Lição 07: A Sutileza da Relativização da Bíblia | 3° Trimestre de 2022 | EBD – Adultos

EBD | 3° Trimestre De 2022 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre: OS ATAQUES CONTRA A IGREJA DE CRISTO – As Sutilezas de Satanás nestes Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo | Escola Bíblica Dominical | Lição 07: A Sutileza da Relativização da Bíblia

TEXTO ÁUREO

“Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça.” (2 Tm 3.16)

VERDADE PRÁTICA

A Bíblia é a inspirada, a inerrante e a infalível Palavra de Deus. Por isso, não podemos relativizá-la.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Rm 12.2 É preciso não se conformar e se transformar pela renovação do entendimento
Terça – Is 5.20 Não se pode relativizar as Sagradas Escrituras


Quarta – Hb 13.8 A Bíblia não muda porque Jesus Cristo é o mesmo
Quinta – SI 11.3 Se os fundamentos forem destruídos, o que o justo fará?
Sexta – 2 Tm 3.15 O fundamento da vida cristã deve iniciar na tenra idade
Sábado – 2 Tm 3.16 As Escrituras como única regra de fé e de conduta

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
2 Timóteo 3.14-17

14 – Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem tens aprendido.
15 – E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.
16 – Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça,
17 – para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra.

Hinos Sugeridos: 259, 306, 556 da Harpa Cristã

PLANO DE AULA

1- INTRODUÇÃO
Caro professor, prezada professora, nesta lição estudaremos o processo de relativização da Bíblia. Por isso, ela se desdobra em quatro tópicos: Primeiro – A Bíblia e o Espírito desta Era; Segundo – A Bíblia e o Politicamente Correto; Terceiro – A Bíblia e o outro Evangelho; Quarto – A Bíblia, sempre atual Palavra de Deus. Basicamente, esse conteúdo mostra o processo de desconstrução e de relativização que certos mestres estão fazendo com a Bíblia; a construção de uma narrativa e a criminalização da opinião que enaltecem os valores da Bíblia; a promoção de novas metodologias de interpretação, bem como novas teologias, a partir da Bíblia e, finalmente, a afirmação cristã da Bíblia como a inerrante Palavra de Deus.
2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Destacar os aspectos desconstrucionistas e relativistas a respeito da Bíblia;
II) Explicar o processo de construção de narrativas para criminalizar a opinião doutrinariamente conservadora da Bíblia;


III) Pontuar as novas metodologias e teologias a partir da relativização da Bíblia;
IV) Afirmar que a Bíblia é um livro revelado e inspirado por Deus.
B) Motivação: Vivemos sob uma ideologia que domina os ambientes intelectuais e culturais de nossa sociedade: universidades, jornalismo, cinema etc. Essa influência não deixaria de atingir a fé cristã. Há um movimento intelectual de dentro do meio evangélico que busca desconstruir a visão conservadora da Bíblia, relativizando assim os grandes ensinamentos milenares que herdamos de nossos antigos pais. É preciso estar consciente a respeito desse movimento.


C) Sugestão de Método: Certamente seus alunos já tomaram conhecimento pela internet a respeito de líderes que se denominam cristãos, mas defendem a liberação do aborto, a normalização da homossexualidade etc. Por isso, dê a oportunidade para um ou dois alunos no máximo contar a respeito dessa experiência. Não passe de cinco minutos com essa atividade introdutória para 0 desenvolvimento da lição. Em seguida, diga que as ideias defendidas por esses líderes têm a ver com a proposta de desconstrução e relativização da interpretação e dos valores da Bíblia como Palavra de Deus.
3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Conclua a lição incentivando os alunos a lerem bons livros que valorizam os antigos postulados da Bíblia como Palavra de Deus. Obras como a Origem da Bíblia, editada pela CPAD, dentre outras, são um grande auxílio para este trabalho apologético a respeito da Bíblia.

4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 91, p.39, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que lhe darão suporte na preparação de sua aula:
1) O texto “Apego à Bíblia como Antídoto” é uma reflexão que expande o primeiro tópico a respeito de como a igreja pode se proteger do processo de desconstrução e relativização da Bíblia;


2) O texto “A Inspiração das Escrituras” traz uma proposta de aplicação para afirmar a autoridade das Escrituras.

INTRODUÇÃO

Não é novidade para ninguém que a Bíblia sempre sofreu ataques ao longo dos séculos. Não foram poucas as tentativas de desacreditá-la e, até mesmo, aboli-la da sociedade. As táticas foram muitas. Às vezes seus exemplares foram queimados; outras vezes a Bíblia foi considerada perigosa, obsoleta e desnecessária. Enfim, em diferentes momentos e épocas sempre houve algum levante contra a autoridade das Escrituras. Hoje não é diferente. Infelizmente, há quem afirme que a Bíblia precisa ser “atualizada”. Geralmente esse posicionamento é tomado quando se trata de questões de natureza social e comportamental. Assim, há quem defenda que a Bíblia precisa ser “ressignificada”. Em outras palavras, para ele, a Palavra de Deus está desatualizada nessas questões sociais e comportamentais ou, no mínimo, mal traduzida, mal interpretada e, portanto, mal aplicada.

Palavra-Chave: RELATIVIZAÇÃO

I – A BÍBLIA E O ESPÍRITO DESTA ERA

1- A desconstrução. Não é incomum encontrarmos na literatura, ou nas mídias sociais, expressões como: “a era do vazio”; “pós verdade”, “o fim das certezas”, “cultura líquida” ou ainda “desconstrução”. São formas diferentes para nomear o mesmo fenômeno cultural que impera na sociedade contemporânea, também denominado de pós-moderno. Em palavras mais simples, esse novo modelo ou paradigma cultural se contrapõe ao cristianismo procurando desconstruir, não apenas sua herança cultural, mas, sobretudo, seu conjunto de valores ético morais e espirituais (cf. Rm 12.2). Enfim, é uma nova forma de pensar e agir diferente daquela que estávamos habituados a enxergar. A consequência disso tudo é a relativização das Escrituras (Is 5.20).

2- O Relativismo. Dentro dessa nova configuração cultural, o relativismo é inevitável. Não há valores perenes ou absolutos. Tudo é relativo. Na verdade, há muito que o relativismo ético moral vem se insurgindo na sociedade e de forma sorrateira na igreja. Não há mais parâmetro por meio do qual se possa dizer o que é certo ou errado. Tudo é relativo. Isso significa dizer que qualquer julgamento depende do ponto de vista de quem julga ou analisa. Por essa perspectiva, a Bíblia representa apenas mais um ponto de vista dentre vários outros (cf. Hb 13.8).

SINOPSE I

O Espírito desta era contribui para a desconstrução e relativização da Bíblia.

AUXÍLIO TEOLÓGICO

APEGO À BÍBLIA COMO ANTÍDOTO
“Em 2003, o projeto genoma humano identificou, pela primeira vez, aproximadamente 20 a 25 mil genes no DNA humano. Do ponto de vista biológico, os genes determinam as características particulares de cada organismo. Deus é um grande engenheiro pelo fato de nos ter criado de tal modo! Nossos genes determinam como vamos evoluir ou, em alguns casos, decair conforme o andamento da nossa vida. A cor dos nossos olhos, nossa altura e até mesmo a propensão para certas doenças são exemplos de como somos tecidos nos detalhes celulares, no que diz respeito ao aspecto físico. Por analogia, as igrejas também têm uma ‘constituição genética’ – crenças, princípios e compromissos que costumam direcionar e determinar sua existência espiritual, sua dinâmica como comunidade e, finalmente, seus impactos sobre o mundo. A questão de que a igreja tem a Escritura na medula óssea pode parecer irracional, mas nem sempre é o caso. Na América do Norte temos vivido uma ‘doença genética’ na igreja, manifestada por uma preocupante expansão rápida de um analfabetismo bíblico” (GUTHRIE, George. Lendo a Bíblia Para a Vida: Seu Guia para Entender e Viver a Palavra de Deus. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p.267).

II- A BÍBLIA E O POLITICAMENTE CORRETO

1- Acriação de uma narrativa. “Destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?” (SI 11.3 – NAA). Essa pergunta do salmista ecoa em nossos dias. Os fundamentos estão sendo derrubados, destruídos. É preciso observar que isso não é um fenômeno aleatório, impensado. Não. Trata-se de uma narrativa ardilosamente construída com o fim de desconstruir os valores cristãos e substituí-los por outros. É aí que se cria uma narrativa ou história para se chegar a esse fim. Surge o discurso do “politicamente correto”. Dentro desse modelo criou-se uma nova moralidade, uma nova ética, e, portanto, uma nova forma de dizer o que é certo e errado. Por esse novo modelo está correto se fazer aborto e proibir a leitura da Bíblia em espaços públicos (cf. 2 Tm 3.12-14). Dentro dessa narrativa do politicamente correto não há espaço para a Bíblia.

2- A Criminalização da opinião. Pensar diferente dessa nova narrativa que foi criada é estar sujeito à censura. Na verdade, toda forma de pensar diferente dessa narrativa é criminalizada. Há, portanto, uma ditadura da opinião. Quem pensa diferente deve ser execrado e, até mesmo, punido. É a ditadura do politicamente correto. Não há espaço para cristãos conservadores. O cristianismo, que no ocidente é a cultura majoritária, está sendo banido para a periferia, transformando-se numa contracultura (cf. Mt 10.22). No mundo todo vemos sites cristãos conservadores sendo censurados e banidos.

SINOPSE II

Há uma formação de narrativa a respeito da Bíblia para criminalizar a opinião ancorada nos antigos postulados da fé cristã

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Lição 06: Quem segue a Cristo Compreende o Reino de Deus | 3° Trimestre De 2022 | EBD – Jovens

EBD | 3° Trimestre De 2022 | CPAD – Revista Jovens – Tema: Imitadores de Cristo – Ensinos Extraídos das Palavras de Jesus e dos Apóstolos | Escola Bíblica Dominical | Lição 06: Quem segue a Cristo Compreende o Reino de Deus

TEXTO PRINCIPAL

“Porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.” (Rm 14.17)

RESUMO DA LIÇÃO

A compreensão clara do que seja o Reino de Deus é fundamental para todo aquele que deseja seguir a Jesus.

LEITURA SEMANAL

SEGUNDA – 1 Co 2.4 O Reino é simples
TERÇA – Lc 17.20 O Reino não é produto humano
QUARTA – Cl 1.15 Os santos creem no invisível
QUINTA – Mc 9.50 Todo cristão é moderado
SEXTA – Rm 15.5 Quem vive para o Reino tem paciência
SÁBADO – Sl 89.14 O Reino é de justiça

OBJETIVOS

MOSTRAR o que é o Reino de Deus;
SABER o que não é o Reino de Deus;
COMPREENDER que precisamos viver de acordo com o Reino de Deus.

INTERAÇÃO

Prezado(a) professor(a), na lição deste domingo procure enfatizar que a compreensão clara do que seja o Reino de Deus é fundamental para todo aquele que deseja seguir a Jesus. Será que temos tal compreensão? Será que estamos trabalhando para manifestar, de modo efetivo, o Reino a esta geração? Como filhos(as) de Deus temos o dever de colaborar para que o Evangelho de Cristo alcance todas as tribos e nações da Terra. Precisamos fazer tudo que estiver ao nosso alcance para pregar as Boas Novas, pois em breve Jesus voltará para buscar a sua Igreja e aqueles que são seus. Temos uma missão urgente para cumprir.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor(a), escreva no quadro as palavras Reino de Deus. Pergunte aos alunos o que vem à mente deles quando ouvem estas palavras. Ouça os alunos com atenção. Em seguida, explique que “os fariseus perguntaram a Jesus quando o Reino de Deus viria, não sabendo que já havia chegado. O Reino de Deus não é como um reino terreno, geográfico e politicamente limitado. Começa com o trabalho do Espírito de Deus na vida e nos relacionamentos das pessoas. Assim, devemos evitar olhar para instituições ou programas em busca de evidências do progresso do Reino de Deus. Devemos procurar conhecer o que Deus está trazendo no coração das pessoas” (Extraído da Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD, p. 1389).

TEXTO BÍBLICO
Lucas 17.20-25

20 E interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o Reino de Deus, respondeu-lhes e disse: O Reino de Deus não vem com aparência exterior.
21 Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Ei-lo ali! Porque eis que o Reino de Deus está entre vós.

iscípulos: Dias virão em que desejareis ver um dos dias do Filho do Homem e não o vereis.
23 E dir-vos-ão: Ei-lo aqui! Ou: Ei-lo ali! Não vades, nem os sigais.
24 Porque, como o relâmpago ilumina desde uma extremidade inferior do céu até à outra extremidade, assim será também o Filho do Homem no seu dia.
25 Mas primeiro convém que ele padeça muito e seja reprovado por esta geração.

INTRODUÇÃO

Quanto tempo e energia as pessoas perdem confundindo preferências pessoais com o Reino de Deus. Muitos, erroneamente, não desejam mais congregar, quando nossa vocação é para servir a Cristo em uma igreja. Vamos refletir, nesta lição, a respeito do que é o Reino de Deus, suas características e importância em nossas vidas, como membros do Corpo de Cristo.

