Lição 6: Na Salvação, o Novo Nascimento EBD – 2° Trimestre De 2021

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Lição 6: Na Salvação, o Novo Nascimento EBD - 2° Trimestre De 2021

OBJETIVO

Explicar o termo Expiação;

Apontar a morte de Jesus como substitutiva para a humanidade;

Afirmar que o novo nascimento é produto da operação da salvação de Deus para o Homem.

TEXTO BÍBLICO

João 3.3-8

DESTAQUE

“Jesus respondeu: — Eu afirmo ao senhor que isto é verdade: ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo” (Jo 3.3).

LEITURA DEVOCIONAL

SEG……………………………………………………….Ap 13.8

TER……………………………………………………….Mt 20.28;Mc 10.45

QUA………………………………………………………Os 6.6

QUI……………………………………………………….Hb 9.11,12

SEX……………………………………………………….Rm 8.1;2Co 5.17 SÁB………………………………………………………Jo 3.3

DOM……………………………………………………..Rm 8.34-37

OBJETIVO

Explicar o termo Expiação;

Apontar a morte de Jesus como substitutiva para a humanidade;

Afirmar que o novo nascimento é produto da operação da salvação de Deus para o Homem.

Material Didático

Leitura de texto, discussão do texto, sugestões de propostas.

Quebrando a Rotina

Professor, sugerimos uma atividade que precisará um pouco mais de tempo que as outras. Por isso, procure separar entre 10 a 15 minutos da aula para fazê-la. A nossa sugestão é que você reproduza o trecho do segundo AUXÍLIO TEOLÓGICO, O texto trata do Reino de Deus como o ponto central da mensagem d Jesus. Leia e debata o texto com a classe.

Na lição anterior, vimos que o Pecado atingiu todo o ser humano e a criação. Agora, uma vez que somos nascidos de novo, somos convocados por Jesus a proclamar o Reino de Deus para o homem caído e a criação caída. Enquanto o Reino de Deus não se revelar plenamente, como discípulos de Jesus, devemos expressar a mensagem do Reino para cada ser humano. Com base nisto, estimule a turma a pensar ações de evangelização e de projeto social na vizinhança, apresentando o Reino de Deus para as pessoas.

4° Trimestre 2020 1024x576 - EBD | Lição 6: Na Salvação, o Novo Nascimento 2° Trimestre De 2021

Estudando a Bíblia 

A humanidade inteira está encerrada debaixo do Pecado: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23). Esta é a situação do ser humano sem Deus! É a situação da humanidade mergulhada no Pecado desde os tempos passados, e que precisa desesperadamente de um Salvador, de um Redentor, de um Justificador e Senhor. Este Senhor já veio, um projeto delineado por Deus antes mesmo do advento do Pecado: “[O] Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13.8).

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Em sua soberania e onisciência, o Senhor nosso Deus, segundo o conselho da sua sabedoria, proveu o escape para todo o gênero humano, isto é, o ser humano que crê na suficiência do sacrifício de Cristo. Se há uma doutrina que, sem constrangimento, demonstra o amor de Deus pelo ser humano é a doutrina da Salvação. Ninguém tem como manipular o ato de salvação.

Quantas vezes os nossos pais nos pediram para não fazer determinada coisa, mas desobedientemente não ouvíamos. Em seguida, levávamos o prejuízo. O prejuízo do pecado foi caro. Era preciso o Cordeiro de Deus morrer em nosso lugar. Sim, uma pessoa pura, inocente e amorosa morreu no lugar do pecador.

A expiação, expia o quê

Para compreendermos o valor da morte de Jesus de Nazaré, sua conexão com a nossa realidade de pecado e a salvação da vida através da Cruz do Calvário, precisamos saber o conceito de Expiação.

Segundo o Dicionário Bíblico Wycliffe, “a ideia básica da expiação está ligada à reparação de um mal, à satisfação das exigências da justiça por meio do pagamento de uma penalidade” (p.752). Logo, a Expiação é o sacrifício cuja finalidade é a de reparar os pecados da pessoa, ora cometidos. A ideia de sacrifício é universal. Lendo um livro de história você verá que muitas religiões têm a figura do sacrifício como um elemento de punição. Alguém mata um animal ou um ser humano para oferecê-lo a um deus a fim de receber aprovação divina. Mas uma pergunta pode ser feita: Qual a diferença do sacrifício da Bíblia para o sacrifício dos povos de outras religiões?

Em primeiro lugar é que na Bíblia não há sacrifício humano. Deus proíbe terminantemente alguém de fazer sacrifício oferecendo o ser humano como oferta (Gn 18.21; 20.2; Dt 18.10).

Outra diferença está na individualidade do pecado. Enquanto que em outras religiões a responsabilidade do pecado não é individualizada, na Bíblia, para não se punir um povo inteiro, o Deus amoroso responsabiliza a pessoa que comete o crime, devendo ela comparecer pessoalmente à Casa de Deus para oferecer os sacrifícios (Ez 18.20).

Então surge um sistema de sacrifício no Antigo Testamento que durou até o ano 70 d.C – descrito nos Evangelhos. Para remissão do pecado da humanidade foi preciso Deus Pai entregar o seu único Filho, Jesus Cristo, para morrer na Cruz do Calvário em nosso lugar. O Nazareno entregou voluntariamente a sua própria vida por amor ao mundo (Mt 20.28; Mc 10.45). 

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AUXÍLIO TEOLÓGICO

Prezado professor, uma informação importante para você se aprofundar no tema da Expiação é conhecer o significado de “salvação”, ao longo das Escrituras. Por exemplo, no Antigo Testamento, a palavra “salvação” aparece frequentemente com o significado de “livramento” e de “libertação”. No contexto da nação de Israel, o termo se aplica à “salvação” física, pessoal e nacional (Êx 3.8; 2 Cr 32.17; SI 22.21). Ainda, no Antigo Testamento, “salvação” também tem uma conotação espiritual. Um exemplo dessa característica é o clamor do salmista Davi quando ele apela para Deus salvá-lo de todas as suas transgressões (SI 39.8; 51.14).

Em o Novo Testamento, a palavra “salvação” aplica-se, em primeiro lugar, ao nome de Jesus: “[…] E lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1.21). O nome de Jesus se refere à “salvação mediante o Senhor”. O termo “salvação”, em o Novo Testamento, também poderia se referir a “salvar a pessoa da morte; da enfermidade física; da possessão demoníaca; ou da morte inevitável” (Mt 8.25; 9.22; Lc 8.36; 8.50). Mas, significa, principalmente, a salvação espiritual que Deus providenciou por meio de Cristo Jesus, o nosso Senhor (1Co 1.21; 1Tm 1.15; Ef 2.8)

A partir de então não fica difícil compreendermos que a expiação, segundo o sacrifício de Jesus, supriu para sempre a dívida que tínhamos para com Deus mediante ao pecado dos nossos primeiros pais, Adão e Eva. Quando estudamos a doutrina da Expiação, compreendemos o tão grande amor de Deus pelos seres humanos. Em Cristo Jesus, Deus estava reconciliando o mundo consigo mesmo (2 Co 5.19).

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A morte substitutiva de Jesus

No Antigo Testamento, os sacerdotes apresentavam uma série de sacrifícios para salvar o povo e a si mesmos. Eles sacrificavam touros, bodes e ovelhas. Certa vez o rei Salomão fez um incrível culto de sacrifícios de animais para pedir perdão a Deus e consagrar um Templo (1Reis 8.62-63). Imagine um estádio de futebol cheio de touros e de ovelhas sendo sacrificados por intensos quatorze dias! Certamente não seria um espetáculo bonito de se ver. Mas quando lemos 1Reis 8 percebemos a sinceridade do rei e dos sacerdotes e a expectativa do povo em adorarão Deus único. Por isso, Deus responde positivamente ao rei. O Senhor falou com Salomão e o seu povo.

Entretanto, nem sempre foi assim. Não demorou muito e o culto a Deus se transformou em uma reunião mecânica e numa forma de ludibriar pessoas inocentes. Olha o que o profeta Oséias profetizou: “Eu quero que vocês me amem e não que me ofereçam sacrifícios; em vez de me trazer ofertas queimadas, eu prefiro que o meu povo me obedeça” (Os 6.6).

Aqui, o problema não era o sacrifício. De maneira nenhuma. O problema era apresentar sacrifícios a Deus sem amá-lo. Participar do culto a Deus sem reverenciá-lo. Sem desejar intimidade com Ele. O Pai contempla o coração de cada ser humano. Sabe bem o que de fato passa pela nossa mente e qual é a nossa intenção.

Então, Deus enviou o seu Filho para morrer por nós de uma vez por todas (Jo 3.16) afim de que nunca mais homens e mulheres precisem de qualquer sacrifício para tirar o próprio pecado (Hb 9.11-22).

Jesus morreu em nosso lugar, sua morte é poderosa e suficiente para nos redimir de todo o pecado. Para nos perdoar de qualquer circunstância que outrora nos envergonha. É horrível sentir vergonha por uma coisa que fizemos e que sabíamos que não era para ser feito. Olha, se você está assim, e se esta palavra tem alcançado o seu coração, saiba de uma coisa: “Agora já não existe nenhuma condenação para as pessoas que estão unidas com Cristo Jesus” (Rm 8.1) e “Quem está unido com Cristo é uma nova pessoa; acabou-se o que era velho, e já chegou o que é novo” (2 Co 5.17).

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Eu nasci de novo

O texto de referência para nossa lição conta a história de um mestre judeu, fariseu e de nome Nicodemos que dialogou com Jesus num certo lugar da Galileia. Ele reconheceu que o nazareno era mestre e que Deus era com ele. Mas o nosso Senhor não se deixou levar pelo elogio, logo depois lhe respondeu: “Eu afirmo ao senhor que isto é verdade: ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo” (Jo 3.3).

Nicodemos não entendeu o que Jesus estava falando porque ele estava com a sua mente ligada na Lei, no mundo das concepções terrenas. Para nascer de novo o Homem deve crer que Deus enviou Jesus Cristo a fim de que não percebêssemos: “Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). O resultado dessa entrega de Deus Pai é a vida eterna a todos quantos crerem no presente de Deus

Nós passamos a ser novas criaturas, ou nascidos de novo, quando cremos de todo o coração e com toda a nossa força e pensamento que Jesus é o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. E através do sacrifício de Jesus na Cruz do Calvário obtemos o perdão das nossas transgressões. Mediante a obra na Cruz, a nossa dívida foi para sempre quitada, cancelada e anulada. Ninguém pode apresentar quaisquer acusações contra nós porque Deus nos justificou em Cristo Jesus (Rm 8.34).

Então o que eu preciso fazer para nascer de novo? Arrepender-se e crer no Evangelho! Arrepender-se de quem tu és. Do que faz. Do que pensa. Do que fala contra os outros. Da raiva que sente. Da mentira. Do engano.

Do fingimento. Do amor fingido. Arrepender-se de todo coração! £ crer que tudo o que o Evangelho disse que Deus fez por nós por meio de Cristo Jesus é a mais absoluta verdade. Crer de todo o coração que nós merecíamos ser condenados por Deus, mas pelo seu amor Ele enviou a Jesus para nos salvar. Na verdade somos pecadores que precisam de um Salvador: Jesus Cristo.

Quando nascemos de novo não significa que nunca mais pecamos, pois somos falíveis e de carne e osso. Mas temos o Espírito Santo que conscientiza-nos dos nossos pecados e a Jesus Cristo, o Filho de Deus, que está à destra do Pai, como o nosso Advogado Fiel intercedendo por nós (1Jo 2.1,2,12).

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EBD – Lição 6: A Imaturidade Espiritual Dos Coríntios 2° Trimestre De 2021/Jovens

 Lição 6: A Imaturidade Espiritual Dos Coríntios Jovens CPAD –  2° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O Cuidado de Deus com o Corpo de Cristo – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Escola Dominical 

OBJETIVOS

1 MOSTRAR que os coríntios eram imaturos na vida cristã;

2 REFLETIR a respeito do que pode nos impedir de crescer na fé;

3 COMPREENDER o perigo da estagnação na fé.

TEXTO DO DIA

“E eu, irmãos, não vos pude falar como espirituais, mas como carnais, como a meninos em Cristo.” (1 Co 3.1)

SÍNTESE

A imaturidade espiritual traz muitos prejuízos para a Igreja, como as dissensões.

