Lição 07: O Aparecimento do Anticristo | 4° Trimestre De 2021 | EBD – Jovens

EBD | 4° Trimestre De 2021 | CPAD – Revista Jovens – Tema: Jesus Cristo Voltará – Fé e perseverança para o glorioso dia com o Senhor da Igreja | Lição 07: O Aparecimento do Anticristo | Escola Biblica Dominical

TEXTO DO DIA

“Filhinhos, e já a última hora e como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos: por onde conhecemos que é já a última hora (1 Jo 2.18)

SINTESE

Com o aparecimento do anticristo, o mundo viverá o caos total anunciando o fim de todas as coisas

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA – Dn 7.25 Um homem que proferirá palavras contra o Altíssimo
TERÇA – Dn 8.25 Um homem que fará prosperar o engano
QUARTA – Mt 24.15 Um homem que promoverá a “abominação da desolação”
QUINTA – 2 Jo 7 Um homem que negará a humanidade de Jesus
SEXTA – Ap 13.8 Um homem que será objeto de adoração
SÁBADO – Ap 13.18 Um homem cujo número é 666

OBJETIVOS

MOSTRAR, segundo a Palavra de Deus, quem é o Anticristo
EXPLICAR de acordo com a Palavra de Deus, quem faz parte da Trindade Satânica
MOSTRAR como se dará o governo do Anticristo

INTERAÇÃO

Professor(a) veremos nesta lição que um dos sinais da volta de Jesus é a operação do Anticristo no mundo. O seu governo será mundial e de acordo com o apóstolo João, o espirito dEle já está atuando no mundo (1 Jo 4.3). Necessitamos de discernimento e sabedoria para enfrentarmos este mundo dominado pelo deus deste século, Satanás (2 Co 4.4: 1 Jo 5.19). No decorrer da lição enfatize aos alunos o fato de que precisamos orar e vigiar constantemente. Mais do que nunca necessitamos do poder divino e de discernimento espiritual para não sermos enganados pelas forças do mal.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor(a), para a aula de hoje sugerimos que você reproduza o quadro abaixo. Utilize-o para explicar aos alunos a diferença entre a Anticristo e Jesus Cristo. É importante que você leia juntamente com seus alunos as características e discuta com eles cada uma.

JESUS CRISTOANTICRISTO
A VerdadeA mentira
O SantoO iníquo
Homem de doresHomem de pecados
Filho de DeusFilho de satanás
Ministério de DeusMinistério de injustiça
Bom PastorPastor inútil
Exaltado nas alturasLançado no inferno
Humilha-se a si mesmoExalta-se a si mesmo

Extraído de Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica, CPAD, p. 248.

TEXTO BIBLICO

Tessalonicenses 2.3-12
1 Ora, irmãos, rogamos-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e pela nossa reunião com ele.
2 Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos per turbeis, quer por espirito, quer por palavra, quer por epistola, como de nós, como se o Dia de Cristo estivesse já perto.
3 Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição
4 O qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora; de sorte que se assentará como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.
5 Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco
6 E agora, vos sabeis o que o detém para que a seu próprio tempo seja manifestado
7 Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que, agora, resiste até que do meio seja tirado.
8 E, então será revelado o iniquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca e aniquilará pelo esplendor da sua vinda.
9 A esse cuja vinda e segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais, e prodígios de mentira
10 E com todo engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem,
11 E por isso. Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira.
12 Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade: antes, tiveram prazer na iniquidade

INTRODUÇÃO

Quando estudamos a respeito da Escatologia Biblica, não podemos deixar de falar a respeito de Anticristo. Nos Livros de Daniel e Apocalipse existem varias expressões e figuras que apontam para ele Embora o espirito dele já esteja atuando no mundo e muitos anticristos têm se levantado, ele ainda não foi revelado. Quando o Senhor autorizar a ‘operação do erro’ o Anticristo entrará decisivamente em ação, e sairá a enganar os que habitam no mundo. Por fim, o Senhor Jesus derrotará com o sopro da sua boca e o lançará no lago que arde com fogo e enxofre.

1- QUEM E O ANTICRISTO

1. A encarnação do mal. A expressão utilizada por João para “Anticristo no grego è artichristos refere-se a um ser politico cujo governo terá um alcance mundial. Ele fara prosperar o engano, negará a perfeita humanidade de Jesus (2 Jo 7). proferirá as palavras contra o Altíssimo e promoverá a abominação da desolação (Mt 24.15). Esse ser satânico, influenciará os que habitam na Terra de tal maneira que será adorado como um deus (Ap 13.8). O termo “anticristo só aparece nas Cartas de João: 1 João 2.18-22; 4.3 e 2 João 7. É importante ressaltar que segundo Tim Cahaye o termo “anticristo pode ser aplicado tanto ao individuo como ao sistema que ele representa. O profeta Daniel afirma que o Anticristo firmará um concerto com muitos por uma semana: e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares: e sobre a asa das abominações virá o assolador […]” (Dn 9.27). Os termos “sacrifício e oferta de manjares”. pode ser uma alusão ao templo em Jerusalém, onde atualmente funciona uma mesquita. Segundo a Palavra de Deus, este templo será reedificado; pois será ali que o Anticristo cometerá uma abominação, fato que será decisivo para Israel perceber o engano satânico.

2. Um homem que tentará usurpar o lugar de Deus. O Anticristo, cuja vinda é sob a eficácia de Satanás (2 Ts 2.9). será alguém politicamente correto, mas na verdade se trata de uma fraude. Ele se apresentará como alguém que tem a solução para todos os problemas da humanidade. Um homem soberbo. oposto ao verdadeiro Cristo alguém que exalta a si mesmo contra o Altíssimo e exige adoração por intentar presunçosamente, ser igual a Deus (Is 14.14).

3. Um homem que enganará os que habitam na Terra. O Anticristo será um homem de sucesso, carismático loquaz, que cooptará todos os que habitam na Terra. Ele enganará os homens de diferentes classes sociais, todos aqueles que não quiseram se submeter ao senhorio de Jesus Cristo. Que Jesus Cristo seja o nosso Senhor até o fim dos tempos e que não sejamos enganados pelo Anticristo.

PENSE! “Por que os habitam na terra serão enganados pelo anticristo, já que existe tantas profecias a visão da sua pessoa?

PONTO IMPORTANTE A Bíblia diz que o “deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhe resplandeça à luz do Evangelho da Glória de Cristo” (2 Co 4.4). A cegueira espiritual produz reações macreditaveis!

II- A TRINDADE SATANICA

1. O dragão. A Palavra de Deus nos mostra que, no período da Grande Tribulação, será levantada uma tríade satânica, que se estabelecerá com muita força: “E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como o dragão (Ap 13.11). Essa tríade é formada pelo dragão (Diabo), o Anticristo e o falso profeta. Nas Escrituras Sagradas a palavra “dragão” é sempre utilizada como uma referência ao Diabo: “Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo e Satanás, e amarrou-o por mil anos” (Ap 20.2). Atualmente estamos sujeitos a ser tentados pelo Diabo, lembrando que até Jesus foi tentado por ele durante quarenta dias em que esteve no deserto. O Senhor Jesus, enquanto homem, resistiu ás tentações com a Palavra de Deus e podemos resistir ao Diabo. Enquanto Jesus não vier buscar a sua Igreja precisamos. diariamente, resistir ao dragão e às suas astutas ciladas: “Sujeitai-vos. pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugira de vós” (Tg 4.7). Em breve Jesus Cristo virá buscar a sua Igreja e a Trindade Satânica será destruída.

2. Anticristo. Segundo a Enciclopédia Popular de Profecia Biblica. o Anticristo aparece nas Escrituras Sagradas com vários títulos: “o homem do pecado”, e filho da perdição” (2 Ts 2.3). “o iniquo (2 Ts 2.8), “um pequeno chifre (Dn 7.8), “o príncipe que há de vir (Dn 9.26) e o rei que fará conforme sua vontade” (Dn 11.36). O Anticristo terá uma ação proeminente na politica mundial, prometendo dias melhores para o mundo. Porém, como pode o Mal oferecer algo que não tem? Sendo ele o pai da mentira, não terá dificuldades em falsear a verdade. Ao que tudo indica, ele enganará a todos com um discurso conciliador, mas é lobo, e não ovelha. O mundo, que jaz no maligno, não encontrará dificuldades para se alinhar à politica nefasta deste líder astucioso. que, segundo o pastor Antônio Gilberto afirma na obra O Calendário da Profecia surgirá da área do antigo Império Romano (Dn 9.26).

3. Falso Profeta. Ele será símbolo do poder religioso e porta-voz do Anticristo. No livro do Apocalipse é identificado como a Besta que subiu da terra, a qual “tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro, e ele falava como o dragão (Ap 13.11). Certamente terá a “aparência de um cordeiro, mas agirá como um demônio sagaz. Terá muita fluidez nos seus discursos, com capacidade, dada por Satanás, de até fazer descer fogo do céu. Ele estabelecerá um sistema de colocação do nome ou número da Besta na mão direita ou na testa dos homens, que servirá para autorizar transações comerciais em todo o mundo.

PENSE! Qual propósito do mal em estabelecer a Trindade satânica?

PONTO IMPORTANTE Desde o inicio dos tempos, o Mal se tornou contumaz imitador das coisas de Deus, mas sempre o faz com imperfeição. Talvez seja mais uma, a última, das suas tentativas

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Lição 06: A Grande Tribulação | 4° Trimestre De 2021 | EBD – Jovens

EBD | 4° Trimestre De 2021 | CPAD – Revista Jovens – Tema: Jesus Cristo Voltará – Fé e perseverança para o glorioso dia com o Senhor da Igreja | Lição 06: A Grande Tribulação | Escola Biblica Dominical

TEXTO DO DIA

“Porque haverá, então, grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco haverá jamais.” (Mt 24.21)

SÍNTESE

A Grande Tribulação será o período de tempo mais tenebroso e traumático do que qualquer outro na história humana.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA – Is 13.11 Grande Tribulação: Tempo de julgamento
TERÇA – Dn 7.25 Grande Tribulação: Tempo de mudança de leis
QUARTA – Mt 24.21 Grande Tribulação: Tempo de incomparável aflição
QUINTA – Ap 3.10 Grande Tribulação: Tempo de tentação
SEXTA – Ap 13.7 Grande Tribulação: Tempo de perseguição aos santos
SÁBADO – Ap 7.14 Grande Tribulação: Tempo de salvação

OBJETIVOS

COMPREENDER a realidade da Grande Tribulação:
EVIDENCIAR o propósito da Grande Tribulação.
EXPLICAR quando acontecerá a Grande Tribulação.

INTERAÇÃO

Prezado(a) professor(a), dando continuidade ao nosso estudo a respeito da Escatológica Bíblica, neste domingo estudaremos a respeito da Grande Tribulação. A Igreja do Senhor não passará por esse evento escatológico que terá seu início na Terra depois do Arrebatamento dos crentes. Será um tempo de aflição jamais visto pelos homens, um período de juízo divino. Hoje a salvação, mediante a graça, está disponível a todos, mas a “porta” da salvação será fechada pelo Senhor, assim como nos dias de Noé em que Ele mesmo fechou a porta da arca pelo lado de fora.

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ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor (a), para a aula de hoje sugerimos que você copie no quadro o esquema abaixo. Inicie a lição fazendo as seguintes perguntas:

“Você sabe o que é a Grande Tribulação?” (Será um tempo de aflição e angústia jamais vistos na Terra.)

Quando se dará?” (Ocorrerá imediatamente antes do glorioso aparecimento de Cristo, quando o próprio Jesus retornará à Terra para destruir o Anticristo.)

O crente vai participar da Grande Tribulação?” (Não.)

Ouça os alunos com atenção e incentive a participação de todos. Responda as questões e em seguida, utilize o quadro para mostrar aos alunos o que é a Grande Tribulação.

A GRANDE TRIBULAÇÃO
• Juízo sobre aqueles que rejeitaram o Salvador;
• O fim da condescendência para com aqueles que se rebelam contra Deus
• Uma decisão para aqueles que devem escolher entre Cristo e o Anticristo; 
• Caos, a ponto de pôr em dúvida o ilusório sentimento de segurança do homem;
• Um reavivamento sem precedentes e a maior colheita de almas na história humana.

Extraído de Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica, CPAD, p. 248.