I- O QUE É O REINO DE DEUS

1- A simplicidade do Evangelho do Reino. O Reino de Deus é uma experiência simples (1 Co 2.4), descomplicada (Mt 10.16), porém nunca simplória, franqueada a todas as filhas e filhos de Adão. Nas palavras de Jesus, o ingresso no Reino está disponível a todos (Jo 7.37-39). Jesus sempre fez da transmissão do Evangelho uma experiência acessível a todos, desde o mais erudito religioso até o mais iletrado pecador, pois os pressupostos para seguir a Jesus não são altas habilidades cognitivas, mas a humildade (Mt 18.4).

2- A miserável condição dos fariseus. Jesus estava diante dos religiosos de sua época, mas eles eram incapazes de percebê-Lo. Aqueles indivíduos não conseguiam acreditar que o filho de um simples carpinteiro (Mt 13.55). proveniente de Nazaré (Jo 1.46), pobre (2 Co 8.9) poderia ser o Messias divino. Eles esperavam alguém de sucesso que desejasse o trono de César e não uma cruz de pecador. Por isso, o Mestre afirma em Lucas 17.20 que o Reino não era produto de uma conjuntura político humana, ou seja, sua presença e efeitos não poderiam ser mensurados por critérios humanos como sucesso financeiro ou adesão popular, mas por princípios intangíveis como amor e misericórdia. Os membros dos partidos religiosos da época de Jesus, trabalhavam hipocritamente, esforçavam-se para serem vistos como piedosos e santos, quando não passavam de profanos cegos por poder, surdos para o clamor de socorro da sociedade, incapazes de fazer qualquer bem às filhas e filhos de Deus (Mt 23.4).

3- O “agora” e o “porvir” do Reino de Deus. Para os incrédulos, o Reino de Deus é só uma promessa lançada ao vento, para os discípulos de Cristo é uma realidade encarnada e já vivenciada hoje. Os fariseus, assim como os discípulos de Jesus, em determinado momento de suas jornadas, não tinham maturidade espiritual suficiente para perceber que a transformação prometida pelos profetas no Antigo Testamento não iniciaria com uma mudança governamental, como a restauração política de Judá, mas com a libertação dos corações da opressão do Inferno (Jo 14.8,9). O problema de muitos dos crentes carnais é exatamente este: como eles são afeitos às manifestações exteriores (Mt 23-5-7). sua compreensão do Reino também é refém de sinais materiais (Lc 17.21). Só os santos vêem o invisível (Cl 1.15).

PENSE! O Reino de Deus é dos humildes.
PONTO IMPORTANTE! Que venhamos a desejar somente o Reino.

SUBSÍDIO 1

Prezado(a) professor(a), inicie o tópico fazendo a seguinte pergunta: O que é o Reino de Deus? Incentive a participação e ouça os alunos com atenção. Depois explique que “é um conjunto de todas as bênçãos, promessas e alianças que o Todo-Poderoso, de conformidade com os seus conselhos, destinou aos que recebem a Cristo Jesus. O Reino de Deus não é apenas um lugar: é um estado de imensuráveis bem-aventuranças. O Reino de Deus não pode ser limitado nem pelo espaço nem pelo tempo. É o plano de Deus em ação, operando em favor dos que hão de herdar a vida eterna.” (ANDRADE. Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. I3.ed. Rio de Janeiro: CPAD. 2004. p. 318.)

II- O QUE NÃO É O REINO DE DEUS

1- Não confunda o Reino de Deus com suas opiniões pessoais. Vivemos um tempo difícil, uma época de muitos desentendimentos. Assim como nos dias atuais, Paulo enfrentou um conflito entre grupos intolerantes em Roma. Nos capítulos 14 e 15 de Romanos, somos apresentados a um enorme alvoroço que se originou entre aqueles irmãos. O cerne de todo o problema era um debate a respeito da obrigatoriedade da observância de prescrições dietéticas pelos cristãos não judeus. Parte da igreja cristã em Roma entendia que era necessário se abster da ingestão de carne, por questões cerimoniais e culturais; já para outra parcela daquela igreja local, tal renúncia não passava de um exagero cerimonial sem valor. Como mediador desse conflito, Paulo sintetiza sua orientação em Romanos 15.2, não tomando partido de nenhum dos lados da disputa e lembrando de que o dever de todos era se edificar mutuamente em amor e humildade. Paulo não foi omisso, ele foi cristão, comedido, sábio e amoroso (Mc 9.50).

2- O Reino não deve sofrer: Jamais torne imprescindível o que é supérfluo. Para o apóstolo, aquela igreja estava enfrentando uma perigosa situação. Não em virtude de uma questão alimentar, mas pela terrível confusão entre aquilo que é essencial e o que é fútil. Como já havia sido discutido no Concílio de Jerusalém, com o crescimento das igrejas cristãs e a rápida ampliação para outras culturas além da judaica, muito cedo a liderança apostólica entendeu que era necessário os crentes se absterem das coisas sacrificadas aos ídolos e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação (At 15.28,29). Paulo nada mais fez em Roma do que renovar entre aqueles irmãos as orientações basilares da boa convivência cristã: paciência (Rm 15.5), misericórdia (Rm 15.7) e empatia (Rm 15.14). Nossa missão é muito importante, não podemos perder tempo com provocações uns contra os outros (Gl 5.15), difamando os irmãos e gerando ataques mútuos.

3- O que importa é o Reino. Mas por fim, o que é o Reino? São todas as ações originadas no amor, que promove justiça, paz e alegria para a glória de Deus. Nunca abandone a alegria que vem do Céu (Ne 8.10) por momentos efêmeros de prazeres fugazes.

PENSE! O Reino acolhe as pessoas.
PONTO IMPORTANTE! A unidade do Reino é bem diferente da padronização dos homens.

SUBSÍDIO 2

Professor(a), explique que “Jesus ensina que a natureza atual do reino de Deus é espiritual, e não material, nem política. ‘O Reino de Deus’ não vem com aparência exterior, não vem como poder político terrestre. Pelo contrário, está dentro dos corações dos crentes, no meio deles, e consiste em ‘justiça, e paz, e alegria no Espirito Santo’ (Rm 14.17). Ele se manifesta, ao vencermos, pelo poder do Espírito Santo, o poder do pecado, da enfermidade e de Satanás, e não pela conquista de reis e nações. Quando Jesus vier novamente a este mundo, o reino será visto com todo o seu poder e glória, quando Ele triunfar sobre reis e nações (Ap 11.5-18).” (Bíblia de Estudo Pentecostal Rio de Janeiro: CPAD, p. 1544.)

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Lição 05: Quem segue a Cristo anda na Prática do Perdão e do Amor | 3° Trimestre De 2022 | EBD – Jovens

EBD | 3° Trimestre De 2022 | CPAD – Revista Jovens – Tema: Imitadores de Cristo – Ensinos Extraídos das Palavras de Jesus e dos Apóstolos | Escola Bíblica Dominical | Lição 05: Quem segue a Cristo anda na Prática do Perdão e do Amor

TEXTO PRINCIPAL

“Então, o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida.” (Mt 18.27)

RESUMO DA LIÇÃO

A prática do perdão é condição fundamental para a vivência do Cristianismo.

LEITURA SEMANAL

SEGUNDA – 2 Ts 2.12 A humanidade sem Deus
TERÇA – Tt 2.14 A finalidade do perdão
QUARTA – Sl 77.11 A memória do bem do Senhor
QUINTA – Mc 11.25 O perdão, distintivo do cristão
SEXTA – At 2.44 Amor e misericórdia
SÁBADO – 1 Jo 4.8 Uma existência de amor

OBJETIVOS

EXPLICAR a parábola do Credor Incompassivo;
SABER a respeito das consequências do perdão;
COMPREENDER a respeito do amor de Deus.

INTERAÇÃO

Prezado(a) professor(a), na lição deste domingo trataremos a respeito da prática do perdão e do amor. Como seguidores de Jesus Cristo somos chamados pelo Pai para uma experiência plena de perdão e amor. Tomaremos como base o texto de Mateus 18.21-35 que trata a respeito da Parábola do Credor Incompassivo. Veremos que quando o servo saiu da presença do seu senhor não havia mais nada a dever, nenhum tipo de débito que seria cobrado no futuro. Que venhamos ter a consciência de que essa é a marca inconfundível do perdão do nosso Deus. Como novas criaturas somos desafiados a vivermos o perdão do Pai em nossos relacionamentos. Que seus alunos possam compreender que o amor que foi manifesto na cruz do Calvário tem poder para salvar o pecador por meio do perdão. Que venhamos, como discípulos de Jesus Cristo, espelhar a graça e o perdão divino a todos aqueles que ainda não conhecem do amor de Deus e da sua graça salvadora.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor(a). sugerimos que reproduza o quadro abaixo e utilize-o para mostrar aos alunos a respeito de Jesus e o perdão.

JESUS PERDOOUREFERÊNCIAS
O paralítico que foi levado em uma cama.Mateus 9.2-8 
A mulher surpreendida em adultério.João 8.3-11
A mulher que ungiu seus pés com perfumeLucas 7.44-5O
Pedro, por negar que o conheciaJoão 18.15-18; 20-27
O ladrão da cruzLucas 2339-43
Aqueles que o crucificaramLucas 23.34

Extraído da Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal CPAD. p. 1495

TEXTO BÍBLICO
Mateus 18.31-35

31 Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara.
32 Então, o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste.


33 Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti?
34 E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia.
35 Assim vos fará também meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.

INTRODUÇÃO

Nossa sociedade está espiritualmente adoecida. Um sintoma desse quadro terrível é a falta de amor, profeticamente anunciada por Cristo, e a expressão máxima dessa carência de amor está na promoção da vingança em detrimento do perdão. O amor verdadeiro se materializa em atos de perdão, que se recebe e que se doa. Então, para termos uma transformação social, precisamos estabelecer o perdão como princípio fundamental das relações interpessoais.

I- UMA PARÁBOLA SOBRE A GRAÇA IMERECIDA

1- A dívida era impagável do ponto de vista humano. A primeira parte da parábola do credor incompassivo desnuda a miserável condição de toda a humanidade: éramos todos devedores de um débito impossível de ser saldado. O domínio do pecado sobre nós era pleno. Portanto, por si mesmo, isto é, por seus méritos ou estratégias, a humanidade jamais conseguiria romper o ciclo maldito de escravidão e repetição do mal. A cegueira espiritual fez-nos desejar o mal e odiar o bem (2 Ts 2.12); nos comportávamos de maneira tola, com uma arrogância típica de quem está tão perdido e que não sabe nem por onde começar (Rm 1.29-32).

Somente uma intervenção deliberada e graciosa de Deus poderia oportunizar um futuro diferente do Inferno para cada uma das filhas e filhos de Adão (Tt 2.14). A boa notícia de Cristo é exatamente esta: O perdão nos foi concedido por quem, em primeiro lugar, havíamos ofendido em todos os nossos atos pecaminosos, ou seja, pelo próprio Deus. Não foi o pedido desesperado do devedor que mudou o estatuto espiritual em que ele vivia; foi o bondoso coração do Rei do Universo.

2- A compaixão de Deus. Essa é a fonte de toda a esperança que devemos ter na vida: a grande compaixão divina que não nos mede por nossos atos inconsequentes cometidos sob o controle do Maligno, mas nos olha a partir da ótica do amor (Ef 2.4,5). Louvemos ao Deus Criador que, mesmo sendo o soberano do Universo, se permite comover diante de nossos sofrimentos e angústias (Mt 18.27: Mc 1.41). Essa é a óbvia conclusão a que chegamos, ao analisar a parábola do credor sem misericórdia; somente um Deus rico em misericórdia poderia tratar aqueles que não tinham valor algum como pessoas dignas de respeito, atenção e perdão (Sl 145.8). Essa é a vida que Ele preparou para nós, uma existência de restauração, liberdade e compaixão (Mc 5.19).

3- O Reino dos Céus como lugar de vivência do perdão. Deus nos convida para uma experiência plena de perdão. O coração do Senhor está voltado para nos oferecer uma vida, na qual a misericórdia seja uma constante e não apenas um pico de emocionalismo. Quando aquele homem da parábola saiu da presença do seu senhor, não havia mais nada a dever, nenhum tipo de débito passado que seria cobrado no futuro. Essa é a marca inconfundível do perdão do nosso Deus: Ele tem o poder de mudar nossas vidas, mas isso não se realiza de modo automático, arbitrário, à revelia daquele que foi perdoado. Nosso desafio diário é viver o perdão divino em todos os níveis e em todas as formas de nos relacionarmos.

Compreendamos, então, que o amor que foi manifesto na cruz do Calvário tem poder de nos salvar por meio do perdão. Porém, nos salva para uma trajetória que se constitui para a glória de Deus. Se, por uma decisão pessoal inconsequente, resolvemos praticar de modo sistemático e deliberado algo que não espelhe a graça e o perdão divino, rompemos nosso relacionamento com Deus, e voltamos à condição de miseráveis rebeldes (Hb 8.12; 10.17).

