Lição 11: O Reinado de Ezequias | EBD -Adultos | 3° Trimestre De 2021

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Adultos – Tema Do Trimestre: O Plano Divino para Israel em meio à Infidelidade da Nação | Lição 11: O Reinado de Ezequias

OBJETIVO GERAL

Asseverar que o Senhor ouve a oração dos que o temem.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos

I- Apresentar o íntegro reinado de Ezequias;

II- Sinalizar as afrontas de Senaqueribe: 

III- Registrar o fim de Senaqueribe

Texto Áureo

“No Senhor, Deus de Israel, confiou, de maneira que, depois dele, não houve seu semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele.” (2 Rs 18.5)

Verdade Prática

Deus sempre ouve e guarda os sinceros de coração, que o obedecem e procuram agradá-Lo.

Leitura diária

Segunda -1 Ts 4.1 Viver para obedecer e agradar a Deus deve ser o objetivo de vida de todo cristão

Terça – Mt 28.20 O Senhor prometeu estar com os seus até o fim dos tempos

Quarta – Sl 9.10 Quem conhece Deus sabe que Ele jamais abandona quem o busca

Quinta – Is 26.3 Quem está com o pensamento firme em Deus é guardado por Ele

Sexta – 2 5m 22.31 O Senhor é escudo para os que nEle confiam

Sábado – Is 41.10 Deus sustenta os seus filhos com sua mão

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 Reis 18.1-3,13,28,29; 19.1,5-7,15,16,20,21

2 Reis 18

1- E sucedeu que, no terceiro ano de Oséias, o filho de Elá, rei de Israel, começou a reinar Ezequias, filho de Acaz, rei de Judá.

2- Tinha vinte e cinco anos de idade quando começou a reinar e vinte e nove anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Abi, filha de Zacarias.

3- E fez o que era reto aos olhos do SENHOR, conforme tudo o que fizera Davi, seu pai.

13- Porém, no ano décimo quarto do rei Ezequias subiu Senaqueribe, rei da Assíria, contra todas as cidades fortes de Judá e as tomou.

28- Rabsaqué, pois, se pôs em pé, e clamou em alta voz em judaico, e falou, e disse: Ouvi a palavra do grande rei, do rei da Assíria.

29- Assim diz o rei: Não vos engane Ezequias; porque não vos poderá livrar da sua mão;

2 Reis 19

1- E aconteceu que Ezequias, tendo-o ouvido, rasgou as suas vestes, e se cobriu de pano de saco, e entrou na Casa do SENHOR.

5- E os servos do rei Ezequias vieram a Isaías.

6- E Isaías lhes disse: Assim direis a vosso senhor: Assim diz o SENHOR: Não temas as palavras que ouviste, com as quais os servos do rei da Assíria me blasfemaram.

7- Eis que meterei nele um espírito e ele ouvirá um ruído e voltará para a sua terra; à espada o farei cair na sua terra.

15- E orou Ezequias perante o SENHOR e disse: Ó SENHOR, Deus de Israel, que habitas entre os querubins, tu mesmo, só tu és Deus de todos os reinos da terra; tu fizeste os céus e a terra.

16- Inclina, SENHOR, o teu ouvido e ouve; abre, SENHOR, os teus olhos e olha: e ouve as palavras de Senaqueribe, que ele enviou para afrontar o Deus vivo.

20- Então, Isaías, filho de Amoz, mandou dizer a Ezequias: Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: O que me pediste acerca de Senaqueribe, rei da Assíria, eu o ouvi.

21- Esta é a palavra que o SENHOR falou dele: A virgem, a filha de Sião, te despreza, de ti zomba; a filha de Jerusalém meneia a cabeça por detrás de ti.

HINOS SUGERIDOS: 526, 467, 178 da Harpa Cristā

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Inicie esta lição falando sobre a destacada fé do rei Ezequias. Sua fé não foi superada por nenhum dos reis de Judá (v.5). Ezequias não dependia de nenhuma aliança com outras nações porque a bênção de Deus, que estava sobre ele, lhe era suficiente. Este grande rei não se apartou dos caminhos do Todo-Poderoso. O modo como o Senhor foi com ele, libertando-o de Senaqueribe, era um sinal de sua grande fé, fidelidade e justiça. Enfatize para seus alunos o quanto vale a pena ser fiel a Deus em tempos de grande crise.

Ponto Central: Somos Honrados pelo Senhor sempre que permanecemos fiéis e temente a Ele

INTRODUÇÃO

O reinado de Ezequias foi um dos melhores de Judá. Seu governo foi reto, justo, honesto e agradável aos olhos do Senhor. Ele fez importantes reformas no culto e na adoração a Deus. A partir da destruição dos ídolos de Judá, reestruturou todo o sistema religioso, o que culminou num grande avivamento para o povo de Deus. 

I – O JUSTO REINADO DE EZEQUIAS

1. Um rei reformista. Ezequias instaurou uma ampla renovação espiritual do povo de Deus, em Jerusalém. Reuniu os sacerdotes e levitas e lhes propôs uma nova aliança com Deus (2 Cr 29.4-11). Esta aliança incluiria uma reforma radical no comportamento e na espiritualidade do povo. O rei mandou destruir os altares pagãos; reabrir as portas do Templo; restabelecer as ofertas e os sacrifícios; restituir os ofícios sacerdotais e, ainda, celebrar a Páscoa.

A despeito de tudo isso, o que mais se destaca nas atitudes de Ezequias é que ele “se chegou ao SENHOR, não se apartou de após ele e guardou os mandamentos que o SENHOR tinha dado a Moisés” (2 Rs 18.6). Assim, o rei Ezequias tinha um coração disposto a fazer a vontade de Deus no Reino de Judá. Por isso ele reuniu os sacerdotes, demais levitas e lideranças para reconhecer o verdadeiro estado pecaminoso da nação (2 Cr 29.4-11). Ezequias tinha um coração quebrantado e, por honrados isso, foi reformista.

2. A purificação dos lugares sagrados. Com a convocação de Ezequias, os sacerdotes e os levitas se reuniram e se prontificaram a purificar e santificar a casa do Senhor (2 Cr 29.3-5). Retiraram e jogaram fora todas as coisas impuras que estavam no Templo e restabeleceram o culto e os sacrifícios, conforme a Lei de Moisés (2 Cr 29.18-21). A purificação foi tão completa que, no relato do segundo livro de Crônicas, capítulo 29 e versículos 18 e 19, a palavra “todos” é repetida várias vezes no texto. Nada ficou de fora!

3. A adoração nacional. A fim de restabelecer o culto a Deus, Ezequias convocou os maiorais da cidade para estarem na Casa do Senhor (2 Cr 29.20). Ali foram oferecidos diversos sacrifícios para a reconciliação de todo o Israel. Foi nesse momento de muita comoção, que o rei, seus assessores, e toda a congregação de Israel se prostraram diante do Senhor (2 Cr 29.28,29). Que cenário maravilhoso! Uma nação inteira se prostrando e adorando àquele que é digno de toda honra, glória e louvor.

Além de toda a reforma, Ezequias também mandou celebrar a Festa da Páscoa, que há muito tempo não se via (2 Cr 30.1). Todos foram convidados a participar, inclusive as tribos do Norte. Houve um grande ajuntamento de pessoas em Jerusalém. Depois, Ezequias, aos sacerdotes e os levitas, oraram pela cura e santificação do povo (2 Cr 30.27).

A convocação do rei Ezequias ao povo para a santidade, adoração a Deus e amplas reformas espirituais ocasionou um dos maiores avivamentos do Antigo Testamento. Houve um impacto espiritual tão grande que, ao voltar para a casa, o povo destruiu as estátuas dos falsos deuses, rompeu com a idolatria. Deus ainda levanta líderes para promover verdadeiras reformas espirituais

SÍNTESE DO TÓPICO I

Quando nos voltamos para Deus, as mudanças de comportamento e atitude são inevitáveis, pois sua Santidade nos constrange.

SUBSÍDIO DIDÁTICO -PEDAGÓGICO

O professor deve entender que a forma como conduz os trabalhos na classe e a linguagem utilizada são fundamentais no processo de aprendizagem. Portanto:

O PROFESSOR NÃO DEVE: 

Dar início à lição sem antes certificar-se da presença do material necessário às atividades planejadas, desde pincel para lousa (ou giz), o apagador, os livros, mapas, figuras e outros recursos;
Ao iniciar a aula, pôr-se desde logo a discorrer sobre o assunto do domingo sem antes certificar-se do aproveitamento real, pelos alunos, do conteúdo da lição anterior;
Impacientar-se com o escasso aproveitamento de certos alunos e abandoná-los, dando como razão que “não convém perder tempo com eles”

O PROFESSOR DEVE:

Estudar constante e cuidadosamente a linguagem dos alunos, para ficar sabendo quais as palavras que usam e que significados dão a ela
Quando possível procurar obter dos alunos a expressão dos seus conhecimentos, ou a medida deles sobre o assunto, para ficar ciente de suas ideias e modos de expressá-las e assim ajudá-los a corrigir em seus conhecimentos.
Expressar-se, quanto possível, na linguagem dos alunos, corrigindo cuidadosamente quaisquer erros do significado que dão as suas palavras.

II – SENAQUERIBE INVADE JUDÁ

1. As ameaças de Senaqueribe. O Império Assírio estava em franco crescimento. Ele havia invadido várias nações do Oriente Médio, inclusive, Israel, que fora levado para o cativeiro (2 Rs 18.11,12). Agora, Senaqueribe, rei da Assíria, expedir seu poderoso exército para sitiar Jerusalém e ameaçar o rei Ezequias, visto que ele havia se rebelado contra o governo assírio (2 Cr 32.1). Durante o cerco a Jerusalém, Senaqueribe, por meio de seus oficiais, usou como estratégia intimista a difamação de Ezequias e o afrontamento da grandeza de seu Deus (2 Cr 32.10-15). Como seu propósito era abalar o moral do rei e do povo, todas essas injúrias foram pronunciadas em hebraico.

2. O temor do rei Ezequias. As ameaças dos assírios pasmaram Ezequias e o medo se espalhou por toda a corte de Judá (2 Rs 18.37: 19.1); o que levou o rei a consultar o profeta Isaías (Is 37.1-7). E a palavra dele foi de vitória para o povo de Deus. Aqui aprendemos que a obediência a Deus não é sinônimo da ausência de problemas e enfrentamentos. Entretanto, a mão protetora do Altíssimo nunca deixa seu povo desamparado.

SÍNTESE DO TÓPICO II

Nosso inimigo não tem nenhum poder sobre nós. Todas as suas pretensões passam pelo crivo e aprovação do Senhor.

SUBSÍDIO HISTÓRICO

“Rabsaque adverte Ezequias (18.19-25). A mensagem de Rabsaqué era uma típica ostentação assíria planejada para destruir a confiança de Ezequias. Deve-se observar a partir de suas advertências que o rei de Judá estava, naquele momento, resoluto e determinado em sua revolta contra Senaqueribe. O grande rei, o rei da Assíria (19) é apenas parte do título frequentemente usado pelos reis da Assíria. Os anais deste rei tem início da seguinte forma: “Senaqueribe, o grande rei, o poderoso rei, rei do universo, rei da Assíria… A aliança estabelecida entre Judá e o Egito era tão frágil quanto a palavra de lábios (20), com o bordão de cana quebrada como suporte (21). O Faraó é Tiraca (Taharqo), que foi coerente com seu irmão a partir de 690/89. Ele era o líder das forças egípcias que Senaqueribe enfrentou (19.9)” (Comentário Bíblico Beacon: Josué a Ester. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp 376,77).

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Lição 10: O Cativeiro de Israel: Reino do Norte | EBD – Adultos | 3° Trimestre De 2021

  EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Adultos – Tema Do Trimestre: O Plano Divino para Israel em meio à Infidelidade da Nação | Lição 10: O Cativeiro de Israel: Reino do Norte

OBJETIVO GERAL

Compreender que nossas transgressões nos afastam de Deus.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

I- Destacar as injustiças cometidas por Israel;

II- Ressaltar a insistência de Israel no pecado da idolatria;

III- Salientar o sincretismo em Samaria.

Texto Áureo

“Vinde, e tornemos para o Senhor, porque ele despedaçou e nos sarará. fez a ferida e a ligará.” (Os 6.1)

Verdade Prática

Deus sempre adverte seu povo sobre os perigos da idolatria e suas terri veis consequências.

LEITURA DIÁRIA

Segunda- Jó 5.18 Infinitamente maior é a cura que Deus traz do que a dor da desobediência 

Terça- 1 Sm 2.6 O Senhor é quem tem poder para dar a vida e tirá-la

Quarta- Jr 30.17 A cura e o restabelecimento da saúde física e espiritual estão em Deus 

Quinta- Sl 89.14 Justiça e Misericórdia são atributos do Reino de Deus

Sexta- Ef 2.4,5 A vida de Cristo é o maior exemplo da misericórdia e amor de Deus 

Sábado- Mt 6.24 Ninguém pode seguir a dois senhores, Deus é o único a quem devemos servir

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 Reis 17.1-14,17-20,29

1- No ano duodécimo de Acaz, rei de Judá, começou a reinar Oséias, filho de Eld, e reinou sobre Israel, em Samaria, nove anos.

2- E fez o que era mal aos olhos do

SENHOR, contudo, não como os reis de Israel que foram antes dele.

11- E queimaram ali incenso em todos os altos, como as nações que o SENHOR transportara diante deles; e fizeram coisas ruins, para provocarem à ira o SENHOR.

12- E serviram os ídolos, dos quais o SENHOR lhes dissera: Não fareis estas coisas.

13- E o SENHOR protestou a Israel e a Judá, pelo ministério de todos os profetas e de todos os videntes, dizendo: Convertei-vos de vossos maus caminhos e guardai os meus mandamentos e os meus estatutos, conforme toda a Lei que ordenei a vossos pais e que eu vos enviei pelo ministério de meus servos, os profetas.