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TEXTO BIBLICO

Apocalipse 6.1-11
1 E, havendo o Cordeiro aberto um dos selos, olhei e ouvi um dos quatro animais, que dizia, como em voz de trovão: Vem e vê!
2 E olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vitorioso e para vencer.
3 E, havendo aberto o segundo selo, ouvi o segundo animal, dizendo: Vem e vê!
4 E saiu outro cavalo, vermelho: e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra e que se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada.
5 E, havendo aberto o terceiro selo, ouvi o terceiro animal, dizendo: Vem e vê! E olhei, e eis um cavalo preto; e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança na mão.
6 E ouvi uma voz no meio dos quatro animais, que dizia: Uma medida de trigo por um dinheiro; e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho.
7 E, havendo aberto o quarto selo, ouvi a voz do quarto animal, que dizia: Vem e vê!
8 E olhei, e eis um cavalo amarelo; e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte; e o inferno o seguia e Foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra.
9 E, havendo aberto o quinto selo, vi de baixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram.
10 E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?
11 E a cada um foi dada uma comprida veste branca e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus consertos e seus irmãos que haviam de ser mortos como eles foram.

INTRODUÇÃO

Na lição deste domingo, estuda remos a respeito do período de tempo mais tenebroso e traumático do que qualquer outro da história: a Grande Tribulação. Contudo, a Igreja do Senhor não estará mais neste mundo. A Grande Tribulação será um período de tribulação e aflição para aqueles que não foram arrebatados para se encontrarem com o Senhor Jesus Cristo nos ares.

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I- A REALIDADE DA GRANDE TRIBULAÇÃO

1. Daniel fala a respeito da Grande Tribulação. Para compreender a respeito da Grande Tribulação, é importante analisar as setenta semanas de Daniel. Pois, foi dito ao profeta que estava de terminado ao povo de Israel o decurso de um periodo de 70 semanas, “para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e expiar a iniquidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia. e ungir o Santo dos santos” (Dn 9.24). Essas 70 semanas não são de dias, mas de anos (Lv 25.8), aliás, no texto original. não se escreve “semanas”, e sim “setes” (“setenta setes”).

2. Um tempo determinado pelo Senhor. Encontramos nas Escrituras Sagradas, tanto no Antigo como no Novo Testamento, vários textos que fazem referência à Grande Tribulação. O profeta Jeremias chamou esse periodo de tempo de angústia para Jacó (r 30,7). Outros nomes que fazem referência a esse evento são: “Dia do Senhor”. “Septuagésima Semana”, Dia da Desolação”. “Ira Vindoura”, “Hora do Julgamento”. “Tribulação” e “Grande Tribulação”. Esses nomes nos fazem compreender a dimensão do sofrimento que haverá sobre a Terra. Jesus disse que haveria “grande aflição, como nunca houve desde o principio do mundo até agora, nem tampouco haverá jamais” (Mt 24,21).

3. A abertura dos selos e as trombetas. A angústia do mundo, nesse periodo, será inimaginável. O livro de Apocalipse relata, nos capítulos 6 e 18. uma grande quantidade de catástrofes que acometerão à Terra. Essas aflições se darão com a abertura dos selos e o toque das trombetas. Segundo Apocalipse 6.4. na abertura do segundo selo, a paz da terra será retirada e os homens matarão uns aos outros. Será uma aflição jamais vista.

Pense! Por qual razão Deus deu tanta importância a Israel, no final dos tempos, determinando e revelando a Daniel um periodo profético?

Ponto Importante Israel é o relógio de Deus para o fim dos tempos, conforme Jesus disse “Olhai para a figueira (Lc 21.29)

II- O PROPÓSITO DA GRANDE TRIBULAÇÃO

1. Preparar Israel para o encontro com o Messias. Um dos objetivos do periodo da Grande Tribulação é promover a restauração espiritual de Israel (Dn 9.24 27). Contudo, quem estiver sobre a Terra nesse tempo, como Israel, sofrerá todos os flagelos que virão sobre o planeta. É importante ressaltar que a Igreja não passará pela Grande Tribulação, pois, nesse periodo, ela estará no céu com o Senhor Jesus. Israel sofrera juízo por todos os pecados cometidos, não apenas em relação ao Messias, mas pelos milênios de afastamento dos propósitos de Deus. Nessa nova oportunidade de salvação, a última para o povo judeu. os descendentes de Abraão serão “comprimidos com força, como se faz com as uvas no lagar, ou prensados. como acontece com as azeitonas na produção do azeite.

Durante este periodo, o povo de Israel fará um pacto com o Anticristo. entendendo ser o Messias prometido. Mas, no meio da Tribulação, compreendera que foi enganado, e, então, romperá a aliança estabelecida, convertendo-se ao Senhor Jesus. O Inimigo ficará enfurecido. e empreenderá ferrenha perseguição contra Israel, culminando na Guerra do Armagedom, quando o Senhor, no instante de maior aflição do povo, descerá dos céus, na companhia da Igreja glorificada, e derrotará o Iniquo e seus exércitos. Israel que, no passado, tantas vezes foi milagrosamente salvo pelo Senhor. será alcançado, mais uma vez. pela benevolência divina e entenderá o tempo da sua visitação.

2. Fazer justiça contra os rebeldes. Durante o tempo de angústia de Jacó”. o Senhor cumprirá, também, a promessa de castigar o mundo por causa de sua maldade e os perversos por causa da sua iniquidade e arrogância (Is 13.11), O povo de Nínive se arrependeu e a cidade não foi destruída no tempo do profeta Jonas Mas os homens rebeldes do mundo, no periodo da Grande Tribulação, blasfemarão contra Deus e não se arrependerão de seus pecados Os flagelos lançados sobre eles (Ap 9.21: 16.9), nos faz lembrar os egípcios, no tempo de Moisés, e os cananeus, no tempo da conquista da Terra Prometida. os quais, em sua maioria, mesmo vendo a mão de Deus estendida contra eles. não se converteram.

3. Revelar ao mundo a ira de Deus. Deus é bom e misericordioso. mas Ele também é justo. Com Deus não se brinca e a Grande Tribulação será um tempo marcado pela ira de Deus contra o pecado, segundo indica Apocalipse 6-18. Depois de ler Apocalipse 6. podemos verificar e afirmar que, à medida que os selos vão sendo abertos. julgamentos terríveis são desferidos sobre a Terra Neste periodo de trevas surgirá um ditador mundial, o Anticristo, Segundo Stanley Horton o nome Anticristo provém das epistolas de João, onde ele dá a entender que este personagem virá futuramente.

Pense! Por que Deus, ainda dará oportunidade de arrependimento aos israelitas?

Ponto Importante É da essência de Deus ser misericordioso. Ele não despreza um coração quebrantado e contrito

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Lição 13: Malaquias: Deus se Importa com a Família | EBD – Jovens | 3° Trimestre De 2021

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 13: Malaquias: Deus se Importa com a Família

Objetivos

EXPLICAR o contexto social e a estrutura do livro de Malaquias;

RECONHECER os perigos de uma religião apática e indiferente;

COMPREENDER que o propósito de Deus para nossas vidas implica na construção de um relacionamento familiar agradável e feliz.

TEXTO DO DIA

E dizeis: Por quê? Porque o Senhor foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher do teu concerto.”  (Ml 2.13,14)

SÍNTESE

Honramos a Deus quando cumprimos os votos do casamento e satisfazemos o ideal de Deus para a família.

Agenda de leitura

SEGUNDA – Gn 2.24 O casamento como um projeto de Deus

TERÇA – Sl 128.3,4 A família regada pela bênção divina

QUARTA – Pv 5.18 A alegria do amor

QUINTA – Ef 5.25-28 O amor como uma realidade familiar

SEXTA – Ef 5.31 A comunhão íntima do casamento

SÁBADO – Tt 2.3-6 A moderação na família

Interação

Prezado (a) professor(a), nesta última lição do trimestre estudaremos a respeito do último livro dos profetas menores: Malaquias. Ele condenou e advertiu o povo de Deus a respeito da adoração fingida (1.1). O Senhor busca aqueles que o adoram em espírito e em verdade. Ele deseja do seu povo uma adoração sincera, resultado de um coração devotado e cheio de amor. A adoração a Deus em Judá não era leal, pois o relacionamento do povo com o Senhor havia sido interrompido devido ao pecado. Contudo, se houvesse arrependimento as bênçãos do Senhor seriam derramadas sobre todos.

Orientação Pedagógica

Peça aos alunos que formem quatro grupos. Entregue a eles uma cópia do quadro abaixo. Explique que cada grupo vai estudar um capítulo do livro de Malaquias e  completar o quadro. Depois que todos tiverem concluído a tarefa, peça que formem um único grupo. Determine um tempo para que cada grupo possa discorrer a respeito do seu resumo. Faça as interferências e aplicações que achar necessárias.

DIVISÃORESUMO
CAPÍTULO 1O amor de Deus por Israel (1.2-5); 
Sacrifícios indignos (6-14)
CAPÍTULO 2Advertências aos sacerdotes (2.1-9); 
Chamado à fidelidade (2.10-17) 
CAPÍTULO 3O dia futuro de julgamento (3.1-5); 
Chamado ao arrependimento (3.6-14); 
O Senhor promete misericórdia (3.16,17)
CAPÍTULO 4O dia do julgamento se aproxima (4.1-5)

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 13: Malaquias: Deus se Importa com a Família

Texto bíblico

Malaquias 2.10-13

10 Não temos nós todos um mesmo Pai? Não nos criou um mesmo Deus? Por que seremos desleais uns para com os outros, profanando o concerto de nossos pais?

11 Judá foi desleal, e abominação se cometeu em Israel e em Jerusalém; porque Judá profanou a santidade do SENHOR, a qual ele ama, e se casou com a filha de deus estranho.

 12 O SENHOR extirpará das tendas de Jacó o homem que fizer isso, o que vela, e o que responde, e o que oferece dons ao SENHOR dos Exércitos.

13 Ainda fazeis isto: cobris o altar do SENHOR de lágrimas, de choros e de gemidos; de sorte que ele não olha mais para a oferta, nem a aceitará com prazer da vossa mão.

INTRODUÇÃO

De acordo com a tradição da Septuaginta, Malaquias é o último livro do Antigo Testamento. Sua posição no cânon justifica-se pelo fato de ter sido a derradeira voz profética no Antigo Testamento. Comumente, quando falamos desse livro pensamos em dízimos e ofertas. De fato, este tema foi muito bem abordado por Malaquias, no entanto, não foi o assunto principal de sua profecia. O livro aborda como assunto principal a sacralidade do relacionamento entre o indivíduo e Deus e entre o indivíduo e sua família.

I – MALAQUIAS

1. Malaquias. Seu nome significa “meu mensageiro”. Sabemos apenas que ele foi um profeta fiel que viveu em uma Judá pós-exílico. Ele foi contemporâneo de Neemias. Demonstrou sua fidelidade e devoção a Deus combatendo práticas pecaminosas que eram consentidas em seu tempo. Embora a profecia não registre datas precisas como nos casos de Ageu e Zacarias, por inferência chegamos à conclusão que o livro foi escrito por volta de 430 a 420 a.C. Três grupos já haviam retornado para Jerusalém, liderados por Zorobabel (537 a.C.), Esdras (457 a.C.) e Neemias (445 a.C.). O governante na época de Malaquias era um homem corrupto oriundo da Persa (Ml 1.8).

Malaquias viveu próximo a Neemias, todavia, não mencionou o seu nome, por isto, especulamos que o livro tenha sido escrito pouco tempo depois do primeiro governo de Neemias em Judá, que foi de 445-432 a.C. Aquele era um momento difícil para servir ao Senhor, pois os religiosos mostravam-se indiferentes e as pessoas agiam segundo suas próprias vontades. Faltava temor ao Senhor.

2. Contexto histórico. No tempo de Malaquias, os judeus já haviam retornado para Jerusalém há cem anos aproximadamente, e com o tempo, foram tornando-se apáticos na prática da fé. Malaquias chegou a denunciar a adoração hipócrita e robotizada, bem como a corrupção do sacerdócio (Ml 1.7-2.9). Os judeus declinavam na sua vida espiritual.  Sua profecia condenou a idolatria (Ml 2.10-12), os divórcios e os casamentos mistos (Ml 2.11-15), o abandono da guarda do sábado (Ml 2.8,9) e o fracasso dos dízimos por conta do egoísmo material (Ml 3.8-10). O Templo já tinha sido construído, porém estava sendo ignorado pelo povo.