Agenda de leitura

SEGUNDA – Hb 5.13 O que se alimenta de leite é menino

TERÇA – Hb 5.14 O mantimento sólido é para os maduros

QUARTA – Hb 6.1 Prosseguindo até a perfeição

QUINTA – 1 Pe 2.2 O leite racional que nos faz crescer

SEXTA – Os 6.3 Prosseguindo em conhecer a Deus para continuar crescendo

SÁBADO – Pv 4.18 O crescimento dos justos

Interação

Professor(a), inicie a lição fazendo as seguintes indagações: “Quais são as características de uma pessoa imatura na fé cristã?” “O que demonstrava a imaturidade cristã dos coríntios?” Ouça os alunos com atenção e incentive a participação de todos. Diga aos alunos que uma pessoa imatura, cuja fé não está alicerçada na Palavra de Deus, em geral é levada por qualquer vento de doutrinas. 

Explique que precisamos crescer na fé cristã e que o nosso crescimento também é demonstrado mediante os nossos frutos, atitudes. Nosso modo de falar, pensar e agir deve ser coerente com os ensinos de Jesus, pois somos seus discípulos. Depois, comente que a imaturidade espiritual dos crentes traz muitos prejuízos para a Igreja. No caso da igreja em Corinto, havia muitas dissensões, e tais contendas estavam impedindo o avanço da obra de Deus.

Orientação Pedagógica

Prezado(a) professor(a), uma das ênfases da lição deste domingo é a questão da imaturidade espiritual dos coríntios. Paulo, com amor, mas de modo firme, chama a atenção dos crentes enfatizando que eles ainda se comportavam como crianças, meninos na fé. Os membros da igreja em corinto não estavam saudáveis na fé. 

Uma prova de tal afirmação é o fato de que havia constantes discussões, partidarismos e disputas entre eles. Por isso, sugerimos que para a aula de hoje, você faça uma “mesa redonda” com seus alunos e debata sobre o que pode impedir o crescimento do crente na fé cristã. Discuta também as consequências para o Reino de Deus quando uma igreja tem muitos crentes imaturos e raquíticos espiritualmente. Deixe-os falarem, incentivando a participação de todos. Contudo, depois de alguns minutos, busque sintetizar e organizar as ideias do primeiro tópico da lição.

Texto bíblico

1 Coríntios 3.1-5

1 E eu, irmãos, não vos pude falar como espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo.

2 Com leite vos criei e não com manjar, porque ainda não podíeis, nem tampouco ainda agora podeis.

3 Porque ainda sois carnais, pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois, porventura, carnais e não andais segundo os homens?

4 Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu, de Apolo; porventura, não sois carnais?

5 Pois quem é Paulo e quem é Apolo, senão ministros pelos quais crestes, e conforme o que o Senhor deu a cada um?

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INTRODUÇÃO

A Igreja foi edificada para dar continuidade à missão de Cristo, de pregar o Evangelho a toda criatura. No entanto, algumas pessoas da igreja em Corinto estavam na contramão desse propósito divino, pois ainda eram imaturos, vivendo de acordo com as obras da carne. Paulo afirma que a imaturidade de alguns era um empecilho para o cumprimento da Grande Comissão. Nesta lição, veremos por que os irmãos da igreja em Corinto tinham uma vida cristã imatura. Observaremos que a imaturidade deles estava impedindo o crescimento e o avanço da obra de Deus, prejudicando a comunhão com o Senhor e entre os membros da igreja.

I – OS CORÍNTIOS ERAM IMATUROS NA VIDA CRISTÃ

1. Os cristãos em Corinto ainda eram carnais (v. 1). Os crentes de Corinto tinham pouco tempo de conversa. Eles saíram do paganismo e do judaísmo, mas o paganismo e o judaísmo ainda não haviam saído deles. Estavam há pouco tempo na difícil caminhada cristã e muitos dos desejos carnais ainda dominavam suas vidas.

Paulo ressalta que a igreja ainda possuía muitos comportamentos carnais e, como consequência, tinha uma fé exclusivista, fechada e egoísta. O apóstolo critica essa fragilidade da fé dos coríntios e os exorta a deixarem a infantilidade espiritual para alcançarem a maturidade cristã. Como os coríntios daquela época, atualmente, muitos se comportam da mesma maneira.  Sem uma base sólida de fé, alicerçada na Palavra de Deus, são levados por qualquer vento de doutrina.

2. Os coríntios são chamados de crianças espirituais. Toda analogia é incompleta e precisa ser tratada com cuidado. Por exemplo, Pedro também usa a figura da criança, mas no sentido positivo: “Desejo afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que, por ele, vades crescendo” (1 Pe 2.2). Jesus também a usou no sentido positivo: “Em verdade vos digo que qualquer que não receber o Reino de Deus como uma criança não entrará nele” (Lc 18.17).

Pedro destaca o apetite saudável pelo leite racional, ou seja, o alimentar-se da Palavra de Deus. Enquanto Jesus destaca a simplicidade e a humildade de uma criança. Mas diferente de Pedro e de Jesus, Paulo compara os coríntios com uma criança no sentido negativo, na sua incapacidade de compreender a seriedade do Evangelho.

3. O cristão infantil não pode se alimentar de alimento sólido (v.2). Paulo afirma que devido à imaturidade dos coríntios, ele teve de alimentá-los com leite. O autor da Carta aos Hebreus afirma que “qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino (Hb 5.13).” O alimento sólido é somente para os adultos que “têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal” (Hb 5.14).

Os coríntios estavam em um processo lento de crescimento, mas se achavam adultos e prontos. No entanto, estavam equivocados. Paulo os chama de crianças na fé. Para uma criança não se pode dar algo mais forte do que ela seja capaz de ingerir. Por isso, sempre há necessidade de cuidados especiais. A maneira como Paulo fala na carta demonstra esse cuidado. Pessoas espiritualmente imaturas não suportam ser corrigidas e, geralmente, distorcem as palavras e os ensinos recebidos.

PENSE

Como você reage diante de uma repreensão?

PONTO IMPORTANTE

Pessoas espiritualmente imaturas não suportam ser corrigidas. 

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II – O QUE PODE NOS IMPEDIR DE CRESCER NA FÉ

1. Alimentar o sentimento de inveja (v. 3). Uma das principais paixões humanas que os crentes imaturos e carnais não conseguem controlar é a inveja. A inveja produz contendas e dissensões na igreja. Infelizmente, esse sentimento predominava entre os membros da igreja em coríntios. A inveja é uma paixão humana, obra da carne, que interfere no julgamento do indivíduo, causando-lhe um peso diante do sucesso dos outros.

A palavra “inveja” é formada pelos vocábulos latinos in (dentro de) + videre (olhar), que indicam um olhar maléfico que penetra no outro de forma destrutiva. O invejoso vive em função do que o outro tem. Não importa que ele não tenha o objeto desejado, desde que o outro também não possua. O cristão deve ser capaz de identificar esse sentimento e, por meio do Espírito Santo, mantê-lo sob controle. Isso é um exemplo de maturidade cristã.

2. Promover contendas e dissensões (v. 3). Nem sempre as contendas e dissensões são geradas pela inveja, podem ser suscitadas também pela ambição, desejo de prestígio, soberba, dentre outros desejos, todos presentes na igreja de Corinto.  Em geral a inveja promove contendas e dissensões, não permitindo que venhamos andar de maneira honesta e sincera diante de Deus e dos irmãos em Cristo (Rm 13.13).  

As pessoas que costumam promover contendas e dissensões são consideradas crianças espirituais e crentes carnais.

3. A falta de unidade. Paulo via cada pessoa como parte de uma grande unidade, o Corpo de Cristo, por isso ele partia do pessoal para o comunitário. Os coríntios se moviam no sentido contrário, eles criaram divisões e enfraquecem a unidade fraternal. A proposta de Paulo era o trabalho em equipe, a igreja unida como um só corpo para a superação das divisões e partidarismos.

O apóstolo comenta a respeito do fato de algumas pessoas dizerem: “Eu sou de Paulo” e outras afirmarem: “Eu sou de Apolo”. Paulo assevera que ele e Apolo eram apenas ministros a serviço do Reino de Deus, por isso faziam um trabalho de cooperação. Os coríntios, que não sabiam trabalhar em unidade, defendiam o que achavam ser o mérito de cada um dos líderes, enquanto estes apenas queriam unir suas forças em prol de um objetivo comum: a expansão do Reino de Deus.

PENSE

A divisão e a contenda impedem o avanço do Reino de Deus.

PONTO IMPORTANTE

A unidade promove o crescimento qualitativo e quantitativo da igreja. Lição 6: A Imaturidade Espiritual Dos Coríntios JovensCPAD –  2° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O Cuidado de Deus com o Corpo de Cristo – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Escola Dominical

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Lição 9: O Ministério De Pastor 2° Trimestre De 2021 EBD/Adultos

Lição 9: O Ministério De Pastor 2° Trimestre De 2021- Tema: Dons Espirituais e Ministeriais – Servindo à Deus e aos Homens com Poder Extraordinário | escola dominical  CPAD – Adultos – EBD

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

Reconhecer o papel fundamental de Jesus como o sumo pastor.

Classificar as características de um verdadeiro pastor.

Conscientizar-se da missão do ministério pastoral.  

TEXTO ÁUREO

João 10:11 “Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas”.

VERDADE PRÁTICA

Por meio do ministério pastoral, conduzimos as ovelhas ao Supremo Pastor, Jesus Cristo.

Licao 8 O Ministerio de Evangelista 1 1024x1024 - EBD | Lição 9: O Ministério De Pastor  | 2° Trimestre De 2021

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Ec 12.11: Há um só Pastor

Terça – Is 40.11: O pastor apascenta as ovelhas

Quarta – Ez 34.12: O pastor em busca das ovelhas

Quinta – Am 3.12: O pastor protege as ovelhas

Sexta – Zc 11.17: O pastor negligente com o rebanho

Sábado – Hb 13.20: Cristo, o Pastor das ovelhas

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 10.11,14; Tito 1.7-11; 1 Pedro 5.2-4.

João 10

11 – Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.

14 – Eu sou o bom Pastor; e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido.

Tito 1

7 – Porque convém que o bispo seja irrepreensível como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância;

8 – mas dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante,

9 – retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes.

10 – Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão,

11 – aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras, ensinando o que não convém, por torpe ganância.

1 Pedro 5

2 – apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto;

3 – nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho.

4 – E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória.

Caro professor, para o terceiro tópico da lição, e após o subtópico que conceitua a missão do pastor, use o esquema abaixo. Fale a respeito do aspecto múltiplo da missão pastoral. Na igreja local, o pastor é um guia espiritual do povo de Deus. Dele se espera maturidade, idoneidade e amor no trato com as coisas de Deus e ao rebanho. Por isso, conclua a lição desta semana afirmando a complexidade da função pastoral e como Deus leva a sério o pastor que cumpre o seu ministério. Em seguida, reúna os seus alunos para orarem pelo pastor local e pelos pastores de todo o mundo.

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INTRODUÇÃO

Ser pastor sempre foi uma tarefa árdua. Muitas são as demandas internas e externas da igreja local, entre elas o cuidado para com as pessoas do rebanho, visita a enfermos, questões relacionadas à administração eclesiástica e o constante desafio de se dedicar à oração, à pregação e ao ensino da Palavra de Deus. O dia a dia pastoral é desafiador a quem é vocacionado por Deus para apascentar. Somente pela graça e o amor do Pai é possível encarar tão grande responsabilidade. Por outro lado, uma liderança madura e servidora é imprescindível ao desenvolvimento da igreja local. Assim, a lição de hoje abordará esse importante ministério.

