

OS PROFETAS DO AT
”Os profetas do AT eram homens de Deus que, espiritualmente, achavam-se muito acima de seus contemporâneos. Nenhuma categoria, em toda a literatura, apresenta um quadro mais dramático do que os profetas do AT. Os sacerdotes, juízes, reis, conselheiros e os salmistas, tinham cada um, lugar distintivo na história de Israel, mas nenhum deles, logrou alcançar a estatura dos profetas, nem chegou a exercer tanta influência na história da redenção. […] Os profetas exerceram considerável influência sobre a composição do AT. Tal fato fica evidente na divisão tríplice da Bíblia Hebraica: a Torá, os Profetas e os Escritos (cf. Lc 24.44)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.1001).

II – SOBRE OS FALSOS PROFETAS EM EZEQUIEL

1- Os dois lados. Tudo na vida tem seu lado positivo e seu lado negativo. Como há o bem, há também o mal; como há galardão, há castigo; como há amigos, há inimigos; como há bênção, há maldição; como há verdadeiro, há mentiroso; como há justo, há injusto; como há vida, há morte; como há céu, há inferno. Assim também como há profetas legítimos enviados por Deus, há falsos profetas provenientes da parte de Satanás.

2- Apresentação (v.2). A expressão ”profetas de Israel” só aparece mais duas vezes no Antigo Testamento e somente em Ezequiel (13.16; 38.17). Não existe, nas Escrituras hebraicas, uma palavra específica para ”falso profeta”. O termo ”profeta” pode se aplicar a falsos profetas, tanto os de Jerusalém (Jr 5.30,31; 14.13-18) quanto os que estavam entre os exilados na Babilônia (Jr 29.8-10,21-23) e também aos falsos doutrinadores da atualidade (2 Pe 2.1). Ezequiel descreve ainda a natureza da atividade profética desses enganadores do povo. Os ”profetizadores”, ou ”que profetizam”, ou ainda, ”estão profetizando do”, é um pleonasmo, uma redundância até certo ponto sarcástica. Ele denuncia os falsos profetas que ”profetizam o que vê o seu coração” (v.2).

3- O desserviço dos falsos profetas (v.3). Eles são chamados de ”loucos”, em hebraico é nabal, ”ser insensato, tolo”. O nabal afronta a Deus (Sl 74.22), zomba daqueles que confiam em Deus (Sl 39.8) e não acredita em Deus (Sl 14.1; 53.1). Ezequiel afirma que eles ”seguem o seu próprio espírito e coisas que não viram!” (v.3). Não se trata de mera tolice, mas de alguém que blasfema contra Deus: ”que o inimigo afrontou ao SENHOR, e que um povo louco blasfemou o teu nome” (Sl 74.18).

4- As ”raposas do deserto” (v.4). Esse quadro é uma metáfora dos chacais em meio às ruínas em cidades e civilizações devastadas. Isso significa, na verdade, que eles estão sendo chamados de ”pro­fetas-chacais”. Essa linguagem é uma demonstração do caráter destrutivo e o perigo que os falsos profetas representam à nação, e hoje, à Igreja de Cristo (2 Co 11.3,4,13-15). Jeremias apresenta um duro discurso contra eles em Jerusalém (Jr 23.9-40). Os israelitas caminhavam para a ruína ao passo que eles deveriam se ajuntar aos profetas de Deus para ajudar a reparar ”a fenda da casa de Israel” (v. 5).

SINOPSE II

Assim como há profetas legítimos enviados por Deus, há falsos profetas provenientes da parte de Satanás

AUXÍLIO TEOLÓGICO

PROFETAS APÓSTATAS
”Em total descaso dos grandes princípios do concerto que eles tinham jurado cumprir, o povo de Deus havia tomado para si outros deuses e feito outras alianças. Não admira que o Senhor levantasse Ezequiel e outros profetas para confrontar o povo por essa apostasia. Para piorar as coisas, muitos dos próprios profetas conduziram ao caminho do declínio espiritual. É verdade que na maioria dos casos eles eram auto designados porta-vozes sem terem a mensa­gem do Senhor (Ez 13.1-7). Tinham tampado as rachaduras dos muros de segurança do concerto de Israel, muros que estavam em desintegração (v.10), anunciando paz onde não havia paz (v.16). Por fim, estes charlatões, com todos os instrumentos de adivinhação, seriam expostos ao que verdadeiramente são – cegos que guiam cegos – e caíram na arruína (vv.8,9,17-21)” (ZUCK, Roy. (Ed). Teologia do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, pp.401-02).

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BIBLIA ONLINE

ESBOÇO DE PREGAÇÃO

EBD – Lição 04: Quando se Vai a Glória de Deus | 4° Trimestre De 2022 | EBD – Adultos

EBD | 4° Trimestre De 2022 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre:  A Glória e a Justiça de Deus – A Igreja e a Convocação do Profeta Ezequiel para um Despertamento Espiritual | Escola Biblica Dominical | Lição 04: Quando se Vai a Glória de Deus

TEXTO ÁUREO

”E a glória do SENHOR se alçou desde o meio da cidade e se pôs sobre o monte que está ao oriente da cidade.” (Ez 11.23)

VERDADE PRÁTICA

Deus abandona o Templo e retira a sua glória por causa das abominações do povo.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Êx 40.34 O Tabernáculo representava a presença de Deus
Terça – 2 Cr 7.2,16 Deus escolheu o Templo de Jerusalém para habitar o seu nome
Quarta – Êx 33.18-22 A glória de Deus, às vezes, significa a face e a presença de Deus
Quinta – Sl 24-7-10 O Deus verdadeiro, revelado nas Escrituras, é o Rei da Glória
Sexta – Jo 1.14 A glória de Deus foi revelada no Senhor Jesus
Sábado – 1 Co 2.8 Jesus, como Senhor da Glória, é também o Rei da Glória

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Ezequiel 9.3; 10.4,18,19; 11.22-25

Ezequiel 9
3 – E a glória do Deus de Israel se levantou do querubim sobre o qual estava, até à entrada da casa; e clamou ao homem vestido de linho, que tinha o tinteiro de escrivão à sua conta.
Ezequiel 10
4 – Então, se levantou a glória do SENHOR de sobre o querubim para a entrada da casa; e encheu-se a casa de uma nuvem, e o átrio se encheu do resplendor da glória do SENHOR.
18 – Então, saiu a glória do SENHOR da entrada da casa e parou sobre os querubins.
19 – E os querubins alçaram as suas asas e se elevaram da terra aos meus olhos, quando saíram; e as rodas os acompa­nhavam e pararam à entrada da porta oriental da Casa do SENHOR; e a glória do Deus de Israel estava no alto, sobre eles.
Ezequiel 11
22 – Então, os querubins elevaram as suas asas, e as rodas as acompanhavam; e a glória do Deus de Israel estava no alto, sobre eles.
23 – E a glória do SENHOR se alçou desde o meio da cidade e se pôs sobre o monte que está ao oriente da cidade.24 – Depois, o Espírito me levantou e me levou em visão à Caldéia, para os do cativeiro; e se foi de mim a visão que eu tinha visto.
25 – E falei aos do cativeiro todas as coisas que o SENHOR me tinha mostrado.

Hinos Sugeridos: 23, 189, 248 Harpa Cristã

PALNO DE AULA

1- INTRODUÇÃO
A presença de Deus pode deixar o seu povo? Na lição anterior estudamos a respeito das abominações do Templo, que teve a idolatria como principal ato de rebelião contra o Deus de Israel. A consequência: a glória de Deus deixou o Templo. Essa glória representa a pre­sença divina entre o povo. Então, isso pode acontecer hoje? É possível Deus abandonar o seu povo por causa dos pecados deliberados? Na lição desta semana veremos que sim. É preciso cuidar para que a presença de Deus não se afaste de nossas vidas, pois é muito preciosa. Não podemos viver sem a presença de Deus.
2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Conceituar· a ”glória” de Deus;
II) Explicar a reti­rada da glória de Deus;
III) Relacionar o segundo Templo com a glória de Deus.
B) Motivação: Não podemos viver sem a presença de Deus. Hoje, ela está representada com a doce habitação do Espírito Santo na sua Igreja. Essa presença envolve poder, santificação e desenvolvimento do fruto do Espírito. Que o ensino deste capítulo de Ezequiel nos motive a valorizar a doce presença do Santo Espírito.
C) Sugestão de Método: Há um livro clássico denominado ”As Sete Leis do Ensino”, editado pela CPAD. O processo de aprendizagem basicamente acontece de acordo com as leis contidas nesta obra. A primeira lei diz respeito ao professor, a Lei do professor: ”O pro­fessor deve saber o que ensina”. Nesse sentido, o professor deve se preparar com rigor para fazer a sua exposição. A aula de um professor dedicado deve apresentar:
1) Autenticidade: Pratique o que você ensina, e ensine que você pratica;
2) Boa interpretação: faça uma interpretação bíblica sadia do texto que fundamenta a lição e exponha com segurança a Palavra de Deus;
3) Organização: Tenha uma visão clara a respeito do que vai ensinar, pois você está conduzindo o aluno por uma jornada. Essa é a primeira lei de sete.
3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Faça uma revisão da lição de maneira que leve a sua classe a pensar a respeito dos atos e práticas que podem entristecer o Espírito Santo e, como consequência trágica, o seu afastamento.
4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e sub­sídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 92, p.38, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto ”A Glória de Deus,, traz uma dimensão mais ampla para a expressão ”A Glória de Deus”; 2) O texto ”Presença e idolatria” aprofunda o segundo tópico enfatizando a pre­sença de Deus e o perigo da idolatria.

INTRODUÇÃO

A glória de Deus representava a presença de Javé no Templo. Quando Deus mandou Moisés construir o Tabernáculo, explicou a razão dessa ordem: ”E me farão um santuário, e habitarei no meio deles” (Êx 25.8). Essa pre­sença não era incondicional, o povo tinha compromissos de acordo com a aliança feita no Sinai, mas esse pacto havia sido violado. O objetivo da presente lição é esclarecer sobre a retirada da glória de Deus do santuário de Jerusalém.

Palavra-Chave: GLÓRIA

I – SOBRE A GLÓRIA DE DEUS

A glória de Deus baixou do céu à terra primeiramente no Tabernáculo, no dia de sua dedicação. Depois disso, essa cena se repetiu por ocasião da inauguração do Templo de Jerusalém pelo rei Salomão.

1- O significado de ”glória”. O con­texto ajuda a esclarecer o sentido do termo. A palavra hebraica é kavod, que literalmente significa ”peso”, e nesse sentido literal, só apa­rece duas vezes no Antigo Testamento (1 Sm 4.18; 2 Sm 14.26). A Septuaginta, antiga versão grega do Antigo Testamento, emprega vários termos, entre eles: doxa, ”glória, resplendor, poder, honra, reputação”, e time, ”valor, honra”. Mas, nas visões de Ezequiel, ”glória” indica o resplendor pela presença do Senhor. Essa é a descrição feita pelo próprio profeta (Ez 1.26-28; 8.2). O vocábulo hebraico shekinah, geralmente usado entre os crentes como ”glória”, não aparece na Bíblia, porém, é frequente no judaísmo.

2- A glória de Deus. Ela se ma­nifestou aos filhos de Israel quando Moisés dedicou o Tabernáculo a Deus (Êx 40.34,35). Era a presença de Deus no meio do povo que acompanhou Israel nas suas jornadas no deserto até o início do reinado de Salomão. Período em que a Arca da Aliança foi transferida do Tabernáculo para o Templo que Salomão construiu em Jerusalém, a glória de Deus encheu toda a Casa (2 Cr 5.13,14) e, da mesma forma, no culto de dedicação do Templo (2 Cr 7.1,2). Desde então, Ele se comprometeu em manter seus olhos fixos e os seus ouvidos atentos à oração nesse Templo. Mas essa promessa nunca foi incondicional, e parece que o povo havia se esquecido disso (2 Cr 7.14-16).

SINOPSE I

A expressão ”glória de Deus” aparece no livro de Ezequiel como presença de Deus.

AUXÍLIO TEOLÓGICO

A GLÓRIA DE DEUS
”[ …] A Expressão ‘glória de Deus’ tem emprego variado na Bíblia. Às vezes, descreve o esplendor e majestade de Deus (cf.1 Cr 29.11; Hc 3.3-5), uma glória tão grandiosa que nenhum ser humano pode vê-la e continuar vivo’ (ver Êx 33.18-23). Quando muito, pode-se ver apenas um ‘aparecimento da semelhança da glória do Senhor’ (cf. a visão que Ezequiel teve do trono de Deus, Ez 1.26-28). Neste sentido, a glória de Deus designa sua singularidade, sua santidade (cf. Is 6.1-3) e sua transcendência (cf. Rm 11.36; Hb 13.21). Pedro emprega a expressão magnífica glória como um nome de Deus” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.1183).

