Lição 11: O Sétimo Sinal – Jesus Ressuscita Lázaro | 1° Trimestre De 2022 | EBD – Jovens

EBD | 1° Trimestre De 2022 | CPAD – Revista Jovens – Tema: Tema: Jesus, o Filho de Deus – Os Sinais e Ensinos de Cristo no Evangelho de João | Escola Biblica Dominical | Lição 11: O Sétimo Sinal – Jesus Ressuscita Lázaro

TEXTO PRINCIPAL

“Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá.” (Jo 11.25)

RESUMO DA LIÇÃO

Jesus tem o controle a respeito da vida e da morte.

LEITURA SEMANAL

SEGUNDA – Jo 11.4 Enfermidade que não é para morte
TERÇA – Jo 11.5 Jesus amava Lázaro e sua família
QUARTA – Jo 11.11 Lázaro foi despertado do sono
QUINTA – Jo 11.17 Jesus nunca chega atrasado
SEXTA – Jo 11.25 Jesus, ressurreição e vida
SÁBADO – Jo 11.39 “Tirai a pedra”

OBJETIVOS

INTERAÇÃO

Prezado(a) professor(a), estudaremos o sétimo sinal narrado por João; a ressurreição de Lázaro. O amigo de Jesus ficou gravemente enfermo e veio a falecer. Tudo aconteceu em um momento em que Jesus não estava por perto. A princípio, ao lermos o texto bíblico de João 11, podemos ter a impressão de que Jesus chegou tarde na aldeia de Betânia e que mais nada poderia ser feito. Contudo, o milagre da ressurreição de Lázaro nos mostra que o Filho de Deus jamais chega atrasado. O Senhor tem a hora certa de agir em nosso favor, pois Ele é soberano e tem o controle do tempo. Tudo está em suas mãos, inclusive a morte e a vida.

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ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor(a), reproduza o mapa abaixo. Utilize-o para mostrar que “Jesus havia estado pregando nas aldeias além do Jordão, provavelmente na Pereia, onde recebeu a notícia da doença de Lázaro. Jesus não partiu imediatamente, mas esperou dois dias antes de voltar à Judéia. Ele sabia que Lázaro já estaria morto, quando Ele chegasse a Betânia, mas Ele iria realizar um grande milagre” (Adaptado de Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal: Rio de Janeiro: CPAD, 2015. p. 1423).

TEXTO BÍBLICO
João 11.1,3,4,14,17,39-41,43,44

1 Estava, então, enfermo um certo Lázaro, de Betânia, aldeia de Maria e de sua irmã Marta.
3 Mandaram-lhe, pois, suas irmãs dizer: Senhor, eis que está enfermo aquele que tu amas.
4 E Jesus, ouvindo isso, disse: Esta enfermidade não é para morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela.
14 Então, Jesus disse-lhes abertamente: Lázaro está morto.
17 Chegando, pois, Jesus, achou que já havia quatro dias que estava na sepultura.
39 Disse Jesus: Tirai a pedra. Marta, irmã do defunto, disse-lhe: Senhor, já cheira mal, porque já é de quatro dias.
40 Disse-Lhe Jesus: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?
41 Tiraram, pois, a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: Pai, graças te dou, por me haveres ouvido.
43 E tendo dito isso, clamou com grande voz: Lázaro, vem para fora.
44 E o defunto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas, e o seu rosto, envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: desligai-o e deixai-o ir.

INTRODUÇÃO

Na lição de hoje vamos refletir a respeito de um aspecto fundamental de nossa fé no Deus a quem servimos: a segurança de que Ele sempre tem o controle de todas as coisas. Não há circunstância alguma que pegue Deus de surpresa ou que limite seu poder. Seja qual for a origem ou a extensão do dano ou qualquer tipo de mal, nada escapa ao controle soberano do Criador.

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I – A ALDEIA DE BETÂNIA

1- Sua posição geográfica. A pequena aldeia de Betânia é citada várias vezes nos Evangelhos (Mt 21.17; Lc 19.29: Jo 11.1; 12.1). É bem provável que essas citações não correspondam a todas as vezes que Jesus ali esteve. Mas os registros que temos são suficientes para que entendamos quão estratégico foi aquele lugar. É como quando viajamos para uma cidade grande e preferimos nos hospedar em seus arredores, em um lugar discreto, evitando os tumultos da metrópole.

2- Estrategicamente escondida. Jesus fez isso algumas vezes em relação a Betânia, há apenas 2,7 km de Jerusalém (“quase quinze estádios” cf. Jo 11.18). Bastava sair da cidade antiga, cruzar o Vale de Cedrom e passar para o lado oriental do Monte das Oliveiras, onde estava Betânia, como que estrategicamente escondida.

3- Saindo da agitação. Betânia era um lugar por vezes escolhido por Jesus para sair da agitação da movimentada Jerusalém. Essas viagens a Betânia levaram Jesus a ter um relacionamento muito terno com os irmãos Lázaro, Marta e Maria. Eles o recebiam em sua casa, dedicando-lhe serviço, tempo e atenção. Especialmente Maria, que se assentava aos pés de Jesus e ouvia sua Palavra (Lc 10.39).

SUBSÍDIO 1

Professor(a), explique aos alunos que “a aldeia de Betânia estava situada a aproximadamente três quilômetros a leste de Jerusalém, a caminho de Jericó. Ela ficava suficientemente próxima de Jerusalém para que Jesus estivesse em perigo, mas suficientemente longe para não atrair a atenção prematuramente. Quando o irmão ficou gravemente doente, Maria e Marta recorreram a Jesus, em busca de ajuda. Elas criam na sua habilidade de ajudar, porque haviam visto seus milagres. Nós, também, sabemos dos milagres de Jesus, quando precisamos de ajuda extraordinária, Jesus oferece recursos extraordinários. Não devemos hesitar em pedir-lhe ajuda.” (Adaptado de Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal: Rio de Janeiro: CPAD, 2015, p. 1421).

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II – O MILAGRE DA RESSURREIÇÃO

1- Para a glória de Deus. A expressão “glória de Deus” tem um lugar central nesse texto. Jesus disse aos discípulos que a enfermidade era “para que o Filho de Deus seja glorificado por ela” (Jo 11.4). Quando Marta hesitou diante da ordem de tirar a pedra do sepulcro, Jesus ressaltou justamente esse propósito (Jo 11.40). Esse milagre, portanto, seria mais um evidente sinal de sua divindade. Embora já tivesse registrado tantos outros, João precisava incluir esse, que mostra o poder de Cristo sobre esse terrível inimigo: a morte.

2- Defunto ou Lázaro? Quando alguém morre não faz mais sentido chamá-lo pelo nome porque não há comunicação alguma entre vivos e mortos. Não quer dizer que deixemos de considerar o ente querido e tê-lo em lembrança, inclusive com saudades. Acontece que, com a morte, cessa completamente a possibilidade de comunicação, pois o espírito e a alma já estão fora do corpo. Com Jesus é diferente. Ele não fala com defuntos. Enquanto nós perdemos toda a comunicação com quem morre — porque estamos, por enquanto, presos a esse mundo material e físico —, para Deus a única mudança é que os que já morreram deixaram essa habitação terrena, mas continuam a existir, como alma e espírito, podendo ouvir plenamente sua voz. Falando aos saduceus sobre a ressurreição, Jesus afirmou: “Deus não é Deus de mortos, mas de vivos, porque para ele vivem todos” (Lc 20,38).

É por isso que Jesus, como Filho de Deus, nunca fala “defunto”, mas sempre “Lázaro”: “Lázaro, vem para fora” (Jo 11.43). A ressurreição de Lázaro, portanto, é um chamado pessoal de volta à vida. Jesus chamou Lázaro, ressuscitando-o. Mesmo depois dessa declaração, o narrador continua a referir-se ao defunto: “E o defunto saiu” (Jo 11.44). O mesmo acontece na narrativa da ressurreição do filho da viúva de Naim. Todos se referiam ao defunto, mas Jesus disse: “Jovem, eu te digo: Levanta-te” (Lc 7.14).

3- A ressurreição no presente. Marta demonstrou profundo conhecimento teológico em sua conversa com Jesus. Falou claramente da ressurreição do Último Dia (Jo 11.24), além de ter confessado sua fé em Cristo, “o Filho de Deus que havia de vir ao mundo” (Jo 11.27), mas não demonstrou crer que Ele poderia operar milagre de ressurreição no presente. Esse é um exemplo de como nossa compreensão teológica, por mais profunda que seja, ainda pode apresentar grandes limitações espirituais. O texto é claro ao dizer que quando Jesus viu Maria chorar, “moveu-se muito em espírito” e também chorou (Jo 11.33-35). Foi também de Maria a disposição de levar Jesus até a sepultura de Lázaro (Jo 11.34). A lição espiritual que extraímos é: conhecimento teológico é importante, mas sem quebrantamento não se alcança o coração de Deus (Sl 5117). Maria alcançou esse quebramento porque tirava tempo para ficar aos pés de Jesus (Lc 10.39; Jo 12.3)

SUBSÍDIO 2

Professor(a), explique aos alunos que “se Jesus estivesse estado com Lázaro, durante os momentos finais da doença de Lázaro, poderia tê-lo curado, em vez de deixar que morresse, Mas Lázaro morreu, para que o poder de Jesus sobre a morte pudesse ser exibido aos seus discípulos e a outras pessoas. A ressurreição de Lázaro foi uma demonstração essencial do seu poder, e a ressurreição dos mortos é uma crença crucial da fé cristã. Jesus apenas não ressuscitou a si mesmo (Jo 10.18), como, também, tem o poder de ressuscitar outras pessoas.” (Bíblia de Estudo Cronológico Aplicação Pessoal Rio de Janeiro: CPAD, 2015. p. 1421).

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Lição 10: Jesus, O Bom Pastor | 1° Trimestre De 2022 | EBD – Jovens

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TEXTO PRINCIPAL

“Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas. “ (Jo 10.11)

LEITURA SEMANAL

SEGUNDA – Jo 10.1 O verdadeiro pastor
TERÇA – Jo 10.4 As ovelhas conhecem a voz do pastor
QUARTA – Jo 10.7 Jesus, a porta das ovelhas
QUINTA – Jo 10.9 O pastor e a porta da salvação
SEXTA – Jo 10.10 O ladrão de ovelhas
SÁBADO – Jo 10.12,13 O mercenário

OBJETIVOS

APRESENTAR o aprisco de Deus;
EXPLICAR que Jesus deu a sua vida por nós de forma voluntária;
ESCLARECER que existe um só rebanho.

INTERAÇÃO

Prezado(a) professor(a), na lição de hoje estudaremos um riquíssimo sermão messiânico pregado por Jesus, estando ainda em Jerusalém. “O capítulo 10 de João começa com uma extensa figura de linguagem ou ilustração (Jo 10.6), semelhante a uma parábola, sobre pastores e ovelhas. João fornece dois aspectos da ilustração: ‘a porta’ (10.3-5) e o ‘pastor’ (10,3-5), e cada um tem a sua própria interpretação — a ‘porta’ é interpretada em 10.7-10, e o ‘pastor’ em 10.11-18. A passagem inteira lembra a imagem de Ezequiel 34, onde o profeta castigou os falsos pastores (os líderes maus de Israel) e predisse que o verdadeiro Pastor (0 Messias) viria e daria ao povo de Deus (as ovelhas) cuidado e liderança autênticos. Em comparação com os fariseus — que eram maus líderes do povo de Deus — Jesus era o verdadeiro Pastor de todo o povo de Deus. O homem curado que creu em Jesus representava todos os crentes que saíram do judaísmo para seguir Jesus, como ovelhas que seguem o seu pastor” (Comentário do Novo Testamento. Aplicação Pessoal. Vol 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p.548).

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ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor(a), reproduza o quadro abaixo e utilize-o para mostrar aos alunos alguns nomes de Jesus que designavam sua função. Explique que em João 10, Jesus se apresenta como o Bom Pastor.

REFERÊNCIANOME
JOÃO 6.27 FILHO DO HOMEM
JOÃO 6.35PÃO DA VIDA
JOÃO 8.12LUZ DO MUNDO
JOÃO 10.7PORTA DAS OVELHAS
JOÃO 10.11BOM PASTOR 
JOÃO 11.25A RESSURREIÇÃO EA VIDA
JOÃO 14.6O CAMINHO A VERDADE E A VIDA
JOÃO 15.1,5A VIDEIRA VERDADEIRA

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TEXTO BÍBLICO
João 10.11-18

11 Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.
12 Mas o mercenário, que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o Lobo, e deixa as ovelhas, e foge; e o lobo as arrebata e dispersa.
13 Ora. o mercenário foge, porque é mercenário e não tem cuidado das ovelhas.
14 Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas ovelhas sou conhecido.
15 Assim como o Pai me conhece a mim, também eu conheço o Pai e dou a minha vida pelas ovelhas.
16 Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar a estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor.
17 Por isso, o Pai me ama, porque dou a minha vida para torna a torná-la.
18 Ninguém a tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou; tenho poder para a dar e poder para tornar a tomá-la, Esse mandamento recebi de meu Pai.

INTRODUÇÃO

Na lição deste domingo, estudaremos mais um riquíssimo sermão messiânico pregado por Jesus, estando ainda em Jerusalém, Há, nesse texto, profundas revelações do plano eterno de Deus para a humanidade, envolvendo a todos: judeus e gentios. Há, também, fortes declarações de Jesus a respeito de sua missão redentora; o caráter de sua entrega pessoal, que nos leva a glorificá-lo ainda mais. O cuidado de Jesus com suas ovelhas é retratado nesse texto, onde, como Pastor, não apenas protege o rebanho, mas dá sua vida por ele. Há, finalmente, a promessa de uma reunião eterna, com a formação de um só rebanho e um só Pastor, o que dá um profundo caráter escatológico para a mensagem, Apesar de toda essa riqueza espiritual, o sermão provocou forte reação negativa em parte dos judeus (Jo 10.20,21).

