Lição 11: Ageu: Atenção para com a casa de Deus | EBD – Jovens | 3° Trimestre De 2021

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 11: Ageu: Atenção para com a casa de Deus

OBJETIVOS

• EXPLICAR o contexto histórico que abrangeu as pregações de Ageu

• MOSTRAR como o profeta Ageu exerceu um papel fundamental entre o primeiro grupo de judeus que retornou a Jerusalém: 

• ENTENDER que devemos dar a Deus a primeiro lugar em nossas vidas

TEXTO DO DIA

Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Aplicai o vosso coração aos vossos caminhos. Subi o monte, e trazei madeira e edificai a casa e dela me agradarei e eu serei glorificado. diz o SENHOR.” (Ag 1.7.8)

SÍNTESE

A ação do Espírito de Deus nos liberta do comodismo e da indiferença, fazendo-nos valorizar aquilo que realmente é importante para Deus.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA – 2 Cr 36.23 A permissão do rei da Pérsia para a construção do templo

TERÇA – Ed 3.6-10 Os alicerces do templo são fundados

QUARTA – Ed 4.23,24 A forte oposição que resultou no embargo da construção do templo

QUINTA – Ag 1.13,14 Ageu anima Zorobabel e Josué na edificação do templo 

SEXTA – Ed 5.1,2 Sob a palavra dos profetas Ageu e Zacarias a obra de reconstrução é reiniciada 

SÁBADO – Ag 2.9 A promessa da glória da segunda casa

INTERAÇÃO 

Professor(a), a mensagem de Ageu que serviu como profeta de Judá, tem como objetivo incentivar os judeus que retornaram do exílio a reconstruírem o Templo (1.1). Por intermédio da mensagem do profeta aprendemos importantes lições para a nossa vida. A primeira é que não devemos focar no passado e permitir que o saudosismo nos domine. Precisamos erguer nossos olhos com expectativa para o futuro. A fé precisa suplantar o saudosismo, A segunda lição é que Deus atenta para a reconstrução do Templo, um lugar de adoração e comunhão. O culto oferecido ao Senhor não poderia e não pode ser de qualquer jeito. A terceira lição é que as lutas e provações devem ser vistas como oportunidade para nos aproximar mais de Deus. Em meio as dificuldade precisamos aprender a olhar para o céu e confiar na promessa divina de que todas as situações, por mais adversas que sejam, contribuem para o nosso bem (Rm 8:28)

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Professor(a), reproduza o quadro abaixo. Utilize-o para fazer um resumo do livro do profeta Ageu e apresente-o na introdução da lição.

Lição 11 Ageu Atenção para com a casa de Deus
EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 11: Ageu: Atenção para com a casa de Deus

TEXTO BÍBLICO

Ageu 1.1-8 

1 No segundo ano do rei Dario, no sexto mês, no primeiro dia do mês, veio a palavra do SENHOR, por intermédio do profeta Ageu, a Zorobabel, filho de Sealtiel, governador de Judá, e a Josué, filho de Jozadaque, o sumo sacerdote, dizendo:

2 Assim fala o Senhor dos Exércitos, dizendo: Este povo diz: Não veio ainda o tempo, o tempo em que a casa do Senhor deve ser edificada.

3 Veio, pois, a palavra do Senhor, por intermédio do profeta Ageu, dizendo:

4 Porventura é para vós tempo de habitardes nas vossas casas forradas, enquanto esta casa fica deserta?

5 Ora, pois, assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai os vossos caminhos.

6 Semeais muito, e recolheis pouco; comeis, porém não vos fartais; bebeis, porém não vos saciais; vestis-vos, porém ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o num saco furado.

7 Assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai os vossos caminhos.

8 Subi ao monte, e trazei madeira, e edifiquei a casa; e dela me agradarei, e serei glorificado, diz o Senhor.

INTRODUÇÃO

Dos doze profetas menores apenas três desenvolveram seus ministérios após o cativeiro babilónico, são eles Ageu, Zacarias e Malaquias. Ageu foi o primeiro a profetizar após o exílio sendo contemporâneo de Zacarias. Não temos informações bíblicas sobre seu passado e nem conhecimento dos seus antecedentes familiares. Ele foi um dos exilados que retornou a Jerusalém no objetivo de reconstruir o Templo, neste período, grandes foram as dificuldades enfrentadas e por meio da sua ação profética. Ageu conseguiu mobilizar e motivar os judeus no fito de concluírem a reconstrução da obra. O templo era o símbolo visível da aliança de Deus com os descendentes de Abraão, por isso, motivou seus compatriotas a não desanimarem no trabalho da obra de Deus. Em uma época em que os judeus mostravam-se indiferentes Ageu ensinou-lhes que eles deviam dar a Deus a prioridade em suas vidas.

