Lição 12: Zacarias: O Messias, a Pedra Angular | EBD – Jovens | 3° Trimestre De 2021

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 12: Zacarias: O Messias, a Pedra Angular

OBJETIVOS

EXPLICAR a estrutura do livro de Zacarias; 

COMENTAR como as oito visões do profeta contribuíram para motivar os judeus na reconstrução do Templo 

APRESENTAR as profecias messiânicas de Zacarias.

TEXTO DO DIA

“E, se alguém lhe disser: Que feridas são essas nas tuas mãos? dirá ele: São as feridas com que fui ferido em casa dos meus amigos. (Zc 13.6)

SÍNTESE

Zacarias apresentou Cristo como o Servo-Sofredor que salvará a humanidade e o Rei-Vitorioso que mostrará o seu poder sobre tudo e sobre todos

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA – Ed 6.14 Zacarias e Ageu motivaram os judeus na reconstrução do Templo

TERÇA  -Zc 6.13 Cristo, o Rei-Sacerdote

QUARTA – Zc 9.9 A humildade do Messias

QUINTA – Zc 11.12,13 Jesus é traído

SEXTA – Zc 12.10 A morte do Messias

SÁBADO – Zc 14.9-11 O futuro glorioso de Jerusalém

INTERAÇÃO

Professor(a) a mensagem de Zacarias, assim como a de Ageu teve como objetivo incentivar os judeus que retornaram do exílio a investirem na reconstrução do Templo. Podemos extrair de seu livro três importantes lições para a Igreja do Senhor na atualidade. A primeira é que os servos de Deus devem colocar todas as suas competências, talentos e dons espirituais a serviço do Senhor. Os dons espirituais, assim como os talentos jamais devem ser escondidos ou negligenciados, mas usados para a glória do Todo-Poderoso. A segunda é que o jejum continua valendo para os dias atuais. Jesus ratificou a prática do jejum, contudo temos que ter o cuidado para que tal prática não se torne apenas um ato ritualístico. O jejum precisa ser visto pelo crente como uma forma voluntária de adoração ao Senhor (Zc 8.19). A terceira lição é que Jesus Cristo na sua primeira vinda ao mundo, veio em carne, foi concebido pelo Espírito Santo no ventre da virgem Maria, nasceu como um bebê para morrer na cruz por nossos pecados. Porém, em sua segunda vinda. Ele voltará em glória e como um Rei vitorioso para julgar as nações.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Professor(a) reproduza o quadro abaixo Utilize-o para fazer um resumo do livro do profeta Zacarias e apresente-o na introdução da lição.

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 12: Zacarias: O Messias, a Pedra Angular

TEXTO BÍBLICO

Zacarias 13.8.9

8- E acontecerá em toda a terra, diz o Senhor, que as duas partes dela serão extirpadas, e expirarão; mas a terceira parte restará nela.

9- E farei passar esta terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se purifica a prata, e a provarei, como se prova o ouro. Ela invocará o meu nome, e eu a ouvirei; direi: É meu povo; e ela dirá: O Senhor é o meu Deus.

INTRODUÇÃO

Zacarias desenvolveu o seu ministério para o primeiro grupo que retornou à Jerusalém após o decreto assinado por Ciro em 538 a.C. que autorizou a repatriação dos judeus exilados Cinquenta mil judeus sem contar as mulheres e crianças retornaram sob a liderança do príncipe Zorobabel e do sumo sacerdote Josué. O propósito era reconstruir o Templo. Com a oposição dos samaritanos muitos desanimaram e o projeto acabou sendo abandonado.

I – ZACARIAS

1. Sacerdote e profeta. Zacarias desenvolveu a responsabilidade sacerdotal do ensino ao lado da força encorajadora de um profeta Ele foi sacerdote e profeta. Oriundo da tribo de Levi era descendente de uma família de sacerdotes (Zc 1.1,7). Seu nome significa ‘o Senhor lembra’. Ele nasceu em terra estrangeira, quando os judeus estavam exilados na Babilônia. Fez parte do primeiro grupo composto de cinquenta miljudeus que retomou a Jerusalém sob a liderança de Zorobabel (Ne 12.1,4,7,10,12,16).

2. Data. O livro de Zacarias começou a ser escrito em 520 a.C.: diferente de Ageu que entregou quatro mensagens em um período curto de tempo. Zacarias, sendo mais jovem do que Ageu, viveu muito mais tempo e deste modo, teve um ministério profético mais longevo. Algumas datas são apresentadas no seu livro: 1 de novembro de 520 a.C (Ag 1.1), 24 de fevereiro de 519 aC (Zc 17-615); 4 de dezembro de 518 a.C (Zc 7.8). Acreditamos que a parte final do Livro apresenta profecias entregues próximo ao ano 480 a.C. (Zc 9-14). Esta é uma hipótese. Sabemos que Zacarias citou os gregos.

Tendo em vista que a Grécia começou a se tornar uma potência mundial ao derrotar Dario I em 400 aC e Assuero em 480 aC., os estudiosos apontam que a parte final do Livro provavelmente foi escrita quando os gregos começaram a despontar no cenário, por volta do ano 480 aC. Se Isto for verdade. Zacarias permaneceu durante décadas profetizando para o seu povo. Ao lado de Ageu, incentivou o retomo da reconstrução do Templo, todavia, sua profecia não se limitou unicamente a este propósito, ele também se inteirou pela renovação espiritual de Jerusalém e de seu povo, por isso entregou mensagens messiânicas que traziam esperança para o povo.

3. Estrutura e mensagem do livro. O livro de Zacarias possui algumas singularidades: É o livro mais apocalíptico e escatológico de todo o Antigo Testamento, também é o livro mais extenso entre os profetas menores de igual modo, é considerado o livro mais difícil de ser interpretado e isto acontece por causa de suas visões, símbolos e parábolas Sua profecia é composta de visão (Zc 1-6) e palavra (Zc 7-14). Os capítulos 1-8 encorajaram os judeus na reconstrução do Templo, enquanto os capítulos 9-14 apresentaram profecias sobre Israel e o Messias. Ele profetizou sobre as funções que Cristo exerceria como o “Servo do Senhor” (Zc 3.8), o Rei-Sacerdote (Zc 6.13), o verdadeiro Pastor (Zc 11.4-11).

Também relatou episódios da vida de Cristo: sua traição (Zc 11.12,13); sua crucificação (Zc 12.10), seus sofrimentos (Zc 13.7) e sua segunda vinda em glória retratando Jesus como o Rei-guerreiro que reinará sobre Jerusalém (Zc 14.4). O Novo Testamento apresenta diversas referências diretas e indiretas das profecias de Zacarias (Zc .9 e Ml 21.5; Zc 11.13 e Zc 12.10 e Ap .7),

II – A ATUAÇÃO DE ZACARIAS

1.O primeiro sermão. A primeira mensagem de Zacarias tinha como propósito exortar o povo ao arrependimento (Zc 11-6). Ela foi entregue entre o segundo e o terceiro sermão profético de Ageu (Ag 2.1-9, 2.10-19). O profeta exortou os judeus a observarem os erros dos seus antepassados que recusaram ouvir os profetas que os antecederam (Is 31.6; Jr 3.12; 18.11;Os 14.1).

2. As oito visões. Os capítulos 1-6 apresentam oito visões que contribuíram para encorajar os judeus que trabalhavam na reconstrução do Templo. A primeira visão foi dada quando a obra já estava em andamento há cinco meses (Zc 1.7), as outras sete não registram suas datas provavelmente uma seguiu a outra.com rápida sucessão, sendo imediatamente registrados por isto não se fez necessário as datações seguintes. As visões indicavam que os olhos do Senhor estavam voltados para Jerusalém, pois a Casa do Senhor estava sendo edificada (Zc 1.7-17), e que qualquer poder que se levantasse contra o povo de Deus, cedo ou tarde, seria destruído (Zc 1.18-21) pois Jerusalém estava sendo medida e protegida por Deus (Zc 2); e seu sacerdócio seria restaurado (Zc 3).

A reconstrução do Templo não poderia ser vista apenas como uma obra humana, mas como resultado da influência operada pelo Espírito do Senhor nos corações (Zc 4). A justiça deveria ser uma marca nesta reconstrução social (Zc 5.1-4), visto que o cativeiro babilónico tinha purificado o povo de Deus (Zc 5.5-12). As visões terminam com a descrição dos juízos divinos que seriam derramados contra as nações inimigas (Zc 6.1-8). Todas as visões visavam motivar o povo.

3. Uma adoração sincera. Durante o cativeiro, o povo de Judá desenvolveu o hábito de jejuar no quarto, quinto, sétimo e décimo mês, como sinal de luto pela destruição do Templo (Zc 8.19). Quando a reconstrução já se encontrava bem avançada, surgiu uma pergunta no novo Templo: os jejuns deveriam continuar? (Zc 7.3). Uma comitiva veio de Betel para interrogar os sacerdotes de Jerusalém. A primeira geração de exilados havia sentido profundamente a queda de Jerusalém e chorava com sinceridade, porém a segunda geração não conseguia entender a profundidade da atitude e a cumpria apenas como um ritual.

jejum parecia um incômodo para eles Este tem sido o problema de coração que “nasce na Igreja”. Há filhos de crentes que cumprem rituais porque se acostumaram, mas não se conscientizaram sobre o porquê de tais atitudes. Zacarias respondeu que depois de restaurar e abençoar Jerusalém, os jejuns deveriam permanecer o que mudaria seria a atitude dos homens em relação no ritual. A adoração triste. compulsória e nostálgica dania lugar a uma adoração festiva regada por atos sagrados de honra em louvor a Deus.

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OBJETIVOS

EXPLICAR a estrutura do livro de Zacarias; 

COMENTAR como as oito visões do profeta contribuíram para motivar os judeus na reconstrução do Templo 

APRESENTAR as profecias messiânicas de Zacarias.

TEXTO DO DIA

“E, se alguém lhe disser: Que feridas são essas nas tuas mãos? dirá ele: São as feridas com que fui ferido em casa dos meus amigos. (Zc 13.6)

SÍNTESE

Zacarias apresentou Cristo como o Servo-Sofredor que salvará a humanidade e o Rei-Vitorioso que mostrará o seu poder sobre tudo e sobre todos

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA – Ed 6.14 Zacarias e Ageu motivaram os judeus na reconstrução do Templo

TERÇA  -Zc 6.13 Cristo, o Rei-Sacerdote

QUARTA – Zc 9.9 A humildade do Messias

QUINTA – Zc 11.12,13 Jesus é traído

SEXTA – Zc 12.10 A morte do Messias

SÁBADO – Zc 14.9-11 O futuro glorioso de Jerusalém

INTERAÇÃO

Professor(a) a mensagem de Zacarias, assim como a de Ageu teve como objetivo incentivar os judeus que retornaram do exílio a investirem na reconstrução do Templo. Podemos extrair de seu livro três importantes lições para a Igreja do Senhor na atualidade. A primeira é que os servos de Deus devem colocar todas as suas competências, talentos e dons espirituais a serviço do Senhor. Os dons espirituais, assim como os talentos jamais devem ser escondidos ou negligenciados, mas usados para a glória do Todo-Poderoso. A segunda é que o jejum continua valendo para os dias atuais. Jesus ratificou a prática do jejum, contudo temos que ter o cuidado para que tal prática não se torne apenas um ato ritualístico. O jejum precisa ser visto pelo crente como uma forma voluntária de adoração ao Senhor (Zc 8.19). A terceira lição é que Jesus Cristo na sua primeira vinda ao mundo, veio em carne, foi concebido pelo Espírito Santo no ventre da virgem Maria, nasceu como um bebê para morrer na cruz por nossos pecados. Porém, em sua segunda vinda. Ele voltará em glória e como um Rei vitorioso para julgar as nações.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Professor(a) reproduza o quadro abaixo Utilize-o para fazer um resumo do livro do profeta Zacarias e apresente-o na introdução da lição.

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 12: Zacarias: O Messias, a Pedra Angular

TEXTO BÍBLICO

Zacarias 13.8.9

8- E acontecerá em toda a terra, diz o Senhor, que as duas partes dela serão extirpadas, e expirarão; mas a terceira parte restará nela.

9- E farei passar esta terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se purifica a prata, e a provarei, como se prova o ouro. Ela invocará o meu nome, e eu a ouvirei; direi: É meu povo; e ela dirá: O Senhor é o meu Deus.

INTRODUÇÃO

Zacarias desenvolveu o seu ministério para o primeiro grupo que retornou à Jerusalém após o decreto assinado por Ciro em 538 a.C. que autorizou a repatriação dos judeus exilados Cinquenta mil judeus sem contar as mulheres e crianças retornaram sob a liderança do príncipe Zorobabel e do sumo sacerdote Josué. O propósito era reconstruir o Templo. Com a oposição dos samaritanos muitos desanimaram e o projeto acabou sendo abandonado.