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I – O APRISCO DE DEUS

1- A abrangência da mensagem. A parábola contada por Jesus tinha um valor representativo especial em seu tempo, quando a criação de ovelhas era muito mais comum. Às pessoas que conheciam bem a realidade campestre, Jesus fala, em linguagem figurada, sobre o curral das ovelhas. Nele, o mesmo Jesus que é o bom Pastor é também a porta para o aprisco, o aprisco de Deus (Jo 10.7,16). Naquele momento, a mensagem tinha como endereço a comunidade judaica, dentro do contexto de uma nação espoliada por seus líderes. Jesus denuncia os ladrões, salteadores e mercenários (Jo 10.8,12), que não cuidam das ovelhas, mas buscam somente explorá-las. Mas essa grande mensagem não é dirigida apenas a Israel, mas a toda a humanidade, apresentando Cristo como o Pastor que tem um cuidado especial por todos aqueles que ouvem sua voz e o seguem. Fala de seu amor e ternura, com absoluta abnegação e entrega.

2- O fracasso dos pastores de Israel. O quadro caótico dos líderes da nação judaica não dizia respeito apenas à liderança espiritual de Israel daqueles dias, cujo comportamento hostil com o povo é bem retratado no Evangelho de João. Quando se refere a todos quantos vieram antes dEle (Jo 10.8), Jesus está denunciando os maus líderes de Israel de todos os tempos, especialmente do período da monarquia, quando a nação teve condutores insensatos e cruéis, incluindo reis, sacerdotes e profetas (Is 56.8-12; Ez 22.24-30). Com o fracasso total dos líderes de Israel, o próprio Deus viria, pessoalmente, em busca de suas ovelhas, para reuni-las novamente em seu aprisco (Ez 34.11-23). Jesus agora se apresenta como esse Pastor, o bom e eterno Pastor, que não apenas cuida das ovelhas, mas dá sua vida por elas (Jo 10.11)

3- O comportamento das ovelhas. Jesus afirma que suas ovelhas o conhecem e conhecem sua voz. Não ouvem a estranhos, nem os seguem (Jo 10.4,5,14). Esse relacionamento íntimo entre Pastor e ovelha é baseado na dedicação, afeto e cuidado que Ele dedica, chamando a si as que se agradam de ouvi-lo e segui-lo. Esse é o tipo de relacionamento que Jesus quer ter com todos nós. Sua entrega pessoal já foi feita. Cabe a nós nos deleitar nEle, nos submetendo integralmente ao seu pastoreio.

SUBSÍDIO 1

Professor(a), explique aos alunos que “a porta é a entrada principal. Jesus explicou que qualquer pessoa que tentasse entrar de qualquer outro modo que não fosse pela porta seria um ladrão — esta pessoa teria más intenções. É muito provável que esta “porta” representasse a posição do Messias, porque Jesus prosseguiu dizendo: ‘Aquele que entra pela porta é o pastor das ovelhas’. Somente o pastor tem o direito de entrar no aprisco das ovelhas e chamar as suas próprias ovelhas para fora para que o sigam. Jesus repreendeu aqueles que reivindicariam liderar o povo de Deus sem considerar o Messias (que está em seu meio, mas não é reconhecido por eles). Tais líderes têm falsas ambições, desejos egoístas e más intenções. Quando o pastor chegava, ele chamava as suas próprias ovelhas pelo nome. Pelo fato das ovelhas reconhecerem a voz de seu pastor, elas vêm e o seguem, e saem para pastar.”

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II – “DOU A MINHA VIDA”

1- A abnegação de Cristo. Um dos aspectos mais extraordinários da obra de Cristo é sua entrega voluntária. O Filho de Deus não foi sacrificado à força, como se obrigado fosse. Muito pelo contrário! Foi um gesto de profundo e verdadeiro amor, fruto de sua renúncia pessoal. Por isso, disse Jesus: “[…] o Pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém a tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou” (Jo 10.17,18). No mesmo capítulo 10 de João, estando Jesus ainda em Jerusalém, vemos uma prova dessa sua condição pessoal de entrega. Quando voltou a ser interceptado pelos judeus e declarou-se igual ao Pai, quiseram apedrejá-lo (Jo 10.30,31) e procuravam “prendê-lo outra vez, mas ele escapou de suas mãos e retirou-se outra vez […]” (Jo 10.39,40). O que isso significa? Que Jesus não foi preso antes que chegasse a hora da qual vinha falando desde o começo. Na noite da prisão se entregou voluntariamente, aceitando completamente a vontade do Pai (Jo 18.4; Mt 26.39.45.51- 54).

2- Esvaziou-se a si mesmo. Talvez a mais bela descrição dessa gloriosa obra de entrega sacrificial de Cristo pela humanidade seja a que Paulo fez aos filipenses. O apóstolo fala de Cristo como Deus, esvaziando-se de sua glória para cumprir a missão redentora (Fp 2.7). Como enfatiza o teólogo pentecostal Donald Stamps, “o texto grego !…] diz literalmente, que ele ‘se esvaziou’, i.e., deixou de lado sua glória celestial (Jo 17.4), posição (Jo 5.30; Hb 5.8), riquezas (2 Co 8.9), direitos (Lc 22.27; Mt 20.28) e o uso de prerrogativas divinas (Jo 5.19; 8.28; 14.10)”. O Filho não deixou de ser Deus, pois manteve completa natureza divina, mas assumiu uma natureza humana igualmente completa. Assim, o que temos é que segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal “esse ‘esvaziar-se’ importava não somente em restrição voluntária dos seus atributos e privilégios divinos, mas também na aceitação do sofrimento, da incompreensão, dos maus-tratos, do ódio e, finalmente, da morte de maldição na cruz (vv. 7,8).” Paulo nos estimula a que tenhamos esse mesmo sentimento (Fp 2.5). Aliás, precisamos refletir o quanto temos da humildade de Cristo em nós, e o quanto ainda somos dominados por nossas mediocridades, vivendo segundo nossos próprios interesses. Devemos nos preocupar mais em servir e considerar os outros superiores a nós mesmos (Fp 2.3,4).

3- A glória de Cristo. Enquanto Lúcifer quis usurpar a glória de Deus (Is 14.12-14), Cristo esvaziou-se de sua própria glória. Essa profunda humilhação o credenciou a receber todo o poder e glória, não somente no céu, mas também na terra e debaixo da terra (Fp 2.10). Ao submeter-se inteiramente ao Pai em completa obediência e sem pecado, Jesus destronou por completo os poderes das trevas, triunfando sobre o inferno e a morte (Cl 2.15). Por isso, todo joelho se dobrará e toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai (Fp 2.10,11). Chegará o tempo em que todo o mundo, todas as nações da terra, terão de reconhecer que Jesus, o descendente de Davi, é o Cristo, o Messias. Será a implantação do seu Reino eterno, que jamais terá fim (Is 9.6,7).

SUBSÍDIO 2

Professor(a), leia com os alunos João 10.17,18 e explique que “a morte e a Devemos nos preocupar mais em servir e considerar os outros superiores a nós mesmos (Fp 2,3,4). ressurreição de Jesus, como parte do plano de Deus para a salvação do mundo, estavam sob pleno controle de Deus. Ninguém poderia matar Jesus sem seu consentimento. Se Jesus tivesse sido, meramente, um homem, suas declarações de ser Deus teriam provado que Ele era louco. Mas seus milagres provaram que suas palavras eram verdadeiras — Ele era, verdadeiramente Deus. Os líderes judeus estavam perplexos. Mas não conseguiam ver além de seus próprios preconceitos, e por isso, consideravam Jesus somente de seu ponto de vista humano e limitado.”

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Lição 09: O Sexto Sinal – A Cura de um Cego de Nascença | 1° Trimestre De 2022 | EBD – Jovens

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TEXTO PRINCIPAL

“Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo.” (Jo 9.5)

RESUMO DA LIÇÃO

Jesus sempre esteve consciente de estar vivendo segundo a perfeita vontade do Pai

LEITURA SEMANAL

SEGUNDA – Jo 9.1 Jesus viu o cego
TERÇA – Jo 9.2 Quem pecou?
QUARTA – Jo 9.4 Jesus faz a obra de Deus enquanto é dia
QUINTA – Jo 9,5 Jesus, a luz do mundo
SEXTA – Jo 9.11 “Lavei-me, e vi”
SÁBADO – Jo 9.36,38 O milagre e a conversão do cego

OBJETIVOS

APRESENTAR o sexto sinal relatado por João: Jesus cura um cego de nascença;
SABER como se deu a cura do cego;
EXPLICAR a reação dos fariseus diante do milagre realizado por Jesus,

INTERAÇÃO

Prezado(a) professor(a), na lição deste domingo estudaremos o sexto sinal: a cura de um cego de nascença. “Todos os milagres de Jesus também apontavam para quem Ele era. João dá prosseguimento ao discurso de Jesus sobre ser ‘a luz do mundo’ (Jo 8.12; 9.5) com o relato de Jesus restaurando a visão de um homem cego de nascença. Esta história ilustra a verdade espiritual de que Cristo é a Luz do Mundo. Como o mendigo cego passa a ‘ver’ que Jesus é o Messias, assim Jesus nos oferece a visão espiritual para permitir que o vejamos como o nosso Senhor e Salvador. Nós também nascemos espiritualmente cegos e precisamos do dom da visão que somente a Luz do Mundo pode proporcionar. A Luz do Mundo torna-se a nossa luz quando colocamos a nossa fé em Jesus Cristo” (Comentário do Novo Testamento. Aplicação Pessoal. Vol 1. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, p.521).

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ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor(a), para concluir a lição faça a seguinte pergunta aos alunos: “Quais foram os resultados do sexto sinal realizado por Jesus Cristo?” Ouça os alunos com atenção e depois apresente os quadros abaixo. Utilize-os mostrando os resultados do sinal realizado por Jesus e os seus ensinamentos práticos para nós.

RESULTADO FINAL

COMOÇÃOJoão 9.8
O INTERROGATÓRIOJoão 9.9-10
A PERSEGUIÇÃO. João 9.16

ENSINAMENTOS PRÁTICOS 

COMPAIXÃO VALE MAIS DO QUE A ESPECULAÇÃOJoão 9.8
O LIMITE HUMANO É NOSSA OPORTUNIDADEJoão 9.9,10.
“REMINDO 0 TEMPO”.João 9.9,10.
CONHECIMENTO ATRAVÉS DA OBEDIÊNCIA.João 9.11,17,33,35-37
A CERTEZA DA EXPERIÊNCIA.João 9.25

TEXTO BÍBLICO
João 9.1-7

1 E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença.
2 E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?
3 Jesus respondeu: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.
4 Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.
5 Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo. 6 Tendo dito isso, cuspiu na terra, e, com a saliva, fez lodo e untou com o lodo os olhos do cego.
7 E disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que significa o Enviado). Foi, pois, e lavou-se, e voltou vendo.

INTRODUÇÃO

Jesus está de volta à Judéia. Outra vez em Jerusalém, Ele prossegue seu ministério no centro religioso e político de Israel. Mais um sinal de sua divindade será manifesto, tocando em pontos sensíveis das crenças judaicas e provocando forte reação nos fariseus. Estudaremos, hoje, a cura de um cego de nascença. Mas antes de entrarmos diretamente no exame do texto, faremos uma breve apresentação dos fatos antecedentes, o que aconteceu entre o quinto sinal (Jesus andando sobre as águas) e a cura do cego, o sexto sinal, já em Jerusalém. A finalidade é proporcionar uma visão mais completa possível do conteúdo do Evangelho de João. Ainda assim não estaremos perscrutando toda a riqueza desse extraordinário livro.

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I – FATOS ANTECEDENTES

1- Uma temporada na Galileia. Depois de andar sobre as águas do mar da Galileia, Jesus fala à multidão em Cafarnaum, principal cidade da região, e se apresenta como o Pão da Vida: “o verdadeiro pão do céu” dado pelo Pai (Jo 6.22-59). Conforme João 7.1, Jesus permaneceu por algum tempo pelas cidades da Galileia, evitando ir à Judéia, “pois os judeus procuravam matá-lo”. É a segunda fase de seu ministério, como já destacamos. Com a iminência da Festa dos Tabernáculos, os irmãos de Jesus sugerem que Ele vá a Jerusalém para que também seus discípulos pudessem ver as obras que fazia (Jo 7.2), Essa é uma das muitas passagens que apresentam os irmãos de Jesus. O texto de João 7.3-5 nos mostra que Jesus enfrentava a incredulidade dentro de sua própria casa. Fato é que “nem mesmo seus irmãos criam nele” (Jo 75).

2- “Não é chegado o meu tempo”. Jesus não respondeu aos seus irmãos como um homem natural. Falou-lhes como o Filho de Deus, expondo sua missão (Jo 7.6). Isaías profetizou a rejeição que o Messias teria (Is 53.3). Isso não fez dEle uma pessoa ressentida. Jesus sempre esteve consciente de estar vivendo segundo a perfeita vontade do Pai. Não podemos nos deixar afetar por qualquer insinuação, provocação ou desprezo. Quando vivemos segundo a vontade de Deus, devemos permanecer firmes em nosso propósito; como Jesus, que jamais se abalava, sempre estava convicto de estar obedecendo e agradando ao Pai (Jo 8.29). Se estamos certos disso, fiquemos tranquilos. Preservemos nosso coração e não nos entreguemos a tristezas ou angústias,

3- Jesus vai à festa. Depois de seus irmãos terem ido a Jerusalém, Jesus fez o mesmo, mas “não manifestamente, mas como em oculto” (Jo 7.10). No meio da festa foi ao Templo e ensinava aos judeus, falando de sua missão. No último dia da festa falou da obra do Espírito Santo no interior dos que o recebessem (Jo 7.38,39). Sua mensagem provocava distintas reações na multidão. Alguns criam ser Ele o Cristo, mas o fato de ser conhecido como sendo da Galileia produzia muita dúvida: Vem, pois, o Cristo da Galiléia? Não diz a Escritura que o Cristo vem da descendência de Davi e de Belém, da aldeia de onde era Davi?” (Jo 7.41-42). Nosso resumo dos fatos antecedentes ainda inclui a ida de Jesus ao monte das Oliveiras onde costumava orar, seu retorno ao Templo para ensinar e o perdão à mulher adúltera, quando atingiu a consciência dos judeus, que queriam apedrejá-la (Jo 8.1-11).