I – AGEU

1. Festivo. Seu nome significa “festivo” ou “festividade”. É provável que seu nascimento coincidisse com um feriado judaico, isso justifica o significado do seu nome. Há quem acredite que seu nome foi profético, desse modo, seus pais piedosos lhes atribuíram esse nome na expectativa da restauração do povo judeu, anunciando através desse ato que em breve haveria motivos para se festejar, pois a restauração do Templo implicaria o reinício das festas religiosas em Jerusalém. Ageu foi uma figura fundamental para a reconstrução do segundo Templo (Ed 5.1; 6.14).

Ele proporcionou aos seus compatriotas a motivação necessária para não esmorecer em face às dificuldades que enfrentavam. Ageu profetizou dois meses antes de Zacarias (Ag 1.1; Zc 1.1). Foi o primeiro profeta do pós-exílio. Ele acreditou quando poucos acreditavam e foi o responsável direto pelo retorno das festas em Jerusalém. Que sejamos como Ageu, promotores da fé e agentes da alegria!

2. Contexto histórico. Ageu profetizou no segundo ano do rei Dario, por volta do ano 520 a.C, para o primeiro grupo de exilados que retornou do cativeiro babilônico (Ed 1.1-4). O primeiro grupo a retornar foi movido por um fervor religioso. Estes repatriados deixaram o conforto conquistado na Babilônia para viverem junto às ruínas de Jerusalém, em uma cidade assolada pela destruição. Era preciso muito trabalho e disposição para reconstruir uma cidade cicatrizada pela guerra Na espinha dorsal deste grupo estavam os sacerdotes, os homens de fé, que nutriam um carinho especial pela “Cidade de Deus’ e pelo seu Templo. Dois anos após a chegada desse grupo, os edificadores lançaram os alicerces do templo provocando uma grande comoção entre o povo (Ed 3.8-13).

Todavia, as perseguições dos samaritanos e as dificuldades enfrentadas contribuíram para desanimá-los, atrasando a execução e conclusão do projeto (Ed 41-5. 23. 24). O povo estava abatido. O interesse dos judeus se voltou para as questões seculares. A letargia espiritual levou o povo a reconstruir suas próprias casas, deixando o projeto do Templo do Senhor em segundo plano. Foi neste contexto histórico que Ageu entregou sua mensagem (Ed 5.1-2. Ag 1.1-8).

3. Estrutura e mensagem do livro. O livro de Ageu é o segundo menor do Antigo Testamento, ficando atrás apenas de Obadias. A expressão “diz o Senhor dos Exércitos” aparece 26 vezes em 38 versículos. Em todo instante o profeta anunciou que suas palavras vieram de Deus e possuíam o selo da autoridade profética. Seu livro é composto de quatro mensagens que foram entregues ao povo Na primeira mensagem, Ageu repreendeu o povo pela falta de envolvimento no projeto de reconstrução do templo (Ag 1.2-15). Na segunda mensagem, após o início das obras de reconstrução a aparência do Templo apresentou-se modesta, e por causa disso o povo desanimou-se, nesse momento, o profeta motivou-os dizendo que a glória daquele templo seria maior que a glória do antigo templo (Ag 2:1-9).

Na terceira mensagem, ensinou que o fato de alguém morar na Terra Santa não o torna santo, portanto, o povo deveria viver a verdadeira santidade para usufruir das bênçãos prometidas (Ag 210-19). Por fim, na sua última mensagem, profetizou uma benção especial para a dinastia de Davi, na pessoa de Zorobabel (Ag 2.20-23).

II – A MENSAGEM DO PROFETA

1. Motivação. Em agosto-setembro de 520 a.C. Ageu começou a entregar a sua profecia (Ag 1.1). O povo tinha abandonado a obra por causa da oposição dos samaritanos e do decreto de Cambises, o rei Persa. Ageu incentivou o retorno da reconstrução do Templo. Ele apresentou Deus como o Senhor dos Exércitos, cujo poder é sobre todos os exércitos (Ag 1.2). O Todo-Poderoso é mais poderoso que todos os poderosos desta terra! Que palavra para o nosso coração! Confiando no Senhor devemos prosseguir. Não podemos esmorecer diante das adversidades. A segunda profecia foi entregue no vigésimo primeiro dia do sétimo mês, no último dia da Festa dos Tabernáculos (Ag 2.1).