I – ZACARIAS

1. Sacerdote e profeta. Zacarias desenvolveu a responsabilidade sacerdotal do ensino ao lado da força encorajadora de um profeta Ele foi sacerdote e profeta. Oriundo da tribo de Levi era descendente de uma família de sacerdotes (Zc 1.1,7). Seu nome significa ‘o Senhor lembra’. Ele nasceu em terra estrangeira, quando os judeus estavam exilados na Babilônia. Fez parte do primeiro grupo composto de cinquenta miljudeus que retomou a Jerusalém sob a liderança de Zorobabel (Ne 12.1,4,7,10,12,16).

2. Data. O livro de Zacarias começou a ser escrito em 520 a.C.: diferente de Ageu que entregou quatro mensagens em um período curto de tempo. Zacarias, sendo mais jovem do que Ageu, viveu muito mais tempo e deste modo, teve um ministério profético mais longevo. Algumas datas são apresentadas no seu livro: 1 de novembro de 520 a.C (Ag 1.1), 24 de fevereiro de 519 aC (Zc 17-615); 4 de dezembro de 518 a.C (Zc 7.8). Acreditamos que a parte final do Livro apresenta profecias entregues próximo ao ano 480 a.C. (Zc 9-14). Esta é uma hipótese. Sabemos que Zacarias citou os gregos.

Tendo em vista que a Grécia começou a se tornar uma potência mundial ao derrotar Dario I em 400 aC e Assuero em 480 aC., os estudiosos apontam que a parte final do Livro provavelmente foi escrita quando os gregos começaram a despontar no cenário, por volta do ano 480 aC. Se Isto for verdade. Zacarias permaneceu durante décadas profetizando para o seu povo. Ao lado de Ageu, incentivou o retomo da reconstrução do Templo, todavia, sua profecia não se limitou unicamente a este propósito, ele também se inteirou pela renovação espiritual de Jerusalém e de seu povo, por isso entregou mensagens messiânicas que traziam esperança para o povo.

3. Estrutura e mensagem do livro. O livro de Zacarias possui algumas singularidades: É o livro mais apocalíptico e escatológico de todo o Antigo Testamento, também é o livro mais extenso entre os profetas menores de igual modo, é considerado o livro mais difícil de ser interpretado e isto acontece por causa de suas visões, símbolos e parábolas Sua profecia é composta de visão (Zc 1-6) e palavra (Zc 7-14). Os capítulos 1-8 encorajaram os judeus na reconstrução do Templo, enquanto os capítulos 9-14 apresentaram profecias sobre Israel e o Messias. Ele profetizou sobre as funções que Cristo exerceria como o “Servo do Senhor” (Zc 3.8), o Rei-Sacerdote (Zc 6.13), o verdadeiro Pastor (Zc 11.4-11).

Também relatou episódios da vida de Cristo: sua traição (Zc 11.12,13); sua crucificação (Zc 12.10), seus sofrimentos (Zc 13.7) e sua segunda vinda em glória retratando Jesus como o Rei-guerreiro que reinará sobre Jerusalém (Zc 14.4). O Novo Testamento apresenta diversas referências diretas e indiretas das profecias de Zacarias (Zc .9 e Ml 21.5; Zc 11.13 e Zc 12.10 e Ap .7),

II – A ATUAÇÃO DE ZACARIAS

1.O primeiro sermão. A primeira mensagem de Zacarias tinha como propósito exortar o povo ao arrependimento (Zc 11-6). Ela foi entregue entre o segundo e o terceiro sermão profético de Ageu (Ag 2.1-9, 2.10-19). O profeta exortou os judeus a observarem os erros dos seus antepassados que recusaram ouvir os profetas que os antecederam (Is 31.6; Jr 3.12; 18.11;Os 14.1).

2. As oito visões. Os capítulos 1-6 apresentam oito visões que contribuíram para encorajar os judeus que trabalhavam na reconstrução do Templo. A primeira visão foi dada quando a obra já estava em andamento há cinco meses (Zc 1.7), as outras sete não registram suas datas provavelmente uma seguiu a outra.com rápida sucessão, sendo imediatamente registrados por isto não se fez necessário as datações seguintes. As visões indicavam que os olhos do Senhor estavam voltados para Jerusalém, pois a Casa do Senhor estava sendo edificada (Zc 1.7-17), e que qualquer poder que se levantasse contra o povo de Deus, cedo ou tarde, seria destruído (Zc 1.18-21) pois Jerusalém estava sendo medida e protegida por Deus (Zc 2); e seu sacerdócio seria restaurado (Zc 3).

A reconstrução do Templo não poderia ser vista apenas como uma obra humana, mas como resultado da influência operada pelo Espírito do Senhor nos corações (Zc 4). A justiça deveria ser uma marca nesta reconstrução social (Zc 5.1-4), visto que o cativeiro babilónico tinha purificado o povo de Deus (Zc 5.5-12). As visões terminam com a descrição dos juízos divinos que seriam derramados contra as nações inimigas (Zc 6.1-8). Todas as visões visavam motivar o povo.

3. Uma adoração sincera. Durante o cativeiro, o povo de Judá desenvolveu o hábito de jejuar no quarto, quinto, sétimo e décimo mês, como sinal de luto pela destruição do Templo (Zc 8.19). Quando a reconstrução já se encontrava bem avançada, surgiu uma pergunta no novo Templo: os jejuns deveriam continuar? (Zc 7.3). Uma comitiva veio de Betel para interrogar os sacerdotes de Jerusalém. A primeira geração de exilados havia sentido profundamente a queda de Jerusalém e chorava com sinceridade, porém a segunda geração não conseguia entender a profundidade da atitude e a cumpria apenas como um ritual.

jejum parecia um incômodo para eles Este tem sido o problema de coração que “nasce na Igreja”. Há filhos de crentes que cumprem rituais porque se acostumaram, mas não se conscientizaram sobre o porquê de tais atitudes. Zacarias respondeu que depois de restaurar e abençoar Jerusalém, os jejuns deveriam permanecer o que mudaria seria a atitude dos homens em relação no ritual. A adoração triste. compulsória e nostálgica dania lugar a uma adoração festiva regada por atos sagrados de honra em louvor a Deus.

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OBJETIVOS

EXPLICAR a estrutura do livro de Zacarias; 

COMENTAR como as oito visões do profeta contribuíram para motivar os judeus na reconstrução do Templo 

APRESENTAR as profecias messiânicas de Zacarias.

TEXTO DO DIA

“E, se alguém lhe disser: Que feridas são essas nas tuas mãos? dirá ele: São as feridas com que fui ferido em casa dos meus amigos. (Zc 13.6)

SÍNTESE

Zacarias apresentou Cristo como o Servo-Sofredor que salvará a humanidade e o Rei-Vitorioso que mostrará o seu poder sobre tudo e sobre todos

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA – Ed 6.14 Zacarias e Ageu motivaram os judeus na reconstrução do Templo

TERÇA  -Zc 6.13 Cristo, o Rei-Sacerdote

QUARTA – Zc 9.9 A humildade do Messias

QUINTA – Zc 11.12,13 Jesus é traído

SEXTA – Zc 12.10 A morte do Messias

SÁBADO – Zc 14.9-11 O futuro glorioso de Jerusalém

INTERAÇÃO

Professor(a) a mensagem de Zacarias, assim como a de Ageu teve como objetivo incentivar os judeus que retornaram do exílio a investirem na reconstrução do Templo. Podemos extrair de seu livro três importantes lições para a Igreja do Senhor na atualidade. A primeira é que os servos de Deus devem colocar todas as suas competências, talentos e dons espirituais a serviço do Senhor. Os dons espirituais, assim como os talentos jamais devem ser escondidos ou negligenciados, mas usados para a glória do Todo-Poderoso. A segunda é que o jejum continua valendo para os dias atuais. Jesus ratificou a prática do jejum, contudo temos que ter o cuidado para que tal prática não se torne apenas um ato ritualístico. O jejum precisa ser visto pelo crente como uma forma voluntária de adoração ao Senhor (Zc 8.19). A terceira lição é que Jesus Cristo na sua primeira vinda ao mundo, veio em carne, foi concebido pelo Espírito Santo no ventre da virgem Maria, nasceu como um bebê para morrer na cruz por nossos pecados. Porém, em sua segunda vinda. Ele voltará em glória e como um Rei vitorioso para julgar as nações.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Professor(a) reproduza o quadro abaixo Utilize-o para fazer um resumo do livro do profeta Zacarias e apresente-o na introdução da lição.

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 12: Zacarias: O Messias, a Pedra Angular

TEXTO BÍBLICO

Zacarias 13.8.9

8- E acontecerá em toda a terra, diz o Senhor, que as duas partes dela serão extirpadas, e expirarão; mas a terceira parte restará nela.

9- E farei passar esta terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se purifica a prata, e a provarei, como se prova o ouro. Ela invocará o meu nome, e eu a ouvirei; direi: É meu povo; e ela dirá: O Senhor é o meu Deus.

INTRODUÇÃO

Zacarias desenvolveu o seu ministério para o primeiro grupo que retornou à Jerusalém após o decreto assinado por Ciro em 538 a.C. que autorizou a repatriação dos judeus exilados Cinquenta mil judeus sem contar as mulheres e crianças retornaram sob a liderança do príncipe Zorobabel e do sumo sacerdote Josué. O propósito era reconstruir o Templo. Com a oposição dos samaritanos muitos desanimaram e o projeto acabou sendo abandonado.

I – ZACARIAS

1. Sacerdote e profeta. Zacarias desenvolveu a responsabilidade sacerdotal do ensino ao lado da força encorajadora de um profeta Ele foi sacerdote e profeta. Oriundo da tribo de Levi era descendente de uma família de sacerdotes (Zc 1.1,7). Seu nome significa ‘o Senhor lembra’. Ele nasceu em terra estrangeira, quando os judeus estavam exilados na Babilônia. Fez parte do primeiro grupo composto de cinquenta miljudeus que retomou a Jerusalém sob a liderança de Zorobabel (Ne 12.1,4,7,10,12,16).

2. Data. O livro de Zacarias começou a ser escrito em 520 a.C.: diferente de Ageu que entregou quatro mensagens em um período curto de tempo. Zacarias, sendo mais jovem do que Ageu, viveu muito mais tempo e deste modo, teve um ministério profético mais longevo. Algumas datas são apresentadas no seu livro: 1 de novembro de 520 a.C (Ag 1.1), 24 de fevereiro de 519 aC (Zc 17-615); 4 de dezembro de 518 a.C (Zc 7.8). Acreditamos que a parte final do Livro apresenta profecias entregues próximo ao ano 480 a.C. (Zc 9-14). Esta é uma hipótese. Sabemos que Zacarias citou os gregos.

Tendo em vista que a Grécia começou a se tornar uma potência mundial ao derrotar Dario I em 400 aC e Assuero em 480 aC., os estudiosos apontam que a parte final do Livro provavelmente foi escrita quando os gregos começaram a despontar no cenário, por volta do ano 480 aC. Se Isto for verdade. Zacarias permaneceu durante décadas profetizando para o seu povo. Ao lado de Ageu, incentivou o retomo da reconstrução do Templo, todavia, sua profecia não se limitou unicamente a este propósito, ele também se inteirou pela renovação espiritual de Jerusalém e de seu povo, por isso entregou mensagens messiânicas que traziam esperança para o povo.

3. Estrutura e mensagem do livro. O livro de Zacarias possui algumas singularidades: É o livro mais apocalíptico e escatológico de todo o Antigo Testamento, também é o livro mais extenso entre os profetas menores de igual modo, é considerado o livro mais difícil de ser interpretado e isto acontece por causa de suas visões, símbolos e parábolas Sua profecia é composta de visão (Zc 1-6) e palavra (Zc 7-14). Os capítulos 1-8 encorajaram os judeus na reconstrução do Templo, enquanto os capítulos 9-14 apresentaram profecias sobre Israel e o Messias. Ele profetizou sobre as funções que Cristo exerceria como o “Servo do Senhor” (Zc 3.8), o Rei-Sacerdote (Zc 6.13), o verdadeiro Pastor (Zc 11.4-11).

Também relatou episódios da vida de Cristo: sua traição (Zc 11.12,13); sua crucificação (Zc 12.10), seus sofrimentos (Zc 13.7) e sua segunda vinda em glória retratando Jesus como o Rei-guerreiro que reinará sobre Jerusalém (Zc 14.4). O Novo Testamento apresenta diversas referências diretas e indiretas das profecias de Zacarias (Zc .9 e Ml 21.5; Zc 11.13 e Zc 12.10 e Ap .7),

II – A ATUAÇÃO DE ZACARIAS

1.O primeiro sermão. A primeira mensagem de Zacarias tinha como propósito exortar o povo ao arrependimento (Zc 11-6). Ela foi entregue entre o segundo e o terceiro sermão profético de Ageu (Ag 2.1-9, 2.10-19). O profeta exortou os judeus a observarem os erros dos seus antepassados que recusaram ouvir os profetas que os antecederam (Is 31.6; Jr 3.12; 18.11;Os 14.1).