14- Porém não deram ouvidos; antes, endureceram a sua cerviz, como a cerviz de seus pais, que não creram no Senhor, seu Deus.

17- Também fizeram passar pelo fogo a seus filhos e suas filhas, e deram-se a adivinhações, e criam em agouros; e venderam-se para fazer o que era mal aos olhos do SENHOR, para o provocarem à ira.

18- Pelo que o SENHOR muito se indignou contra Israel e os tirou de diante da sua face; nada mais ficou, senão a tribo de Judá.

19- Até Judá não guardou os mandamentos do Senhor, seu Deus; antes, andaram nos estatutos que Israel fizera.

20- Pelo que o Senhor rejeitou a toda semente de Israel, e os oprimiu, e os deu nas mãos dos despojadores, até que os tirou de diante da sua presença.

29- Porém cada nação fez os seus deuses, e os puseram nas casas dos altos que os samaritanos fizeram, cada nação nas suas cidades, nas quais habitavam.

HINOS SUGERIDOS: 193, 545, 370 da Harpa Cristã

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Deus sempre abominou o sincretismo religioso no meio do seu povo; porque nele a verdade de Deus se mistura com a mentira da idolatria. No sincretismo, partes das crenças e dos rituais de religiões distintas são combinadas em uma só prática.

Escreva no quadro ou prepare um slide com a seguinte proposição: “O que representa o sincretismo religioso nos dias de hoje?” Recomponha sua classe em três ou quatro grupos. Cada grupo deverá relatar um episódio bíblico em que o sincretismo se evidencia, é relacionado a realidade de hoje, em muitos segmentos religiosos. Depois, reúna os grupos e analise com eles todas as respostas.

Ponto Central: O Senhor disciplinou Israel através de sua misericórdia e justiça.

INTRODUÇÃO

cativeiro de Israel ocorreu durante o reinado do rei Oséias. Nessa época, a Assíria começava a crescer e a se tornar um grandioso império, controlando várias nações, inclusive Israel. Durante os últimos trinta anos de Israel, o país foi acometido de muitas tragédias, injustiças e assassinatos, em razão de desprezarem e mandamentos de Deus. A nação israelita entrou em decadência política, social, econômica e religiosa.

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I – SAMARIA È CERCADA PELO REI DA ASSÍRIA

1. Israel sob o reinado de Jeroboão II. A nação de Israel experimentou prosperidade económica e conquistas de territórios perdidos para a Síria que, durante algum tempo, dominava a Palestina. Mas infelizmente, conforme nos adverte os profetas Amós e Oséias, esses resultados foram alcançados através de corrupção, injustiça social, hipocrisia religiosa e sincretismo (2 Rs 17.2,29-33). Os períodos de prosperidade não fizeram o povo retornar a Deus para adorá-lo, conforme a Lei. 

2. A traição do rei Oséias. O rei da Assíria, Salmaneser, descobriu que Oseias, seu vassalo, o traíra ao buscar apoio do Egito e interromper o pagamento dos tributos ao seu reino (2 Rs 17.3.4). Enfurecido, o soberano mandou prender Oseias, marchou com seus exércitos contra Samaria, e a sitiou por três anos (2 Rs 17.5). A partir daí, Israel não teria mais chances de negociação; só lhe restaria a guerra e a consequente deportação.

3. A advertência dos profetas. O aumento da riqueza nacional, especialmente sob o reinado de Jeroboão II, fez com que pequenos proprietários fossem espoliados pelos mais ricos, até que se tornassem pobres e servos desses usurpadores. Enquanto os mais abastados viviam na extravagância, os pobres eram vilipendiados e permaneciam na miséria.

Essas injustiças fizeram com que os profetas Amós e Oséias formalizassem graves denúncias (Am 5.6-9). Todos estes brutais pecados da nação de Israel foram apontados pelos profetas com pesadas advertências ao arrependimento, e apelos à misericórdia e ao amor de Deus (Os 7.11-14).

O Todo-Poderoso sempre abominou o sincretismo em Israel, em que o povo adorava os ídolos e ao mesmo tempo oferecia cultos a Deus. Foi por isso que o profeta Amós advertiu àquela obstinada nação com tanta severidade (Am 5.21-27). Deus não se deixa escarnecer, e não tolera um coração dividido com outros deuses ou objetos de adoração. Esses falsos deuses influenciavam o coração do povo, inclinando-o contra a vontade de Deus declarada em sua Palavra.

SÍNTESE DO TÓPICO I

Nossa natureza pode produzir perversão e maldade, porém, cabe a nós combater essas atitudes dia a dia e extingui-las de nossas vidas.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

professor deve ser capaz de escolher, usar e eventualmente desenvolver métodos de ensino. Há dois componentes nessa tarefa. Primeiro, o docente deve ser capaz de trabalhar de forma independente com os métodos pedagógicos habituais, abrangendo os seguintes componentes; objetivos, conteúdo, recursos, modo de operar, formas de prover acompanhamento, organização de ensino e avaliação. Segundo, também deve conhecer as diversas formas de se conceber um método pedagógico. 

Espera-se do professor que:

Escolha objetivos pedagógicos e didáticos coerentes com a sua identidade, seu trabalho e com o programa de sua Escola Dominical;
Escolha e maneje com eficácia as diferentes formas de trabalho e atividades didáticas.
Conheça diferentes tipos de métodos pedagógicos; 
Assegure um bom manejo de classe.

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II – OS PECADOS DO POVO E SUA QUEDA

1. O terrível pecado da idolatria. Desde que o reino de Israel foi dividido, o Norte se inclinou mais intensamente à idolatria que o Sul. Provavelmente esta foi a razão de Israel ter sido levado para o cativeiro algumas dezenas de anos antes de Judá.

Apesar do caos espiritual e rejeição de Israel, Deus queria salvar o povo. Foi então que o Senhor convocou o profeta Oséias para uma situação bastante estranha. Pediu que ele se casasse com uma prostituta e tivesse filhos com ela (Os 1.2). Essa prostituta representaria a nação de Israel.

Oseias cumpriu a ordem do Senhor e se casou com Gômer (Os 1.3) e teve três filhos. Cada filho que o profeta tinha com a prostituta mostrava a desaprovação divina com o povo de Israel. Deus colocou o casamento do profeta Oséias como uma lição prática da infidelidade do reino do Norte. Nesta metáfora, a prostituta (Israel) deixa seu marido (Deus) para se deleitar com seus amantes (Egito e Assíria) e ainda pagava para estar com eles. Hoje se pode ver o mesmo padrão de vida imoral sempre que o povo de Deus se desvia da genuína dedicação ao Todo-poderoso (Pv 5.3).

2. Outras causas do cativeiro. Os pecados relacionados à exploração e indiferença para com o pobre foram duramente criticados pelos profetas. Percebe-se que tais iniquidades são colocadas em pé de igualdade com a idolatria. O profeta Amós condenou estas transgressões de maneira implacável: “Ouvi esta palavra, vós, vacas de Basã, que estais no monte de Samaria, que oprimis os pobres, que quebrantam os necessitados […] Ouvi isto, vós que anelais o abatimento do necessitado e destruís os miseráveis da terra (Am 4.1; 8.4). A situação era tão grave que até os sacerdotes fizeram um conluio com os governantes para extorquir o povo (Os 6.9,10). Deus fez um juramento dizendo que jamais se esqueceria das maldades de Israel (Am 8.4-7).

SÍNTESE DO TÓPICO II

O Senhor não divide a sua glória com ninguém. Quando colocamos algo ou alguém acima de Deus, o desonramos.

SUBSÍDIO DOUTRINÁRIO

“A Aversão de Deus à idolatria. Deus não tolerará nenhuma forma de idolatria (1) Ele advertia frequentemente contra ela no AT. (a) Nos dez mandamentos, os dois primeiros mandamentos são contrários diretamente à adoração a qualquer deus que não seja o Senhor Deus de Israel (ver Êx 20.3,4 notas). (b) Esta ordem foi repetida por Deus noutras ocasiões (e.g., Êx 23.13.24: 34.14-17; Dt 4.23,24; 6.14; 1s 23.7: Jz 6.10; 2 Rs 17.35.37.38). (c) Vinculada à proibição de servir outros deuses, havia a ordem de destruir todos os ídolos e quebrar as imagens de nações pagãs na terra de Canaã (Êx 23.24: 34.13: Dt 7.4,5; 12.2,3).

(2) A história dos israelitas foi, em grande parte, a história da idolatria. Deus muito se irou com o seu povo por não destruir todos os ídolos na Terra Prometida. Ao contrário, passou a adorar os falsos deuses. Daí Deus castigar os israelitas, permitindo que seus inimigos tivessem domínio sobre eles. 

(a) O livro de Juízes apresenta um ciclo constantemente repetido, em que os israelitas começaram a adorar deuses-ídolos das nações que eles deixaram de conquistar. Deus permitia que os inimigos os dominassem; o povo clamava ao Senhor, o Senhor atendia o povo e enviava um juiz para libertá -lo. 

(b) A idolatria no Reino do Norte continuou sem dificuldade por quase dois séculos. Finalmente, a paciência de Deus esgotou-se e Ele permitiu que os assírios destruissem a capital de Israel e removeu dali as dez tribos (2 Rs 17.6-18). 

(c) O Reino do Sul (Judá) teve vários reis que foram tementes a Deus, como Ezequias e Josias, mas por causa dos reis ímpios como Manassés, a idolatria se arraigou na nação de Judá (2 Rs 21.1-11). Como resultado, Deus disse, através dos profetas, que Ele deixaria Jerusalém ser destruída (2 Rs 21.10-16). A despeito dessas advertências, a idolatria continuou (e.g., Is 48.4-5: Jr 2.4-30; 16.18-21; Ez 8) e, finalmente, Deus cumpriu a sua palavra profética por meio do rei Nabucodonosor de Babilônia, que capturou Jerusalém, incendiou o templo e saqueou a cidade (2 Rs 25).

(3) O Novo Testamento também adverte todos os crentes contra a idolatria.

(a) A idolatria manifesta-se de várias formas hoje em dia. Aparece abertamente nas falsas religiões mundiais, bem como na feitiçaria, no satanismo e noutras formas de ocultismo. A idolatria está presente sempre que as pessoas dão lugar à cobiça e ao materialismo, ao invés de confiarem em Deus somente. Finalmente, ela ocorre dentro da igreja, quando seus membros acreditam que, a um só tempo, poderão servir a Deus, desfrutar da experiência da salvação e as bênçãos divinas, e também participar das práticas imorais e ímpias do mundo. 

(b) Daí, o NT nos admoestar a não sermos cobiçosos, avarentos nem imorais” (Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, p.447).

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Lição 09: O Reinado de Joás | EBD – Adultos | 3° Trimestre De 2021

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Adultos – Tema Do Trimestre: O Plano Divino para Israel em meio à Infidelidade da Nação | Lição 09: O Reinado de Joás

OBJETIVO GERAL

Afirmar que o pecado leva o homem à ruína

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingem cada percussivo refere-se ao tópicos seus respectivos subtópicos. 

Apontar o livramento de Joás das mãos de Atalia.

Assinalar a restauração do Templo 

Caracterizar idolatria de Joás e a decadência de seu reinado

Texto Áureo

“No te desamparem a benignidade e a fidelidade ota-os ao teu pescoço escreve-as no tábua do teu coração e achando graça e bom entendimento aos olhos de Deus e dos homens.” (Pv 3.3.4)

Verdade Prática

Para ter uma vida de constante comunhão com Deus é necessário abandonar todo tipo de idolatria, e confiar nEle inteiramente.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Pv 16.20-22  Quem confia no Senhor e aceita sua palavra, encontra vida

Terça – Sl 1.1 Bem-aventurado é aquele que não ouve maus conselhos

Quarta -1 Tm 6.11 O Senhor nos orienta a nos mantermos firmes na fé e na justiça

Quinta –  Pv 13.13 Há esperança para os que ouvem e obedecem aos sábios conselhos da Palavra

Sexta – Rm 15.4 A Bíblia é a base para se manter a constância e a esperança

Sábado – 2 Co 13.11 A unidade contribui para o amor e a paz

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

2 Reis 11.1-3; 12.1-5,17-21 

2 Reis 11

1- Vendo, pois, Atalia, mãe de Acazias, que seu filho era morto, levantou-se e destruiu toda a descendência real 

2- Mas Jeoseba, filho do rei Jeorão, Irmã de Acazias, tomou a Jods, filho de Acazias, e o furtou dentre os filhos do rel aos quais matavam, e o pós, a ele e à sua ama, na recâmara, e o escondeu de Atalia, e assim não o mataram.

3- E Jeoseba o teve escondido na Casa de SENHOR seis anos; e Atalia reinava sobre a terra. 

2 Reis 12

1- No ano sétimo de Jeù, começou a reinar Joás e quarenta anos reinou em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Zíbia, de Berseba.

2- E fez Joás o que era reto aos olhos do SENHOR todos os dias em que o sacerdote Joiada o dirigia.

3- Tão-somente os altos se não tiraram; porque ainda o povo sacrificava e queimava incenso nos altos.

4-E disse Joás aos sacerdotes: Todo o dinheiro das coisas santas que se trouxer à Casa do SENHOR, a saber, o dinheiro daquele que passa o arrolamento, o dinheiro de cada uma das pessoas, segundo a sua avaliação, e todo o dinheiro que trouxer cada um voluntariamente para a Casa do SENHOR,

5- os sacerdotes o recebam, cada um dos seus conhecidos; e eles repararem as fendas do caso, segundo toda fenda que se achar nela. 

17- Então, subiu Hazael, rei do Siriá, e pelejou contra Gate, e a tomou, depois, Hazael resolveu marchar contra Jerusalém.