PENSE! A condição espiritual dos irmãos de Jesus é uma demonstração de como o conhecimento de Deus decorre da fé.
PONTO IMPORTANTE! Dentre os fatos estudados está a expressa referência de João ao ministério de Jesus na Galileia

SUBSÍDIO 1

Professor(a), explique aos alunos que no capítulo 9 de João “vemos quatro reações diferentes a Jesus, Os vizinhos revelaram surpresa e ceticismo: os fariseus mostraram incredulidade e preconceito; os pais creram, mas ficaram em silêncio, temendo a excomunhão; e o homem curado mostrou fé constante e crescente. Cada reação a Jesus permitiu que o homem chegasse a um entendimento mais claro a respeito daquele que o curou.” (Bíblia de Estudo Cronológico Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD. 2015, p. 1410).

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II – A CURA DO CEGO

1- A pergunta dos discípulos. Havia entre os judeus uma crença de que toda doença era consequência de pecado, do enfermo ou de seus pais (Jo 9.34). Por isso o questionamento dos discípulos quando viram o cego de nascença: “Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?” (Jo 9.2). A grande questão da razão do sofrimento humano inquieta muita gente e já fomentou grandes debates ao longo da história. É uma grande temeridade tentar responder essa e outras grandes questões da vida através de filosofias ou pressupostos teológicos que escolham esse ou aquele extremo. São diversas as razões da existência de enfermidades e de toda espécie de sofrimento. A primeira e principal delas é a Queda. A humanidade não seria afetada por nenhum dano se não fosse o pecado. Com a transgressão de Adão e Eva o mal passou a operar no mundo (Gn 3.14-19). Ninguém escapa dessa causa geral primária. Além dela, existem também causas específicas, isto é, pecados pessoais que podem trazer terríveis consequências ao indivíduo, incluindo doenças (Jo 5.14). Há também enfermidades de causas espirituais, como no caso da mulher que andava curvada por ter um espírito de enfermidade (Lc 13.11).

2- Obras de Deus. No caso do cego em questão, a situação era outra. Não decorria de pecado ou qualquer causa espiritual de índole pessoal (Jo 9.3). De fato, aquela cura, além de expressar a misericórdia de Deus para o cego e sua família, teve amplo efeito imediato e o testemunho chegou até nós, numa clara abrangência do propósito divino. O sofrimento também pode ser permitido por Deus como prova de nossa fé, para o desenvolvimento do caráter de Cristo em nós e um maior conhecimento de sua Pessoa e vontade. Jó era um homem reto, temente a Deus e que se desviava do mal e ainda assim foi intensamente afligido. Seus amigos “teorizavam” muito sobre seu quadro, buscando explicar seus sofrimentos. Tudo em vão. Deus se manifestou a Jó não com formulações teóricas, mas com a demonstração de sua Pessoa e poder.

3- A Luz do mundo. Antes de curar o cego, Jesus fala aos discípulos sobre o significado do sinal que iria realizar: mostrar seu poder de tirar o homem das trevas e trazê-lo para a luz. Imediatamente antes do milagre, Ele diz: “[…] sou a luz do mundo” (Jo 9.5). Em seguida, cuspiu na terra, fez lodo e untou os olhos do cego; ordenou que fosse ao tanque de Siloé lavar-se, o que o cego fez e voltou vendo (Jo 9.6,7). Este sinal tem, portanto, perfeita correlação com o sermão que Jesus havia recém pregado em Jerusalém (Jo 8.12-59). Assim como aquele homem, que tinha uma cegueira congênita, toda a humanidade estava espiritualmente cega e Jesus veio trazer luz para os homens. Em um mundo de tanta escuridão e engano, em Cristo temos Luz perfeita para nosso caminho, a luz da vida (Jo 8.12).

SUBSÍDIO 2

Professor(a), leia com os alunos João 9.2,3. Explique que havia “uma crença comum, na cultura judaica, de que a calamidade ou o sofrimento era resultado de algum pecado grave. Mas Cristo usou o sofrimento deste homem para ensinar a respeito da fé e para glorificar a Deus. Nós vivemos em um mundo de pecado, em que o bom comportamento nem sempre é recompensado, e o mau comportamento, nem sempre punido. Consequentemente, às vezes pessoas inocentes sofrem. Independentemente das razões para nosso sofrimento, Jesus tem o poder de nos ajudar a lidar com ele. Quando você sofre, por uma doença, tragédia ou deficiência, tente não perguntar: ‘Porque isso aconteceu comigo?’, ou ‘O que fiz de errado?’ Em vez disso, peça que Deus lhe dê forças para enfrentar e vencer a provação e uma perspectiva mais clara do que está acontecendo.” (Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD. 2015, p. 1410).

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Lição 08: O Quinto Sinal – Jesus anda sobre o Mar | 1° Trimestre De 2022 | EBD – Jovens

EBD | 1° Trimestre De 2022 | CPAD – Revista Jovens – Tema: Tema: Jesus, o Filho de Deus – Os Sinais e Ensinos de Cristo no Evangelho de João | Escola Biblica Dominical | Lição 08: O Quinto Sinal – Jesus anda sobre o Mar

TEXTO PRINCIPAL

“E, tendo navegado uns vinte e cinco ou trinta estádios, viram Jesus andando sobre o mar e aproximando-se do barco, e temeram. Porém ele lhes disse: Sou eu; não temais.11 (Jo 6.19,20)

RESUMO DA LIÇÃO

Os discípulos se viram diante de uma situação frente a qual eram impotentes. Foi naquelas circunstâncias que Jesus se revelou a eles.

LEITURA SEMANAL

SEGUNDA – Jo 6.18 Quando o mar se levanta
TERÇA – Jo 6.19 Medo em meio à adversidade
QUARTA – Jo 6.20 “Não temais”
QUINTA – Jo 6.24 Quando Jesus entra no barco
SEXTA – Sl 121.1,2 De onde vem o nosso socorro
SÁBADO – SI 121.7 Deus nos guarda

OBJETIVOS

APRESENTAR o quinto sinal narrado no Evangelho de João: Jesus anda sobre as águas;
COMPREENDER o processo da revelação de Jesus segundo João;
SABER como se deu o treinamento dos doze apóstolos de Jesus.

INTERAÇÃO

Prezado(a) professor(a), na lição deste domingo estudaremos o quinto sinal narrado pelo apóstolo João: Jesus anda sobre o mar. O capítulo 6 de João nos mostra que depois de alimentar a multidão faminta, os discípulos de Jesus entraram em um barco em direção a Cafarnaum. Contudo, eles foram surpreendidos por uma terrível tempestade, pois as tormentas eram comuns no mar da Galileia devido a sua localização. A tempestade causou muito medo nos discípulos e os deixou abalados, pois chegaram a pensar que Jesus era um “fantasma”. Em geral, as tormentas da vida mexem com as nossas emoções. Ficamos como os discípulos no barco, temerosos e o medo nos leva a vermos “fantasmas”. Não importa a tempestade que você ou quem sabe alguns de seus alunos estejam enfrentando, tenha confiança, pois Jesus também virá em seu socorro.

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ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor(a), depois de orar para iniciar a aula faça a seguinte pergunta aos seus alunos: “Quem é Jesus Cristo para você?” Ouça com atenção a todos os alunos e incentive a participação deles, pois a participação da turma torna a aula mais interativa. Infelizmente, muitos na atualidade, falam e até conhecem algo a respeito de Jesus Cristo. Muitas pessoas também buscam a Jesus somente esperando receber um milagre. Contudo, poucos são os que reconhecem a Jesus Cristo como o Cordeiro de Deus (1.29,36); o Messias (1.41,45); o Filho de Deus (1.34,49) e na verdade, ninguém menos que o próprio Deus (1.1-3). Ao ver Jesus caminhando sobre as águas, os discípulos pensaram ser um fantasma e não o Mestre, uma visão equivocada do Filho de Deus. Que venhamos ter uma visão correta a respeito de Jesus e que Ele seja visto como o nosso Salvador e Senhor.

TEXTO BÍBLICO

João 6.16-21
16 E, quando veio a tarde, os seus discípulos desceram para o mar.
17 E, entrando no barco, passaram o mar em direção a Cafarnaum; e era já escuro, e ainda Jesus não tinha chegado perto deles.
18 E o mar se levantou, porque um grande vento assoprava.
19 E, tendo navegado uns vinte e cinco ou trinta estádios, viram Jesus andando sobre o mar e aproximando-se do barco, e temeram.
20 Porém ele lhes disse: Sou eu; não temais.
21 Então, eles, de boa mente, o receberam no barco; e logo o barco chegou à terra para onde iam.

INTRODUÇÃO

Dentre os propósitos de Cristo em seu ministério, estava o treinamento dos discípulos, Isso acontecia através da criação de oportunidades que gerassem experiências de fé. Nesta lição refletiremos a esse respeito, considerando, inclusive, como é importante que reconheçamos nossa fragilidade diante do poder de Deus, que não encontra quaisquer limites ou barreiras. Na sequência do estudo dos sinais selecionados por João, esse se destaca como mais uma contundente demonstração de sua divindade: Jesus andando sobre as águas mostra seu poder como Criador, com absoluto controle sobre todas as coisas, incluindo a criação e seus fenômenos, como uma tempestade em alto mar. Por isso podemos ter segurança nEle em meio aos maiores perigos da vida.

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I – O MAR SE LEVANTOU

1. A cronologia dos fatos. Pela narrativa feita por João, Mateus e Marcos, entendemos que a travessia do mar da Galileia foi iniciada na tarde do mesmo dia da primeira multiplicação dos pães. De Tiberíades Jesus ordenou aos discípulos que navegassem para o outro lado do lago, em direção a Cafarnaum, enquanto Ele foi orar. A travessia demandava um tempo considerável, principalmente pelas condições primitivas das embarcações. Naquela tarde e noite os discípulos já haviam navegado “uns vinte e cinco ou trinta estádios” (Jo 6.19), ou seja uns 4,5 ou 5,4 km. Com ventos contrários, isso representava longas horas. Quando Jesus foi ao encontro dos discípulos já havia passado das 3h da manhã. Mateus registra que era já a quarta vigília da noite (Mt 14.25). Portanto, já estavam no mar havia aproximadamente 12h.

2. A impetuosidade das ondas. Os discípulos se viram diante de uma situação frente a qual eram totalmente impotentes. O mar da Galileia, por sua grande extensão (20 km) e ventos inesperados, sujeitava os navegantes a fortes tempestades. No caso dos discípulos, João conta que “um grande vento assoprava” (Jo 6.18). Conforme Mateus, o barco estava “açoitado pelas ondas” (Mt 14.24). Foi naquelas pavorosas circunstâncias que Jesus apareceu “andando sobre o mar” (Jo 6.19). O Mestre se revelou como soberano que, mesmo diante de qualquer tempestade, jamais perde o controle da situação, a ponto de andar sobre as águas. O quadro é justamente esse: do ponto de vista físico e humano, havia uma tragédia iminente; a instabilidade era reinante. Do ponto de vista divino, contudo, havia plena segurança e estabilidade. Jesus apareceu, soberano, andando sobre as águas.

3. Um fantasma? A relevância desse sinal também se vê na reação dos discípulos quando veem Jesus. Marcos registra que eles “pensaram que era um fantasma e deram grandes gritos” (Mc 6.49). É de se imaginar que os discípulos não cogitassem que Jesus fosse tão poderoso a ponto de andar sobre as águas, mesmo sendo autor dos milagres que já haviam testemunhado. Como poderia não ser afetado pela impetuosidade das ondas ou qualquer força da natureza? Eles ainda não tinham uma compreensão exata de sua divindade e poder. É de se imaginar também qual seria a origem da crença que expressaram, ao imaginarem que seria um fantasma. Isso não tinha relação alguma com toda a revelação escriturística já disponível aos judeus! Precisamos ter cuidado com todo tipo de crendice. Nossa compreensão das realidades espirituais deve ter sempre uma fonte única e segura: a Palavra de Deus.

PENSE! Mesmo fazendo a vontade de Deus somos sujeitos a enfrentar crises e dificuldades na vida.
PONTO IMPORTANTE! Os discípulos assombrados são um retrato da fragilidade humana.

SUBSÍDIO 1

Professor(a), abra a sua Bíblia e procure mostrar aos alunos o “quinto sinal” nos Evangelhos de Mateus e Marcos (Mt 14.22-33; Mc 6.45-52). Em seguida explique que “nos três relatos dos Evangelhos sobre este milagre, o de João é o que inclui menos detalhes. Ele expõe a ação com moderação, e exceto por uma breve menção do pavor dos discípulos, ele dá pouca ênfase a este evento. Mateus descreve o andar de Pedro sobre as águas, destacando também o momento em que lhe faltou a fé e começou a afundar. Marcos mencionou as dificuldades que foram criadas pelo vento e pelas ondas, bem como o fato de que quando os discípulos viram Jesus, Ele estava passando por eles. Os enfoques de Mateus e Marcos destacaram o milagre e seus efeitos sobre aqueles que participaram dele; João incluiu o milagre como sendo ainda outra indicação da verdadeira identidade de Jesus.” (Comentário do Novo Testamento. Aplicação Pessoal. Vol 1. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2009, P-521).

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II – O PROCESSO DA REVELAÇÃO DE JESUS

1. “Sou eu; não temais”. Quando os discípulos, assustados e com medo, pensaram estar diante de um “fantasma”, Jesus se identificou: “Sou eu; não temais” (Jo 6.20). João relata o momento em que o recebem no barco, mas Mateus dá uma informação precedente. Pedro manifestou dúvida se realmente era Jesus: “Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas” (Mt 14.28), Jesus o chama e ele, descendo do barco, começa andar sobre as águas. Sentindo o vento forte, teve medo e começa a afundar. Clama por Jesus, que lhe estende a mão e o segura (Mt 14.31).

2. Medo e dúvida. Jesus abordou os discípulos com uma palavra de ânimo, diante do pavor que enfrentavam. Pedro pôs em dúvida sua identidade e pediu uma prova exclusiva, de ordem pessoal Foi censurado por sua incredulidade. Aprendemos com isso que o reconhecimento de nossas fragilidades encontra conforto em Deus. Ele é nosso socorro bem presente na angústia (SL 46.1). O que não devemos fazer é duvidar de sua Palavra, como fez Pedro.