Ao iniciar a reconstrução, depois de tirar os entulhos, o povo percebeu que aquela reconstrução jamais teria a beleza e o esplendor do templo de Salomão, por isto ficaram nostálgicos e desanimados (Ag 2.1-3). Mais uma vez. Ageu encorajou o povo a prosseguir dando pelo menos três motivos: O Senhor estaria com eles (Ag 2.4): o pacto divino permanecia de pé (Ag 2.5) e a glória daquele Templo seria ainda maior (Ag 2.9). Enquanto as pessoas se desanimavam com os desafios do presente. Ageu prosseguiu de olho na glória do futuro. Devemos focar a nossa atenção naquilo que nos traz esperança (Lm 3.21).

2. Exortação. Ageu demonstrou a tristeza de Deus ao ser colocado em segundo plano. O povo se acomodou dizendo que ainda não era o momento da reconstrução do Templo. Percebemos que faz parte da natureza humana justificar as omissões criando argumentos plausíveis para esconder os fracassos. Esse recurso mental atenua a frustração de não ter conseguido o que um dia se pretendeu. Os homens da época de Ageu se valiam dessa retórica escapista. Buscavam frases e pensamentos para justificar os seus erros (Ag 1.2). Preocupavam-se, com seus negócios e vidas pessoais e não davam mais ao Templo o devido valor (Ag 1.4).

Os projetos humanos tinham prioridade, enquanto os interesses de Deus tornaram-se secundários. Ageu enfatizou que o abandono da obra de Deus provocou a seca e a escassez (Ag 1.6-11). Deus reteve os céus para despertar o seu povo (Ag 1.10,11). Ageu inquiriu seus compatriotas: O fato de vocês colocarem Deus de lado provocou progresso ou regresso? A resposta era simples. Ao colocarem Deus em segundo plano, eles abandonaram o único elemento essencial para o sucesso.

3. Consolação. Enquanto a primeira profecia repreendia o povo pela falta de compromisso (Ag 11-15), a segunda trazia consolação ao destacar a glória daquele Templo (Ag 2.1-9). A presença de Cristo emprestaria ao segundo Templo uma glória que o Templo de Salomão jamais conheceu (Ag 2.6-9). A “glória” não se referia ao ouro ou a prata, mas a presença de Deus. A terceira profecia foi uma exortação, um verdadeiro apelo à santidade (Ag 2.10-19), porém, a quarta mensagem trouxe novamente consolação ao apresentar uma promessa de segurança para Israel com o estabelecimento da linhagem de Zorobabel (Ag 2.20-23).

Podemos dizer que 50% da mensagem de Ageu foi consolação, outros 50% foi exortação. E onde se encontra a motivação? Entretecida na exortação e no consolo (Ag 2.4). As repreensões de Deus, assim como suas promessas são combustíveis de ânimo que nos empurram para frente.

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Lição 10: Sofonias: O Dia do Juízo está Chegando | EBD – Jovens | 3° Trimestre De 2021

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OBJETIVOS

EXPLICAR o contexto histórico e a mensagem principal do livro de Sofonias

COMENTAR o significado do “Dia do Senhor”. 

EXORTAR sobre a necessidade constante da vigilância para nos mantermos preparados para o encontro com Cristo

TEXTO DO DIA

*Buscai o SENHOR, vós todos os mansos da terra. que pondes por obra o seu juízo, buscai a justiça, buscai a mansidão; porventura sereis escondidos no dia da ira do SENHOR. (Sf 2.3)

SÍNTESE

A profecia de Sofonias forneceu os fundamentos teológicos para a compreensão de um juízo vindouro que alcançará toda a humanidade.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA – SL 96.13 O Senhor vem julgar a terra

TERÇA – Hb 4.13 Todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos de Deus QUARTA – Lm 4.11 A ira de Deus derramada sobre Sião

QUINTA – Pv 18.10 O justo e protegido por Deus

SEXTA – Tg 1.21.22 A Palavra de Deus traz salvação do juízo vindouro

SÁBADO – 1 Ts 5.5-8 A necessidade da vigilância e da sobriedade

 INTERAÇÃO

Os profetas do Senhor, em especial no Antigo Testamento, nunca se preocuparam com a popularidade ou com a própria vida. A única preocupação deles era declarar ao povo a mensagem de Deus de forma precisa. Na maioria das vezes a mensagem era de juízo e julgamento e com Sofonias não foi diferente Ele trouxe uma mensagem contundente a respeito da destruição de Judá e das nações vizinhas (1.1) O livro de Sofonias trata a respeito da punição pelo pecado. Temos um Deus amoroso, justo e santo e que pune o pecado, caso não haja um arrependimento sincero.