18- Parem, Jods, rel de Judd, tomou todas as coisas santas que Josafá,  Jeorão e Acazias, seus pais, reis de Judd, consagraram, como também todo o ouro que se achou nos tesouros da Casa do SENHOR e na casa do rei; e os mandou a Hazael, rei do Siriá; e este, então, se retirou de Jerusalém

19- Ora, o mais dos atos de Jods e tudo quanto fez mais, porventura, não estão escritos no livro das Crônicas dos Reis de Judá?

20- E Levantaram-se os seus servos, e conspiraram contra ele e feriram loas na casa de Milo, que desce para Sila.

21- Porque Jozacar, filho de Simeate, e Jozabade, filho de Somer, seus servos, o feriram, e morreu; e o sepultaram com seus pais na Cidade de Davi; e Amazias, seu filho, reinou em seu lugar. 

HINOS SUGERIDOS:180, 238, 422 da Harpa Cristã

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Enquanto Joas seguiu os passos do sumo-sacerdote Joiada, fez o que era reto diante do Senhor. Eliminou o baalismo, renovou a Aliança e restaurou o culto a  Yahweh, reparou o Templo etc. Todavia, depois da morte do homem de Deus, Joás se deixou seduzir pelos príncipes do povo, e mergulhou na impiedade, injustiça e idolatria. O castigo divino foi implacável. Seu reino foi invadido pela Síria, seus próprios servos voltaram-se contra ele e o mataram. Converse com seus alunos sobre o perigo de não se ter um caráter firme e depender da boa ou má influência dos outros.

Ponto Central: Quando pecamos nos afastamos de Deus, tomamos decisões ruins e perdemos tudo o que conquistamos.

INTRODUÇÃO

Com apenas sete anos de idade, Joás começou a reinar. Como era muito jovem, recebia orientações e conselhos do sacerdote Joiada. Durante os anos em que foi orientado, teve um brilhante reinado e fez o que era reto aos olhos do Senhor. Porém, como as suas convicções sobre Deus não eram suficientemente fortes, após a morte de Joiada, Joás deixou-se influenciar por maus conselhos que fizeram Judá retornar à idolatria.

1- O LIVRAMENTO DE JOÁS 

1. As tramas reais. Tanto em Israel quanto em Judá, existiam acirradas disputas pelo poder, envolvendo interesses políticos e econômicos. A casa real de Judá havia se aparência com a casa real de Israel através de Atalia, neta de Acabe e Jezabel Atalia se casou com Jorão, filho de josafá, rei de Judá. Quando Jorão foi assassinado por Jeú (2 Rs 9.241, Atalia usurpou o trono e começou a reinar em seu lugar 12 Cr 22.12b).

2. A coragem do sacerdote Joiada. Atalia herdara a perversidade de Acabe e Jezabel. Para se assentar no trono ela matou todos os membros da família real, incluindo seus próprios netos (2 Cr 22.10). Apenas Joás, filho de Acazias, escapou. Ele tinha um ano uma sala por sua tia Jeoseba, esposa do sacerdote Joiada, e lá ficou durante seis anos (2 Rs 11.2,3). Nesse período, Joiada preparou lhe ensinou as leis mosaicas.

3. A estratégia bem-sucedida. Quando Joás completou sete anos, Joiada armou uma estratégia para empossar o legítimo rei. Combinou com os capitães da guarda e, no dia planejado por eles, destituíram Atalia do trono e proclamaram Joás como rei (2 Cr 23.11). Joiada naturalmente passou a ser corregente com Joás, pois este não tinha condições de reinar por ainda ser criança (2 Rs 12.2). O sacerdote, como um homem temente a Deus, destruiu os sacerdotes de Baal e conclamou o povo para remover seu templo, despedaçar imagens e altares, e refazer a aliança com Deus (2 Cr 23.16,17).

SÍNTESE DO TÓPICO I

Há momentos em que o perigo nos cerca sem que o percebamos. São nessas horas que o Senhor intervém nos concedendo escape e proteção.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

Um elemento importante para se conseguir e conservar a atenção é o envolvimento pessoal dos alunos. Qualquer tempo gasto sem que o aluno esteja profundamente envolvido na lição é tempo perdido. O que fazer para se obter esse interesse? Primeiro precisamos conhecer bem as necessidades básicas de cada aluno, e os problemas que aparecem em cada área da vida deles. O que os motiva? De que gostam? Nós professores não temos obrigação de criar a atenção, mas de captá-la, de tornar cativante até mesmo a situação mais desinteressante. Temos que fazer o aluno envolver-se na lição,

II – O REINADO DE JOÁS E A REPARAÇÃO DO TEMPLO

1. A arrecadação para reparar o templo. O reinado de Joás foi muito próspero enquanto Joiada o aconselhava (2 Rs 12.2). Como a adoração a Baal havia sido muito incentivada pelos reis anteriores, nenhuma manutenção fora feita no Templo do Senhor e, por isso, ele estava em condições precárias. Logo, Joás incentivou o povo e os sacerdotes a arrecadarem ofertas para a manutenção do Templo (2 Rs 12.4.5).

2. A fidelidade dos tesoureiros. Um detalhe muito importante nessa arrecadação foi a fidelidade com que os sacerdotes e tesoureiros reais administravam o dinheiro (2 Rs 12.15). Numa época, como hoje, esse exemplo dos funcionários de Joás é um importante modelo a ser seguido para desfrutarmos das bênçãos do Senhor.

3. Fidelidade, um atributo que enobrece. Não importa a quantia que está sendo administrada. Deus jamais se agradará de qualquer subtração de valores financeiros ou vantagens pessoais. A Palavra de Deus incentiva a prática da fidelidade: “Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao teu pescoço; escreve-as na tábua do teu coração e acharás graça e bom entendimento aos olhos de Deus e dos homens” (Pv 3.3.4). A fidelidade enobrece a alma e traz respeito a quem a pratica.

SÍNTESE DO TÓPICO II

Aqueles que administram os bens destinados para a obra de Deus devem fazê-lo com dedicação, verdade e amor.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO

“A religião de Baal, introduzida por Atalia, havia ocasionado uma séria negligência em relação aos serviços e a adoração no Templo. A rainha, de fato, era a responsável por uma considerável destruição do ambiente sagrado e de seus objetos, e pelo confisco de ofertas destinadas a Deus, que ela reverteu para a causa de Baal (2 Cr 24:7). Joás confia aos sacerdotes a tarefa de reparar o Templo (12.4-8). Os recursos destinados aos sacerdotes e a manutenção do Templo normalmente provinham de três origens: (a) o dinheiro daquele que passa (4), isto é, o dinheiro da análise do censo (Êx 30.13); (b) o dinheiro de cada uma das pessoas, o dinheiro da alma ou da redenção (cf. Nm 18.15.16), e, (c) o dinheiro que trouxer cada um voluntariamente, as ofertas espontâneas.

Os sacerdotes deveriam utilizar esses recursos para reparar o Templo. O fato de terem deixado de fazer esses reparos quando Joas já tinha chegado aos vinte e três anos não indica necessariamente que houve uma apropriação indébita. Parece, antes, que os proventos esperados, através das fontes naturais, não eram tão elevados quanto o necessário, e que os sacerdotes talvez não tivessem sido muito cuidadosos a respeito da apropriação do dinheiro para seu uso pessoal, como deveriam ser. “Conhecidos” (5,7) significa ‘eleitores ou ‘apoiadores” (Comentário Bíblico Beacon: Josué a Ester. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp.358,359),

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Lição 04: Elias e os Profetas de Aserá e Baal | EBD – Adultos | 3° Trimestre De 2021

 EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Adultos – Tema Do Trimestre: O Plano Divino para Israel em meio à Infidelidade da Nação | Lição 04: Elias e os Profetas de Aserá e Baal

OBJETIVO GERAL

Revelar que Deus opera milagres através de seus filhos.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos

Salientar que é necessário e urgente enfrentar o pecado;
Relatar que Deus responde às nossas súplicas;
Expor as fragilidades do ser humano

Texto Áureo

“Então, caiu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o po, e ainda lambeu a água que estava no rego.” (1 Rs 18.38)

Verdade Prática

O Senhor sustenta com sua forte mão todos os que estão dispostos a proclamar a verdade de que Ele é o único Deus digno de adoração

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Sl 37.18,19 Deus cuida de seus filhos e não os deixa desamparados
Terça – SL 7.9 Deus conhece a sinceridade do coração dos seus filhos
Quarta – Is 42.8 O único digno de glória e honra é o Senhor Deus
Quinta – Ex 20.3.4 O Senhor impõe como mandamento não ter outros deuses além dEle
Sexta – Sl 145.14-18 Deus é aquele que sustenta seus filhos, mesmo em tempo de dificuldades
Sábado – 1Co 8.6 Quem serve a Deus de coração compreende que há um só Deus e que tudo pertence a Ele

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Reis 18.22-24,26,29,30,38,39; 19.8-14

1 Reis 18

22-Então, disse Elias ao povo: Só eu fiquei por profeta do Senhor, e os profetas de Baal são quatrocentos e cinquenta homens

23-Dêem-se-nos, pois, dois bezerros, e eles escolham para si um dos bezerros, e o dividam em pedaços, e o ponham sobre a lenha, porém não lhe metam fogo, e eu prepararei o outro bezerro, e o porei sobre a lenha, e não lhe meterei fogo.

24-Então, invocai o nome do vosso deus, e eu invocarei o nome do Senhor, e há de ser que o deus que responder por fogo esse será Deus. E todo o povo respondeu e disse: É boa esta palavra

26-E tomaram o bezerro que lhes dera e o prepararam; e invocaram o nome de Baal, desde a manhã até ao meio-dia, dizendo: Ah! Baal, responde- -nos! Porém nem havia voz, nem quem respondesse; e saltavam sobre o altar que se tinha feito.

29-E sucedeu que, passado o meio-dia, profetizaram eles, até que a oferta de manjares se oferecesse; porém não houve voz, nem resposta, nem atenção alguma.

30 Então, Elias disse a todo o povo: Chegai-vos a mim. E todo o povo se chegou a ele; e reparou o altar do Senhor, que estava quebrado.

38-Então, calu fogo do SENHOR, e consumiu o holocausto, e a lenha, e as pedras, e o pó, e ainda lambeu a água que estava no rego.

39-0 que vendo todo o povo, caiu sobre os seus rostos e disse: Só o SENHOR é Deus! Só o SENHOR é Deus!

1 Reis 19

8-Levantou-se, pois, e comeu, e bebeu, e, com a força daquela comida, caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus.

9-Eati entrou numa caverna e passou ali a noite e eis que a palavra do SENHOR veio a ele e lhe disse. Que fazes aqui. Etnias?

10-E ele disse: Tenha sido muito zeloso pelo SENHOR, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram o teu concerto, derrubaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada: e eu fiquei só, e buscam a minha vida para ma tirarem.

11-E ele me disse: Sal para fora e Põe- te neste monte perante a face do SENHOR. E eis que passava o SENHOR, como também um grande e forte vento, que fendia os montes e quebrava as penhas diante da face do SENHOR: porém o SENHOR não estava no vento; e, depois do vento, um terremoto; também o SENHOR não estava no terremoto;

12-e, depois do terremoto, um fogo; porém também o SENHOR não estava no fogo; e, depois do fogo, uma voz mansa e delicada.

13-E sucedeu que, ouvindo-a Elias envolveu o seu rosto na sua capa, e saiu para fora, e pôs-se à entrada da caverna; e eis que veio a ele uma voz, que dizia: Que fazes aqui, Elias?

14-E ele disse: Eu tenho sido em extremo zeloso pelo SENHOR, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram o teu concerto, derrubaram as teus altares e mataram os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e buscam a minha vida para ma tirarem.

HINOS SUGERIDOS: 45, 377,459 da Harpa Crista

• INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Antes de convocar os profetas de Baal para o grande desafio, Elias indagou ao povo: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; e, se Baal, segui-o” (1 Rs 18.21). Comece a aula perguntando o significado de “pensar”,”caxear”, e “conectar entre dois pensamentos”. Pensar para decidir ou escolher algo é como pôr as coisas numa balança para se avaliar o peso de cada uma.

Ora a balança pende para um lado, ora pende para o outro. Coxear significa mancar como um coxo, capenga, claudicar, pender de um lado para o outro. Quem confia dá um passo e se inclina para o direito e no próximo passo se inclina para a esquerda. É por isso que “CoNar entre dois pensamentos” tem o sentido figurado de hesitar, vacilar Isso era o que Elias quis dizer sobre a situação espiritual do povo de Israel.

Ponto Central: O Senhor sempre intervém ao nosso favor diante da adversidade 

INTRODUÇÃO

O profeta Elias é um dos mais relevantes personagens da Bíblia. Foi ele que apareceu com Moisés no Monte da Transfiguração conversando com Jesus Este destacado profeta é, sem dúvida, um modelo de servo perseverante e fiel para todo cristão. Nesta lição, veremos como Elias desafiou corajosamente a idolatria em Israel; como orava de modo simples, mas cheio de tudo o que fez, expôs sua humanidade ao cair em Desânimo.

1 – O DESAFIO NO MONTE CARMELO

1. O zelo de Elias o pôs diante de um confronto. Devido à apostasia do povo e à falta de liderança espiritual do rei Acabe, e de outros que lhe antecederam, Elias como alguém que conhece muito bem o Deus que serve, viu-se na condição de lançar um grande desafio diante de todos. Mandou chamar os profetas de Baal e lhes incitou dizendo: “o deus que responder por fogo esse será Deus” (1 Rs 18.24). O profeta foi levado a fazer isso em função da pergunta, sem resposta, que lançou antes do confronto: “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; e, se Baal, segui-o” (1 Rs 18.21). O povo não tinha resposta para esta pergunta porque estava em dúvida sobre quem, de fato, era o verdadeiro Deus.