I- JESUS, O SUMO PASTOR

Jesus é o pastor supremo. A expressão “grande Pastor das ovelhas”, que aparece em Hebreus 13.20, refere-se diretamente à sublimidade do Senhor Jesus como pastor no Novo Testamento. Marcado pela humildade e despojamento da sua glória, Ele foi chamado “grande” em seu nascimento (Lc 1.32). O adjetivo “grande” enfatiza o quanto o Nazareno é incomparável e mediador da nova aliança de Deus com os homens. Jesus Cristo é o supremo pastor em todos os aspectos. Ele venceu a morte e libertou o homem da prisão do pecado. Ele é Deus!

O pastor conhece as suas ovelhas. Em João 10.14, o adjetivo “bom” identifica Jesus como o pastor que por amor protege e cuida das ovelhas que lhe pertencem. Por isso, Ele é o “bom Pastor”. Tal expressão designa ainda a intimidade entre o Sumo Pastor e as suas ovelhas. Estas não ouvem a voz de outro pastor. O bondoso Salvador conhece a sua Igreja por inteiro, e se relaciona com cada membro (Jo 10.5,15).

O pastor dá a vida pelas ovelhas. Uma das principais fontes da economia israelita era o trabalho pastoril. Os pastores cuidavam das ovelhas para delas obterem o lucro diário. Este é o contexto de que se valeu o Senhor Jesus para referir-se ao ensinamento contido na expressão “o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas” (Jo 10.11). Aqui, diferente dos pastores que garantiam o seu sustento no campo através do uso das ovelhas, o Mestre Jesus mostra disposição em dar a própria vida pelo seu rebanho (Jo 10.15). Os verdadeiros pastores da igreja devem imitar o Sumo Pastor, Jesus. NEle não há jamais exploração alguma do rebanho, e isso deve servir de exemplo a todos aqueles que desejam ministrar à igreja do Senhor, tal como ensina a Palavra em 1 Pedro 5.2-4.

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Jesus, o Pastor Supremo, conhece as suas ovelhas e deu a sua vida por elas.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I  

Subsídio Teológico  

“Viver como Pedro: A Supervisão Pastoral (5.1-11)

Dirigindo-se aos ‘estrangeiros’ (1.2) que haviam sido dispersos entre povos infiéis, e frequentemente hostis, Pedro inicia sua carta com um imperativo à vida santificada baseada no exemplo de Deus Pai (1.3-2.10). Pelo fato de muitos de seus leitores poderem sofrer injustamente e de modo abusivo nas mãos de cruéis agentes do governo, senhores ou maridos, na parte central e mais importante de sua carta Pedro manda que se submetam à autoridade e sofram, mesmo sem merecer, segundo o exemplo de Cristo (2.11-4.13). Nesta seção final da carta, Pedro dirige-se aos presbíteros [pastores], responsáveis pelo pastoreio do rebanho de Deus (5.1-4). Escrevendo como um presbítero [pastor] mais experiente, Pedro é seu modelo de liderança sobre o povo de Deus (5.1-11). Termina os ensinamentos com uma série de obrigações aplicáveis não só aos presbíteros, mas também a todo o povo de Deus (5.5-11)” (STRONSTAD, Roger; ARRINGTON, French L. (Eds.) Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol. 2: Romanos a Apocalipse. 4 ed., RJ: CPAD, 2009, p.921).

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II- AS CARACTERÍSTICAS DO VERDADEIRO PASTOR

Um caráter íntegro. Entre outras coisas, o exercício pastoral envolve aptidão para ensinar, aconselhar e comunicar-se de forma clara com a igreja local. Porém, essas características não são validadas se o caráter do pastor não for íntegro. Uma das piores queixas que se pode ouvir acerca de um ministro é que sua palavra pastoral não se coaduna com a sua vida. Como pode o líder falar sobre honestidade e ser desonesto? De simplicidade e mostrar-se esbanjador? De humildade e comportar-se soberbo? A melhor palavra pastoral é a vida do pastor em sintonia com a mensagem do Evangelho que ele proclama (Mt 7.24-27; 23.2-36).

Exemplo para os fiéis e os infiéis. O texto bíblico de 1 Timóteo 3.2,3, afirma que o bispo não deve ser dado ao vinho, espancador, cobiçoso de torpe ganância, contencioso ou avarento; a recomendação é que o obreiro seja moderado. A Igreja, o Corpo de Cristo, precisa contemplar em seu líder sinais claros do fruto do Espírito, tais como autocontrole, mansidão, bondade e amor. Estas características denotam idoneidade moral e maturidade espiritual. A mesma postura moral que o pastor atesta aos fiéis deve ser demonstrada, igualmente, aos infiéis (1Tm 3.7).

Exemplo para a família. Não podemos esquecer que antes de ser exemplo para igreja local, e com os de fora, o ministro do Evangelho, em primeiro lugar, deve ser o exemplo para a sua própria família — sua primeira comunidade e igreja. Governar a própria casa com modéstia e equilíbrio, criando seus filhos com respeito (1Tm 3.4), é o testemunho que toda a família cristã deseja experimentar na convivência sadia com o pastor que é esposo, pai e avô. Portanto, todo obreiro deve cuidar bem do seu lar, pois sem o devido respaldo deste, o seu ministério jamais terá credibilidade.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

Do pastor espera-se um caráter íntegro; um exemplo para os fiéis, aos infiéis e a toda a sua família.

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Lição 8: O Ministério de Evangelista 2° Trimestre De 2021 EBD/Adultos

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TEXTO ÁUREO

“Mas tu és sóbrio em tudo, sofre as aflições, faz a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério” (2Tm 4.5).

VERDADE PRÁTICA

O evangelista proclama o pleno Evangelho de Cristo com ousadia; é um arauto de Deus no mundo.

HINOS SUGERIDOS

18, 129, 224.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Lc 4.18 Jesus — o maior evangelista

Terça – 2Tm 4.5 A obra de um evangelista

Quarta – At 21.8 Filipe, o evangelista

Quinta – 1Co 1.17 Enviado para evangelizar

Sexta – 1Co 9.18 O prêmio do evangelista

Sábado – Lc 4.18,19 O evangelista apregoa a libertação do mal

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Atos 8.26-35; Efésios 4.11.

Atos 8

26 – E o anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Levanta-te e vai para a banda do Sul, ao caminho que desce de Jerusalém para Gaza, que está deserto.

27 – E levantou-se e foi. E eis que um homem etíope, eunuco, mordomo-mor de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todos os seus tesouros e tinha ido a Jerusalém para adoração,

28 – regressava e, sentado no seu carro, lia o profeta Isaías.

29 – E disse o Espírito a Filipe: Chega-te e ajunta-te a esse carro.

30 – E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías e disse: Entendes tu o que lês?

31 – E ele disse: Como poderei entender, se alguém me não ensinar? E rogou a Filipe que subisse e com ele se assentasse.

32 – E o lugar da Escritura que lia era este: Foi levado como a ovelha para o matadouro; e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, assim não abriu a sua boca.

33 – Na sua humilhação, foi tirado o seu julgamento; e quem contará a sua geração? Porque a sua vida é tirada da terra.

34 – E, respondendo o eunuco a Filipe, disse: Rogo-te, de quem diz isto o profeta? De si mesmo ou de algum outro?

35 – Então, Filipe, abrindo a boca e começando nesta Escritura, lhe anunciou a Jesus.

Efésios 4

11 – E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores.

INTERAÇÃO

A grande tarefa da Igreja no mundo é pregar o Evangelho de Jesus de Nazaré. O ministério evangelista foi concedido por Deus para que, com graça e paixão, as pessoas fossem tocadas pela mensagem do Evangelho. É um carisma de ordem ministerial que o nosso Pai do Céu dispensou ao seu povo. É urgente que a igreja no Brasil proclame o Evangelho simples aos quatro cantos deste país, apontando para temas acerca da salvação, do perdão do pecado em Jesus e do amor ao próximo. É bem possível haver frequentadores de uma igreja evangélica que nunca ouviram falar desses temas.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA ] Da Lição 8: O Ministério de Evangelista

Prezado professor, para concluir a aula desta semana, reproduza o esquema abaixo. Utilize-o para falar um pouco a respeito da vida de John Wesley, Jonathan Edwards e David Wilkerson. Naturalmente, houve muitos outros homens e mulheres de Deus que igualmente impactaram a própria nação e o mundo com a proclamação do Evangelho e o testemunho de amor ao próximo. Mas queremos neste pequeno espaço refletir um pouco sobre como Deus usou pessoas de forma poderosa para executar o chamado da Grande Comissão. Conclua enfatizando que Deus conta conosco também para dar continuidade a esta tão nobre tarefa.

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OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

Estudar sobre o envio dos setenta.

Refletir sobre a tarefa inacabada da Grande Comissão.

Compreender o papel do evangelista no Novo Testamento.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Prezado professor, para concluir a aula desta semana, reproduza o esquema abaixo. Utilize-o para falar um pouco a respeito da vida de John Wesley, Jonathan Edwards e David Wilkerson. Naturalmente, houve muitos outros homens e mulheres de Deus que igualmente impactaram a própria nação e o mundo com a proclamação do Evangelho e o testemunho de amor ao próximo. Mas queremos neste pequeno espaço refletir um pouco sobre como Deus usou pessoas de forma poderosa para executar o chamado da Grande Comissão. Conclui enfatizando que Deus conta conosco também para dar continuidade a esta tão nobre tarefa.

INTRODUÇÃO

Palavra Chave Evangelista: Obreiro especialmente vocacionado, a fim de proclamar o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo.

O ministério de evangelista é dado por Deus à Igreja como um dom valioso. Por isso, o estudaremos procurando vislumbrar como o Senhor Jesus o considerou, e como esse dom ministerial por Deus concedido é tratado em o Novo Testamento, bem como sua destacada operação nas igrejas de Corinto e Éfeso. Temos de Jesus a ordem para pregar o Evangelho, e em sua multiforme sabedoria Deus dispõe para a igreja o poder necessário para proclamar o Evangelho com ousadia.

I. JESUS ENVIA OS SETENTA (Lc 10.1-20)

1. São poucos os que anunciam. Quando Jesus enviou os setenta para anunciarem as boas novas do Reino de Deus na região da Galiléia, Ele asseverou: “Grande é, na verdade, a seara, mas os obreiros são poucos” (v.2). São poucos porque, primeiramente, os discípulos não podem proclamar a si mesmos ou uma mensagem própria. Em segundo lugar, porque os discípulos do Senhor são enviados a falar única e exclusivamente de Jesus e do Reino de Deus, jamais de si mesmos. Lamentavelmente, ao longo dos séculos, muitos foram aqueles que na Seara do Senhor falaram em seu próprio nome e pregaram a sua própria mensagem. Os discípulos segundo o coração do Nazareno ainda são poucos, mas o Senhor continua a convocar obreiros para a sua seara (v.2b).

2. Enviados para o meio de lobos. Proclamar o Evangelho num mundo contrário à mensagem do Reino de Deus certamente levaria os arautos de Cristo a serem perseguidos. Os setenta que Jesus enviou seriam rejeitados, perseguidos e até ameaçados de morte. A história da igreja nos mostra que pessoas pagaram com a vida por professar a fé em Cristo. Nas últimas décadas, mais cristãos foram mortos no mundo do que em qualquer outra época da história da Igreja. Os verdadeiros evangelistas enfrentarão ainda muitas perseguições, sobretudo em países dominados por religiões anticristãs e fundamentalistas. Eles são comparados a cordeiros que se dirigem para o meio dos lobos (v.3).

3. Os sinais e as maravilhas confirmam a Palavra. Os setenta discípulos receberam poder em nome de Jesus para pregar a mensagem do Reino de Deus com graça (vv.9,10; Mt 10.1,8). Quando voltaram da missão, os evangelistas, maravilhados e surpreendidos, diziam: “Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam” (v.17). Mas naquele momento Jesus falou-lhes de uma realidade que eles não compreendiam: aquele poder era para confirmar a Palavra do Reino, não a palavra do homem. O verdadeiro significado de desfrutar da alegria no Espírito não é primeiramente ver milagres, mas saber que através da exposição do Evangelho de poder temos os nossos nomes escritos nos céus (v.20).