2. As oito visões. Os capítulos 1-6 apresentam oito visões que contribuíram para encorajar os judeus que trabalhavam na reconstrução do Templo. A primeira visão foi dada quando a obra já estava em andamento há cinco meses (Zc 1.7), as outras sete não registram suas datas provavelmente uma seguiu a outra.com rápida sucessão, sendo imediatamente registrados por isto não se fez necessário as datações seguintes. As visões indicavam que os olhos do Senhor estavam voltados para Jerusalém, pois a Casa do Senhor estava sendo edificada (Zc 1.7-17), e que qualquer poder que se levantasse contra o povo de Deus, cedo ou tarde, seria destruído (Zc 1.18-21) pois Jerusalém estava sendo medida e protegida por Deus (Zc 2); e seu sacerdócio seria restaurado (Zc 3).

A reconstrução do Templo não poderia ser vista apenas como uma obra humana, mas como resultado da influência operada pelo Espírito do Senhor nos corações (Zc 4). A justiça deveria ser uma marca nesta reconstrução social (Zc 5.1-4), visto que o cativeiro babilónico tinha purificado o povo de Deus (Zc 5.5-12). As visões terminam com a descrição dos juízos divinos que seriam derramados contra as nações inimigas (Zc 6.1-8). Todas as visões visavam motivar o povo.

3. Uma adoração sincera. Durante o cativeiro, o povo de Judá desenvolveu o hábito de jejuar no quarto, quinto, sétimo e décimo mês, como sinal de luto pela destruição do Templo (Zc 8.19). Quando a reconstrução já se encontrava bem avançada, surgiu uma pergunta no novo Templo: os jejuns deveriam continuar? (Zc 7.3). Uma comitiva veio de Betel para interrogar os sacerdotes de Jerusalém. A primeira geração de exilados havia sentido profundamente a queda de Jerusalém e chorava com sinceridade, porém a segunda geração não conseguia entender a profundidade da atitude e a cumpria apenas como um ritual.

jejum parecia um incômodo para eles Este tem sido o problema de coração que “nasce na Igreja”. Há filhos de crentes que cumprem rituais porque se acostumaram, mas não se conscientizaram sobre o porquê de tais atitudes. Zacarias respondeu que depois de restaurar e abençoar Jerusalém, os jejuns deveriam permanecer o que mudaria seria a atitude dos homens em relação no ritual. A adoração triste. compulsória e nostálgica dania lugar a uma adoração festiva regada por atos sagrados de honra em louvor a Deus.

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Lição 11: Ageu: Atenção para com a casa de Deus | EBD – Jovens | 3° Trimestre De 2021

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 11: Ageu: Atenção para com a casa de Deus

OBJETIVOS

• EXPLICAR o contexto histórico que abrangeu as pregações de Ageu

• MOSTRAR como o profeta Ageu exerceu um papel fundamental entre o primeiro grupo de judeus que retornou a Jerusalém: 

• ENTENDER que devemos dar a Deus a primeiro lugar em nossas vidas

TEXTO DO DIA

Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Aplicai o vosso coração aos vossos caminhos. Subi o monte, e trazei madeira e edificai a casa e dela me agradarei e eu serei glorificado. diz o SENHOR.” (Ag 1.7.8)

SÍNTESE

A ação do Espírito de Deus nos liberta do comodismo e da indiferença, fazendo-nos valorizar aquilo que realmente é importante para Deus.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA – 2 Cr 36.23 A permissão do rei da Pérsia para a construção do templo

TERÇA – Ed 3.6-10 Os alicerces do templo são fundados

QUARTA – Ed 4.23,24 A forte oposição que resultou no embargo da construção do templo

QUINTA – Ag 1.13,14 Ageu anima Zorobabel e Josué na edificação do templo 

SEXTA – Ed 5.1,2 Sob a palavra dos profetas Ageu e Zacarias a obra de reconstrução é reiniciada 

SÁBADO – Ag 2.9 A promessa da glória da segunda casa

INTERAÇÃO 

Professor(a), a mensagem de Ageu que serviu como profeta de Judá, tem como objetivo incentivar os judeus que retornaram do exílio a reconstruírem o Templo (1.1). Por intermédio da mensagem do profeta aprendemos importantes lições para a nossa vida. A primeira é que não devemos focar no passado e permitir que o saudosismo nos domine. Precisamos erguer nossos olhos com expectativa para o futuro. A fé precisa suplantar o saudosismo, A segunda lição é que Deus atenta para a reconstrução do Templo, um lugar de adoração e comunhão. O culto oferecido ao Senhor não poderia e não pode ser de qualquer jeito. A terceira lição é que as lutas e provações devem ser vistas como oportunidade para nos aproximar mais de Deus. Em meio as dificuldade precisamos aprender a olhar para o céu e confiar na promessa divina de que todas as situações, por mais adversas que sejam, contribuem para o nosso bem (Rm 8:28)

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Professor(a), reproduza o quadro abaixo. Utilize-o para fazer um resumo do livro do profeta Ageu e apresente-o na introdução da lição.

Lição 11 Ageu Atenção para com a casa de Deus
EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 11: Ageu: Atenção para com a casa de Deus

TEXTO BÍBLICO

Ageu 1.1-8 

1 No segundo ano do rei Dario, no sexto mês, no primeiro dia do mês, veio a palavra do SENHOR, por intermédio do profeta Ageu, a Zorobabel, filho de Sealtiel, governador de Judá, e a Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote, dizendo:

2 Assim fala o Senhor dos Exércitos, dizendo: Este povo diz: Não veio ainda o tempo, o tempo em que a casa do Senhor deve ser edificada.

3 Veio, pois, a palavra do Senhor, por intermédio do profeta Ageu, dizendo:

4 Porventura é para vós tempo de habitardes nas vossas casas forradas, enquanto esta casa fica deserta?

5 Ora, pois, assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai os vossos caminhos.

6 Semeais muito, e recolheis pouco; comeis, porém não vos fartais; bebeis, porém não vos saciais; vestis-vos, porém ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o num saco furado.

7 Assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai os vossos caminhos.

8 Subi ao monte, e trazei madeira, e edifiquei a casa; e dela me agradarei, e serei glorificado, diz o Senhor.

INTRODUÇÃO

Dos doze profetas menores apenas três desenvolveram seus ministérios após o cativeiro babilónico, são eles Ageu, Zacarias e Malaquias. Ageu foi o primeiro a profetizar após o exílio sendo contemporâneo de Zacarias. Não temos informações bíblicas sobre seu passado e nem conhecimento dos seus antecedentes familiares. Ele foi um dos exilados que retornou a Jerusalém no objetivo de reconstruir o Templo, neste período, grandes foram as dificuldades enfrentadas e por meio da sua ação profética. Ageu conseguiu mobilizar e motivar os judeus no fito de concluírem a reconstrução da obra. O templo era o símbolo visível da aliança de Deus com os descendentes de Abraão, por isso, motivou seus compatriotas a não desanimarem no trabalho da obra de Deus. Em uma época em que os judeus mostravam-se indiferentes Ageu ensinou-lhes que eles deviam dar a Deus a prioridade em suas vidas.

I – AGEU

1. Festivo. Seu nome significa “festivo” ou “festividade”. É provável que seu nascimento coincidisse com um feriado judaico, isso justifica o significado do seu nome. Há quem acredite que seu nome foi profético, desse modo, seus pais piedosos lhes atribuíram esse nome na expectativa da restauração do povo judeu, anunciando através desse ato que em breve haveria motivos para se festejar, pois a restauração do Templo implicaria o reinício das festas religiosas em Jerusalém. Ageu foi uma figura fundamental para a reconstrução do segundo Templo (Ed 5.1; 6.14).

Ele proporcionou aos seus compatriotas a motivação necessária para não esmorecer em face às dificuldades que enfrentavam. Ageu profetizou dois meses antes de Zacarias (Ag 1.1; Zc 1.1). Foi o primeiro profeta do pós-exílio. Ele acreditou quando poucos acreditavam e foi o responsável direto pelo retorno das festas em Jerusalém. Que sejamos como Ageu, promotores da fé e agentes da alegria!

2. Contexto histórico. Ageu profetizou no segundo ano do rei Dario, por volta do ano 520 a.C, para o primeiro grupo de exilados que retornou do cativeiro babilônico (Ed 1.1-4). O primeiro grupo a retornar foi movido por um fervor religioso. Estes repatriados deixaram o conforto conquistado na Babilônia para viverem junto às ruínas de Jerusalém, em uma cidade assolada pela destruição. Era preciso muito trabalho e disposição para reconstruir uma cidade cicatrizada pela guerra Na espinha dorsal deste grupo estavam os sacerdotes, os homens de fé, que nutriam um carinho especial pela “Cidade de Deus’ e pelo seu Templo. Dois anos após a chegada desse grupo, os edificadores lançaram os alicerces do templo provocando uma grande comoção entre o povo (Ed 3.8-13).

Todavia, as perseguições dos samaritanos e as dificuldades enfrentadas contribuíram para desanimá-los, atrasando a execução e conclusão do projeto (Ed 41-5. 23. 24). O povo estava abatido. O interesse dos judeus se voltou para as questões seculares. A letargia espiritual levou o povo a reconstruir suas próprias casas, deixando o projeto do Templo do Senhor em segundo plano. Foi neste contexto histórico que Ageu entregou sua mensagem (Ed 5.1-2. Ag 1.1-8).

3. Estrutura e mensagem do livro. O livro de Ageu é o segundo menor do Antigo Testamento, ficando atrás apenas de Obadias. A expressão “diz o Senhor dos Exércitos” aparece 26 vezes em 38 versículos. Em todo instante o profeta anunciou que suas palavras vieram de Deus e possuíam o selo da autoridade profética. Seu livro é composto de quatro mensagens que foram entregues ao povo Na primeira mensagem, Ageu repreendeu o povo pela falta de envolvimento no projeto de reconstrução do templo (Ag 1.2-15). Na segunda mensagem, após o início das obras de reconstrução a aparência do Templo apresentou-se modesta, e por causa disso o povo desanimou-se, nesse momento, o profeta motivou-os dizendo que a glória daquele templo seria maior que a glória do antigo templo (Ag 2:1-9).

Na terceira mensagem, ensinou que o fato de alguém morar na Terra Santa não o torna santo, portanto, o povo deveria viver a verdadeira santidade para usufruir das bênçãos prometidas (Ag 210-19). Por fim, na sua última mensagem, profetizou uma benção especial para a dinastia de Davi, na pessoa de Zorobabel (Ag 2.20-23).

II – A MENSAGEM DO PROFETA

1. Motivação. Em agosto-setembro de 520 a.C. Ageu começou a entregar a sua profecia (Ag 1.1). O povo tinha abandonado a obra por causa da oposição dos samaritanos e do decreto de Cambises, o rei Persa. Ageu incentivou o retorno da reconstrução do Templo. Ele apresentou Deus como o Senhor dos Exércitos, cujo poder é sobre todos os exércitos (Ag 1.2). O Todo-Poderoso é mais poderoso que todos os poderosos desta terra! Que palavra para o nosso coração! Confiando no Senhor devemos prosseguir. Não podemos esmorecer diante das adversidades. A segunda profecia foi entregue no vigésimo primeiro dia do sétimo mês, no último dia da Festa dos Tabernáculos (Ag 2.1).

Ao iniciar a reconstrução, depois de tirar os entulhos, o povo percebeu que aquela reconstrução jamais teria a beleza e o esplendor do templo de Salomão, por isto ficaram nostálgicos e desanimados (Ag 2.1-3). Mais uma vez. Ageu encorajou o povo a prosseguir dando pelo menos três motivos: O Senhor estaria com eles (Ag 2.4): o pacto divino permanecia de pé (Ag 2.5) e a glória daquele Templo seria ainda maior (Ag 2.9). Enquanto as pessoas se desanimavam com os desafios do presente. Ageu prosseguiu de olho na glória do futuro. Devemos focar a nossa atenção naquilo que nos traz esperança (Lm 3.21).

2. Exortação. Ageu demonstrou a tristeza de Deus ao ser colocado em segundo plano. O povo se acomodou dizendo que ainda não era o momento da reconstrução do Templo. Percebemos que faz parte da natureza humana justificar as omissões criando argumentos plausíveis para esconder os fracassos. Esse recurso mental atenua a frustração de não ter conseguido o que um dia se pretendeu. Os homens da época de Ageu se valiam dessa retórica escapista. Buscavam frases e pensamentos para justificar os seus erros (Ag 1.2). Preocupavam-se, com seus negócios e vidas pessoais e não davam mais ao Templo o devido valor (Ag 1.4).

Os projetos humanos tinham prioridade, enquanto os interesses de Deus tornaram-se secundários. Ageu enfatizou que o abandono da obra de Deus provocou a seca e a escassez (Ag 1.6-11). Deus reteve os céus para despertar o seu povo (Ag 1.10,11). Ageu inquiriu seus compatriotas: O fato de vocês colocarem Deus de lado provocou progresso ou regresso? A resposta era simples. Ao colocarem Deus em segundo plano, eles abandonaram o único elemento essencial para o sucesso.