2. O problema de não saber a quem adorar. Este triste dilema espiritual se faz presente todas as vezes que o povo de Deus se envolve com a idolatria, pois os que adoram ídolos não conseguem enxergar o verdadeiro amor e cuidado divinos, uma vez que, a despeito de terem todas as características de divindade, esses pretensos deuses não passam de ilusão inventada pelo homem. Entretanto, mesmo sendo falsos, esses ídolos exercem muita força e influência sobre o coração do homem, tornando-o tão ignorante quanto eles próprios (Sl 135.18). Vale destacar que os ídolos não precisam necessariamente ser físicos, pois podem estar camuflados no coração humano a fim de controlarem as decisões e toda a vida de uma pessoa. Jesus nos alertou sobre isso (Mt 6.24).

3. O desafio do fogo. Elias tinha certeza de que Deus estava com ele e, por isso, propôs o desafio: o Deus que respondesse com fogo deveria ser adorado. Os que andam com Deus não precisam desafiá-lo para testar sua lealdade e seu amor. Tais pessoas são tão íntimas de Deus que são impelidas, guiadas, conduzidas em seu coração para aquilo que o Senhor quer fazer. Portanto, não foi a vontade de Elias lançar o desafio, mas a do próprio Deus para, mais uma vez, mostrar ao povo de Israel que Ele era, sempre foi e sempre será o único Deus verdadeira, a quem deveria servir.

SÍNTESE DO TÓPICO

Assim como Elias confrontou os profetas de Baal diante da idolatria, os servos do Senhor devem estar dispostos a enfrentar todo tipo de pecado.

SUBSÍDIO DIDÁTICO – PEDAGÓGICO

Em sentido amplo a idolatria pode indicar a veneração ou adoração a qualquer objeto, pessoa, instituição ou ambição que tome o lugar de Deus, ou que diminua a honra que lhe devemos Deus nunca admitiu outro além dEle. O Todo-Poderoso não divide seu louvor com quem quer que seja: Ele é o único O Senhor é Deus zeloso e requer exclusividade. Jamais repetiria seu povo com um suposto rival. Por esta razão assevera enfaticamente: “Não terá outros deuses diante de mim” (Ex 20.3).

Promova um pequeno debate em sua turma fazendo uma simples pergunta: “O que é idolatria hoje?” Todas as imagens, esculturas ou quaisquer outras inovações com o objetivo de tornar o culto mais atraente pelo seu visual divergem do sincero propósito de cultuar a Deus em espírito e verdade e, por isso, constituem um tropeço para uma verdadeira adoração.

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Adultos – Tema Do Trimestre: O Plano Divino para Israel em meio à Infidelidade da Nação | Lição 04: Elias e os Profetas de Aserá e Baal

II – A ORAÇÃO DE ELIAS

1. Os preparativos de Elias. Diante da impossibilidade de resposta de Baal aos apelos de seus adoradores, Elias começou os preparativos para a operação do milagre (1 Rs 18.23). A primeira coisa que fez foi reparar o altar do Senhor, que estava quebrado; consequência imediata da idolatria (1 Rs 18.30). A seguir, juntou doze pedras que simbolizam as doze tribos de Israel, cavou um rego em volta do altar, colocou a lenha, dividiu o bezerro em pedaços sobre a lenha e pediu para que se derramasse doze cântaros de água sobre o altar, de tal modo que ficasse totalmente encharcado; o que estava nele, e o rego em sua volta (1 Rs 18.31-35).

2. Uma oração confiante. A oração de Elias foi simples e curta, contrastando com as súplicas dos profetas de Baal (1 Rs 18.36,37). Elias queria mostrar que, para Deus responder, não são necessárias cerimônias especiais, sacrifícios ou mutilações. Basta o exercício da fé no verdadeiro Deus. É relevante ressaltar que o profeta Elias, em sua oração, declarou, diante do povo, que o Deus a quem ele orava era o mesmo Deus dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, e que, pelo fato de também ser um servo de Deus e estar cumprindo a vontade dEle, tinha direito à manifestação divina como resposta.

Nesta oração, o profeta expõe o verdadeiro motivo de ter erigido aquele altar, e da necessidade de Deus responder com fogo: “para que este povo conheça que tu, Senhor, és Deus e que tu fizeste tornar o seu coração para trás” (1 Rs 18.37).

3. A misericórdia de Deus. Na oração de Elias está claro que o desejo de Deus era que seu povo se voltasse para Ele através daquela demonstração de poder. A descida do fogo que consumiu o holocausto, a lenha, as pedras, o pó e ainda secou toda a água que estava ao redor do altar (1 Rs 18.38) é uma exata comprovação, não apenas de que Ele é Deus e está acima de tudo e de todos, mas de que Ele estava dando a Israel uma nova oportunidade de comunhão. A reação do povo foi unânime em reconhecer que o Eterno é o Deus verdadeiro (1 Rs 18.39). Com isso, a seca que já durava três anos e meio terminou (1 Rs 18.41,44). Elias subiu ao cume do monte Carmelo, orou a Deus e caiu uma abundante chuva (1 Rs 18.45).

SÍNTESE DO TÓPICO II

Quando exercitamos a nossa fé e confiança no Senhor, Ele responde nossas orações e nos livra de qualquer adversidade.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

“Elias rapidamente obtém do seu Deus uma resposta por fogo. Os profetas de Baal são forçados a desistir de sua causa e, agora, é a vez de Elias apresentar a sua. Vejamos se ele se dá bem:

1. Ele reparou o altar. Ele jamais usaria o deles, que tinha sido contaminado com as orações a Baal, mas, encontrando em ruínas um altar ali, que anteriormente tinha sido usado no culto ao Senhor, ele escolheu reparar aquele (v.30) para insinuar a eles que ele não estava ali para introduzir nenhuma nova religião, mas reviver a fé e a adoração do Deus de seus pais e convertê-los ao primeiro amor que tiveram e às primeiras obras que praticaram.

Ele não podia levá-los ao altar em Jerusalém a menos que pudesse unir dos dois reinos novamente (o que, para a correção de ambos, Deus determinou que agora isso não devia ser feito), por isso, pela sua autoridade profética, ele constrói um altar no monte Carmelo e assim reconhecer aquele que anteriormente tinha sido edificado ali. [-]

4. Então ele solenemente dirigiu-se a Deus em oração diante do seu altar, suplicando-lhe humildemente: lembre-se de todas as suas ofertas e aceite os teus holocaustos (St 20.3), e para comprovar a sua aceitação. A sua oração não foi longa, pois ele não usou vãs repetições nem pensou que por muito falar seria ouvido; mas ela foi muito séria e serena, e mostrou que a sua mente estava calma e tranquila, e longe do ardor e das desordens em que se encontravam os profetas de Baal (vv. 36,57).

Embora ele não estivesse no lugar designado, escolheu a hora prescrita da oferta de manjares, para testificar com isso sua comunhão com o altar em Jerusalém. Embora ele esperasse uma resposta por fogo, ainda assim aproximou-se do altar com coragem, e não temeu aquele fogo” Matthew. Comentário Bíblico (HENRY, Antigo Testamento: Josué o Éster Rio de Janeiro: CPAD, 2010, p.519,20). 

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Lição 03: Acabe e o Profeta Elias | EBD – Adultos | 3° Trimestre De 2021

 EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Adultos – Tema Do Trimestre: O Plano Divino para Israel em meio à Infidelidade da Nação | Lição 03: Acabe e o Profeta Elias

OBJETIVO GERAL

Asseverar que todo pecado gera uma consequência.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo i refere-se ao tópico com seus respectivos subtopicos.

I – Apresentar a perversidade de Acabe e Jezabel;

II – Demonstrar o cuidado de Deus para com os seus filhos:

III – Registrar a aridez espiritual do rei Acabe.

Texto Áureo

“Saberás, pois, que o SENHOR, teu Deus, é Deus, o Deus fiel que guarda o conserto e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos” (Dt 7.9)

Verdade Prática

Deus é pai de amor, bondade e misericórdia abundantes, contudo, todo pecado e desobediência ao Senhor trazem consequências inevitáveis à vida humana.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Sl 31.19 As bondades do Senhor são inesgotáveis para os que o temem

Terça – Ex 33.19 Misericórdia é um atributo que pertence a Deus

Quarta – Jó 4.8 Tudo o que é semeado será colhido na mesma proporção

Quinta – SL 23.6 A misericórdia e a bondade de Deus acompanham o ser humano por toda vida

Sexta – 1 Pe 1.14 Os filhos de Deus devem ser obedientes e abandonar o mau caminho

Sábado – Dt 5.29 o desejo do Senhor é que seus filhos

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Reis 16.29,30; 17.1-7; 18.17-21

1 Reis 16

29-E Acabe, filho de Onri, começou a reinar sobre Israel no ano trigésimo oitavo de Aso, rei de Judá; e reinou Acabe, filho de Onri, sobre Israel em Samaria, vinte e dois anos.

30-E fez Acabe, filho de Onri, o que era mal aos olhos do SENHOR, mais do que todos os que foram antes dele.

1 Reis 17

1- Então, Elias, o tisbita, dos mora- dores de Gileade, disse a Acabe: Vive o Senhor, Deus de Israel perante cuja face estou que nestes anos nem orvalho nem chuva haverd, senão segundo a minha palavra.

2- Depois, veio a ele a palavra do SENHOR, dizendo

3- Vai-te daqui, e vira-te para o oriente, e esconde-te junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão.

4 – E ha de ser que beberás do ribeiro; e eu tenho ordenado aos corvos que ali te sustentem.

5-foi, pois, e fez conforme a palavra do SENHOR porque foi e habitou junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão

6-E os corvos the traziam pão e carne pela manhd, como também pão e carne à noite: e bebia do ribeiro.7-E sucedeu que, passados dias, o ribeiro se secou, porque não tinha havido chuva na terra.1 Reis 1817-E sucedeu que, vendo Acabe a Elias, disse-lhe Acabe: Es tu o perturbador de Israel?18-Então, disse ele: Eu não tenho per turbado a Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixastes os mandamentos do SENHOR e seguistes os baatins.19-Agora, pois, envia, ajunta a mim todo o Israel no monte Carmelo, como também os quatrocentos e cinquenta profetas de Baat e os quatrocentos profetas de Asera, que comem da mesa de Jezabel.20-Então, enviou Acabe os mensagei ros a todos os filhos de Israel e ajuntou os profetas no monte Carmelo21 – Então, Elias se chegou a todo o povo e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-o; e, se Baal, segui-o. Porém o povo the não respondeu nada.

HINOS SUGERIDOS:

60, 111, 577 da Harpa Crista

INTERAGINDO COM O PROFESSORO
 profeta Elias apareceu em um período critico da história de Israel. Época em que Acabe, influenciado por Jezabel, sua maléfica esposa, fez de tudo para eliminar a adoração a Javé em israel. Mas o próprio Deus, usando o profeta Elias, entrou no conflito e decisivamente derrotou os deuses pagãos, trazendo o povo de volta a verdadeira fé. Em tempos de apostasia, quando imperam a rebeldia insolente e a dureza de coração contra os mandamentos do Senhor, o Todo-poderoso sempre envia seus profetas para combater o sistema religioso corrupto e proclamar o autêntico sentido e o propósito do seu reino (1 Rs 17.1).EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Adultos – 

Tema Do Trimestre:O Plano Divino para Israel em meio à Infidelidade da Nação | Lição 03: Acabe e o Profeta Elias

INTRODUÇÃO

Acabe foi um dos mais perversos reis de Israel. Durante seu reinado, ele permitiu que seus terríveis pecados o desviassem completamente dos mandamentos sagrados e do temor a Deus (1 Rs 16.30). Além da desobediência já instalada em seu coração, casou-se com a ímpia Jezabel, que o induziu aos caminhos de morte (1 Rs 16.31). Suas grande seca em Israel, episódio que, mais tarde, o colocou frente a frente com o profeta Elias (1 Rs 17.1).PONTO CENTRALÉ essencial estar em alerta diante dos chamados de Deus ao arrependimento.

1 – O CASAMENTO DE ACABE COM JEZABEL

1. Consequências de escolhas

Acabe induziu o povo a se aprofundar no pecado da idolatria de maneira bem mais intensa que os reis que o antecederam. Além disso, cometeu o crasso erro de se casar com uma princesa do reino de Sidom, chamada Jezabel. Essa mulher era devota de Baal e Aserá, dois deuses adorados pelas nações vizinhas de Israel (1 Rs 16.31; 18.19). Essa princesa dos sidônios incitou tanto a maldade em Acabe que ele chegou ao ponto de se vender para fazer o que era mau aos olhos do Senhor (1 Rs 21.25).

2. A rainha perversa.

Dentre tantas perversidades, Jezabel destruiu os profetas do Senhor (1 Rs 18.4), ameaçou a vida de Elias (1 Rs 19.2), ordenou injustamente a morte de Nabote para satisfazer a ganância do marido (1 Rs 21.10), e ainda praticou a prostituição e a feitiçaria (2 Rs 9.22). O trágico fim de Jezabel foi profetizado por Elias. O homem de Deus disse que ela não seria sepulta da, mas que os cães a devorariam, pois sua maldade e abominação contrariaram a justiça divina (1 Rs 21.23-27). Deus é misericordioso, mas julga com rigor àqueles que insistem em permanecer na prática do mal.

SÍNTESE DO TÓPICO I

Deus é rico em misericórdia, porém, pode ser impiedoso contra aqueles que perseveram em se manter na prática do mal.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

Relacione na lousa as várias formas de idolatria discriminadas abaixo. A seguir, leia com seus alunos as referências indicadas, não esquecendo de estabelecer as diferenças entre os falsos deuses reverenciados por Israel no passado e os ídolos condenados pelos apóstolos no Novo Testamento, como a cobiça e a glutonaria. Deixe claro para seus alunos que, independente da forma e motivos, a idolatria é odiosa e abominável ao Senhor.