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Jesus enviou os setenta para pregar a mensagem do Reino de Deus e deu-lhes poder para confirmar a Palavra.

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AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I

Subsídio Teológico

“A palavra [evangelista] é encontrada três vezes no Novo Testamento. Os evangelistas estão relacionados junto com os apóstolos, profetas, pastores e doutores, como aqueles que são chamados para compartilhar a construção da igreja (Ef 4.11ss). Filipe foi chamado de ‘o evangelista’ (At 21.8). Embora fosse um dos sete escolhidos para aliviar os apóstolos da tarefa de distribuir alimentos (At 6.5), ele foi especialmente notado por sua atividade evangelizadora. De Jerusalém, ele foi até Samaria e pregou com grande sucesso (At 8.4ss). Dali, foi enviado para evangelizar um oficial da corte etíope, que estava viajando para casa depois de visitar Jerusalém (At 8.26ss). Então pregou o Evangelho desde Azoto até Cesareia, onde tinha sua casa (At 8.40; 21.8)” (PFEIFFER, Charles F.; REA, John; VOS, Howard F. (Eds.). Dicionário Bíblico Wycliffe. 1 ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2009, pp.725,26).

II. A GRANDE COMISSÃO (Mt 28.19,20; Mc 16.15-20)

1. O alcance da Grande Comissão. A ordem dada por Jesus aos seus discípulos, após a sua ressurreição, foi: “ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado” (Mt 28.19,20). Esta ordem é chamada comumente de A Grande Comissão. É o apelo de Jesus para os discípulos anunciarem o Evangelho até as últimas consequências. Foi nesse “espírito” que o apóstolo Paulo encarou a tarefa da evangelização (1Co 9.16).

2. O mundo está dividido em dois grupos. “Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (Mc 16.16). Aqui, o Evangelho de Marcos destaca que há dois grupos de pessoas diante da mensagem de Jesus: Os que creem e os que não creem. Acerca da salvação, os Evangelhos não se preocupam com nacionalidade, raça, sexo ou condição sócio-econômica do homem (Gl 3.28). Não há judeu, não há gentio (Rm 3.9,10,23). Toda a humanidade é carente da graça de Deus e precisa decidir o seu futuro eterno crendo ou não no Evangelho.

3. A Grande Comissão hoje. A tarefa da evangelização do mundo está inacabada. Apenas 33% da população mundial é composta por cristãos das várias confissões de fé. Há regiões em que o número de cristãos está diminuindo, como na Europa. Recentemente, na Alemanha, cerca de 340 igrejas fecharam as portas; em Portugal, quase 300. A Holanda e a Inglaterra são países considerados “pós-cristãos”. Ainda na Europa, cerca de 1500 templos cristãos foram transformados em mesquitas, restaurantes, bibliotecas e casas de shows. Se a Igreja não experimentar um real e poderoso avivamento espiritual, em poucas décadas a Europa se tornará muçulmana ou o cristianismo não mais a influenciará. Precisamos reevangelizar o continente europeu.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

A Grande Comissão ordenada por Jesus de Nazaré ainda é uma tarefa inacabada. EBD | Lição 8: O Ministério de Evangelista | 2° Trimestre De 2021 CPAD – Adultos – Tema: Dons Espirituais e Ministeriais – Servindo à Deus e aos Homens com Poder Extraordinário | escola dominical

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EBD – Lição 7: O Ministério de Profeta – 2° Trimestre De 2021/Adultos

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TEXTO ÁUREO

“E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente, apóstolos, em segundo lugar, profetas, em terceiro, doutores, depois, milagres, depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas” (1Co 12.28).

Lição 7: O Ministério de Profeta - 2° Trimestre De 2021

VERDADE PRÁTICA

O ministério do profeta é fundamental para a Igreja de Cristo nos dias atuais.

HINOS SUGERIDOS  141, 215, 438.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – At 3.22 Jesus — o profeta prometido

Terça – At 11.27  Profetas na igreja primitiva

Quarta – Lc 11.49  Profetas enviados por Deus

Quinta – 1Co 14.3  O ministério do profeta

Sexta – 1Ts 5.20  Não despreze as profecias

Sábado – Ap 3.22  O Espírito fala às igrejas

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Coríntios 12.27-29; Efésios 4.11-13.  1 Coríntios 12

27 – Ora, vós sois o corpo de Cristo e seus membros em particular.

28 – E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente, apóstolos, em segundo lugar, profetas, em terceiro, doutores, depois, milagres, depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas.

29 – Porventura, são todos apóstolos? São todos profetas? São todos doutores? São todos operadores de milagres?

Efésios 4

11 – E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores,

12 – querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo,

13 – Até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo.

INTERAÇÃO

O ministério do profeta é um dom de Deus para a igreja atual. O profeta é chamado para falar segundo o coração do Pai. Nem sempre sua mensagem é aceita. No Antigo Testamento alguns sofreram perseguições terríveis por trazer aos israelitas a mensagem divina.

No Novo Testamento os profetas não perderam a preeminência. Eles, juntamente com os apóstolos, eram colunas da Igreja. Atualmente, temos a Bíblia, a profecia maior, porém o Senhor continua a levantar e a usar seus porta-vozes para revelar a sua mensagem ao seu povo.

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

Descrever a função do profeta no Antigo Testamento.

Compreender o ofício do profeta em o Novo Testamento.

Discernir o verdadeiro do falso profeta.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Prezado professor, para introduzir o terceiro tópico da lição reproduza na lousa a seguinte afirmação: “De todos os dons espirituais, um dos que mais devemos desejar é seguramente o de discernimento. Nós ouvimos muitas vozes e não podemos seguir todas elas (Gilbert Kirby) [por outro lado] a palavra de Deus ensina que a nossa razão é parte da imagem divina na qual Deus nos criou” (Cristianismo Equilibrado, CPAD, pp.12,22). Após a leitura, discuta com os alunos sobre o texto ora lido. Em seguida, à luz de Mateus 7.15-20, argumente sobre a necessidade de identificarmos a figura do falso profeta e não deixarmos nos enganar por ele.

INTRODUÇÃO

Ponto central  Profeta: Porta-voz oficial da divindade.

A lição desta semana versa sobre o dom ministerial de profeta. Estudaremos alguns aspectos deste dom à luz da Bíblia, mas também considerando o contexto histórico e cultural do Antigo e do Novo Testamento. O ministério de profeta é altamente importante para os nossos dias, pois de acordo com o ensino dos apóstolos, tal ministério tem um valor excelso para a igreja de qualquer tempo e lugar.

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I. O PROFETA DO ANTIGO TESTAMENTO

1. Conceito. O profeta do Antigo Testamento era a pessoa incumbida para falar em nome de Deus. O Altíssimo fazia dele o seu porta-voz, um embaixador que representava os interesses do reino divino na Terra. Quando Deus levantava um profeta, designava-o a falar para toda a nação israelita, e até mesmo a povos ou nações estranhas (Jr 1.5). Ao longo de toda a história veterotestamentária o Senhor levantou homens e mulheres para profetizarem em seu nome: Samuel, o último dos juízes e o primeiro dos profetas para a nação de Israel (1Sm 3.19,20), Elias e Eliseu (1Rs 18.18-46; 2Rs 2.1-25), a profetisa Hulda (2Rs 22.14-20) e muitos outros, como os profetas literários Isaías, Jeremias e Daniel.

2. O ofício. Através da inspiração divina o profeta recebia uma revelação que desvendava o oculto, anunciava juízos, emitia conselhos e advertências divinas. Expressões como “veio a mim a palavra do Senhor” e “assim diz o Senhor” eram fórmulas usuais para o profeta começar a mensagem divina (Jr 1.4; Is 45.1). Símbolos e visões também eram formas de Deus falar através dos profetas ao seu povo (Jr 31.28; Dn 7.1). Num primeiro momento, o profeta exercia um importante papel de conselheiro no palácio real (Natã, cf. 2Sm 12.1; 1Rs 1.8,10,11). Contudo, após a divisão do reino de Israel, o profeta passou a ser perseguido, pois sua profecia confrontava diretamente a prepotência da nobreza, a dissimulação dos sacerdotes e a injustiça social (Jr 1.18,19; 5.30,31; Is 58.1-12).

3. O profetismo. De acordo com o Dicionário Teológico (CPAD), o profetismo foi um movimento que surgiu no período aproximado do século VIII a.C. tanto em Israel quanto em Judá. O objetivo desse movimento era “restaurar o monoteísmo hebreu”, “combater a idolatria”, “denunciar as injustiças sociais”, “proclamar o Dia do Senhor” e “reavivar a esperança messiânica”. Foi nesse tempo que os verdadeiros profetas em Israel foram cruelmente surrados, presos e mortos.

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Os profetas do Antigo Testamento falavam em nome de Deus, em primeiro lugar para a nação de Israel, em segundo, para povos estranhos.

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II. O PROFETA EM O NOVO TESTAMENTO

1. A importância do termo “profeta” no Novo Testamento. Como já vimos, em Efésios 4.11 são mencionados cinco ministérios que exerciam papéis fundamentais na liderança da Igreja Antiga: apóstolo, profeta, evangelista, pastor e doutor. Não por acaso, o termo “profeta” aparece na segunda posição da lista apresentada em 1 Coríntios 12.28; Efésios 4.11. O profeta é identificado três vezes na epístola aos Efésios como alguém que acompanhava os apóstolos (2.20; 3.5; 4.11). A Bíblia afirma que os “concidadãos dos Santos e da família de Deus estão edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas […]” (Ef 2.19,20). Aqui, a Bíblia denota a importância do ministério de profeta na liderança da Igreja do primeiro século.

2. O ofício do profeta neotestamentário. Seu ministério no Novo Testamento não consistia em predizer o futuro, adivinhar o presente ou ficar fora de si. Não! De acordo com o Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento, o profeta neotestamentário era dotado por Deus para receber e mediar diretamente a Palavra do Altíssimo. Apesar de ele algumas vezes predizer o futuro, conforme instrui-nos a Bíblia de Estudo Pentecostal, seu ofício consiste em proclamar e interpretar a Palavra de Deus, por vocação divina, com vistas à admoestação, exortação, ânimo, consolação e edificação da igreja (At 3.12-26; 1Co 14.3). “Era dever do profeta do NT, assim como para o do AT, desmascarar o pecado, proclamar a justiça, advertir do juízo vindouro e combater o mundanismo e frieza espiritual entre o povo de Deus (Lc 1.14-17)”. Por causa da mensagem de justiça que o profeta apresenta em tempos de apostasia e confusão espiritual, inclusive na igreja, não há outro jeito: ele fatalmente será rejeitado e perseguido por muitos.

3. O objetivo do dom ministerial de profeta. A função do profeta do Novo Testamento é apresentada por Paulo no mesmo bloco de versículos em que ele menciona os cinco ministérios em Efésios (4.11-16). Ou seja, o profeta é chamado por Deus a levar a igreja de Cristo a uma plena maturidade cristã, pois como um organismo vivo, a Igreja, o Corpo de Cristo, deve desenvolver-se para a edificação em amor (v.16). Para que tal seja uma realidade, os profetas do Senhor devem desempenhar suas funções, capacitados e dirigidos pelo Espírito Santo.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

Os profetas no Novo Testamento desempenhavam um importante papel de liderança nas igrejas locais.

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Lição 05: O Caráter da Pregação de Paulo | EBD – Jovens | 2° Trimestre De 2021

EBD | 2° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens Tema: O Cuidado de Deus com o Corpo de Cristo – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 05: O Caráter da Pregação de Paulo

OBJETIVOS

• Saber que Paulo era capacitado e chamado por Deus;
• Mostrar que a confiança de Paulo não estava em seu intelecto ;
• Refletir a respeito do que precisamos saber para recebermos a salvação.