3. Estrutura e mensagem do livro. O livro de Malaquias apresenta em sua introdução a palavra peso – no hebraico “massá”- que significa “sentença pesada” (Ml 1.1). O livro é uma denúncia contundente contra o formalismo religioso. O povo precisava ser confrontado e corrigido. O livro pode ser dividido em duas partes, a primeira é uma exortação (Ml 1.2 – 3.18) composta de seis oráculos:

1) O amor do Senhor por “Jacó” (Ml 1.1-5);

2) Exortação aos sacerdotes (Ml 1.6-2.9);

3) Advertência contra infidelidade conjugal e os pecados da comunidade (Ml 2.10-16);

4) A justiça divina (Ml 2.17-3.5);

5). A questão dos dízimos e das ofertas (Ml 3.6-12);

6) As marcas distintivas do servo do Senhor (Ml 3.13-18). A segunda parte do livro refere-se ao prenúncio profético do “Dia do Senhor” (Ml 4.1-6). Toda a profecia é costurada por meio de perguntas retóricas incisivas que procuravam despertar a população judaica, levando-os a refletirem sobre sua triste condição espiritual.

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II – INDIFERENÇA RELIGIOSA

1. A ingratidão. A indiferença em seu estágio inicial apresenta-se como ingratidão. O profeta declarou que o povo respondeu com ingratidão todo o amor que recebeu. Deus declarou o seu amor para Israel, e eles responderam com cinismo: “Em que nos amaste?” (Ml 1.2). A pergunta apresentada por Malaquias refletia o pensamento que vigorava entre os judeus naquela época, pois estavam com seus corações duros e com a visão embaçada e turvada, não conseguiam perceber o amor de Deus sobre eles.

O Senhor  reafirmou sua escolha revelando o cuidado com Jacó, citado como um autêntico representante do povo de Israel (Ml 1.3-5). Ao longo dos anos, o Senhor demonstrara todo o seu amor pelo povo, e ainda assim, Israel não sabia reconhecer e corresponder tamanho amor. O problema da ingratidão é que além de cegar os olhos, ela também priva o coração da emotividade e rouba o entusiasmo da religião.

2. Descaso religioso. Os sacerdotes foram acusados de desprezar o nome do Senhor (Ml 1.6). Eles traziam ofertas imundas e realizavam sacrifícios de qualquer maneira. Não se preocupavam com as exigências da lei (Ml 1.7,8). Deus não tinha prazer nesse tipo de oferta e sacrifício (Ml 1.10). Deus estava cansado desse descaso e indiferentismo. Os sacerdotes foram advertidos a mudarem de atitude, caso contrário, sofreriam uma condenação inexorável (Ml 2.1-3). O desejo de Deus é que sua aliança com o sacerdócio levítico estivesse sendo observada. Se eles aderissem os princípios estabelecidos pelo próprio Deus, desfrutariam de vida e paz (Ml 2.4,5). Os sacerdotes faziam acepção das pessoas na aplicação da lei (Ml 2.9).

A balança deles era injusta, pois eram interesseiros em suas relações interpessoais. Faziam de suas funções sacerdotais uma fonte de vantagens pessoais. A verdade, a justiça e a honestidade eram ignoradas por eles. Pessoas eram prejudicadas na aplicação de uma lei injusta. Diante disto, os religiosos estavam provocando a ira divina. Deus deseja de nós sinceridade e justiça naquilo que fazemos. Não podemos nos relacionar com Deus de modo indiferente. Ele contempla tudo. Conhece nossos corações e não se ilude com nossas ações. O problema da ingratidão é que além de cegar os olhos, ela também priva o coração da emotividade e rouba o entusiasmo da religião.

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Lição 13: Malaquias: Deus se Importa com a Família | EBD – Jovens | 3° Trimestre De 2021

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 13: Malaquias: Deus se Importa com a Família

Objetivos

EXPLICAR o contexto social e a estrutura do livro de Malaquias;

RECONHECER os perigos de uma religião apática e indiferente;

COMPREENDER que o propósito de Deus para nossas vidas implica na construção de um relacionamento familiar agradável e feliz.

TEXTO DO DIA

E dizeis: Por quê? Porque o Senhor foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher do teu concerto.”  (Ml 2.13,14)

SÍNTESE

Honramos a Deus quando cumprimos os votos do casamento e satisfazemos o ideal de Deus para a família.

Agenda de leitura

SEGUNDA – Gn 2.24 O casamento como um projeto de Deus

TERÇA – Sl 128.3,4 A família regada pela bênção divina

QUARTA – Pv 5.18 A alegria do amor

QUINTA – Ef 5.25-28 O amor como uma realidade familiar

SEXTA – Ef 5.31 A comunhão íntima do casamento

SÁBADO – Tt 2.3-6 A moderação na família

Interação

Prezado (a) professor(a), nesta última lição do trimestre estudaremos a respeito do último livro dos profetas menores: Malaquias. Ele condenou e advertiu o povo de Deus a respeito da adoração fingida (1.1). O Senhor busca aqueles que o adoram em espírito e em verdade. Ele deseja do seu povo uma adoração sincera, resultado de um coração devotado e cheio de amor. A adoração a Deus em Judá não era leal, pois o relacionamento do povo com o Senhor havia sido interrompido devido ao pecado. Contudo, se houvesse arrependimento as bênçãos do Senhor seriam derramadas sobre todos.

Orientação Pedagógica

Peça aos alunos que formem quatro grupos. Entregue a eles uma cópia do quadro abaixo. Explique que cada grupo vai estudar um capítulo do livro de Malaquias e  completar o quadro. Depois que todos tiverem concluído a tarefa, peça que formem um único grupo. Determine um tempo para que cada grupo possa discorrer a respeito do seu resumo. Faça as interferências e aplicações que achar necessárias.

DIVISÃORESUMO
CAPÍTULO 1O amor de Deus por Israel (1.2-5); 
Sacrifícios indignos (6-14)
CAPÍTULO 2Advertências aos sacerdotes (2.1-9); 
Chamado à fidelidade (2.10-17) 
CAPÍTULO 3O dia futuro de julgamento (3.1-5); 
Chamado ao arrependimento (3.6-14); 
O Senhor promete misericórdia (3.16,17)
CAPÍTULO 4O dia do julgamento se aproxima (4.1-5)

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 13: Malaquias: Deus se Importa com a Família

Texto bíblico

Malaquias 2.10-13

10 Não temos nós todos um mesmo Pai? Não nos criou um mesmo Deus? Por que seremos desleais uns para com os outros, profanando o concerto de nossos pais?

11 Judá foi desleal, e abominação se cometeu em Israel e em Jerusalém; porque Judá profanou a santidade do SENHOR, a qual ele ama, e se casou com a filha de deus estranho.

 12 O SENHOR extirpará das tendas de Jacó o homem que fizer isso, o que vela, e o que responde, e o que oferece dons ao SENHOR dos Exércitos.

13 Ainda fazeis isto: cobris o altar do SENHOR de lágrimas, de choros e de gemidos; de sorte que ele não olha mais para a oferta, nem a aceitará com prazer da vossa mão.

INTRODUÇÃO

De acordo com a tradição da Septuaginta, Malaquias é o último livro do Antigo Testamento. Sua posição no cânon justifica-se pelo fato de ter sido a derradeira voz profética no Antigo Testamento. Comumente, quando falamos desse livro pensamos em dízimos e ofertas. De fato, este tema foi muito bem abordado por Malaquias, no entanto, não foi o assunto principal de sua profecia. O livro aborda como assunto principal a sacralidade do relacionamento entre o indivíduo e Deus e entre o indivíduo e sua família.

I – MALAQUIAS

1. Malaquias. Seu nome significa “meu mensageiro”. Sabemos apenas que ele foi um profeta fiel que viveu em uma Judá pós-exílico. Ele foi contemporâneo de Neemias. Demonstrou sua fidelidade e devoção a Deus combatendo práticas pecaminosas que eram consentidas em seu tempo. Embora a profecia não registre datas precisas como nos casos de Ageu e Zacarias, por inferência chegamos à conclusão que o livro foi escrito por volta de 430 a 420 a.C. Três grupos já haviam retornado para Jerusalém, liderados por Zorobabel (537 a.C.), Esdras (457 a.C.) e Neemias (445 a.C.). O governante na época de Malaquias era um homem corrupto oriundo da Persa (Ml 1.8).

Malaquias viveu próximo a Neemias, todavia, não mencionou o seu nome, por isto, especulamos que o livro tenha sido escrito pouco tempo depois do primeiro governo de Neemias em Judá, que foi de 445-432 a.C. Aquele era um momento difícil para servir ao Senhor, pois os religiosos mostravam-se indiferentes e as pessoas agiam segundo suas próprias vontades. Faltava temor ao Senhor.

2. Contexto histórico. No tempo de Malaquias, os judeus já haviam retornado para Jerusalém há cem anos aproximadamente, e com o tempo, foram tornando-se apáticos na prática da fé. Malaquias chegou a denunciar a adoração hipócrita e robotizada, bem como a corrupção do sacerdócio (Ml 1.7-2.9). Os judeus declinavam na sua vida espiritual.  Sua profecia condenou a idolatria (Ml 2.10-12), os divórcios e os casamentos mistos (Ml 2.11-15), o abandono da guarda do sábado (Ml 2.8,9) e o fracasso dos dízimos por conta do egoísmo material (Ml 3.8-10). O Templo já tinha sido construído, porém estava sendo ignorado pelo povo.

3. Estrutura e mensagem do livro. O livro de Malaquias apresenta em sua introdução a palavra peso – no hebraico “massá”- que significa “sentença pesada” (Ml 1.1). O livro é uma denúncia contundente contra o formalismo religioso. O povo precisava ser confrontado e corrigido. O livro pode ser dividido em duas partes, a primeira é uma exortação (Ml 1.2 – 3.18) composta de seis oráculos:

1) O amor do Senhor por “Jacó” (Ml 1.1-5);

2) Exortação aos sacerdotes (Ml 1.6-2.9);

3) Advertência contra infidelidade conjugal e os pecados da comunidade (Ml 2.10-16);

4) A justiça divina (Ml 2.17-3.5);

5). A questão dos dízimos e das ofertas (Ml 3.6-12);

6) As marcas distintivas do servo do Senhor (Ml 3.13-18). A segunda parte do livro refere-se ao prenúncio profético do “Dia do Senhor” (Ml 4.1-6). Toda a profecia é costurada por meio de perguntas retóricas incisivas que procuravam despertar a população judaica, levando-os a refletirem sobre sua triste condição espiritual.

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 13: Malaquias: Deus se Importa com a Família

II – INDIFERENÇA RELIGIOSA

1. A ingratidão. A indiferença em seu estágio inicial apresenta-se como ingratidão. O profeta declarou que o povo respondeu com ingratidão todo o amor que recebeu. Deus declarou o seu amor para Israel, e eles responderam com cinismo: “Em que nos amaste?” (Ml 1.2). A pergunta apresentada por Malaquias refletia o pensamento que vigorava entre os judeus naquela época, pois estavam com seus corações duros e com a visão embaçada e turvada, não conseguiam perceber o amor de Deus sobre eles.

O Senhor  reafirmou sua escolha revelando o cuidado com Jacó, citado como um autêntico representante do povo de Israel (Ml 1.3-5). Ao longo dos anos, o Senhor demonstrara todo o seu amor pelo povo, e ainda assim, Israel não sabia reconhecer e corresponder tamanho amor. O problema da ingratidão é que além de cegar os olhos, ela também priva o coração da emotividade e rouba o entusiasmo da religião.

2. Descaso religioso. Os sacerdotes foram acusados de desprezar o nome do Senhor (Ml 1.6). Eles traziam ofertas imundas e realizavam sacrifícios de qualquer maneira. Não se preocupavam com as exigências da lei (Ml 1.7,8). Deus não tinha prazer nesse tipo de oferta e sacrifício (Ml 1.10). Deus estava cansado desse descaso e indiferentismo. Os sacerdotes foram advertidos a mudarem de atitude, caso contrário, sofreriam uma condenação inexorável (Ml 2.1-3). O desejo de Deus é que sua aliança com o sacerdócio levítico estivesse sendo observada. Se eles aderissem os princípios estabelecidos pelo próprio Deus, desfrutariam de vida e paz (Ml 2.4,5). Os sacerdotes faziam acepção das pessoas na aplicação da lei (Ml 2.9).