3. Consolação. Enquanto a primeira profecia repreendia o povo pela falta de compromisso (Ag 11-15), a segunda trazia consolação ao destacar a glória daquele Templo (Ag 2.1-9). A presença de Cristo emprestaria ao segundo Templo uma glória que o Templo de Salomão jamais conheceu (Ag 2.6-9). A “glória” não se referia ao ouro ou a prata, mas a presença de Deus. A terceira profecia foi uma exortação, um verdadeiro apelo à santidade (Ag 2.10-19), porém, a quarta mensagem trouxe novamente consolação ao apresentar uma promessa de segurança para Israel com o estabelecimento da linhagem de Zorobabel (Ag 2.20-23).

Podemos dizer que 50% da mensagem de Ageu foi consolação, outros 50% foi exortação. E onde se encontra a motivação? Entretecida na exortação e no consolo (Ag 2.4). As repreensões de Deus, assim como suas promessas são combustíveis de ânimo que nos empurram para frente.

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OBJETIVOS

• EXPLICAR o contexto histórico que abrangeu as pregações de Ageu

• MOSTRAR como o profeta Ageu exerceu um papel fundamental entre o primeiro grupo de judeus que retornou a Jerusalém: 

• ENTENDER que devemos dar a Deus a primeiro lugar em nossas vidas

TEXTO DO DIA

Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Aplicai o vosso coração aos vossos caminhos. Subi o monte, e trazei madeira e edificai a casa e dela me agradarei e eu serei glorificado. diz o SENHOR.” (Ag 1.7.8)

SÍNTESE

A ação do Espírito de Deus nos liberta do comodismo e da indiferença, fazendo-nos valorizar aquilo que realmente é importante para Deus.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA – 2 Cr 36.23 A permissão do rei da Pérsia para a construção do templo

TERÇA – Ed 3.6-10 Os alicerces do templo são fundados

QUARTA – Ed 4.23,24 A forte oposição que resultou no embargo da construção do templo

QUINTA – Ag 1.13,14 Ageu anima Zorobabel e Josué na edificação do templo 

SEXTA – Ed 5.1,2 Sob a palavra dos profetas Ageu e Zacarias a obra de reconstrução é reiniciada 

SÁBADO – Ag 2.9 A promessa da glória da segunda casa

INTERAÇÃO 

Professor(a), a mensagem de Ageu que serviu como profeta de Judá, tem como objetivo incentivar os judeus que retornaram do exílio a reconstruírem o Templo (1.1). Por intermédio da mensagem do profeta aprendemos importantes lições para a nossa vida. A primeira é que não devemos focar no passado e permitir que o saudosismo nos domine. Precisamos erguer nossos olhos com expectativa para o futuro. A fé precisa suplantar o saudosismo, A segunda lição é que Deus atenta para a reconstrução do Templo, um lugar de adoração e comunhão. O culto oferecido ao Senhor não poderia e não pode ser de qualquer jeito. A terceira lição é que as lutas e provações devem ser vistas como oportunidade para nos aproximar mais de Deus. Em meio as dificuldade precisamos aprender a olhar para o céu e confiar na promessa divina de que todas as situações, por mais adversas que sejam, contribuem para o nosso bem (Rm 8:28)

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Professor(a), reproduza o quadro abaixo. Utilize-o para fazer um resumo do livro do profeta Ageu e apresente-o na introdução da lição.

Lição 11 Ageu Atenção para com a casa de Deus
EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 11: Ageu: Atenção para com a casa de Deus

TEXTO BÍBLICO

Ageu 1.1-8 

1 No segundo ano do rei Dario, no sexto mês, no primeiro dia do mês, veio a palavra do SENHOR, por intermédio do profeta Ageu, a Zorobabel, filho de Sealtiel, governador de Judá, e a Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote, dizendo:

2 Assim fala o Senhor dos Exércitos, dizendo: Este povo diz: Não veio ainda o tempo, o tempo em que a casa do Senhor deve ser edificada.

3 Veio, pois, a palavra do Senhor, por intermédio do profeta Ageu, dizendo:

4 Porventura é para vós tempo de habitardes nas vossas casas forradas, enquanto esta casa fica deserta?

5 Ora, pois, assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai os vossos caminhos.

6 Semeais muito, e recolheis pouco; comeis, porém não vos fartais; bebeis, porém não vos saciais; vestis-vos, porém ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o num saco furado.

7 Assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai os vossos caminhos.

8 Subi ao monte, e trazei madeira, e edifiquei a casa; e dela me agradarei, e serei glorificado, diz o Senhor.

INTRODUÇÃO

Dos doze profetas menores apenas três desenvolveram seus ministérios após o cativeiro babilónico, são eles Ageu, Zacarias e Malaquias. Ageu foi o primeiro a profetizar após o exílio sendo contemporâneo de Zacarias. Não temos informações bíblicas sobre seu passado e nem conhecimento dos seus antecedentes familiares. Ele foi um dos exilados que retornou a Jerusalém no objetivo de reconstruir o Templo, neste período, grandes foram as dificuldades enfrentadas e por meio da sua ação profética. Ageu conseguiu mobilizar e motivar os judeus no fito de concluírem a reconstrução da obra. O templo era o símbolo visível da aliança de Deus com os descendentes de Abraão, por isso, motivou seus compatriotas a não desanimarem no trabalho da obra de Deus. Em uma época em que os judeus mostravam-se indiferentes Ageu ensinou-lhes que eles deviam dar a Deus a prioridade em suas vidas.

I – AGEU

1. Festivo. Seu nome significa “festivo” ou “festividade”. É provável que seu nascimento coincidisse com um feriado judaico, isso justifica o significado do seu nome. Há quem acredite que seu nome foi profético, desse modo, seus pais piedosos lhes atribuíram esse nome na expectativa da restauração do povo judeu, anunciando através desse ato que em breve haveria motivos para se festejar, pois a restauração do Templo implicaria o reinício das festas religiosas em Jerusalém. Ageu foi uma figura fundamental para a reconstrução do segundo Templo (Ed 5.1; 6.14).

Ele proporcionou aos seus compatriotas a motivação necessária para não esmorecer em face às dificuldades que enfrentavam. Ageu profetizou dois meses antes de Zacarias (Ag 1.1; Zc 1.1). Foi o primeiro profeta do pós-exílio. Ele acreditou quando poucos acreditavam e foi o responsável direto pelo retorno das festas em Jerusalém. Que sejamos como Ageu, promotores da fé e agentes da alegria!

2. Contexto histórico. Ageu profetizou no segundo ano do rei Dario, por volta do ano 520 a.C, para o primeiro grupo de exilados que retornou do cativeiro babilônico (Ed 1.1-4). O primeiro grupo a retornar foi movido por um fervor religioso. Estes repatriados deixaram o conforto conquistado na Babilônia para viverem junto às ruínas de Jerusalém, em uma cidade assolada pela destruição. Era preciso muito trabalho e disposição para reconstruir uma cidade cicatrizada pela guerra Na espinha dorsal deste grupo estavam os sacerdotes, os homens de fé, que nutriam um carinho especial pela “Cidade de Deus’ e pelo seu Templo. Dois anos após a chegada desse grupo, os edificadores lançaram os alicerces do templo provocando uma grande comoção entre o povo (Ed 3.8-13).

Todavia, as perseguições dos samaritanos e as dificuldades enfrentadas contribuíram para desanimá-los, atrasando a execução e conclusão do projeto (Ed 41-5. 23. 24). O povo estava abatido. O interesse dos judeus se voltou para as questões seculares. A letargia espiritual levou o povo a reconstruir suas próprias casas, deixando o projeto do Templo do Senhor em segundo plano. Foi neste contexto histórico que Ageu entregou sua mensagem (Ed 5.1-2. Ag 1.1-8).

3. Estrutura e mensagem do livro. O livro de Ageu é o segundo menor do Antigo Testamento, ficando atrás apenas de Obadias. A expressão “diz o Senhor dos Exércitos” aparece 26 vezes em 38 versículos. Em todo instante o profeta anunciou que suas palavras vieram de Deus e possuíam o selo da autoridade profética. Seu livro é composto de quatro mensagens que foram entregues ao povo Na primeira mensagem, Ageu repreendeu o povo pela falta de envolvimento no projeto de reconstrução do templo (Ag 1.2-15). Na segunda mensagem, após o início das obras de reconstrução a aparência do Templo apresentou-se modesta, e por causa disso o povo desanimou-se, nesse momento, o profeta motivou-os dizendo que a glória daquele templo seria maior que a glória do antigo templo (Ag 2:1-9).

Na terceira mensagem, ensinou que o fato de alguém morar na Terra Santa não o torna santo, portanto, o povo deveria viver a verdadeira santidade para usufruir das bênçãos prometidas (Ag 210-19). Por fim, na sua última mensagem, profetizou uma benção especial para a dinastia de Davi, na pessoa de Zorobabel (Ag 2.20-23).

II – A MENSAGEM DO PROFETA

1. Motivação. Em agosto-setembro de 520 a.C. Ageu começou a entregar a sua profecia (Ag 1.1). O povo tinha abandonado a obra por causa da oposição dos samaritanos e do decreto de Cambises, o rei Persa. Ageu incentivou o retorno da reconstrução do Templo. Ele apresentou Deus como o Senhor dos Exércitos, cujo poder é sobre todos os exércitos (Ag 1.2). O Todo-Poderoso é mais poderoso que todos os poderosos desta terra! Que palavra para o nosso coração! Confiando no Senhor devemos prosseguir. Não podemos esmorecer diante das adversidades. A segunda profecia foi entregue no vigésimo primeiro dia do sétimo mês, no último dia da Festa dos Tabernáculos (Ag 2.1).

Ao iniciar a reconstrução, depois de tirar os entulhos, o povo percebeu que aquela reconstrução jamais teria a beleza e o esplendor do templo de Salomão, por isto ficaram nostálgicos e desanimados (Ag 2.1-3). Mais uma vez. Ageu encorajou o povo a prosseguir dando pelo menos três motivos: O Senhor estaria com eles (Ag 2.4): o pacto divino permanecia de pé (Ag 2.5) e a glória daquele Templo seria ainda maior (Ag 2.9). Enquanto as pessoas se desanimavam com os desafios do presente. Ageu prosseguiu de olho na glória do futuro. Devemos focar a nossa atenção naquilo que nos traz esperança (Lm 3.21).

2. Exortação. Ageu demonstrou a tristeza de Deus ao ser colocado em segundo plano. O povo se acomodou dizendo que ainda não era o momento da reconstrução do Templo. Percebemos que faz parte da natureza humana justificar as omissões criando argumentos plausíveis para esconder os fracassos. Esse recurso mental atenua a frustração de não ter conseguido o que um dia se pretendeu. Os homens da época de Ageu se valiam dessa retórica escapista. Buscavam frases e pensamentos para justificar os seus erros (Ag 1.2). Preocupavam-se, com seus negócios e vidas pessoais e não davam mais ao Templo o devido valor (Ag 1.4).

Os projetos humanos tinham prioridade, enquanto os interesses de Deus tornaram-se secundários. Ageu enfatizou que o abandono da obra de Deus provocou a seca e a escassez (Ag 1.6-11). Deus reteve os céus para despertar o seu povo (Ag 1.10,11). Ageu inquiriu seus compatriotas: O fato de vocês colocarem Deus de lado provocou progresso ou regresso? A resposta era simples. Ao colocarem Deus em segundo plano, eles abandonaram o único elemento essencial para o sucesso.

3. Consolação. Enquanto a primeira profecia repreendia o povo pela falta de compromisso (Ag 11-15), a segunda trazia consolação ao destacar a glória daquele Templo (Ag 2.1-9). A presença de Cristo emprestaria ao segundo Templo uma glória que o Templo de Salomão jamais conheceu (Ag 2.6-9). A “glória” não se referia ao ouro ou a prata, mas a presença de Deus. A terceira profecia foi uma exortação, um verdadeiro apelo à santidade (Ag 2.10-19), porém, a quarta mensagem trouxe novamente consolação ao apresentar uma promessa de segurança para Israel com o estabelecimento da linhagem de Zorobabel (Ag 2.20-23).

Podemos dizer que 50% da mensagem de Ageu foi consolação, outros 50% foi exortação. E onde se encontra a motivação? Entretecida na exortação e no consolo (Ag 2.4). As repreensões de Deus, assim como suas promessas são combustíveis de ânimo que nos empurram para frente.