Cremos que assim como o juízo divino veio contra Judá, um dia o Senhor também julgará o pecado das nações. Acreditamos no Juízo Final, no acerto de contas da humanidade com o seu Criador. Não sabemos quando se dará esse dia, por isso, somos exortados, segundo as Escrituras Sagradas a vivermos em obediência e a aproveitarmos o tempo da graça.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Professor(a), reproduza o quadro abaixo. Utilize-o para fazer um resumo do livro do profeta Sofonias e apresente-o na introdução da lição.

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TEXTO BÍBLICO

Sofonias 1.1-2

1- Palavra do SENHOR vindo a Sofonias filho de Cusi, filho de Gedalias, filho de Ananias, filho de Ezequias, filho de Josias filho de Amom, rei de Judá.

2- Inteiramente consumirei tudo sobre a face da terra, diz o Senhor.

INTRODUÇÃO

O livro de Sofonias adicionou um tom final à compreensão teológica do juízo divina. As oportunidades de Deus foram desperdiçadas pelos israelitas, por causa disto, o “Dia do Senhor” se aproximava. Este livro nos traz uma advertência muito bem fundamentada a respeito da abominação de Deus pelo pecado. Igualmente, contém a revelação mais completa do Antigo Testamento sobre o conceito dos profetas em relação ao “Dia de Senhor”.

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1 – SOFONIAS

1. Sua vida. Sofonias significa “o Senhor esconde”. Ele nasceu durante o reinado de Manassés, uma época marcada pelo derramamento de muito sangue inocente (2 Rs 2116; 24.3-4). É provável que o seu nome seja uma menção à proteção que o Senhor lhe deu, visto que foi escondido pelo Senhor das maldades do rei. Enquanto Isaías – segundo a tradição morreu durante este reinado ímpio. Sofonias nasceu e, posteriormente, começou a desenvolver o seu ministério. É o único dentre os profetas menores que possuía o sangue da realeza, sendo tataraneto do rei Ezequias (Sf 1.1).

Diferente dos outros profetas, sua genealogia retrocede quatro gerações para destacar a sua linhagem real. Por causa de sua nobreza, provavelmente desfrutou do acesso ao palácio durante o reinado de Josias, seu primo distante (640-609 a.C). Alguns estudiosos chegaram a propor que a reforma religiosa do jovem rei Josias iniciou-se por influência de Sofonias.

2. Contexto histórico. Os pecados de Judá descritos parecem refletir os momentos que a nação viveu antes do início da reforma religiosa de Josias iniciada apenas no décimo segundo ano do seu reinado (aproximadamente 627 a.C.). O rei Josias se empenhou em banir a idolatria de Judá, purificando os locais sagrados e restabelecendo o verdadeiro culto ao Senhor (2 Rs 23.1-25). Acreditamos que Sofonias profetizou por volta de 630 a.C., antes destes acontecimentos, pois a condição de pecado retratada pelo profeta indica que sua profecia se deu em um período por-reforma, nos primeiros anos do reinado de Josias, visto que o livro denuncia um estado de apostasia em Judá.

3. Estrutura e mensagem do livro. O livro possui um estilo predominantemente poético e está organizado em três partes principais. Começa anunciando o juízo sobre as nações da terra, incluindo de modo mais detalhado a situação de Judá (Sf 1.1;2.3). Na segunda parte há uma particularização de nações estrangeiras que prestarão contas com Deus neste julgamento: Filístia, Moabe, Amom, Etiópia e Assíria (Sf 2.4-15). Por fim, trata do juízo divino sobre Judá apresentando a purificação do povo e a restauração dos remanescentes fiéis (Sf 3.1-20). “O Dia do Senhor é um tema que atravessa toda a profecia de Sofonias no fito de indicar o agir de Deus na história, no propósito de concretizar Seus planos.