A balança deles era injusta, pois eram interesseiros em suas relações interpessoais. Faziam de suas funções sacerdotais uma fonte de vantagens pessoais. A verdade, a justiça e a honestidade eram ignoradas por eles. Pessoas eram prejudicadas na aplicação de uma lei injusta. Diante disto, os religiosos estavam provocando a ira divina. Deus deseja de nós sinceridade e justiça naquilo que fazemos. Não podemos nos relacionar com Deus de modo indiferente. Ele contempla tudo. Conhece nossos corações e não se ilude com nossas ações. O problema da ingratidão é que além de cegar os olhos, ela também priva o coração da emotividade e rouba o entusiasmo da religião.

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Lição 13: Malaquias: Deus se Importa com a Família | EBD – Jovens | 3° Trimestre De 2021

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 13: Malaquias: Deus se Importa com a Família

Objetivos

EXPLICAR o contexto social e a estrutura do livro de Malaquias;

RECONHECER os perigos de uma religião apática e indiferente;

COMPREENDER que o propósito de Deus para nossas vidas implica na construção de um relacionamento familiar agradável e feliz.

TEXTO DO DIA

E dizeis: Por quê? Porque o Senhor foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher do teu concerto.”  (Ml 2.13,14)

SÍNTESE

Honramos a Deus quando cumprimos os votos do casamento e satisfazemos o ideal de Deus para a família.

Agenda de leitura

SEGUNDA – Gn 2.24 O casamento como um projeto de Deus

TERÇA – Sl 128.3,4 A família regada pela bênção divina

QUARTA – Pv 5.18 A alegria do amor

QUINTA – Ef 5.25-28 O amor como uma realidade familiar

SEXTA – Ef 5.31 A comunhão íntima do casamento

SÁBADO – Tt 2.3-6 A moderação na família

Interação

Prezado (a) professor(a), nesta última lição do trimestre estudaremos a respeito do último livro dos profetas menores: Malaquias. Ele condenou e advertiu o povo de Deus a respeito da adoração fingida (1.1). O Senhor busca aqueles que o adoram em espírito e em verdade. Ele deseja do seu povo uma adoração sincera, resultado de um coração devotado e cheio de amor. A adoração a Deus em Judá não era leal, pois o relacionamento do povo com o Senhor havia sido interrompido devido ao pecado. Contudo, se houvesse arrependimento as bênçãos do Senhor seriam derramadas sobre todos.

Orientação Pedagógica

Peça aos alunos que formem quatro grupos. Entregue a eles uma cópia do quadro abaixo. Explique que cada grupo vai estudar um capítulo do livro de Malaquias e  completar o quadro. Depois que todos tiverem concluído a tarefa, peça que formem um único grupo. Determine um tempo para que cada grupo possa discorrer a respeito do seu resumo. Faça as interferências e aplicações que achar necessárias.

DIVISÃORESUMO
CAPÍTULO 1O amor de Deus por Israel (1.2-5); 
Sacrifícios indignos (6-14)
CAPÍTULO 2Advertências aos sacerdotes (2.1-9); 
Chamado à fidelidade (2.10-17) 
CAPÍTULO 3O dia futuro de julgamento (3.1-5); 
Chamado ao arrependimento (3.6-14); 
O Senhor promete misericórdia (3.16,17)
CAPÍTULO 4O dia do julgamento se aproxima (4.1-5)

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 13: Malaquias: Deus se Importa com a Família

Texto bíblico

Malaquias 2.10-13

10 Não temos nós todos um mesmo Pai? Não nos criou um mesmo Deus? Por que seremos desleais uns para com os outros, profanando o concerto de nossos pais?

11 Judá foi desleal, e abominação se cometeu em Israel e em Jerusalém; porque Judá profanou a santidade do SENHOR, a qual ele ama, e se casou com a filha de deus estranho.

 12 O SENHOR extirpará das tendas de Jacó o homem que fizer isso, o que vela, e o que responde, e o que oferece dons ao SENHOR dos Exércitos.

13 Ainda fazeis isto: cobris o altar do SENHOR de lágrimas, de choros e de gemidos; de sorte que ele não olha mais para a oferta, nem a aceitará com prazer da vossa mão.

INTRODUÇÃO

De acordo com a tradição da Septuaginta, Malaquias é o último livro do Antigo Testamento. Sua posição no cânon justifica-se pelo fato de ter sido a derradeira voz profética no Antigo Testamento. Comumente, quando falamos desse livro pensamos em dízimos e ofertas. De fato, este tema foi muito bem abordado por Malaquias, no entanto, não foi o assunto principal de sua profecia. O livro aborda como assunto principal a sacralidade do relacionamento entre o indivíduo e Deus e entre o indivíduo e sua família.

I – MALAQUIAS

1. Malaquias. Seu nome significa “meu mensageiro”. Sabemos apenas que ele foi um profeta fiel que viveu em uma Judá pós-exílico. Ele foi contemporâneo de Neemias. Demonstrou sua fidelidade e devoção a Deus combatendo práticas pecaminosas que eram consentidas em seu tempo. Embora a profecia não registre datas precisas como nos casos de Ageu e Zacarias, por inferência chegamos à conclusão que o livro foi escrito por volta de 430 a 420 a.C. Três grupos já haviam retornado para Jerusalém, liderados por Zorobabel (537 a.C.), Esdras (457 a.C.) e Neemias (445 a.C.). O governante na época de Malaquias era um homem corrupto oriundo da Persa (Ml 1.8).

Malaquias viveu próximo a Neemias, todavia, não mencionou o seu nome, por isto, especulamos que o livro tenha sido escrito pouco tempo depois do primeiro governo de Neemias em Judá, que foi de 445-432 a.C. Aquele era um momento difícil para servir ao Senhor, pois os religiosos mostravam-se indiferentes e as pessoas agiam segundo suas próprias vontades. Faltava temor ao Senhor.

2. Contexto histórico. No tempo de Malaquias, os judeus já haviam retornado para Jerusalém há cem anos aproximadamente, e com o tempo, foram tornando-se apáticos na prática da fé. Malaquias chegou a denunciar a adoração hipócrita e robotizada, bem como a corrupção do sacerdócio (Ml 1.7-2.9). Os judeus declinavam na sua vida espiritual.  Sua profecia condenou a idolatria (Ml 2.10-12), os divórcios e os casamentos mistos (Ml 2.11-15), o abandono da guarda do sábado (Ml 2.8,9) e o fracasso dos dízimos por conta do egoísmo material (Ml 3.8-10). O Templo já tinha sido construído, porém estava sendo ignorado pelo povo.

3. Estrutura e mensagem do livro. O livro de Malaquias apresenta em sua introdução a palavra peso – no hebraico “massá”- que significa “sentença pesada” (Ml 1.1). O livro é uma denúncia contundente contra o formalismo religioso. O povo precisava ser confrontado e corrigido. O livro pode ser dividido em duas partes, a primeira é uma exortação (Ml 1.2 – 3.18) composta de seis oráculos:

1) O amor do Senhor por “Jacó” (Ml 1.1-5);

2) Exortação aos sacerdotes (Ml 1.6-2.9);

3) Advertência contra infidelidade conjugal e os pecados da comunidade (Ml 2.10-16);

4) A justiça divina (Ml 2.17-3.5);

5). A questão dos dízimos e das ofertas (Ml 3.6-12);

6) As marcas distintivas do servo do Senhor (Ml 3.13-18). A segunda parte do livro refere-se ao prenúncio profético do “Dia do Senhor” (Ml 4.1-6). Toda a profecia é costurada por meio de perguntas retóricas incisivas que procuravam despertar a população judaica, levando-os a refletirem sobre sua triste condição espiritual.

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II – INDIFERENÇA RELIGIOSA

1. A ingratidão. A indiferença em seu estágio inicial apresenta-se como ingratidão. O profeta declarou que o povo respondeu com ingratidão todo o amor que recebeu. Deus declarou o seu amor para Israel, e eles responderam com cinismo: “Em que nos amaste?” (Ml 1.2). A pergunta apresentada por Malaquias refletia o pensamento que vigorava entre os judeus naquela época, pois estavam com seus corações duros e com a visão embaçada e turvada, não conseguiam perceber o amor de Deus sobre eles.

O Senhor  reafirmou sua escolha revelando o cuidado com Jacó, citado como um autêntico representante do povo de Israel (Ml 1.3-5). Ao longo dos anos, o Senhor demonstrara todo o seu amor pelo povo, e ainda assim, Israel não sabia reconhecer e corresponder tamanho amor. O problema da ingratidão é que além de cegar os olhos, ela também priva o coração da emotividade e rouba o entusiasmo da religião.

2. Descaso religioso. Os sacerdotes foram acusados de desprezar o nome do Senhor (Ml 1.6). Eles traziam ofertas imundas e realizavam sacrifícios de qualquer maneira. Não se preocupavam com as exigências da lei (Ml 1.7,8). Deus não tinha prazer nesse tipo de oferta e sacrifício (Ml 1.10). Deus estava cansado desse descaso e indiferentismo. Os sacerdotes foram advertidos a mudarem de atitude, caso contrário, sofreriam uma condenação inexorável (Ml 2.1-3). O desejo de Deus é que sua aliança com o sacerdócio levítico estivesse sendo observada. Se eles aderissem os princípios estabelecidos pelo próprio Deus, desfrutariam de vida e paz (Ml 2.4,5). Os sacerdotes faziam acepção das pessoas na aplicação da lei (Ml 2.9).

A balança deles era injusta, pois eram interesseiros em suas relações interpessoais. Faziam de suas funções sacerdotais uma fonte de vantagens pessoais. A verdade, a justiça e a honestidade eram ignoradas por eles. Pessoas eram prejudicadas na aplicação de uma lei injusta. Diante disto, os religiosos estavam provocando a ira divina. Deus deseja de nós sinceridade e justiça naquilo que fazemos. Não podemos nos relacionar com Deus de modo indiferente. Ele contempla tudo. Conhece nossos corações e não se ilude com nossas ações. O problema da ingratidão é que além de cegar os olhos, ela também priva o coração da emotividade e rouba o entusiasmo da religião.

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Lição 12: Zacarias: O Messias, a Pedra Angular | EBD – Jovens | 3° Trimestre De 2021

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 12: Zacarias: O Messias, a Pedra Angular

OBJETIVOS

EXPLICAR a estrutura do livro de Zacarias; 

COMENTAR como as oito visões do profeta contribuíram para motivar os judeus na reconstrução do Templo 

APRESENTAR as profecias messiânicas de Zacarias.

TEXTO DO DIA

“E, se alguém lhe disser: Que feridas são essas nas tuas mãos? dirá ele: São as feridas com que fui ferido em casa dos meus amigos. (Zc 13.6)

SÍNTESE

Zacarias apresentou Cristo como o Servo-Sofredor que salvará a humanidade e o Rei-Vitorioso que mostrará o seu poder sobre tudo e sobre todos

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA – Ed 6.14 Zacarias e Ageu motivaram os judeus na reconstrução do Templo

TERÇA  -Zc 6.13 Cristo, o Rei-Sacerdote

QUARTA – Zc 9.9 A humildade do Messias

QUINTA – Zc 11.12,13 Jesus é traído

SEXTA – Zc 12.10 A morte do Messias

SÁBADO – Zc 14.9-11 O futuro glorioso de Jerusalém

INTERAÇÃO

Professor(a) a mensagem de Zacarias, assim como a de Ageu teve como objetivo incentivar os judeus que retornaram do exílio a investirem na reconstrução do Templo. Podemos extrair de seu livro três importantes lições para a Igreja do Senhor na atualidade. A primeira é que os servos de Deus devem colocar todas as suas competências, talentos e dons espirituais a serviço do Senhor. Os dons espirituais, assim como os talentos jamais devem ser escondidos ou negligenciados, mas usados para a glória do Todo-Poderoso. A segunda é que o jejum continua valendo para os dias atuais. Jesus ratificou a prática do jejum, contudo temos que ter o cuidado para que tal prática não se torne apenas um ato ritualístico. O jejum precisa ser visto pelo crente como uma forma voluntária de adoração ao Senhor (Zc 8.19). A terceira lição é que Jesus Cristo na sua primeira vinda ao mundo, veio em carne, foi concebido pelo Espírito Santo no ventre da virgem Maria, nasceu como um bebê para morrer na cruz por nossos pecados. Porém, em sua segunda vinda. Ele voltará em glória e como um Rei vitorioso para julgar as nações.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Professor(a) reproduza o quadro abaixo Utilize-o para fazer um resumo do livro do profeta Zacarias e apresente-o na introdução da lição.