PENSE! O Reino de Deus é movido por perdão e graça, nunca por vingança.
PONTO IMPORTANTE! A falta da prática do perdão é indício de um coração que caminha para a condenação.

SUBSÍDIO 1

“Prezado(a) professor(a), inicie o tópico fazendo a seguinte pergunta: O que perdão? Incentive a participação e ouça os alunos com atenção. Depois explique que perdão” é a remissão de pecados. Indulto. Meio da graça através do qual o pecador arrependido tem as suas faltas perdoadas mediante os méritos de Cristo. O perdão, sendo uma das bem-aventuranças do Evangelho (Rm 4.7). é-nos concedido através da justiça do Filho de Deus (1 Jo 1.9). Nem sempre, porém, o perdão livra o ofensor das consequências de sua ofensa. Haja vista o caso de Davi. Embora prontamente perdoado, teve de arcar com os amargos frutos de seu crime. A dívida do rei para com Deus foi imediata quitada. Mas para com a sociedade, a questão era outra. Exigia pública reparação.” (ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. 13.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004. P- 297.)

II- CONSEQUÊNCIAS DO PERDÃO

1- Somos perdoados para amar. Para que Deus nos perdoou? Se o Eterno nos concedeu o livramento de não sermos eternamente condenados ao Inferno, o que Ele espera de nós? Se quisermos utilizar a parábola de Mateus 18.23-34 como chave-de-leitura para essa questão, a resposta seria amor. Sim, o Criador nos ofereceu perdão para que uma vez experimentando a verdadeira vida, livre do peso do pecado e da morte, sejamos praticantes daquilo que é o propósito de nossa existência: a potência do amar (1 Jo 4.8). O fracasso da personagem perdoada pelo seu senhor se expressa no fato dele não ter correspondido com amor quando isso lhe foi exigido, Não era uma questão de falar a respeito do amor, de discursar sobre misericórdia, mas de pôr em prática, de encarnar relacionalmente a amplitude do milagre que é ser amado e perdoado pelo bondoso Deus (Mc 11.25).

2- O dever de desenvolver uma memória compassiva. Muitas pessoas vivem presas em terríveis egoísmos, gente que quer ser tratada com o máximo de paciência possível, mas não é capaz de fazer o mesmo com os outros. Na parábola, o perdoado pelo rei, diante da vida nova que ganhou, insistiu em viver conforme os antigos padrões e essa foi sua ruína. Jamais nos esqueçamos da situação desgraçada da qual fomos resgatados, e somente assim poderemos oferecer a outras pessoas aquilo que temos recebido de Deus (1 Jo 5.1; 1 Pe 2.17). Essa então é a bênção de uma memória compassiva, isto é, de uma mente que se lembra de modo constante das maravilhas que o Altíssimo fez por cada um de nós (Sl 77.11).

Nossa forma de olhar, depois da experiência do perdão, deve ser completamente guiada pela métrica do amor. Assim, não devemos mensurar os outros por aquilo que recebemos deles, como se a vida fosse uma eterna negociação interesseira, ou por aquilo que podemos extrair desse relacionamento, como se fôssemos sugadores de vida, alegria e riquezas dos outros. O Evangelho nos convida para uma existência de amor e empatia.

3- As exigências de uma vida perdoada. Existe um tipo de pseudo evangelho muito comum em nossos dias. Nele, as pessoas advogam a tese absurda de que o perdão é uma carta de alforria para se tornar qualquer coisa, inclusive, causador de sofrimento nos outros. Isso é um completo absurdo, e é óbvio que não se propaga assim, de modo tão explícito. Em nossos dias muitos aprisionam pessoas em sua infantilidade espiritual, prendendo-as a invejas, ganância e arrogância (Mt 7.5).

A distorção do amor de Deus se estabelece assim: invoca-se a graça de Deus como garantidora de uma vida de pecado, na desculpa de que o perdão nos faz imunes às consequências de nossas irresponsabilidades (Rm 3.3-7). Ser discípulo de Cristo exige de nós um coração que se converta a Deus em tudo, o tempo todo (Lm 5.21). O personagem da parábola perdeu tudo, não em virtude de sua dívida impagável, mas porque seguiu seu coração perverso. Uma vez perdoados, é nosso dever ser santos, cheios de compaixão e misericórdia para com todos.

PENSE! Lembre-se dos outros a partir da ótica da redenção de Deus.
PONTO IMPORTANTE! Somos salvos para perdoar os outros, salvação sem perdão não existe.

SUBSÍDIO 2

Professor(a), explique que “pelo fato de Deus perdoar todos os pecados que cometemos, não devemos negar perdão a nossos semelhantes. À medida que entendemos o completo perdão de Cristo em nossa vida, devemos demonstrar uma atitude de perdão em relação aos outros. Se não o fizermos, colocamo-nos acima da lei do amor de Cristo.” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD. 2008. p. 188.)

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Lição 05: Quem segue a Cristo anda na Prática do Perdão e do Amor | 3° Trimestre De 2022 | EBD – Jovens

EBD | 3° Trimestre De 2022 | CPAD – Revista Jovens – Tema: Imitadores de Cristo – Ensinos Extraídos das Palavras de Jesus e dos Apóstolos | Escola Bíblica Dominical | Lição 05: Quem segue a Cristo anda na Prática do Perdão e do Amor

TEXTO PRINCIPAL

“Então, o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida.” (Mt 18.27)

RESUMO DA LIÇÃO

A prática do perdão é condição fundamental para a vivência do Cristianismo.

LEITURA SEMANAL

SEGUNDA – 2 Ts 2.12 A humanidade sem Deus
TERÇA – Tt 2.14 A finalidade do perdão
QUARTA – Sl 77.11 A memória do bem do Senhor
QUINTA – Mc 11.25 O perdão, distintivo do cristão
SEXTA – At 2.44 Amor e misericórdia
SÁBADO – 1 Jo 4.8 Uma existência de amor

OBJETIVOS

EXPLICAR a parábola do Credor Incompassivo;
SABER a respeito das consequências do perdão;
COMPREENDER a respeito do amor de Deus.

INTERAÇÃO

Prezado(a) professor(a), na lição deste domingo trataremos a respeito da prática do perdão e do amor. Como seguidores de Jesus Cristo somos chamados pelo Pai para uma experiência plena de perdão e amor. Tomaremos como base o texto de Mateus 18.21-35 que trata a respeito da Parábola do Credor Incompassivo. Veremos que quando o servo saiu da presença do seu senhor não havia mais nada a dever, nenhum tipo de débito que seria cobrado no futuro. Que venhamos ter a consciência de que essa é a marca inconfundível do perdão do nosso Deus. Como novas criaturas somos desafiados a vivermos o perdão do Pai em nossos relacionamentos. Que seus alunos possam compreender que o amor que foi manifesto na cruz do Calvário tem poder para salvar o pecador por meio do perdão. Que venhamos, como discípulos de Jesus Cristo, espelhar a graça e o perdão divino a todos aqueles que ainda não conhecem do amor de Deus e da sua graça salvadora.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor(a). sugerimos que reproduza o quadro abaixo e utilize-o para mostrar aos alunos a respeito de Jesus e o perdão.

JESUS PERDOOUREFERÊNCIAS
O paralítico que foi levado em uma cama.Mateus 9.2-8 
A mulher surpreendida em adultério.João 8.3-11
A mulher que ungiu seus pés com perfumeLucas 7.44-5O
Pedro, por negar que o conheciaJoão 18.15-18; 20-27
O ladrão da cruzLucas 2339-43
Aqueles que o crucificaramLucas 23.34

Extraído da Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal CPAD. p. 1495

TEXTO BÍBLICO
Mateus 18.31-35

31 Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara.
32 Então, o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste.


33 Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti?
34 E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia.
35 Assim vos fará também meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.

INTRODUÇÃO

Nossa sociedade está espiritualmente adoecida. Um sintoma desse quadro terrível é a falta de amor, profeticamente anunciada por Cristo, e a expressão máxima dessa carência de amor está na promoção da vingança em detrimento do perdão. O amor verdadeiro se materializa em atos de perdão, que se recebe e que se doa. Então, para termos uma transformação social, precisamos estabelecer o perdão como princípio fundamental das relações interpessoais.

I- UMA PARÁBOLA SOBRE A GRAÇA IMERECIDA

1- A dívida era impagável do ponto de vista humano. A primeira parte da parábola do credor incompassivo desnuda a miserável condição de toda a humanidade: éramos todos devedores de um débito impossível de ser saldado. O domínio do pecado sobre nós era pleno. Portanto, por si mesmo, isto é, por seus méritos ou estratégias, a humanidade jamais conseguiria romper o ciclo maldito de escravidão e repetição do mal. A cegueira espiritual fez-nos desejar o mal e odiar o bem (2 Ts 2.12); nos comportávamos de maneira tola, com uma arrogância típica de quem está tão perdido e que não sabe nem por onde começar (Rm 1.29-32).

Somente uma intervenção deliberada e graciosa de Deus poderia oportunizar um futuro diferente do Inferno para cada uma das filhas e filhos de Adão (Tt 2.14). A boa notícia de Cristo é exatamente esta: O perdão nos foi concedido por quem, em primeiro lugar, havíamos ofendido em todos os nossos atos pecaminosos, ou seja, pelo próprio Deus. Não foi o pedido desesperado do devedor que mudou o estatuto espiritual em que ele vivia; foi o bondoso coração do Rei do Universo.

2- A compaixão de Deus. Essa é a fonte de toda a esperança que devemos ter na vida: a grande compaixão divina que não nos mede por nossos atos inconsequentes cometidos sob o controle do Maligno, mas nos olha a partir da ótica do amor (Ef 2.4,5). Louvemos ao Deus Criador que, mesmo sendo o soberano do Universo, se permite comover diante de nossos sofrimentos e angústias (Mt 18.27: Mc 1.41). Essa é a óbvia conclusão a que chegamos, ao analisar a parábola do credor sem misericórdia; somente um Deus rico em misericórdia poderia tratar aqueles que não tinham valor algum como pessoas dignas de respeito, atenção e perdão (Sl 145.8). Essa é a vida que Ele preparou para nós, uma existência de restauração, liberdade e compaixão (Mc 5.19).

3- O Reino dos Céus como lugar de vivência do perdão. Deus nos convida para uma experiência plena de perdão. O coração do Senhor está voltado para nos oferecer uma vida, na qual a misericórdia seja uma constante e não apenas um pico de emocionalismo. Quando aquele homem da parábola saiu da presença do seu senhor, não havia mais nada a dever, nenhum tipo de débito passado que seria cobrado no futuro. Essa é a marca inconfundível do perdão do nosso Deus: Ele tem o poder de mudar nossas vidas, mas isso não se realiza de modo automático, arbitrário, à revelia daquele que foi perdoado. Nosso desafio diário é viver o perdão divino em todos os níveis e em todas as formas de nos relacionarmos.

Compreendamos, então, que o amor que foi manifesto na cruz do Calvário tem poder de nos salvar por meio do perdão. Porém, nos salva para uma trajetória que se constitui para a glória de Deus. Se, por uma decisão pessoal inconsequente, resolvemos praticar de modo sistemático e deliberado algo que não espelhe a graça e o perdão divino, rompemos nosso relacionamento com Deus, e voltamos à condição de miseráveis rebeldes (Hb 8.12; 10.17).

PENSE! O Reino de Deus é movido por perdão e graça, nunca por vingança.
PONTO IMPORTANTE! A falta da prática do perdão é indício de um coração que caminha para a condenação.

SUBSÍDIO 1

“Prezado(a) professor(a), inicie o tópico fazendo a seguinte pergunta: O que perdão? Incentive a participação e ouça os alunos com atenção. Depois explique que perdão” é a remissão de pecados. Indulto. Meio da graça através do qual o pecador arrependido tem as suas faltas perdoadas mediante os méritos de Cristo. O perdão, sendo uma das bem-aventuranças do Evangelho (Rm 4.7). é-nos concedido através da justiça do Filho de Deus (1 Jo 1.9). Nem sempre, porém, o perdão livra o ofensor das consequências de sua ofensa. Haja vista o caso de Davi. Embora prontamente perdoado, teve de arcar com os amargos frutos de seu crime. A dívida do rei para com Deus foi imediata quitada. Mas para com a sociedade, a questão era outra. Exigia pública reparação.” (ANDRADE, Claudionor Corrêa de. Dicionário Teológico. 13.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2004. P- 297.)