AMPLIANDO O CONHECIMENTO

A SHEKHINAH
Convém salientar que a palavra hebraica Shekhinah, muito usada nas igrejas para ”glória de Deus”, não é bíblica, pertence ao chamado hebraico talmúdico e significa ”morada em”, comumente usada entre os judeus para ”presença de Deus”, e, às vezes, referindo-se ao próprio Deus. O Talmude é uma antiga literatura religiosa dos judeus identificada nos Evangelhos como ”tradição dos anciãos” porque, naqueles dias, esses preceitos eram orais, e só foram codificados a partir do século 5 d.C. Os rabinos associam-na ao Espírito de Deus, porque o Talmude diz: ”A shekhinah do Senhor nunca se afastará desse lugar” (uma referência ao Muro das Lamentações) (por Esequias Soares).

II – SOBRE A RETIRADA DA GLÓRIA DE DEUS

Essa retirada aconteceu em alguns estágios:
a) a glória se levantou do querubim sobre a Arca da Aliança;
b) passou para a entrada do Templo;
c) pairou sobre os querubins e, aos poucos, afastou-se completamente do Templo;
d) Por fim, a glória de Deus se pôs sobre o Monte das Oliveiras.

1- O querubim e a nuvem (9.3; 10.4). O profeta está se referindo aos dois querubins do propiciatório da Arca da Aliança (2 Cr 5.8) ou às quatro criaturas da visão inaugural do capítulo 1? Qualquer que seja a interpretação, a verdade é que isso indica a retirada da presença de Deus. Essa nuvem está associada à presença pessoal de Javé durante a peregrinação do deserto (Êx 13.21), no Tabernáculo (Êx 33.7-10), permanentemente desde a inauguração do Tabernáculo (Êx 40.34,35) e, finalmente, no Templo (1Rs 8.10,11). Essa presença divina atingiu o seu clímax com a manifestação do Filho de Deus: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14).

2- A retirada da presença de Deus (10.18). A glória de Javé pairou sobre os querubins e, aos poucos, afastou-se completamente do Templo. O profeta contempla essa glória se levantando da porta e se movendo para a carruagem­ trono que estava parada para descer em cima dos querubins. Nessa visão, Ezequiel acompanha a glória de Deus flutuando sobre os querubins e vê a carruagem divina se mover para a porta principal do Templo para a sua partida definitiva. A saída da glória de Deus representa a retirada de sua presença. Com isso, se aproxima a destruição do Templo. Essa Casa foi destruída pelos caldeus em 587 a.C, “no mês quarto, aos nove do mês” (2 Rs 25.3-10; Jr 39.2; 52.6), que corresponde a 14 de agosto de 587.

3- Por fim a glória de Deus se pôs sobre o Monte das Oliveiras (11.23). A presença de Deus no Templo era privilégio de Israel, mas isso exigia responsabilidade de modo que a glória de Deus não podia habitar com os pecados do povo. Mas a Casa de Deus era profanada com as práticas pagãs mais abomináveis (Ez 11.21). Ezequiel viu a glória de Deus partindo do Templo para o Monte das Oliveiras. Dali, ascendeu ao céu para retornar no fim dos tempos, não mais no Templo de Jerusalém, mas no Templo do Milênio (Ez 44.2-4). Com a retirada da presença de Deus, o Templo ficou vulnerável juntamente com a cidade de Jerusalém. Interessante que o Monte das Oliveiras é também o local da ascensão de Jesus (At 1.9-11).

SINOPSE II

A retirada da glória se deu mediante a retirada do querubim da Arca da Aliança, deslocando­-se para o Monte das Oliveiras.

AUXÍLIO TEOLÓGICO

PRESENÇA E IDOLATRIA
”Um terceiro aspecto da glória de Deus é a sua presença e poder espirituais. Os céus declaram a glória de Deus (Sl 19.1; cf. Rm 1.19,20) e toda a terra está cheia de sua glória (Is 6.3; cf. Hc 2.14), todavia o esplendor da majestade divina não é comumente visível, nem notado. Por outro lado, o crente participa da glória e da presença de Deus em sua comunhão, seu amor, justiça e manifestações, mediante o poder do Espírito Santo. […] Por último, o AT adverte que qualquer tipo de idolatria é uma usurpação da glória de Deus e uma desonra ao seu nome. Cada vez que Deus se mani­festa como nosso Redentor, seu nome é glorificado (ver SI 79.9; Jr 14.21). Todo o ministério de Cristo na terra redundou em glória ao nosso Deus (Jo 14.13; 17.1,4,5)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.1183).

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ESBOÇO DE PREGAÇÃO 

EBD – Lição 03: As Abominações do Templo | 4° Trimestre De 2022 | Adultos

EBD | 4° Trimestre De 2022 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre:  A Glória e a Justiça de Deus – A Igreja e a Convocação do Profeta Ezequiel para um Despertamento Espiritual | Escola Biblica Dominical | Lição 03: As Abominações do Templo

TEXTO ÁUREO

”E disse-me: Filho do homem, vês tu o que eles estão fazendo? As grandes abominações que a casa de Israel faz aqui, para que me afaste do meu santuário? Mas verás ainda maiores abominações.” (Ez 8.6)

VERDADE PRÁTICA

O lugar mais sagrado da Terra Santa se tornou o centro das abominações e isso serve como prenúncio da apostasia generalizada do fim dos tempos.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Ez 23.37-39 A chocante descrição das práticas abomináveis no Templo
Terça – Sl 106.19,20 O culto do bezerro fazia parte desse pacote de abominações
Quarta – Jz 8.33 A prostituição era parte do culto aos deuses
Quinta – Jr 3.8 O culto pagão é o mesmo que prostituição espiritual
Sexta – Hc 1.2-4 A corrupção nos vários segmentos da sociedade era parte das abominações
Sábado – Ap 17.4,5 A Grande Babilônia é a mãe das prostituições e abominações da terra

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Ezequiel 8.5,6,9-12,14,16

5 – E disse-me: Filho do homem, levanta, agora, os teus olhos para o caminho do norte. E levantei os meus olhos para o caminho do norte, e eis que da banda
do norte, à porta do altar, estava esta imagem de ciúmes, à entrada.
6 – E disse-me: Filho do homem, vês tu o que eles estão fazendo? As grandes abominações que a casa de Israel faz aqui, para que me afaste do meu santuário? Mas verás ainda maiores abominações.
9 – Então, me disse: entra e vê as malignas abominações que eles fazem aqui.
10 – E entrei e olhei, e eis que toda forma de répteis, e de animais abomináveis, e de todos os ídolos da casa de Israel estavam pintados na parede em todo o redor.
11 – E setenta homens dos anciãos da casa de Israel, com Jazanias,filho de Safã, que se achava no meio deles, estavam em pé diante das pinturas, e cada um tinha na mão o seu incensário; e subia uma espessa nuvem de incenso.
12 – Então, me disse: Viste, filho do homem, o que os anciãos da casa de Israel fazem nas trevas, cada um nas suas câmaras pintadas de imagens? E eles dizem: O SENHOR não nos vê, o SENHOR abandonou a terra.
14 – E levou-me à entrada da porta da Casa do Senhor, que está da banda do norte, e eis que estavam ali mulheres assentadas chorando por Tamuz.
16 – E levou-me para o átrio interior da Casa do SENHOR, e eis que estavam à entrada do templo do SENHOR, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o templo do SENHOR e com o rosto para o oriente; e eles adoravam o sol, virados para o oriente.

Hinos Sugeridos: 10, 124, 422 da Harpa Cristã

PLANO DE AULA

1- INTRODUÇÃO
A idolatria leva o ser humano, e até mesmo uma nação, à ruína moral e espiritual. Por isso, a presente lição traz um alerta a respeito desse perigo. O que Deus revelou ao profeta Ezequiel, a respeito das abominações do Templo, forma uma imagem impressionante: abominações chocantes no lugar santo. À luz dessa imagem, a lição tem o propósito de levar os crentes em Jesus a examinar a respeito da ruína moral e espiritual da idolatria. Não estamos isentos desse perigo.
2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Expor a visão do capítulo 8 do livro;
II) Destacar as imagens de ciúmes, o culto aos animais e répteis e os 70 anciãos;
III) Tratar a respeito do ritual de Tamuz e dos adoradores do sol.
B) Motivação: Ao longo das Escrituras, percebemos uma grande quantidade de povos que praticavam idolatrias variadas. Deuses em forma de animais, deuses com aspectos humanos, enfim, é a prova de um processo de corrupção da imagem divina que o ser humano sofreu desde a queda dos nossos primeiros pais. É preciso prudência para não cair nas astutas ciladas de Satanás que, na modernidade, traz uma idolatria com novas formas e estilos.
C) Sugestão de Método: Preza­do professor, estimada professora, planejar a sua aula é fundamental. Por isso, sugerimos uma lista de verificação para saber se a sua aula foi bem elaborada:
1) Ore e medite sobre a passagem bíblica em estudo;
2) Use mais de um ou dois Comentários Bíblicos;
3) Faça um esboço de sua aula;
4) Certifique-se da clareza do tema principal e dos subtemas;
5) Pense em ilustrações e exemplos para trazer vida a sua aula;
6) pratique a sua aula em voz alta na frente do espelho;
7) Garanta que a pergunta de aplicação (O que faço com isso?) seja satisfatoriamente respondida.
3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Aborde a respeito de diversos tipos de idolatrias que podem estar presente em nós e entre nós:
1) aspiração excessiva por títulos;
2) tendência ao fanatismo por artista gospel;
3) apego a ensinos que satisfazem certos comportamentos
contrários à Bíblia;
4) auto-exibição/autolatria.
4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 92, p.37, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula:
1) O texto “Dentro do próprio Templo” amplia as implicações teológicas que a idolatria trazia para a vida espiritual da nação;
2) O texto “Religiosidade Pagã” aprofunda o terceiro tópico a respeito de Tamuz e a adoração ao deus sol.

pdf ebd 4 trimestre de 2022

INTRODUÇÃO

A literatura apocalíptica se caracteriza pela presença de símbolos, sonhos e visões. O Livro de Apocalipse é um exemplo clássico desse modelo literário. Ezequiel inaugurou esse estilo no Antigo Testamento, quando começa e termina o seu livro com oráculos divinos apocalípticos, capítulos 1 e 40-48, além de 8-11. O capítulo 8 inicia uma nova seção nessa modalidade, meio pelo qual Deus revelou ao profeta as abominações do Templo de Jerusalém. O objetivo da presente lição é levar os crentes em Jesus a uma reflexão mais profunda sobre a ruína moral e espiritual da idolatria por meio da análise dessas abominações chocantes.

Palavra-Chave: IDOLATRIA

I – SOBRE A VISÃO

1- A segunda visão. As visões dos capítulos 1-11 são partes de uma única unidade literária. O profeta recebeu essa visão 14 meses depois da primeira, a visão da carruagem da glória de Deus ”no quinto ano do cativeiro do rei Joaquim” (Ez 1.2), e o capítulo 8 introduz uma nova visão no ”sexto ano, no mês sexto” (Ez 8.1). Mas essa visão não foi da glória de Deus, o que Ezequiel viu foram as abominações praticadas no Templo, o que justifica a razão da ira divina sobre os moradores de Jerusalém (Ez 8.18). Essa data é importante porque mostra que a cidade e o Templo ainda não haviam sido destruídos. Essa visão é preterista porque se relaciona com os acontecimentos contemporâneos de Ezequiel, mas isso não exclui o futurismo, pois anuncia eventos que estavam para acontecer (Ez 8.18).

2- As visões das abominações do Templo. A visão no capítulo 8 destoa das demais visões do próprio Ezequiel e demais profetas do Antigo Testamento. Ele foi levantado pelo Espírito Santo entre o céu e a terra e levado a Jerusalém numa visão (8.1-3). As visões de Deus mostram fatos que estão acontecendo no ato da revelação e que ainda vão acontecer, a curto, médio ou longo prazo e até mesmo no contexto escatológico. Daniel teve visões de coisas futuras (Dn 7.1,15-28; 8.1,15-27), e da mesma forma o apóstolo João, cujas visões são de fatos passados, presentes e futuros: ”Escreve as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de acontecer” (Ap 1.19).