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TEXTO BÍBLICO

Zacarias 13.8.9

8- E acontecerá em toda a terra, diz o Senhor, que as duas partes dela serão extirpadas, e expirarão; mas a terceira parte restará nela.

9- E farei passar esta terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se purifica a prata, e a provarei, como se prova o ouro. Ela invocará o meu nome, e eu a ouvirei; direi: É meu povo; e ela dirá: O Senhor é o meu Deus.

INTRODUÇÃO

Zacarias desenvolveu o seu ministério para o primeiro grupo que retornou à Jerusalém após o decreto assinado por Ciro em 538 a.C. que autorizou a repatriação dos judeus exilados Cinquenta mil judeus sem contar as mulheres e crianças retornaram sob a liderança do príncipe Zorobabel e do sumo sacerdote Josué. O propósito era reconstruir o Templo. Com a oposição dos samaritanos muitos desanimaram e o projeto acabou sendo abandonado.

I – ZACARIAS

1. Sacerdote e profeta. Zacarias desenvolveu a responsabilidade sacerdotal do ensino ao lado da força encorajadora de um profeta Ele foi sacerdote e profeta. Oriundo da tribo de Levi era descendente de uma família de sacerdotes (Zc 1.1,7). Seu nome significa ‘o Senhor lembra’. Ele nasceu em terra estrangeira, quando os judeus estavam exilados na Babilônia. Fez parte do primeiro grupo composto de cinquenta miljudeus que retomou a Jerusalém sob a liderança de Zorobabel (Ne 12.1,4,7,10,12,16).

2. Data. O livro de Zacarias começou a ser escrito em 520 a.C.: diferente de Ageu que entregou quatro mensagens em um período curto de tempo. Zacarias, sendo mais jovem do que Ageu, viveu muito mais tempo e deste modo, teve um ministério profético mais longevo. Algumas datas são apresentadas no seu livro: 1 de novembro de 520 a.C (Ag 1.1), 24 de fevereiro de 519 aC (Zc 17-615); 4 de dezembro de 518 a.C (Zc 7.8). Acreditamos que a parte final do Livro apresenta profecias entregues próximo ao ano 480 a.C. (Zc 9-14). Esta é uma hipótese. Sabemos que Zacarias citou os gregos.

Tendo em vista que a Grécia começou a se tornar uma potência mundial ao derrotar Dario I em 400 aC e Assuero em 480 aC., os estudiosos apontam que a parte final do Livro provavelmente foi escrita quando os gregos começaram a despontar no cenário, por volta do ano 480 aC. Se Isto for verdade. Zacarias permaneceu durante décadas profetizando para o seu povo. Ao lado de Ageu, incentivou o retomo da reconstrução do Templo, todavia, sua profecia não se limitou unicamente a este propósito, ele também se inteirou pela renovação espiritual de Jerusalém e de seu povo, por isso entregou mensagens messiânicas que traziam esperança para o povo.

3. Estrutura e mensagem do livro. O livro de Zacarias possui algumas singularidades: É o livro mais apocalíptico e escatológico de todo o Antigo Testamento, também é o livro mais extenso entre os profetas menores de igual modo, é considerado o livro mais difícil de ser interpretado e isto acontece por causa de suas visões, símbolos e parábolas Sua profecia é composta de visão (Zc 1-6) e palavra (Zc 7-14). Os capítulos 1-8 encorajaram os judeus na reconstrução do Templo, enquanto os capítulos 9-14 apresentaram profecias sobre Israel e o Messias. Ele profetizou sobre as funções que Cristo exerceria como o “Servo do Senhor” (Zc 3.8), o Rei-Sacerdote (Zc 6.13), o verdadeiro Pastor (Zc 11.4-11).

Também relatou episódios da vida de Cristo: sua traição (Zc 11.12,13); sua crucificação (Zc 12.10), seus sofrimentos (Zc 13.7) e sua segunda vinda em glória retratando Jesus como o Rei-guerreiro que reinará sobre Jerusalém (Zc 14.4). O Novo Testamento apresenta diversas referências diretas e indiretas das profecias de Zacarias (Zc .9 e Ml 21.5; Zc 11.13 e Zc 12.10 e Ap .7),

II – A ATUAÇÃO DE ZACARIAS

1.O primeiro sermão. A primeira mensagem de Zacarias tinha como propósito exortar o povo ao arrependimento (Zc 11-6). Ela foi entregue entre o segundo e o terceiro sermão profético de Ageu (Ag 2.1-9, 2.10-19). O profeta exortou os judeus a observarem os erros dos seus antepassados que recusaram ouvir os profetas que os antecederam (Is 31.6; Jr 3.12; 18.11;Os 14.1).

2. As oito visões. Os capítulos 1-6 apresentam oito visões que contribuíram para encorajar os judeus que trabalhavam na reconstrução do Templo. A primeira visão foi dada quando a obra já estava em andamento há cinco meses (Zc 1.7), as outras sete não registram suas datas provavelmente uma seguiu a outra.com rápida sucessão, sendo imediatamente registrados por isto não se fez necessário as datações seguintes. As visões indicavam que os olhos do Senhor estavam voltados para Jerusalém, pois a Casa do Senhor estava sendo edificada (Zc 1.7-17), e que qualquer poder que se levantasse contra o povo de Deus, cedo ou tarde, seria destruído (Zc 1.18-21) pois Jerusalém estava sendo medida e protegida por Deus (Zc 2); e seu sacerdócio seria restaurado (Zc 3).

A reconstrução do Templo não poderia ser vista apenas como uma obra humana, mas como resultado da influência operada pelo Espírito do Senhor nos corações (Zc 4). A justiça deveria ser uma marca nesta reconstrução social (Zc 5.1-4), visto que o cativeiro babilónico tinha purificado o povo de Deus (Zc 5.5-12). As visões terminam com a descrição dos juízos divinos que seriam derramados contra as nações inimigas (Zc 6.1-8). Todas as visões visavam motivar o povo.

3. Uma adoração sincera. Durante o cativeiro, o povo de Judá desenvolveu o hábito de jejuar no quarto, quinto, sétimo e décimo mês, como sinal de luto pela destruição do Templo (Zc 8.19). Quando a reconstrução já se encontrava bem avançada, surgiu uma pergunta no novo Templo: os jejuns deveriam continuar? (Zc 7.3). Uma comitiva veio de Betel para interrogar os sacerdotes de Jerusalém. A primeira geração de exilados havia sentido profundamente a queda de Jerusalém e chorava com sinceridade, porém a segunda geração não conseguia entender a profundidade da atitude e a cumpria apenas como um ritual.

jejum parecia um incômodo para eles Este tem sido o problema de coração que “nasce na Igreja”. Há filhos de crentes que cumprem rituais porque se acostumaram, mas não se conscientizaram sobre o porquê de tais atitudes. Zacarias respondeu que depois de restaurar e abençoar Jerusalém, os jejuns deveriam permanecer o que mudaria seria a atitude dos homens em relação no ritual. A adoração triste. compulsória e nostálgica dania lugar a uma adoração festiva regada por atos sagrados de honra em louvor a Deus.

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Lição 12: Zacarias: O Messias, a Pedra Angular | EBD – Jovens | 3° Trimestre De 2021

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 12: Zacarias: O Messias, a Pedra Angular

OBJETIVOS

EXPLICAR a estrutura do livro de Zacarias; 

COMENTAR como as oito visões do profeta contribuíram para motivar os judeus na reconstrução do Templo 

APRESENTAR as profecias messiânicas de Zacarias.

TEXTO DO DIA

“E, se alguém lhe disser: Que feridas são essas nas tuas mãos? dirá ele: São as feridas com que fui ferido em casa dos meus amigos. (Zc 13.6)

SÍNTESE

Zacarias apresentou Cristo como o Servo-Sofredor que salvará a humanidade e o Rei-Vitorioso que mostrará o seu poder sobre tudo e sobre todos

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA – Ed 6.14 Zacarias e Ageu motivaram os judeus na reconstrução do Templo

TERÇA  -Zc 6.13 Cristo, o Rei-Sacerdote

QUARTA – Zc 9.9 A humildade do Messias

QUINTA – Zc 11.12,13 Jesus é traído

SEXTA – Zc 12.10 A morte do Messias

SÁBADO – Zc 14.9-11 O futuro glorioso de Jerusalém

INTERAÇÃO

Professor(a) a mensagem de Zacarias, assim como a de Ageu teve como objetivo incentivar os judeus que retornaram do exílio a investirem na reconstrução do Templo. Podemos extrair de seu livro três importantes lições para a Igreja do Senhor na atualidade. A primeira é que os servos de Deus devem colocar todas as suas competências, talentos e dons espirituais a serviço do Senhor. Os dons espirituais, assim como os talentos jamais devem ser escondidos ou negligenciados, mas usados para a glória do Todo-Poderoso. A segunda é que o jejum continua valendo para os dias atuais. Jesus ratificou a prática do jejum, contudo temos que ter o cuidado para que tal prática não se torne apenas um ato ritualístico. O jejum precisa ser visto pelo crente como uma forma voluntária de adoração ao Senhor (Zc 8.19). A terceira lição é que Jesus Cristo na sua primeira vinda ao mundo, veio em carne, foi concebido pelo Espírito Santo no ventre da virgem Maria, nasceu como um bebê para morrer na cruz por nossos pecados. Porém, em sua segunda vinda. Ele voltará em glória e como um Rei vitorioso para julgar as nações.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Professor(a) reproduza o quadro abaixo Utilize-o para fazer um resumo do livro do profeta Zacarias e apresente-o na introdução da lição.

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 12: Zacarias: O Messias, a Pedra Angular

TEXTO BÍBLICO

Zacarias 13.8.9

8- E acontecerá em toda a terra, diz o Senhor, que as duas partes dela serão extirpadas, e expirarão; mas a terceira parte restará nela.

9- E farei passar esta terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se purifica a prata, e a provarei, como se prova o ouro. Ela invocará o meu nome, e eu a ouvirei; direi: É meu povo; e ela dirá: O Senhor é o meu Deus.

INTRODUÇÃO

Zacarias desenvolveu o seu ministério para o primeiro grupo que retornou à Jerusalém após o decreto assinado por Ciro em 538 a.C. que autorizou a repatriação dos judeus exilados Cinquenta mil judeus sem contar as mulheres e crianças retornaram sob a liderança do príncipe Zorobabel e do sumo sacerdote Josué. O propósito era reconstruir o Templo. Com a oposição dos samaritanos muitos desanimaram e o projeto acabou sendo abandonado.

I – ZACARIAS

1. Sacerdote e profeta. Zacarias desenvolveu a responsabilidade sacerdotal do ensino ao lado da força encorajadora de um profeta Ele foi sacerdote e profeta. Oriundo da tribo de Levi era descendente de uma família de sacerdotes (Zc 1.1,7). Seu nome significa ‘o Senhor lembra’. Ele nasceu em terra estrangeira, quando os judeus estavam exilados na Babilônia. Fez parte do primeiro grupo composto de cinquenta miljudeus que retomou a Jerusalém sob a liderança de Zorobabel (Ne 12.1,4,7,10,12,16).

2. Data. O livro de Zacarias começou a ser escrito em 520 a.C.: diferente de Ageu que entregou quatro mensagens em um período curto de tempo. Zacarias, sendo mais jovem do que Ageu, viveu muito mais tempo e deste modo, teve um ministério profético mais longevo. Algumas datas são apresentadas no seu livro: 1 de novembro de 520 a.C (Ag 1.1), 24 de fevereiro de 519 aC (Zc 17-615); 4 de dezembro de 518 a.C (Zc 7.8). Acreditamos que a parte final do Livro apresenta profecias entregues próximo ao ano 480 a.C. (Zc 9-14). Esta é uma hipótese. Sabemos que Zacarias citou os gregos.

Tendo em vista que a Grécia começou a se tornar uma potência mundial ao derrotar Dario I em 400 aC e Assuero em 480 aC., os estudiosos apontam que a parte final do Livro provavelmente foi escrita quando os gregos começaram a despontar no cenário, por volta do ano 480 aC. Se Isto for verdade. Zacarias permaneceu durante décadas profetizando para o seu povo. Ao lado de Ageu, incentivou o retomo da reconstrução do Templo, todavia, sua profecia não se limitou unicamente a este propósito, ele também se inteirou pela renovação espiritual de Jerusalém e de seu povo, por isso entregou mensagens messiânicas que traziam esperança para o povo.