II- CONSEQUÊNCIAS DO PERDÃO

1- Somos perdoados para amar. Para que Deus nos perdoou? Se o Eterno nos concedeu o livramento de não sermos eternamente condenados ao Inferno, o que Ele espera de nós? Se quisermos utilizar a parábola de Mateus 18.23-34 como chave-de-leitura para essa questão, a resposta seria amor. Sim, o Criador nos ofereceu perdão para que uma vez experimentando a verdadeira vida, livre do peso do pecado e da morte, sejamos praticantes daquilo que é o propósito de nossa existência: a potência do amar (1 Jo 4.8). O fracasso da personagem perdoada pelo seu senhor se expressa no fato dele não ter correspondido com amor quando isso lhe foi exigido, Não era uma questão de falar a respeito do amor, de discursar sobre misericórdia, mas de pôr em prática, de encarnar relacionalmente a amplitude do milagre que é ser amado e perdoado pelo bondoso Deus (Mc 11.25).

2- O dever de desenvolver uma memória compassiva. Muitas pessoas vivem presas em terríveis egoísmos, gente que quer ser tratada com o máximo de paciência possível, mas não é capaz de fazer o mesmo com os outros. Na parábola, o perdoado pelo rei, diante da vida nova que ganhou, insistiu em viver conforme os antigos padrões e essa foi sua ruína. Jamais nos esqueçamos da situação desgraçada da qual fomos resgatados, e somente assim poderemos oferecer a outras pessoas aquilo que temos recebido de Deus (1 Jo 5.1; 1 Pe 2.17). Essa então é a bênção de uma memória compassiva, isto é, de uma mente que se lembra de modo constante das maravilhas que o Altíssimo fez por cada um de nós (Sl 77.11).

Nossa forma de olhar, depois da experiência do perdão, deve ser completamente guiada pela métrica do amor. Assim, não devemos mensurar os outros por aquilo que recebemos deles, como se a vida fosse uma eterna negociação interesseira, ou por aquilo que podemos extrair desse relacionamento, como se fôssemos sugadores de vida, alegria e riquezas dos outros. O Evangelho nos convida para uma existência de amor e empatia.

3- As exigências de uma vida perdoada. Existe um tipo de pseudo evangelho muito comum em nossos dias. Nele, as pessoas advogam a tese absurda de que o perdão é uma carta de alforria para se tornar qualquer coisa, inclusive, causador de sofrimento nos outros. Isso é um completo absurdo, e é óbvio que não se propaga assim, de modo tão explícito. Em nossos dias muitos aprisionam pessoas em sua infantilidade espiritual, prendendo-as a invejas, ganância e arrogância (Mt 7.5).

A distorção do amor de Deus se estabelece assim: invoca-se a graça de Deus como garantidora de uma vida de pecado, na desculpa de que o perdão nos faz imunes às consequências de nossas irresponsabilidades (Rm 3.3-7). Ser discípulo de Cristo exige de nós um coração que se converta a Deus em tudo, o tempo todo (Lm 5.21). O personagem da parábola perdeu tudo, não em virtude de sua dívida impagável, mas porque seguiu seu coração perverso. Uma vez perdoados, é nosso dever ser santos, cheios de compaixão e misericórdia para com todos.

PENSE! Lembre-se dos outros a partir da ótica da redenção de Deus.
PONTO IMPORTANTE! Somos salvos para perdoar os outros, salvação sem perdão não existe.

SUBSÍDIO 2

Professor(a), explique que “pelo fato de Deus perdoar todos os pecados que cometemos, não devemos negar perdão a nossos semelhantes. À medida que entendemos o completo perdão de Cristo em nossa vida, devemos demonstrar uma atitude de perdão em relação aos outros. Se não o fizermos, colocamo-nos acima da lei do amor de Cristo.” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD. 2008. p. 188.)

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Lição 04: Quem segue a Cristo cultiva a Prática da Oração e do Jejum | 3° Trimestre De 2022 | EBD – Jovens

EBD | 3° Trimestre De 2022 | CPAD – Revista Jovens – Tema: Imitadores de Cristo – Ensinos Extraídos das Palavras de Jesus e dos Apóstolos | Escola Bíblica Dominical | Lição 04: Quem segue a Cristo cultiva a Prática da Oração e do Jejum

TEXTO PRINCIPAL

“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome.” (Mt 6.9)

RESUMO DA LIÇÃO

Ore e jejue até que seu coração teimoso convença-se de que tudo de bom vem dos céus, diretamente das mãos de Jesus Cristo.

LEITURA SEMANAL

SEGUNDA – Mt 23.5 A falsidade dos hipócritas
TERÇA – Ef 6.6 Orando para servir a Deus
QUARTA – Sl 27.8 A oração como experiência de fortalecimento
QUINTA – Gl 4.6 Orando para falar com o Aba
SEXTA – Mt 4.2 Jesus jejuou
SÁBADO – At 13.2 Os crentes da Igreja Primitiva jejuavam

OBJETIVOS

AFIRMAR que a oração é o termômetro da espiritualidade:
SABER que Jesus ensinou seus discípulos a orarem;
COMPREENDER a importância do jejum aliado a oração.

INTERAÇÃO

Prezado(a) professor(a), na lição deste domingo desejamos que você e seus alunos marquem um período para jejuar e orar. Coloque a temática da lição em prática e viva um período especial de comunhão com o Pai. Vivemos tempos difíceis, onde a sociedade está cada vez mais mergulhada no pecado e distante de Deus. Muitos crentes, diante das dificuldades da vida, estão cada vez mais avessos às disciplinas espirituais – oração, leitura bíblica e jejum. Precisamos, com a máxima urgência, regressarmos aos valores milenares do Cristianismo. A oração e o jejum são o caminho para um real avivamento em nossos dias.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor(a), sugerimos que você inicie a lição fazendo a seguinte pergunta: O que é a oração? Incentive a participação dos alunos e ouça as respostas com atenção. Em seguida apresente o significado de oração abaixo: “Oração é o ato pelo qual o crente, através da fé em Cristo Jesus e mediante a ação intercessora do Espírito Santo, aproxima-se de Deus com o objetivo de adorá-lo, render-lhe ações de graças, interceder pelos salvos e pelos não-salvos, e apresentar-lhe as petições de acordo com a sua suprema e inquestionável vontade”.

Depois, leia juntamente com os alunos as seguintes referências:
João 15.16:
Romanos 8.26:
1 Tessalonicenses 5.18;
1 Samuel 12.23:
1 João 5.14.

Em seguida explique os objetivos da oração:
1- Buscar a presença de Deus:
2- Agradecê-lo pelos imerecidos favores:
3- Interceder pelo avanço do Reino de Deus:
4- Apresentar nossas necessidades;
5- Confessar a Deus nossos pecados e faltas.
Extraído de Disciplinas da Vida Cristã CPAD, pp 32-38-39

TEXTO BÍBLICO
Mateus 6.5-8

5 E, quando orares, não sejas como os hipócritas, pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão.
6 Mas tu, quando orares, entra no teu a teu Pai que vê o que está oculto; e teu Pai, que vê o que está oculto, te recompensará.


7 E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que, por muito falarem, serão ouvidos.
8 Não vos assemelheis, pois, a eles, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário antes de vos Lho pedirdes.

INTRODUÇÃO

O ambiente espiritual deste mundo é terrível. A maioria das pessoas vive refém de um materialismo ceticista que as torna cada vez mais avessas às disciplinas. Infelizmente, muitos crentes também já não querem mais ouvir a respeito das disciplinas espirituais: oração, leitura bíblica, generosidade e jejum. Se nada for feito pelos crentes, testemunharemos o aumento de uma fé vazia de amor e morta de obras. Regressar aos valores milenares do Cristianismo é o único caminho de um real avivamento em nossos dias.

I- A ORAÇÃO COMO TERMÔMETRO DA ESPIRITUALIDADE

1- A oração é uma prática de sinceridade. Afastar a oração de toda prática religiosa vazia é o dever de todo crente. Já no início de seu ministério, Jesus falava a respeito da hipocrisia de muitas pessoas que se dedicavam de modo alongado àquilo que eles chamavam de oração, mas que, na verdade, não passava de rituais repetitivos (Mt 6.5-8). É incrível como esse tipo de indivíduo ainda está no nosso meio, gente que, apesar de não ter uma vida de oração, quer parecer ter. Pessoas que não oram em tempo algum, mas se apresentam nas redes sociais como se fossem os discípulos mais piedosos de Cristo. Eles não seguem o Redentor, são escravos de seus próprios corações imundos. É urgente

É que, como seguidores do Nazareno, rompamos com toda prática teatral, com as ambições pessoais, e nos lancemos aos pés daquEle que pode transformar nossa inquieta alma num mar de bonança e paz. Enquanto alguns, erroneamente, continuarem fazendo das orações um espetáculo, a humanidade continuará distante do Criador. Não se preocupe com o que os outros vão pensar enquanto você ora, e de preferência, que os outros nem vejam ou saibam de sua prática cotidiana de oração (Mt 6.6). Seja verdadeiro e pleno diante daquEle que o conhece sem qualquer máscara, filtro ou disfarce (Ef 6.6). É tempo de proclamarmos e vivermos os verdadeiros valores do Evangelho, mostrar o tamanho do maravilhoso amor do Pai (SL 40.17).

2- A oração é um convite para seguir a Jesus. Testemunhamos um tempo tão difícil que até na prática da oração as pessoas querem estabelecer conflitos. Atitudes cheias de inveja e rancor, as quais, diante de Deus, são abominações terríveis. A oração é sempre sobre o Pai, nunca sobre nós ou os outros. Por isso, quando estivermos em oração, devemos ser inundados pela presença do Pai, e não por mágoas ou lembranças ruins. Orar é seguir a Deus de olhos fechados, sem nunca errar o caminho. Em meio à incredulidade de muitos, quem segue sua jornada de joelhos chega mais rápido no centro da vontade de Deus (SL 28.7).

3- Ore mais, negocie menos. Oração é quebrantamento e não uma “queda-de-braço”, não devemos imaginar que precisamos vencer Deus pelo cansaço, isso é tolo e infantil (Mt 6.7). Não existe pois mérito nosso em qualquer resposta de oração, não são campanhas com datas, vigílias em lugares ermos ou qualquer outro mecanismo que nos concederá as respostas às nossas petições. Tudo é graça, amor e compaixão divina. Orar é retirar todo disfarce diante de Deus e se reconhecer estruturalmente carente do amor que vem dEle (Mt 26.36-46).

PENSE! Orar não é uma arma, mas um remédio aos corações feridos.
PONTO IMPORTANTE! A oração expõe quem nós somos: frágeis, ignorantes e dependentes.

SUBSÍDIO 1

“Prezado(a) professor(a), explique aos alunos que “não há instruções sobre a oração mais significativa e esclarecedoras que as feitas por aquEle que orava com tanta eficácia e com uma certeza tal, que podia dizer: ‘Pai… eu bem sei que sempre me ouves’ (Jo 11.41,42). Contudo, é muito importante aprender a orar do que aprender sobre esse assunto. Aprender sobre a oração só terá sentido se nos permitirmos orar melhor. Em seus ensinamentos sobre o Céu, Jesus disse aos seus discípulos que eles sabiam como chegar, onde Ele estava indo. Tomé, entretanto, disse que não sabia para onde Jesus estava indo, quanto menos o caminho para chegar lá.

Então Jesus lhe respondeu: ‘Eu sou o caminho… Ninguém vem ao Pai, senão por mim’ (Jo 14.6). Nos ensinos de Jesus, não há declaração mais direta sobre o acesso a Deus. Isso aplica-se não só à salvação, mas também à oração, visto que Jesus é o ‘novo e vivo caminho’ por meio do qual entramos no Santo dos Santos. Essa verdade é absoluta. Ninguém pode aproximar-se de Deus através de outro nome ou por qualquer outro meio.’ (BRABDT. Robert L BiCKET. Zenas J. Teologia da Oração: O Espírito nos Ajuda a Orar. Rio de Janeiro: CPAD, 2008. p. 40)

II- APRENDENDO A ORAR COM JESUS

1- O que não é o “Pai Nosso”. Como o próprio Cristo ensinou, a oração não deve ser uma prática mecânica ou com expectativas automáticas, como se orar fosse uma receita de bolo cujo resultado final se chegará necessariamente quando todos os passos forem seguidos. Orar é uma atitude espontânea e Livre de um coração que ama a Deus, todavia, não é algo caótico, aleatório. Toda oração deve seguir determinados princípios fundamentais para que seja realizada para a glória de Deus, e é exatamente isso que Jesus faz em Mateus 6.9-13. O Mestre não ensina uma fórmula mágica que deve ser repetida várias vezes e da qual o indivíduo fica dependente. Pelo contrário, o Salvador ensina os discípulos a orar (Lc 11.2) apresentando componentes em sua oração que são indispensáveis para todo e qualquer clamor, Já a maneira como se ora, o lugar, a forma, o horário são meros detalhes que podem alterar-se ou até mesmo não constar nas práticas devocionais de algumas pessoas.