Esse ‘Dia’ tinha como objetivo a instalação da ordem divina no mundo Logo, antes do Dia do Senhor escatológico existem diversos ‘dias do Senhor’. A queda de Nínive da  Babilónia e a própria derrocada de Jerusalém são considerados como “dias do Senhor! Foi a partir desta expressão que surgiu a compreensão de um “Dia do Senhor” escatológica e final: Cremos que há momentos específicos na história em que Deus “se levanta do trono’ para fazer valer sua justiça por isso devemos viver como servos tementes e vigilantes (Mt 24.42; 25 13)

II – O JUÍZO VINDOURO

1. A ira do Senhor. Sofonias iniciou sua mensagem com severidade destacando que a ira do Senhor consumia tudo sobre a face da terra (Sf 1.2,3). A Ira do Senhor não pouparia Judá, pois Jerusalém praticava o sincretismo religioso e a idolatria (Sf 1.4,5). Naquela época os homens se inclinavam diante de Baal, o deus cananeu da fertilidade. Influenciados pela astrologia, os judeus também adoravam o “exército do céu”, expressão que aponta para os corpos celestiais. Eles desprezaram o verdadeiro culto ao Senhor introduzindo novas formas de adoração em Judá. Eles tentaram misturar o culto ao Senhor com práticas pagãs.

Como estamos prestando o nosso culto a Deus? O Senhor estava preparando o holocausto. Os babilônios eram os convidados e Judá seria o sacrifício (Sf 1.7). Em Judá havia idolatria (Sf 1.4-6); líderes corruptos (Sf 1.8); violência e fraude (Sf 1.9). Devemos repensar nossas ações pois prestaremos contas a Deus de tudo o que fizermos (Sl 96.13), Nossa vida precisa ser santa. assim como nosso culto.

2. Judá não teria imunidade. Os judeus se iludiam com a ideia de que o Dia do Senhor seria um dia de livramento e festa, onde Deus destruiria para sempre os seus inimigos. Jamais esperavam que também fossem julgados neste dia. Amós foi o primeiro profeta a desmistificar esse pensamento (Am 5.18-20). O juízo do ‘Dia do Senhor’ viria, não contra os inimigos do povo de Deus, mas contra os inimigos do Senhor. Neste contexto, Judá agia como um inimigo do Senhor. Israel já tinha sido destruído em 722 a.C, e agora estava chegando a hora do juízo ser executado em Judá (Sf 1.14). Sofonias descreve esse momento como “dia de angústia e de ânsia, dia de alvoroço e desolação” (Sf 1.15).

Nesse dia, os homens ficariam angustiados por causa dos seus pecados (Sf 1.16) e nem mesmo a riqueza os livraria (Sf 1.17). Sofonias nos ensina que os recursos humanos jamais reverterão a sentença de Deus. Se não andarmos em conformidade com a Palavra de Deus o “Dia do Senhor” trará espanto em vez de alegria. E por este motivo que há crentes que se assustam quando pensam sobre a “Segunda Vinda de Cristo”. Mesmo frequentando a igreja, crentes infiéis não serão poupados da ira do Senhor. Não é o lugar ou a adesão a um grupo social que nos salvará, mas a forma como vivemos diante de Deus (Mt 7.20-23)

3. O juízo sobre as outras nações. Para os ímpios judeus, não adiantava tentar se esconder do juízo buscando abrigo em outras nações (Na 1.6) A única atitude que os esconderia do “Dia do Senhor” era o arrependimento (Am 5.4-6; Sf 2.3). Assim como Judá, todas as outras nações ímpias provariam da ira do Senhor (Sf 2.11). No capítulo dois, as cidades e locais especificados representavam todas as nações que cercavam territorialmente Israel: Filistia (oeste). Moabe e Amon (leste), Etiópia (sul) e Assíria (norte).

A citação destes povos aponta para a amplitude do juízo divino que não ficaria circunscrito apenas em Judá. O Dia do Senhor abarcaria todos os povos pagãos que foram hostis ao Senhor, Sofonias apresenta um Deus ativo que não apenas observa, mas faz a própria história acontecer (Sf 2.9). O profeta nos ensina que aqueles que não querem entregar-se nas mãos da misericórdia de Deus, não serão livrados do derramar de sua justiça.