3. Estrutura e mensagem do livro. O livro de Zacarias possui algumas singularidades: É o livro mais apocalíptico e escatológico de todo o Antigo Testamento, também é o livro mais extenso entre os profetas menores de igual modo, é considerado o livro mais difícil de ser interpretado e isto acontece por causa de suas visões, símbolos e parábolas Sua profecia é composta de visão (Zc 1-6) e palavra (Zc 7-14). Os capítulos 1-8 encorajaram os judeus na reconstrução do Templo, enquanto os capítulos 9-14 apresentaram profecias sobre Israel e o Messias. Ele profetizou sobre as funções que Cristo exerceria como o “Servo do Senhor” (Zc 3.8), o Rei-Sacerdote (Zc 6.13), o verdadeiro Pastor (Zc 11.4-11).

Também relatou episódios da vida de Cristo: sua traição (Zc 11.12,13); sua crucificação (Zc 12.10), seus sofrimentos (Zc 13.7) e sua segunda vinda em glória retratando Jesus como o Rei-guerreiro que reinará sobre Jerusalém (Zc 14.4). O Novo Testamento apresenta diversas referências diretas e indiretas das profecias de Zacarias (Zc .9 e Ml 21.5; Zc 11.13 e Zc 12.10 e Ap .7),

II – A ATUAÇÃO DE ZACARIAS

1.O primeiro sermão. A primeira mensagem de Zacarias tinha como propósito exortar o povo ao arrependimento (Zc 11-6). Ela foi entregue entre o segundo e o terceiro sermão profético de Ageu (Ag 2.1-9, 2.10-19). O profeta exortou os judeus a observarem os erros dos seus antepassados que recusaram ouvir os profetas que os antecederam (Is 31.6; Jr 3.12; 18.11;Os 14.1).

2. As oito visões. Os capítulos 1-6 apresentam oito visões que contribuíram para encorajar os judeus que trabalhavam na reconstrução do Templo. A primeira visão foi dada quando a obra já estava em andamento há cinco meses (Zc 1.7), as outras sete não registram suas datas provavelmente uma seguiu a outra.com rápida sucessão, sendo imediatamente registrados por isto não se fez necessário as datações seguintes. As visões indicavam que os olhos do Senhor estavam voltados para Jerusalém, pois a Casa do Senhor estava sendo edificada (Zc 1.7-17), e que qualquer poder que se levantasse contra o povo de Deus, cedo ou tarde, seria destruído (Zc 1.18-21) pois Jerusalém estava sendo medida e protegida por Deus (Zc 2); e seu sacerdócio seria restaurado (Zc 3).

A reconstrução do Templo não poderia ser vista apenas como uma obra humana, mas como resultado da influência operada pelo Espírito do Senhor nos corações (Zc 4). A justiça deveria ser uma marca nesta reconstrução social (Zc 5.1-4), visto que o cativeiro babilónico tinha purificado o povo de Deus (Zc 5.5-12). As visões terminam com a descrição dos juízos divinos que seriam derramados contra as nações inimigas (Zc 6.1-8). Todas as visões visavam motivar o povo.

3. Uma adoração sincera. Durante o cativeiro, o povo de Judá desenvolveu o hábito de jejuar no quarto, quinto, sétimo e décimo mês, como sinal de luto pela destruição do Templo (Zc 8.19). Quando a reconstrução já se encontrava bem avançada, surgiu uma pergunta no novo Templo: os jejuns deveriam continuar? (Zc 7.3). Uma comitiva veio de Betel para interrogar os sacerdotes de Jerusalém. A primeira geração de exilados havia sentido profundamente a queda de Jerusalém e chorava com sinceridade, porém a segunda geração não conseguia entender a profundidade da atitude e a cumpria apenas como um ritual.

jejum parecia um incômodo para eles Este tem sido o problema de coração que “nasce na Igreja”. Há filhos de crentes que cumprem rituais porque se acostumaram, mas não se conscientizaram sobre o porquê de tais atitudes. Zacarias respondeu que depois de restaurar e abençoar Jerusalém, os jejuns deveriam permanecer o que mudaria seria a atitude dos homens em relação no ritual. A adoração triste. compulsória e nostálgica dania lugar a uma adoração festiva regada por atos sagrados de honra em louvor a Deus.

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Lição 12: Zacarias: O Messias, a Pedra Angular | EBD – Jovens | 3° Trimestre De 2021

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 12: Zacarias: O Messias, a Pedra Angular

OBJETIVOS

EXPLICAR a estrutura do livro de Zacarias; 

COMENTAR como as oito visões do profeta contribuíram para motivar os judeus na reconstrução do Templo 

APRESENTAR as profecias messiânicas de Zacarias.

TEXTO DO DIA

“E, se alguém lhe disser: Que feridas são essas nas tuas mãos? dirá ele: São as feridas com que fui ferido em casa dos meus amigos. (Zc 13.6)

SÍNTESE

Zacarias apresentou Cristo como o Servo-Sofredor que salvará a humanidade e o Rei-Vitorioso que mostrará o seu poder sobre tudo e sobre todos

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA – Ed 6.14 Zacarias e Ageu motivaram os judeus na reconstrução do Templo

TERÇA  -Zc 6.13 Cristo, o Rei-Sacerdote

QUARTA – Zc 9.9 A humildade do Messias

QUINTA – Zc 11.12,13 Jesus é traído

SEXTA – Zc 12.10 A morte do Messias

SÁBADO – Zc 14.9-11 O futuro glorioso de Jerusalém

INTERAÇÃO

Professor(a) a mensagem de Zacarias, assim como a de Ageu teve como objetivo incentivar os judeus que retornaram do exílio a investirem na reconstrução do Templo. Podemos extrair de seu livro três importantes lições para a Igreja do Senhor na atualidade. A primeira é que os servos de Deus devem colocar todas as suas competências, talentos e dons espirituais a serviço do Senhor. Os dons espirituais, assim como os talentos jamais devem ser escondidos ou negligenciados, mas usados para a glória do Todo-Poderoso. A segunda é que o jejum continua valendo para os dias atuais. Jesus ratificou a prática do jejum, contudo temos que ter o cuidado para que tal prática não se torne apenas um ato ritualístico. O jejum precisa ser visto pelo crente como uma forma voluntária de adoração ao Senhor (Zc 8.19). A terceira lição é que Jesus Cristo na sua primeira vinda ao mundo, veio em carne, foi concebido pelo Espírito Santo no ventre da virgem Maria, nasceu como um bebê para morrer na cruz por nossos pecados. Porém, em sua segunda vinda. Ele voltará em glória e como um Rei vitorioso para julgar as nações.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Professor(a) reproduza o quadro abaixo Utilize-o para fazer um resumo do livro do profeta Zacarias e apresente-o na introdução da lição.

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 12: Zacarias: O Messias, a Pedra Angular

TEXTO BÍBLICO

Zacarias 13.8.9

8- E acontecerá em toda a terra, diz o Senhor, que as duas partes dela serão extirpadas, e expirarão; mas a terceira parte restará nela.

9- E farei passar esta terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se purifica a prata, e a provarei, como se prova o ouro. Ela invocará o meu nome, e eu a ouvirei; direi: É meu povo; e ela dirá: O Senhor é o meu Deus.

INTRODUÇÃO

Zacarias desenvolveu o seu ministério para o primeiro grupo que retornou à Jerusalém após o decreto assinado por Ciro em 538 a.C. que autorizou a repatriação dos judeus exilados Cinquenta mil judeus sem contar as mulheres e crianças retornaram sob a liderança do príncipe Zorobabel e do sumo sacerdote Josué. O propósito era reconstruir o Templo. Com a oposição dos samaritanos muitos desanimaram e o projeto acabou sendo abandonado.

I – ZACARIAS

1. Sacerdote e profeta. Zacarias desenvolveu a responsabilidade sacerdotal do ensino ao lado da força encorajadora de um profeta Ele foi sacerdote e profeta. Oriundo da tribo de Levi era descendente de uma família de sacerdotes (Zc 1.1,7). Seu nome significa ‘o Senhor lembra’. Ele nasceu em terra estrangeira, quando os judeus estavam exilados na Babilônia. Fez parte do primeiro grupo composto de cinquenta miljudeus que retomou a Jerusalém sob a liderança de Zorobabel (Ne 12.1,4,7,10,12,16).

2. Data. O livro de Zacarias começou a ser escrito em 520 a.C.: diferente de Ageu que entregou quatro mensagens em um período curto de tempo. Zacarias, sendo mais jovem do que Ageu, viveu muito mais tempo e deste modo, teve um ministério profético mais longevo. Algumas datas são apresentadas no seu livro: 1 de novembro de 520 a.C (Ag 1.1), 24 de fevereiro de 519 aC (Zc 17-615); 4 de dezembro de 518 a.C (Zc 7.8). Acreditamos que a parte final do Livro apresenta profecias entregues próximo ao ano 480 a.C. (Zc 9-14). Esta é uma hipótese. Sabemos que Zacarias citou os gregos.

Tendo em vista que a Grécia começou a se tornar uma potência mundial ao derrotar Dario I em 400 aC e Assuero em 480 aC., os estudiosos apontam que a parte final do Livro provavelmente foi escrita quando os gregos começaram a despontar no cenário, por volta do ano 480 aC. Se Isto for verdade. Zacarias permaneceu durante décadas profetizando para o seu povo. Ao lado de Ageu, incentivou o retomo da reconstrução do Templo, todavia, sua profecia não se limitou unicamente a este propósito, ele também se inteirou pela renovação espiritual de Jerusalém e de seu povo, por isso entregou mensagens messiânicas que traziam esperança para o povo.

3. Estrutura e mensagem do livro. O livro de Zacarias possui algumas singularidades: É o livro mais apocalíptico e escatológico de todo o Antigo Testamento, também é o livro mais extenso entre os profetas menores de igual modo, é considerado o livro mais difícil de ser interpretado e isto acontece por causa de suas visões, símbolos e parábolas Sua profecia é composta de visão (Zc 1-6) e palavra (Zc 7-14). Os capítulos 1-8 encorajaram os judeus na reconstrução do Templo, enquanto os capítulos 9-14 apresentaram profecias sobre Israel e o Messias. Ele profetizou sobre as funções que Cristo exerceria como o “Servo do Senhor” (Zc 3.8), o Rei-Sacerdote (Zc 6.13), o verdadeiro Pastor (Zc 11.4-11).

Também relatou episódios da vida de Cristo: sua traição (Zc 11.12,13); sua crucificação (Zc 12.10), seus sofrimentos (Zc 13.7) e sua segunda vinda em glória retratando Jesus como o Rei-guerreiro que reinará sobre Jerusalém (Zc 14.4). O Novo Testamento apresenta diversas referências diretas e indiretas das profecias de Zacarias (Zc .9 e Ml 21.5; Zc 11.13 e Zc 12.10 e Ap .7),

II – A ATUAÇÃO DE ZACARIAS

1.O primeiro sermão. A primeira mensagem de Zacarias tinha como propósito exortar o povo ao arrependimento (Zc 11-6). Ela foi entregue entre o segundo e o terceiro sermão profético de Ageu (Ag 2.1-9, 2.10-19). O profeta exortou os judeus a observarem os erros dos seus antepassados que recusaram ouvir os profetas que os antecederam (Is 31.6; Jr 3.12; 18.11;Os 14.1).

2. As oito visões. Os capítulos 1-6 apresentam oito visões que contribuíram para encorajar os judeus que trabalhavam na reconstrução do Templo. A primeira visão foi dada quando a obra já estava em andamento há cinco meses (Zc 1.7), as outras sete não registram suas datas provavelmente uma seguiu a outra.com rápida sucessão, sendo imediatamente registrados por isto não se fez necessário as datações seguintes. As visões indicavam que os olhos do Senhor estavam voltados para Jerusalém, pois a Casa do Senhor estava sendo edificada (Zc 1.7-17), e que qualquer poder que se levantasse contra o povo de Deus, cedo ou tarde, seria destruído (Zc 1.18-21) pois Jerusalém estava sendo medida e protegida por Deus (Zc 2); e seu sacerdócio seria restaurado (Zc 3).