2- O “Pai Nosso” como indicativo dos parâmetros para uma vida de oração. Qual o resumo que se pode apresentar da oração modelar de Jesus?
a) Orar em primeiro lugar é sempre reconhecer a grandeza e amabilidade de Deus – somente a partir dos ensinamentos de Jesus se popularizou a liberdade de denominar o Criador de Pai (Mc 14.36; Rm 8.15; Gl 4.6);
b) Quem ora nunca deve confundir a generosidade do Eterno com conivência com o pecado, pois Ele é um todo de santidade (Santo é o nome de Deus!);
c) Toda oração deve apontar para a eternidade, pois uma das desgraças da sociedade contemporânea é seu imediatismo materialista (Is 22.12; 1 Co 15.32);
d) Deve-se sempre orar, pois diariamente o maná do céu vem ao povo santo (a arrogância e a soberba afastam as pessoas de uma vida de oração dedicada);
e) Somente consegue orar aquele que se permitiu viver uma conversão de valores, práticas e ideais (os rancorosos provam, duplamente por seus atos, que não conhecem Deus);
f) Quem ora deve reconhecer suas limitações e medos (o mal é um fato real de todos nós, com ou sem oração);
g) A culminância de toda oração deve nos conduzir à certeza de que a soberania de Deus é um fato.

3- Não faz nenhum sentido orar sem perdoar. Oração e perdão são intrínsecos e simultâneos (Mt 6.14,15). Só tem paz para orar quem já perdoou e só consegue perdoar quem tem uma sólida vida de oração. Para o Mestre está muito evidente que a escolha de um estilo de vida odioso, onde a mágoa seja o centro das decisões, terá como consequência inevitável a falência espiritual dessa pessoa. Deus nos convida para uma experiência cristã na qual sejamos muito mais que fariseus repetidores de orações vazias ou libertinos irresponsáveis que procuram esconder seus desatinos atrás de uma capa. Ore, e conheça o verdadeiro “rosto de Deus”.

PENSE! Nunca faça da oração um protocolo religioso para sua ambição.
PONTO IMPORTANTE! Quem não perdoa, não ora. Quem não ora não é cristão.

SUBSÍDIO 2

Professor(a), explique que “trabalhar para Cristo, como a Bíblia o requer significa tributar-lhe, em obras sacrificiais, toda a nossa afeição e amor. O serviço cristão é imprescindível para o nosso crescimento espiritual; sem ele, pode haver até Cristianismo; seguidores do Nazareno, não. Se nós voltarmos aos Atos dos Apóstolos, constataremos; os primeiros cristãos avultaram-se, já nos primeiros ardores do Dia de Pentecostes, com a mais autêntica comunidade de serviços ao Senhor. Que Jamais nos esqueçamos desta característica do Cristianismo Primitivo. Tem você se esforçado pelo Reino de Deus? Quantas almas já ganhou este ano para Jesus? Você contribui para a obra missionária e para o Serviço Social?” (BRABDT Robert L: BICKET. Zenas J. Teologia da Oração: O Espírito nos ajuda a orar. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p. 188.)

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Lição 06: A Sutileza das Ideologias Contrárias a Família | 3° Trimestre de 2022 | EBD – Adultos

EBD | 3° Trimestre De 2022 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre: OS ATAQUES CONTRA A IGREJA DE CRISTO – As Sutilezas de Satanás nestes Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo | Escola Bíblica Dominical | Lição 06: A Sutileza das Ideologias Contrárias a Família

TEXTO ÁUREO

“E disse O Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só;far-lhe–ei uma adjutora que esteja como diante dele.” (Gn 2.18)

VERDADE PRÁTICA

Dentre os muitos perigos que a sociedade contemporânea enfrenta estão aqueles de natureza ideológica que planejam destruir a família.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Mt 19.6 A família e a união indissolúvel entre homem e mulher
Terça – Gn 2.24 A família como célula mater da sociedade


Quarta – 1 Tm 3.2 A monogamia como princípio bíblico do casamento
Quinta – Gn 2.23 O valor e o devido reconhecimento da mulher
Sexta – Pv 31.15-18 A virtude da mulher na família e na sociedade
Sábado – Dt 6.6-9 A família e transmissão de valores para os filhos

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 2.18-24

8 – E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só;far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele.
19 – Havendo, pois, o Senhor Deus formado da terra, todo animal do campo e toda ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome.
20 – E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo; mas para o homem não se achava adjutora que estivesse como diante dele.
21 – Então, o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar.
22 – E da costela que o Senhor Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão.
23- E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.
24 – Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.

Hinos Sugeridos: 266, 333, 380 da Harpa Cristã

PLANO DE AULA

1- INTRODUÇÃO
A família é um projeto especial de Deus. Em sua soberania ele estabeleceu fundamentos que trazem estabilidade a essa magna instituição: monogamia, heterossexualidade e indissolubilidade. Esses valores blindam a família contra as sutilezas das novas configurações familiares que estão calcadas em ideologias malignas. Assim, nesta lição aprenderemos os princípios bíblicos de uma família sólida que vive na presença de Deus.
2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Abordar a família como um projeto especial de Deus;
II) Elencar os fundamentos da família cristã;
III) Esclarecer as sutilezas da nova configuração familiar;
IV) Apontar os princípios bíblicos para uma família sólida.

B) Motivação: Vivemos numa época desafiadora. Novas ideologias têm promovido a “normalização” de novas configurações familiares que nada tem a ver com 0 propósito de Deus. Como cristãos, de que forma devemos nos comportar diante dessas novas modalidades de união?
C) Sugestão de Método: Uma das características da faixa etária do adulto é que ele aprende quando deseja. Nesse sentido, a dinâmica da Escola Dominical segue o princípio da voluntariedade. A presença do aluno no domingo pela manhã, ou em outro dia noutras localidades, traz com ele a predisposição para aprender. Por isso, sua aula deve ser bem planejada, estruturada e pensada. Se o aluno está disposto a aprender não podemos perder a oportunidade de ensinar bem. Assim sendo, ao longo da aula procure envolver a classe de maneira que a participação dela seja representada. Faça perguntas, peça para alguém resumir um subtópico, corrija o questionário com a classe.
3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: A nossa família é o bem maior que Deus nos deu. Nesse sentido, a lição nos convida a um compromisso com Ele e a nossa família. Incentive a classe a orar pela família, a estabelecer uma meta de ensinar a Palavra de Deus sistematicamente e a cultivar os valores da Bíblia no lar. É tempo de buscar a presença de Deus em família. É tempo de viver na presença do Espírito Santo em família.
4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 91, p.39, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula:
1) O texto “ O Conceito Cristão de Família” é uma reflexão que expande o primeiro tópico a respeito da família como projeto de Deus;
2) O texto “Os Deveres da Família Cristã” traz uma proposta de aplicação dos papéis exercidos pelos membros da família.

INTRODUÇÃO

Nesta lição mostraremos que a família é um projeto de Deus e que há valores fundamentais sobre os quais ela está edificada. Tratamos aqui também dos perigos que rondam a família cristã. Velhas práticas como a infidelidade conjugal, bem como os modelos alternativos de construção familiar são perigos que demandam nossa atenção Contudo, há uma narrativa que faz passar a infidelidade conjugal como algo natural e normal. Mudou-se o rótulo, mas o veneno continua mortífero. Por outro lado, os pais devem ter cuidado a respeito das novas distorções da sexualidade como a teoria genderqueer. Vigiemos.

Palavra-Chave: FAMÍLIA

I – FAMÍLIA, PROJETO DE DEUS

1- Uma instituição divina. Quando consultado pelos fariseus sobre a questão do divórcio, Jesus respondeu: “Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem” (Mt 19.6b). Ao dizer que ninguém separasse o que Deus havia ajuntado, nosso Senhor se referia a constituição familiar. E mais, com essa fala, Jesus reconheceu que a família é uma instituição divina. Foi Deus, e não o homem, que a criou. A família, portanto, é criação de Deus. Esse fato mostra a importância que a família tem no projeto de Deus para a humanidade. Ora, Ele tem um projeto para a humanidade e nele Deus inclui a família; Ele tem um plano para a Igreja, e nele Deus também inclui a família.

2- A célula mater da sociedade. No contexto social, a família é a primeira instituição a ser estabelecida (Gn 2.24). Ela é a célula mater da sociedade, ou seja, na base da sociedade está a família. Na verdade, não poderia haver sociedade ou vida social sem a existência da família. Esse fato é de suma importância para interpretar corretamente qualquer fenômeno social. Não há dúvida de que a desagregação da família moderna está no topo dos principais problemas sociais ora presenciados.

SINOPSE I

A família é uma instituição divina e, por isso, é a célula mater da sociedade.

AUXÍLIO VIDA CRISTÃ

O CONCEITO CRISTÃO DE FAMÍLIA
“O casamento cristão pressupõe a formação de uma nova família e, como resultante, o nascimento de filhos. Está inserida na criação dos filhos, a responsabilidade familiar de prover o sustento e todo o cuidado indispensável para o desenvolvimento do ser humano. Por conseguinte, entre outros deveres e obrigações do casal, inclui-se o planejamento familiar. A Declaração de Fé das Assembleias de Deus professa que ‘a família é uma instituição criada por Deus, imprescindível à existência, formação e realização integral do ser humano, sendo composta de pai, mãe e filho(s) – ‘quando houver’. Reitera ainda a Declaração que o ‘pai e a mãe integram, de forma originária, determinante e estruturante, a família, e a eles a Bíblia impõe o dever de sustentar, formar, disciplinar os filhos e instruí-los moral e espiritualmente” (BAPTISTA, Douglas. Valores Cristãos: Enfrentando as questões morais de nosso tempo, l.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.102).

II – FUNDAMENTOS DA FAMÍLIA CRISTÃ

1- O casamento monogâmico e heterossexual. No contexto do Novo Testamento, o casamento é monogâmico, isto é, o indivíduo só pode ter um cônjuge. A poligamia era muito praticada no mundo antigo, inclusive no contexto do Antigo Testamento. Contudo, no Novo Testamento o princípio da monogamia não era apenas ensinado, mas, sobretudo, exigido (1 Tm 3.2). A poligamia, portanto, deve ser rejeitada como uma forma distorcida e pervertida da construção familiar. Da mesma forma, o casamento bíblico é heterossexual, isto é, constituído por um homem e uma mulher. Quando Deus criou o primeiro casal os chamou de macho e fêmea (Gn 1.27). Por isso, Jesus disse que Deus criou homem e mulher (Mt 19.4). Isso mostra que o gênero é baseado no sexo biológico. Não há um terceiro sexo. Biblicamente, o casamento deve e precisa ser heterossexual – constituído por um macho e uma fêmea, um homem e uma mulher.

2- O casamento indissolúvel e confessional. Outro princípio do casamento bíblico é que ele é indissolúvel. Jesus disse que o que Deus ajuntou não separe o homem (Mt 19.6). O casamento bíblico é feito para durar. Já foi dito neste trimestre que Jesus reconheceu a cláusula de exceção, o adultério, como um acontecimento que pode pôr fim ao casamento (Mt 19.9). Nesse caso há ainda a possibilidade do perdão por parte do cônjuge traído, o que faz com que o casamento não seja dissolvido. Há ainda a questão do abandono por parte do não crente, que, segundo o apóstolo Paulo, deixaria o cônjuge abandonado não sujeito à servidão (1 Co 7.15). Contudo, deve-se observar que essas são exceções, e não a regra. Ainda, outro princípio importante para considerar no contexto do casamento cristão é a questão da confessionalidade. A Escritura preceitua que não deve haver união entre o crente e o incrédulo (2 Co 6.14).

SINOPSE II

Monogamia, heterossexualidade e indissolubilidade são fundamentos da família cristã

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Lição 05: A Sutileza do Materialismo e do Ateísmo | 3° Trimestre de 2022 | EBD – Adultos

EBD | 3° Trimestre De 2022 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre: OS ATAQUES CONTRA A IGREJA DE CRISTO – As Sutilezas de Satanás nestes Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo | Escola Bíblica Dominical | Lição 05: A Sutileza do Materialismo e do Ateísmo

TEXTO ÁUREO

“Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis.” (Rm 1.20)

VERDADE PRÁTICA

Tanto o materialismo quanto o ateísmo são expressões máximas de um coração endurecido pelo pecado e de olhos cegados por Satanás.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Hb 1.1 Deus se deu a conhecer ao mundo
Terça – Gn 12.1-3 Deus se revela graciosamente ao ser humano
Quarta – Rm 1.22; SI 53.1 A vã sabedoria humana faz o homem tornar-se “louco”


Quinta – 2 Co 4.4 O deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos
Sexta – Gn 1.1,2 Deus é o Criador de todas as coisas
Sábado – Gn 1.26-28 O homem é a imagem e semelhança de Deus

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Romanos 1.18-23

18 – Porque do céu se manifesta a ira de Deus Sobre toda impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça;
19 – porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus Iho manifestou.
20 – Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder como a sua divindade, se entendem e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis;
21 – porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, em seus discursos se desvaneceram, e 0 seu coração insensato se obscureceu.
22 – Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.
23 – E mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis.