FORMAS DE IDOLATRIA NA BÍBLIA

a) A adoração a imagens (Is 44.17)

.b) O oferecimento de sacrifícios a imagens (Sl 106.38)

.c) A adoração a deuses falsos (Dt 30.17: Sl 81.9)

.d) O serviço prestado a outros deuses (Dt 7.4)

.e) O temor a outros deuses (2 Rs 17.35

).f) A adoração ao verdadeiro Deus, mas por meio de alguma imagem (Ex 32.46: SL 10.6,18,20)

g) A adoração a demônios (Mt 4.8.10: 1 Co 10.20).

h) Manter ídolos no próprio coração (Ez 14.3,4).

i) A adoração aos espíritos dos mortos (Sl 106.28)

.j) A cobiça (Ef 5.5; CL3.5)

.k) A sensualidade (Fp 3.19).

II – ELIAS PREVE A GRANDE SECA

1. A intervenção divina.Em razão de sua idolatria e atrocidades, Acabe é considerado o pior rei de todo o Israel (1 Rs 16.33). Por causa de seus atos per versos e pecaminosos, o profeta Elias, em obediência a Deus, confrontou esse rei e lhe deu a sentença de que não mais haveria chuva, a não ser pela palavra do profeta, dada por Deus (1 Rs 17.1). Com a seca veio a fome, porém, nem mesmo diante de tal situação Acabe se arrependeu dos seus pecados diante de Deus.

2. O preço da obediência a Deus.O episódio da seca em Israel demonstra que todo homem e mulher de Deus precisam ter fé e coragem para enfrentar os resultados de sua obediência ao Senhor. No caso de Elias, ele teve de enfrentar as dificuldades da falta d’água e alimento e mais tarde, fugir de Acabe e Jezabel, que o ameaçaram de morte (1 Rs 19.2). Entretanto, apesar das dificuldades pelas quais passou o profeta, a bondade e o cuidado de Deus o acompanharam, pois foi alimentado por corvos com pão e carne duas vezes ao dia (1 Rs 17.6). E, quando a água do ribeiro de Querite secou, o Senhor mais uma vez o sustentou usando a viúva de Sarepta (1 Rs 17.9).

3. Deus sempre cuida dos seus filhos.Na casa da viúva, Elias realizou o milagre da multiplicação da farinha e do azeite. A mulher argumentou que dispunha apenas de uma pequena quantidade desses ingredientes para alimentar a si e ao seu filho. Mesmo diante desse triste cenário, o profeta pediu que ela fizesse primeiro um bolo para ele. A viúva obedeceu a ordem de Elias e lhe preparou a comida. A partir daí, pela palavra do Senhor, nada faltou para aquela família até o fim da seca (1 Rs 17.14). Essa história nos mostra o quanto Deus cuida dos que proferem a sua verdade, e defende a causa do órfão e da viúva (Dt 10.17,18; 24.21: 26.12: Sl 68.5: 146.9).

SÍNTESE DO TÓPICO II

O Senhor sempre cuida de seus filhos. Não importa quão dificil seja o caminho, Deus suprirá todas as suas necessidades

.SUBSÍDIO DEVOCIONAL

“1 Rs 17.13-16-Quando a viúva de Sarepta encontrou Elias, pensou que estivesse preparando sua última refeição. Mas um simples ato de fé realizou o milagre. Ela confiou em Elias e lhe deu tudo o que tinha de comer. A fé é o passo entre a promessa e a certeza. Os milagres parecem extremamente fora de alcance para a nossa fé frágil Mas cada milagre, grande ou pequeno, começa com um ato de obediência. Não podemos ver a solução até que demos o primeiro passo de fé.

”1 Rs 17.17 – Mesmo depois que Deus realiza um milagre em nossas vidas, nossos problemas podem não estar terminados. A fome era uma experiência terrível, mas o pior ainda estava por vir. A provisão de Deus nunca é dada para que descansemos nela. Precisamos confiar nEle ao enfrentar cada provação” (Bíblia de Estudo Cronológica Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2015, pp.728,729).

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Adultos – Tema Do Trimestre: O Plano Divino para Israel em meio à Infidelidade da Nação | Lição 03: Acabe e o Profeta Elias

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Lição 02: O Reino Dividido: Jeroboão e Roboão | EBD – Adultos | 3° Trimestre De 2021

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Adultos – Tema Do Trimestre: O Plano Divino para Israel em meio à Infidelidade da Nação | Lição 02: O Reino Dividido: Jeroboão e Roboão

OBJETIVO GERAL

Ressaltar a importância de ouvir bons conselhos.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com seus respectivos subtópicos.

I. Elencar as principais causas da divisão do reino;

II. Apresentar as falhas e más decisões de Roboão;

III. Pontuar o pecado de idolatria de Jeroboão.

Texto Áureo

“Muitos propósitos há no coração do homem, mas o conselho do SENHOR permanecerá.” (Pv 19.21)

Verdade Prática

Os maus conselhos levam o homem à ruina, mas o conselho amoroso tem o poder de nos livrar da morte.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Pv 11.14 Ouvir sábios conselhos direciona o ser humano para decisões seguras

Terça – Is 42.8 Deus é o detentor de toda glória e não a divide com ninguém

Quarta – Gl 5.19-21 O Reino de Deus pertence àqueles que abandonam as obras da carne

Quinta – Pv 12.15 Aquele que sabe ouvir conselhos é sábio

Sexta – Cl 3.5 Toda a idolatria e concupiscência carnal deve ser abolida quando se está em Cristo

Sábado – Pv 15.22 Compreender a necessidade de ouvir conselhos conduz à sabedoria

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Reis 12.1-10,13,14,26-29

1- E foi Roboão para Siquém, porque todo o Israel veio a Siquém, para o fazerem rei.

2- E sucedeu, pois, que, ouvindo-o Jeroboão, filho de Nebate, estando ainda no Egito (porque fugira de diante do rei Salomão e habitava Jeroboão no Egito),

3- enviaram e o mandaram chamar; e Jeroboão e toda a congregação de Israel vieram e falaram a Roboão, dizendo:

4- Teu pai agravou o nosso jugo; agora, pois, alivia tu a dura servidão de teu pai e o seu pesado jugo que nos impôs, e nós te serviremos.

5- E ele lhes disse: Ide-vos até ao terceiro dia e voltai a mim. E o povo se foi.

6- E teve o rei Roboão conselho com os anciãos que estavam na presença de Salomão, seu pai, quando este ainda vivia, dizendo: Como aconselhais vós que se responda a este povo?

7- E eles lhe falaram, dizendo: Se hoje fores servo deste povo, e o servires, e, respondendo-lhe, lhe falares boas palavras, todos os dias serão teus servos.

8- Porém ele deixou o conselho que os anciãos lhe tinham aconselhado e teve conselho com os jovens que haviam crescido com ele, que estavam diante dele.

9- E disse-lhes: Que aconselhais vós que respondamos a este povo, que me falou, dizendo: Alivia o jugo que teu pai nos impôs?

10- E os jovens que haviam crescido com ele lhe falaram, dizendo: Assim falarás a este povo que te falou, dizendo: Teu pai fez pesadíssimo o nosso jugo, mas tu o alivia de sobre nós; assim lhe falarás: Meu dedo mínimo é mais grosso do que os lombos de meu pai.

13- E o rei respondeu ao povo duramente, porque deixara o conselho que os anciãos lhe haviam aconselhado.

14- E lhe falou conforme o conselho dos jovens, dizendo: Meu pai agravou o vosso jugo, porém eu ainda aumentarei o vosso jugo; meu pai vos castigou com açoites, porém eu vos castigarei com escorpiões.

26- E disse Jeroboão no seu coração: Agora, tornará o reino à casa de Davi.

27- Se este povo subir para fazer sacrifícios na Casa do SENHOR, em Jerusalém, o coração deste povo se tornará a seu SENHOR, a Roboão, rei de Judá, e me matarão e tornarão a Roboão, rei de Judá.

28- Pelo que o rei tomou conselho, e fez dois bezerros de ouro, e lhes disse: Muito trabalho vos será o subir a Jerusalém; vês aqui teus deuses, ó Israel, que te fizeram subir da terra do Egito.

29- E pôs um em Betel e colocou o outro em Dã.

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Adultos – Tema Do Trimestre: O Plano Divino para Israel em meio à Infidelidade da Nação | Lição 02: O Reino Dividido: Jeroboão e Roboão

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

A fim de preparar os alunos para a aplicação desta aula, comece conversando sobre a importância de se pedir orientação a Deus na hora de tomarmos as mais importantes decisões da nossa vida. Fale também sobre o cuidado e o discernimento que devemos ter diante dos conselhos que recebemos. O que vale mais, uma advertência conciliadora ou um conselho que promova a dissenção e divisão? O orgulho de Roboão foi demonstrado ao rejeitar a conciliação aconselhada pelos anciãos, preferindo uma exigência arrogante de submissão do povo. Para incentivar ainda mais a participação de seus alunos, faça a seguinte pergunta: A experiência e a prudência dos mais velhos é fator preponderante para a consideração de seus conselhos e orientações?

HINOS SUGERIDOS: 25,131, 400 da Harpa Cristã

PONTO CENTRAL

Aquele que é capaz de distinguir os bons dos maus conselhos toma sábias decisões.

INTRODUÇÃO

Após a morte de Salomão em 931 a.C., seu filho Roboão subiu ao trono (1 Rs 11.43). Ele foi o principal responsável pela divisão do reino em duas partes: o reino do Norte (Israel) e o reino do Sul (Judá). A fatídica história de insensatez desse rei nos mostrará as consequências de uma má decisão. Essa história nos ensina a dependermos cada vez mais de Deus em momentos que tomamos decisões importantes na vida.

I – AS PRINCIPAIS CAUSAS DA CISÃO

1. A carga pesada de Salomão.

Devido às alianças externas feitas por Salomão, ele não precisou se dedicar às guerras. Seu reinado foi marcado, em parte, pela paz; seu trabalho era proteger, ampliar o Estado e conservá-lo uno. Seus investimentos eram direcionados para construções e projetos arquitetônicos grandiosos, tais como templos, palácios, e tantos outros que marcaram seu governo (1 Rs 5.3-5). Contudo, para que todas essas idealizações se tornassem realidade, a população pagava impostos muito pesados (1 Rs 12.4). Além disso, com o objetivo de colocar em prática os projetos do rei, havia a obrigação do uso da mão de obra de trabalhadores de quase todas as tribos.

2. A divisão do reino.

O autoritarismo do rei Salomão culminou no descontentamento das dez tribos do Norte, em contrapartida, as tribos de Judá e Benjamim, que ficavam ao sul de Israel, participavam ativamente do governo e faziam parte de sua corte. Quando Salomão morreu em 931 a.C., seu filho Roboão foi questionado pelos líderes de Israel, sob o comando de Jeroboão, sobre o aperto vivido por eles. O povo pediu para que Roboão diminuísse sua carga de trabalho (1 Rs 12.4), mas, ao contrário, seguindo o conselho dos jovens (v.10) e não dos anciãos (v.6), Roboão tornou o fardo ainda mais pesado para os trabalhadores (v.11). As dez tribos do norte, sob a liderança de Jeroboão, se rebelaram contra essa decisão e formaram um novo reino, o reino do Norte (1 Rs 12.16-20).

SÍNTESE DO TÓPICO I

A missão de um líder é direcionar seus liderados e não os oprimir.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

É possível que alguns de seus alunos encontrem dificuldades no estudo da Bíblia por falta de orientação ou de um método determinado para o estudo. Às vezes estudamos muito e retemos pouco ou quase nada. Isso, em parte, acontece pelo fato de estudarmos sem ordem e método. Dê a eles as seguintes orientações:

l. Ore ao Senhor dando-lhe graças e suplicando direção e iluminação do alto.

2. Tenha à mão todo o material de estudo: Bíblia, revista, dicionário bíblico, atlas geográfico, concordância, caderno para apontamentos etc.

3. Leia toda a unidade ou seção indicada pelo professor. Procure obter uma visão global dela; o propósito do escritor.

4. Leia outra vez a mesma unidade. À medida que for estudando, sublinhe palavras, frases e trechos-chave. Faça anotações nas margens do caderno ou revista.

5. Feche a revista e tente recompor de memória as divisões principais da unidade de estudo. Não conseguindo, abra a revista e veja.

6. Repita o passo acima.

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II – OS ERROS DE ROBOÃO

1. A repetição dos erros de Salomão.

Ao tomar conselho com os anciãos e com os jovens, Roboão decidiu acatar o conselho dos jovens, demonstrando total despreparo para exercer a posição em que estava (1 Rs 12.8-11). O conselho dos anciãos dizia que a solução do problema era dar às dez tribos o que pediam. Isso significaria desacelerar o projeto de expansão e desenvolvimento do reino, mas também abrandaria os ânimos agitados do povo, evitando assim a ruptura (1 Rs 12.6,7).

2. Os maus conselhos dos amigos de Roboão.

Ao seguir os conselhos dos jovens, Roboão assinou sua própria sentença: as dez tribos se rebelaram e sob seu domínio ficaram apenas duas (Judá e Benjamim). Roboão deu ouvidos aos maus conselheiros e isso o levou à ruína (1 Rs 12.13).

3. O cuidado com os conselhos.

Quando o orgulho se torna o centro de nossas vidas, ficamos à mercê de nós mesmos e não conseguimos discernir entre o bem e o mal; assim foi com Roboão (Pv 28.26). A falta de sábios conselhos pode levar o ser humano ao declínio moral, ético e espiritual, tornando-o empobrecido e decadente.

SÍNTESE DO TÓPICO II

Saber distinguir os bons dos maus conselheiros é essencial no momento de tomar alguma decisão importante na nossa vida.

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

“Primeiramente, Roboão consultou aqueles que haviam servido sob o seu Pai Salomão, provavelmente os que haviam sido relacionados como oficiais em 1 Rs 4.1ss. O conselho que recebeu foi para aliviar a carga dos impostos, pois aparentemente reconheciam que a queixa era justificada. Essa é a primeira afirmação direta em relação aos impostos que Salomão havia instituído; porém, essa taxação está implícita em sua organização fiscal e administrativa (1 Rs 4.7-19) e em suas disseminadas atividades de construção, industrial e comercial, entretanto, pode parecer que muitas das despesas dessas atividades eram cobertas por impostos e taxas coletados dos estados vassalos (1 Rs 10.14,15).