A reconstrução do Templo não poderia ser vista apenas como uma obra humana, mas como resultado da influência operada pelo Espírito do Senhor nos corações (Zc 4). A justiça deveria ser uma marca nesta reconstrução social (Zc 5.1-4), visto que o cativeiro babilónico tinha purificado o povo de Deus (Zc 5.5-12). As visões terminam com a descrição dos juízos divinos que seriam derramados contra as nações inimigas (Zc 6.1-8). Todas as visões visavam motivar o povo.

3. Uma adoração sincera. Durante o cativeiro, o povo de Judá desenvolveu o hábito de jejuar no quarto, quinto, sétimo e décimo mês, como sinal de luto pela destruição do Templo (Zc 8.19). Quando a reconstrução já se encontrava bem avançada, surgiu uma pergunta no novo Templo: os jejuns deveriam continuar? (Zc 7.3). Uma comitiva veio de Betel para interrogar os sacerdotes de Jerusalém. A primeira geração de exilados havia sentido profundamente a queda de Jerusalém e chorava com sinceridade, porém a segunda geração não conseguia entender a profundidade da atitude e a cumpria apenas como um ritual.

jejum parecia um incômodo para eles Este tem sido o problema de coração que “nasce na Igreja”. Há filhos de crentes que cumprem rituais porque se acostumaram, mas não se conscientizaram sobre o porquê de tais atitudes. Zacarias respondeu que depois de restaurar e abençoar Jerusalém, os jejuns deveriam permanecer o que mudaria seria a atitude dos homens em relação no ritual. A adoração triste. compulsória e nostálgica dania lugar a uma adoração festiva regada por atos sagrados de honra em louvor a Deus.

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Lição 11: Ageu: Atenção para com a casa de Deus | EBD – Jovens | 3° Trimestre De 2021

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 11: Ageu: Atenção para com a casa de Deus

OBJETIVOS

• EXPLICAR o contexto histórico que abrangeu as pregações de Ageu

• MOSTRAR como o profeta Ageu exerceu um papel fundamental entre o primeiro grupo de judeus que retornou a Jerusalém: 

• ENTENDER que devemos dar a Deus a primeiro lugar em nossas vidas

TEXTO DO DIA

Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Aplicai o vosso coração aos vossos caminhos. Subi o monte, e trazei madeira e edificai a casa e dela me agradarei e eu serei glorificado. diz o SENHOR.” (Ag 1.7.8)

SÍNTESE

A ação do Espírito de Deus nos liberta do comodismo e da indiferença, fazendo-nos valorizar aquilo que realmente é importante para Deus.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA – 2 Cr 36.23 A permissão do rei da Pérsia para a construção do templo

TERÇA – Ed 3.6-10 Os alicerces do templo são fundados

QUARTA – Ed 4.23,24 A forte oposição que resultou no embargo da construção do templo

QUINTA – Ag 1.13,14 Ageu anima Zorobabel e Josué na edificação do templo 

SEXTA – Ed 5.1,2 Sob a palavra dos profetas Ageu e Zacarias a obra de reconstrução é reiniciada 

SÁBADO – Ag 2.9 A promessa da glória da segunda casa

INTERAÇÃO 

Professor(a), a mensagem de Ageu que serviu como profeta de Judá, tem como objetivo incentivar os judeus que retornaram do exílio a reconstruírem o Templo (1.1). Por intermédio da mensagem do profeta aprendemos importantes lições para a nossa vida. A primeira é que não devemos focar no passado e permitir que o saudosismo nos domine. Precisamos erguer nossos olhos com expectativa para o futuro. A fé precisa suplantar o saudosismo, A segunda lição é que Deus atenta para a reconstrução do Templo, um lugar de adoração e comunhão. O culto oferecido ao Senhor não poderia e não pode ser de qualquer jeito. A terceira lição é que as lutas e provações devem ser vistas como oportunidade para nos aproximar mais de Deus. Em meio as dificuldade precisamos aprender a olhar para o céu e confiar na promessa divina de que todas as situações, por mais adversas que sejam, contribuem para o nosso bem (Rm 8:28)

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Professor(a), reproduza o quadro abaixo. Utilize-o para fazer um resumo do livro do profeta Ageu e apresente-o na introdução da lição.

Lição 11 Ageu Atenção para com a casa de Deus
EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 11: Ageu: Atenção para com a casa de Deus

TEXTO BÍBLICO

Ageu 1.1-8 

1 No segundo ano do rei Dario, no sexto mês, no primeiro dia do mês, veio a palavra do SENHOR, por intermédio do profeta Ageu, a Zorobabel, filho de Sealtiel, governador de Judá, e a Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote, dizendo:

2 Assim fala o Senhor dos Exércitos, dizendo: Este povo diz: Não veio ainda o tempo, o tempo em que a casa do Senhor deve ser edificada.

3 Veio, pois, a palavra do Senhor, por intermédio do profeta Ageu, dizendo:

4 Porventura é para vós tempo de habitardes nas vossas casas forradas, enquanto esta casa fica deserta?

5 Ora, pois, assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai os vossos caminhos.

6 Semeais muito, e recolheis pouco; comeis, porém não vos fartais; bebeis, porém não vos saciais; vestis-vos, porém ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o num saco furado.

7 Assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai os vossos caminhos.

8 Subi ao monte, e trazei madeira, e edifiquei a casa; e dela me agradarei, e serei glorificado, diz o Senhor.

INTRODUÇÃO

Dos doze profetas menores apenas três desenvolveram seus ministérios após o cativeiro babilónico, são eles Ageu, Zacarias e Malaquias. Ageu foi o primeiro a profetizar após o exílio sendo contemporâneo de Zacarias. Não temos informações bíblicas sobre seu passado e nem conhecimento dos seus antecedentes familiares. Ele foi um dos exilados que retornou a Jerusalém no objetivo de reconstruir o Templo, neste período, grandes foram as dificuldades enfrentadas e por meio da sua ação profética. Ageu conseguiu mobilizar e motivar os judeus no fito de concluírem a reconstrução da obra. O templo era o símbolo visível da aliança de Deus com os descendentes de Abraão, por isso, motivou seus compatriotas a não desanimarem no trabalho da obra de Deus. Em uma época em que os judeus mostravam-se indiferentes Ageu ensinou-lhes que eles deviam dar a Deus a prioridade em suas vidas.

I – AGEU

1. Festivo. Seu nome significa “festivo” ou “festividade”. É provável que seu nascimento coincidisse com um feriado judaico, isso justifica o significado do seu nome. Há quem acredite que seu nome foi profético, desse modo, seus pais piedosos lhes atribuíram esse nome na expectativa da restauração do povo judeu, anunciando através desse ato que em breve haveria motivos para se festejar, pois a restauração do Templo implicaria o reinício das festas religiosas em Jerusalém. Ageu foi uma figura fundamental para a reconstrução do segundo Templo (Ed 5.1; 6.14).

Ele proporcionou aos seus compatriotas a motivação necessária para não esmorecer em face às dificuldades que enfrentavam. Ageu profetizou dois meses antes de Zacarias (Ag 1.1; Zc 1.1). Foi o primeiro profeta do pós-exílio. Ele acreditou quando poucos acreditavam e foi o responsável direto pelo retorno das festas em Jerusalém. Que sejamos como Ageu, promotores da fé e agentes da alegria!

2. Contexto histórico. Ageu profetizou no segundo ano do rei Dario, por volta do ano 520 a.C, para o primeiro grupo de exilados que retornou do cativeiro babilônico (Ed 1.1-4). O primeiro grupo a retornar foi movido por um fervor religioso. Estes repatriados deixaram o conforto conquistado na Babilônia para viverem junto às ruínas de Jerusalém, em uma cidade assolada pela destruição. Era preciso muito trabalho e disposição para reconstruir uma cidade cicatrizada pela guerra Na espinha dorsal deste grupo estavam os sacerdotes, os homens de fé, que nutriam um carinho especial pela “Cidade de Deus’ e pelo seu Templo. Dois anos após a chegada desse grupo, os edificadores lançaram os alicerces do templo provocando uma grande comoção entre o povo (Ed 3.8-13).

Todavia, as perseguições dos samaritanos e as dificuldades enfrentadas contribuíram para desanimá-los, atrasando a execução e conclusão do projeto (Ed 41-5. 23. 24). O povo estava abatido. O interesse dos judeus se voltou para as questões seculares. A letargia espiritual levou o povo a reconstruir suas próprias casas, deixando o projeto do Templo do Senhor em segundo plano. Foi neste contexto histórico que Ageu entregou sua mensagem (Ed 5.1-2. Ag 1.1-8).

3. Estrutura e mensagem do livro. O livro de Ageu é o segundo menor do Antigo Testamento, ficando atrás apenas de Obadias. A expressão “diz o Senhor dos Exércitos” aparece 26 vezes em 38 versículos. Em todo instante o profeta anunciou que suas palavras vieram de Deus e possuíam o selo da autoridade profética. Seu livro é composto de quatro mensagens que foram entregues ao povo Na primeira mensagem, Ageu repreendeu o povo pela falta de envolvimento no projeto de reconstrução do templo (Ag 1.2-15). Na segunda mensagem, após o início das obras de reconstrução a aparência do Templo apresentou-se modesta, e por causa disso o povo desanimou-se, nesse momento, o profeta motivou-os dizendo que a glória daquele templo seria maior que a glória do antigo templo (Ag 2:1-9).

Na terceira mensagem, ensinou que o fato de alguém morar na Terra Santa não o torna santo, portanto, o povo deveria viver a verdadeira santidade para usufruir das bênçãos prometidas (Ag 210-19). Por fim, na sua última mensagem, profetizou uma benção especial para a dinastia de Davi, na pessoa de Zorobabel (Ag 2.20-23).

II – A MENSAGEM DO PROFETA

1. Motivação. Em agosto-setembro de 520 a.C. Ageu começou a entregar a sua profecia (Ag 1.1). O povo tinha abandonado a obra por causa da oposição dos samaritanos e do decreto de Cambises, o rei Persa. Ageu incentivou o retorno da reconstrução do Templo. Ele apresentou Deus como o Senhor dos Exércitos, cujo poder é sobre todos os exércitos (Ag 1.2). O Todo-Poderoso é mais poderoso que todos os poderosos desta terra! Que palavra para o nosso coração! Confiando no Senhor devemos prosseguir. Não podemos esmorecer diante das adversidades. A segunda profecia foi entregue no vigésimo primeiro dia do sétimo mês, no último dia da Festa dos Tabernáculos (Ag 2.1).

Ao iniciar a reconstrução, depois de tirar os entulhos, o povo percebeu que aquela reconstrução jamais teria a beleza e o esplendor do templo de Salomão, por isto ficaram nostálgicos e desanimados (Ag 2.1-3). Mais uma vez. Ageu encorajou o povo a prosseguir dando pelo menos três motivos: O Senhor estaria com eles (Ag 2.4): o pacto divino permanecia de pé (Ag 2.5) e a glória daquele Templo seria ainda maior (Ag 2.9). Enquanto as pessoas se desanimavam com os desafios do presente. Ageu prosseguiu de olho na glória do futuro. Devemos focar a nossa atenção naquilo que nos traz esperança (Lm 3.21).

2. Exortação. Ageu demonstrou a tristeza de Deus ao ser colocado em segundo plano. O povo se acomodou dizendo que ainda não era o momento da reconstrução do Templo. Percebemos que faz parte da natureza humana justificar as omissões criando argumentos plausíveis para esconder os fracassos. Esse recurso mental atenua a frustração de não ter conseguido o que um dia se pretendeu. Os homens da época de Ageu se valiam dessa retórica escapista. Buscavam frases e pensamentos para justificar os seus erros (Ag 1.2). Preocupavam-se, com seus negócios e vidas pessoais e não davam mais ao Templo o devido valor (Ag 1.4).

Os projetos humanos tinham prioridade, enquanto os interesses de Deus tornaram-se secundários. Ageu enfatizou que o abandono da obra de Deus provocou a seca e a escassez (Ag 1.6-11). Deus reteve os céus para despertar o seu povo (Ag 1.10,11). Ageu inquiriu seus compatriotas: O fato de vocês colocarem Deus de lado provocou progresso ou regresso? A resposta era simples. Ao colocarem Deus em segundo plano, eles abandonaram o único elemento essencial para o sucesso.