Hinos Sugeridos: 107, 218, 228 da Harpa Cristã

PLANO DE AULA

1- INTRODUÇÃO
O propósito desta lição é apresentar o perigo e a incompatibilidade da cultura materialista moderna com os princípios da fé cristã. Por isso, mostraremos o perigo da filosofia materialista e ateísta e como a igreja deve se comportar diante dela. Essa lição traz luz para responder o porquê de muitos movimentos contemporâneos surgirem para confrontar a Igreja.
2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Conceituar o Materialismo e o Ateísmo;
II) Rastrear as raízes do Materialismo e do Ateísmo;
III) Pontuar os pressupostos do Materialismo e do Ateísmo;
IV) Afirmar o posicionamento da Igreja de Cristo.
B) Motivação: Toda visão de mundo tem um pressuposto. Se uma visão de mundo, que defende que o homem é só matéria, tiver a oportunidade de criar leis, planejar a cultura, e etc., fará isso solapando os valores espirituais, a sacralidade da vida e da Criação. Essa questão forma o pano de fundo para os assuntos contemporâneos do aborto, eutanásia e ortotanásia, por exemplo.
C) Sugestão de Método: Esta lição, a partir da Bíblia, procura compreender os pensamentos que dominam o mundo. Por isso não perca de vista que o nosso objetivo é ter um olhar sobre a Bíblia diante de uma cultura que precisa ser lida e compreendida por nós. Por isso, à luz da Bíblia, e de acordo com o contexto de sua classe, traga aplicações que revele a gravidade de uma visão materialista e ateísta aplicada à vida das pessoas. Por exemplo, regimes totalitários como os da antiga União Soviética, os campos de concentração perpetrados por Hitler etc.
3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: É preciso que se aplique à vida do aluno a verdade de que nós somos a imagem do Criador. Essa afirmação teológica clássica traz a dimensão da dignidade do ser humano. Só podemos falar de dignidade humana pressupondo a existência de um Deus cuja referência de sua natureza é o amor. Sem Ele, não há dignidade humana.
4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 91, p.38, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula:
1) O texto “O Homem Rejeita a Revelação Divina” é uma reflexão que amplia o conteúdo do primeiro tópico;
2) O texto “O Criador é o Deus da Bíblia?” traz uma afirmação que enaltece as verdades da Bíblia.

INTRODUÇÃO

Nesta lição vamos estudar o Materialismo e o Ateísmo. Pomos o materialismo e o ateísmo juntos porque são como as duas faces de uma mesma moeda. Conduzem-se por princípios e pressupostos semelhantes. Nas duas últimas décadas vimos um despertar tanto do materialismo como do ateísmo. Na verdade, a expressão máxima de um tipo de materialismo militante, agressivo e inimigo da fé cristã tem se manifestado no neoateísmo. É mais uma sutileza do engano e um ardil de Satanás contra a Igreja de Cristo. Como cristãos, precisamos estar prontos a dar razão ou explicação de nossa fé, mesmo para os que não acreditam ou desdenham dela (1 Pe 3.15). Isso inclui os materialistas e os ateístas.

Palavra-Chave: MATERIALISMO

I – COMPREENDENDO O MATERIALISMO E O ATEÍSMO

1- O Materialismo. O Materialismo é a doutrina segundo a qual a matéria é a única realidade que existe. Nesse aspecto, ele nega a realidade do mundo espiritual, uma vez que a vida espiritual está fora do mundo material conhecido. Os materialistas entendem que por não haver outra realidade além da material, a religião se torna desnecessária. Isso porque, segundo eles, a religião existe em função de uma verdade revelada que se encontra fora do domínio da matéria. Dessa forma, O Materialismo diz que os milagres se tornam não apenas desnecessários, mas impossíveis de existirem. Assim, a revelação divina, conforme exposta na Bíblia (cf. Hb 1.1), é rejeitada como mera superstição e produto da imaginação humana.

2- O Ateísmo. De uma forma bem simples, o Ateísmo é a doutrina que nega a existência de Deus, sobretudo, a de um Deus pessoal conforme revelado na Bíblia (Cf. Gn 12.1-3). É de fácil constatação que o Ateísmo anda de mãos dadas com o Materialismo. Ambos negam a realidade espiritual e afirmam matérias como a única existente e possível. Convém dizer que o Ateísmo é tão antigo quanto o Diabo. De forma que se torna ineficaz a tentativa de antropólogos e sociólogos mapearem a sua origem a partir do homem das cavernas. Outras causas, e não as de natureza meramente material, tornam-se necessárias para explicar o Materialismo e Ateísmo.

SINOPSE I

O Materialismo postula que a matéria é a única realidade que existe. O Ateísmo é a doutrina que nega a existência de Deus.

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

O HOMEM REJEITA A REVELAÇÃO DIVINA
“[Rm 1.18-32] Paulo começa seu argumento explicando que o indiciamento divino do gênero humano é resultado de a humanidade rejeitar a revelação recebida de Deus. […] Porque Deus se revelou a si mesmo (pois, caso contrário, Ele é incognoscível) por meio de sua criação; homens e mulheres são moralmente responsáveis pelo que pode ser conhecido acerca dEle (Rm 1.19,20). É o que os teólogos chamam ‘revelação natural’, ou seja, a revelação de Deus pelo mundo físico. O que é revelado é o ‘poder eterno’ e a ‘natureza divina’ do Criador. Esta ‘verdade’, ou seja, a realidade de que há um Criador a quem a criação deve responder, é suprimida por sua criação à medida que homens e mulheres vivem de modo a rejeitar a supremacia de Deus. Em resumo, eles são ‘inescusáveis’ (v.20) e merecem a ira que está sobre eles. A humanidade não é acusada por não ter encontrado Deus, mas por não ter respondido à iniciativa de Deus” (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. CPAD, 2017, p.18)

AMPLIANDO O CONHECIMENTO

O ATEÍSMO É ELITISTA “O ateísmo é muito elitista, o que é irônico porque ele apresenta-se como a religião do homem comum. A Verdade é que, no seu elitismo, o ateísmo age como se as tradições, leis e restrições que os humanos têm adotado quase que universalmente não se aplicam aos ateus.” Amplie mais o seu conhecimento, lendo a obra Inimaginável, editada pela CPAD, p.103.

II – RAÍZES DO MATERIALISMO E ATEÍSMO

1- A consequência do pecado. Biblicamente, o ateísmo é uma consequência da Queda. Com a entrada do pecado no mundo, a incredulidade e a consequente rejeição a Deus tomaram conta do coração humano. Em Romanos 1.18-23, observamos que o apóstolo destaca que Deus pode ser conhecido através das coisas criadas. A Criação revela o Criador. Isso deveria conduzir os homens a buscarem e glorificarem a Deus. Contudo, isso não acontece porque os homens que se dizem sábios “se tornaram tolos” (Rm 1.22 – NAA). O salmista destacou: “Disse o néscio no seu coração: Não há Deus” (SI 53.1). Um coração endurecido pelo engano do pecado é a causa do mal que há na vida do homem, inclusive é a fonte de sua mente egoísta, materialista e ateia (Mc 7.21,23).

2- A cegueira espiritual. O pecado é a causa primária da incredulidade humana e, consequentemente, a fonte do seu Materialismo e Ateísmo. Contudo, convém destacar que as Escrituras mostram que a cegueira espiritual também é causada por Satanás. É exatamente isso o que o apóstolo Paulo diz: “nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus” (2 Co 4.4). O Diabo trabalha no coração dos incrédulos e os cega para a realidade espiritual. O homem endurecido pelo pecado, e cego pelo Diabo, não consegue enxergar Deus, mesmo que Ele se revele de forma bem clara e objetiva como descreve a Carta aos Romanos.

SINOPSE II

O Materialismo e o Ateísmo são consequências diretas do pecado e da cegueira espiritual idealizada pelo deus deste século.

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Lição 04: A Sutileza da Normalização do Divórcio | 3° Trimestre de 2022 | EBD – Adultos

EBD | 3° Trimestre De 2022 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre: OS ATAQUES CONTRA A IGREJA DE CRISTO – As Sutilezas de Satanás nestes Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo | Escola Bíblica Dominical | Lição 04: A Sutileza da Normalização do Divórcio

TEXTO ÁUREO

“Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, 0 que Deus ajuntou não separe 0 homem.” (Mt 19.6)

VERDADE PRÁTICA

O padrão bíblico para o casamento é que ele seja heterossexual, monogâmico e indissolúvel.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Gn 1.27,28; 2.22-25 A natureza do casamento é monogâmica e vitalícia
Terça – Mt 19.4-6 A indissolubilidade do casamento
Quarta – Ml 2.15 O aspecto moral do divórcio
Quinta – Ml 2.16 Deus odeia 0 divórcio
Sexta – Dt 24.1-4 O divórcio como permissão no AT
Sábado – Mt 532; 1 Co 7.10,11 As cláusulas de exceção no divórcio segundo o Novo Testamento

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Mateus 19.1-9

1 – E aconteceu que, concluindo Jesus esses discursos, saiu da Galiléia e dirigiu-se aos confins da Judéia, além do Jordão.
2 – E seguiram-no muitas gentes e curou- -asali.
3 – Então, chegaram ao pé dele os fariseus, tentando-o e dizendo-lhe: É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?
4 – Ele, porém, respondendo, disse-Lhes: Não tendes lido que, no princípio, o Criador os fez macho e fêmea
5 – e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne?
6 – Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem.
7 – Disseram-lhe eles: Então, por que mandou Moisés dar-lhe carta de divórcio e repudiá-la?
8 – Disse-lhes ele: Moisés, por causa da dureza do vosso coração, vos permitiu repudiar vossa mulher, mas, ao princípio, não foi assim.
9 – Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de prostituição, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério.

Hinos Sugeridos: 176, 213, 252 da Harpa Cristã

PLANO DE AULA

1- INTRODUÇÃO
A presente lição trata o divórcio de acordo com o contexto bíblico do Antigo e Novo Testamento. Outro ponto interessante é que a lição aborda dois aspectos a respeito do divórcio: o legal e o moral. E, finalmente, conclui com uma importante reflexão acerca da prática pastoral com pessoas divorciadas ou em processo de divórcio.
2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Expor o divórcio no contexto bíblico;
II) Pontuar os aspectos legal e moral do divórcio;
III) Refletir a respeito da prática pastoral com pessoas em situação de divórcio.
B) Motivação: O divórcio é um desafio em toda a igreja cristã. Mais desafiador ainda é não banalizar a prática do divórcio e, ao mesmo tempo, cuidar de maneira evangélica das pessoas que sofreram com o divórcio.
C) Sugestão de Método: Estamos na quarta lição. Sugerimos que você faça uma revisão de pelo menos cinco minutos a respeito dos temas vistos até agora: As Sutilezas de Satanás contra a Igreja; A Sutileza da Banalização da Graça; A Sutileza da Imoralidade Sexual. Em seguida, apresente o assunto do divórcio como uma extensão da lição anterior a respeito da imoralidade sexual. Procure contextualizar a classe com o tema.
3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Vimos que o padrão bíblico para o casamento tem a ver com a sua indissolubilidade. Entretanto, é possível que em sua classe haja problemas na área do casamento. Por isso, ao final da aula, faça uma oração, apresentando a vida conjugal de seus alunos. Reserve esse momento para apresentar a Deus as demandas conjugais da classe.
4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 91, p.38, você encontrará um subsídio especial para esta lição.


B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula:
1) O texto “Contextualização da questão do divórcio em Mateus 19” amplia a exposição bíblica do divórcio;
2) O texto “A Interpretação de Jesus Cristo”, localizado após o segundo tópico, traz uma conclusão a respeito do aspecto doutrinário do divórcio.

INTRODUÇÃO

O divórcio é entendido como um ato por meio do qual o casamento é dissolvido. Nesse aspecto, o divórcio é a dissolução absoluta da aliança conjugal, tendo como resultado a anulação de seus efeitos civis. Dependendo da cultura, dos pressupostos religiosos praticados e da motivação que levou a ruptura do casamento, a prática do divórcio pode permitir os cônjuges contrair um novo casamento ou não. A lição de hoje fará uma análise sobre 0 divórcio no contexto das culturas bíblica e contemporânea. Devido à tendência contemporânea de vulgarizar o divórcio, tornando-o banal e normal, a presente lição tomará como padrão aquilo que as Escrituras Sagradas ensinam sobre esse assunto. Também se orientará por aquilo que o nosso documento confessional, a Declaração de Fé, ensina e orienta sobre o divórcio.

Palavra-Chave: DIVÓRCIO

I – O DIVORCIO NO CONTEXTO BÍBLICO

1- O divórcio no contexto do Antigo Testamento. Na Antiga Aliança, o plano de Deus para a raça humana é que o casamento fosse monogâmico e vitalício (Gn 1.27,28; 2.22-25). O profeta Malaquias afirmou que Deus odeia o divórcio (Ml 2.16 – NAA). Contudo, em certos casos, o divórcio era previsto e em outros aparece como uma permissão (Dt 24.1-4). Em Deuteronômio 24.1-4,0 texto afirma que uma das condições para o divórcio era o marido encontrar “coisa feia” na esposa. A expressão hebraica ‘erwat dãbãr, traduzida como “coisa feia”, possui o sentido de “nudez ou coisa vergonhosa”. O texto não especifica o que significa essa expressão. Isso deu margem para uma série de debates pelas escolas rabínicas, que a interpretavam de diferentes modos. No entanto, fica claro que não se tratava do adultério, que no tempo de Moisés era punido com a morte (Dt 22.22). Fica claro também que, após o divórcio, a mulher poderia se casar com outro homem e que, nesse caso, ela não estaria cometendo adultério. Em outras palavras, em tal circunstância, o seu segundo casamento era legítimo. Mas, seu primeiro marido, de quem ela havia se divorciado, não poderia se casar novamente com ela.