Embora essa queixa tivesse fundamento, ela também pode ter se originado do ciúme e da inveja, pois a maior parte do dinheiro era gasta na cidade de Jerusalém e nas de Judá, ao Sul. Os jovens da própria geração de Roboão insistiam em medidas mais rigorosas, e sua linguagem figurada indicava uma atitude tirânica; eles o aconselharam a exagerar (10), a colocar um certo abuso em sua autoridade, a exceder o rigor de seu pai na medida em que seu ‘dedo mínimo’ fosse mais grosso que os ‘lombos’ (coxas) de seu pai. Escorpiões (11) é uma referência às bordas em farpas na extremidade de um açoite.

Embora tenha procurado o conselho e outros, ele se baseou em sua própria decisão, isto é, aumentar a carga de impostos ao invés de caminhar na trilha de um servo, exatamente o que o rei de Israel deveria ser. Escolher entre ser um egoísta ou um servo é uma decisão que muitos, além de Roboão, já tiveram que tomar” (Comentário Bíblico Beacon: Josué a Ester. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, p.315).

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CONHEÇA MAIS

“As raízes da divisão nacional. A morte de Salomão abriu caminho para um dos mais traumáticos e decisivos acontecimentos da longa história de Israel: a formal e permanente divisão do reino entre as dez tribos do norte, que doravante passaria a ser chamar Israel ou Efraim e a tribo de Judá ao sul. Embora tenha abalado a nação psicologicamente, a divisão não deve ter causado surpresa ao povo, porque as raízes políticas e ideológicas do cisma eram profundas no passado de Israel.” Para saber mais leia: História de Israel no Antigo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, p.335.

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Lição 01: A Ascensão de Salomão e a Construção do Templo | EBD – Adultos | 3° Trimestre De 2021

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Adultos – Tema Do Trimestre: O Plano Divino para Israel em meio à Infidelidade da Nação | Lição 01: A Ascensão de Salomão e a Construção do Templo

OBJETIVO GERAL

Expor a necessidade de permanecer em comunhão com Deus.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico l com os seus respectivos subtópicos.

I Evidenciar as virtudes de Salomão;

II Destacar o comportamento orgulhoso de Salomão no fim de sua vida;

III Apontar os feitos de Salomão.

Texto Áureo

“E não podiam ter-se em pé os sacerdotes para ministrar, por causa da nuvem, porque a glória do Senhor enchera a Casa do Senhor.” (1 Rs 8.11)

Verdade Prática

O pedido de sabedoria feito por Salomão a Deus aponta para a maturidade espiritual que Deus deseja para seus filhos.

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Tg 1.5 Deus concede sabedoria àqueles que pedem
Terça – Pv 2.6 A sabedoria provém do Senhor
Quarta – Sl 37.30 O homem justo profere palavras sábias
Quinta – Cl 4.5-6 Falar com sabedoria produz melhores relacionamentos
Sexta – Tg 4.6 Deus não compactua com os orgulhosos
Sábado – Pv 29.23 A pessoa que se afasta do orgulho será honrada

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

1 Reis 4:29-34; 6.1,11-14

29 E deu Deus a Salomão sabedoria, e muitíssimo entendimento, e largueza de coração, como a areia que está na praia do mar.
30 E era a sabedoria de Salomão maior do que a sabedoria de todos os do oriente e do que toda a sabedoria dos egípcios.
31 E era ele ainda mais sábio do que todos os homens, e do que Etã, ezraíta, e Hemã, e Calcol, e Darda, filhos de Maol; e correu o seu nome por todas as nações em redor.
32 E disse três mil provérbios, e foram os seus cânticos mil e cinco.
33 Também falou das árvores, desde o cedro que está no Líbano até ao hissopo que nasce na parede; também falou dos animais e das aves, dos répteis e dos peixes.
34 E vinham de todos os povos a ouvir a sabedoria de Salomão, e de todos os reis da terra que tinham ouvido da sua sabedoria.

1 E sucedeu que no ano de quatrocentos e oitenta, depois de saírem os filhos de Israel do Egito, no ano quarto do reinado de Salomão sobre Israel, no mês de Zive (este é o mês segundo), começou a edificar a casa do SENHOR.

11 Então veio a palavra do Senhor a Salomão, dizendo:
12 Quanto a esta casa que tu edificas, se andares nos meus estatutos, e fizeres os meus juízos, e guardares todos os meus mandamentos, andando neles, confirmarei para contigo a minha palavra, a qual falei a Davi, teu pai;
13 E habitarei no meio dos filhos de Israel, e não desampararei o meu povo de Israel.
14 Assim edificou Salomão aquela casa, e a acabou.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR 

Comece a aula perguntando a seus alunos qual a diferença entre inteligência e sabedoria. Sabedoria é uma habilidade ou uma virtude? Deixe a turma debater por algum tempo sobre a distinção desses dois termos antes de iniciar a introdução da aula propriamente. É importante também debater sobre a relação entre sabedoria e astúcia ou esperteza. Uma pessoa astuta pode ser considerada sábia? Que relação tem a sabedoria de Salomão com a prosperidade de Israel sob seu governo?

A seguir, encaminhe seus alunos para a conclusão demonstrando que, enquanto o conhecimento representa as nossas experiências e aprendizagens adquiridas do mundo exterior, a sabedoria, especialmente a proveniente de Deus, nos dá a condição de transformarmos estes conhecimentos em prática de vida, a fim de mantermos o equilíbrio, a coesão e a justiça.

Não deixe de apresentar o comentarista da lição. Trata-se do pastor Claiton Pommerening, doutor e mestre em Teologia; membro do Conselho Geral da RAE – Rede Assembleiana de Ensino; autor de obras editadas pela CPAD; diretor da Faculdade Refidim e do Colégio CEEDUC (Joinville – SC); editor executivo da revista REPAS/CEC/CGADB; pastor auxiliar na Assembléia de Deus em Joinville (SC).

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Introdução

Por amor ao Rei Davi, Deus permitiu que Salomão estabelecesse o reino sólido, próspero, justo, cheio de glória e poder. Foi durante o reinado de Salomão em Israel que atingiu seu apogeu na história. Entretanto, mesmo diante de todas essas grandezas, promovida por sua sabedoria, e se destacado, o monarca se deixou levar por interesses políticos e desejos pecaminosos.

I – A SABEDORIA DE SALOMÃO

1. A Virtude de Salomão. Antes mesmo de receber a sabedoria como um  dom divino, Salomão já apresentava alguns traços desta virtude, pois ao ser inquirido por Deus quanto a qualquer perdido que quisesse me fazer (1Rs 3.5), o grande rei escolherá a sabedoria, que se depreende o quanto já era sábio. Ora, se fosse ganancioso pediria dinheiro, se fosse orgulhoso pediria glória, se fosse vaidoso pediria muitos dias de vida, se fosse vingativo pediria a morte dos inimigos (1Rs 3.11,13; 2Cr 1.10). Mas de que adiantaria todas essas coisas se lhe faltasse a sabedoria? Salomão teve um elevado senso de prioridade ao pedir a Deus a coisa certa.

2. O sábio pede sabedoria. Ao pedir sabedoria de Salomão se mostrou um homem humilde, e isso pode ser constatado em uma das respostas que deu ao Senhor: ” Sou ainda menino pequeno, não sei como sair, nem como entrar” (1Rs 3.7b). Significa que ele tinha plena consciência da grandeza de sua tarefa (1Rs 3.8), não permitindo que a imponência do seu reinado me conduzisse à prepotência. Ao contrário, demonstrou profundo autoconhecimento, o que é peculiar a toda pessoa sábia.

3. A sabedoria na prática de vida. Tiago escreveu em sua epístola que existe uma falsa sabedoria que se evidencia pela inveja e sentimento faccioso. Nossa sabedoria não vem de Deus, mas é terrena animal e diabólica (Tg 3.15). É fruto de ciúmes, divisionista, perturbação e obras perversas (Tg 3.16). No entanto, o apóstolo asseverou que se alguém não tem sabedoria peça a Deus que a todos dê liberalmente (Tg 1.5). As características dessa virtude que vem do alto são a pureza, a pacificação, a prudência, a benevolência, a misericórdia, os bons frutos, a imparcialidade e a sinceridade (Tg 3.17)

 SÍNTESE DO TÓPICO I 

A virtude deve ser uma marca do Cristão autêntico. A partir de uma vida virtuosa, os filhos de Deus serão abençoados em tudo que fizerem.

SUBSÍDIO DIDÁTICO-PEDAGÓGICO

A tragédia de vida de Salomão não foi uma catástrofe pessoal repentina, mas a diminuição gradual de sua completa devoção à Deus. Isso está relacionado com os interesses de suas “muitas esposas”, resultando em sua própria adoração idolátrica. Ele trilhou o repetido caminho para longe de Deus: o conhecimento do coração tornou-se somente o entendimento da mente e o conhecimento da mente, no final, deu lugar à apostasia total.

Pergunte se a seus alunos se a sabedoria, ou conhecimento cultivado de Deus, é garantia de lealdade contínua ao Senhor. Promovam o pequeno debate sobre o assunto, e peça a ele que procure na Bíblia outros exemplos semelhantes.

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II – A CONSOLIDAÇÃO DO PODER

1. A Glória do reino de Salomão. O Reinado de Salomão não apenas se tornou ângulo em termos territoriais, mas foi firmado e estabelecido em paz e justiça (1 Rs 4.24). O povo de Judá e Israel tinha tanta fartura e vivia então gosto condições que podia até festejar e se alegrar (1Rs 4.20). Todos os governos, quando administrado sobre essa premissa, se tornam duradouros trazendo ao povo paz e segurança (1 Rs 4.25a).

2. O orgulho precede a ruína. Infelizmente, até mesmo os homens mais sábios estão sujeitos a queda quando deixam de temer à Deus e entram  por caminhos tortuosos. Os desvios de Salomão foram chegando aos poucos, à medida que fazia pequenas concessões em seu coração e estabelecer acordos e conchavos políticos que deterioraram sorrateiramente seus valores espirituais (1Rs 11.1,2). Salomão enganou a si mesmo pela ganância e pela sede de poder e deixou invadiu o seu coração todavia, é importante destacar que isso não aconteceu no início do seu reinado (1Rs 11.4-6). Essa degradação de valores começou conforme Salomão permitia que pequenos desvios assumissem proporções gigantescas.

SÍNTESE DO TÓPICO II

Devemos ter cuidado com as concessões que fazemos, pois uma vida de entrega ao pecado começa com pequenos deslizes.

SUBSÍDIO DEVOCIONAL

2 Cr 1.11,12 Salomão poderia pedir qualquer coisa, porém pediu sabedoria para governar a nação. Pelo fato de Deus ter aprovado a forma como rei definir suas prioridades, dele também prosperidade, riqueza e Honra. Jesus também falou a respeito de prioridades. Ele disse que quando colocamos Deus em primeiro lugar, tudo aquilo que realmente necessitamos também nos é concedido (Mt 6.33).

Embora isso não seja uma garantia de que seremos tão ricos e famosos como Salomão, ao colocarmos Deus em primeiro lugar, a sabedoria que recebemos nos permitirá gozar uma vida ricamente gratificante. Quando temos o propósito de viver e aprender a contentar-nos com o que temos, alcançaremos uma riqueza tal como jamais poderíamos ter imaginado.” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003,p.594-95).

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Lição 10: O Ministério de Mestre ou Doutor | EBD – Adultos | 2° Trimestre De 2021

EBD | 2° Trimestre De 2021 | CPAD – Adultos – Tema: Dons Espirituais e Ministeriais – Servindo à Deus e aos Homens com Poder Extraordinário | Lição 10: O Ministério de Mestre ou Doutor

OBJETIVO GERAL

Retratar a missão do ministério de Mestre.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos. 

I. Aprender que Jesus, o mestre da Galileia, é mestre por excelência.
II. Identificar a ordem de Jesus aos seus discípulos para ensinar a igreja do primeiro século.
III. Saber da importância do dom ministerial de Ensinador na igreja local.

TEXTO ÁUREO

“De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada: […] se é ensinar, haja dedicação ao ensino” (Rm 12.6,7).

VERDADE PRÁTICA

Os vocacionados por Deus para o ministério do ensino são por Ele chamados para edi­ficar a Igreja de Cristo.

EBD | 2° Trimestre De 2021 | CPAD – Adultos – Tema: Dons Espirituais e Ministeriais – Servindo à Deus e aos Homens com Poder Extraordinário | Lição 10: O Ministério de Mestre ou Doutor

LEITURA DIÁRIA

Segunda – At 13.1 Doutores na igreja
Terça – 1 Co 12.29 Nem todos são doutores
Quarta – 1 Tm 1.6,7 Doutores sem entendimento
Quinta – 2 Tm 4.3 Falsos doutores
Sexta – Tg 3.1 A responsabilidade do mestre
Sábado – Mt 4.23-25 Jesus, o mestre por excelência

HINOS SUGERIDOS 141, 258, 429 Harpa Cristã

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Mateus 7.28,29; Atos 13.1; Romanos 12.6,7; Tiago 3.1

Mateus 7
28 
– E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina,
29 – porquanto os ensinava com autoridade e não como os escribas.

Atos 13
1
 – Na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé, e Simeão, chamado Niger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo.

Romanos 12
– De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada: se é profecia, seja ela segundo a medida da fé;
7 – se é ministério, seja em ministrasse é ensinar, haja dedicação ao ensino;

Tiago 3
1
 – Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo.