3. O perigo da apostasia. As Escrituras e a História nos mostram exemplos de pessoas que exigiram provas da existência de Deus e de seu poder, não como fruto da necessidade de conhecê-lo, mas como expressão de resistente incredulidade e orgulho. Uma das fases da tentação de Cristo foi quando o Diabo o instou para que se lançasse do pináculo do Templo, exigindo que o Pai ordenasse aos anjos que o livrasse (Mt 4.6). Disse-lhe Jesus: “Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus” (Mt 4.7).

SUBSÍDIO 2

Professor(a), leia novamente com os alunos o Texto Bíblico da Lição. Explique que a tempestade no mar “foi o cenário em que os discípulos aprenderam que a presença divina vem ao homem não somente na hora da adoração no lugar sagrado, mas nos momentos inesperados e de maior necessidade (cf. Hb 416). Jesus chegou dizendo Sou eu (literalmente, ‘Eu sou’): a divina presença está aqui: não tenham medo. ‘Então, eles, de boa mente, o receberam no barco; e logo o barco chegou à terra para onde iam’. Aqui está um bonito epílogo para todo o drama.” Diga aos alunos que é preciso confiar em Jesus em todo o tempo — na bonança e na tempestade. A nossa fé nEle não pode ser alterada pelas circunstâncias, pois não vivemos firmados no que vemos ou sentimos. (Adaptado de Comentário Bíblico Beacon Vol 7. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. p. 70.)

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Lição 07: O Quarto Sinal – A Multiplicação dos Pães e Peixes | 1° Trimestre De 2022 | EBD – Jovens

EBD | 1° Trimestre De 2022 | CPAD – Revista Jovens – Tema: Tema: Jesus, o Filho de Deus – Os Sinais e Ensinos de Cristo no Evangelho de João | Escola Bíblica Dominical | Lição 07: O Quarto Sinal – A Multiplicação dos Pães e Peixes

TEXTO PRINCIPAL

” E Jesus tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos discípulos, e os discípulos, pelos que estavam assentados; e igualmente também os peixes, quanto eles queriam.” (Jo 6.11)

RESUMO DA LIÇÃO

Os sinais servem para atrair as pessoas para Cristo, a fim de que possam ouvir sua palavra e crer nEle.

LEITURA SEMANAL

SEGUNDA – Jo 6.2 Os sinais de Jesus
TERÇA – Jo 6.19 A estratégia do milagre
QUARTA – Jo 6.11 Jesus dá graças
QUINTA – Jo 6.12 Todos ficaram saciados
SEXTA – Jo 6.13 Nada se perdeu
SÁBADO – Jo 6.48 Jesus, o pão da vida

OBJETIVOS

CONHECER a segunda fase do ministério de Jesus na Galileia dos gentios;
MOSTRAR que os sinais apresentados por Jesus eram um atrativo para as multidões;
COMPREENDER que os judeus tinham um entendimento imperfeito de Jesus Cristo e seu ministério.

INTERAÇÃO

Prezado(a) professor(a), nesta lição estudaremos a quarto sinal: a multiplicação dos pães e peixes. O propósito de Jesus não era somente saciar a fome física das pessoas, mas ELE tinha como desígnio atraí-las para que ouvissem suas palavras e assim pudessem crer que Ele era e é o “Verbo que se fez carne”. Jesus não mudou. Ele tem poder para saciar as nossas necessidades materiais e espirituais. Que venhamos crer na sua provisão mesmo que as circunstâncias sejam contrárias. No decorrer da lição, enfatize também o fato de que a atuação de Jesus na Galileia é mais um sinal da amplitude do plano divino de salvação.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor(a), depois de orar para iniciar a aula, leia o Texto Bíblico da lição. Em seguida, dê início ao conteúdo da aula fazendo a seguinte pergunta: “Por que Jesus perguntou a Filipe onde eles poderiam comprar pão?” Incentive a participação de todos os alunos. Depois explique que “quando Jesus fez a pergunta a Filipe, ele começou a avaliar o custo provável, Mas Jesus queria lhe ensinar que os recursos financeiros não são mais importantes, Podemos limitar o que Deus faz em nós e através de nós, supondo o que é e o que não é possível Há alguma tarefa impossível que você acredita que Deus quer que você faça? Não deixe que sua avaliação do que não pode ser feito lhe impeça de assumir a tarefa. Deus pode fazer muitos milagres; confie que Ele trará os recursos” (Adaptado da Bíblia Cronológica Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2015, p. 1368).

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TEXTO BÍBLICO

João 6.3-12
3 E Jesus subiu ao monte e assentou-se ali com os seus discípulos.
4 E a Páscoa, a festa dos judeus, estava próxima.
5 Então, Jesus, levantando os olhos e vendo que uma grande multidão vinha ter com ele, disse a Filipe: Onde compraremos pão, para estes comerem?
6 Mas dizia isso para o experimentar; porque ele bem sabia o que havia de fazer.
7 Filipe respondeu-lhe: Duzentos dinheiros de pão não lhes bastarão, para que cada um deles tome um pouco.
8 E um dos seus discípulos, André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe:
9 Está aqui um rapaz que tem cinco pães de cevada e dois peixinhos; mas que é isso para tantos?
10 E disse Jesus: Mandai assentar os homens. E havia muita relva naquele lugar. Assentaram-se, pois, os homens em número de quase cinco mil.
11 E Jesus tomou os pães e, havendo dado graças, repartiu-os pelos discípulos, e os discípulos, pelos que estavam assentados; e igualmente também os peixes, quanto eles queriam.
12 E, quando estavam saciados, disse aos seus discípulos: Recolhei os pedaços que sobejaram, para que nada se perca

INTRODUÇÃO

Estudaremos mais um sinal miraculoso: a multiplicação dos pães e peixes. São dois os milagres de multiplicação registrados pelos evangelistas. O primeiro, de cinco pães e dois peixinhos, consta dos quatro Evangelhos. O segundo, de sete pães e “uns poucos peixinhos”, foi registrado somente por Mateus e Marcos (Mt 14.13-21; Mc 8.1-9). O primeiro milagre, alimentou quase cinco mil homens, além de mulheres e crianças (Jo 6.10). O segundo milagre, quatro mil homens, além de mulheres e crianças (Mt 15.38). O sinal de João 6 não ficou circunscrito aos discípulos, à família de um oficial do rei ou aos religiosos de Jerusalém, Alcançou uma grande multidão, e justamente na Galileia dos gentios. Consideramos esse e outros aspectos na lição de hoje.

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I – A GALILEIA DOS GENTIOS

1. A segunda fase do ministério. Na primeira fase de seu ministério, Jesus fez várias incursões à Judeia. Há intercalações, mas a segunda fase ocorre proeminentemente na Galileia, e a terceira e última é a consumação, novamente na Judeia. A narrativa de João da primeira multiplicação perpassa por essa fase mais intensa na Galileia, em perfeita consonância com os demais Evangelhos, que cobre mais o ministério de Cristo entre os galileus. Isso nos indica mais um propósito de João, de ampliar aos seus leitores o conhecimento do ministério de Jesus, cobrindo tempo maior de sua vida e obra em relação aos sinóticos, cujas narrativas atingem apenas cerca de um ano da vida do Messias e a consumação nos dias finais em Jerusalém. Mais que um propósito de João, vemos a perfeição da obra revelacional dirigida pelo Espírito Santo. Abrir este parêntese e falar um pouco sobre o ministério de Jesus entre os galileus demonstra como isso não passou totalmente ao largo das narrativas joaninas. Em João 7.1 há um registro sintético dessa fase, ao dizer que “Jesus andava pela Galiléia e já não queria andar pela Judéia, pois os judeus procuravam matá-lo.” Há, portanto, uma complementaridade narrativa entre todos os Evangelhos.

2. Por que Galileia dos gentios? A Galileia está situada ao norte de Israel, a oeste do rio Jordão, em torno e acima do grande lago que leva o mesmo nome. Em Isaías 9.1 é chamada de Galiléia dos gentios”, a terra de Zebulom e de Naftali, as tribos que nos dias de Josué herdaram a região (Js 19.10-16,32-39). Foi devastada quando da invasão da Assíria, em 733 a.C„ e teve sua ocupação alterada (2 Rs 15.29). Registros históricos citados pela Bíblia de Estudo Holman dão conta de que para lá foram levados egípcios, árabes, fenícios e gregos. Isso levou a Galileia a ser uma região considerada predominantemente como gentia e pagã. Por isso era considerada como Galiléia dos gentios ou Galiléia das nações. A segunda fase do ministério de Jesus, portanto, é uma eloquente demonstração do quanto Ele se dedicou a essa população heterogênea, revelando o caráter universal de sua missão.

3. A Galileia nos dias de Jesus. A predominância gentílica na Galiléia recebeu sensível mudança depois que Herodes a anexou ao seu reino, mas isso não eliminou a miscigenação. Para lá afluíram muitos judeus e a região se tornou mais populosa. Tinha cerca de 240 cidades e vilas, segundo Flávio Josefo. As principais eram Cafarnaum, Nazaré e Tiberíades, a capital. Por sua histórica heterogeneidade e por ter uma cultura bastante influenciada por gregos e romanos, o termo Galileu ganhou um conceito pejorativo entre os judeus da Judeia. Esse era um dos motivos que apresentavam para a rejeição de Jesus, que consideravam ser galileu. Até nesse aspecto vemos a sabedoria divina em ação, confundindo aqueles que, pela dureza do coração, rejeitavam o Salvador.

PENSE! A completude e perfeição das Escrituras são o resultado da ação do Espírito Santo.
PONTO IMPORTANTE! A atuação de Jesus na Galileia é mais um sinal da amplitude do plano divino de salvação.

SUBSÍDIO 1

Professor(a), ‘grande multidão o seguia, porque via os sinais que operava sobre os enfermos. Os verbos seguia e operava no tempo imperfeito em grego. Eles poderiam ser traduzidos, respectivamente: estava continuamente seguindo’ e ‘estava continuamente operando’. A
atividade de cura de Jesus regularmente atraía as multidões na Galileia,” (Adaptado de Comentário Bíblico Beacon. Vol 7. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. p. 68.)

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II – SEGUINDO OS SINAIS

1. Um atrativo para as multidões. Os sinais jamais podem ser vistos como um fim em si mesmo, ou seja, não podemos nos relacionar com Deus por causa dos para atrair as pessoas para Cristo, a fim de que possam ouvir sua Palavra e crer nEle. Jesus realizou muitos milagres e prometeu que suas testemunhas receberiam poder para realizar obras ainda maiores (Jo 14.12), incluindo expulsar demônios, falar novas línguas, operar maravilhas e curas. Quando os discípulos saíram pregando, o Senhor Jesus cooperava com eles, “confirmando a palavra com os sinais que se seguiram” (Mc 16.20). Os sinais não cessaram no primeiro século. Têm acontecido durante toda a história da Igreja e ainda se manifestam entre nós. Precisamos buscá-los com fé, pois disse Jesus: “E tudo o quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho” (Jo 14.13).

2. O propósito revelacional. João registra que a multidão seguia a Jesus “porque via os sinais que operava sobre os enfermos” (Jo 6.2). Nessa movimentação pública, Jesus prossegue seu ministério de milagres e pregação, sempre no propósito de revelar-se à humanidade. Mais uma vez age no sentido de demonstrar, com clareza, a impossibilidade humana de solucionar o problema instaurado, ao questionar Filipe sobre a compra de pães para alimentar a multidão. Como acentua o evangelista, na verdade Jesus “bem sabia o que havia de fazer” (Jo 6.6). Ou seja, o propósito foi específico: realizar o sinal para revelar seu poder aos homens, a fim de que cressem nEle.

3. “Está aqui um rapaz”. Além de o lugar ser afastado, Filipe indicou o obstáculo financeiro, já que para supri-los de pão seriam necessários mais que duzentos dinheiros, o equivalente a cerca de dez meses de trabalho. Diante disso, André informa que havia ali um rapaz que tinha cinco pães de cevada e dois peixinhos, mas logo reconhece que isso era absolutamente nada para a multidão reunida (Jo 6.9). De qualquer sorte, a informação trazida por André foi válida, porque foi a partir dessa insuficiência humana, seguida de uma atitude de desprendimento, que houve a operação do milagre. A lição que tiramos é: o pouco que temos é realmente insuficiente, mas quando entregue a Jesus pode se tomar muito e servir para alimentar grandes multidões. Da mesma forma que Jesus operou aquele milagre a partir do pouco que tinha aquele jovem, pode fazê-lo em relação a qualquer um de nós, desde que coloquemos em suas mãos tudo o que somos e temos. Com o rapaz, aqueles cinco pães e dois peixinhos continuariam sendo cinco pães e dois peixinhos. Entregues a Jesus, foram multiplicados, alimentaram a multidão e ainda sobejaram, enchendo doze cestos de pedaços dos pães (Jo 6.11-13).

PENSE! Não podemos nos acomodar a uma religião sem o sobrenatural.
PONTO IMPORTANTE! Reter o que temos para nós mesmos revela nossa mediocridade.

SUBSÍDIO 2

Professor(a), ao comentar o tópico II da lição, diga aos alunos que “nada é demasiado pequeno nas mãos dAquele que criou os céus e a terra, quando entregue às suas mãos, Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes, 1 Co 1.27.” (BOYER. Orlando. Espada Cortante. Lucas, João e Atos. Vol 2. Rio de Janeiro: CPAD. 2007, p.265.)