3- Como entender as visões de Deus? Ezequiel foi transportado em espírito da Babilônia para o Templo de Jerusalém, mas há quem afirme ter sido em corpo, incorpore. Era uma visão em tempo real (11.1), mas não foi física, e isso fica claro porque o profeta diz “me trouxe a Jerusalém em visões de Deus” (8.3), e depois ele retorna à Caldeia (11.24). Essa é a mesma experiência do apóstolo João em Apocalipse (Ap 1.10). Deus introduz o profeta no interior do Templo e lhe mostra quatro dos oficiais da Casa de Deus e algumas mulheres praticando o mais baixo grau de idolatria, razão pela qual a sua destruição se torna inevitável.

SINOPSE I

A visão das abominações do Templo destoa das demais visões do profeta Ezequiel e de outros profetas do Antigo Testamento.

II – SOBRE AS ABOMINAÇÕES (PARTE 1)

1- A imagem de ciúmes (v.5). O termo ciúme, do hebraico qi’nah’ significa “zelo, ciúme ardente, ira”. Essa imagem é semel, em hebraico, “imagem, ídolo”, que muitos expositores do Antigo Testamento identificam como Aserá, deusa também conhecida como “bosque, poste-ídolo”. O rei Manassés pôs, no Templo de Jerusalém, a imagem de madeira de Aserá (2 Rs 21.3,7), mas que foi destruída pelo rei Josias (2 Rs 23.3). Muitos acreditam que, nos dias de Ezequiel, ela tenha sido colocada de volta no Templo. O uso da expressão “imagem de ciúme” se explica porque a idolatria provoca ciúme de Deus pelo seu povo (Ez 5.13; 16.38, 42; 36.6; 38.19).

2- O culto aos animais e aos répteis (v.10). Esse culto pagão mostra o seu aspecto secreto e clandestino. Nessa visão, o profeta precisou cavar um buraco na parede para ver o que se passava nas câmaras do Templo (vv 7,8). Ezequiel viu pintado, na parede no interior da Casa de Deus, toda sorte de animais abomináveis e répteis, além dos ídolos do povo (v.10). A zoolatria significa adoração aos animais. Ela é típica dos egípcios, que viam neles mais que símbolos ou emblemas· eles os consideravam receptáculos das formas do poder divino.

3- Os setenta anciãos (v.11). O an­cião em hebraico, zaqen, literalmente, e ”Idoso” ; e em grego, presbyteros, ”o mais velho”. Ambas se referem tanto a pessoas velhas como também a líderes comunitários (Ez 7.26; Êx 19.7; Is 24.23; Jr 19.1). O termo é usado ainda para príncipes (Is 3.14) e líderes nas comunidades cristãs (At 14.23; 20.17). Não se tem informação detalhada sobre os ”setenta homens, dos anciãos da casa de Israel”, e nada há nas Escrituras que indique ser uma referência ao Sinédrio. Quanto a ”Jazanias, filho de Safã”, há pelo menos quatro personagens com esse nome no Antigo Testamento (Ez 11.1; Jr 35.3; o.8). Parece que Safã, nessa passagem, é o mesmo escrivão do rei Josias (2 Rs 22.8-11). Alguns estudiosos não veem motivos suficientes para distinguir esse Safã do escrivão. Se isso puder ser confirmado, Jazanias seria uma ovelha desgarrada como acontece ainda hoje em boas famílias de igreja, de um filho ou filha que se apostatou da fé.

SINOPSE II

As abominações estão ligadas aos ídolos. A afronta maior a Deus é o fato de elas serem praticadas na Casa de Deus.

AUXÍLIO TEOLÓGICO

DENTRO DO PRÓPRIO TEMPLO
”Dentro do próprio templo, Ezequiel viu uma multidão de imagens representando toda forma de criatura (Ez 8.7-13). Essa presença era violação direta do mandamento que proibia a representação de qualquer criatura em forma tangível (Êx 20.4-6). Ezequiel também viu, no lado norte do templo, mulheres chorando por Tamuz (Ez 8.14,15), o deus sumério­-babilônico da fertilidade. O fato de estar sendo feito junto às portas da casa do Senhor dá a entender não só idolatria aberta e descarada, mas também a atribuição de Tamuz às bênçãos da fertilidade que só o Senhor dá. Neste sentido, era violação do mandamento que proíbe o uso do nome do Senhor de maneira vazia pois o que deveria ter sido designado a ele era designado a Tamuz” (ZUCK, Roy. (Ed). Teologia do Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p.401).

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EBD – Lição 02: Vem o Fim | 4° Trimestre De 2022 | Adultos

EBD | 4° Trimestre De 2022 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre:  A Glória e a Justiça de Deus – A Igreja e a Convocação do Profeta Ezequiel para um Despertamento Espiritual | Escola Biblica Dominical | Lição 02: Vem o Fim

TEXTO ÁUREO

‘E tu ó filho do homem, assim diz o Senhor JEOVÁ acerca da terra de Israel: Vem o fim, o fim vem, sobre os quatro cantos da terra. (Ez 7.2)

VERDADE PRÁTICA

O atalaia de Deus soa o alarme do iminente perigo, anuncia que o inevitável juízo divino se aproxima.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Ez 7.24-26 O fim é uma referência à destruição de Jerusalém
Terça – 2 Rs 21.12-14 Deus anunciou a chegada do “fim” com mais de cem anos de antecedência
Quarta – Jr 27.6,7 Nabucodonosor foi constituído como o azorrague divino para açoitar Jerusalém
Quinta – Jr 26.3 O livramento de Judá e Jerusalém pode acontecer se houver arrependimento
Sexta – 2 Cr 36.14-16 A apostasia e a rebelião contra Deus resultaram na destruição da cidade e do Templo
Sábado – Gl 6.7 A nação de Judá precisava colher o que plantou

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Ezequiel 7.1-10

1 – Depois, veio a palavra do SENHOR a mim, dizendo:
2 – E tu, ó filho do homem, assim diz o Senhor JEOVÁ acerca da terra de Israel: Vem o fim, o fim vem sobre os quatro cantos da terra.
3 – Agora, vem o fim sobre ti, porque enviarei sobre ti a minha ira, e te julgarei conforme os teus caminhos, e trarei sobre ti todas as tuas abominações.
4 – E não te poupará o meu olho, nem terei piedade de ti, mas porei sobre ti os teus caminhos, e as tuas abominações estarão no meio de ti; e sabereis que eu sou o SENHOR.
5 – Assim diz o Senhor JEOVÁ: Um mal, eis que um só mal vem.
6 – Vem o fim, o fim vem, despertou-se contra ti; eis que vem;
7 – vem a tua sentença, ó habitante da terra. Vem o tempo; chegado é o dia da turbação, e não da alegria, sobre os montes.
8 – Agora, depressa derramarei o meu furor sobre ti, e cumprirei a minha ira contra ti, e te julgarei conforme· os teus caminhos, e porei sobre ti todas as tuas abominações:
9 – E não te poupará o meu olho, nem terei piedade; conforme os teus caminhos, assim carregarei sobre ti, e as tuas abominações estarão no meio de ti; e sabereis que eu, o SENHOR, castigo.


10 – Eis aqui o dia, eis que vem; veio a tua ruína; já floresceu a vara, reverdeceu a soberba.

Hinos Sugeridos: 334, 469, 570 da Harpa Cristã

PLANO DE AULA

1- INTRODUÇÃO
A lição desta semana tem como propósito analisar o capítulo 7 do Livro de Ezequiel, que tem como base o juízo de Deus para a terra de Israel, bem como para o mundo. Aqui, a profecia de Ezequiel transborda para a dimensão global. O estudo dessa porção bíblica tem como um dos principais objetivos, avaliar o nosso relacionamento com Deus. Estamos diante de um Deus soberano que um dia pedirá contas de cada ato do ser humano. Como cristãos, estamos conscientes dessa realidade espiritual futura?
2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Apresentar de modo geral a profecia do capítulo 7 de Ezequiel;
II) Enfatizar o sentido, as expressões repetidas sobre o fim e repetição da sentença;
III) Identificar o inimigo que servirá como instrumento do juízo divino.
B) Motivação: A mídia, de modo geral, nos revela uma série de fatos que mostra uma impiedade genera­lizada: Corrupção política; práticas violentas contra pessoas indefesas; expansão de poderes paralelos que escravizam pessoas de baixa renda nas comunidades periféricas das cidades; generalização da cultura da pornografia; naturalização do aborto etc. A Bíblia mostra que o Deus todo­-poderoso não está alheio à cultura de pecado dos seres humanos. Ele não dorme.
C) Sugestão de Método: Para introduzir a primeira lição, a partir do texto da motivação, leve para a sala de aula, notícias que mostram o quanto o processo de pecado tem se aprofundado no mundo. Correlacionar esse quadro com o capítulo 7 de Ezequiel, e inicie a exposição do primeiro tópico enfatizando a iminência do fim na profecia de Ezequiel. Deixe claro que a impiedade concreta por parte dos habitantes de Israel é a razão para o juízo de Deus. E acrescenta que não será diferente nos últimos dias.
3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Estar consciente a respeito do juízo de Deus não significa viver com medo do juízo iminente. A vida cristã não é só juízo, mas também misericórdia, alegria e paz. Entretanto, a doutrina do juízo divino também é uma doutrina bíblica que não pode ser ignorada pelos cristãos. É preciso observar todo o conselho de Deus.
4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 92, p.37, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto ”A Profecia no capítulo 7” pontua aspectos do juízo divino e o correlaciona com os nossos dias; 2) O texto ”A Descrição da Destruição” enfatiza o nível de destruição segundo o juízo divino.

pdf ebd 4 trimestre de 2022

INTRODUÇÃO

O juízo divino descrito no discurso profético do capítulo 7 é endereçado à ”terra de Israel”, ou seja, particularmente aos seus habitantes, mas tem implicações globais. Os contemporâneos de Ezequiel na Babilônia, e até mesmo em Jerusalém, recusaram a mensagem dos profetas, principalmente de Ezequiel e Jeremias, por não acredi­tarem que Javé permitisse que os ímpios conquistassem a cidade e destruísse o Templo.

Palavra Chave: FIM

I – SOBRE A PROFECIA

1- Introdução (vv.1,2a). Ezequiel introduz a profecia com a fórmula usual dos profetas de Israel ”veio a palavra do Senhor a mim,, (v.1). A chancela de autoridade divina ”assim diz o Senhor Jeová” é a marca registrada dos profetas de Javé. Isso mostra que Deus é a fonte da profecia (2 Pe 1.20,21). Era uma comunicação divina incon­fundível, diferentemente da natureza da atividade profética inicial, que ocorria por meio de visões. Essa fórmula verbal de revelação indicava ser a mensagem recebida de forma externa, direta e audível.

2- Extensão (v.2b). A expressão hebraica ‘adamah ysrael para ”terra de Israel” (v.2) aparece 17 vezes no livro de Ezequiel e em nenhum outro lugar do Antigo Testamento. Isso indica a ira divina sobre o povo de Israel no seu próprio território. Mas ninguém deve restringir esse castigo somente a Jerusalém, pois ele tem também um caráter cósmico, portanto, extensivo a outros lugares. Isso fica claro pelo uso da expressão escatológica ”o fim vem sobre os quatro cantos da terra” (v.2), que aparece na Bíblia para se referir a toda a terra (Is 11.12; Ap 7.1).

3- Quando? (vv.3a, 8a). O ”agora” no versículo 3 é no hebraico ‘attah ”agora”
que ressalta a iminência do fim. Esse advérbio reaparece no versículo 8 acrescido da palavra ”depressa”, assim ”depressa derramarei o meu furor sobre ti”. Essa urgência é também demonstrada pela construção gramatical do verbo hebraico ba’, “vir”, que aparece dez vezes nesse curto trecho da profecia. Em quatro delas a ação está em andamento, pois o particípio hebraico indica uma ação contínua e ininterrupta: ”eis que um só mal vem” (v.5b); ”eis que vem” (v.6b): vem a tua sentença” (v.7a); ”Eis aqui o dia, eis que vem” (v.10).

SINOPSE I

O profeta Ezequiel anuncia a hora do acerto de contas de Judá e Jerusalém com o Deus Javé.