TEXTO DO DIA 

“A minha palavra e a m minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, m as em demonstração do Espírito e de poder” (1 Co 2.4) 

SÍNTESE 

O poder da pregação não está no conhecimento secuLar ou no desempenho da oratória, mas na fidelidade à mensagem do Evangelho, que pode transformar a vida de todo aquele que crê. 

AGENDA DE LEITURA 

Segunda– 1 Co 2.4 – A pregação de Paulo
Terça– 1 Co 2.5 – Nossa fé não deve se apoiar em sabedoria dos homens
Quarta– 1 Co 2.9,10 – O que Deus preparou para aqueles que amam
Quinta– 1 Co 2.14 – O que homem natural não compreende
Sexta – 1 Co 2.15 – O homem espiritual tem discernimento
Sábado – 1 Co 2.16 – Nós temos a mente de Cristo

INTERAÇÃO 

Prezado(a) professor(a), na lição deste domingo estudaremos o caráter, ou seja, o teor da pregação de Paulo. O apóstolo enfatiza que a sua pregação não consistia “em palavras persuasivas de sabedoria humana” (I Co 2.4). Isso porque os habitantes de Corinto gostavam da filosofia e se perdiam em longos debates a respeito da sabedoria e da aquisição dela.

Os gregos mais favorecidos passavam longas horas escutando os filósofos. Então, Paulo mostra aos crentes de Corinto que a nossa fé não pode se apoiar na sabedoria de homens. Na retórica dos bons pregadores, mas na fé em Jesus Cristo e no seu sacrifício na cruz do calvário. 

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ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Professor(a), reproduz no quadro o esquema abaixo. Inicie a aula  fazendo aos alunos a seguinte indagação; “A sabedoria de Deus é revelada aos seres humanos de que forma?” Explique que a sabedoria de Deus é revelada e m Cristo (1.17-2.2). Diga que para os judeus era muito difícil aceitar u m Cristo que foi crucificado , pois para eles a cruz era símbolo de maldição (Dt 21.23). Por isso Paulo enfatiza que o centro da sua pregação é a morte de Cristo na cruz.

A MORTE DE CRISTO NA CRUZ 1.17-22 
A pregação de Paulo enfoca a cruz
A mensagem da cruz não faz sentido ao indivíduo não convertido. 
Cristo é a sabedoria de Deus, sendo a cruz a expressão desta. 

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 TEXTO BÍBLICO 1 Coríntios 2.1-13 

1 E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. 

2 Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado.

3 E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor. 

4 A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder. 

5 Para que a vossa fé não se apoiasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.

6 Todavia, falamos sabedoria entre os perfeitos; não, porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam. 

7 Mas falamos da sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória. 

8 A qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória. 

9 Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam. 

10 Mas Deus nos revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus, 

11 Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. 

12 Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. 

13 As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. 

INTRODUÇÃO 

Nesta lição, veremos que, embora o apóstolo Paulo tenha tido uma boa formação educacional e religiosa, seu compromisso com o apóstolo de Cristo era com a mensagem do Evangelho. Ele não usava de sublimidade de palavras ou de sabedoria humana (v.1). Seu objetivo não era impressionar as pessoas com a sua oratória, mas levar os crentes e seus ouvintes a um conhecimento mais profundo de Jesus Cristo. Constataremos que, mesmo caluniado e ofendido pelos “sábios” da igreja de Corinto , ele não usou suas habilidades humanas para se defender ou vangloriar, mas se ocupou em apresentar a mensagem simples e genuína do Evangelho de Cristo.

I – PAULO ERA CAPACITADO E CHAMADO POR DEUS 

1. A formação religiosa de Paulo no judaísmo. Como todo judeu, ele recebeu uma educação familiar e também na sinagoga, estudando algumas disciplinas seculares, além do Pentateuco. Aprendeu o hebraico e certamente o aramaico, Provavelmente entre o final de sua adolescência e o início da juventude, Paulo foi de Tarso a Jerusalém para ser instruído pelo mestre fariseu mais reconhecido da época, Gamaliel (At 22.3). Gamaliel foi membro do sinédrio e um dos rabinos mais respeitados em Jerusalém.

A religiosidade e o rigor ao cumprimento da lei o transformaram em perseguidor dos seguidores de Cristo, entendendo estar fazendo a vontade de Deus (1 Co 15.9; Gl 1.13,14; Fp 3,6 ). Com todo o seu conhecimento intelectual e religioso, o apóstolo teve a experiência mais profunda com Deus no caminho para Damasco (At 9). Ali teve um encontro com Jesus Cristo e conheceu verdadeiramente o Deus que ele pensava conhecer. 

2. A formação educacional e ministerial de Paulo. Como judeu da diáspora, também recebeu a educação helenista em uma escola grega. Tarso era uma cidade importante e tinha uma das três maiores universidades do mundo na época. Dela saíram vários filósofos da escola estoica e manteve a tradição retórica até o século II d. C. Quanto à sua formação ministerial, após sua conversão no caminho para Damasco, ele se dirigiu à Arábia (Gl 1.17). Em seguida retornou para Damasco e ficou nessa cidade por três anos (Gl 1.17,18).

Depois subiu para Jerusalém e ficou ali por um período de quinze dias na companhia dos apóstolos Pedro e Tiago (Gl 1.18-20). Depois ele viajou para Síria e Cilícia (Gl 1.21) e, após esse período de preparação, foi enviado pela igreja de Jerusalém , juntamente com Barnabé, para Antioquia. O apóstolo não era um aventureiro; ele teve um longo processo de capacitação antes de assumir maiores responsabilidades no ministério. 

3. A autoridade do apostolado. Quando escreveu aos Gálatas, Paulo afirmou que o seu chamado, a exemplo de outros profetas do Antigo Testamento, se deu quando ele ainda estava no ventre de sua mãe. Isso não quer dizer que o apóstolo sabia desde o início que seu chamado seria com os gentios, mas que Deus, na sua presciência, já o sabia. Paulo assevera que entendeu o seu chamado quando o Senhor revelou a ele o seu próprio Filho, Jesus.

Dessa forma, ele argumenta que não fora chamado pelos apóstolos, mas pessoalmente, pelo Jesus ressurreto, defendendo assim a legitimidade de seu apostolado. Esse relato é relevante quando se avalia a autoridade do seu apostolado e de seus escritos, inspirados pelo Todo-Poderoso. Ele defendia a legitimidade de seu apostolado devido aos questionamentos dos falsos mestres. Estes queriam denegrir sua imagem e sua mensagem.

Pense! Você tem buscado, como Paulo, se preparar para 0 chamado que Deus tem em sua vida? 

Ponto Importante: Paulo não era um aventureiro, mas alguém que foi escolhido por Deus e capacitado por Ele para realizar uma grande obra.

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II – A CONFIANÇA DE PAULO NÃO ESTAVA EM SEU INTELECTO 

1. Paulo reconhecia que a sua capacidade vinha de Deus. O apóstolo adquiriu uma grande experiência de vida e ministério ao longo de décadas de serviço ao Evangelho. Ele também aprendeu muito por intermédio dos sofrimentos e das decepções. Paulo passou por uma transformação de vida, de caráter e de pensamento depois do encontro com Jesus na estrada d e Damasco. Ele não se envergonhava do Evangelho e não se deixava abater diante das perseguições e sofrimentos.

Apesar das dificuldades e sofrimentos por amor ao Evangelho, ele mantinha a firmeza de sua fé, pois tinha convicção de sua comunhão com Deus, chamado e esperança da vida eterna com o Pai Celeste após a morte. Com toda sua experiência intelectual e ministerial, o apóstolo dos gentios reconhecia sua dependência de Deus. Ele buscava com humildade glorificar o nome do Senhor em todas as áreas de sua vida. 

2. Paulo não usava nenhum tipo de ostentação humana (vv. 1-5). No capítulo 2, Paulo continua no mesmo tom fraterno com seus leitores e mais uma vez os chama de irmãos. Ele faz seus destinatários lembrarem, juntamente com ele, da última vez que esteve presente com os irmãos. O apóstolo relembra que não estava preocupado em demonstrar que era forte ou dono de si; pelo contrário, com fraqueza, temor e grande tremor ele estava buscando a edificação da Igreja do Senhor.

Fazendo questão de não ser venerado pela sua sabedoria, mas apontando para o poder de Deus. A fé de seus ouvintes não deveria ser construída sobre o alicerce da sabedoria ou poder de homem, mas sobre a sabedoria e o poder de Deus. O apóstolo Paulo certamente agiria de maneira contrária a muitos pregadores dos dias atuais, que se parecem mais com os adversários dele em Corinto. Estes gostam de chamar atenção para si e demonstrar um conhecimento que não tem. 

3. Paulo confiava na revelação do mistério da sabedoria d e Deus (vv. 6-9). A cultura grega era influente na igreja de Corinto. Para os gregos, a busca pela sabedoria somente era possível com muita investigação, averiguação e questionamentos a respeito da verdade. Algo que não era para qualquer um, mas sim para a elite da sociedade helênica. Paulo conhecia bem a cultura grega, mas depois de sua conversão a Jesus Cristo ele descobriu onde está a fonte da verdadeira sabedoria, que tem em Cristo sua maior revelação.

O autor da Carta aos Hebreus afirma que Cristo é o esplendor da expressa imagem da glória do Pai (Hb 1.3). Como um sábio grego poderia aceitar isso, um homem que foi condenado como criminoso, teve a morte mais humilhante e, agora, ser a expressão exata de Deus?

Pense! Paulo buscava a verdadeira sabedoria em Deus. Quais têm sido as suas fontes na busca pela sabedoria? 

Ponto Importante: Somente Deus conhece e sabe de todas as coisas. Seu conhecimento é perfeito, completo.

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Lição 05: Dons de Elocução | EBD | 2° Trimestre De 2021

EBD | 2° Trimestre De 2021 | CPAD – Adultos – Tema: Dons Espirituais e Ministeriais – Servindo à Deus e aos Homens com Poder Extraordinário | Lição 05: Dons de Elocução

OBJETIVO GERAL 

Apresentar os dons de elocução. 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos. 

Expor biblicamente o dom de profecia;
Explicar o dom de variedade de línguas;
Examinar o dom de interpretação de línguas.

Texto Áureo 

“Porque o que fala língua estranha não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala de mistérios. Mas o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação.” (1 Co 14.2,3) 

Verdade Prática

Os dons de profecia, de variedades de línguas e de interpretação das línguas são para edificar, exortar e consolar a Igreja de Cristo. 

LEITURA DIÁRIA 

Segunda – Jo 17.17 – A Palavra de Deus é a verdade
Terça – l Tm 4.14 – Não despreze o dom de Deus
Quarta -1 Co 14.3 – Os objetivos do dom de profecia
Quinta – 1 Co 14.32 – Equilíbrio e bom-senso quanto aos dons
Sexta – 1 Co 14.22-25 – Sinais para os fiéis e para os infiéis
Sábado – 1 Co 12.31 Buscar os dons com zelo

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE – (1 Co 12.7,10-12; 14.26-32)

I Coríntios 12
7 – Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil.
10 – e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a Profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas.

11 – Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente cada um como quer.
12 – Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é Cristo também.

1 Coríntios 14
26 – Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.
27 – E, se alguém falar uma língua estranha, faça isso por dois ou, quando muito, três, e por sua vez, e haja intérprete.
28 – Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja e fale consigo mesmo e com Deus.

29 – E Falem dois ou três profetas, e os outros julguem.
30 – Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro. 31 – Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros, para que todos aprendam e todos sejam consolados.
32 – E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.

HINOS SUGERIDOS: 33, 77,185 da Harpa Cristã

INTERAGINDO COM O PROFESSOR 

Prezado professor, na lição de hoje estudaremos a respeito dos três dons de elocução: profecia, variedade de línguas e interpretação. Qual o propósito destes dons? Atualmente temos visto muita confusão e falta de sabedoria no uso destes dons, em especial o de profecia, por isso, precisamos estudar com afinco este tema a fim de que não sejamos enganados pelos falsos profetas.