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Lição 12: As Epístolas Instruem e Formam os Cristãos | 1° Trimestre De 2022 | EBD- Adultos

EBD | 1° Trimestre De 2022 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre: A Supremacia das Escrituras: A Inspiração, Inerrante e Infalível Palavra de Deus | Escola Biblica Dominical | Lição 12: As Epístolas instruem e formam os Cristãos

TEXTO ÁUREO

“A graça, a misericórdia, a paz, da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, sejam convosco na verdade e amor.” (2 Jo 1.3)

VERDADE PRÁTICA

As epístolas apresentam instruções vitais para a compreensão da doutrina cristã, bem como para a formação dos cristãos.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Rm 1.17 Em Cristo descobrimos a justiça de Deus: o justo viverá pela fé
Terça – Ef 1.22,23 Cristo é o cabeça; e a Igreja, o seu Corpo
Quinta – 1 Jo 1.6,7 O salvo deve viver em comunhão com os irmãos
Sexta – 2 Co 7.1 O crente deve purificar-se de toda imundícia da carne e do espírito
Sábado – Ef 4.13 0 cristão deve buscar a medida da estatura de Cristo

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
l Coríntios 1.1-3; 1 Pedro 1.1,2; 2 João 1.1-3

l Coríntios 1
1- Paulo (chamado apóstolo de Jesus Cristo, pela vontade de Deus) e o irmão Sóstenes,
2 – À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos, com todos os que em todo o lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso:6
3 – graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

1 Pedro 1
1 – Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos estrangeiros dispersos no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia;
2 – Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas.

2 João 1
1 – O ancião à senhora eleita e a seus filhos, aos quais amo na verdade e não somente eu, mas também todos os que têm conhecido a verdade,
2 – Por amor da verdade que está em nós e para sempre estará conosco.
3 – A graça, a misericórdia, a paz, da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo, o Filho do Pai, seja convosco na verdade e amor.

Hinos Sugeridos: 117,190, 533 da Harpa Cristã

PLANO DE AULA

1- INTRODUÇÃO
A lição desta semana tem como proposta apresentar o conjunto de doutrinas entregue à Igreja do Senhor por intermédio dos autores das epístolas do Novo Testamento. O conteúdo dessas epístolas tem como função instruir e formar os crentes no que diz respeito à fé cristã, bem como prepará-los para o encontro com o Senhor por ocasião do arrebatamento da Igreja.
2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Apresentar a instrução doutrinária de Paulo às igrejas no que diz respeito a pessoa de Jesus Cristo e acerca das últim as coisas;
II) Expor a natureza das epístolas gerais a respeito da fé, santificação, combate aos falsos ensinos e esperança da vida eterna;
III) ressaltar a atualidade das epístolas do Novo Testamento no tocante às doutrinas da justificação, santificação e glorificação do crente.
B) Motivação: É fundamental que o crente conheça as doutrinas bíblicas registradas nas Cartas do Novo Testamento. Seus ensinamentos trazem o aperfeiçoamento da fé e o amadurecimento do caráter Cristão.
C) Sugestão de Método: Elabore com seus alunos uma lista com o nome de cada epístola do Novo testamento e o seu respectivo propósito. Faça isso na lousa. Você pode consultar a Bíblia de Estudo Pentecostal para elaborar a lista. Reforce aos seus alunos que conhecer a natureza de cada epístola ajuda a direcionar a leitura e interpretar a mensagem intrínseca em cada epístola.
3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Tudo o que a Igreja precisa conhecer no que diz respeito à vontade de Deus está na Bíblia. As epístolas, inclusive, trazem as instruções doutrinárias que orientam os crentes à prática da fé, a santificação e preparação para a vida eterna.
4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão: Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios às Lições Bíblicas. Na edição 88, p. 42, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará um auxílio que dará suporte na preparação de sua aula:
1) O texto “Epístola” aprofunda o primeiro tópico, explicando o conceito de epístola bíblica e sua mensagem aos crentes da igreja primitiva;
2) O texto “ O que é o Processo de Comunicação”, localizado no final do terceiro tópico, traz ao docente uma reflexão a respeito do processo de comunicação do docente com o aluno. Será que a forma como nos comunicamos com os alunos tem sido eficiente?

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INTRODUÇÃO

As Epístolas correspondem a 21 dos 27 livros do Novo Testamento. As treze escritas por Paulo são denominadas de “paulinas” . As oito epístolas restantes são de outros autores e designadas de “gerais”. Nesta lição, agrupamos as Epístolas por temas e autoria, destacamos alguns de seus aspectos doutrinários

Palavra-Chave: EPÍSTOLA

I – COMO AS EPÍSTOLAS PAULINAS NOS INSTRUEM

1- Instruções salvíficas. Nesse grupo, enfatizamos os aspectos da doutrina da salvação. Aos Romanos destaca-se que “o justo viverá pela fé” (Rm 1.17). Cristo nos libertou do pecado mediante seu sacrifício remidor. Dessa forma, pela fé em Cristo, somos declarados justos (Rm 3.23-25). Aos Gálatas, Paulo assevera que ninguém é “justificado pelas obras da lei” (G1 2.16), e que somente a fé em Cristo nos liberta do jugo do pecado (G1 5.1). Em 1 Coríntios ressalta-se a mensagem do “Cristo crucificado ” (1 Co 1.23), que morreu pelos nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia (l Co 15.3- 4). Em 2 Coríntios frisa -se o “ ministério da reconciliação” (2 Co 5.18), em que Cristo levou os nossos pecados e nos reconciliou com Deus (2 Co 5.19-21).

2- Instruções a respeito de Cristo. Nesse enfoque, o destaque são os aspectos da doutrina de Cristo. Aos Efésios, o tema é “Cristo, como cabeça – e a Igreja, o seu corpo” (Ef 1.22,23). Nesse sentido, a Igreja foi eleita em Cristo (Ef 1.4) e redimida em Cristo (Ef 1.7) para a glória de Cristo (Ef 1.12). Aos Filipenses, a mensagem enfatiza que “o viver é Cristo” (Fp 1.21). Ele é o segredo da verdadeira alegria e o modelo de vida para o salvo (Fp 1.4; 2.2-16). Aos Colossenses, Paulo sublinha que a “vossa vida está escondida com Cristo” (Cl 3.3). A igreja está unida em Cristo, morta e ressuscitada com Cristo (Cl 2.2,10,20; 3.1). Em suma, Cristo é a suficiência para todo o cristão.

3- Instruções sobre as últimas coisas. Esses ensinos enfatizam os aspectos da vinda de Jesus. Em 1 Tessalonicenses, Paulo ensina que no retorno de Cristo “nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados” (1 Ts 4.17), sendo necessário, para esperar o Senhor, conservar irrepreensível o espírito, a alma e o corpo (l Ts 5.23). Em 2 Tessalonicenses, o apóstolo esclarece que, após o arrebatamento da Igreja, o “ Dia do Senhor” se iniciará com a manifestação do Anticristo (2 Ts 2.2,3,8). Enquanto o salvo aguarda a volta de Cristo, deve orar para que o Evangelho tenha livre curso, e vigiar para não viver desordenadamente (2 Ts 3.1,11,12). As duas epístolas alertam a respeito da necessidade de preparar-se para a vinda do Senhor.

4- Instruções pastorais e pessoais. As Epístolas particulares abrangem instruções de natureza prática. Dentre outros temas, em 1 Timóteo, Paulo orienta o combate às heresias por meio da “sã doutrina” (1 Tm 1.3,9,10). Em vista disso, o líder deve ser apto para ensinar (1 Tm 3.2; 4.13,16). Em 2 Timóteo ratifica-se que o obreiro deve manejar “bem a palavra da verdade” (2 Tm 2.15) a fim de produzir arrependimento nos que resistem (2 Tm 2.25). Em Tito, o pastor deve contrapor os falsos ensinos (Tt 1.5,10,11), e para tanto é exortado a falar “o que convém à sã doutrina” (Tt 2.1). Em Filem om , a mensagem enfatiza o perdão. O transgressor arrependido deve ser recebido “mais do que servo, como irmão amado” (Fm 1.16).

SINÓPSE I

As epístolas paulinas nos instruem a respeito de Cristo, sobre as últimas coisas e trazem instruções pastorais e pessoais.

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AUXÍLIO DE BIBLIOLÓGICO

“Epístolas
No uso geral, o termo epístola refere-se à correspondência escrita , seja particular ou pública. […] No Novo Testamento, o termo grego espistole ocorre 24 vezes e é a designação de 21 dos escritos do Novo Testamento […] Em geral, as epístolas do Novo Testamento seguem a forma padrão das cartas antigas, com o poder ser visto pelo estudo da extensa correspondência em papiros que foi preservada . A ordem epistolar usual e de bem estar dos leitores, corpo da carta e saudações finais. Alguns, seguindo a sugestão de A. Deissmann , têm feito uma distinção entre cartas e epístolas. As cartas seriam pessoais, com trechos não-literários sem a intenção de uso permanente, ao passo que as epístolas seriam impessoais, com trechos literários, escritas para um público mais geral e com a intenção de permanência. Outros tem corretamente insistido que esta distinção é demasiadamente sofisticada e simplificada. A maioria das epístolas do Novo Testamento combina elementos tanto de cartas como de epístolas, conforme distinguido por Deissmann. A correspondência do Novo Testamento foi, em sua maior parte, escrita em resposta a cartas ou palavras pessoais com relação a problemas ou necessidades que exigiram um tratamento por parte de alguém que tivesse autoridade apostólica” (Dicionário Bíblico Wyclifee. Rio de Janeiro: CPAD, 2006, pp.652,53).

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II – COMO AS EPÍSTOLAS GERAIS NOS FORMAM

1- As Epístolas de Pedro. 1 Pedro aborda o sofrimento cristão (1 Pe 1.6). Ela ensina que as provações fortalecem a fé (1 Pe 1.7), que é preciso santificar-se (1 Pe 1.15), suportar os agravos (1 Pe 2.19) e alegrar-se nas aflições (1 Pe 4.13). Assegura que o próprio Deus é quem aperfeiçoa, confirma, fortifica e estabelece o crente fiel (1 Pe 5.10). Em 2 Pedro, a mensagem faz alerta aos ensinos dos falsos mestres, tais como: negar a divindade e a segunda vinda de Cristo (2 Pe 2.1; 3.4). Pedro contesta tais heresias, ratifica que Jesus é o Filho de Deus (2 Pe 1.16,17) e anima a Igreja a manter-se imaculada até a volta do Senhor (2 Pe 3.14).

2- As Epístolas de João. 1 João adverte sobre o falso ensino que negava a encarnação de Jesus (1 Jo 1.1; 4.2,3) e as demais heresias gnósticas (1Jo 5.13-21). Explica que o salvo deve viver em comunhão com os irmãos (1 Jo 1.6,7); afastar-se da prática do pecado (1 Jo 2.1; 3.7); amar uns aos outros (l Jo 4.11); e vencer o mundo por meio da fé (1 Jo 5.4). Em 2 João, as heresias do docetismo e gnosticismo são novamente refutadas (2 Jo 1.7,8). A Igreja é exortada a perseverar na doutrina de Cristo (2 Jo 1.9) e a usar de sabedoria ao receber pessoas em casa (2 Jo 1.10,11). Em 3 João destaca-se a fidelidade de Gaio e Demétrio (3 Jo 1.5-8,12) e a reprovação do mau testemunho de Diótrefes (3 Jo 1.9,10). Por fim, João adverte ao cristão: “ não sigas o mal, mas o bem ” (3 Jo 1.11).

3- As outras Gerais. Aos Hebreus, a ênfase repousa na supremacia de Cristo (Hb 1.1). Ele é o Sumo-Sacerdote que por seu próprio sangue executou uma eterna redenção (Hb 9.11,12). Desse modo, o crente é estimulado a olhar para Cristo, o “autor e consumador da fé” (Hb 12.2). Em Tiago, o autor esclarece que “a fé sem obras é morta” (Tg 2.26). Acentua que a fé deve ser mostrada em ações (Tg 2.14). Por isso, o texto adverte o cristão a ser praticante da Palavra, e não somente ouvinte (Tg 1.22). Em Judas, o salvo é exortado a “batalhar pela fé” (Jd 1.3). Isso por causa dos hereges infiltrados na Igreja (Jd 1.4). Assim , o crente é instruído a orar e a preservar a esperança da vida eterna (Jd 1.20,21).

SINÓPSE II

As epístolas gerais advertem o crente a respeito da santificação, dos falsos ensinos; e enfatizam a supremacia de Cristo e a esperança da vida eterna.

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Lição 11: Lucas – Atos: O Modelo Pentecostal para Hoje | 1° Trimestre De 2022 | EBD – Adultos


BD
 | 1° Trimestre De 2022 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre: A Supremacia das Escrituras: A Inspiração, Inerrante e Infalível Palavra de Deus | Escola Biblica Dominical | Lição 11: Lucas – Atos: O Modelo Pentecostal para Hoje

TEXTO ÁUREO

“E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem .” (At 2.4)

VERDADE PRÁTICA

A atividade do Espírito Santo e suas implicações na vida cristã são o padrão bíblico adotado pelo crente pentecostal.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Lc 3.16 O poder de Cristo em batizar no Espírito Santo e com fogo
Terça – Lc 3.21,22 O Espírito Santo em forma de pomba e um a voz do céu identificam o Messias
Quarta – At 1.8 A virtude do Espírito capacita o crente para a obra de evangelização
Quinta – At 2.2,3 Sinais sobrenaturais marcaram o advento do Espírito Santo
Sexta – At 2.4; 10.46; 19.6 O “falar em línguas” é a evidência física inicial do Batismo no Espírito Santo
Sábado – At 2.17-20 O derramamento do Espírito Santo permanecerá até o Dia do Senhor

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Lucas 1.21,22; Atos 2.1-4

Lucas 1
21 – E o povo estava esperando a Zacarias e maravilhou-se de que tanto se demorasse no templo.
22 – E, saindo ele, não lhes podia falar; e entenderam que tivera alguma visão no templo. E falava por acenos e ficou mudo.

Atos 2
1 – Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar;
2 – E, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.
3 – E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.
4 – E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.