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

A PROFECIA NO CAPÍTULO 7
Basicamente, no capítulo 7, podemos desenvolver seis aspectos da profecia de juízo contra Israel:
1) será uma destruição completa (vv.1-6);
2) Uma destruição iminente (vv.7-10);
3) uma destruição inevitável (vv.10_-15);
4) não haveria obstáculo para essa destruição (vv.16-19);
5) o templo não seria poupado (vv.20-22);
6) uma destruição universal (vv.23-27).
A Bíblia de Estudo Pentecostal traz um comentário que resume esse estado de coisa, fazendo conexão com os acontecimentos para estes últimos dias: ”O dia da ira e da destruição estava bem próximo dos israelitas. Sua rebelião contra Deus terminaria abruptamente (vv.2,3,6), quando Ele os castigasse pelas suas abomina­ções; poucos sobreviveriam. Hoje, até parece que Deus não está atento à iniquidade e a imoralidade das nações Porém, a Bíblia nos assegura repetidas vezes que o dia do Senhor está perto (cf. Am 5.18-20), um dia de grande julgamento, que trará destruição e a ira divina sobre o mundo inteiro (ver 1 Pe 4.7,17. Assim como o dia do Senhor veio, por fim, contra Judá, assim também virá contra todos os ímpios, impuros e arrogantes deste mundo (ver 1 Ts 5.2)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.1179).

II – SOBRE O FIM

1- Sentido (vv.2b, 3a, 6). A palavra ”fim” do hebraico, qéts, ”fim, destruição, ruína, morte, condenação”, ou ha-qéts, ”o fim,” trata-se de um substantivo usado em contexto de jul­gamento (Gn 6.13; Am 5.18-20; 8.2). Ele aparece cinco vezes nos versículos 2, 3 e 6 num discurso poético cujo objetivo é causar impacto nos leitores originais. A literatura poética bíblica se sobressai não apenas pela sua beleza, mas também pela facilidade do povo em memorizar sua mensagem.

2- Expressões repetidas sobre o fim. A repetição das expressões ”Vem o fim, o fim vem” (v.2); ”Agora, vem o fim” (v.3); ”Vem o fim, o fim vem” (v.6); ”eis que vem; veio a tua ruína” (v.10) chama a atenção de qualquer leitor. Talvez a intenção de Ezequiel, como atalaia de Israel, tenha sido causar pânico no destinatário original. Os profetas, durante séculos, vinham chamando o povo, que era conhecedor da lei de Moisés e do Pacto do Sinai, ao arrependimento. Agora, o povo estava sendo informado de que o juízo divino era real.

3- A repetição da sentença. Os versículos 4 e 9 estão repetidos. Ninguém deve se surpreender com a intensidade esse juiz anunciado de antemão, pois é compatível com a natureza divina (Na 1.3). Um dos objetivos desse juízo é a erradicação da idolatria, a causa das abominações (vv.3,4,8,9), visto que a casa de Israel recusou esse remédio pelo arrependimento (2 Cr 36.16). Todos estão sendo informados, de antemão, sobre a causa da destruição e lhes é dada a oportunidade de arrependimento. É uma reflexão relevante, também em nossos dias, porque somos seres morais e prestaremos contas a Deus pelos nossos atos (Ec 12.13,14; Gl 6.7).

SINOPSE II

O capítulo 7 traz uma série de expressões e sentenças que confirmam o sentido de des­truição total no fim.

AUXÍLIO TEOLÓGICO

“A DESCRIÇÃO DA DESTRUIÇÃO
Quando chegar a vez do sofrimento de Judá, a destruição será completa. A última parte do versículo 10 e a primeira parte do versículo 11 foram traduzidas da seguinte forma: ‘A arrogância floresceu. A insolência brotou. A violência tomou a forma de um rebento de maldade’ (Smith-Goodspeed). Na expressão: nem haverá lamentação (11), a palavra que foi traduzida por lamentação também pode se referir àquilo que é glorioso ou bonito. A RSV traz ‘preeminência’, mas admite numa nota de rodapé que o hebraico não é claro. A passagem provavelmente significa que nada de importante ou de extraordinário será deixado em toda a terra” (Comentário Bíblico Beacon: Isaías a Daniel. Vol. 4. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, pp.444,45).

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EBD – Lição 01: Ezequiel, o Atalaia de Deus | 4° Trimestre De 2022 | Adultos

EBD | 4° Trimestre De 2022 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre:  A Glória e a Justiça de Deus – A Igreja e a Convocação do Profeta Ezequiel para um Despertamento Espiritual | Escola Biblica Dominical | Lição 01: Ezequiel, o Atalaia de Deus 

TEXTO ÁUREO

”Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o evangelho!” (1 Co 9.16)

VERDADE PRÁTICA

Além de guardar e cuidar, a missão do atalaia é anunciar tanto o julgamento divino como as Boas-Novas.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – 2Rs 9.17 Atalaias são vigias colocados sobre muros e/ou torres da cidade
Terça – 2Rs 9.20 Os atalaias deviam se reportar ao rei sobre qualquer suspeita de perigo
Quarta – Is 52.7,8 Atalaias são profetas que anunciam as Boas-Novas
Quinta – Jr 6.17 Os atalaias anunciam advertências e juízos
Sexta – Ez 33.2-6 Os profetas do Antigo Testamento são descritos como atalaias de Deus
Sábado – 2Cr 20.24 O termo “atalaia” se refere à própria torre de observação

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Ezequiel 3.16-21, 27

16 – E sucedeu que, ao fim de sete dias, veio a palavra do SENHOR a mim, dizendo: 17 – Filho do homem, eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; e tu da minha boca ouvirás a palavra e os avisarás da minha parte.
18 – Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; não o avisando tu, não falando para avisar o ímpio acerca do seu caminho ímpio, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua maldade, mas o seu sangue da tua mão o requererei.
19 – Mas, se avisares o ímpio, e ele não se converter da sua impiedade e do seu caminho ímpio, ele morrerá na sua maldade, mas tu livraste a tua alma.
20 – Semelhantemente, quando o justo se desviar da sua justiça e fizer maldade, e eu puser diante dele um tropeço, ele morrerá; porque, não o avisando tu, no seu pecado morrerá, e suas justiças que praticara não virão em memória, mas o seu sangue da tua mão o requererei.
21 – Mas, avisando tu o justo, para que o justo não peque, e ele não pecar, certamente viverá, porque foi avisado; e tu livraste a tua alma.
27 – Mas, quando eu falar contigo, abrirei a tua boca, e lhes dirás: Assim diz o SENHOR: Quem ouvir ouça, e quem deixar de ouvir deixe; porque casa rebelde são eles.

Hinos Sugeridos: 19,127, 235 Harpa Cristã

PLANO DE AULA

1- INTRODUÇÃO
O livro de Ezequiel apresenta muitos pontos valorosos para a edificação da Igreja de Cristo. Dentre eles, a soberania de Deus na vida de pessoas e nações se destacam, bem como a responsabilidade humana. Esse ponto alto do livro de Ezequiel nos convida a fazer uma avaliação contínua a respeito do nosso relacionamento com Deus. Para nos auxiliar no estudo do livro do profeta Ezequiel, contaremos com a colaboração do pastor Esequias Soares, líder da Assembleia de Deus em Jundiaí – SP, atual presidente ela Sociedade Bíblica do Brasil, presidente da Comissão de Apologética da CGADB, graduado em Hebraico pela Universidade de São Paulo, mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, autor de diversas obras, dentre elas: Manual de Apologética Cristã, Heresias e Modismos eA Razão da Nossa Fé, todas publicadas pela CPAD.
2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Apresentar a estrutura do livro de Ezequiel;
II) Identificar o profeta Ezequiel;
III) Explicar a expressão “atalaia”;
IV) Conscientizar a respeito da responsabilidade individual.
B) Motivação: Como Compreender um livro tão antigo e , ao mesmo tempo, complexo? O livro de Ezequiel tem correlação com o livro do Apocalipse. Nesse sentido, o nível de complexidade é parecido. Entretanto, isso não pode nos desmotivar a perseverar em seu estudo. A forma como o assunto está organizado para o estudo deste trimestre o auxiliará a compreender melhor este livro inspirado por Deus. Portanto, esta lição dá as primeiras coordenadas necessárias para você aproveitar a leitura desse grande livro: organização do livro, informações a respeito da pessoa do profeta e o tema da responsabilidade humana.
C) Sugestão de Método: Para introduzir a primeira lição, reproduza na lousa, ou no data show, a estrutura do livro de Ezequiel. Você pode fazer isso de acordo com o primeiro tópico da lição ou por meio do auxílio da Bíblia de Estudo Pentecostal.
3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Esta primeira lição nos convida a refletir a respeito da nossa
responsabilidade diante de Deus e dos homens. Como Ezequiel foi chamado para ser atalaia em Israel, em Cristo fomos chamados para ser um atalaia nestes últimos dias, anunciando a mensagem de arrependimento e salvação.
4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 92, p.36, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula:
1) O texto ”Sete Características Especiais” pontua as particularidades do livro de Ezequiel que ampliam a exposição do primeiro tópico;
2) O texto “O Profeta no Antigo Testamento” traz uma ampliação a respeito da função do profeta no AT.

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INTRODUÇÃO

As treze lições do presente trimestre foram selecionadas do livro do profeta Ezequiel. Por que é importante o estudo desse livro hoje? Primeiro, porque desde o primeiro capítulo até o último, ele nos leva a refletir a respeito da soberania de Deus em nossas vidas e na vida das nações. Segundo, porque o livro nos leva a uma avaliação contínua sobre o nosso relacionamento com Deus. A presente lição trata da responsabilidade dos atalaias constituídos por Deus, ontem e hoje.

PALAVRA CHAVE: ATALAIA

I – SOBRE O LIVRO DE EZEQUIEL

O Livro de Ezequiel antecipa a tradição apocalíptica das Escrituras e pode ser dividido em três partes principais: a primeira, capítulos 1-24; a segunda, capítulos 25-32; e a terceira, capítulos 33-48.

1- Primeira parte. Essas profecias foram entregues ao profeta antes da destruição da cidade de Jerusalém, do Templo e ocupa os primeiros 24 capítulos do livro. Nessa parte está a visão inaugural do ministério profético de Ezequiel (Ez 1.1-3) quando recebeu a visão da glória de Deus (Ez 1.26-28). Os discursos dessa primeira parte do livro são predominantemente de ameaças e juízos (Ez 7.2-4) contra a prostituição e idolatria do povo (Ez 8.15). A mensagem traz também uma série de advertências aos falsos profetas, aos reis de Judá e aos sacerdotes (Ez 7.26,27; Ez 13.2-4; 22.26,27,31).

2- Segunda parte. Depois dos pronunciamentos de juízo contra Judá e Israel, os oráculos divinos são direcionados contra as nações vizinhas: Amom, Moabe, Edom, Filístia, Tiro, Sidom e Egito (Ez 25-32). Isso revela que Javé não é somente o De.us de Israel, mas também de todas as nações, soberano em todo o universo (Êx 19.5; Sl 24.1; Ap 4.11).

3- Terceira parte. Começa com a notícia da queda de Jerusalém (Ez 33.21). Os oráculos dos capítulos 33 a 39 falam do retorno dos judeus de todas as partes do mundo à terra de seus antepassados, incluindo a visão do vale de ossos secos. São profecias espirituais de toda a casa de Israel (Ez 36.25-27; 37.14; Zc 12.10). As profecias dos capítulos 38 e 39 falam da invasão e derrota de Gogue e seu bando à Terra Santa. O livro de Ezequiel termina com a visão do novo templo e da redenção para Israel e toda humanidade como resposta à primeira visão (Ez 40 – 48).

SINOPSE!

O Livro de Ezequiel pode ser dividido em três partes principais: a primeira parte, capítulos 1-24; segunda, capítulos 25-32; e terceira, capítulos 33-48.