Paulo exortou os crentes de Corinto para que procurassem com zelo os dons espirituais e em especial o dom de profecia, pois aquele que profetiza edifica toda a igreja. Por isso, ao preparar a lição, ore e peça que o Senhor conceda a você e aos seus alunos os dons de profecia, de falar em línguas estranhas e o de interpretá-las.

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PONTO CENTRAL
Os propósitos dos dons de elocução são os de edificar, exortar e consolar.

INTRODUÇÃO 

O estudo da lição desta semana concentrar-se-á nos três dons classificados como os de elocução: profecia, variedade de línguas e interpretação das línguas. Os propósitos destes dons especiais são os de edificar, exortar e consolar a Igreja de Cristo (1 Co 14.3).

Isso porque os dons de elocução são manifestações sobrenaturais vindas de Deus, e não podem ser utilizadas na igreja de forma incorreta. Assim, devemos estudar estes dons com diligência, reverência e temor de Deus, para não ser enganados pelas falsas manifestações. 

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I – DOM DE PROFECIA (1 Co 12.10) 

1. O que é o dom da profecia? De acordo com Stanley Horton, o dom de profecia relatado por Paulo em 1 Coríntios 14 refere-se a mensagens espontâneas, inspiradas pelo Espírito, em uma língua conhecida para quem fala e também para quem ouve, objetivando edificar, exortar ou consolar a pessoa destinatária da mensagem.

Profetizar não é desejar uma bênção a uma pessoa, pois essa não é a finalidade da profecia. Infelizmente, por falta de ensino da Palavra de Deus nas igrejas, aparecem várias aberrações concernentes ao uso incorreto deste dom.

Não poucos crentes e igrejas locais sofrem com as consequências das falsas profecias. Apesar de exortar-nos a não desprezar ou sufocar as profecias na igreja local (l Ts 5.20), as Escrituras orientam-nos a que examinemos “tudo”, julgando e discernindo, pelo Espírito, o que está por trás das mensagens. Toda profecia espontânea deve ser julgada (1 Co 14.29-33). 

2. A relevância do dom de profecia. O dom de profecia é tão importante para a Igreja de Cristo que o apóstolo Paulo exortou a sua busca (1 Co 14.1). Não obstante, ele igualmente recomendou que o exercício desse dom fosse observado pela ordem e cuidado nos cultos (1 Co 14.40). Os crentes de Corinto deveriam julgar as profecias quanto ao seu conteúdo e a origem de onde elas procedem (1 Co 14.29), pois elas possuem três fontes distintas:

Deus, o homem ou o Diabo. Devemos nos cuidar, pois a Bíblia, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, mostra ações dos falsos profetas. O Senhor Jesus nos alertou: “Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores” (Mt 7.15). Vigiemos! 

3. Propósitos da profecia. A profecia contribui para a edificação do crente. Porém, ainda existe muita confusão a respeito do uso dos dons de elocução, e em especial ao de profecia e sua função. Há líderes permitindo que as igrejas que lideram sejam guiadas por supostos profetas. A Igreja de Jesus Cristo deve ser conduzida segundo as Escrituras, pois esta é a inerrante Palavra de Deus.

A Bíblia Sagrada, a Profecia por excelência, deve ser o manual do líder cristão. Outros líderes, também erroneamente, não tomam decisão alguma sem antes consultar um “profeta” ou uma “profetisa”. Estes profetizam aquilo que as pessoas querem ouvir, e não o que o Senhor realmente quer falar. Todavia, a Palavra de Deus alertamos a que não ouçamos tais falsários (Jr 23.9-22). 

SÍNTESE DO TÓPICO I 

O propósito do dom de profecia é edificar, exortar e consolar a Igreja (1 Co 14.3). 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Professor, para introduzir o primeiro tópico da lição, faça as seguintes indagações: “O que é ser profeta?” “Qual é a função do profeta?” Depois de ouvir os alunos, explique que o profeta é aquele que fala em lugar de outrem. Sua função é proclamar os oráculos de Deus a fim de que a Igreja seja edificada, exortada e consolada.

A Palavra de Deus nos exorta a não desprezarmos as profecias, todavia precisamos examiná-las com sabedoria, de acordo com a Palavra de Deus, pois muitos falsos profetas têm se levantado atualmente. Leia, juntamente com os alunos 1 Tessalonicenses 5.20,21. Ressalte que a Igreja não pode deixar de julgar as profecias e discernir os espíritos. 

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II – VARIEDADE DE LÍNGUAS (1 Co 12.10) 

1. O que é o dom de variedades de línguas? De acordo com o teólogo pentecostal Thomas Hoover, o dom de línguas é “a habilidade de falar uma língua que o próprio falante não entende, para fins de louvor, oração ou transmissão de uma mensagem divina”. Segundo Stanley Horton, “alguns ensinam que, por estarem alistados em último lugar, estes dons são os de menor importância”.

Ele acrescenta que tal “conclusão é insustentável, pois as “cinco listas de dons encontradas no Novo Testamento colocam os dons em ordens diferentes”. O dom de variedades de línguas é tão importante para a igreja quanto os demais apresentados em 1 Coríntios 12.

2. Qual é a finalidade do dom de variedade de línguas? O primeiro propósito é a edificação da vida espiritual do crente (1 Co 14.4). As línguas, ao contrário da profecia, não edificam ou exortam a igreja. Elas são para a devoção espiritual do crente que recebe este dom. À medida que o servo de Deus fala em línguas estranhas vai sendo também edificado, pois o Espírito Santo o toca e renova diretamente (1 Co 14.2). 

3. Atualidade do dom. É preciso deixar claro que a variedade de línguas não é um fenômeno exclusivo do período apostólico. O Senhor continua abençoando os crentes com este dom e cremos que assim o fará até a sua vinda.

No Dia de Pentecostes, todos os crentes reunidos no cenáculo foram batizados com o Espírito Santo e falaram noutras línguas pelo Espírito (At 1.4,5; 2.1-4). É um dom tão útil à vida pessoal do crente em nossos dias quanto o foi nos dias da igreja primitiva.

SÍNTESE DO TÓPICO II 

O dom de línguas é tão importante para a igreja quanto os demais apresentados em 1 Coríntios 12. 

SUBSÍDIO TEOLÓGICO 

Natureza Encarnacional dos Dons. Os crentes desempenham um papel vital no ministério dos dons. Romanos 12.1- 3 nos diz para apresentarmos nosso corpo e mente como adoração espiritual e que testamos e aprovamos o que for a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

Semelhantemente, 1 Coríntios 12.1- 3 nos adverte a não perdermos o controle do corpo e a não sermos enganados pela falsa doutrina, mas deixar Jesus ser Senhor. E Efésios 4.1- 3 nos recomenda um viver digno da vocação divina, tomar a atitude correta e manter a unidade do Espírito. Nosso corpo é o templo do Espírito Santo e, portanto, deve estar envolvido na adoração.

Muitas religiões pagãs ensinam um dualismo comum no pensamento grego. Paulo conclama os coríntios a não se deixarem influenciar pelo passado pagão. Antes, perdiam o controle; como consequência, podiam dizer qualquer coisa e alegar que provinha do Espírito de Deus. O contexto bíblico dos dons não indica nenhuma perda de controle.

Pelo contrário, à medida que o Espírito opera através de nós, temos mais controle do que nunca. Entregamos nosso corpo e mente a Deus como instrumentos a seu serviço” (HORTON, Stanley (Ed.). Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal 10.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.469). 

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Lição 04: Sabedoria Divina| EBD – Jovens | 2° Trimestre De 2021

EBD | 2° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens Tema: O Cuidado de Deus com o Corpo de Cristo – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 04: Sabedoria Divina

OBJETIVOS

RESSALTAR a Cruz de Cristo e a sabedoria de Deus;
MOSTRAR que a vida eterna e a verdadeira sabedoria
vêm de Deus;
SABER que a verdade

TEXTO DO DIA

“Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não conheceu
a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os
crentes pela Loucura da pregação.” (1 Co 1.21)

SÍNTESE

A mensagem da cruz é loucura para os que não conhecem a
Cristo, mas é a manifestação do poder e sabedoria de Deus para salvação de todo aquele que crê.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA – 1 Co 1.20 – O mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria
TERÇA – 1 Co 1.25 – “A Loucura de Deus é mais sábia do que os homens”
QUARTA – Pv 1.7 – O temor de Deus é o princípio da sabedoria
QUINTA – Pv 11.2 – Com os humildes está a verdadeira sabedoria
SEXTA – Pv 16.16 – É bom adquirir sabedoria
SÁBADO – 1 Co 1.27 – “Deus escolheu as coisas Loucas deste mundo para confundir as sábias”

INTERAÇÃO

Prezado(a) professor(a), você está preparado para a ministração de mais uma aula ? O tema de hoje, como todos
do trimestre é muito relevante, pois vamos estudar de modo direto e enfático a respeito da cruz de Cristo e da sabedoria divina. A reconciliação com Deus só se torna possível mediante a fé no sacrifício vicário de Cristo. Jesus, nosso Salvador, reconciliou-nos com Deus de maneira eficiente, através da sua morte na cruz.

Por meio desta reconciliação recebemos muitas bênçãos, um a delas é a garantia de que o Todo-Poderoso nos dará a vida eterna. Nesta vida enfrentarmos lutas e adversidades, mas um dia as lágrimas vão cessar, pois estarem os para todo o
sempre com o Senhor. Essa verdade nos motiva a permanecermos fiéis e a vivermos de modo santo, a fim de
agradar aquele que morreu e ressuscito u para que um dia recebam os um corpo glorificado.

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ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor(a), reproduza o esquema abaixo. Dê início à
aula fazendo aos alunos a seguinte indagação: “Qual a
sabedoria que você deseja?” Depois peça que os alunos
leia m Tiago 1.5; 3 .13 -18 . Em seguida utilize o quadro
para mostrar a diferença entre a sabedoria humana e a
sabedoria divina.

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TEXTO BÍBLICO – 1 Coríntios 1.18-25

18 Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.
19 Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos inteligentes.
20 Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?

21 Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação,
22 Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria;
23 Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus e loucura para os gregos.

24 Mas, para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.
25 Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.

INTRODUÇÃO

Na lição deste domingo verem os que Paulo resume Is. 29.14 para mostrar à igreja de Corinto que o pensamento de Deus é contrário ao pensamento desse mundo (sabedoria humana). Somente o Pai pode oferecer a vida eterna à humanidade, coisa que ninguém pode fazer. O homem
que não crê em Deus pode passar a vida inteira acumulando
sabedoria e, ainda assim , jamais descobrir com o ter um relacionamento pessoal com o Criador.

O apostolo Paulo mostra aos coríntios que a salvação só pode
ser obtida mediante ao Cristo crucificado e ressuscitado. Sem Jesus Cristo não há salvação ( l Co 1.30,31).

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I – A CRUZ DE CRISTO E A SABEDORIA DE DEUS 

1. A cruz de Cristo é loucura para o mundo (v. 18). Judeus, romanos e gregos não conseguiam compreender a revelação da vitória de Cristo na cruz. A mensagem da justiça de Deus por meio da cruz de Cristo se tornou para os gregos, os romanos e, em especial para os judeus, uma pedra de tropeço. Para os gregos, o herói era sempre o vencedor triunfante e para os romanos a morte de cruz era para os subversivos, os inimigos políticos.

Para os judeus a morte de cruz era uma maldição (Dt 21.23). No Antigo Testamento não se esperava um Messias que fosse crucificado, muito menos um condenado à morte pelo supremo tribunal judaico. O legalismo havia cegado os judeus de tal forma que a mensagem da cruz parecia loucura. Para eles, a morte de Jesus na cruz era humilhante, amaldiçoada e repugnante (1 Co 1.23). 