3. Consolação. Enquanto a primeira profecia repreendia o povo pela falta de compromisso (Ag 11-15), a segunda trazia consolação ao destacar a glória daquele Templo (Ag 2.1-9). A presença de Cristo emprestaria ao segundo Templo uma glória que o Templo de Salomão jamais conheceu (Ag 2.6-9). A “glória” não se referia ao ouro ou a prata, mas a presença de Deus. A terceira profecia foi uma exortação, um verdadeiro apelo à santidade (Ag 2.10-19), porém, a quarta mensagem trouxe novamente consolação ao apresentar uma promessa de segurança para Israel com o estabelecimento da linhagem de Zorobabel (Ag 2.20-23).

Podemos dizer que 50% da mensagem de Ageu foi consolação, outros 50% foi exortação. E onde se encontra a motivação? Entretecida na exortação e no consolo (Ag 2.4). As repreensões de Deus, assim como suas promessas são combustíveis de ânimo que nos empurram para frente.

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Lição 11: Ageu: Atenção para com a casa de Deus | EBD – Jovens | 3° Trimestre De 2021

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 11: Ageu: Atenção para com a casa de Deus

OBJETIVOS

• EXPLICAR o contexto histórico que abrangeu as pregações de Ageu

• MOSTRAR como o profeta Ageu exerceu um papel fundamental entre o primeiro grupo de judeus que retornou a Jerusalém: 

• ENTENDER que devemos dar a Deus a primeiro lugar em nossas vidas

TEXTO DO DIA

Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Aplicai o vosso coração aos vossos caminhos. Subi o monte, e trazei madeira e edificai a casa e dela me agradarei e eu serei glorificado. diz o SENHOR.” (Ag 1.7.8)

SÍNTESE

A ação do Espírito de Deus nos liberta do comodismo e da indiferença, fazendo-nos valorizar aquilo que realmente é importante para Deus.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA – 2 Cr 36.23 A permissão do rei da Pérsia para a construção do templo

TERÇA – Ed 3.6-10 Os alicerces do templo são fundados

QUARTA – Ed 4.23,24 A forte oposição que resultou no embargo da construção do templo

QUINTA – Ag 1.13,14 Ageu anima Zorobabel e Josué na edificação do templo 

SEXTA – Ed 5.1,2 Sob a palavra dos profetas Ageu e Zacarias a obra de reconstrução é reiniciada 

SÁBADO – Ag 2.9 A promessa da glória da segunda casa

INTERAÇÃO 

Professor(a), a mensagem de Ageu que serviu como profeta de Judá, tem como objetivo incentivar os judeus que retornaram do exílio a reconstruírem o Templo (1.1). Por intermédio da mensagem do profeta aprendemos importantes lições para a nossa vida. A primeira é que não devemos focar no passado e permitir que o saudosismo nos domine. Precisamos erguer nossos olhos com expectativa para o futuro. A fé precisa suplantar o saudosismo, A segunda lição é que Deus atenta para a reconstrução do Templo, um lugar de adoração e comunhão. O culto oferecido ao Senhor não poderia e não pode ser de qualquer jeito. A terceira lição é que as lutas e provações devem ser vistas como oportunidade para nos aproximar mais de Deus. Em meio as dificuldade precisamos aprender a olhar para o céu e confiar na promessa divina de que todas as situações, por mais adversas que sejam, contribuem para o nosso bem (Rm 8:28)

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Professor(a), reproduza o quadro abaixo. Utilize-o para fazer um resumo do livro do profeta Ageu e apresente-o na introdução da lição.

Lição 11 Ageu Atenção para com a casa de Deus
EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 11: Ageu: Atenção para com a casa de Deus

TEXTO BÍBLICO

Ageu 1.1-8 

1 No segundo ano do rei Dario, no sexto mês, no primeiro dia do mês, veio a palavra do SENHOR, por intermédio do profeta Ageu, a Zorobabel, filho de Sealtiel, governador de Judá, e a Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote, dizendo:

2 Assim fala o Senhor dos Exércitos, dizendo: Este povo diz: Não veio ainda o tempo, o tempo em que a casa do Senhor deve ser edificada.

3 Veio, pois, a palavra do Senhor, por intermédio do profeta Ageu, dizendo:

4 Porventura é para vós tempo de habitardes nas vossas casas forradas, enquanto esta casa fica deserta?

5 Ora, pois, assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai os vossos caminhos.

6 Semeais muito, e recolheis pouco; comeis, porém não vos fartais; bebeis, porém não vos saciais; vestis-vos, porém ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o num saco furado.

7 Assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai os vossos caminhos.

8 Subi ao monte, e trazei madeira, e edifiquei a casa; e dela me agradarei, e serei glorificado, diz o Senhor.

INTRODUÇÃO

Dos doze profetas menores apenas três desenvolveram seus ministérios após o cativeiro babilónico, são eles Ageu, Zacarias e Malaquias. Ageu foi o primeiro a profetizar após o exílio sendo contemporâneo de Zacarias. Não temos informações bíblicas sobre seu passado e nem conhecimento dos seus antecedentes familiares. Ele foi um dos exilados que retornou a Jerusalém no objetivo de reconstruir o Templo, neste período, grandes foram as dificuldades enfrentadas e por meio da sua ação profética. Ageu conseguiu mobilizar e motivar os judeus no fito de concluírem a reconstrução da obra. O templo era o símbolo visível da aliança de Deus com os descendentes de Abraão, por isso, motivou seus compatriotas a não desanimarem no trabalho da obra de Deus. Em uma época em que os judeus mostravam-se indiferentes Ageu ensinou-lhes que eles deviam dar a Deus a prioridade em suas vidas.

I – AGEU

1. Festivo. Seu nome significa “festivo” ou “festividade”. É provável que seu nascimento coincidisse com um feriado judaico, isso justifica o significado do seu nome. Há quem acredite que seu nome foi profético, desse modo, seus pais piedosos lhes atribuíram esse nome na expectativa da restauração do povo judeu, anunciando através desse ato que em breve haveria motivos para se festejar, pois a restauração do Templo implicaria o reinício das festas religiosas em Jerusalém. Ageu foi uma figura fundamental para a reconstrução do segundo Templo (Ed 5.1; 6.14).

Ele proporcionou aos seus compatriotas a motivação necessária para não esmorecer em face às dificuldades que enfrentavam. Ageu profetizou dois meses antes de Zacarias (Ag 1.1; Zc 1.1). Foi o primeiro profeta do pós-exílio. Ele acreditou quando poucos acreditavam e foi o responsável direto pelo retorno das festas em Jerusalém. Que sejamos como Ageu, promotores da fé e agentes da alegria!

2. Contexto histórico. Ageu profetizou no segundo ano do rei Dario, por volta do ano 520 a.C, para o primeiro grupo de exilados que retornou do cativeiro babilônico (Ed 1.1-4). O primeiro grupo a retornar foi movido por um fervor religioso. Estes repatriados deixaram o conforto conquistado na Babilônia para viverem junto às ruínas de Jerusalém, em uma cidade assolada pela destruição. Era preciso muito trabalho e disposição para reconstruir uma cidade cicatrizada pela guerra Na espinha dorsal deste grupo estavam os sacerdotes, os homens de fé, que nutriam um carinho especial pela “Cidade de Deus’ e pelo seu Templo. Dois anos após a chegada desse grupo, os edificadores lançaram os alicerces do templo provocando uma grande comoção entre o povo (Ed 3.8-13).

Todavia, as perseguições dos samaritanos e as dificuldades enfrentadas contribuíram para desanimá-los, atrasando a execução e conclusão do projeto (Ed 41-5. 23. 24). O povo estava abatido. O interesse dos judeus se voltou para as questões seculares. A letargia espiritual levou o povo a reconstruir suas próprias casas, deixando o projeto do Templo do Senhor em segundo plano. Foi neste contexto histórico que Ageu entregou sua mensagem (Ed 5.1-2. Ag 1.1-8).

3. Estrutura e mensagem do livro. O livro de Ageu é o segundo menor do Antigo Testamento, ficando atrás apenas de Obadias. A expressão “diz o Senhor dos Exércitos” aparece 26 vezes em 38 versículos. Em todo instante o profeta anunciou que suas palavras vieram de Deus e possuíam o selo da autoridade profética. Seu livro é composto de quatro mensagens que foram entregues ao povo Na primeira mensagem, Ageu repreendeu o povo pela falta de envolvimento no projeto de reconstrução do templo (Ag 1.2-15). Na segunda mensagem, após o início das obras de reconstrução a aparência do Templo apresentou-se modesta, e por causa disso o povo desanimou-se, nesse momento, o profeta motivou-os dizendo que a glória daquele templo seria maior que a glória do antigo templo (Ag 2:1-9).

Na terceira mensagem, ensinou que o fato de alguém morar na Terra Santa não o torna santo, portanto, o povo deveria viver a verdadeira santidade para usufruir das bênçãos prometidas (Ag 210-19). Por fim, na sua última mensagem, profetizou uma benção especial para a dinastia de Davi, na pessoa de Zorobabel (Ag 2.20-23).

II – A MENSAGEM DO PROFETA

1. Motivação. Em agosto-setembro de 520 a.C. Ageu começou a entregar a sua profecia (Ag 1.1). O povo tinha abandonado a obra por causa da oposição dos samaritanos e do decreto de Cambises, o rei Persa. Ageu incentivou o retorno da reconstrução do Templo. Ele apresentou Deus como o Senhor dos Exércitos, cujo poder é sobre todos os exércitos (Ag 1.2). O Todo-Poderoso é mais poderoso que todos os poderosos desta terra! Que palavra para o nosso coração! Confiando no Senhor devemos prosseguir. Não podemos esmorecer diante das adversidades. A segunda profecia foi entregue no vigésimo primeiro dia do sétimo mês, no último dia da Festa dos Tabernáculos (Ag 2.1).

Ao iniciar a reconstrução, depois de tirar os entulhos, o povo percebeu que aquela reconstrução jamais teria a beleza e o esplendor do templo de Salomão, por isto ficaram nostálgicos e desanimados (Ag 2.1-3). Mais uma vez. Ageu encorajou o povo a prosseguir dando pelo menos três motivos: O Senhor estaria com eles (Ag 2.4): o pacto divino permanecia de pé (Ag 2.5) e a glória daquele Templo seria ainda maior (Ag 2.9). Enquanto as pessoas se desanimavam com os desafios do presente. Ageu prosseguiu de olho na glória do futuro. Devemos focar a nossa atenção naquilo que nos traz esperança (Lm 3.21).

2. Exortação. Ageu demonstrou a tristeza de Deus ao ser colocado em segundo plano. O povo se acomodou dizendo que ainda não era o momento da reconstrução do Templo. Percebemos que faz parte da natureza humana justificar as omissões criando argumentos plausíveis para esconder os fracassos. Esse recurso mental atenua a frustração de não ter conseguido o que um dia se pretendeu. Os homens da época de Ageu se valiam dessa retórica escapista. Buscavam frases e pensamentos para justificar os seus erros (Ag 1.2). Preocupavam-se, com seus negócios e vidas pessoais e não davam mais ao Templo o devido valor (Ag 1.4).

Os projetos humanos tinham prioridade, enquanto os interesses de Deus tornaram-se secundários. Ageu enfatizou que o abandono da obra de Deus provocou a seca e a escassez (Ag 1.6-11). Deus reteve os céus para despertar o seu povo (Ag 1.10,11). Ageu inquiriu seus compatriotas: O fato de vocês colocarem Deus de lado provocou progresso ou regresso? A resposta era simples. Ao colocarem Deus em segundo plano, eles abandonaram o único elemento essencial para o sucesso.

3. Consolação. Enquanto a primeira profecia repreendia o povo pela falta de compromisso (Ag 11-15), a segunda trazia consolação ao destacar a glória daquele Templo (Ag 2.1-9). A presença de Cristo emprestaria ao segundo Templo uma glória que o Templo de Salomão jamais conheceu (Ag 2.6-9). A “glória” não se referia ao ouro ou a prata, mas a presença de Deus. A terceira profecia foi uma exortação, um verdadeiro apelo à santidade (Ag 2.10-19), porém, a quarta mensagem trouxe novamente consolação ao apresentar uma promessa de segurança para Israel com o estabelecimento da linhagem de Zorobabel (Ag 2.20-23).

Podemos dizer que 50% da mensagem de Ageu foi consolação, outros 50% foi exortação. E onde se encontra a motivação? Entretecida na exortação e no consolo (Ag 2.4). As repreensões de Deus, assim como suas promessas são combustíveis de ânimo que nos empurram para frente.

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