AMPLIANDO O CONHECIMENTO

O LIVRO DE EZEQUIEL
Ezequiel foi um profeta e sacerdote que, durante o cativeiro na Babilônia, viveu entre os exilados judeus. Ele e seus companheiros foram separados do Templo, de forma que muitas de suas profecias estão relacionadas ao Templo e a seu significado como símbolo da presença de Deus em Israel. Sua pregação abordava múltiplos assuntos e trazia um cativante repertório de imagens, onde ele descreve tanto experiências pessoais como expectativas, lendo para o futuro. Amplie mais o seu conhecimento lendo a Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica, editada pela CPAD, p.179. EBD | 4° Trimestre De 2022 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre:  A Glória e a Justiça de Deus – A Igreja e a Convocação do Profeta Ezequiel para um Despertamento Espiritual | Escola Biblica Dominical | Lição 01: Ezequiel, o Atalaia de Deus 

AUXÍLIO TEOLÓGICO

SETE CARACTERÍSTICAS ESPECIAIS
”Sete características principais assinalam o livro de Ezequiel.
(1) Contém um grande número de visões surpreendentes, de parábolas arrojadas e de ações simbólicas e excêntricas, como um meio de expressão da revelação profética de Deus.
(2) Seu conteúdo é organizado e datado com cuidado: registra mais datas do que qualquer outro livro profético do AT.
(3) Duas frases características ocorrem do começo ao fim do livro: (a) ‘então saberão que eu sou o SENHOR’ (sessenta e cinco ocorrências com suas variantes).
(4) Ezequiel recebe de Deus, de modo peculiar, os nomes de ‘filho do homem’ e ‘atalaia’.
(5) Este livro registra duas grandiosas visões do templo: uma delas mostra-o profanado e à beira da destruição (8-11), e outra, purificado e perfeitamente restaurado (40-48).
(6) Mais do que qualquer outro profeta, Ezequiel recebeu ordens de Deus para identificar-se pessoalmente com a palavra profética, expressando-a através do simbolismo profético.
(7) Ezequiel salienta a responsabilidade pessoal do indivíduo e sua responsabilidade diante de Deus,, (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.1171). EBD | 4° Trimestre De 2022 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre:  A Glória e a Justiça de Deus – A Igreja e a Convocação do Profeta Ezequiel para um Despertamento Espiritual | Escola Biblica Dominical | Lição 01: Ezequiel, o Atalaia de Deus 

II – SOBRE O PROFETA

As poucas informações sobre a vida pessoal de Ezequiel estão nos relatos entrelaçados nas profecias registradas no livro. Ele não é mencionado nos outros livros do Antigo Testamento.

1- Identidade. Seu nome hebraico é Y’hez’qel, ”fortalecido por Deus”, e não aparece nos relatos dos Reis e das Crônicas. O pouco que se sabe a respeito dele é o que lemos no livro que leva o seu nome, são alguns detalhes de sua vida pessoal. E esses fatos aparecem para ilustrar a situação exílica de seus compatriotas na Babilônia (Ez 12.4-7). Ele viveu entre os exilados na Babilônia (Ez 8.1; 20.1) e iniciou o seu ministério ali, no cativeiro, quando completou 30 anos de idade ”no trigésimo ano” (Ez 1.1). Não se sabe a data exata do fim do seu ministério mas, com base nos dados cronológicos apresentados no livro, sabemos que o seu ofício durou cerca de 22 anos.

2- Procedência. Ezequiel era de Jerusalém e pertencia a uma família sacerdotal, ”filho de Buzi” (Ez 1.3). Ele foi levado para a Babilônia na primeira leva de deportados em 597 a.C., quando o rei Nabucodonosor depôs Joaquim do trono de Jerusalém, levando-o para a Babilônia e pondo Zedequias, seu irmão, em seu lugar (2 Rs 24.10-17). Daniel estava também entre eles (Dn 1.3-6). Enquanto Ezequiel vivia entre os exila­dos e exercia o seu ministério profético entre o povo (Ez 3.11), Daniel servia na corte de Nabucodonosor (Dn 1.19-21) e Jeremias profetizava em Judá para o povo de Jerusalém (Jr 25.1; 26.1; 27.1).

SINOPSE II

O nome do profeta Ezequiel sig­nifica ”fortalecido por Deus”. Ele era de Jerusalém e pertencia a uma família de sacerdotes.

AUXÍLIO TEOLÓGICO

O PROFETA NO ANTIGO TESTAMENTO
”O profeta do Antigo Testamento era um homem que, além de transmitir a mensagem de Deus, tinha outras atribuições de ordem nacional. Na unção dos reis, eram os profetas que tinham a incumbência de derramar o azeite santo da unção sobre a cabeça dos governantes. […]
No Antigo Testamento, o ofício do profeta era de âmbito nacional. Quando Deus levantava um profeta, conferia-lhe a missão de falar em seu nome para toda a nação e até para povos estranhos. O Antigo Testamento foi marcado pela atividade e testemunho dos profetas. Quando Jesus se despedia dos seus discípulos, lhes disse: ‘convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e nos Profetas, e nos Salmos> (Lc 24.44). Os escritos dos profetas faziam parte da tríplice divisão da Bíblia hebraica” (RENOVATO, Elinaldo. Dons Espirituais & Ministeriais: Servindo a Deus e aos homens com poder extraordinário. Rio de Janeiro: CPAD, 2019, pp.83,84). EBD | 4° Trimestre De 2022 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre:  A Glória e a Justiça de Deus – A Igreja e a Convocação do Profeta Ezequiel para um Despertamento Espiritual | Escola Biblica Dominical | Lição 01: Ezequiel, o Atalaia de Deus 

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Lição 09: Quem segue a Cristo aprende Novos Valores | 3° Trimestre De 2022 | EBD – Jovens

EBD | 3° Trimestre De 2022 | CPAD – Revista Jovens – Tema: Imitadores de Cristo – Ensinos Extraídos das Palavras de Jesus e dos Apóstolos | Escola Bíblica Dominical | Lição 09: Quem segue a Cristo aprende Novos Valores

TEXTO PRINCIPAL

“Não será assim entre vós; mas todo aquele que quiser, entre vós, fazer-se grande, que seja vosso serviçal.” (Mt 20.26)

RESUMO DA LIÇÃO

Seguir a Jesus implica uma ruptura com os valores do mundo e uma adesão à santidade de Cristo.

LEITURA SEMANAL

SEGUNDA – Tg 4.3 É preciso sabedoria ao orar
TERÇA – Rm 8.17 Somos coerdeiros de Cristo
QUARTA – Jr 17.9 Cuidado com o coração
QUINTA – Ef 2.6 E Cristo que nos exalta
SEXTA – Mt 20.7 Recebemos o que é justo
SÁBADO – Is 53.3 Sigamos o exemplo de Cristo

OBJETIVOS

MOSTRAR que precisamos ter cuidado com a falsa piedade;
COMPREENDER o que significa uma espiritualidade sadia;
CONSCIENTIZAR de que devemos pensar segundo o padrão do Reino.

INTERAÇÃO

Prezado(a) professor(a), veremos nesta lição que seguir a Jesus implica em uma ruptura com os valores do mundo e uma adesão à santidade de Cristo. Somos a Igreja de Jesus aqui na Terra, por isso não podemos imitar o pensamento deste mundo que jaz no Maligno. Não temos nada a aprender com a filosofia, o modo de pensar e agir deste mundo (Rm 12.2). Pertencemos a Jesus Cristo e o mundo precisa ver Cristo em nós por meio de nossas palavras, atitudes e sentimentos. Que venhamos viver para a glória do Senhor, exaltando o nome de Jesus Cristo.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor(a), escreva no quadro a palavra “favoritismo”. Em seguida faça as seguintes perguntas: “O que significa favoritismo?” “No Reino de Deus pode haver favoritismo?” Ouça os alunos com atenção e incentive à participação de todos. Em seguida, escreva no quadro o significado de favoritismo, preferência que se dá ao favorito; preferência que soberanos ou pessoas poderosas concedem a seus favoritos; regime (político, administrativo etc.) que concede compensações ou privilégios por influência, amizade, parentesco etc., sem levar em consideração valores como competência, merecimento e honestidade (Dicionário Houaiss). Conclui explicando que no Reino de Deus não há favoritismo e que Jesus ensinou que a pessoa mais importante no Reino de Deus é aquela que é serva de todos.

TEXTO BÍBLICO
Mateus 20.20-24

20 Então, se aproximou dele a mãe dos filhos de Zebedeu, com seus filhos, adorando- o e fazendo-lhe um pedido.
21 E ele diz-lhe: Que queres? Ela respondeu: Dize que estes meus dois filhos se assentem um à tua direita e outro à tua esquerda, no teu Reino.
22 Jesus, porém, respondendo, disse: Não sabeis o que pedis: podeis vós beber o cálice que eu hei de beber e ser batizados com o batismo com que eu sou batizado? Dizem-lhe eles: Podemos.
23 E diz-lhes ele: Na verdade bebereis 0 meu cálice, mas o assentar-se à minha direita ou à minha esquerda não me pertence dá-lo, mas é para aqueles para quem meu Pai o tem preparado,
24 E, quando os dez ouviram isso, indignaram-se contra os dois irmãos.

INTRODUÇÃO

Na atualidade, testemunhamos um movimento inverso acontecer na relação entre o mundo e a Igreja: invés daqueles que foram convocados por Jesus influenciarem os valores do mundo, é a mentalidade apartada de Cristo que tem influenciado algumas igrejas. É urgente que retomemos aos princípios do Reino, que sigamos o exemplo de Jesus e façamos da vida na Casa de Deus um ambiente de edificação e crescimento.

I- CUIDADO COM A FALSA PIEDADE

1- Nem sempre a sinceridade é sinônimo de piedade. Imagine a cena, uma frágil idosa intercede pelo futuro de seus filhos. Pensando nesse tipo de contexto, podemos chegará precipitada conclusão de que isso é um pedido tão viável quanto justo. Contudo, em Mateus 20.20-28, somos apresentados a mais detalhes sobre a súplica da mãe de Tiago e João, e pela conclusão da narrativa aprendemos que, apesar da aparente honestidade do pedido, ele carregava a marca de uma sociedade pecaminosa. Era uma intercessão sincera, feita por uma mãe pelos seus filhos ao Criador, mas mesmo assim não foi acolhida por Jesus. Não basta orar, é necessário falar com Deus da forma correta, pois infelizmente muitos pedem, mas não recebem porque pedem mal ‘para o gastardes em vossos deleites” (Tg 4.3).

2- Sim, existem orações e pedidos inadequados. Esse registro do Evangelho é um excelente exemplo para demonstrar como se pode fazer a coisa certa do modo errado. Sim, devemos orar uns pelos outros (Tg 5.16); a intercessão por todas as pessoas é uma ordenança bíblica. Todavia, o motivo daquele pedido ao Senhor estava completamente inadequado e por isso o Senhor repreendeu-o imediatamente: “Jesus, porém, respondendo, disse: Não sabeis o que pedis; podeis vós beber o cálice que eu hei de beber e ser batizado com o batismo com que eu sou batizado […]” (Mt 20.22). Logo, aprendemos que não basta orar, mas é absolutamente necessário ter as motivações corretas ao falar com Deus. O Senhor Jamais responderá alguma oração que pede algo frontalmente contrário à sua vontade, o caso mais clássico desse tipo de situação é Balaão e sua tentativa de amaldiçoar o povo de Deus (Nm 23.7-12).

3- Não existem favoritismos no Reino. Qual o cerne do problema no pedido não atendido da mãe dos filhos de Zebedeu? A tentativa de garantir algum tipo de favorecimento com repercussão espiritual (Rm 2.11). O absurdo desse tipo de oração, em primeiro lugar, é a tentativa de desvirtuar a natureza de nosso relacionamento com o Eterno. Não precisamos de um “padrinho” que episodicamente faça alguma coisa por nós, pois já somos filhas e filhos do bom Deus (Ap 21.7), herdeiros de todas as coisas (Rm 8.17). Jamais reduza o Grandioso Deus, nem seu maravilhoso amor. O Eterno não faz um ranking de amor entre seus filhos, Ele simplesmente ama e abençoa com imparcialidade e generosidade. Os filhos de Adão é que insistem em divisões e rivalidades entre si, mas com relação à bênção de Deus não existe distinção alguma (Rm 10.12; Cl 3.11; GI 3.28). Deus já fez de nós o maior milagre sobre a face da Terra, Ele já nos colocou num lugar de honra e salvação (Ef 2.6), resta-nos agora adorá-lo para sempre.

PENSE! É possível transformar a bênção da oração em prejuízo espiritual.
PONTO IMPORTANTE! Todos os creem em Jesus são filhas e filhos de Deus.

SUBSÍDIO 1

Prezado(a) professor(a), explique que “a mãe de Tiago e João pediu a Jesus que destinasse a seus filhos lugares especiais em seu Reino. É natural que os pais queiram ver seus filhos promovidos e honrados, mas esse desejo pode tornar-se perigoso se interferir no plano específico de Deus. Ele pode ter em mente uma função diferente para cada filho; talvez uma que não tenha tanto destaque, porém não menos importante. Portanto, o desejo dos pais em relação ao progresso dos filhos deve ser mantido sob controle quando errarem para que o plano de Deus se torne uma realidade na vida deles.” (Extraído da Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal CPAD, p. 1260.)