2. A cruz de Cristo é o poder de Deus para os salvos (v. 18). Enquanto para os romanos, os gregos, os judeus e os sábios segundo este mundo a morte de Jesus na cruz era uma pedra de tropeço, para os cristãos é a pedra angular e o único meio de se chegar a Deus (1 Pe 2.6-8). A obra de Cristo satisfaz a necessidade da justiça de Deus pelo pecado da humanidade, pois anulou a sentença de morte que havia contra a humanidade.

Assim, conquistou o direito da justiça perfeita, que é atribuída a todo o que crê e aceita o sacrifício vicário de Jesus. A justiça de Cristo conquistada por meio de sua morte é imputada gratuitamente ao pecador que se arrepende e crê. O fato de a justiça de Cristo ser a base da justificação acentua amplamente a graça de Deus.

A graça tem como centro a cruz de Cristo, para onde tudo se converge e os justificados são perfeitamente reconciliados com Deus. A cruz de Cristo, loucura para o mundo, é o poder de Deus para a salvação de todos os que creem em Jesus. 

3. A sabedoria de Deus prevalecerá sobre a sabedoria do mundo (1.19). Paulo, em sua Carta aos Romanos (1.21), usa as seguintes palavras: Tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus”. Tais palavras referem -se aqueles que reconhecem a existência de Deus por meio do conhecimento natural, mas não o reconhecem como Deus.

Uma coisa é reconhecer a existência divina, outra é se submeter e glorificar a Deus como Soberano e Senhor. Paulo enfatiza aos crentes da Igreja de Corinto a necessidade de reconhecerem a glória de Deus, ser grato por tudo que Ele tem proporcionado e, em tudo, glorificar o nome dEle. Um dia, Deus destruirá “a sabedoria dos sábios” e “a inteligência dos inteligentes”, mas os salvos permanecerão para sempre.

Pense!
O que a Cruz de Cristo representa para você?

Ponto Importante
Cremos que a cruz de Cristo, Loucura para o mundo, é o poder de Deus para a salvação de todos os que creem em Jesus.

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II – A VIDA ETERNA E A VERDADEIRA SABEDORIA VÊM DE DEUS 

1. Não podem ser obtidas por meio do legalismo religioso. A sabedoria de Deus aponta para a cruz de Cristo (1 Co 1.17-25,30), para a partilha dos sofrimentos de Jesus (2 Co 1.5) e para o testemunho de uma vida transformada (Rm 8.17). Muitos judeus que viviam em Corinto defendiam uma justiça própria advinda pelo cumprimento da lei (Rm 9.30-32; Rm 10.3), porém, Paulo deixa claro que nenhum ser humano é justificado pelas obras da lei (Rm 3.20). A vida humana é breve e ao final dela o juízo de Deus chega.

Paulo destaca que no juízo divino não será requerido obras realizadas segundo a lei, mas os “frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus”. Da mesma forma que Paulo escreve a respeito da desgraça do homem natural, ele mostra que o mistério que estava oculto é revelado pela loucura da pregação, que salva os que creem em Jesus Cristo (1 Co 1.21). 

2. A verdadeira sabedoria não se revela por determinação humana. Alguns gregos com tendências gnósticas: movimento filosófico-religioso de caráter esotérico (místico e sincrético) que surgiu nos primeiros séculos da era cristã à margem do cristianismo organizado criam que já haviam alcançado o conhecimento necessário para a salvação, eram vaidosos e desconsideravam os outros.

Eles faziam descaso do ensino de Paulo, considerando-o ingênuo tanto no conteúdo como na retórica (1 Co 4.6,8,10,18). Dessa forma, eles não davam abertura para iluminação do Espírito Santo por meio da Palavra. Mesmo assim, Paulo não deixava de pregar o Evangelho, que é “poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Rm 1.16) para que alguns dos ouvintes pudessem voluntariamente crer. 

3. Cristo, a verdadeira sabedoria que garante a vida eterna (1.24,25). Paulo identifica claramente Cristo como a sabedoria de Deus: “Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus” (v. 24) e “Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria”. Ele faz isso dentro de um contexto de oposição entre a sabedoria humana e a sabedoria divina (vv.18-31). Por isso, pela forma natural, o ser humano não entende o plano de Deus para a salvação da humanidade por meio de Cristo Jesus. Paulo afirma que Jesus foi feito espírito vivificante e que garante a ressurreição dos salvos (1 Co 15.45-58).

Ele é o mistério da sabedoria divina (1 Co 2.2,67). Aqueles que encontram na cruz de Cristo a solução para os seus pecados e se identificam com Ele na sua morte, também participarão de sua ressurreição. O que para o ser humano é fraco e sem vida, para Deus é o que proporciona a vida eterna. Cristo é a revelação plena da sabedoria divina e a cruz é a concretização mais completa para a vida eterna com Deus. 

Pense!
A verdadeira sabedoria vem do alto, de Deus.

Ponto Importante
Jesus Cristo é a revelação plena da sabedoria do Pai Celeste.

EBD | 2° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens Tema: O Cuidado de Deus com o Corpo de Cristo – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 04: Sabedoria Divina

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Lição 04: Dons de Poder | 2° Trimestre De 2021 | EBD

EBD | 2° Trimestre De 2021 | CPAD – Adultos – Tema: Dons Espirituais e Ministeriais – Servindo à Deus e aos Homens com Poder Extraordinário | Lição 04: Dons de Poder

OBJETIVO GERAL

Examinar os dons de poder.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I – Definir o que significa o dom da fé;
II – O Evidenciar biblicamente os dons de curar;
III – Descorrer a respeito do dom de maravilhas.

Tento Áureo

“A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.” (1 Co 2.4,5)

Verdade Prática

Os dons de poder são capacitações especiais em situações que demandam a ação sobrenatural do Espírito Santo na vida do crente.

LEITURA DIARIA – 1 Coríntios 12.4,9-11

4 – Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.
9 – e a outro, pelo mesmo Espírito, a ; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar;
10 – e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o dom de discernir os espíritos; e a outro,
a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas.
11 – Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.

HINOS SUGERIDOS: 5, 30,107 da Harpa Cristã

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Prezado professor, na lição de hoje estudaremos os dons de poder. Aquele que concede os dons é imutável e deseja que a sua Igreja continue a manifestar o Evangelho com poder e graça. Todavia, sabemos que o Todo-Poderoso distribui os dons de poder quando os seus servos tem como prioridade servir ao próximo.

Sua prioridade tem sido servir a Deus e ao próximo? Segundo Stanley Norton à medida que formos ativos em alcançar o mundo, tornamo-nos vasos que podem ser usados pelo Senhor. Busque com zelo os dons de poder, pois eles são indispensáveis a igreja atual.

PONTO CENTRAL
Os dons de poder servem para confirmar uma mensagem de poder.

INTRODUÇÃO

O ministério terreno de Jesus foi marcado por inúmeros milagres, principalmente curas. A história eclesiástica
comprova que a Igreja do primeiro século também operou maravilhas no poder do Espírito Santo. Entre os primeiros cristãos sobejavam os dons de poder. Se Jesus não mudou
e os dons espirituais são para a Igreja de hoje, por que atualmente não vemos as manifestações dos dons de
poder em nosso ambiente com mais frequência?

Será falta de conhecimento a respeito do assunto? Ou será
por causa do mau uso que alguns fazem das dádivas divinas? Nesta lição estudaremos a respeito dos dons de poder. Veremos como eles são necessários à vida da igreja. Se você deseja recebê-los e usá-los para a glória do nome do Senhor, proporcionando a edificação da igreja, busque-os
com fé em oração.

1 – O DOM DA FÉ (1 Co 12.9)

1. O que significa fé? Na Epístola aos Hebreus lemos que “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem” (11.1). Essa é a definição bíblica sobre a fé, pois mostra a total confiança e dependência em Deus. Aprendemos com o texto do capítulo 11 de Hebreus,
conhecido como a “galeria dos heróis da fé”, que Deus é
poderoso para fazer todas as coisas, sendo a nossa fé em Deus, fundamental para as operações divinas entre
os homens.

2. A fé como dom. É distinta daquela que recebemos por
ocasião da nossa conversão: a fé salvífica (Rm 10.17; Ef 2.8). Igualmente, se distingue da fé evidenciada como fruto do Espírito (Gl 5.22). O dom da fé é a capacidade que o Espírito Santo concede ao crente para este realizar coisas que
transcendem à esfera natural da vida, objetivando sempre a edificação da igreja. De acordo com o teólogo Stanley Horton, esse dom “é uma fé milagrosa para uma situação ou oportunidade especial”.

3. Exemplo bíblico do dom da fé. Quando guiou o povo de Israel na saída do Egito e se aproximou do Mar Vermelho, já na iminência de ser destruído por Faraó, Moisés disse: “Não temais; estai quietos e vede o Livramento do Senhor, que hoje vos fará; porque aos egípcios, que hoje vistes, nunca mais vereis para sempre. O Senhor pelejará por vós, e vos calareis” (Êx 14.13,14). Moisés “viu” pela fé o livramento do
Senhor antes de o fato acontecer. Esta é uma boa amostra bíblica do exercício do dom da fé.

SÍNTESE DO TÓPICO I

0 Espírito Santo concede aos crente o dom da fé para que ele possa realizar coisas que transcendem à esfera natural, visando à edificação da igreja.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, para introduzir a lição, indague: ” Oque é fé?” “Que diferença há entre fé salvífica e o dom da fé?” Faça
as perguntas diretamente aos alunos, individualmente. O objetivo é avaliar o conhecimento dos alunos a respeito
do tema. Depois de ouvi-los escreva no quadro o esquema abaixo e discuta-o com a turma.

Fé = “Firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não veem” (Hb 11.1).
Fé salvífica = “Proveniente da proclamação do Evangelho, esta fé leva-nos a receber a Cristo como Salvador”.
Dom da fé = “Capacidade que o Espírito Santo concede ao crente para este realizar coisas que transcendem à vida natural”. É muito importante distinguir essas expressões uma das outras, a fim de que haja um perfeito entendimento.

II – DONS DE CURAR (1 Co 12.9)

1. O que são os dons de curar? São recursos de caráter sobrenatural para atuarem na cura de qualquer tipo de
enfermidade. Por isso a expressão está no plural. Deus é quem cura! Ele concede os “dons” segundo o conselho da
sua vontade, sabedoria e no momento certo. No Antigo Testamento, o Todo-Poderoso se manifestou ao povo de Israel como “Jeová Rafá” O Senhor que sara (Êx 15.26Sl 103.3)

A concessão desses dons à Igreja deve-se à necessidade de o Evangelho ser anunciado como uma mensagem poderosa ao não crente, que outrora não tinha fé, mas que agora passou a crer no Evangelho, arrependendo-se dos seus pecados (Mc
16.17,18; At 3.11-26; 4.23-31).

2. A redenção e as curas. Apesar de o crente ser redimido pelo Senhor através da obra expiatória efetuada por Jesus na cruz do Calvário, ele (o crente) ainda aguarda a redenção do seu próprio corpo. Quando o apóstolo Paulo tratou dos males que afligem à criação como resultado do pecado da humanidade, escreveu que “não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo” (Rm 8.23). Enquanto não recebermos o novo corpo imortal e incorruptível estaremos sujeitos a toda sorte de doenças.

3. A necessidade desses dons. Os dons de curar são necessários à igreja da atualidade. Num mundo incrédulo,
em que a medicina se desenvolve rapidamente, o ser humano pensa que pode superar a Deus. A humanidade
precisa compreender a sua limitação e convencer-se da sublime realidade de um Deus Todo-Poderoso que, em sua
misericórdia e amor, concede sabedoria a homens e mulheres para multiplicar o conhecimento da medicina visando o bem-estar de todos.

Quanto aos dons de curas, são manifestações de poder
sobrenatural que o Espírito Santo colocou à disposição da Igreja de Cristo para que a humanidade reconheça que Deus
tem o poder de sanar todas as doenças.