EBD | 2° Trimestre De 2021 | CPAD – Adultos – Tema: Dons Espirituais e Ministeriais – Servindo à Deus e aos Homens com Poder Extraordinário | Lição 10: O Ministério de Mestre ou Doutor

Lição 10: O Ministério de Mestre ou Doutor

• INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Nunca foi tão necessário, como hoje, a igreja investir na figura do mestre cristão. Quando o crente é ensinado a estudar a Bíblia para compreender o mundo e a cultura bíblica, relacioná-la com o mundo do século XXI e aplicá-la à vida das pessoas de maneira competente, o risco de sofrermos o engano é amenizado. Para quem pensa ser prejudicial à vida espiritual estudar a Bíblia com seriedade, deveria pensar na elaboração das traduções bíblicas, por exemplo, disponíveis no Brasil.

Se não houvesse homens e mulheres levantados por Deus e versados na erudição (línguas hebraica, grega, aramaica, egípcia e outras; a cultura oriental; a arqueologia para se achar manuscritos dos mais antigos possíveis), por certo, não teríamos a Bíblia traduzida em nosso idioma. Por isso, valorize quem se esmera por conhecer mais as Escrituras.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Prezado professor, no terceiro tópico da lição o autor afirma: “Em nosso país, a leitura é um problema cultural. Se as pessoas leem pouco, a igreja pouco lerá”. Partindo do princípio que essa afirmação é um fato verdadeiro no contexto cultural brasileiro, selecione um texto que achar pertinente e leve para a sala de aula. No final da lição, proponha a turma uma roda de leitura. Esta atividade objetiva estimular o hábito de leitura. Então, distribua o texto ora escolhido e peça a um ou dois alunos para lerem. Ao término, discuta o texto com os alunos. Conclua dizendo como pode ser prazeroso e construtivo cultivar o hábito de ler.

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INTRODUÇÃO

O ministério do ensino da Palavra é primordial para a igreja exercer o discernimento no que tange ao tempo em que vive (culturas, teologia, filosofias etc.). Tão importante é a função do mestre na igreja que as Escrituras declaram o quanto ele deve esforçar-se intelectualmente para exercer tão nobre tarefa (Rm 12.71 Tm 4.13). É uma tarefa importante e indispensável que exige muito de quem a desempenha.

PONTO CENTRAL
dom ministerial de mestre é ama capacitação do Espírito Santo.

I. JESUS, O MESTRE POR EXCELÊNCIA

1. O mestre da Galileia.

Doutor incomparável, “percorria Jesus toda a Galileia, ensinando nas suas sinagogas, e pregando o evangelho do Reino […]” (Mt 4.23). No ministério terreno, seus sermões, ensinos e discursos eram inflamados pelo amor às pessoas. Diferente dos escribas, Ele ensinava como quem tinha autoridade (Mt 7.28,29). A verdade emanava da pessoa de Jesus! Os que o ouviam só tinham duas opções: amá-lo ou odiá-lo. Era impossível ouvi-lo e ficar indiferente. Jesus transtornava a consciência do acomodado e aquietava o coração do perturbado.

2. O mestre divino.

Em visita a Jesus, um mestre da Lei chamado Nicodemos, educado nas melhores escolas religiosas de Israel e grande conhecedor das Escrituras hebraicas, reconheceu em Jesus um personagem incomum de seu tempo (Jo 3.1,2). Esse mesmo fariseu, que era príncipe dos judeus, afirmou que o Nazareno não poderia fazer o que fazia se Deus não fosse com Ele. Jesus é chamado Mestre cerca de quarenta e cinco vezes ao longo do Novo Testamento.

3. O mestre da humildade.

A fim de ensinar os discípulos acerca da humildade, Jesus “levantou-se da ceia, tirou as vestes e, tomando uma toalha, cingiu-se. Depois, pôs água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxuga-los com a toalha com que estava cingido” (Jo 13.4,5). Que cena chocante para os judeus! A pergunta de Pedro descreve essa perplexidade (v.6).

Era inimaginável um mestre encurvar-se para lavar os pés de pessoas leigas. Jesus era um mestre e deu o exemplo aos discípulos. O Emanuel, “Deus conosco”, encurvou-se diante dos homens! Isso se deu porque o ensino de Jesus não era mero discurso, mas “espírito e vida” (Jo 6.63).  Ele nos convida a fazer o mesmo: “Vós me chamais Mestre e Senhor e dizeis bem, porque eu o sou. Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (Jo 13.13-15).

SÍNTESE DO TÓPICO I

Jesus, o mestre da Galileia, é reconhecido em o Novo Testamento tanto como o Mestre Divino quanto o Mestre da humildade.

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II. O ENSINO DAS ESCRITURAS NA IGREJA DO PRIMEIRO SÉCULO

1. Uma ordem de Jesus.

Antes de ascender aos céus, de modo solene Jesus determinou aos seus discípulos que ensinassem “todas as nações […] a guardar todas as coisas” que Ele tinha ordenado (cf. Mt 28.19,20). O livro de Atos registra a obediência dos primeiros apóstolos no cuidado de cumprir a determinação de Jesus. Após a descida do Espírito Santo (At 2.1-6), o discurso de Pedro foi um verdadeiro ensino proferido no poder do Espírito Santo (At 2.14-40).

Tendo em vista a plena edificação da Igreja na Palavra, o Senhor Jesus, através do Espírito Santo, dotou alguns de seus servos com o dom ministerial de mestre ou doutor (Ef 4.11). Esse dom é uma capacitação sobrenatural do Espírito. Isso não significa, porém, que devemos descuidar de nossa formação intelectual, pois o preparo para o ensino passa pela capacidade de aprender para posteriormente ensinar.

2. A doutrina dos apóstolos.

O texto de Atos 2.42 informa-nos que os primeiros convertidos “perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações”. Além disso, acrescenta que em “cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos” (v.43). A “doutrina dos apóstolos” aqui referida trata-se do conjunto de ensinos de Cristo ministrados por eles de forma constante e eficaz para o crescimento integral dos novos crentes.

3. Ensinamento persistente.

Os primeiros mestres das Escrituras foram os integrantes do Colégio Apostólico (At 5.42, cf. vv.40,41). A Igreja começou nas casas, onde o ensino era ministrado a pequenos grupos nos lares. Falando aos anciãos de Éfeso, o apóstolo Paulo mostrou-se como um verdadeiro mestre que ensinava “publicamente e pelas casas, testificando, tanto aos judeus como aos gregos, a conversão a Deus e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo” (At 20.20,21). Deus havia preparado homens para ensinar e levantado “doutores” na igreja em Antioquia (At 13.1). O Pai Celestial igualmente deseja levantar mestres em sua igreja. Vivemos dias em que este ministério nunca foi tão necessário.

SÍNTESE DO TÓPICO II

O ensino na igreja do primeiro século foi ordenado por Jesus para os apóstolos ensinarem persistentemente.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“É ordem de Jesus Cristo Mateus 28.19,20 enfoca a lente zoom do Espírito Santo na Grande Comissão, que são as últimas palavras de Jesus Cristo ditas aos discípulos antes da ascensão dele. Cinco referências da Grande Comissão no Novo Testamento (Mt 28.19,20; Mc 16.15,16; Lc 24.46-48; Jo 20.21-23; At 1.8) indicam que não é algo aleatório, mas essencial para a estratégia de nosso Senhor. O mandato ‘Fazei discípulos’ (ARA) inclui intrinsecamente o ensino. Mas
temos de notar que o ensino requerido aqui é o de determinada espécie, isto é, ‘guardar [obedecer] todas as coisas’ que Cristo ordenou. Em outras palavras, Seus ensinamentos foram designados para produzir informação e transformação. Esse tipo de instrução é muito exigente e inacreditavelmente difícil de se realizar.

Foi praticada pela Igreja Primitiva
Não há a menor sombra de dúvida de que o Novo Testamento ordena a Igreja a ensinar. Mas a Igreja primitiva obedeceu mesmo a esse mandamento?

A Ilustração. Em Atos 2.41-47, temos um retrato da Igreja primitiva, o qual nos informa que eles ‘perseveravam na doutrina [ensino] dos apóstolos’ (2.42). Este era o padrão contínuo; não uma exceção.

A Implementação. Efésios 4 confirma o compromisso de ensinar. Jesus Cristo, após subir aos céus, deu dons aos homens, a fim de que servissem à Igreja, conforme está escrito: ‘Uns […]
para pastores e doutores [mestres, professores]’ (Ef 4.11). O propósito?’ ‘Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo’ (Ef 4.12); mais outra prova de que os talentosos são chamados para o ministério da
multiplicação e não da adição. Para o judeu, não havia uma posição mais alta na escada da sociedade do que a de rabino.

Por conseguinte, quando a Igreja do primeiro século foi ensinada sobre a doutrina dos dons espirituais, confrontou-se com um problema. As
pessoas clamavam pelo ‘dom de ensino’ com todos os privilégios a ele pertencentes. Como resultado, Tiago teve de emitir esta advertência: ‘Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres [professores], sabendo que receberemos mais duro juízo’ (Tg 3.1).

Considerando que o professor é compelido a falar e que a língua é o último membro a ser dominado (Tg 3.2), deve-se ter muito cuidado, ao aspirar tal responsabilidade, ponderada e sensata” (GANGEL, Kenneth; HENDRICKS, Howard G. (Eds.). Manual de Ensino para o Educador Cristão: Compreendendo a natureza, as bases e o alcance do verdadeiro ensino cristão. 4.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2005, pp.6,7).

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Lição 07: Santidade de Deus | EBD Betel Adultos | 2° Trimestre De 2021

EBD Betel – Adultos | 2° Trimestre De 2021 | Tema: Os Atributos de Deus conhecendo a natureza, o caráter e a supremacia de Deus nas Escrituras | Lição 07: Santidade de Deus

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Mostrar a qualidade ou a virtude de ser santo.
Ensinar que Deus não admite misturas ou contaminação.
Deixar claro que precisamos buscar a santificação.

TEXTO ÁUREO

“Dai ao Senhor a glória devida ao seu nome; adorai o Senhor na beleza da sua santidade.” Salmo 29.2

VERDADE APLICADA

Quando somos corrigidos pelo Senhor, é para o nosso proveito, para sermos participantes da Sua santidade.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

ÊXODO 15
11- Ó Senhor, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu, glorificado em santidade, terrível em louvores, operando maravilhas?
ISAÍAS 6
2- E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória.
1 PEDRO 1
15- Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver.
16- Porquanto escrito está: Sede santos porque eu sou santo.

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LEITURAS COMPLEMENTARES

SEGUNDA / Lv 11.44-45 Deus não aceita mistura nem contaminações.
TERÇA / Lv 20.26 Deus é santo.
QUARTA / 1 Cr 16.29 Adorai ao Senhor na beleza da Sua santidade.
QUINTA / 2 Cr 20.21 Todos devem louvar a santidade do Senhor.
SEXTA / Sl 145.17 Deus é justo e santo em todas as suas obras.
SÁBADO / Ap 3.7 Deus, aquele que é Santo e Verdadeiro.

HINOS SUGERIDOS 71, 99, 252 harpa Cristã

MOTIVOS DE ORAÇÃO

Ore para que, através da santificação, possamos chegar mais perto de Deus.

ESBOÇO DA LIÇÃO

Introdução
1- Santidade: pureza e retidão de Deus
2– Santidade: a beleza e glória de Deus
3– Santidade: revelada na Palavra de Deus
Conclusão

INTRODUÇÃO

Abordaremos nesta lição que, quando meditamos sobre a santidade de Deus, ficamos mais precavidos e mais determinados a viver livres do pecado e de toda sorte de desobediência à Sua Palavra.

PONTO DE PARTIDA

Deus é santo.

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1. Santidade: Pureza e Retidão de Deus

Esequias Soares (Teologia Sistemática Pentecostal – CPAD): “Deus é absolutamente santo; sua santidade é infinita e inigualável; Ele é santo em si mesmo, em sua essência e em sua natureza. No entanto, está escrito que Ele exige santidade de Seu povo porque Ele é santo [Lv 19.2; 1Pe 1.16]. Vemos, pois, que a santidade está em Deus e deve estar em seus seguidores”.

1.1. Deus é perfeito. Ele não erra nem tem falha alguma. Santidade é a pureza perfeita de Deus, que não tem mancha nem pecado algum. A Bíblia diz que Deus é santo e esse é o Seu caráter. O pecado nem sequer pode entrar em Sua presença! Somente o que é santo pode se aproximar de Deus. Quem quiser se aproximar de Deus precisa afastar-se de toda impureza e do pecado que nos rodeia [2 Sm 22.31; Mt 5.48; Hb 12.1; 12.14].

Subsídio do Professor: Todos os atributos estão ligados à perfeição de Deus, porque são qualidades intrínsecas do Seu Ser. Newman Hall nos mostra isso no seu comentário sobre a perfeição de Deus: “A sabedoria de Deus não pode errar. A santidade de Deus não pode pecar. O amor de Deus não pode ser cruel. A imutabilidade de Deus não pode mudar. A eternidade de Deus não pode terminar. A perfeição de Deus é uma fonte de mui consolação para nós, em nossa fraqueza e tolice. Se Ele não fosse Onisciente, poderíamos sofrer sem Ele saber. Se Ele não fosse Onipresente, poderíamos chorar sem Ele ver e ouvir. E se Ele não fosse Onipotente, poderíamos perecer e Ele ser incapaz de socorrer”

1.2. Deus é absolutamente isento de pecado. Deus não se contamina nem tem impurezas, por isso Ele não aceita se relacionar com pessoas impuras. Ele ama o pecador, mas rejeita o pecado em todas as suas formas. Quem se aproxima de Deus deve buscar a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor [Hb 12.14].