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OBJETIVOS

• EXPLICAR o contexto histórico que abrangeu as pregações de Ageu

• MOSTRAR como o profeta Ageu exerceu um papel fundamental entre o primeiro grupo de judeus que retornou a Jerusalém: 

• ENTENDER que devemos dar a Deus a primeiro lugar em nossas vidas

TEXTO DO DIA

Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Aplicai o vosso coração aos vossos caminhos. Subi o monte, e trazei madeira e edificai a casa e dela me agradarei e eu serei glorificado. diz o SENHOR.” (Ag 1.7.8)

SÍNTESE

A ação do Espírito de Deus nos liberta do comodismo e da indiferença, fazendo-nos valorizar aquilo que realmente é importante para Deus.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA – 2 Cr 36.23 A permissão do rei da Pérsia para a construção do templo

TERÇA – Ed 3.6-10 Os alicerces do templo são fundados

QUARTA – Ed 4.23,24 A forte oposição que resultou no embargo da construção do templo

QUINTA – Ag 1.13,14 Ageu anima Zorobabel e Josué na edificação do templo 

SEXTA – Ed 5.1,2 Sob a palavra dos profetas Ageu e Zacarias a obra de reconstrução é reiniciada 

SÁBADO – Ag 2.9 A promessa da glória da segunda casa

INTERAÇÃO 

Professor(a), a mensagem de Ageu que serviu como profeta de Judá, tem como objetivo incentivar os judeus que retornaram do exílio a reconstruírem o Templo (1.1). Por intermédio da mensagem do profeta aprendemos importantes lições para a nossa vida. A primeira é que não devemos focar no passado e permitir que o saudosismo nos domine. Precisamos erguer nossos olhos com expectativa para o futuro. A fé precisa suplantar o saudosismo, A segunda lição é que Deus atenta para a reconstrução do Templo, um lugar de adoração e comunhão. O culto oferecido ao Senhor não poderia e não pode ser de qualquer jeito. A terceira lição é que as lutas e provações devem ser vistas como oportunidade para nos aproximar mais de Deus. Em meio as dificuldade precisamos aprender a olhar para o céu e confiar na promessa divina de que todas as situações, por mais adversas que sejam, contribuem para o nosso bem (Rm 8:28)

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Professor(a), reproduza o quadro abaixo. Utilize-o para fazer um resumo do livro do profeta Ageu e apresente-o na introdução da lição.

Lição 11 Ageu Atenção para com a casa de Deus
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TEXTO BÍBLICO

Ageu 1.1-8 

1 No segundo ano do rei Dario, no sexto mês, no primeiro dia do mês, veio a palavra do SENHOR, por intermédio do profeta Ageu, a Zorobabel, filho de Sealtiel, governador de Judá, e a Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote, dizendo:

2 Assim fala o Senhor dos Exércitos, dizendo: Este povo diz: Não veio ainda o tempo, o tempo em que a casa do Senhor deve ser edificada.

3 Veio, pois, a palavra do Senhor, por intermédio do profeta Ageu, dizendo:

4 Porventura é para vós tempo de habitardes nas vossas casas forradas, enquanto esta casa fica deserta?

5 Ora, pois, assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai os vossos caminhos.

6 Semeais muito, e recolheis pouco; comeis, porém não vos fartais; bebeis, porém não vos saciais; vestis-vos, porém ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o num saco furado.

7 Assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai os vossos caminhos.

8 Subi ao monte, e trazei madeira, e edifiquei a casa; e dela me agradarei, e serei glorificado, diz o Senhor.

INTRODUÇÃO

Dos doze profetas menores apenas três desenvolveram seus ministérios após o cativeiro babilónico, são eles Ageu, Zacarias e Malaquias. Ageu foi o primeiro a profetizar após o exílio sendo contemporâneo de Zacarias. Não temos informações bíblicas sobre seu passado e nem conhecimento dos seus antecedentes familiares. Ele foi um dos exilados que retornou a Jerusalém no objetivo de reconstruir o Templo, neste período, grandes foram as dificuldades enfrentadas e por meio da sua ação profética. Ageu conseguiu mobilizar e motivar os judeus no fito de concluírem a reconstrução da obra. O templo era o símbolo visível da aliança de Deus com os descendentes de Abraão, por isso, motivou seus compatriotas a não desanimarem no trabalho da obra de Deus. Em uma época em que os judeus mostravam-se indiferentes Ageu ensinou-lhes que eles deviam dar a Deus a prioridade em suas vidas.

I – AGEU

1. Festivo. Seu nome significa “festivo” ou “festividade”. É provável que seu nascimento coincidisse com um feriado judaico, isso justifica o significado do seu nome. Há quem acredite que seu nome foi profético, desse modo, seus pais piedosos lhes atribuíram esse nome na expectativa da restauração do povo judeu, anunciando através desse ato que em breve haveria motivos para se festejar, pois a restauração do Templo implicaria o reinício das festas religiosas em Jerusalém. Ageu foi uma figura fundamental para a reconstrução do segundo Templo (Ed 5.1; 6.14).

Ele proporcionou aos seus compatriotas a motivação necessária para não esmorecer em face às dificuldades que enfrentavam. Ageu profetizou dois meses antes de Zacarias (Ag 1.1; Zc 1.1). Foi o primeiro profeta do pós-exílio. Ele acreditou quando poucos acreditavam e foi o responsável direto pelo retorno das festas em Jerusalém. Que sejamos como Ageu, promotores da fé e agentes da alegria!

2. Contexto histórico. Ageu profetizou no segundo ano do rei Dario, por volta do ano 520 a.C, para o primeiro grupo de exilados que retornou do cativeiro babilônico (Ed 1.1-4). O primeiro grupo a retornar foi movido por um fervor religioso. Estes repatriados deixaram o conforto conquistado na Babilônia para viverem junto às ruínas de Jerusalém, em uma cidade assolada pela destruição. Era preciso muito trabalho e disposição para reconstruir uma cidade cicatrizada pela guerra Na espinha dorsal deste grupo estavam os sacerdotes, os homens de fé, que nutriam um carinho especial pela “Cidade de Deus’ e pelo seu Templo. Dois anos após a chegada desse grupo, os edificadores lançaram os alicerces do templo provocando uma grande comoção entre o povo (Ed 3.8-13).

Todavia, as perseguições dos samaritanos e as dificuldades enfrentadas contribuíram para desanimá-los, atrasando a execução e conclusão do projeto (Ed 41-5. 23. 24). O povo estava abatido. O interesse dos judeus se voltou para as questões seculares. A letargia espiritual levou o povo a reconstruir suas próprias casas, deixando o projeto do Templo do Senhor em segundo plano. Foi neste contexto histórico que Ageu entregou sua mensagem (Ed 5.1-2. Ag 1.1-8).

3. Estrutura e mensagem do livro. O livro de Ageu é o segundo menor do Antigo Testamento, ficando atrás apenas de Obadias. A expressão “diz o Senhor dos Exércitos” aparece 26 vezes em 38 versículos. Em todo instante o profeta anunciou que suas palavras vieram de Deus e possuíam o selo da autoridade profética. Seu livro é composto de quatro mensagens que foram entregues ao povo Na primeira mensagem, Ageu repreendeu o povo pela falta de envolvimento no projeto de reconstrução do templo (Ag 1.2-15). Na segunda mensagem, após o início das obras de reconstrução a aparência do Templo apresentou-se modesta, e por causa disso o povo desanimou-se, nesse momento, o profeta motivou-os dizendo que a glória daquele templo seria maior que a glória do antigo templo (Ag 2:1-9).

Na terceira mensagem, ensinou que o fato de alguém morar na Terra Santa não o torna santo, portanto, o povo deveria viver a verdadeira santidade para usufruir das bênçãos prometidas (Ag 210-19). Por fim, na sua última mensagem, profetizou uma benção especial para a dinastia de Davi, na pessoa de Zorobabel (Ag 2.20-23).

II – A MENSAGEM DO PROFETA

1. Motivação. Em agosto-setembro de 520 a.C. Ageu começou a entregar a sua profecia (Ag 1.1). O povo tinha abandonado a obra por causa da oposição dos samaritanos e do decreto de Cambises, o rei Persa. Ageu incentivou o retorno da reconstrução do Templo. Ele apresentou Deus como o Senhor dos Exércitos, cujo poder é sobre todos os exércitos (Ag 1.2). O Todo-Poderoso é mais poderoso que todos os poderosos desta terra! Que palavra para o nosso coração! Confiando no Senhor devemos prosseguir. Não podemos esmorecer diante das adversidades. A segunda profecia foi entregue no vigésimo primeiro dia do sétimo mês, no último dia da Festa dos Tabernáculos (Ag 2.1).

Ao iniciar a reconstrução, depois de tirar os entulhos, o povo percebeu que aquela reconstrução jamais teria a beleza e o esplendor do templo de Salomão, por isto ficaram nostálgicos e desanimados (Ag 2.1-3). Mais uma vez. Ageu encorajou o povo a prosseguir dando pelo menos três motivos: O Senhor estaria com eles (Ag 2.4): o pacto divino permanecia de pé (Ag 2.5) e a glória daquele Templo seria ainda maior (Ag 2.9). Enquanto as pessoas se desanimavam com os desafios do presente. Ageu prosseguiu de olho na glória do futuro. Devemos focar a nossa atenção naquilo que nos traz esperança (Lm 3.21).

2. Exortação. Ageu demonstrou a tristeza de Deus ao ser colocado em segundo plano. O povo se acomodou dizendo que ainda não era o momento da reconstrução do Templo. Percebemos que faz parte da natureza humana justificar as omissões criando argumentos plausíveis para esconder os fracassos. Esse recurso mental atenua a frustração de não ter conseguido o que um dia se pretendeu. Os homens da época de Ageu se valiam dessa retórica escapista. Buscavam frases e pensamentos para justificar os seus erros (Ag 1.2). Preocupavam-se, com seus negócios e vidas pessoais e não davam mais ao Templo o devido valor (Ag 1.4).

Os projetos humanos tinham prioridade, enquanto os interesses de Deus tornaram-se secundários. Ageu enfatizou que o abandono da obra de Deus provocou a seca e a escassez (Ag 1.6-11). Deus reteve os céus para despertar o seu povo (Ag 1.10,11). Ageu inquiriu seus compatriotas: O fato de vocês colocarem Deus de lado provocou progresso ou regresso? A resposta era simples. Ao colocarem Deus em segundo plano, eles abandonaram o único elemento essencial para o sucesso.

3. Consolação. Enquanto a primeira profecia repreendia o povo pela falta de compromisso (Ag 11-15), a segunda trazia consolação ao destacar a glória daquele Templo (Ag 2.1-9). A presença de Cristo emprestaria ao segundo Templo uma glória que o Templo de Salomão jamais conheceu (Ag 2.6-9). A “glória” não se referia ao ouro ou a prata, mas a presença de Deus. A terceira profecia foi uma exortação, um verdadeiro apelo à santidade (Ag 2.10-19), porém, a quarta mensagem trouxe novamente consolação ao apresentar uma promessa de segurança para Israel com o estabelecimento da linhagem de Zorobabel (Ag 2.20-23).

Podemos dizer que 50% da mensagem de Ageu foi consolação, outros 50% foi exortação. E onde se encontra a motivação? Entretecida na exortação e no consolo (Ag 2.4). As repreensões de Deus, assim como suas promessas são combustíveis de ânimo que nos empurram para frente.

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Lição 10: Sofonias: O Dia do Juízo está Chegando | EBD – Jovens | 3° Trimestre De 2021

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 10: Sofonias: O Dia do Juízo está Chegando

OBJETIVOS

EXPLICAR o contexto histórico e a mensagem principal do livro de Sofonias

COMENTAR o significado do “Dia do Senhor”. 

EXORTAR sobre a necessidade constante da vigilância para nos mantermos preparados para o encontro com Cristo

TEXTO DO DIA

*Buscai o SENHOR, vós todos os mansos da terra. que pondes por obra o seu juízo, buscai a justiça, buscai a mansidão; porventura sereis escondidos no dia da ira do SENHOR. (Sf 2.3)

SÍNTESE

A profecia de Sofonias forneceu os fundamentos teológicos para a compreensão de um juízo vindouro que alcançará toda a humanidade.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA – SL 96.13 O Senhor vem julgar a terra

TERÇA – Hb 4.13 Todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos de Deus QUARTA – Lm 4.11 A ira de Deus derramada sobre Sião

QUINTA – Pv 18.10 O justo e protegido por Deus

SEXTA – Tg 1.21.22 A Palavra de Deus traz salvação do juízo vindouro

SÁBADO – 1 Ts 5.5-8 A necessidade da vigilância e da sobriedade

 INTERAÇÃO

Os profetas do Senhor, em especial no Antigo Testamento, nunca se preocuparam com a popularidade ou com a própria vida. A única preocupação deles era declarar ao povo a mensagem de Deus de forma precisa. Na maioria das vezes a mensagem era de juízo e julgamento e com Sofonias não foi diferente Ele trouxe uma mensagem contundente a respeito da destruição de Judá e das nações vizinhas (1.1) O livro de Sofonias trata a respeito da punição pelo pecado. Temos um Deus amoroso, justo e santo e que pune o pecado, caso não haja um arrependimento sincero.