SÍNTESE DO TÓPICO II

Existe uma variedade de manifestações do dom de curas. Sua concessão à igreja deve-se ao fato de que Deus quer dar saúde a seu povo.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“Dons de Curas
No grego, as palavras dons e curas estão no plural. Alguns entendem que isso significa que há uma variedade de
formas desse dom. Entre os que pensam assim, há quem entenda que certas pessoas têm um dom de curar um tipo
de doença ou enfermidade, ao passo que outros curam outro tipo. Filipe, por exemplo, foi especialmente usado
para curar os paralíticos e os coxos (At 8.7).

Outros, ainda, entendem que Deus dá a uma pessoa um dom na forma de um suprimento de curas numa ocasião específica, ao passo que outro suprimento é dado em outra ocasião, talvez a outra pessoa, mas provavelmente no
ministério do evangelista. Ainda outros entendem que toda
cura é um dom especial, isto é, o dom é para o enfermo que tem a necessidade.

Logo, segundo esse ponto de vista, o Espírito Santo não torna os homens curadores. Pelo contrário, Ele providencia um novo ministério de cura para cada necessidade, à medida que ela surge na Igreja. Por exemplo, a virtude (poder)
que flui para dentro do corpo da mulher com o fluxo de sangue trouxe para ela um gracioso dom de cura (Mt 9.20-22).

Atos 3.6 diz, literalmente: ’O que tenho, isso te dou’. Isso está no singular e indica um dom específico dado a Pedro para
este dar ao coxo. Não parece significar que tinha um reservatório de dons de curas dentro de si, mas um novo dom para cada enfermo a quem ministrava” (HORTON, Stanley M. A Doutrina do Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento. 12.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p.297).

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Lição 5: A Graça De Deus |Betel – Adultos 2° Trimestre De 2021

TEXTO ÁUREO

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus.” Efésios 2.8  

VERDADE APLICADA

A graça de Deus é a benevolência imerecida que Ele exibe ao nos salvar e capacitar a vivermos para Ele. 

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Ensinar acerca da graça salvadora de Deus.

Explicar que a graça é dada a quem crê em Jesus.

Mostrar que Deus reveste pela obra da Sua graça. 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

TITO 2

11. Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens,

12. Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente,

13. Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo,

14. O qual se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda iniquidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras. 

LEITURAS COMPLEMENTARES

SEGUNDA / Rm 11.6

Se fosse pelas obras, a graça já não é graça.

TERÇA / 2Co 9.8-12

Deus é poderoso para abundar em nós a graça.

QUARTA / Ef 2.4-5

Deus é riquíssimo em misericórdia.

QUINTA / Ef 3.1-3

Vivendo na dispensação da graça de Deus.

SEXTA / Tt 2.11-12

A graça de Deus trouxe salvação.

SÁBADO / Tt 3.4-5

A salvação não é pelas obras de justiça.

HINOS SUGERIDOS

79, 184, 205

MOTIVOS DE ORAÇÃO

Ore para nunca perder este presente dado por Deus – a graça salvadora.

ESBOÇO DA LIÇÃO

Introdução

1. A graça salvadora

2. A graça capacitadora

3. A graça e o livre-arbítrio

INTRODUÇÃO

Pelos pecados cometidos, o homem perdeu a comunhão com Deus. Porém, Deus, cuja graça é superabundante [Rm 5.20-21], tinha um plano de salvação e, assim, enviou Seu Filho Jesus, “cheio de graça e de verdade” [Jo 1.14].

PONTO DE PARTIDA

Pela graça somos salvos em Cristo Jesus. 

1. A graça salvadora

“Sola Gratia” (somente a graça) fala de uma salvação somente pela operação graciosa de Deus. Não há mérito humano além do exercício da fé. É a salvação como fruto da bondade e da misericórdia de Deus para com o homem. No grego é “charis” e possui vários significados: benefício; dom; presente; boa vontade. Assim, como se encontra no Dicionário de Strong: “Também com respeito à graça que Deus exerce conosco, a benevolência imerecida que Ele exibe, ao nos salvar do pecado”.

1.1. A graça de Deus é fator imprescindível para a salvação eterna. Ninguém pode ser salvo sem receber a graça de Deus. Não há nada que possamos ser ou fazer que de alguma maneira venha substituí-la. Ela é infalível, inegociável e cheia do amor e da misericórdia de Deus. Não há mais necessidade de penitências, sacrifícios, holocaustos para ser salvo, pois não vivemos mais debaixo da lei. As oferendas de animais foram substituídas pelo único sacrifício do Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo [Jo 1.29; Hb 10.12]. Hoje não há mais necessidade de levar animais para serem sacrificados no altar; precisamos, sim, levar nós mesmos para sermos apresentados no altar de Deus [Rm 12.1-2]. Ninguém pode mensurar a graça de Deus em valores monetários nem legalistas.

Subsídio do Professor: Estamos vivendo debaixo da dispensação da graça de Deus, que para nós foi dada [Ef 3.2]. Graça salvadora é colocar à disposição de toda e qualquer pessoa o benefício da cruz na salvação da alma; revelando, assim, o

infinito amor de Deus. Por isso é um favor imerecido, dádiva de Deus, um presente de Deus; fazer algo por alguém quando não há merecimento [Rm 5.20].

1.2. A salvação é por meio da fé. O apóstolo Paulo diz que ela não vem de nós, vem de Deus, e é alcançada por meio da [Ef 2.8]. A fé salvadora leva a crer, reconhecer e aceitar a expiação do sangue de Jesus na cruz do Calvário para a remissão dos pecados [Ef 1.7], e a Sua ressurreição ao terceiro dia; vencendo a morte, assentando-Se à direita do Pai [Mc 16.19]; e fazendo-nos mais do que vencedores [Rm 8.37]. A fé inclui o arrependimento dos pecados. O homem não pode agradar a Deus sem fé, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que Ele existe [Hb 11.6]. Aliás, fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se veem [Hb 11.1].

Subsídio do Professor: Bíblia de Estudo Pentecostal e Bíblia de Estudo NAA sobre Efésios 2.8: “Toda atividade da vida cristã, desde o início até o fim, depende desta graça divina. Deus concede uma medida da sua graça como dádiva aos incrédulos [1Co 1.4; 15.10], a fim de poderem crer no Senhor Jesus Cristo [Ef 2.8-9; Tt 2.11; 3.4] (…) “isto” aponta para o processo inteiro de salvação por graça mediante a fé como dom de Deus e não como algo que podemos alcançar por nós mesmos”.

1.3. A salvação não vem das obras. “Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos).”[Ef 2.4-5]. “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens.” [Tt 2.11]. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” [Ef 2.8-9]. “Mas, se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça.” [Rm 11.6]. Nós somos justificados pela sua graça e feitos seus herdeiros segundo a esperança da vida eterna [Tt 3.7]. Se não fosse pela graça de Deus, nenhuma alma se salvaria, porque todos os nossos atos de justiça são como trapo de imundícia [Is 64.6]. Os nossos atos de bravura, o bom desempenho do ministério, o cumprimento dos deveres como cristão, tudo que aparenta espiritualidade, a entrega dos dízimos e ofertas, as obras de caridade, entre outras, são importantíssimas, de grande valia, mas não são suficientes para ganharmos a salvação e sim galardão, mesmo assim, caso sejam aprovadas por Deus [1Co 3.13-15; 4.4-5].

Subsídio do Professor: A graça de Deus foi estabelecida para a salvação em caráter gratuito e sem contrapartida, não

meio de obras nem de dinheiro ou bens patrimoniais, porque seria injusto, pois muitos não poderiam comprar, e muitos se vangloriariam pelo que sabem fazer ou pela quantidade de obras realizadas. As pessoas só alcançam a salvação porque é um dom de Deus, um presente, uma dádiva. A salvação é gratuita, e é algo que não podemos alcançá-la pelos nossos próprios esforços [Tt 3.5]. Paulo também diz que a graça não é conquistada por mérito, nem por obras, mas é um dom de Deus, uma manifestação do amor divino, que nos amou de tal maneira [Jo 3.16]. Incalculável esse amor, fora dos limites do homem; a mente humana natural não entende nem alcança.

EU ENSINEI QUE:

A graça de Deus é fator imprescindível para a salvação eterna, é por meio da fé e não das obras.

2. A graça capacitadora

Ninguém pode fazer alguma coisa no Reino de Deus se não for capacitado pelo Todo-Poderoso. A nossa capacitação terrena ajuda, mas não é suficiente para atender espiritualmente a nossa chamada.

2.1. A graça de Deus capacita para viver a vida cristã. “Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que, com simplicidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria carnal, mas na graça de Deus, temos vivido no mundo e maiormente convosco.” [2Co 1.12]. Somente a graça de Deus pode nos capacitar a viver uma vida cristã saudável, como sal da terra e luz do mundo [Mt 5.13-16]. Viver de modo irrepreensível; ter bom testemunho dos que estão de fora, para não cair em opróbrio, e no laço do diabo [1Tm 3.7]; e servir de exemplo para os que estão dentro [1Pe 5.3]. Não ter de que se envergonhar, nada a esconder. Renunciando a si mesmo [Mt 16.24]. Esvaziando a si mesmo, tomando a forma de servo [Fp 2.7].

Subsídio do Professor: Pela graça Deus promete aperfeiçoar-nos [Hb 13.20-21]. Pela graça Deus promete firmar-nos [1Tm 1.19]. Pela graça Deus promete fortificar-nos [Hb 11.34]. A nossa fortaleza, o nosso exemplo dos fiéis, o nosso dia a dia vivendo a vida cristã, vem do Senhor. Ele que nos dá força para vencermos as tentações e turbulências da vida. A maior arma do crente é a vigilância, agregada à oração [Mt 26.41]. Sendo fortificados pela graça de Deus, podemos perseverar na oração, sem desfalecer, e na vigilância. Pois a graça de Deus não anula nossa responsabilidade pessoal, mas nos capacita para a cumprirmos.

2.2. A graça de Deus capacita para o desempenho do ministério. Quando Deus chama, Ele mesmo se encarrega em capacitar. Vários personagens bíblicos julgaram-se sem condições diante do chamado divino: Moisés [Êx 4.10-12]; Jeremias [Jr 1.6]; Gideão [Jz 6.15]; Isaías [Is 6.5], mas Deus os escolheu e os capacitou um a um para o ministério. Não que sejamos capazes, por nós mesmos, de pensar alguma coisa, como se partisse de nós mesmos, mas a nossa capacidade vem de Deus [2Co 3.5]. Ele nos fez também capazes de ser ministros de uma nova aliança [2Co 3.6; 1Tm 1.12]. Só com a graça de Deus podemos ser obreiros aprovados, não ter do que nos envergonhar e manejar bem a palavra da verdade [2Tm 2.15]. A graça de Deus é suficiente para produzir em nós o aperfeiçoamento, conduzindo-nos à maturidade espiritual.

Subsídio do Professor: A graça dá poder para se realizar os serviços do Reino de Deus [2Co 1.12; 1Co 15.10]. Ela dá condições para a boa obra [2Co 9.8; Ef 4.7]. Os dons foram distribuídos para o aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do ministério, para a edificação do Corpo de Cristo [Ef 4.12].

2.3. A graça de Deus dá suficiência para todas as necessidades humanas. Paulo orou três vezes ao Senhor para que afastasse dele um espinho na carne. Mas Ele lhe disse: a minha graça te basta, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza [2Co 12.9; 2Tm 2.1]. A graça de Deus é o provimento para as nossas necessidades, a cobertura e o bálsamo para todas as aflições e ansiedades que nos afetam como filhos de Deus. Da fraqueza se tira forças [Hb 11.34]. Deus concede fortalecimento a cada dia [Fp 4.13].

Subsídio do Professor: Só com a graça de Deus seremos mais do que vencedores [Rm 8.37]. Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas [Sl 34.19]. Para sermos socorridos em tempo de necessidade, precisamos nos achegar cheios de confiança ao “trono da graça” [Hb 4.16]. Nada do que o ser humano recebe é à parte da graça divina [2Co 9.8].

EU ENSINEI QUE:

A graça de Deus capacita para viver a vida, para o desempenho do ministério e dá suficiência para todas as necessidades humanas.

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