II- BUSCANDO UMA ESPIRITUALIDADE SADIA

1- Nunca queira assumir o “papel de Deus” na sua história. Não bastasse o pedido inconveniente da mãe dos irmãos apóstolos, estes insistiram no plano descabido de ter um lugar de honra no Céu (Mt 20.22,23). Por um instante, a glória e a majestade salvadora do Reino de Deus não foram suficientes para João e Tiago; eles também ambicionaram determinar seus galardões no Céu, Cuidado com as vezes que seu coração lhe disser: “Você merece!”, “Você é o melhor!”, o pecado está perigosamente próximo de realizar graves estragos em sua vida. Os filhos de Zebedeu não queriam apenas o Céu, já ambicionavam um lugar de destaque lá e, perceba, não era apenas um ingênuo pedido de quem desejava estar perto do Mestre. O Céu, lugar de justiça e paz, jamais poderá ser dividido de acordo com certos critérios humanos. Se depois da grave repreensão de Jesus, e desse breve comentário explicativo, a postura daquela mãe e de seus filhos não lhe causa incômodo ou constrangimento algum, isso diz muito sobre o seu coração e sua espiritualidade

2- Sintomas de uma fé decadente. Para que não reste qualquer dúvida sobre a inadequação do pedido da família de Zebedeu, basta que reflitamos sobre a reação dos demais apóstolos (Mt 20.24). Ela produziu uma enorme celeuma no meio apostólico, como poucas vezes se vê nos Evangelhos. O pior dos apóstolos apareceu nesse momento, e esse problema não ocorre no início do ministério do Cristo, mas na etapa final, ou seja, já eram quase três anos caminhando com o Mestre, mas mesmo assim, aquele grupo de homens ainda estava em processo de aprendizagem a respeito de uma vida cristã saudável.

3- Os perigos da lógica do mundo. Já pensou se muitos crentes quiserem ser “Zebedeus”? O que será da Igreja? Infelizmente, precisamos reconhecer que em alguns lugares isso já até pode estar acontecendo. São crentes carnais que querem os primeiros lugares (Mt 23.6), que alimentam seus egos de elogios públicos (Mt 23.7). Jesus exortou os escribas e fariseus, há quase dois mil anos, porque eles viviam dessa forma. Precisamos ter cuidado, pois foi contra isso que Jesus se opôs de modo contundente. Não houve qualquer tipo de negociação com o erro, o Mestre desconsiderou completamente a petição e imediatamente lembrou seus amigos da qualidade de valores que eles deveriam buscar. Não pode ser diferente hoje, é tempo de aprender o que significa servir a Deus.

PENSE! A igreja não pode ser influenciada pelo pensamento deste mundo.
PONTO IMPORTANTE! Enquanto o mundo luta por aparências, a igreja deseja amor e Justiça.

SUBSÍDIO 2

Explique que o pedido da mãe de Tiago e João foi egoísta, mas de “acordo com o texto de Mateus 27.56, a mãe de Tiago e João estava ao pé da cruz quando Jesus foi crucificado. Alguns sugerem que ela era irmã de Maria, a mãe de Jesus. Um relacionamento familiar muito próximo pode tê-la induzido a fazer esse pedido a favor de seus filhos.” (Extraído da Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. CPAD. p. 1260.)

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Lição 07: Quem segue a Cristo anda em Fidelidade | 3° Trimestre De 2022 | EBD – Jovens

EBD | 3° Trimestre De 2022 | CPAD – Revista Jovens – Tema: Imitadores de Cristo – Ensinos Extraídos das Palavras de Jesus e dos Apóstolos | Escola Bíblica Dominical | Lição 07: Quem segue a Cristo anda em Fidelidade

TEXTO PRINCIPAL

“Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus.” (2 Tm 2.1)

RESUMO DA LIÇÃO

O soldado, o agricultor e o atleta são excelentes imagens para refletir sobre a fidelidade de cada crente no Reino de Deus.

LEITURA SEMANAL

SEGUNDA – Tg 4.8 Não tenha a mente dividida
TERÇA – 2 Tm 1.7 Viva com coragem
QUARTA – 1 Co 9.24 Nossa carreira para a coroa eterna
QUINTA – Lc 9.23 A renúncia para quem quer seguir a Cristo
SEXTA – Pv 21.25 Não seja preguiçoso
SÁBADO – Mt 20.8 Nós somos mordomos do Rei

OBJETIVOS

MOSTRAR que precisamos ser fiéis ao Senhor como um soldado;
SABER o significado de ser fiel como um atleta;
COMPREENDER que precisamos ser fiéis como um agricultor.

INTERAÇÃO

Prezado(a) professor(a), veremos nesta lição que o soldado, o agricultor e o atleta são excelentes imagens, utilizadas pelas Escrituras Sagradas, para que venhamos refletira respeito da nossa fidelidade no Reino de Deus. A lealdade a Deus deve ser o nosso alvo como discípulos de Jesus Cristo. É preciso ser fiel em meio aos sofrimentos e alegria; vivendo em constância para agradar ao Senhor. Procure enfatizar, no decorrer da lição, que servir a Deus não é um convite a um passeio, mas uma convocação para uma guerra, na qual Jesus Cristo é o comandante de linha de frente dos exércitos celestiais.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor(a), reproduza o quadro abaixo. Utilize-o na introdução da lição para mostrar aos alunos as analogias utilizadas pelo apóstolo Paulo a respeito do soldado, do atleta e do agricultor.

O SOLDADOO crente precisa estar disposto a enfrentar dificuldades e sofrimentos, e a lutar espiritualmente com total dedicação ao seu Senhor (Ef 6.10-18).
O ATLETAComo faz o atleta, o crente precisa estar disposto à renúncia, e a viver uma vida cristã de rígida disciplina (2 Tm 2.5). 
O AGRICULTORComo o agricultor, deve assumir o compromisso de trabalhar arduamente, e isso em horários prolongados (2 Tm 2.6). 

Extraído da Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. CPAD. p.1878

TEXTO BÍBLICO
2 Timóteo 2.3-6

3 Sofre, pois, comigo, as aflições, como bom soldado de Jesus Cristo.
4 Ninguém que milita se embaraça com negócio desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra.


5 E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente.
O Lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos.

INTRODUÇÃO

Ao escrever sua última Carta para seu querido amigo, Timóteo, Paulo oferece uma série de orientações. Nesta lição, refletiremos a respeito da exigência da fidelidade como um dos pré-requisitos fundamentais de quem quer seguir a Jesus Cristo. Partindo de três metáforas importantes e recorrentes nas epístolas paulinas, o soldado, o atleta e o agricultor, aprenderemos sobre como vale a pena ser fiel a Cristo e aos valores do seu Reino.

I- FIEL COMO UM SOLDADO

1- Fidelidade como foco de vida. Oferecendo suas últimas orientações a seu amigo Timóteo, Paulo o incentiva a viver em fidelidade a Deus assim como um soldado alistado deve se dedicar exclusivamente às questões militares, Essa imagem era algo facilmente entendido naquele contexto histórico em que a participação militar era algo absolutamente natural. Nas sociedades daquela época, a vida social era o único universo existencial possível aos indivíduos e ir à guerra para lutar por sua terra e seus compatriotas era a coisa mais honrosa que alguém poderia fazer. Paulo então constrói uma analogia e diz a seu discípulo que, da mesma forma que um soldado não pode estar na guerra pensando em detalhes domésticos, como a colheita de uma plantação ou o ordenhar de um animal de sua fazenda, da mesma forma um cristão verdadeiro não pode ter a mente dividida (Tg 4.8), isto é, um coração instável (Tg 1.8).

É impossível servir a Deus e às forças do Inferno (Lc 16.13) Precisamos ser pessoas de vidas transformadas, por meio da operação do Espírito Santo em nossa mente como diz o apóstolo Paulo (Rm 12.1,2). Se na guerra todos os sentidos não estiverem cativos àquele ambiente, a derrota pode ser vexatória. É exatamente isso que o mesmo apóstolo diz, dessa vez escrevendo aos coríntios (1 Co 14 8).

0

2- Fiel em meio aos sofrimentos. Ainda explorando essa figura do soldado, Paulo convida Timóteo a ser resiliente. A situação não era nada fácil: Paulo estava preso com forte expectativa de morte, o Império Romano massacrando os cristãos, falsos pregadores tentando desestabilizar a harmonia interna daquelas jovens igrejas. Diante desse quadro, a oração do velho apóstolo por seu amigo mais jovem é por fortalecimento (2 Tm 2.1) e encorajamento. Ser fiel em tempos de bonança é algo muito fácil, até mesmo algo esperado, contudo, o desafio paulino lançado é para manter a integridade em tempos de adversidade (2 Tm 2.3). Servir a Deus não é um convite a um passeio, mas uma convocação para uma guerra (Jo 16.33), na qual Ele mesmo, o Cristo, é o comandante na linha de frente dos exércitos celestiais.

3- Vivendo em fidelidade para agradar a Deus. A característica final da metáfora do soldado utilizada por Paulo, aponta para a finalidade da fidelidade exigida. Devemos ser sinceros diante de Deus, com o objetivo de agradar e honrar nosso Senhor. As guerras que lutamos são contra as estruturas do Inferno (Ef 6.12), e vencer o Maligno é nossa vocação como fiéis soldados de Cristo. Não devemos lutar por nossos próprios interesses ou em busca de honra própria, todas as nossas batalhas são a serviço do Mestre, para a glória dEle (1 Co 10.33). Não somos dominados pelo medo e covardia (2 Tm 1.7), ao contrário, a operação do Espírito Santo em nós nos impulsiona a viver de modo a glorificar ao Senhor em todos os momentos. Assim como os valentes do rei fizeram de tudo para agradar seu líder (2 Sm 23.16), assim também devemos, cada um de nós, viver.

PENSE! Num tempo de múltiplas vozes, manter o foco no chamado de Cristo é fundamental.
PONTO IMPORTANTE! Não deixe que problemas secundários atrapalhem o essencial de sua vida

SUBSÍDIO 1

Prezado(a) professor(a), explique aos alunos que a analogia militar é a favorita de Paulo, não porque fosse de mente militar, mas porque no Império Romano era comum as pessoas verem soldados, e, mais ainda, porque a vida de soldado era uma analogia esplêndida para a vida cristã. Infelizmente nós também estamos familiarizados com exigências impostas no soldado Servir nesta atividade rigorosa requer um extensivo condicionamento físico. Todos que passam pelo campo de treinamento de recrutas sabem como é difícil fortalecer o corpo ao ponto em que a força seja igual às exigências requeridas. Mas é necessário algo comparável a isso para o cristão, sobretudo para o ministro. ‘Sofre…as aflições’, diz Paulo.

Aceite as dificuldades, privações e perigos com um espírito submisso como parte da tarefa de soldado no exército de Cristo. O apóstolo amplia esta analogia no versículo 4 do capítulo 2. Seria difícil achar analogia mais adequada que está para a consagração exigida do cristão. Quando o indivíduo se torna soldado, ele é separado da sociedade, com a qual esteve familiarizado por toda a vida, apresentando a uma comunidade nova e altamente especializada. Ele é despido de roupas próprias e vestido com um equipamento fornecido pelo governo.” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 9. Rio de Janeiro: CPAD. 2014. p. 518.)

II- FIEL COMO UM ATLETA

1- Encarando a vida com a dedicação de um atleta. Trabalhando com outra imagem para tentar articular o conceito de Reino de Deus, Paulo compara a trajetória cristã como a vida de um atleta do mundo antigo (2 Tm 2.5). É claro que ser atleta tem algumas características que permanecem a mesma independente do momento histórico, tais como: dedicação, abnegação, austeridade e seriedade. São qualidades como estas que inspiram o apóstolo a afirmar que devemos viver nossa vida espiritual num “patamar olímpico”. Utilizando a mesma imagem, ao escrever aos coríntios, o apóstolo nos lembra de que, diferente dos atletas terrenos, em nossa carreira todos poderemos ser coroados (1 Co 9.24). Para alcançar tanto objetivos humanos quanto espirituais, devemos aprender a ter autocontrole (1 Co 9.25), e por fim, tal qual o atleta que, a partir de uma consciência corporal estabelece seu próprio ritmo e objetivos (1 Co 9.26), também devemos reconhecer que a vida é muito curta para perder tempo com inutilidades. Tenhamos foco e objetivos (1 Co 9.27)! Busque se dedicar ao Reino de Deus e à sua causa, pois esta é a vontade dEle.