Cremos que assim como o juízo divino veio contra Judá, um dia o Senhor também julgará o pecado das nações. Acreditamos no Juízo Final, no acerto de contas da humanidade com o seu Criador. Não sabemos quando se dará esse dia, por isso, somos exortados, segundo as Escrituras Sagradas a vivermos em obediência e a aproveitarmos o tempo da graça.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Professor(a), reproduza o quadro abaixo. Utilize-o para fazer um resumo do livro do profeta Sofonias e apresente-o na introdução da lição.

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TEXTO BÍBLICO

Sofonias 1.1-2

1- Palavra do SENHOR vindo a Sofonias filho de Cusi, filho de Gedalias, filho de Ananias, filho de Ezequias, filho de Josias filho de Amom, rei de Judá.

2- Inteiramente consumirei tudo sobre a face da terra, diz o Senhor.

INTRODUÇÃO

O livro de Sofonias adicionou um tom final à compreensão teológica do juízo divina. As oportunidades de Deus foram desperdiçadas pelos israelitas, por causa disto, o “Dia do Senhor” se aproximava. Este livro nos traz uma advertência muito bem fundamentada a respeito da abominação de Deus pelo pecado. Igualmente, contém a revelação mais completa do Antigo Testamento sobre o conceito dos profetas em relação ao “Dia de Senhor”.

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1 – SOFONIAS

1. Sua vida. Sofonias significa “o Senhor esconde”. Ele nasceu durante o reinado de Manassés, uma época marcada pelo derramamento de muito sangue inocente (2 Rs 2116; 24.3-4). É provável que o seu nome seja uma menção à proteção que o Senhor lhe deu, visto que foi escondido pelo Senhor das maldades do rei. Enquanto Isaías – segundo a tradição morreu durante este reinado ímpio. Sofonias nasceu e, posteriormente, começou a desenvolver o seu ministério. É o único dentre os profetas menores que possuía o sangue da realeza, sendo tataraneto do rei Ezequias (Sf 1.1).

Diferente dos outros profetas, sua genealogia retrocede quatro gerações para destacar a sua linhagem real. Por causa de sua nobreza, provavelmente desfrutou do acesso ao palácio durante o reinado de Josias, seu primo distante (640-609 a.C). Alguns estudiosos chegaram a propor que a reforma religiosa do jovem rei Josias iniciou-se por influência de Sofonias.

2. Contexto histórico. Os pecados de Judá descritos parecem refletir os momentos que a nação viveu antes do início da reforma religiosa de Josias iniciada apenas no décimo segundo ano do seu reinado (aproximadamente 627 a.C.). O rei Josias se empenhou em banir a idolatria de Judá, purificando os locais sagrados e restabelecendo o verdadeiro culto ao Senhor (2 Rs 23.1-25). Acreditamos que Sofonias profetizou por volta de 630 a.C., antes destes acontecimentos, pois a condição de pecado retratada pelo profeta indica que sua profecia se deu em um período por-reforma, nos primeiros anos do reinado de Josias, visto que o livro denuncia um estado de apostasia em Judá.

3. Estrutura e mensagem do livro. O livro possui um estilo predominantemente poético e está organizado em três partes principais. Começa anunciando o juízo sobre as nações da terra, incluindo de modo mais detalhado a situação de Judá (Sf 1.1;2.3). Na segunda parte há uma particularização de nações estrangeiras que prestarão contas com Deus neste julgamento: Filístia, Moabe, Amom, Etiópia e Assíria (Sf 2.4-15). Por fim, trata do juízo divino sobre Judá apresentando a purificação do povo e a restauração dos remanescentes fiéis (Sf 3.1-20). “O Dia do Senhor é um tema que atravessa toda a profecia de Sofonias no fito de indicar o agir de Deus na história, no propósito de concretizar Seus planos.

Esse ‘Dia’ tinha como objetivo a instalação da ordem divina no mundo Logo, antes do Dia do Senhor escatológico existem diversos ‘dias do Senhor’. A queda de Nínive da  Babilónia e a própria derrocada de Jerusalém são considerados como “dias do Senhor! Foi a partir desta expressão que surgiu a compreensão de um “Dia do Senhor” escatológica e final: Cremos que há momentos específicos na história em que Deus “se levanta do trono’ para fazer valer sua justiça por isso devemos viver como servos tementes e vigilantes (Mt 24.42; 25 13)

II – O JUÍZO VINDOURO

1. A ira do Senhor. Sofonias iniciou sua mensagem com severidade destacando que a ira do Senhor consumia tudo sobre a face da terra (Sf 1.2,3). A Ira do Senhor não pouparia Judá, pois Jerusalém praticava o sincretismo religioso e a idolatria (Sf 1.4,5). Naquela época os homens se inclinavam diante de Baal, o deus cananeu da fertilidade. Influenciados pela astrologia, os judeus também adoravam o “exército do céu”, expressão que aponta para os corpos celestiais. Eles desprezaram o verdadeiro culto ao Senhor introduzindo novas formas de adoração em Judá. Eles tentaram misturar o culto ao Senhor com práticas pagãs.

Como estamos prestando o nosso culto a Deus? O Senhor estava preparando o holocausto. Os babilônios eram os convidados e Judá seria o sacrifício (Sf 1.7). Em Judá havia idolatria (Sf 1.4-6); líderes corruptos (Sf 1.8); violência e fraude (Sf 1.9). Devemos repensar nossas ações pois prestaremos contas a Deus de tudo o que fizermos (Sl 96.13), Nossa vida precisa ser santa. assim como nosso culto.

2. Judá não teria imunidade. Os judeus se iludiam com a ideia de que o Dia do Senhor seria um dia de livramento e festa, onde Deus destruiria para sempre os seus inimigos. Jamais esperavam que também fossem julgados neste dia. Amós foi o primeiro profeta a desmistificar esse pensamento (Am 5.18-20). O juízo do ‘Dia do Senhor’ viria, não contra os inimigos do povo de Deus, mas contra os inimigos do Senhor. Neste contexto, Judá agia como um inimigo do Senhor. Israel já tinha sido destruído em 722 a.C, e agora estava chegando a hora do juízo ser executado em Judá (Sf 1.14). Sofonias descreve esse momento como “dia de angústia e de ânsia, dia de alvoroço e desolação” (Sf 1.15).

Nesse dia, os homens ficariam angustiados por causa dos seus pecados (Sf 1.16) e nem mesmo a riqueza os livraria (Sf 1.17). Sofonias nos ensina que os recursos humanos jamais reverterão a sentença de Deus. Se não andarmos em conformidade com a Palavra de Deus o “Dia do Senhor” trará espanto em vez de alegria. E por este motivo que há crentes que se assustam quando pensam sobre a “Segunda Vinda de Cristo”. Mesmo frequentando a igreja, crentes infiéis não serão poupados da ira do Senhor. Não é o lugar ou a adesão a um grupo social que nos salvará, mas a forma como vivemos diante de Deus (Mt 7.20-23)

3. O juízo sobre as outras nações. Para os ímpios judeus, não adiantava tentar se esconder do juízo buscando abrigo em outras nações (Na 1.6) A única atitude que os esconderia do “Dia do Senhor” era o arrependimento (Am 5.4-6; Sf 2.3). Assim como Judá, todas as outras nações ímpias provariam da ira do Senhor (Sf 2.11). No capítulo dois, as cidades e locais especificados representavam todas as nações que cercavam territorialmente Israel: Filistia (oeste). Moabe e Amon (leste), Etiópia (sul) e Assíria (norte).

A citação destes povos aponta para a amplitude do juízo divino que não ficaria circunscrito apenas em Judá. O Dia do Senhor abarcaria todos os povos pagãos que foram hostis ao Senhor, Sofonias apresenta um Deus ativo que não apenas observa, mas faz a própria história acontecer (Sf 2.9). O profeta nos ensina que aqueles que não querem entregar-se nas mãos da misericórdia de Deus, não serão livrados do derramar de sua justiça.

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Lição 09: Habacuque: A Fé como forma de Vida | EBD – Jovens | 3° Trimestre De 2021

 EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 09: Habacuque: A Fé como forma de Vida

✓ OBJETIVOS

EXPLICAR o contexto histórico, estrutura e mensagem do livro de Habacuque;

APRESENTAR as dificuldades do profeta Habacuque em compreender os caminhos de Deus: 

ESCLARECER a importância da fé como elemento essencial de vida cristã

TEXTO DO DIA

“Então, o SENHOR me respondeu e disse Escreve a visão e torna-a bem legível sobre tábuas, para que a possa ler o que está correndo passa. Els que a sua alma se incha, não é reta nele: mas o justo, pela sua fé viverá” (Hc 2.2.4)

SÍNTESE

A fé é o fundamento da vida cristã. Devemos confiar em Deus mesmo quando aparentemente as peças não se encaixam, pois Ele está no controle de todas as coisas.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA – Rm 5.1 O cristão é justificado pela fé

TERÇA – GL 3.11 Ninguém é justificado diante de Deus pelas obras, mas pela fé

QUARTA – Rm 11.20 O cristão se mantém firme pela fé

QUINTA – Hb 11.6 Sem fé é impossível agradar a Deus

SEXTA – SL 73.28 A confiança do cristão está em Deus

SÁBADO – Rm 1.17 Em Cristo se descobre a justiça de Deus de fé em fé

 INTERAÇÃO

Prezado(a) professor(a) estudaremos na lição deste domingo o livro do profeta Habacuque. Ele profetizou em Judá e o tema central do seu livro é na verdade a grande indagação de todo cristão: “Onde está Deus, quando os seus filhos sofrem?”. Habacuque não conseguia entender como os babilônios que ignoravam as leis de Deus, saqueavam as nações, violentavam as mulheres e matavam tantas pessoas seriam usados para punir o povo do Senhor por seus pecados. Muitas vezes, em nossa limitação, não conseguimos compreender o agir de Deus. Contudo, precisamos confiar no seu operar, na sua misericórdia e na justiça. Com Habacuque aprendemos que Deus é soberano e Ele jamais perde o controle de toda e qualquer situação. Nós temos e que confiar, pois o justo, pela sua fé viverá (2.4)

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor(a) reproduza o quadro abaixo. Utilize-o para fazer um resumo do livro do profeta Habacuque e apresente-o na introdução da lição. 

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 09: Habacuque: A Fé como forma de Vida

TEXTO BÍBLICO

Habacuque 2.1.2

1- Sobre a minha guarda estarei e sobre a fortaleza me apresentarei, e vigiarei para ver o que fala comigo e o que eu responderei, quando ou for arguido

2- Então o SENHOR me respondeu disse: Escreve a visão e toma-a bem legível sobre tábuas, para que a possa ler o que correndo passa.

INTRODUÇÃO

Em seu livro. Habacuque abre seu coração, expondo a Deus suas percepções e incompreensões Durante este diálogo, uma grande descoberta teológica acontece: “A fé como forma de vida na relação do crente com Deus”. Uma fé que jamais foi confrontada não passa de fantasia, pois a fé é provada real e verdadeiramente nos conflitos da vida

I – HABACUQUE

1. Sua vida. Não temos muitas informações a respeito da vida de Habacuque, tudo o que sabemos sobre ele é por dedução. Seu nome, cujo significado é abraço, aparece duas vezes em toda a Bíblia, exclusivamente no seu livro (Hc 1.1; 3.1). Não temos informações sobre sua cidade de origem, sua profissão e sua filiação. A literatura rabínica apoiava a ideia que ele fosse de origem sacerdotal Considerando que o texto bíblico apresenta-o diretamente como profeta inferimos que ele fosse um profeta formado e reconhecido que estudou na escola de profetas um estabelecimento formal (Hc 1.1).

O mesmo se aplica a Ageu Zacarias (Ag 1.1. Zc 1.1). O texto de Habacuque 3.19 também parece apresentar o profeta como um levita oficial qualificado para participar do cântico litúrgico no Templo de Jerusalém. O pós-escrito da oração de Habacuque foi destinado ao cantor-mor (mestre de música) e certamente será aplicada ao coro dos levitas, sendo também acompanhado com instrumentos de corda.

2. Data do livro. O profeta não cita nomes de reis. Sem essa referência histórica fica difícil especificar uma data. Ao ler o livro encontramos algumas informações que nos levam a propor por dedução uma possível data Ele parece surpreso ao saber que Deus levantará a Babilônia (os caldeus) para subjugar Judá. Sabemos que o livro foi escrito um pouco antes da primeira invasão da Babilônia em Jerusalém no ano 605 aC.

3. Estrutura e mensagem do livro. A profecia de Habacuque foi um peso para Judá, termo que indica uma sentença pesada entregue por meio de profecia (Hc 1.1). O oráculo lhe foi revelado em forma de visão. Seu livro tem três capítulos e contém pelo menos três formas literárias diferentes diálogo” (Hc 1.2-2.5); “ais proféticos” (Hc 2.6-20) e louvor (Hc 3). O Livro é um diálogo, uma profecia ou até mesmo um poema. Foi escrito no hebraico mais puro e sua mensagem está cheia de metáforas inusitadas e comparações (Hc 1.8,11,14,15; 2.5.11.14,16,17; 3.6,8-11).

primeiro capítulo denuncia o estado de apostasia da nação e a resposta de Deus aos questionamentos de Habacuque (Hc 1.1-27). O segundo capítulo apresenta uma resposta mais detalhada de Deus sobre seus planos e desígnios diante de novos questionamentos apresentados pelo profeta (Hc 2.1-20). O terceiro capítulo é uma oração de louvor que destaca a importância da fé (Hc 3.1-19).