2- O divórcio no contexto do Novo Testamento. No texto de Mateus capítulo 19, Jesus mostra que o plano original de Deus é que o casamento dure para toda a vida (Mt 19.4-6). Ele também rejeita todas as outras razões ou motivos dados pelos Fariseus (Mt 19.7-9) para justificar o fim do casamento, inclusive a “coisa feia” citada na lei de Moisés, ou “coisa indecente” (Dt 24.1-4 – NAA). De acordo com Jesus, o único motivo que justifica a separação (gr. Apolyo, divórcio) é se um dos cônjuges praticou “relações sexuais ilícitas”. A expressão “relações sexuais ilícitas” traduz o termo grego moichaomai, que significa “adulterar” (Mt 5.32; Jo 83; Mt 5.27; Rm 13.9). No texto de Mateus, portanto, o seu sentido é de alguém que cometeu adultério. O que se depreende dessa passagem bíblica é que Jesus estava dizendo que 0 divórcio feito por razões outras que não o adultério não dissolve o casamento aos olhos de Deus. Dizendo isso de outra forma, alguém que sofreu uma traição conjugal tem direito a um novo casamento. Contudo, se a motivação não foi a infidelidade conjugal e ele se “casar com outra comete adultério”.

Declaração de Fé das Assembleias de Deus reconhece a legitimidade de um novo casamento quando o motivo do fim do primeiro casamento foi o adultério. No contexto das cartas de Paulo, o casamento também é para a vida toda. Contudo, o apóstolo trata de outras situações não contempladas nos Evangelhos. Escrevendo aos coríntios, Paulo se refere ao casamento entre cristãos e a casamentos mistos, quando um crente era convertido ao Evangelho e o outro não. No caso de crentes, Paulo diz que se o casal venha a se separar, que não se case de novo ou que se reconcilie (1 Co 7.10,11). No caso de casamentos mistos, Paulo diz que se 0 cônjuge descrente abandonasse a esposa esta não estaria sujeita à servidão (1 Co 7.15). A maioria dos intérpretes entende que essa expressão “não está sujeito à servidão” (gr. dedoulotai) significa que o cônjuge crente que foi abandonado está livre para se casar novamente. Esse entendimento é seguido pela Declaração de Fé das Assembleias de Deus. Contudo, somente no caso de o abandono partir do cônjuge não crente.

AMPLIANDO O CONHECIMENTO

A VONTADE DE DEUS PARA O CASAMENTO
“A vontade de Deus para o casamento é que ele seja vitalício, i.e., que cada cônjuge seja único até que a morte os separe […]. Neste particular, Jesus cita uma exceção, a saber, a ‘prostituição’ (gr. porneia), palavra esta que no original inclui adultério ou qualquer outro tipo de imoralidade sexual (5.32; 19.9).” Amplie mais o seu conhecimento, lendo a Bíblia de Estudo Pentecostal, editada pela CPAD, p.1427

SINOPSE I

O divórcio está presente tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

CONTEXTUALIZAÇÃO DA QUESTÃO DO DIVÓRCIO
EM MATEUS 19 
“A questão do divórcio teve um papel importante no primeiro século, da mesma forma que hoje. Jesus discutiu essa questão no Sermão do Monte (5.31,32). Agora ela reapareceu [Mt 19.3-9]. […] O conflito se originou a partir da interpretação de Deuteronômio 24.1 – ‘Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, então, será que, se não achar graça em seus olhos, por nela achar coisa feia, ele lhe fará escrito de repúdio, e Iho dará na sua mão, e despedirá da sua casa’. Shammai afirmava que ‘coisa feia’ significa fornicação: ‘Um homem não se divorciaria de sua mulher, a não ser que tivesse encontrado nela um motivo de vergonha’. Seu colega Hillel (cerca de 6o.d.C. – 20 d.C.), que era muito mais liberal, enfatizava a primeira frase: ‘Ela não encontrou favor em seus olhos’. Ele permitiria a um homem divorciar-se da esposa se ela fizesse alguma coisa que o desagradasse, até mesmo se queimasse o alimento ao cozinhá-lo” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 6. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p.135).

II – A SUTILEZA DA NORMALIZAÇÃO DO DIVÓRCIO

1- O divórcio no seu aspecto legal. A Legislação brasileira já foi muito mais rígida com respeito ao divórcio. Contudo, nas últimas décadas as razões que justificam o divórcio podem ser várias. A partir da Constituição de 1988, passou-se a permitir divorciar-se e recasar quantas vezes fosse preciso. No aspecto legal da legislação brasileira é muito fácil alguém se divorciar e se casar novamente.

2- O divórcio no seu aspecto moral. Além do aspecto legal do divórcio, como cristãos necessitamos saber do seu aspecto moral. Para um descrente qualquer razão ou motivo justifica a prática do divórcio e um novo casamento (cf. Dt 24.1-4), mas o cristão deve perguntar se isso é moral. O Estado garante o seu aspecto legal, contudo a Escritura define seu aspecto moral (Mt 19.4-6). Trocar a esposa por uma mais jovem ou abandonar o marido por um mais rico e famoso são práticas normais no mundo, e que contam com o amparo legal do Estado. Contudo, isso é moral para o cristão? O crente pode fazer isso? No caso de pastores, além do aspecto legal, deve-se levar em conta, sobretudo, o aspecto moral do divórcio (Ml 2.15). Alguns se divorciam, mas nunca deveriam ter feito (Ml 2.16). Há um preço alto para se pagar. Aqueles que se arriscam a desobedecer a Palavra de Deus forçosamente terminam machucados.

EBD | 3° Trimestre De 2022 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre: OS ATAQUES CONTRA A IGREJA DE CRISTO – As Sutilezas de Satanás nestes Dias que Antecedem a Volta de Jesus Cristo | Escola Bíblica Dominical | Lição 04: A Sutileza da Normalização do Divórcio

SINOPSE II

O divórcio se dá na esfera legal e, ao mesmo tempo, moral.

AUXÍLIO BIBLIOLÓGICO

A INTERPRETAÇÃO DE JESUS CRISTO
“Cristo se colocou claramente a favor da estrita interpretação de Deuteronômio 24.1. Ele só permitia uma razão para o divórcio – exceto por causa de prostituição (9). Essa cláusula acrescentada ocorre apenas em Mateus (aqui [Mt 19.10] e em 5.32). Embora alguns estudiosos tenham assumido a posição de que essas palavras não teriam sido pronunciadas por Jesus, a opinião deles rejeita a inspiração de Mateus. O adultério representa a negação do voto do casamento e, nesse caso, a posição de Jesus é bastante sólida. Marcos e Lucas enfatizam, ainda mais do que Mateus, a divina aversão ao divórcio. No plano de Deus, o casamento deve ser uma união permanente” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 6. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, p.136).

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Lição 12: Jesus Vence a Morte | 1° Trimestre De 2022 | EBD – Jovens


EBD
 | 1° Trimestre De 2022 | CPAD – Revista Jovens – Tema: Tema: Jesus, o Filho de Deus – Os Sinais e Ensinos de Cristo no Evangelho de João | Escola Biblica Dominical
 | Lição 12: Jesus Vence a Morte

TEXTO PRINCIPAL

“Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.” (Jo 20.17)

RESUMO DA LIÇÃO

João descortina a revelação de Jesus como Deus, e o que isso representa para nossa redenção.

LEITURA SEMANAL

SEGUNDA – Jo 13.1-20 Jesus lava os pés dos discípulos
TERÇA – Jo 1316 Os discípulos tinham o dever de servir
QUARTA – Jo 13.21-30 Jesus prediz a traição que sofreria
QUINTA -Jo 14.26 A missão do Espírito Santo
SEXTA – Jo 15.26 O Espírito Santo testifica de Cristo
SÁBADO – Jo 17.15 Jesus intercede pelos discípulos

OBJETIVOS

APRESENTAR a conclusão do ministério de Jesus na Terra;
EXPLICAR a prisão e crucificação de Jesus;
SABER que Jesus venceu a morte.

INTERAÇÃO

Professor(a), estamos chegando ao término do estudo do Evangelho de João. Aprendemos que este Evangelho é singular e nos mostra alguns dos sinais realizados por Jesus e narrados somente por João. Na lição deste domingo, não estudaremos nenhum sinal que trate a respeito da cura divina ou ações sobre a força da natureza. Todavia, estudaremos um dos maiores sinais apresentados por Jesus, algo que Ele mesmo viveu. Trataremos a respeito da ressurreição de Jesus, o “Verbo de Deus que se fez carne O Todo-Poderoso não nos criou para morrer fisicamente, a morte entrou no mundo com a Queda e assim ela passou a todos os homens. Contudo, a vida e a morte sempre estiveram debaixo da autoridade divina. Deus ainda na Antiga Aliança deu vida aos mortos revelando o seu poder. Jesus, o Filho de Deus, veio ao mundo para a nossa redenção, Ele morreu e ressuscitou para que tenhamos vida e vida eterna. Jesus venceu a morte!

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor(a), reproduza a imagem abaixo. Utilize-a para mostrar como era o sepulcro de Jesus. Diga que este tipo de sepulcro, mostrado na imagem, corresponde às descrições dos Evangelhos.

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TEXTO BÍBLICO

João 20.1,2,9,11-14,16,17

1 E, no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro.
2 Correu, pois, e foi a Simão Pedro e a outro discípulo a quem Jesus amava e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram.
9 Porque ainda não sabiam a Escritura, que diz que era necessário que ressuscitasse dos mortos.
11 E Maria estava chorando fora, junto ao sepulcro. Estando ela, pois, chorando, abaixou-se para o sepulcro.
12 E viu dois anjos vestidos de branco, assentados onde jazia o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés.
13 E disseram-lhe : Mulher, por que choras? Ela lhes disse: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram.
14 E, tendo dito isso, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não sabia que era Jesus.
16 Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni (que quer dizer Mestre)!
17 Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, más vai para meus irmãos e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.

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INTRODUÇÃO

Na lição deste domingo refletiremos a confirmação dada pelo Pai a respeito da plena e perfeita obra de Cristo: sua ressurreição dentre os mortos, razão maior de nossa esperança.

I – A CONCLUSÃO DO MINISTÉRIO DE JESUS NA TERRA

1- O lava-pés. Novamente João apresenta informações importantíssimas do ministério de Jesus, não encontradas nos outros três Evangelhos. Uma delas é o ato de lavar os pés dos discípulos na ceia da última Páscoa (Jo 13.1-20). Uma extraordinária lição de humildade, de valor simbólico, pedagógico e inspirador, embora não represente a instituição de uma prática. Jesus estava demonstrando aos discípulos o dever que tinham de servir com atitudes humildes, não se prevalecendo jamais de suas posições como líderes espirituais (Jo 13.16). Se Jesus, sendo Senhor, se sujeitava a práticas tão humildes, como o lava-pés, os discípulos deveriam viver de forma semelhante. No verdadeiro cristianismo não há lugar para orgulho e prepotência.

2- As últimas instruções. João passa a relatar dois momentos do ministério de Jesus que não têm caráter público. No primeiro, fala com os discípulos. No segundo, fala com o Pai. Em seguida, entrega-se à prisão, julgamento e morte (Jo 18,19). Depois de predizer a traição que sofreria (Jo 13.21-30), Jesus transmite suas últimas instruções aos discípulos. Fala abertamente de sua partida, volta a declarar-se igual ao Pai e anuncia a vinda do Espírito Santo. Aliás, é de uma riqueza extraordinária a revelação que Jesus faz sobre a missão do Consolador, nos capítulos 14,15 e 16. A riqueza doutrinária de João também se vê, portanto, na área da Doutrina Bíblica do Espírito Santo. Depois de anunciar o batismo no Espírito Santo (Jo 1.33) e de mostrar Jesus prometendo o fluir desse Espírito como rios de água viva (Jo 7.38.39). o evangelista detalha seu agir na Dispensação da Graça.h

3- O papel do Espírito Santo. Os registros de João sobre a missão do Espírito Santo são fundamentais para que, em conjunto com Atos e as Epístolas Paulinas, especialmente, compreendamos como Ele age em nós e por nós nestes dias. O Espírito da verdade não apenas habitaria com os discípulos, mas estaria neles, o que se cumpriu após a ressurreição de Cristo (Jo 14.17; 20.22). Trata-se de uma morada permanente, em todos os regenerados. O Espírito Santo tem como missão nos ensinar todas as coisas pertinentes ao Reino de Deus (Jo 14.26). Ele testifica de Cristo (Jo 15.26) e o glorifica (Jo 16.14). É dEle o exclusivo papel de convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo, ou seja, não há como alguém ser salvo por um mero assentimento mental da doutrina cristã. Precisa haver essa obra do Espírito (Jo 16.8-11). Para não sermos enganados por filosofias ou doutrinas estranhas, precisamos viver em comunhão permanente com o Espírito Santo, especialmente nestes últimos dias, quando aumenta a apostasia ( 1 Tm 4.1)

SUBSÍDIO l

Professor(a), explique “que o ato de Jesus haver lavado os pés dos discípulos teve lugar na última noite de sua vida terrena. Ele assim fez para;

a) Demonstrar a seus discípulos quanto os amava;
b) Prefigurar o sacrifício de si mesmo na cruz;
c) Comunicar a seus discípulos a verdade de que Ele os estava chamando para servirem uns aos outros em humildade.
A ânsia de grandeza tinha sempre inquietado os discípulos. Cristo queria que eles percebessem que o desejo de ser o primeiro — ser maior e receber mais honra que outros crentes — é contrário ao espírito do seu Senhor.” (Bíblia de Estudo Pentecostal: Rio de Janeiro: CPAD, p. 1598).