2- O árduo, mas glorioso caminho da vitória do atleta. Não há facilidades para quem deseja viver a plenitude de Deus (2 Tm 3.12). Só desejos e vontades não colocam medalhas no peito do atleta, é necessário treinamento, abnegação e paciência. Também é assim que a lógica do Reino se estabelece, seguir a Deus sempre será uma escolha, todavia, tomada essa decisão, só há um caminho: a renúncia (Lc 9.23).

3- A felicidade de quem venceu na vida de modo íntegro. Paulo nos ensina, nessa sintética imagem que correlaciona Reino e vida atlética, que a vitória a qualquer custo é bem pior do que uma derrota. Não, há benefício algum em uma vitória alcançada através de trapaças e enganos. Ainda que todos possam ser enganados, é o próprio coração do trapaceiro que o condena, e este tipo de denúncia é simplesmente insuperável (1 Jo 3.20). É melhor ser um perdedor honesto do que um cínico vencedor. Aqueles que foram derrotados na vida podem se levantar novamente e reconstruírem suas histórias (Pv 2416). Contudo, a desgraça na vida dos perversos virá “à galope” e será sem piedade. Não viva de aparências, como se aplausos e “tapinhas nas costas” alimentassem a alma de alguém, é tempo de conversão.

PENSE! Todo prêmio obtido de modo indigno carrega a marca do Inferno.
PONTO IMPORTANTE! É melhor ser derrotado com honradez do que ser coroado perversamente.

SUBSÍDIO 2

Professor(a), explique que “no versículo 5, Paulo passa para a analogia do atleta: *E, se alguém também milita, não é coroado se não militar legitimamente’. Esta declaração revela vividamente outro dos interesses de Paulo: a bravura física. O apóstolo tinha em mente os Jogos Olímpicos da Grécia antiga. Isto era algo obsessivo no mundo antigo, onde cada cidade tinha um estádio e as competições atléticas era a ordem do dia. Esta tradução do versículo torna o significado mais claro: ‘Semelhantemente, nenhum atleta é coroado como vencedor, se não competir de acordo com as regras’. Isto significa as regras estipuladas para determinado jogo ou competição atlética. Mas é provável que haja um significado mais amplo. Como destaca Scott: ‘É a preparação para a competição que está em discussão e não a competição em si. O atleta não tem chance de vitória a menos que obedeça certas condições prévias: ele tem de passar pelo treinamento necessário e limitar-se a determinada dieta. Como o soldado, ele precisa deixar tudo com o único objetivo de ganhar a disputa.” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. g. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p. 519.)

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Lição 09: A Sutileza do Movimento dos Desigrejados | 3° Trimestre de 2022 | EBD – Adultos

EBD | 3° Trimestre De 2022 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre: OS ATAQUES CONTRA A IGREJA DE CRISTO – As Sutilezas de Satanás nestes Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo | Escola Bíblica Dominical | Lição 09: A Sutileza do Movimento dos Desigrejados

TEXTO ÁUREO

“Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns; antes, admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele Dia.” (Hb 10.25)

VERDADE PRÁTICA

O movimento dos “desigrejados” deve ser visto como um desvio da verdadeira espiritualidade que é expressa no contexto da verdadeira Igreja

LEITURA DIÁRIA

Segunda – At 1.12-14 Os discípulos se reuniram no cenáculo para orar
Terça – Rm 16.3-5 A Igreja Primitiva reunida nas casas dos irmãos


Quarta – Ef 1.22,23 A Igreja estabelecida por Cristo é um organismo vivo

Quinta – 1 Co 12.27 A Igreja é o Corpo de Cristo
Sexta – Hb 10.24 A verdadeira Igreja vive no estímulo da fé
Sábado – Hb 10.25 A verdadeira Igreja existe pela comunhão de seus membros

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Hebreus 10.19-25

19 – Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no Santuário, pelo sangue de Jesus,
20 – pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne,

21 – e tendo um grande sacerdote sobre a casa de Deus,
22 – cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé; tendo o coração purificado da má consciência e 0 corpo lavado com água limpa,
23 – retenhamos firmes a confissão da nossa esperança, porque fiel é o que prometeu.
24 – E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras,


25 – não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns; antes, admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele Dia.

Hinos Sugeridos: 53, 250, 375 da Harpa Cristã

PLANO DE AULA

1- INTRODUÇÃO
A reunião da igreja local, o Corpo visível de Cristo, é essencial ao crescimento espiritual e pessoal do crente. Por isso, não é possível amar a Cristo, e ignorar seu Corpo, a Igreja. Assim sendo, nesta lição, estudaremos o fenômeno do movimento dos desigrejados, sua visão e prática; relembraremos a natureza da igreja do Novo Testamento; e confirmaremos a importância e a necessidade da Igreja.
2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Explicar a visão e a prática do movimento dos desigrejados;
II) Rememorar a natureza da igreja do Novo Testamento;
III) Confirmar a importância e a necessidade da Igreja.
B) Motivação: Será possível uma igreja livre de qualquer tipo de institucionalização?Veremos que não. A diferença está em se esta instituição está de acordo com as diretrizes do Novo Testamento ou não. Quando a igreja se encontra em coerência com as Sagradas Escrituras, sua instituição é orgânica e glorifica 0 nome do Senhor.
C) Sugestão de Método: Ao introduzir a aula desta semana, revise com os alunos os principais modismos que presenciamos ao longo das décadas, no Brasil e no mundo, a respeito da dinâmica de igrejas. Por exemplo, o movimento do G-12, o triunfalismo, a confissão positiva, a marcação da volta de Jesus etc. Faça uma pesquisa em sites especializados a respeito desses e outros fenômenos. Após apresentar aos alunos, afirme que, ao longo dos séculos, a Igreja de Cristo sempre esteve diante de movimentos que a desafiaram a sair dos padrões bíblicos. Com o Movimento dos desigrejados não é diferente. Estimule os alunos a perseverar nas perspectivas bíblicas a respeito da natureza e prática da Igreja de Cristo.
3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Ao final da lição, mostre que somos chamados por Deus a perseverar na Igreja fundada por Jesus que se manifesta de maneira visível na igreja local em que congregamos. Essa igreja é o Corpo visível de Cristo. Portanto, a amemos com todo zelo e disposição.
4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 91, p.40, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula:
1) O texto “Uma visão equilibrada de igreja” é uma reflexão que levanta o contraponto a respeito da natureza do Movimento dos desigrejados;
2) O texto “A Igreja é uma comunidade edificante” expande a exposição do tópico três.

INTRODUÇÃO

Nas últimas décadas, os desigrejados, ou os também conhecidos como “os sem igreja”, cresceram em escala exponencial. São pessoas que dizem ser cristãs, mas não estão filiadas a igreja nenhuma. Paradoxalmente, esse grupo religioso, que diz não possuir hierarquia religiosa, código doutrinário nem tampouco nenhuma estrutura arquitetônica onde possa se reunir, diz ser o legítimo modelo de igreja do Novo Testamento. Nesse aspecto, acredita reproduzir os cristãos primitivos. As outras igrejas, por possuírem estrutura organizacional, são consideradas como apóstatas ou desvios do modelo original mostrado no Novo Testamento.

Nesta lição, procuraremos entender a natureza desse fenômeno religioso, destacando tanto seu aspecto social como também espiritual. Dessa forma, a nossa análise procurará entender como pensa um desigrejado, suas crenças e práticas. Feito isso, mostraremos a verdadeira natureza da igreja neotestamentária que, ao contrário do que os desigrejados afirmam, não é apenas um organismo, mas também uma organização. Assim mostraremos a importância da Igreja no plano de Deus e como cada membro da Igreja possui uma gloriosa missão.

Palavra-Chave: DESIGREJADOS

I- VISÃO E PRÁTICA DO MOVIMENTO DOS DESIGREJADOS

1- Um ensino anti-institucional. Os desigrejados são contra toda forma de organização e institucionalização da Igreja. Alegam que na Igreja Primitiva não havia instituição alguma. Dizem que a institucionalização da Igreja só começou quando Constantino, o imperador romano, assumiu as rédeas da Igreja e a converteu numa organização. Assim, a Igreja passou a ter um clero, um código doutrinário e um credo que passou a regulamentá-la. Para eles, nada de regras, sermões e muito menos organização institucional. Da mesma forma, alegam que toda forma de estrutura arquitetônica, como templos, são inovações desse cristianismo apóstata. Na visão dos desigrejados, a Igreja não necessita de estrutura formal alguma.

Ela pode, por exemplo, ser encontrada em uma lanchonete ou em um café da esquina quando dois desigrejados se encontram. É evidente que a Igreja existe fora de uma estrutura física e arquitetônica, contudo, a não utilização de templos por parte dos cristãos primitivos se deu por razões contextuais (cf. At 1.6-14). Estavam debaixo de perseguição e não tinham morada certa, além do fato de serem extremamente carentes. Naquele contexto, a igreja nos lares era perfeitamente justificável (cf. Rm 16.3-5). Contudo, não há nada na Bíblia que deponha contra o uso de templos ou casas de oração. Se o propósito de um templo é congregar o povo para adorar ao Senhor, o que há de mal nisso?

2- Um ensino anticlerical. Se por um lado os desigrejados são contra toda forma de institucionalização da Igreja, por outro são contra também todo e qualquer sistema de governo da igreja. Isso significa que os sem-igreja são contra, por exemplo, presbíteros, diáconos, bispos e pastores (cf. Ef 4.11-14). Acreditam que na Igreja Primitiva não havia organização nenhuma e muitos menos qualquer estrutura clerical. Na verdade, os desigrejados não gostam de estar debaixo de liderança alguma. Da mesma forma que são contra o institucionalismo e toda forma de estrutura arquitetônica para a igreja, não aceitam que alguém esteja na posição de autoridade sobre eles. Acreditam que agindo assim estão vivendo de acordo com o modelo da Igreja Primitiva (cf. Hb 13.17).

AMPLIANDO O CONHECIMENTO

IGREJA ORGÂNICA
“Em Romanos, Paulo ensinou que pela fé o crente une-se a Jesus em uma união indissolúvel. Agora, ele ensina que aqueles que estão unidos a Cristo também estão unidos entre si, num relacionamento orgânico, como aquele que existe entre os membros e órgãos do corpo. […] Não podemos ser cristãos isolados um dos outros, devemos funcionar junto com eles.” Amplie mais o seu conhecimento, lendo a obra Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento, editada pela CPAD, p.348.

SINOPSE I

O movimento dos desigrejados é anti-institucional e anticlerical, ou seja, rejeita qualquer grau de organização e liderança.

AUXÍLIO VIDA CRISTÃ

UMA VISÃO EQUILIBRADA DE IGREJA “A tendência, no curso da história da Igreja, tem sido oscilar entre um extremo e outro. Por exemplo: algumas tradições, como a Católica Romana, a Ortodoxa Oriental e a Anglicana, enfatizam a prioridade da Igreja institucional ou visível. Outras, como a dos quacres e dos Irmãos de Plymouth, ressaltando uma fé mais interna e subjetiva, têm desprezado e até mesmo criticado qualquer tipo de organização e estrutura formal, e buscam a verdadeira Igreja invisível. Conforme observa Millard Erickson, as Escrituras certamente consideram prioridade a condição espiritual do indivíduo e sua posição na Igreja invisível, mas não a ponto de desconsiderar ou menosprezar a importância da organização da Igreja visível. Sugere que, embora haja distinções entre a Igreja visível e a invisível, é importante adotarmos uma abordagem abrangente, de maneira que procuremos deixar as duas serem tão idênticas quanto possível” (HORTON, Stanley (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 1°ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, p.550).

II – A NATUREZA DA IGREJA NEOTESTAMENTÁRIA

1- Um organismo. Sobre a natureza da igreja neotestamentária, devemos observar primeiramente que ela é um organismo vivo (Ef 1.22,23). Nesse sentido, a Igreja é o Corpo de Cristo (1 Co 12.27). Assim, a Igreja é formada por todas as pessoas convertidas a Cristo, que pertencem a diferentes povos, tribos e línguas. Não há acepção de pessoas (At 10.34,35). Como um organismo vivo e espiritual, a Igreja existe à parte de estatutos, templos ou qualquer estrutura social ou governamental humana. Ela existe, por exemplo, fora das estruturas arquitetônicas. Contudo, possuir essas estruturas físicas hoje não constitui um pecado ou desvio do Evangelho como quer nos fazer acreditar os desigrejados. A repulsa dos sem-igreja pelas estruturas arquitetônicas ou por qualquer forma institucional se dá mais por razões de insubmissão do que zelo pelo Evangelho.