Subsídio do Professor: A santidade foi o propósito de Deus para o seu povo quando Ele planejou sua salvação em Cristo [Ef 1.4]. A santidade foi o propósito de Cristo para toda a Sua criação.0%2C0%2C1366%2C0%2C1366%2C728%2C1242%2C597&vis=1&rsz=%7C%7Cs%7C&abl=NS&cms=2&fu=128&bc=31&jar=2021-05-04-12&ifi=5&uci=a!5&btvi=3&fsb=1&xpc=532YrUqz5J&p=https%3A//escolabiblicadominical.org&dtd=5298

1.3. A santidade de Deus exige que Ele julgue o pecado. Se Deus aceitasse o pecado, Ele não seria santo. A desobediência, a idolatria, o adultério e a comunhão do Seu povo com outros povos sempre desagradaram a Deus e despertaram Sua ira, pois são uma afronta à Sua santidade. O Senhor sempre advertiu a Israel e a Judá por intermédio dos Seus profetas [2Rs 17.13, 17-18; 1Sm 12.15]. Não brinque com Deus, porque Deus é amor, mas também é fogo consumidor [Hb 12.29]. A santidade de Deus exige que a pena do pecado seja paga. A Sua ira se manifesta sobre toda impureza e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça [Rm 1.18].

Subsídio do Professor: A santidade de Deus é perfeita. Portanto, não há injustiça no Senhor e em qualquer de Seus atos. Em todas as fases que o povo de Deus foi levado cativo e ficou escravizado de outros povos foi pelo próprio consentimento de Deus. A Sua Santidade fez justiça com aqueles que se mantiveram fiéis a Ele e os que se arrependeram das suas abominações, delitos e ofensas. Mas o juízo de Deus é segundo a verdade e não aceita a prática de coisas erradas [Rm 2.1-3]. Lembre-se que a ira de Deus não é inseparável de Sua santidade. Se Deus aceitasse ou permitisse o pecado, Ele não seria Santo.

EU ENSINEI QUE:

Deus é perfeito, Ele não erra nem tem falha alguma. Deus é absolutamente isento de pecado. Porém, a santidade de Deus exige que Ele julgue o pecado.

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2. Santidade: a Beleza e Glória de Deus

“Ó Senhor, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu, glorificado em santidade, terrível em louvores, operando maravilhas?” [Êx 15.11]. “Tu, com a tua beneficência, guiaste este povo, que salvaste; com a tua força o levaste à habitação da tua santidade.” [Êx 15.13]. “Não há santo como é o Senhor; porque não há outro fora de ti” [1Sm 2.2a].

2.1. A santidade de Deus não sofre alterações. A santidade de Deus é imutável como os Seus demais atributos, não sofre variações nem oscilações como o homem, que ainda está no processo de santificação: “Pelo que, querendo Deus mostrar mais abundantemente a imutabilidade do seu conselho aos herdeiros da promessa, se interpôs com juramento, para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, tenhamos a firme consolação, nós, os que pomos o nosso refúgio em reter a esperança proposta.” [Hb 6.17-18].

Subsídio do Professor: A santidade de Deus é a base de todos os seus atributos comunicáveis e incomunicáveis, pois a santidade é o parâmetro e a parte superior de todas as perfeições do Ser Supremo, o Deus Todo-Poderoso. Myer Pearlman (Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – Ed. Vida): “Vemos, então, que a santidade é o atributo que mantém a distinção entre Deus e a criatura. Não denota apenas um atributo de Deus, mas a própria natureza divina”. Assim, como comentou Tony Evans, a “santidade de Deus abre a porta para a compreensão e interpretação de todas as outras coisas a seu respeito”.

2.2. A santidade de Deus não pode ser violada, confundida nem questionada. Deus nunca foi visto nem surpreendido por ninguém em deslize moral ou ético de nenhuma espécie. Qual das suas criações, inclusive os anjos e os homens, poderia questionar a Sua santidade? Ninguém! É impossível o homem compreender plenamente a santidade de Deus, por ele ser criatura e estar vivendo ainda aqui na terra, sob pressão do pecado [1Co 2.10-11]. Quem questionará as Sagradas Escrituras: “Justo é o Senhor em todos os seus caminhos e santo em todas as suas obras” [Sl 145.17]. A santidade de Deus é a regra em todas as Suas ações

Subsídio do Professor: A santidade de Deus é uma luz que clareia todas as áreas escuras da nossa vida, colocando patente aos Seus olhos. Onde Ele procura com os seus olhos os fiéis da terra: “E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel?” [2 Co 6.14b-18].

2.3. A santidade de Deus é padrão e espelho para a Sua criação. Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento: O homem foi criado à imagem de Deus e é capaz de refletir a semelhança divina. E, assim como Deus se revela como eticamente santo, Ele chama os homens a uma santidade que lembra a sua própria […] Inerente à obra redentora de Deus é a promessa da derradeira manifestação da santidade de Deus na glorificação de seu povo e no livramento em que a criação se verá livre das imperfeições resultantes da maldição edênica [Rm 8.18-23]”. Assim, os que nasceram de novo e agora são filhos de Deus por adoção, são chamados a um viver em santidade e contínuo progresso em Cristo [Mt 5.48; 1Pe 1.13-17].

Subsídio do Professor: A santidade de Deus é manifestada e revelada a nós em Cristo Jesus. A santidade de Deus tem sido descrita como a “beleza” de todos os seus atributos, “sem a qual”, argumenta Edward Leigh, “sua sabedoria seria sutileza, sua justiça seria crueldade, sua soberania seria tirana, sua misericórdia seria compaixão insensata”. Deus, o Santo, comunica sua santidade a Cristo, que então opera sua imagem em seu povo. Paulo nos estimula e encoraja na sua segunda carta aos coríntios: “Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus.” [2 Co 7.1].

EU ENSINEI QUE:

A santidade de Deus não sofre alterações, não pode ser violada, confundida nem questionada e é padrão e espelho para a Sua criação.

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Lição 9: O Ministério De Pastor 2° Trimestre De 2021 EBD/Adultos

Lição 9: O Ministério De Pastor 2° Trimestre De 2021- Tema: Dons Espirituais e Ministeriais – Servindo à Deus e aos Homens com Poder Extraordinário | escola dominical  CPAD – Adultos – EBD

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

Reconhecer o papel fundamental de Jesus como o sumo pastor.

Classificar as características de um verdadeiro pastor.

Conscientizar-se da missão do ministério pastoral.  

TEXTO ÁUREO

João 10:11 “Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas”.

VERDADE PRÁTICA

Por meio do ministério pastoral, conduzimos as ovelhas ao Supremo Pastor, Jesus Cristo.

Licao 8 O Ministerio de Evangelista 1 1024x1024 - EBD | Lição 9: O Ministério De Pastor  | 2° Trimestre De 2021

LEITURA DIÁRIA

Segunda – Ec 12.11: Há um só Pastor

Terça – Is 40.11: O pastor apascenta as ovelhas

Quarta – Ez 34.12: O pastor em busca das ovelhas

Quinta – Am 3.12: O pastor protege as ovelhas

Sexta – Zc 11.17: O pastor negligente com o rebanho

Sábado – Hb 13.20: Cristo, o Pastor das ovelhas

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

João 10.11,14; Tito 1.7-11; 1 Pedro 5.2-4.

João 10

11 – Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.

14 – Eu sou o bom Pastor; e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido.

Tito 1

7 – Porque convém que o bispo seja irrepreensível como despenseiro da casa de Deus, não soberbo, nem iracundo, nem dado ao vinho, nem espancador, nem cobiçoso de torpe ganância;

8 – mas dado à hospitalidade, amigo do bem, moderado, justo, santo, temperante,

9 – retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes.

10 – Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão,

11 – aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras, ensinando o que não convém, por torpe ganância.

1 Pedro 5

2 – apascentai o rebanho de Deus que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto;

3 – nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho.

4 – E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa de glória.

Caro professor, para o terceiro tópico da lição, e após o subtópico que conceitua a missão do pastor, use o esquema abaixo. Fale a respeito do aspecto múltiplo da missão pastoral. Na igreja local, o pastor é um guia espiritual do povo de Deus. Dele se espera maturidade, idoneidade e amor no trato com as coisas de Deus e ao rebanho. Por isso, conclua a lição desta semana afirmando a complexidade da função pastoral e como Deus leva a sério o pastor que cumpre o seu ministério. Em seguida, reúna os seus alunos para orarem pelo pastor local e pelos pastores de todo o mundo.

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INTRODUÇÃO

Ser pastor sempre foi uma tarefa árdua. Muitas são as demandas internas e externas da igreja local, entre elas o cuidado para com as pessoas do rebanho, visita a enfermos, questões relacionadas à administração eclesiástica e o constante desafio de se dedicar à oração, à pregação e ao ensino da Palavra de Deus. O dia a dia pastoral é desafiador a quem é vocacionado por Deus para apascentar. Somente pela graça e o amor do Pai é possível encarar tão grande responsabilidade. Por outro lado, uma liderança madura e servidora é imprescindível ao desenvolvimento da igreja local. Assim, a lição de hoje abordará esse importante ministério.

I- JESUS, O SUMO PASTOR

Jesus é o pastor supremo. A expressão “grande Pastor das ovelhas”, que aparece em Hebreus 13.20, refere-se diretamente à sublimidade do Senhor Jesus como pastor no Novo Testamento. Marcado pela humildade e despojamento da sua glória, Ele foi chamado “grande” em seu nascimento (Lc 1.32). O adjetivo “grande” enfatiza o quanto o Nazareno é incomparável e mediador da nova aliança de Deus com os homens. Jesus Cristo é o supremo pastor em todos os aspectos. Ele venceu a morte e libertou o homem da prisão do pecado. Ele é Deus!

O pastor conhece as suas ovelhas. Em João 10.14, o adjetivo “bom” identifica Jesus como o pastor que por amor protege e cuida das ovelhas que lhe pertencem. Por isso, Ele é o “bom Pastor”. Tal expressão designa ainda a intimidade entre o Sumo Pastor e as suas ovelhas. Estas não ouvem a voz de outro pastor. O bondoso Salvador conhece a sua Igreja por inteiro, e se relaciona com cada membro (Jo 10.5,15).

O pastor dá a vida pelas ovelhas. Uma das principais fontes da economia israelita era o trabalho pastoril. Os pastores cuidavam das ovelhas para delas obterem o lucro diário. Este é o contexto de que se valeu o Senhor Jesus para referir-se ao ensinamento contido na expressão “o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas” (Jo 10.11). Aqui, diferente dos pastores que garantiam o seu sustento no campo através do uso das ovelhas, o Mestre Jesus mostra disposição em dar a própria vida pelo seu rebanho (Jo 10.15). Os verdadeiros pastores da igreja devem imitar o Sumo Pastor, Jesus. NEle não há jamais exploração alguma do rebanho, e isso deve servir de exemplo a todos aqueles que desejam ministrar à igreja do Senhor, tal como ensina a Palavra em 1 Pedro 5.2-4.

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Jesus, o Pastor Supremo, conhece as suas ovelhas e deu a sua vida por elas.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO I  

Subsídio Teológico  

“Viver como Pedro: A Supervisão Pastoral (5.1-11)

Dirigindo-se aos ‘estrangeiros’ (1.2) que haviam sido dispersos entre povos infiéis, e frequentemente hostis, Pedro inicia sua carta com um imperativo à vida santificada baseada no exemplo de Deus Pai (1.3-2.10). Pelo fato de muitos de seus leitores poderem sofrer injustamente e de modo abusivo nas mãos de cruéis agentes do governo, senhores ou maridos, na parte central e mais importante de sua carta Pedro manda que se submetam à autoridade e sofram, mesmo sem merecer, segundo o exemplo de Cristo (2.11-4.13). Nesta seção final da carta, Pedro dirige-se aos presbíteros [pastores], responsáveis pelo pastoreio do rebanho de Deus (5.1-4). Escrevendo como um presbítero [pastor] mais experiente, Pedro é seu modelo de liderança sobre o povo de Deus (5.1-11). Termina os ensinamentos com uma série de obrigações aplicáveis não só aos presbíteros, mas também a todo o povo de Deus (5.5-11)” (STRONSTAD, Roger; ARRINGTON, French L. (Eds.) Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol. 2: Romanos a Apocalipse. 4 ed., RJ: CPAD, 2009, p.921).

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II- AS CARACTERÍSTICAS DO VERDADEIRO PASTOR

Um caráter íntegro. Entre outras coisas, o exercício pastoral envolve aptidão para ensinar, aconselhar e comunicar-se de forma clara com a igreja local. Porém, essas características não são validadas se o caráter do pastor não for íntegro. Uma das piores queixas que se pode ouvir acerca de um ministro é que sua palavra pastoral não se coaduna com a sua vida. Como pode o líder falar sobre honestidade e ser desonesto? De simplicidade e mostrar-se esbanjador? De humildade e comportar-se soberbo? A melhor palavra pastoral é a vida do pastor em sintonia com a mensagem do Evangelho que ele proclama (Mt 7.24-27; 23.2-36).

Exemplo para os fiéis e os infiéis. O texto bíblico de 1 Timóteo 3.2,3, afirma que o bispo não deve ser dado ao vinho, espancador, cobiçoso de torpe ganância, contencioso ou avarento; a recomendação é que o obreiro seja moderado. A Igreja, o Corpo de Cristo, precisa contemplar em seu líder sinais claros do fruto do Espírito, tais como autocontrole, mansidão, bondade e amor. Estas características denotam idoneidade moral e maturidade espiritual. A mesma postura moral que o pastor atesta aos fiéis deve ser demonstrada, igualmente, aos infiéis (1Tm 3.7).

Exemplo para a família. Não podemos esquecer que antes de ser exemplo para igreja local, e com os de fora, o ministro do Evangelho, em primeiro lugar, deve ser o exemplo para a sua própria família — sua primeira comunidade e igreja. Governar a própria casa com modéstia e equilíbrio, criando seus filhos com respeito (1Tm 3.4), é o testemunho que toda a família cristã deseja experimentar na convivência sadia com o pastor que é esposo, pai e avô. Portanto, todo obreiro deve cuidar bem do seu lar, pois sem o devido respaldo deste, o seu ministério jamais terá credibilidade.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

Do pastor espera-se um caráter íntegro; um exemplo para os fiéis, aos infiéis e a toda a sua família.

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