Hinos Sugeridos: 5, 85, 290 da Harpa Cristã

PLANO DE AULA

1- INTRODUÇÃO
Nesta lição, temos como propósito destacar que a ação do Espírito Santo na vida de Jesus em Lucas e da igreja em Atos com a finalidade de capacitá -la para a proclamação do Evangelho em continuidade ao ministério de Jesus. Veremos que esse modo de viver serve de modelo para a igreja dos dias atuais. Assim como no início da igreja, os crentes atuais precisam buscar 0 Batismo no Espírito Santo com o revestimento de poder do Alto para realizar a obra de Deus e alcançar uma vida cristã vitoriosa.
2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Enfatizar a ação do Espírito Santo na vida e ministério de Jesus em Lucas;
II) Ressaltar que a manifestação do Espírito Santo no ministério da igreja em Atos é cumprimento da promessa de Deus revelada por intermédio do profeta Joel;
III) Apontar que o Batismo no Espírito Santo é uma promessa atual e deve ser buscado por todos os crentes como capacitação para o serviço cristão.
B) Motivação: O Espírito Santo é a fonte inspiradora e capacitadora da igreja. Os crentes são intrinsecamente dependentes do Espírito Santo tanto no que diz respeito ao serviço prestado na obra de Deus quanto a uma vida íntegra e testemunhante das verdades bíblicas. É preciso buscar continuamente o revestimento do Espírito.
C) Sugestão de Método: Com a ajuda de seus alunos, realize um mapa conceitual. Anote no centro do quadro a palavra “Espírito Santo” , e com a ajuda dos alunos, relaciona em torno desta palavra quais as manifestações do Espírito Santo encontrados no livro de Atos dos Apóstolos que confirmam o cumprimento da promessa de Deus anunciada pelo profeta Joel (cf. J1 2.28-31).
3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Converse com seus alunos sobre a experiência do Batismo no Espírito Santo. Reforce que o Espírito Santo habita o crente quando este aceita Jesus como Salvador. No entanto, o crente deve buscar o revestimento de poder para realizar a obra de Deus com afinco. Aproveite para ouvir as experiências daqueles que foram batizados no Espírito Santo.
4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão: Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios às Lições Bíblicas. Na edição 88, p. 41, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará um auxílio que dará suporte na preparação de sua aula:
1) O texto “ O Propósito do Batismo no Espírito Santo” , ao final do primeiro tópico, ressalta que o Batismo no Espírito Santo é a porta de entrada para vários dons do Espírito;
2) O texto “ Línguas como evidência do Batismo no Espírito Santo” , localizado no final do terceiro tópico, aprofunda a questão das línguas como evidência física e inicial do Batismo no Espírito Santo.

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INTRODUÇÃO

Lucas-Atos são dois volumes de autoria do médico amado (Cl 4.14). Os relatos são escritos a partir de premissas históricas e teológicas. Registram que a unção do Espírito que repousava em Jesus, também foi concedida à Igreja (At 2.33). Desde os Pentecostes, o derramar do Espírito Santo permanece como modelo para a Igreja de Cristo.

Palavra-Chave: ESPÍRITO

I – O EVANGELHO DE LUCAS: O ESPÍRITO SANTO NO MINISTÉRIO DE CRISTO

1- O Espírito Santo no Evangelho. Lucas registra os fatos acerca da vida e obra de Cristo (Lc 1.1-3). O evangelista enfatiza o papel do Espírito no advento do Messias. A ação do Espírito é percebida na vida do precursor de Cristo, João Batista (Lc 1.13,15); na vida de Isabel e Zacarias – seus pais (Lc 1.13,67); na concepção virginal de Maria (Lc 1.35); e na vida de Simeão ao conhecer o Messias antes de morrer (Lc 2.25-32). O Evangelho ainda ressalta o poder de Cristo em batizar no Espírito Santo e com fogo (Lc 3.16).

2- O Espírito Santo e o batismo de Cristo. Ao descrever o batismo de Jesus no Jordão, Lucas informa que estando o Senhor orando, o céu se abriu (Lc 3.21), o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma de pomba (Lc 3.22a); e um a voz do céu dizia: “Tu és o meu Filho amado” (Lc 3.22). O evento da descida do Espírito e a voz que o identificava como Filho de Deus tinham como propósito marcar o início do ministério público de Jesus (Lc 4.1,14,18). Também serviram como sinal para João Batista confirmar que Jesus era o Cristo (Jo 1.32,33).

3- O Espírito Santo e a tentação de Cristo. Após o batismo nas águas, e cheio do Espírito Santo (Lc 4.1a), Jesus foi impelido pelo Espírito ao deserto, e lá foi tentado pelo Diabo durante quarenta dias (Lc 4.1b; 4.2a). Nesse período, manteve a comunhão com o Pai, e se fortaleceu por meio da oração e do jejum (Lc 4.2b). A vitória do Senhor sobre a tentação demonstra que Ele estava capacitado para cumprir o seu ministério. Cristo venceu o Diabo pelo poder do Espírito e da Palavra de Deus (Lc 4.4,8,12,13).

4- O Espírito Santo e a missão de Cristo. Vencida a tentação no deserto, Jesus voltou à Galiléia, conduzido pelo Espírito (Lc 4.14). Após ministrar em alguns lugares, dirigiu-se para Nazaré (Lc 4.15,16). Na sinagoga, ao abrir o rolo de Isaías, leu a passagem que dizia: “O Espírito do Senhor é sobre mim ” (Lc 4.18; cf. Is 61.1,2). Ao terminar a leitura, o Senhor afirmou: “hoje se cumpriu esta Escritura ” (Lc 4.21). Aqui, o Senhor declara que a unção do Espírito qualifica seu ministério para evangelizar, curar, libertar e restaurar os pecadores (Lc 4.18,19).

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SINÓPSE I

A unção do Espírito Santo esteve presente na vida e ministério do Senhor Jesus, capacitando-o a cumprir a missão para a qual Deus Pai o havia enviado.

AUXÍLIO TEOLÓGICO

“O Propósito do Batismo no Espírito Santo
Em adição ao poder para servir, através do qual o indivíduo se torna canal de testemunho para o mundo, o batismo no Espírito transforma-se na entrada para um tipo de adoração que abençoa os santos reunidos de Deus. O batismo é a porta de entrada dos vários ministérios espirituais, chamados dons do Espírito. Visto que tais dons visam a edificação da igreja local […]. Os que se converteram foram batizados em águas e no Espírito Santo, no dia de Pentecostes. Mostraram novas evidências da obra do Espírito em suas vidas, conforme Atos 2.42,46,47: ‘E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão e nas orações. E, perseverando unânime em todos os dias no templo e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e caindo na graça de todo o povo.

E todos os dias acrescentava o Senhor aqueles que se haviam de salvar ’. Temos aqui a descrição de uma obra contínua do Espírito, que aprofundou a experiência dos crentes e seu amor a Deus e à sua Palavra, uns pelos outros e pelos perdidos. […] Assim também o batismo no Espírito Santo é apenas uma porta para uma relação crescente entre Ele mesmo o e os crentes. Essa relação leva a um a vida de serviço, onde os dons do Espírito provém poder e sabedoria para divulgação do evangelho e o crescimento da Igreja, com o evidenciado pela sua rápida propagação em muitas áreas do mundo atual” (HORTON, Stanley M; MENZIES, William W. Doutrinas Bíblicas: Os Fundamentos da Fé Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, pp.105,106).

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II – ATOS DOS APÓSTOLOS: O ESPÍRITO SANTO NO MINISTÉRIO DA IGREJA

1- O Espírito Santo em Atos. Ao concluir o Evangelho, Lucas anota que Jesus instruiu os discípulos a esperarem o revestimento de poder do alto (Lc 24.49). Após o Senhor ter sido elevado aos céus, o livro de Atos dá prosseguimento a essa narrativa (At 1.1-4). O autor ratifica que o derramamento do Espírito era a capacitação necessária para a evangelização dos povos (At 1.8). Relata que cerca de 120 discípulos voltaram a Jerusalém e, em oração, aguardaram o revestimento de poder (At 1.12-15). Portanto, Atos registra a ação do Espírito na inauguração histórica da Igreja como agência de Cristo. Trata-se da continuação da obra de Jesus por meio dos discípulos capacitados pelo Espírito Santo (At 2.38).

2- A promessa cumprida no Pentecostes. O batismo no Espírito Santo remonta a profecia de Joel (Jl 2.28). Cristo a ratificou como sendo “ a promessa do Pai” (At 1.4). O cumprimento se deu no dia de Pentecostes (At 2.1). Os discípulos foram cheios do Espírito Santo e falaram em outras línguas (At 2.4). Sinais sobrenaturais marcaram o advento do Espírito Santo: o “som como de um vento” (At 2.2); as “línguas como que de fogo” (At 2.3). Desses fenômenos, somente o falar em línguas se repetiria nos demais registros de Atos. Desse modo, a partir do Pentecostes, os discípulos começaram a pregar pelo poder do Espírito. Muitas maravilhas e sinais eram operados, e as almas eram alcançadas (At 2.43,47).

3- A expansão da Igreja Primitiva. O poder do Espírito capacitou os crentes para o serviço cristão. Já no primeiro sermão, Pedro anunciou Cristo com intrepidez, e quase 3.000 almas se converteram (At 2.36,38,41). Após a cura do coxo à porta do Templo, e a ministração da Palavra, quase 5.000 se renderam ao Senhor (At 3.8,19; 4.4). Felipe, na virtude do Espírito, pregou em Samaria, e vidas foram salvas (At 8.5-13). Cornélio e sua casa receberam o Evangelho pelo mover do Espírito (At 10.24-29). Paulo, cheio do Espírito, alvoroçou o mundo, e milhares de almas foram salvas e curadas pela pregação do Evangelho (At 9 -15,17; 17-6 ; 19.10; 24.5). Esses relatos demonstram a ação do Espírito Santo na propagação do Reino de Deus

SINÓPSE II

A manifestação do Espírito Santo em Atos dos Apóstolos revela a inauguração da história da Igreja como agência de Cristo.

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Lição 10: As Profecias despertam e trazem Esperança | 1° Trimestre De 2022 | EBD – Adultos

EBD | 1° Trimestre De 2022 | CPAD – Adultos – Tema do Trimestre: A Supremacia das Escrituras: A Inspiração, Inerrante e Infalível Palavra de Deus | Escola Biblica Dominical | Lição 10: As Profecias despertam e trazem Esperança

TEXTO ÁUREO

“Bem -aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.” (Ap 1.3)

VERDADE PRÁTICA

As profecias são mensagens que expressam a soberana vontade do Senhor. Elas servem para alertar o povo de Deus, produzindo esperança e confiança nas promessas divinas.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Hb 1.1 Deus falou muitas vezes e de várias maneiras por meio dos profetas
Terça – Jr 50.19,20 Deus prometeu a restauração do remanescente da nação eleita
Quinta – Mq 4.10 O Senhor confirma a restauração de Judá do cativeiro babilônico
Sexta – Zc 3.8 O profeta anuncia a vinda do Messias, como o renovo do Senhor
Sábado – Ap 21.2-4 O pecado será banido para sempre e os eleitos herdarão a Nova Jerusalém

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Jeremias 1.4-10; Joel 1.1-3; Apocalipse 1.1-3

Apocalipse 1
1- Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu, servo,
2- o qual testificou da palavra de Deus, e do testemunho de Jesus Cristo, e de tudo que tem visto.
3- Bem -aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo.

Hinos Sugeridos: 28, 84, 259 da Harpa Cristã

PLANO DE AULA

1- INTRODUÇÃO
Nesta lição estudaremos a profecia bíblica, no Antigo e no Novo Testamentos. Os profetas foram pessoas escolhidas por Deus para anunciar a sua revelação. A mensagem profética tinha o propósito de gerar despertamento, arrependimento e/ou fortalecimento da fé e da esperança. Dada sua importância, estudaremos a ação ministerial dos profetas maiores e menores, que se dirigiram aos hebreus e a outras nações. Também veremos o conteúdo de Apocalipse, visto que se trata de uma mensagem profética direcionada à Igreja de Cristo.
2- APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
A) Objetivos da Lição:
I) Destacar a atuação ministerial de Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel;
II) Conhecer o período e a região geográfica de atuação dos Profetas Menores;
III) Entender o propósito e mensagem do livro de Apocalipse.
B) Motivação: As profecias bíblicas são uma demonstração da Graça de Deus que se manifesta e se revela ao seu povo no tempo e na História.
C) Sugestão de Método: A fim de introduzir o segundo tópico, escreva os nomes dos doze profetas menores em tiras de papéis e distribua-os entre os alunos da sua turma. Peça que cada um fale o que sabe ou lembra sobre o profeta selecionado.
3- CONCLUSÃO DA LIÇÃO
A) Aplicação: Explique aos seus alunos que a profecia bíblica é uma mensagem de despertamento e/ou esperança. Ressalta que os livros proféticos tem um forte apelo à prática da justiça e da misericórdia.
4- SUBSÍDIO AO PROFESSOR
A) Revista Ensinador Cristão: Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios às Lições Bíblicas. Na edição 88, p.41, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará um auxílio que dará suporte na preparação de sua aula:
l) O auxílio “o ofício do profeta ” , localizado ao final do primeiro tópico, reflete sobre o significado dos termos em hebraico que são utilizados para compor o conceito de profeta no Antigo Testamento;
2) O auxílio “ Uma Visão Geral do Apocalipse”, localizado ao final do terceiro tópico, traz uma introdução ao último livro da Bíblia. Lê-lo reverentemente gera oportunidade de desfrutar das mais ricas bênçãos espirituais.

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INTRODUÇÃO

Os livros proféticos do Antigo Testamento se dividem em “ Profetas Maiores” e “Profetas Menores”. A designação serve para diferenciar o tamanho dos livros e não o grau de importância de seus autores. Os Profetas Maiores são Isaías, Jeremias, Lamentações, Ezequiel e Daniel. Já os outros doze, de Oséias a Malaquias, são os Profetas Menores. No Novo Testamento apenas o livro de Apocalipse é classificado como profético. A mensagem deste livro desperta e, ao mesmo tempo, produz esperança para o povo de Deus.

Palavra-Chave: ESPERANÇA

I – OS PROFETAS MAIORES

1- Os profetas e a profecia. A palavra grega prophetes significa proclamador e intérprete da revelação divina. No hebraico, a palavra frequentemente usada é nãbi, como sendo aquele que declara uma mensagem em nome de Deus. Os profetas tinham acesso à presença dos reis, ofereciam-lhes assessoramento e, quando necessário, até censuravam os seus atos (Is 37.5-7; 2 Sm 12.7). O Dicionário Vine atesta que o termo grego para profecia é propheteia que significa “ descrição antecipada da vontade de Deus, quer com referência ao passado, quer do presente ou futuro” (Gn 20.7; Ap 1.19 ). A Bíblia registra que Deus falou muitas vezes e de várias maneiras por meio dos profetas (Hb 1.1).