2- Uma organização. Os desigrejados alegam pertencer à igreja puramente orgânica. Contudo, biblicamente não existe organismo sem organização; função sem forma e igreja sem um mínimo de institucionalização. Assim como o corpo humano, que é um organismo vivo, contudo organizado, a Igreja também possui organização (1 Co 12). A Igreja Primitiva, por exemplo, tinha um sistema de governo formado por apóstolos, profetas, evangelistas, presbíteros, diáconos, pastores e mestres (Ef 4.11; At 6.1-6; At 14.23). Essa mesma igreja possuía seu código doutrinário (At 2.42-47) e disciplinar (1 Pe 3.5,6; 2 Ts 3.6). Ninguém vivia isoladamente e da maneira que queria (Hb 10.25). Isso pode ser visto no primeiro concílio ou convenção feita pela Igreja Primitiva (At 15) em que o colegiado apostólico, juntamente com o presbitério, tomou medidas para regular e disciplinar a igreja que enfrentava problemas de natureza doutrinária. Portanto, querer uma igreja sem liderança, sem regras e disciplina, além de ser um mito, é também uma heresia.

SINOPSE II

A igreja do Novo Testamento é um organismo vivo, bem como uma organização.

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Lição 08: A Sutileza do Enfraquecimento da identidade Pentecostal | 3° Trimestre de 2022 | EBD – Adultos

EBD | 3° Trimestre De 2022 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre: OS ATAQUES CONTRA A IGREJA DE CRISTO – As Sutilezas de Satanás nestes Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo | Escola Bíblica Dominical | Lição 08: A Sutileza do Enfraquecimento da identidade Pentecostal

TEXTO ÁUREO

“E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.” (At 2.4)

VERDADE PRÁTICA

A doutrina do Batismo no Espírito Santo e o falar em línguas como sua evidência são um distintivo pentecostal mantido pela nossa igreja.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Gn 1.2; Êx 31.2,3 A ação do Espírito Santo no Antigo Testamento
Terça – Jl 2.28 A promessa do derramamento do Espírito Santo
Quarta – At 2.1-4 O cumprimento da promessa do Espírito no Novo Testamento
Quinta – 1 Co 12.7 O propósito dos dons espirituais é promover edificação da Igreja
Sexta – 1 Co 12. 4-10 O falar em línguas como uma identidade pentecostal
Sábado – 1 Co 12.11 Uma diversidade de operações realizadas pelo mesmo Espírito

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Atos 2.1-4; 1 Coríntios 12.7-11

Atos 2
1- Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar;
2- e, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.
3- E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.
4- E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.

1 Coríntios 12
7- Alas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil.
8- Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;


9- e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; 10- e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas.
11- Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente cada um como quer.

Hinos Sugeridos: 5, 24, 437 da Harpa Cristã

PLANO DE AULA

1- INTRODUÇÃO
O tema desta semana é o movimento sutil que visa enfraquecer a identidade pentecostal. Ele é real e já está entre nós. Há quem trabalhe para enfraquecer a liberdade das manifestações das línguas, as manifestações dos dons espirituais no culto ao Senhor e, principalmente, as línguas como evidência inicial do Batismo no Espírito Santo.
A respeito das línguas como evidência inicial, já há quem a negue. Por isso, a presente lição abordará o:
(I) Pentecostes Bíblico;
(II) O Distintivo Pentecostal de nossa Igreja;
(III) Mantendo a chama pentecostal acessa. Precisamos preservar a identidade pentecostal.
2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Conceituar o Pentecostes Bíblico;
II) Identificar o distintivo pentecostal de nossa igreja;
III) Conscientizar a respeito da manutenção de nossa identidade pentecostal.
B) Motivação: Imagine Gunnar Vingren, ao desembarcar em Belém do Pará, ensinando: As línguas não são a evidência inicial do Batismo no Espírito. Você consegue imaginar isso? Ora, é um ensino que contraria toda a história do Movimento Pentecostal no Brasil. Infelizmente, há quem defenda esse tipo de ensino, ignorando completamente o que o Espírito Santo fez nos primórdios de nossa história e continua a fazer nos dias atuais.
C) Sugestão de Método: Para concluir a lição desta semana, leve papéis e lápis para o espaço de aula. Distribua para os alunos e peça que respondam às seguintes perguntas:
1) Você conhece a identidade pentecostal?
2) Você tem sido coerente com a identidade pentecostal?
3) O que você tem feito para preservar a identidade pentecostal?
Os alunos não precisam assinar as folhas. Em seguida, reforce a identidade pentecostal e indique obras literárias aos alunos que reforcem essa identidade. Sugerimos as seguintes obras: “Pentecostes: Essa história é a nossa história”; “Revestidos de Poder”; “Falar em línguas – O maior dom?”, ambas editadas pela CPAD.
3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Após a conclusão, ore com os alunos rogando que o Senhor Jesus batize os crentes no Espírito Santo, distribua dons espirituais e edifique a Igreja, o Corpo de Cristo.
4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 91, p.40, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula:
1) O texto “O Batismo no Espírito Santo” é uma reflexão que expande o primeiro tópico a respeito do fundamento do pentecostes bíblico;
2) O texto “Os dois propósitos das Escrituras” traz uma reflexão da Bíblia como instrumento base das nossas experiências com Deus.

INTRODUÇÃO

Nesta lição bíblica vamos estudar a identidade pentecostal e sua relação com o pentecostes bíblico. Contudo, o nosso enfoque será mostrar que algumas sutilezas do erro têm aparecido no meio do Movimento Pentecostal. No contexto de nossa igreja, o principal deles está relacionado com a negação da atualidade dos dons espirituais e, de uma forma mais específica, a negação da doutrina do falar em outras línguas como a evidência física do Batismo no Espírito. Vejamos, pois, como corrigir esse desvio doutrinário.

Palavra-Chave: ENFRAQUECIMENTO

I – O PENTECOSTES BÍBLICO

1- O Espírito prometido. O Antigo Testamento mostra a ação do Espírito Santo em diferentes momentos e sobre a vida de diferentes pessoas. Assim vemos o Espírito do Senhor agindo sobre a Criação (Gn 1.2); na vida de Bezalel (Êx 31.2,3); Gideão (Jz 6.34); Jefté (Jz 11.29) etc. Na Antiga Aliança há uma excepcionalidade da ação do Espírito de Deus. De uma forma mais específica, o Espírito de Deus sob o Antigo Pacto atuava sobre a vida de pessoas escolhidas para obras especiais; dos sacerdotes, reis e profetas (Êx 28.41; 1 Sm 16.14.; 1 Rs 19.16). Assim se observa uma ação mais restrita do Espírito de Deus na Antiga Aliança. Contudo, no Antigo Testamento, havia uma promessa do derramamento do Espírito de Deus sobre todos, e não apenas sobre pessoas escolhidas ou uma classe especial (Ez 36.26,27; Jr 31.31-34; J12.28).

2- O Espírito derramado. No Novo Testamento, entretanto, é que as promessas a respeito da vinda do Espírito Santo têm cumprimento. O profeta Joel profetizou a vinda do Espírito de uma forma copiosa (Jl 2.28). Essa promessa teve seu fiel cumprimento no Dia de Pentecostes e é identificada como o Batismo no Espírito Santo (At 2.1-4). No Pentecostes observamos que o Espírito é derramado sobre toda a carne, sem distinção de sexo, raça ou idade. Isso mostra a universalização da promessa de Deus. Todos os que creem, e não apenas alguns escolhidos, podem ser revestidos pelo Espírito Santo. Diferentemente do Antigo Pacto, no qual apenas pessoas especiais tinham o privilégio de serem usadas por Deus; no Novo Pacto, a partir de Pentecostes, Deus derramou o seu Espírito sobre todo o seu povo. Agora todos poderiam cumprir a missão de proclamar a mensagem de seu Reino.

SINOPSE I

O Pentecostes Bíblico está ancorado na promessa do derramamento do Espírito Santo e no cumprimento dessa promessa.

AUXÍLIO TEOLÓGICO

O Batismo no Espírito Santo “Os pentecostais reconhecem que o Novo Testamento fala de dois batismos no Espírito: um que é soteriológico e inicia o crente no corpo de Cristo (1 Co 12.13) e um que é missiológico e capacita 0 crente para 0 serviço (At 1.8). No entanto, os pentecostais acham que é particularmente adequado adotar a linguagem de Lucas e falar do dom pentecostal como ‘batismo no Espírito Santo’. Afinal, esse batismo no Espírito Santo é prometido a todo crente, a todos os servos e servas de Deus (At 2.18). Lucas usa a frase em três ocasiões, Paulo apenas uma vez.

Os pentecostais também temem que, se a linguagem de Paulo for empregada e o dom do Espírito recebido na conversão for chamado de ‘o batismo no Espírito Santo’, então o dom pentecostal deixará de ser adequadamente entendido. A tendência nas igrejas protestantes é ler Lucas à luz de Paulo. Paulo trata das preocupações pastorais na igreja; Lucas escreve um manifesto missionário. Talvez isso explique por que discussões protestantes acerca do Espírito centralizam-se mais em sua obra na Palavra e sacramentos, ‘o testemunho interior’ do Espírito, e menos em sua missão para o mundo” (MENZIES, Robert P. Pentecostes: Essa História é a nossa História. Rio de Janeiro: CPAD, 2016, p.54).

AMPLIANDO O CONHECIMENTO

“VOSSOS FILHOS E VOSSAS FILHAS PROFETIZARÃO
Joel prevê que um dos principais resultados do derramamento do Espírito Santo será a distribuição dos dons espirituais, entre estes o de profetizar. A Manifestação do Espírito, através dos dons, torna conhecida a presença de Deus entre 0 seu povo. O apóstolo Paulo declarou que se a igreja profetiza, o incrédulo será compelido a declarar: ‘que Deus está verdadeiramente entre vós (1 Co 14.24,25).” Amplie mais o seu conhecimento, lendo a Bíblia de Estudo Pentecostal, editada pela CPAD, p.1290.

II – O DISTINTIVO PENTECOSTAL DE NOSSA IGREJA

1- A atualidade dos dons espirituais. Agostinho de Hipona (354-430) introduziu na igreja o erro doutrinário de que os dons haviam cessado. No entendimento dele, os dons, de fato, existiram, contudo, haviam sido restritos ao período apostólico. Esse ensino moldou 0 catolicismo medieval e, mesmo com o advento da grande Reforma luterana, os reformadores não conseguiram se desvencilhar dele. O Movimento Pentecostal surge posteriormente como resposta a esse desvio doutrinário. Os Pentecostais não somente crêem que os dons estão vigentes na Igreja como os exercem. Nossa igreja emerge na história dessa gigantesca explosão do reavivamento dos dons espirituais. Na sua Declaração de Verdades Fundamentais de 1916, as Assembleias de Deus confessavam que todos os crentes têm o direito e devem sinceramente buscar a promessa do Pai, o Batismo no Espírito Santo e com fogo. Afirma ainda que com o Batismo no Espírito Santo vem o revestimento de poder para a vida e serviço, a concessão dos dons e seus usos no trabalho do ministério (Lc 24.49; At 1.4,8; 1 Co 12.1- 31). E que essa experiência maravilhosa é distinta e subsequente à experiência do novo nascimento (At 10.44-46; 11.14- 16; 15.7-9).

2- As línguas como evidência. Declaração de Fé das Assembleias de Deus de 1916 afirma que: “O batismo dos crentes no Espírito Santo é testemunhado pelo sinal físico inicial de falar em outras línguas conforme o Espírito de Deus lhes dá capacidade de falar (At 2.4). 0 falar em línguas neste caso é o mesmo em essência que 0 dom de línguas (1 Co. 12. 4-10, 28), mas diferente em propósito e uso”. Nenhum pentecostal da primeira geração tinha dúvida quanto a isso. Tanto William H. Durham, bem como Gunnar Vingren e Daniel Berg, pentecostais da primeira geração, criam e pregavam com convicção essa doutrina. Contudo, nos dias atuais esse ensino tem dado sinais de enfraquecimento. Isso por conta de ensinamentos sutis que negam a doutrina das línguas como evidência inicial do poderoso batismo pentecostal. A sutileza está em dizer que o falar em outras línguas, de fato, existe, contudo, não é para todos. Esse desvio doutrinário tira a convicção do crente de que esse dom seja para ele. Na dúvida, ninguém recebe nada (Tg 1.6- 8). No entanto, a doutrina das línguas como evidência inicial do Batismo no Espírito é inegociável.

SINOPSE II

A atualidade dos dons espirituais e as línguas como evidência inicial do Batismo no Espírito Santo são distintivos da identidade pentecostal.

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