II – A CRISE DO PROFETA

1. A maldade de Jerusalém. O profeta demonstra inconformidade com o pecado que crescia vertiginosamente entre seu povo. A violência, os atos de crueldade e a injustiça permeavam a vida pública e privada de Judá (Hc 1.3). Para o profeta, aquela situação era insuportável. Como Deus poderia ver tudo aquilo e não fazer nada? (Hc .2). Todo aquele antro de perversidade aumentava a demanda das contendas e litígios. Os tribunais estavam cheios de problemas a serem resolvidos. Contudo, a lei estava sendo manuseada de forma escusa e o juízo estava sendo pervertido (Hc 1.4).

A lei era o dispositivo legal para garantir a ordem pública e os direitos dos cidadãos, mas como o sistema judiciário de Judá estava corrompido a injustiça prevalecia. Os anciãos aceitavam suborno e as testemunhas locais mentiam. O indefeso que aguardava o emprego da justiça ficava frustrado. O profeta questionou como Deus poderia tolerar tudo aquilo e não intervir. Quando vemos uma injustiça somos levados a recorrer a Deus. Às vezes, entramos em crise neste processo. Não somos tão diferentes de Habacuque. É difícil lidar com a injustiça e a sensação de impunidade

2. O questionamento do profeta. Seria este questionamento uma murmuração perversa? Cremos que não! A murmuração tem o propósito de deteriorar a imagem de Deus, colocando em dúvida. Seu caráter perfeito Habacuque faz o contrário, apela para a justiça divina no propósito de zelar pela imagem do Altíssimo. Ele podia não entender o agir de Deus, contudo, posteriormente comprovou sua confiança inabalável nas ações divinas por mais contraditórias e paradoxais que pudessem parecer aos seus próprios olhos (Hc 2.4). Seus questionamentos apenas revelaram suas limitações face aos caminhos inescrutáveis de Deus.

É interessante como o texto bíblico faz questão de mostrar as vulnerabilidades e incompreensões de Habacuque. Deste modo, fica claro que a origem de sua proclamação não tinha como fonte a sua mentalidade perspicaz mas a própria revelação de Deus. Como Habacuque temos liberdade para apresentar a Deus nossas dúvidas e questionamentos. O que Deus espera de nós em nossa oração não são palavras rebuscadas, ditas de forma mecânica, mas um diálogo sincero com Ele (Mt 6.6,7).

3. A resposta de Deus. Deus responde aos questionamentos do profeta dizendo que colocaria um fim na maldade de Judá suscitando a Babilônia para castigar o seu povo (Hc 15-11). Na Bíblia o silêncio divino é sempre precedido por um grande feito Os caldeus representavam a solução divina para aquela situação (Hc 1.6). Durante muito tempo os erros de Judá ficaram sem castigo, porém o juízo estava sendo instaurado (Hc 1.7). O profeta demonstrou não entender a ação divina, pois como poderia Deus usar uma maldade maior (Babilônia) para punir uma maldade menor (Judá)? A Crise instaurou no seu interior (Hc 1.13).

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Lição 04: Amós: Adoração com Justiça | EBD – Jovens | 3° Trimestre De 2021

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 04: Amós: Adoração com Justiça

OBJETIVOS

EXPOR os principais conteúdos apresentados na profecia de Amós:
COMPREENDER quem foi o profeta Amos, sua origem. trabalho e estilo profético,
DEFENDER que a prática da justiça e um elemento insubstituível para a verdadeira adoração

TEXTO DO DIA

“Vos que dilatais o dia mau e vos chegais ao lugar de violência que cantais ao som do alaúde e inventais para vós instrumentos músicos, como Davi.” (Am 6.3.5.)

SÍNTESE

A profecia de Amós nos ensina que justiça e retidão são elementos fundamentais para a adoração.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA – Am 2.6,7 A injustiça social é um pecado grave contra Deus
TERÇA – Am 5.14,15 Fazer o bem é uma expressão de adoração ao Senhor
QUARTA – Mt 5.20 O cristão é identificado pela prática da justiça
QUINTA – Tg 1.27 Ajudar a quem precisa é parte da adoração
SEXTA – Is 1.13-15 O culto pode se tornar uma abominação ao Senhor
SÁBADO– Jo 4.23.24 Deus procura verdadeiros adoradores

INTERAÇÃO

Professor(a) na lição deste domingo estudaremos o livro de Amos Veremos que o profeta, pastor e cultivador de figas (11) foi enviado ao seu povo com uma palavra contundente contra a idolatria que havia se tornado uma ‘praga no meio do povo de Deus. Ele também fez graves denuncias contra as injustiças sociais. O livro de Amós nos mostra que a prosperidade de Israel foi à causa da corrupção da nação Infelizmente, algumas pessoas ainda hoje depois de prosperarem se esquecem do Senhor e das ordenanças da sua Palavra.

As prédicas de Amós foram precisas e alcançaram o âmago da nação israelita. Contudo, ele não apenas assinalou o pecado, mas advertiu o povo a buscar o arrependimento, pois Deus é bom e misericordioso, ‘e se arrepende do mal” (Jl 213).

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor(a) sugerimos que para a aula de hoje você divida a classe em grupos. Peça que os grupos façam um resumo com 4 temas principais abordados pelo profeta Amós. Depois, solicite que apresentem à turma formando um único grupo. Em seguida escreva no quadro o conteúdo abaixo e discuta com os alunos algumas características especiais do livro de Amós.

É um grito profético em favor da justiça e da retidão, baseado no caráter de Deus
Ilustra vividamente quando abominável é para Deus a religião quando divorciada de uma conduta reta
É uma confrontação radical e vigorosa entre Amós e o sacerdote Amazias (7.10-17)
Seu estilo audaz e enérgico, reflete a inabalável lealdade do profeta a Deus em usar pessoas que lhe são tementes ainda que desprovidas de credenciais formais para que proclamem a sua mensagem numa era de profissionalismo

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 04: Amós: Adoração com Justiça

TEXTO BÍBLICO

Amós 5.21-23

21 Aborreço desprezo as vossas festas e as vossas assembleias solenes não me dão nenhum prazer.

22 E, ainda que me ofereçais holocaustos e ofertas de manjares, não me agradarei delas nem atentarei para as ofertas pacificas de vossos animais gordos.

23 Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos porque não ouvirei as melodias dos teus instrumentos.

INTRODUÇÃO

O livro de Amós é surpreendentemente atual. Sua profecia condena a idolatria e denuncia as injustiças sociais que às vezes são normatizadas pelo “status quo de um determinado grupo social. O mais triste é saber que o sistema religioso, assim como os demais (politico, jurídico e social) podem se mancomunar junto à corrupção. Amós não pensou duas vezes em tocar a dedo na ferida de Israel e desafiá-los ao arrependimento, caso contrário, a nação receberia o juízo de Deus.

Ele profetizou aproximadamente três décadas antes da destruição de Israel pelas tropas da Assíria. Ainda hoje. a voz do profeta continua a ecoar alteando a bandeira da justiça no estandarte da adoração cristã. O livro de Amós é conhecido como o livro da justiça de Deus e nos ensina que a adoração não pode desassociar-se da retidão e dos princípios bíblicos e justos” revelados na Palavra de Deus.

1- O PROFETA AMÓS

1. Sua vida. O nome Amós significa ‘carregador de fardos’. Em . alusão ao seu nome, podemos dizer que sua fala era pesada e a sua palavra, uma carga do Senhor. Por causa de sua origem humilde o profeta não apresenta seu sobrenome, indicando que sua família não era conhecida (Am 11). Ele provinha de uma classe trabalhadora portanto estava acostumado a “carregar fardos” Deus chamou um homem calejado para uma dura tarefa. Amós permaneceu m soluto em cumprir sua missão.

Foi duro nas denuncias e exortações porque sabia que se o povo não ouvisse suas palavras o peso do juízo divino derramado sobre Israel seria ainda maior. Ele era natural de Tecoa (Am 1.1). Essa cidade ficava a uns 20 km ao sul de Jerusalém junto ao deserto da Judeia. Essa região ficava próxima à estrada que ligava Jerusalém a Hebrom e Berseba. Foi nessa região que João Batista se levantou como profeta. Amos foi um profeta sulista que atuou como missionário no Reino do Norte (Israel). A certeza do chamado divino revestiu o profeta da coragem para denunciar

2. Um homem simples. Amós fala a partir de sua realidade, por isso se apresenta como um legitimo representante de uma classe explorada, que não tinha voz nem vez. Ele era pastor boleiro e cultivador de sicômoros (Am 11: 7:14). Possuía múltiplos empregos. Era um homem trabalhador que fez questão de identificar sua origem humilde (Am 7.54 15). Sabia que seu ministério era ratificado, não pela tradição por trás de um nome, mas pelo chamado divino: Tal como Davi, era pastor, entretanto, suplementava o seu trabalho cultivando sicômoros (figueiras bravas). Durante os meses de verão, os pastores mudavam o rebanho para lugares mais baixos e pegavam serviços paralelos como “boieiro” ou “cultivador de sicômoros para terem o direito de pastar com seus gados naquelas regiões.

Sicômoros era a fruta consumida pelos mais pobres. Os ricos se deliciavam com o figo comum. O pecado do orgulho combatido por ele, não fazia parte de sua vida Ele era um homem simples. Joao Crisostomo ensinou que a humildade é a raiz a mãe a ama-de-leite, o alicerce o vinculo de todas as virtudes. O cristão deve expressar a humildade em sua vida, pois Deus se agrada dos simples (SI 24.4). Israel ensoberbou-se; por isto foi humilhado de modo contrastante, os humildes são honrados por Deus (Tg 4.10).

3. Um homem preparado. Como pastor, ele passava muito tempo sozinho, meditando e observando a natureza. As ilustrações utilizadas em suas profecias foram extraídas da vida diária, indicando a originalidade dos seus pensamentos, Era leigo no sentido que não havia recebido formação em um estabelecimento oficial, visto que não tinha estudado nas escolas de profetas. No entanto, não era um homem ignorante. Embora não tivesse passado por uma educação profética formal, cie demonstrou muito conhecimento.

Assim como Moisés e Davi, o tempo com o gado lhe proporcionou uma cultura mental destinada a reflexão Amos demonstrou um grande conheci- mento da lei de Moisés. Não devemos desprezar as pessoas que não tiveram a oportunidade de passar por um sistema de formação oficial pois aprendemos com Amos que todos podem ser usados por Deus, independente da classe social ou do currículo formativo Deus procura ‘corações piedosos’ e não somente ‘mentes brilhantes’, pois seu Espirito capacita aqueles que são chamados (Dn 2.21; Tg 1.5).

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II – O CONTEXTO HISTÓRICO DE SUA PROFECIA

1. Período de paz. Amós desenvolveu o seu ministério na época em que Jeroboão II reinava em Israel, e Uzias, em Juda. Foi um período de grande prosperidade para ambos os reinos. De acordo com o Antigo Testamento ele foi contemporâneo de Oseias, Jonas Isaias e Miqueias O clima do governo entre Jeroboão II e Uzias era amistoso. As nações que poderiam perturbar Israel tinham sido dominadas. A luta contra a Síria terminou com a vitória de Israel. O rei tinha restabelecido os termos de Israel Rs 14.25). Os reinos do Norte e Sul expandiram seus territórios de tal modo que conseguiram recuperar quase todo o território do império davidico-salomónico.

Esse período ficou conhecido como a idade de ouro para ambos os reinos. A ideia de um juízo divino parecia não se adequar as circunstancias daquela época. As ameaças assírias de Tiglate-Pileser III (745-727 aC.) se manifestariam apenas algum tempo depois. A paz experimentada pelos israelitas lhes trouxe uma sensação enganosas de segurança, por isto rejeitaram a mensagem de Amós. Que Deus nos livre das sensações enganosas da vida! Devemos guardar o nosso coração (Pv 4.23 Jr 17.9) entregando-o a autoridade de Cristo.

2. Período de prosperidade. A paz politica e a expansão territorial conduziram Israel para um periodo de prosperidade material. As nações vizinhas eram tributarias do Norte. As riquezas a afluíam para Israel Os novos ricos perdiam a paciência com as restrições de trabalho impostas pelas lei do sábado. A vontade de acumular riquezas se tomou maior do que o anseio de obedecer a Lei do Senhor. A ganancia tem sido uma fonte de tropeço para multos (1 Tm 6.9.10). Os pobres não eram tratados de forma justa (Dt 15.11; 24.15). A luxuria dos ricos era conseguir à custa da opressão e exploração (Am 2.6-8).