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II – PRISÃO E CRUCIFICAÇÃO DE JESUS

1- “É chegada a hora”. Depois de tantas ameaças e investidas dos judeus, estava chegando a hora de Jesus se entregar à crucificação. Como um último ato antes de seguir para o cenário de sua prisão, Jesus levanta os olhos ao céu e fala com o Pai. Estava seguro de que em tudo havia glorificado àquEle que o enviara, consumando a obra que lhe dera a fazer (Jo 17.4). Agora, pede pelos discípulos, para que fossem livres do mal (Jo 17.15). não somente aqueles discípulos, mas todos quantos viessem a crer nEle e se tornassem seus seguidores (Jo 17.20).

2- No Getsêmani. No sopé do Monte das Oliveiras havia um horto ou jardim chamado Getsêmani. Jesus tinha por costume ir àquele lugar quando estava em Jerusalém e assim o fez também na noite em que seria preso. Os Evangelhos Sinóticos narram com mais detalhes esses momentos tão cruciantes para Jesus. Mateus conta que Ele foi ali orar. Levando consigo Pedro, Tiago e João (Mt 26.37). Registram sua tristeza e profunda angústia, enquanto Lucas, o médico, específica que “seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue que corriam até ao chão” (Lc 22.44). Foi ali que Jesus, mais uma vez e de forma definitiva, entregou-se à vontade do Pai, a despeito de tudo o que enfrentaria nas últimas horas de vida.

3- Preso e crucificado. As últimas horas de Jesus foram de intensa agonia. Um julgamento cercado de ultrajes e escárnio (Jo 18.12-40). Um processo de completo abandono por parte dos discípulos, como havia predito (Mt 26.56). Pedro, o mais enfático, o negou três vezes (Jo 18.16-27). Enfim, os judeus religiosos tinham Jesus preso, como tanto esperavam. Em seguida Ele compareceu perante Anás e Caifás, o sumo sacerdote, para ser interrogado. Já tinham uma sentença de morte; queriam apenas formalizar o intento. Diante de Pilatos, o único fundamento que apresentaram foi justamente o motivo de o terem rejeitado (Jo 19.7). Com isso, aquela geração de judeus estava declarando, de forma cabal, a completa rejeição do Filho de Deus. Preferiram a soltura de um criminoso, Barrabás (Jo 18.40), e exigiram a morte de Jesus (Jo 19.6,15).

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Lição 11: O Sétimo Sinal – Jesus Ressuscita Lázaro | 1° Trimestre De 2022 | EBD – Jovens

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TEXTO PRINCIPAL

“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.” (Jo 11.25)

RESUMO DA LIÇÃO

Jesus tem o controle a respeito da vida e da morte.

LEITURA SEMANAL

SEGUNDA – Jo 11.4 Enfermidade que não é para morte
TERÇA – Jo 11.5 Jesus amava Lázaro e sua família
QUARTA – Jo 11.11 Lázaro foi despertado do sono
QUINTA – Jo 11.17 Jesus nunca chega atrasado
SEXTA – Jo 11.25 Jesus, ressurreição e vida
SÁBADO – Jo 11.39 “Tirai a pedra”

OBJETIVOS

INTERAÇÃO

Prezado(a) professor(a), estudaremos o sétimo sinal narrado por João; a ressurreição de Lázaro. O amigo de Jesus ficou gravemente enfermo e veio a falecer. Tudo aconteceu em um momento em que Jesus não estava por perto. A princípio, ao lermos o texto bíblico de João 11, podemos ter a impressão de que Jesus chegou tarde na aldeia de Betânia e que mais nada poderia ser feito. Contudo, o milagre da ressurreição de Lázaro nos mostra que o Filho de Deus jamais chega atrasado. O Senhor tem a hora certa de agir em nosso favor, pois Ele é soberano e tem o controle do tempo. Tudo está em suas mãos, inclusive a morte e a vida.

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ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor(a), reproduza o mapa abaixo. Utilize-o para mostrar que “Jesus havia estado pregando nas aldeias além do Jordão, provavelmente na Pereia, onde recebeu a notícia da doença de Lázaro. Jesus não partiu imediatamente, mas esperou dois dias antes de voltar à Judéia. Ele sabia que Lázaro já estaria morto, quando Ele chegasse a Betânia, mas Ele iria realizar um grande milagre” (Adaptado de Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal: Rio de Janeiro: CPAD, 2015. p. 1423).

TEXTO BÍBLICO
João 11.1,3,4,14,17,39-41,43,44

1 Estava, então, enfermo um certo Lázaro, de Betânia, aldeia de Maria e de sua irmã Marta.
3 Mandaram-lhe, pois, suas irmãs dizer: Senhor, eis que está enfermo aquele que tu amas.
4 E Jesus, ouvindo isso, disse: Esta enfermidade não é para morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela.
14 Então, Jesus disse-lhes abertamente: Lázaro está morto.
17 Chegando, pois, Jesus, achou que já havia quatro dias que estava na sepultura.
39 Disse Jesus: Tirai a pedra. Marta, irmã do defunto, disse-lhe: Senhor, já cheira mal, porque já é de quatro dias.
40 Disse-Lhe Jesus: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?
41 Tiraram, pois, a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: Pai, graças te dou, por me haveres ouvido.
43 E tendo dito isso, clamou com grande voz: Lázaro, vem para fora.
44 E o defunto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas, e o seu rosto, envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: desligai-o e deixai-o ir.

INTRODUÇÃO

Na lição de hoje vamos refletir a respeito de um aspecto fundamental de nossa fé no Deus a quem servimos: a segurança de que Ele sempre tem o controle de todas as coisas. Não há circunstância alguma que pegue Deus de surpresa ou que limite seu poder. Seja qual for a origem ou a extensão do dano ou qualquer tipo de mal, nada escapa ao controle soberano do Criador.

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I – A ALDEIA DE BETÂNIA

1- Sua posição geográfica. A pequena aldeia de Betânia é citada várias vezes nos Evangelhos (Mt 21.17; Lc 19.29: Jo 11.1; 12.1). É bem provável que essas citações não correspondam a todas as vezes que Jesus ali esteve. Mas os registros que temos são suficientes para que entendamos quão estratégico foi aquele lugar. É como quando viajamos para uma cidade grande e preferimos nos hospedar em seus arredores, em um lugar discreto, evitando os tumultos da metrópole.

2- Estrategicamente escondida. Jesus fez isso algumas vezes em relação a Betânia, há apenas 2,7 km de Jerusalém (“quase quinze estádios” cf. Jo 11.18). Bastava sair da cidade antiga, cruzar o Vale de Cedrom e passar para o lado oriental do Monte das Oliveiras, onde estava Betânia, como que estrategicamente escondida.

3- Saindo da agitação. Betânia era um lugar por vezes escolhido por Jesus para sair da agitação da movimentada Jerusalém. Essas viagens a Betânia levaram Jesus a ter um relacionamento muito terno com os irmãos Lázaro, Marta e Maria. Eles o recebiam em sua casa, dedicando-lhe serviço, tempo e atenção. Especialmente Maria, que se assentava aos pés de Jesus e ouvia sua Palavra (Lc 10.39).

SUBSÍDIO 1

Professor(a), explique aos alunos que “a aldeia de Betânia estava situada a aproximadamente três quilômetros a leste de Jerusalém, a caminho de Jericó. Ela ficava suficientemente próxima de Jerusalém para que Jesus estivesse em perigo, mas suficientemente longe para não atrair a atenção prematuramente. Quando o irmão ficou gravemente doente, Maria e Marta recorreram a Jesus, em busca de ajuda. Elas criam na sua habilidade de ajudar, porque haviam visto seus milagres. Nós, também, sabemos dos milagres de Jesus, quando precisamos de ajuda extraordinária, Jesus oferece recursos extraordinários. Não devemos hesitar em pedir-lhe ajuda.” (Adaptado de Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal: Rio de Janeiro: CPAD, 2015, p. 1421).

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II – O MILAGRE DA RESSURREIÇÃO

1- Para a glória de Deus. A expressão “glória de Deus” tem um lugar central nesse texto. Jesus disse aos discípulos que a enfermidade era “para que o Filho de Deus seja glorificado por ela” (Jo 11.4). Quando Marta hesitou diante da ordem de tirar a pedra do sepulcro, Jesus ressaltou justamente esse propósito (Jo 11.40). Esse milagre, portanto, seria mais um evidente sinal de sua divindade. Embora já tivesse registrado tantos outros, João precisava incluir esse, que mostra o poder de Cristo sobre esse terrível inimigo: a morte.

2- Defunto ou Lázaro? Quando alguém morre não faz mais sentido chamá-lo pelo nome porque não há comunicação alguma entre vivos e mortos. Não quer dizer que deixemos de considerar o ente querido e tê-lo em lembrança, inclusive com saudades. Acontece que, com a morte, cessa completamente a possibilidade de comunicação, pois o espírito e a alma já estão fora do corpo. Com Jesus é diferente. Ele não fala com defuntos. Enquanto nós perdemos toda a comunicação com quem morre — porque estamos, por enquanto, presos a esse mundo material e físico —, para Deus a única mudança é que os que já morreram deixaram essa habitação terrena, mas continuam a existir, como alma e espírito, podendo ouvir plenamente sua voz. Falando aos saduceus sobre a ressurreição, Jesus afirmou: “Deus não é Deus de mortos, mas de vivos, porque para ele vivem todos” (Lc 20,38).

É por isso que Jesus, como Filho de Deus, nunca fala “defunto”, mas sempre “Lázaro”: “Lázaro, vem para fora” (Jo 11.43). A ressurreição de Lázaro, portanto, é um chamado pessoal de volta à vida. Jesus chamou Lázaro, ressuscitando-o. Mesmo depois dessa declaração, o narrador continua a referir-se ao defunto: “E o defunto saiu” (Jo 11.44). O mesmo acontece na narrativa da ressurreição do filho da viúva de Naim. Todos se referiam ao defunto, mas Jesus disse: “Jovem, eu te digo: Levanta-te” (Lc 7.14).

3- A ressurreição no presente. Marta demonstrou profundo conhecimento teológico em sua conversa com Jesus. Falou claramente da ressurreição do Último Dia (Jo 11.24), além de ter confessado sua fé em Cristo, “o Filho de Deus que havia de vir ao mundo” (Jo 11.27), mas não demonstrou crer que Ele poderia operar milagre de ressurreição no presente. Esse é um exemplo de como nossa compreensão teológica, por mais profunda que seja, ainda pode apresentar grandes limitações espirituais. O texto é claro ao dizer que quando Jesus viu Maria chorar, “moveu-se muito em espírito” e também chorou (Jo 11.33-35). Foi também de Maria a disposição de levar Jesus até a sepultura de Lázaro (Jo 11.34). A lição espiritual que extraímos é: conhecimento teológico é importante, mas sem quebrantamento não se alcança o coração de Deus (Sl 5117). Maria alcançou esse quebramento porque tirava tempo para ficar aos pés de Jesus (Lc 10.39; Jo 12.3)

SUBSÍDIO 2

Professor(a), explique aos alunos que “se Jesus estivesse estado com Lázaro, durante os momentos finais da doença de Lázaro, poderia tê-lo curado, em vez de deixar que morresse, Mas Lázaro morreu, para que o poder de Jesus sobre a morte pudesse ser exibido aos seus discípulos e a outras pessoas. A ressurreição de Lázaro foi uma demonstração essencial do seu poder, e a ressurreição dos mortos é uma crença crucial da fé cristã. Jesus apenas não ressuscitou a si mesmo (Jo 10.18), como, também, tem o poder de ressuscitar outras pessoas.” (Bíblia de Estudo Cronológico Aplicação Pessoal Rio de Janeiro: CPAD, 2015. p. 1421).

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