2- Os profetas Isaías e Jeremias. Isaías e Jeremias profetizaram no reino de Judá. Isaías denunciou a rebeldia do povo, e apontou o cativeiro como juízo divino (Is 5.13 ). Predisse o retorno de Judá do exílio (Is 48. 20), e profetizou a respeito de Cristo, tal como seu nascimento de uma virgem (Is 7.14); sua descendência de Davi (Is 11.1); e seu ministério libertador (Is 61.1,2). Jeremias, igualmente, vaticinou a queda de Judá por causa do pecado (Jr 1.16 ), anunciou a restauração do remanescente (Jr 50.19,20) e a chegada de Cristo como um Renovo de justiça (Jr 33.15). Nas Lamentações, temos o registro do clamor de Judá pelo perdão divino (Lm 1.2;5.1). Ambos os profetas anunciaram despertamento e esperança.

3- Os profetas Ezequiel e Daniel. Ezequiel e Daniel profetizaram na Babilônia. Judá estava no exílio e tinha o coração obstinado (Ez 2.4) . Ezequiel foi levantado para os admoestar no cativeiro (Ez 2.3), lembrar de que a restauração requeria arrependimento (Ez 3.20,21), e prenunciou a Cristo como pastor e rei (Ez 34.23,24). Daniel também foi para o exílio, porém, como um dos oficiais da corte (Dn 5.29). Ele entendeu que o cativeiro duraria 70 anos (Dn 9.2) , e passou a clamar por misericórdia (Dn 9.19). Como resposta, Deus lhe revelou o tempo da restauração da nação, a vinda de Cristo, o advento do Anticristo e o Julgamento Final (Dn 9.24-27). Essas profecias despertaram a esperança de reconciliação com Deus.

SINÓPSE I

Os profetas maiores tiveram uma atuação proeminente tanto no reino de Judá como na Babilônia.

AUXÍLIO TEOLÓGICO

“[O ofício do profeta]
Ao abordarmos o ofício do profeta, encontraremos uma relação estreita entre palavra e visão. É indivisível a função de ser vidente e portador da palavra. O profeta sempre será visionário, já que, no desempenho do seu trabalho, fará com que os receptores de sua mensagem alcancem uma compreensão divina do presente e, também, fará com que se perceba o futuro sem as incertezas que ocasionam o devir daqueles que, ignorando a profecia, vivem alheios aos desígnios de Deus e, portanto, se convertem em títeres das circunstâncias temporais ou, o que poderia ser pior, acabam sendo vítimas da manipulação dos multiformes oráculos dos falsos profetas ou iluminados de plantão. Para uma maior compreensão da relação entre profeta e vidente, farei referência a três termos hebraicos que se referem, de forma especial, ao profeta do Antigo Testamento. Ainda que, com mais empenho, eu me refira ao que talvez seja o vocábulo mais importante: nabbi.

Esse termo comumente se traduz “ profeta” mais de 300 vezes nas Escrituras hebraicas. A ideia básica do significado de nabbi é:“ alguém que fala em lugar de Deus” ; o nabbi foi necessariamente estabelecido para transmitir a mensagem de Deus. […] Quero fazer referência a outros dois termos para profeta, traduzidos como “vidente”. Um é ro’eh, e o outro é hozeh. Ambos são usados muito menos que o termo principal nabbi. A palavra hebraica Ro’eh aparece em 12 ocasiões. Hozeh é utilizada 18 vezes; a raiz de ambas destaca o sentido de “ver” . Portanto, a ideia fundamental que quero destacar consiste na capacidade que se outorga ao profeta de poder visualizar a vontade de Deus. Isso pressupõe um enfoque relacional na capacidade de o profeta escutar a voz de Deus. Por conseguinte, o oposto a essa capacidade de ver é a cegueira própria de quem, tendo olhos, não vê, já que se trata do âmbito do oculto aos sentidos humanos e é necessário que Deus tire o véu do mundo espiritual e se dê a conhecer” (ESCOBAR, Juan Carlos. Profetas e Visionários. Rio de Janeiro: CPAD, 2016, pp.23,27).

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II – OS PROFETAS MENORES

1- Os profetas do Reino do Norte. Dois profetas menores profetizaram para Israel: Amós e Oséias. Amós profetizou quando Israel vivia grande prosperidade (Am 6.1). Contudo, Deus reprovava as ações do povo, tais como: suborno, corrupção e injustiça (Am 2.6-8; 5.11). Em razão disso, Amós vaticinou o cativeiro como julgamento (Am 6.7). Oséias condenou a infidelidade de Israel, que como uma meretriz, traiu e abandonou o Senhor para seguir o caminho da idolatria, da luxúria, do homicídio, do roubo e da opressão (Os 1.2; 4.10; 5.2; 7.1; 12.7). Como consequência, a nação foi conduzida ao cativeiro pela Assíria (Os 9.3). Apesar dos erros, ambos os profetas anunciaram que Deus prometeu restaurar o povo (Am 9.14; Os 14.4).

2- Os profetas Pré-exílio. Os profetas de Judá Pré-exílio são quatro: Joel, que pregou o arrependimento (Jl 2.12), e profetizou o derramamento do Espírito Santo (Jl 2.28); Miquéias, que denunciou a falsa espiritualidade (Mq 2.11; 3.11), anunciou a destruição de Jerusalém , o cativeiro babilônico, e a restauração de Judá (Mq 3.12; 4.10); Habacuque, que reclamou da violência, do litígio e da sentença distorcida (Hc 1.1-4), vaticinou que Deus usaria os babilônios para punir a nação (Hc 1.6); Sofonias, que apontou os pecados dos príncipes, a destruição no grande “ Dia do Senhor” (Sf 1.4, 8, 14), e a restauração do remanescente (Sf 3.13). Todas as profecias abordam o juízo, mas enfatizam a misericórdia divina em prover o livramento.

3- Os profetas Pós-exílio. Os profetas de Judá Pós-exílio são três: Ageu, que persuadiu o povo a reconstruir o Templo (Ag 1.2-6), e Deus prometeu prover os recursos da construção (Ag 2.8), e assegurou que a glória dessa casa seria maior do que a da primeira (Ag 2.9); Zacarias, que animou o povo e Zorobabel a concluírem o Templo, com a mensagem “ não por força nem por violência, mas pelo meu Espírito” (Zc 4.6), e anunciou a vinda do Messias, como o renovo do Senhor (Zc 3.8); Malaquias, que repreendeu o desleixo dos sacerdotes (Ml 1.7,8), os pecados do povo (Ml 3.5), e a negligência com os dízimos e ofertas (Ml 3-8,9 ). O livro encerra o cânon do Antigo Testamento e conclui com a promessa de que o Dia do Senhor está vindo (Ml 4.4-6).

4- Os demais profetas. O profeta Jonas foi enviado para pregar em Nínive, a capital da Assíria (Jn 1.2). A mensagem era de destruição por causa da maldade do povo (Jn 3.4). Porém , a nação se converteu, e Deus cancelou o juízo sobre ela (Jn 3.8-10). Contudo, 150 anos depois, Naum profetizou a condenação de Nínive (Na 1.1,9). Os Assírios foram destruídos pela insistência em praticar a crueldade (Na 3.1-4). Obadias denunciou a soberba dos Edomitas (Ob 1.1-3). Eles eram descendentes de Esaú e praticavam violência contra Judá (Ob 1.8-11). Por essa razão, Deus os condenava à destruição (Ob 1.15,16), enquanto Judá seria restaurada (Ob 1.17).

SINÓPSE II

Os doze profetas menores foram usados por Deus antes e depois do exílio do povo escolhido.

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Lição 07: A Bíblia Transforma Pessoas | 1° Trimestre De 2022 | EBD – Adultos

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TEXTO ÁUREO

“Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.” (Hb 4.12)

VERDADE PRÁTICA

A Palavra de Deus é viva, anula os conselhos das trevas e nos torna humildes diante de Deus.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Hb 4.12 As Escrituras testemunham que a Palavra de Deus é viva e eficaz
Terça – G1 5.17 A Palavra de Deus alcança o âmago de nosso interior
Quarta – 2 Co 10.4 As nossas armas não são carnais, m as espirituais
Quinta – 2 Co 10.5 A Escritura diz que o poder de Deus também destrói os maus conselhos
Sexta – Tg 4.6 Deus abomina os soberbos, que confiam na sabedoria mundana
Sábado – Mt 18.4 Cristo ensinou que a humildade é a condição para acessar o Reino de Deus

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Hebreus 4.11-13; 2 Coríntios 10.4-6

Hebreus 4
11 – Procuremos, pois, entrar naquele repouso, para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência.
12 – Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada alguma de dois gumes, e penetra à divisão da até alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.
13- E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar.

2 Coríntios 10
4- Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas;
5 – Destruindo os conselhos e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo;
6 – E estando prontos para vingar toda a desobediência, quando for cumprida a vossa obediência.

Hinos Sugeridos: 56,133, 246 da Harpa Cristã

PLANO DE AULA

  1. INTRODUÇÃO
    Nesta lição veremos que a Palavra de Deus é viva, que ela anula os conselhos do mundo e nos torna humildes. Ou seja, a Bíblia transforma a vida da pessoa inteira. Só a Palavra de Deus pode transformar a vida de um pecador dominado pelos vícios mais profundos da alma. Por isso, quando falamos de leitura da Bíblia, interpretação e aplicação, falamos de algo que determinará o futuro eterno de um a pessoa.
  2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO
    A) Objetivos da Lição:
    I) Destacar que a Palavra de Deus é viva e eficaz;
    II) Elucidar que a Bíblia anula os conselhos do mundo;
    III) Expor que a Bíblia nos proporciona a humildade.
    B) Motivação: A Bíblia nos transforma em pessoas humildes. A aula desta semana nos convida a colocar em prática a humildade ensinada pela Bíblia. Quem é humilde é uma pessoa sábia.
    C) Sugestão de Método: Reflita com os alunos a respeito de como a Bíblia transforma as vidas das pessoas. Você pode aproveitar essa oportunidade para ouvir testemunhos dos alunos que passaram pela experiência de transformação em alguma área da vida por causa da leitura da Bíblia.
  3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO
    A) Aplicação: Quem medita nas Escrituras não se deixa influenciar pelos conselhos do mundo, mas ama os conselhos divinos que o fazem humilde (cf. SI 1.1-3).
  4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR
    A) Revista Ensinador Cristão: Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios às Lições Bíblicas. Na edição 88, p.39, você encontrará um subsídio especial para esta lição.
    B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará um auxílio que dará suporte na preparação de sua aula:
    1) O texto “ O Caráter Dinâmico da Palavra ”aprofunda o tema a respeito da vivacidade da Bíblia que se encontra no primeiro tópico;
    2) O texto “ Entendendo como os Adultos são Diferentes” trabalha a noção da distinção dos adultos em relação aos outros segmentos (crianças, adolescentes e jovens). Compreender essa distinção nos torna mais humildes na prática do magistério cristão.

INTRODUÇÃO

A Bíblia é de origem divina. Seu autor é o único Deus vivo e verdadeiro (Jo 17.3). Por isso a sua mensagem transforma o nosso entendimento, e nos faz compreender “a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2). Nesta lição, veremos que a Bíblia é viva e eficaz, transpassa o interior do ser humano; tal qual uma espada, anula os conselhos do mundo e nos capacita a viver em humildade diante de Deus.

Palavra-Chave: TRANSFORMA

I – A BÍBLIA É A PALAVRA VIVA DE DEUS

1. A Palavra de Deus é viva e eficaz. Os israelitas não entraram em Canaã por negligenciar a Palavra de Deus (Hb 4.6). O autor aos Hebreus faz um alerta para os cristãos não cometerem o mesmo erro (Hb 4.11). Nesse propósito, ele lembra que a “ palavra de Deus é viva ” (Hb 4.12a), pois o Deus da Palavra é um “Deus vivo” (Hb 3.12; 9.14; 10.31; 12.22). Portanto, ela deve ser obedecida a fim de evitar o juízo e a morte (Dt 32.46,47). Não se trata de ensino obsoleto, ao contrário, a Palavra de Deus vive e permanece viva porque o Altíssimo vive desde a eternidade (l Pe 1.23). Por essas razões, a Palavra é igualmente eficaz, isto é, opera a vontade de Deus, jamais volta vazia e sempre realiza o seu propósito (Is 55.11).

2. A Palavra de Deus é espada penetrante. O texto sagrado descreve as Escrituras como “mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes” (Hb 4.12b). O uso figurado da espada de dois gumes simboliza que a Palavra de Deus é tão bem afiada, que nada existe que ela não possa transpassar. Nenhuma resistência humana consegue impedir a ação da espada do Espírito (Ef 6.17). Assim , a Palavra “penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas” (Hb 4.12c). Significa que ela atinge o âmago de nosso interior, examina os segredos obscuros e revela o nosso verdadeiro caráter; ainda expõe os desejos de nossa alma e os conflitos entre o nosso espírito e a carne (G1 5.17).

3. A Palavra de Deus é apta para discernir. A mensagem bíblica também “ é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4.12d). Nada está imune ao discernimento da Palavra de Deus. Até os nossos pensamentos mais íntimos e as nossas motivações mais espúrias são desvendadas. Os pecados escondidos são revelados, a hipocrisia e a rebeldia são desmascaradas. Coisa alguma pode ser escondida de Deus, toda a verdade é exposta “aos olhos daquele com quem temos de tratar” (Hb 4 -13). Portanto, se o nosso coração se render à Palavra, seremos salvos (Rm 10.9,10). Porém, se o endurecemos tal qual os israelitas no deserto, a Palavra nos julgará, e por fim nos condenará (Hb 3.12,13).

SINÓPSE I

A Palavra de Deus é viva, eficaz e apta para discernir o interior do ser humano.