Os ricos controlavam tudo inclusive o judiciário. As decisões dos tribunais eram todas favoráveis aos ricos e extremamente opressivas aos pobres, Amós se levantou contra as injustiças sociais e combateu os sistemas desonestos que pervertiam o direito dos necessitados. Os homens de sua época estavam tão contumazes em acumular riquezas que se esqueciam de atentar para a necessidade de seus irmãos. Lembremo-nos de que o desprezo ao pobre e um grave pecado diante de Deus (Dt 24.15: Is 3.15)

3. Paganismo religioso. A força material de Israel contrastava com sua fraqueza moral. O sumo sacerdote Amacias, por exemplo, era de classe leiga e não provinha da descendência sacerdotal; tal questão era um grande ultraje a fé verdadeira em Israel. Quando Amós profetizou que Israel só achava fora do prumo por causa dos pecados de idolatria e materialismo introduzidos pela casa de Jeroboão (Am 77-9), Amazias demonstrou que era um ”sacerdote comprado” defendendo os interesses do rei ao tentar proibi-lo de continuar profetizando (Am 7.12.13).

As leis divinas estavam sendo burladas, a religião tinha se corrompido (Am 7.10-14), Jeroboão II incentivou a prática dos cultos a fertilidade por meio de um sistema de adoração ao bezerro de ouro (2 Rs 14.24-25). A adoração a Jeová permanecia concomitantemente ac paganismo (Os 2.13,16,17). Centros pagãos foram construídas nas principais cidades do Norte Gilgal Betel, Da Samaria (Am 4.4: 8.14). Alguém precisava combater estes pecados, o por este motivo, Deus levantou o corajoso Amós

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Lição 03: Joel: O Poder do Espirito Santo nos Últimos dias | EBD – Jovens | 3° Trimestre De 2021

 EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 03: Joel: O Poder do Espirito Santo nos Últimos dias

OBJETIVOS

EXPOR o contexto histórico de calamidade pública apresentada na profecia de Joel;
EXPLICAR a importância de uma conversão sincera como ato antecipatório ao recebimento do batismo com o Espírito Santo:
EXPLANAR o cumprimento da profecia de Joel na dispensação da Igreja.

TEXTO DO DIA

“E há de ser que depois. derramarei o meu Espirito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. “(Jl 2.28)

SÍNTESE

Mesmo em um contexto de desastre natural e apatia religiosa, Joel profetizou o derramar do Espirito Santo sobre toda a carne

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA – Joel 11-4 A descrição de uma calamidade publica

TERÇA – Joel 113 A interrupção do culto ao Senhor

QUARTA – Joel 2.12,13 O apelo a uma conversão sincera

QUINTA – Joel 223-27 Promessa de restauração e restituição

SEXTA – At 2.14-17 O cumprimento da promessa do Espirito Santo

SÁBADO – Jo 14.26 A capacitação do Espirito Santo

INTERAÇÃO

Joel iniciou sua pregação a partir do anúncio de que alguns desastres naturais viriam praga de gafanhotos vinda do deserto, seca, fome, incêndios, invasões militares e desastres nos céus. A terra, outrora dada pelo Senhor, seria ferida com uma devastação jamais vista. Os desastres eram uma forma de punição pelos pecados.

O profeta Joel revela ao povo os acontecimentos futuros e o que eles deveriam fazer para que as catástrofes não os atingissem Ele os advertiu dizendo Convertei-vos a mim de todo o vosso coração” (2.2-12). Somente um arrependi mento sincero e verdadeiro poderia fazer com que o povo de Deus escapasse de um terrível juízo.

Que jamais venhamos nos esquecermos do ensinamento de Joel Deus é santo e pune o pecado com justiça! Contudo Ele é bondoso e misericordioso e capaz de liberar o perdão diante de um arrependimento sincero Joel também nos mostra que a bênção espiritual vem acompanhada de bênção material e ambas são ativadas pelo arrependimento sincero.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Sugerimos que para a aula de hoje você reproduza o quadro abaixo Utilize-o para mostrar aos alunos algumas características especiais do livro de Joel.

É uma das obras literárias mais esmeradas do AT.
Contém a profecia mais profunda no AT a respeito de derramamento do Espírito Santo sobre toda a humanidade.
Registra numerosas calamidades nacionais – pragas de gafanhotos, seca, formes, incêndios, invasões militares desastres nos céus – como juízos divinos em decorrência da desintegração espiritual e moral do povo de Deus.
Enfatiza que Deus as vezes, opera sobrenaturalmente na história através de calamidades naturais e conflitos militares a fim de levar a efeito arrependimento, o avivamento e a redenção da humanidade.
Oferece o exemplo de um pregador que, em virtude de sua estreita comunhão com Deus a estatura espiritual conclama o povo de Deus ao arrependimento de modo decisivo

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TEXTO BÍBLICO

Joel 2:28-32

28 E há de ser que depois derramarei o meu Espirito sobre toda a carne, e vossos filhos o vossas filhas profetizarão os vossos velhos terão sonhos, as vossos jovens terão visões.

29 E também sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias, derramarei o Espirito

30 E mostrarei prodígios no céu e na terra sangue, fogo, e colunas de fumaça

31. O sol se convertera em treva e a lua em sangue antes que venha grande e terrível dia do SENHOR.

32 E há de ser que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como o SENHOR tem dito e nos restantes que o SENHOR chamar.

INTRODUÇÃO

Joel iniciou sua pregação a partir de um desastre natural. A praga dos gafanhotos. Enquanto Oseias se apropriou de uma tragédia pessoal para compor a sua mensagem. Joel se utilizou de uma calamidade nacional para escrever as linhas do seu sermão profético. O livro de Joel pode ser dividido em duas partes. Na primeira, há uma descrição histórica da devastação de Judá imposta por uma praga de gafanhotos na segunda. o profeta anunciou o juízo divino que viria sobre o povo de Deus, seguido por uma restauração futura sem precedentes O profeta não ficou limitado as dificuldades do presente à tragédia natural ou ao indiferentismo religioso, mas transportou sua visão para uma época vindoura e enxergou o derramar do Espirito sobre toda a carne

1 – O PROFETA JOEL

1. Seu nome.

Joel, no hebraico “Yo e significa “Yahweh é Deus” ou “O Senhor é Deus’. Na cultura hebraica o nome do individuo apresentava uma conexão muito forte com sua vida Diferente da cultura ocidental os judeus não escolhiam o nome dos seus filhos pela beleza, mas pelo significado espiritual. O pai de Joel se chamava ‘Petuel que significa “persuadido por Deus” (Jl11). Concluímos que seu pai era um homem temente a Deus sendo a nome “Joel uma confissão de te da parte de Petuel. Joel surgiu no cenário para pregar o significado do seu nome “O Senhor é Deus. Esta mensagem não foi pregada em um período de prosperidade o bonança, mas em um momento de agonia e infortúnio.

O momento de dor, às vezes gera um colapso na fé, de modo que muitos chegam a arguir a gestão divina. Como Joel, devemos testemunhar nossa fé no Criador, independente das circunstancias, sejam elas favoráveis ou desfavoráveis (2 Co 6.10).

3. Para quem profetizou.

Em toda a Bíblia o profeta Joel é citado apenas em duas ocasiões sendo uma única vez em ambos os Testamentos, a primeira na apresentação do seu livro ( JL 1.1) e a segunda, em lembrança ao cumprimento de sua profecia (At 2.16). O texto bibico não fornece informações pessoais sobre ele o que sabemos é por inferência. Devido à sua familiaridade com o Templo. em sido identificado como um profeta do Templo ou até mesmo um sacerdote (JL 1.13,14; 2.17), uma vez que suas profecias demonstram muita familiaridade com as cerimônias do templo (Jl 2.1,15. 32;3.17,20,21). Joel profetizou para Jerusalém os “filhos de Sião”.

Em principio, Joel fala para o sou povo (Reino do Sul), no entanto, sua profecia abrangeu a igreja, conforme o próprio apóstolo Pedro reconheceu (At 2.16.17), Não podemos negar que também existe um caráter abrangente e escatológico em sua mensagem (Jl 3.1-21).

3. Quando profetizou.

Há muitos debates sobre o tempo em que Joel profetizou Alguns consideram que ele tenha sido contemporâneo de Amós. outros acreditam que ele viveu na época de Eliseu A tradição judaica considerava o livro de Joel o mais antigo entre os Profetas Maiores e Menores. E presumível que muitos profetas posteriores tenham bebido da fonte de Joel. Acreditamos que Joel representou a ponte entre os profetas antigos com os demais profetas escritores do Antigo Testamento. De acordo com as evidencias internas do livro, ele profetizou no tempo de rei Joas, de Judá por volta de 835 aC. a 830 aC. pois o livro não cita o nome de nenhum rei, visto que isto era o período de menoridade do governo de Joas quando o sacerdote Joiada respondia pela liderança da nação (2 Rs 12:2).

O livro não faz nenhuma alusão a Babilônia, Assíria ou Síria, pois os inimigos desta época eram outros (Jl 3.4,19). A idolatria não representou um problema em sua profecia considerando que durante a reinado de Joas, o período da adoração a Baal tinha terminado (2 Rs 10 e 11).O problema do povo não era a idolatria, mas a apatia. O indiferentismo religioso é tão grave quanto à apostasia religiosa. Podemos dizer que a apatia é o prelúdio da apostasia.

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II – O CONTEXTO HISTÓRICO DE SUA PROFECIA

1. A praga dos gafanhotos.

Joel apresentou a devastação, a seca e a fome que atingiu a nação de Judá ao ser atacada por uma praga de do profeta e registrar para as gerações posteriores o relato da catástrofe que atingiu a nação (Jl 13). Trata-se de um evento histórico e de um texto narrativo A devastação foi total. O que ficou da lagarta, comeu o gafanhoto, e o que ficou do gafanhoto, comeu a locusta e o que ficou da locusta, o comeu o pulgão” (Jl 14). No original hebraico “lagarta gafanhoto, locusta e pulgão” não indicam insetos de diferentes espécies mas o mesmo inseto o gafanhoto em quatro fases de seu desenvolvimento.

A lagarta’ representa o gafanhoto em seu estagio inicial ao nascer sem asas quando apenas consegue roer. O gafanhoto representa o estágio que começa a procriar e se multiplicar. No estagio de locusta” desenvolve asas, mas ainda não voa, apenas salta e já começa a devorar. Ao se tomar pulgão já está plenamente desenvolvido, com asas completas. Juda foi desolada por causa deste ataque de gafanhotos em seus vários estágios de desenvolvimento. O descaso para com Deus precipitou o povo a assolação. O fruto de quem vira as costas para Deus sempre será amargo.

2. A indiferença de sua geração.

Os compatriotas de Joel agiram com indiferença diante da tragédia. Acreditavam que essas situações simplesmente aconteciam. O profeta começou sua mensagem fazendo uma invocação solene para chamar a atenção do seu povo Suas palavras iniciais foram ouviste (Jl 12) Os ébrios deveriam se despertar (Jl 15) a virgem deveria lamentar (Jl 18) e os sacerdotes deveriam gemer e clamar (Jl1.13). A devastação foi tão grande que não havia material para oferecer a oferta de manjar (Jl19. O mesmo ocorria com as libações e com o vinho. A seca se alastrou pela terra (Jl112). Não havia matérias para o culto. A interrupção da adoração ao Senhor deveria ser considerada uma grande calamidade (Jl 1.13). Joel se incomodou com a indiferença de sua geração por isto chamou a atenção deles dizendo que mais calamidades estavam por vir.

As vezes, Deus permite certas situações no proposto de despertar-nos permanecer indiferente diante da adversidade e um sinal claro de insensibilidade espiritual, O verdadeiro cristão se vale de todos os momentos para buscar ao Senhor, na tristeza clama pelo consolo, na alegria, louva o com gratidão.

3. O simbolismo da tragédia.

Enquanto o primeiro capitulo narrava um acontecimento histórico, o segundo previa uma calamidade que assombraria a nação A derrota para uma nação estrangeira. Parecia que Joel estava descrevendo um futuro ataque de gafanhotos, pois falava de um diluvio escuro com milhares de gafanhotos cobrindo as céus (Jl 2-2), Ele comparou os insetos ao fogo (2-3) e descreveu-os com a aparência de um cavalo (em miniatura) (2-4). Em suas palavras o exército invasor seria obstinado. Como valentes correriam cada um polo seu carreiro (Jl 2.7,8) Joel se valeu do simbolismo do ataque dos gafanhotos para prever um ataque militar como resultado de um juízo divino sobre o povo.

Provavelmente o profeta estava se referindo ao futuro ataque da Babilônia. Para Joel, a praga dos gafanhotos prefigurava uma desolação muito maior. Não era tempo de ficar indiferente ou passivo era preciso se voltar para Deus. Quando não aprendemos nessas primeiras lições, outras nos alcançarão. Por isto, é fundamental que desenvolvamos, o quanto antes, a maturidade para entendermos o que Deus deseja de nós diante das situações que estamos vivendo.

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