AUXÍLIO TEOLÓGICO

“[O Caráter Dinâmico da Palavra]
[…] O autor [aos Hebreus] reforça sua exortação trazendo à memória o caráter dinâmico da Palavra (grego logos – ‘revelação’) de Deus, de onde extraíram sua citação. Não é uma palavra morta ou formal, mas cheia de poder e eficácia, capaz de esquadrinhar até as profundezas da natureza humana. Ela é apta para estabelecer juízos de cunho moral e ‘discernir os pensamentos e intenções do coração’ (v.12). Deus percebe logo a dúvida ou o pecado mais diminuto. Alma e corpo não podem furtar-se ao seu olhar. A palavra ‘patentes’ (v.13) deriva-se do vocábulo grego traquelos (‘garganta’), e significa virar para trás a garganta, como faz o cirurgião no paciente. O animal do sacrifício tem sua garganta exposta totalmente à lâmina do cutelo. Semelhantemente, todo ser humano está totalmente descoberto diante dos olhos daquEle cuja Palavra é como espada cortante de dois gumes (Vicent)” (BOYD, Frank M. GálatasFilipenses, 1 e 2 Tessalonicenses, Hebreus. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, p.133).

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AMPLIANDO O CONHECIMENTO

A Palavra de Deus
“A Palavra de Deus mostra quem vai entrar no repouso de Deus. Ela é uma espada cortante que penetra no mais íntimo do nosso ser para discernir se nossos pensamentos e motivos são espirituais ou não (w.12,13). Tem dois gumes e corta, ou para nos salvar ou para nos condenar à morte […].” Amplie mais o seu conhecimento, lendo a Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, p.1905.

II – A BÍBLIA ANULA OS CONSELHOS DO MUNDO

1. As armas da nossa milícia. Paulo esclarece aos Coríntios que “ as armas da nossa milícia não são carnais” (2 Co 10.4a). Isso porque a nossa luta é de ordem espiritual (Ef 6.12). Portanto, não usamos os métodos dos humanos, tais como, subterfúgio, conchavos, ameaças, calúnias e/ou difamações. Nosso poderio de ataque não é carnal. Nossas armas são poderosas em Deus (2 Co 10.4b). O conselho bíblico é tomar toda a armadura de Deus: a verdade, a justiça, o Evangelho, a fé, a salvação, a espada do Espírito e a oração perseverante (Ef 6.13-18).

2. A destruição das fortalezas. A Bíblia afirma que o mundo jaz no Maligno (1 Jo 5.19. O líder das forças do mal é o Diabo (l Pe 5.8). Por meio do espírito do erro, ele trabalha contra o Reino de Deus (2 Ts 2.4). Para tanto, se opõe aos valores cristãos, dissemina o ódio, o desrespeito à vida, à corrupção, e a imoralidade, dentre outros males (2 Ts 2.9-11). Contudo, o poder de Deus é capaz de destruir todas as fortalezas do Diabo (2 Co 10.4c). A Palavra de Deus anula o mal com graça e poder e liberta as almas da prisão espiritual (Jd 1.21-23).

3. A destruição dos falsos argumentos. A Escritura diz que o poder de Deus também “ destrói os conselhos” (2 Co 10.5a). A Bíblia na versão Nova Almeida Atualizada traduz com o “ raciocínios falaciosos”. São premissas falsas usadas para afastar as pessoas da verdade. Se aplica às ideologias anticristãs, entre elas, o ateísmo, o relativismo, o secularismo, o marxismo e as heresias que contradizem a mensagem da cruz. O método cristão para anular esses sofismas é a persuasão por meio da verdade da Palavra de Deus (Jo 8.32).

4. A destruição de toda a altivez. O poder do Altíssimo, igualmente, aniquila “ toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus” (2 Co 10.5b). A altivez se refere a toda conduta que serve de oposição para a fé em Deus (2 Tm 3.8). Aqui está incluso, entre outros, a rebeldia, o orgulho, a jactância e as demais vaidades humanas. Satanás é quem atua na mente das pessoas e as mantém afastadas de Deus (2 Co 4 .2 – 4). Porém , pela pregação da Palavra de Deus, o sistema soberbo do mundo é subjugado aos ensinos de Cristo (2 Co 10.5c).

SINÓPSE II

Nossas armas são poderosas em Deus para derrubar as fortalezas do Diabo, os falsos argumentos e toda a altivez humana.

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Lição 02: João Batista – Preparando o Caminho | 1° Trimestre De 2022 | EBD – Jovens

TEXTO PRINCIPAL

“Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João. Este veio para testemunho para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.” (Jo 1.6,7)

RESUMO DA LIÇÃO

João, o evangelista, nos apresenta João, o Batista, que veio dar testemunho de Jesus.

LEITURA SEMANAL

SEGUNDA – Lc 1.36 O precursor
TERÇA – Lc 1.5,6 Gabriel anuncia o precursor
QUARTA – Jo 1.6,7 O ministério do precursor
QUINTA – Jo 1.23 Voz do que clama no deserto
SEXTA – Lc 1.13,14 Escolhido desde o ventre materno
SÁBADO – Mt 11.13 Último profeta veterotestamentário

OBJETIVOS

APRESENTAR a origem do precursor de Jesus Cristo, João Batista;
APONTAR a mensagem do precursor;
SABER que a pregação de João Batista apresentava Jesus como o Verbo de Deus e que ele foi o último profeta do Antigo Testamento.

INTERAÇÃO

Na lição deste domingo estudaremos a respeito de João Batista. O último profeta do Antigo Testamento que teve como missão divina preparar o caminho para Jesus, o “Verbo que se fez carne”. Seu nascimento se deu de forma sobrenatural, já que seus pais eram idosos. Ele foi enviado por Deus, como cumprimento profético, por isso era um profeta e nazireu. Exerceu seu ministério no deserto, comendo e se vestindo de modo bem singular. Sua missão era apregoar a mensagem divina a uma geração que estava cega pelo pecado, por isso a sua mensagem não era popular, mas o profeta de Deus não estava preocupado com notoriedade. Ele apregoava o arrependimento dos pecados, uma mensagem intensa para muitos que não queriam uma mudança de vida. João Batista também anunciava a vinda do Messias. No decorrer da lição, procure mostrar aos alunos que aqueles que estão “cegos” pelo pecado e perdidos neste mundo tenebroso, ainda precisam de nós, servos (as) de Deus. Precisamos testificar a respeito do “Verbo que se fez carne” e preparar esta geração para o Arrebatamento da Igreja.

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ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Para a aula desta semana, sugerimos que você peça aos alunos que citem algumas características de João Batista. À medida que forem falando vá tomando nota no quadro. Em seguida apresente a tabela abaixo e mostre aos alunos as qualidades de João Batista. Conclua explicando que Deus também deseja nos dar essas características para que possamos anunciar sua Palavra.

JOÃO BATISTA

1- O mensageiro designado por Deus para anunciar a chegada de Jesus como o Salvador.
2 – Um pregador cuja mensagem tinha como tema o arrependimento.
3 – Um confrontador destemido.
4 – Conhecido por seu notável estilo de vida.
5 – Não era transigente em relação à Palavra de Deus e à fé.

Extraído da Bíblia do Estudante Aplicação Pessoal CPAD, p. 1201

TEXTO BÍBLICO

João 1.6-8,15,16,24-27
6 Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.
7 Este veio para testemunho para que testificasse da Luz, para que todos cressem por ele.
8 Não era ele a Luz, mas veio para que testificasse da luz.

15 João testificou dele e clamou, dizendo: Este era aquele de quem eu dizia: o que vem depois de mim é antes de mim, porque foi primeiro do que eu.
6 E todos nós recebemos também da sua plenitude, com graça sobre graça.
24 E os que tinham sido enviados eram dos fariseus.
25 E perguntaram-lhe, e disseram-lhe: Por que batizas, pois, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta?

26 João respondeu-lhes, dizendo: Eu batizo com água, mas, no meio de vós. está um a quem vós não conheceis,
27 Este é aquele que vem após mim, que foi antes de mim, do qual eu não sou digno de desatar as correias das sandálias.

INTRODUÇÃO

Na lição desta semana, veremos a fundamental importância do testemunho para a implantação e expansão do Reino de Deus. No seu relacionamento com as pessoas, nosso Deus sempre se valeu do próprio ser humano para revelar sua vontade e propósito, gerar fé nos corações e construir relacionamentos. Veremos também como João, o evangelista, nos apresenta João, o Batista, que veio dar testemunho de Jesus. Compreenderemos como o ministério desse precursor era necessário para denunciar o sistema pecaminoso reinante em Israel, preparando o caminho para o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

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I- A ORIGEM DO PRECURSO

1. Das montanhas de Judá. Luca é o único dos evangelistas que registra informações do nascimento de João, que passaria a ser identificado como “o Batista”, aquele que batiza, segundo o Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento, O texto sagrado não menciona sua cidade de origem, senão que ficava na região montanhosa de Judá (Lc 1.39). A tradição cristã a identifica como a atual Ein Kerem, vila que pertence à Jerusalém Ocidental. Maria foi para lá, após receber o anúncio da concepção de Jesus, visitar sua prima Isabel, grávida já havia seis meses (Lc 1.36). O precursor, portanto, nasceu antes do Messias.

2. O anúncio a Zacarias. O plano de Deus estava sendo fielmente executado. O mesmo Gabriel que visitou Maria e anunciou-lhe a obra do Espirito Santo para a encarnação do Filho de Deus (Lc 1.26-36), já havia estado com o sacerdote Zacarias, homem justo e temente a Deus (Lc 1.5,6), anunciando-lhe o nascimento de João, o precursor do Messias (Lc 1.13-19). Zacarias e Isabel, assim como Simeão e Ana, nos mostram que mesmo diante da apostasia e do declínio moral reinantes naquele tempo, alguns judeus piedosos serviam a Deus e perseveravam em oração, esperando a consolação de Israel, prometida pelos profetas (Lc 2.25-38).

3. O cumprimento profético. O anúncio do nascimento de João Batista foi feito em cumprimento à profecia do Antigo Testamento. O anjo Gabriel cita Malaquias 4.5,6 ao falar do ministério de João: “E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus, e irá adiante dele no espirito e virtude de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos e os rebeldes, à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto” (Lc 1.16,17). Mas a principal profecia do precursor é a que o próprio João Batista menciona para apresentar-se aos judeus que lhe indagavam a respeito de quem era: “Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaias” (Jo 1.23). Esta citação é extraída do capítulo 40 de Isaias (v. 3), que inaugura a seção do livro a qual anuncia livramento ao povo de Israel e é comparada como o “Novo Testamento” dentro do livro. Isaias é considerado o livro mais messiânico do Antigo Testamento e uma Bíblia em miniatura: do capítulo 1 ao 39, teríamos uma representação do Antigo Testamento; do 40 ao 66, a do Novo Testamento, completando os 66 capítulos (mesmo número de livros da Bíblia). É bem significativo, portanto, que a referência ao precursor do Messias apareça logo no início do capítulo 40, pois João Batista veio justamente no começo da era cristã.

SUBSÍDIO 1

Prezado(a) professor(a), converse com seus alunos explicando que em geral avaliamos as pessoas pelo que elas vestem. Em seguida, faça a seguinte indagação: “Qual seria a nossa avaliação em relação ao modo de se vestir, comer e se comportar de João Batista?” Ouça os alunos e incentive a participação de todos. Depois, explique que “João realmente não estava interessado em ser singular. O que ele queria fazer, mais do que qualquer coisa, era obedecer a Deus. E ele não tinha medo de pedir aos outros que fizessem o mesmo. João sabia que tinha um papel a desempenhar. Sua tarefa era dizer ao mundo que o Salvador estava prestes a chegar.” (Adaptado da Bíblia do Estudante Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD. p. 1201.)

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II – A MENSAGEM DO PRECURSOR

1. O estabelecimento de uma ruptura. O ministério de João representa um claro recorte espiritual. Um chamado ao arrependimento diante do quadro degradante vivido pelos judeus. Sectarismo, apostasia, politização, corrupção moral e indiferença eram as principais marcas do judaísmo de então. Essênios, zelotes, herodianos, fariseus e saduceus eram os principais grupos representativos da babel política e religiosa que Israel havia se transformado. João aparece no deserto da Judeia para marcar a chegada de um novo tempo. Uma necessária ruptura com o pervertido sistema religioso reinante, preparando a chegada do Salvador. Para tanto, a ferramenta estava posicionada: “…está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo” (Mt 3.10). É importante Considerarmos essa característica predominante no ministério de João Batista, para entendermos sua mensagem e propósito. Um homem simples, vestia-se de pelos de camelo e um cinto de couro e se alimentava de gafanhotos e mel silvestre (Mt 3.4), a quem acorriam as multidões de “Jerusalém [e de] toda a Judeia, e toda a província adjacente ao Jordão” (Mt 3.5). Estava consciente de seu papel: “É necessário que ele cresça e que eu diminua” (Jo 3.30).

2. Um enviado de Deus. autoridade de João Batista decorria de ele ser um enviado de Deus, Foi escolhido desde o ventre e preparado na escola divina (Lc 1.13-27). Entendeu e aceitou inteiramente o propósito de Deus para sua vida, era o último dos profetas do Antigo Testamento (Mt 11.13; Lc 16,16).

3. Uma mensagem contundente. João Batista pregava o arrependimento para perdão dos pecados. Sua mensagem era contundente: “Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai, porque eu vos digo que até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão” (Lc 3.7.8), o Batista não se iludia com religiosidades, Tinha uma mensagem transformadora, que exigia de todos mudança de atitudes: “Quem tiver duas túnicas, que reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos, que faça da mesma maneira”; de caráter, como dito aos cobradores de impostos e aos soldados respectivamente: “Não peçais mais do que aquilo que vos está ordenado”; “A ninguém trateis mal, nem defraudeis e contentai-vos com o vosso soldo” (Lc 3.11-14). Essa mensagem despertou a consciência dos homens acerca de seu estado pecaminoso, preparando o caminho para a chegada do Messias, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1.29).

SUBSÍDIO 2

Professor(a), explique que “João advertiu a respeito do juízo iminente, comparando os que recusavam a viver à maneira de Deus à palha, que é a casca externa e inútil do trigo. Em contraste, João comparou os que se arrependem e transformam as vidas com o próprio trigo nutritivo. Os que se recusarem a ser usados por Deus serão descartados, porque não tem valor para a promoção da obra de Deus. Aqueles que se arrependem e creem, no entanto, terão grande valor aos olhos de Deus, porque estarão iniciando uma nova vida de serviço produtivo para Ele.” (Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD. 2015. p. 1293.)

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