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Lição 09: Habacuque: A Fé como forma de Vida | EBD – Jovens | 3° Trimestre De 2021

 EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 09: Habacuque: A Fé como forma de Vida

✓ OBJETIVOS

EXPLICAR o contexto histórico, estrutura e mensagem do livro de Habacuque;

APRESENTAR as dificuldades do profeta Habacuque em compreender os caminhos de Deus: 

ESCLARECER a importância da fé como elemento essencial de vida cristã

TEXTO DO DIA

“Então, o SENHOR me respondeu e disse Escreve a visão e torna-a bem legível sobre tábuas, para que a possa ler o que está correndo passa. Els que a sua alma se incha, não é reta nele: mas o justo, pela sua fé viverá” (Hc 2.2.4)

SÍNTESE

A fé é o fundamento da vida cristã. Devemos confiar em Deus mesmo quando aparentemente as peças não se encaixam, pois Ele está no controle de todas as coisas.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA – Rm 5.1 O cristão é justificado pela fé

TERÇA – GL 3.11 Ninguém é justificado diante de Deus pelas obras, mas pela fé

QUARTA – Rm 11.20 O cristão se mantém firme pela fé

QUINTA – Hb 11.6 Sem fé é impossível agradar a Deus

SEXTA – SL 73.28 A confiança do cristão está em Deus

SÁBADO – Rm 1.17 Em Cristo se descobre a justiça de Deus de fé em fé

 INTERAÇÃO

Prezado(a) professor(a) estudaremos na lição deste domingo o livro do profeta Habacuque. Ele profetizou em Judá e o tema central do seu livro é na verdade a grande indagação de todo cristão: “Onde está Deus, quando os seus filhos sofrem?”. Habacuque não conseguia entender como os babilônios que ignoravam as leis de Deus, saqueavam as nações, violentavam as mulheres e matavam tantas pessoas seriam usados para punir o povo do Senhor por seus pecados. Muitas vezes, em nossa limitação, não conseguimos compreender o agir de Deus. Contudo, precisamos confiar no seu operar, na sua misericórdia e na justiça. Com Habacuque aprendemos que Deus é soberano e Ele jamais perde o controle de toda e qualquer situação. Nós temos e que confiar, pois o justo, pela sua fé viverá (2.4)

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor(a) reproduza o quadro abaixo. Utilize-o para fazer um resumo do livro do profeta Habacuque e apresente-o na introdução da lição. 

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TEXTO BÍBLICO

Habacuque 2.1.2

1- Sobre a minha guarda estarei e sobre a fortaleza me apresentarei, e vigiarei para ver o que fala comigo e o que eu responderei, quando ou for arguido

2- Então o SENHOR me respondeu disse: Escreve a visão e toma-a bem legível sobre tábuas, para que a possa ler o que correndo passa.

INTRODUÇÃO

Em seu livro. Habacuque abre seu coração, expondo a Deus suas percepções e incompreensões Durante este diálogo, uma grande descoberta teológica acontece: “A fé como forma de vida na relação do crente com Deus”. Uma fé que jamais foi confrontada não passa de fantasia, pois a fé é provada real e verdadeiramente nos conflitos da vida

I – HABACUQUE

1. Sua vida. Não temos muitas informações a respeito da vida de Habacuque, tudo o que sabemos sobre ele é por dedução. Seu nome, cujo significado é abraço, aparece duas vezes em toda a Bíblia, exclusivamente no seu livro (Hc 1.1; 3.1). Não temos informações sobre sua cidade de origem, sua profissão e sua filiação. A literatura rabínica apoiava a ideia que ele fosse de origem sacerdotal Considerando que o texto bíblico apresenta-o diretamente como profeta inferimos que ele fosse um profeta formado e reconhecido que estudou na escola de profetas um estabelecimento formal (Hc 1.1).

O mesmo se aplica a Ageu Zacarias (Ag 1.1. Zc 1.1). O texto de Habacuque 3.19 também parece apresentar o profeta como um levita oficial qualificado para participar do cântico litúrgico no Templo de Jerusalém. O pós-escrito da oração de Habacuque foi destinado ao cantor-mor (mestre de música) e certamente será aplicada ao coro dos levitas, sendo também acompanhado com instrumentos de corda.

2. Data do livro. O profeta não cita nomes de reis. Sem essa referência histórica fica difícil especificar uma data. Ao ler o livro encontramos algumas informações que nos levam a propor por dedução uma possível data Ele parece surpreso ao saber que Deus levantará a Babilônia (os caldeus) para subjugar Judá. Sabemos que o livro foi escrito um pouco antes da primeira invasão da Babilônia em Jerusalém no ano 605 aC.

3. Estrutura e mensagem do livro. A profecia de Habacuque foi um peso para Judá, termo que indica uma sentença pesada entregue por meio de profecia (Hc 1.1). O oráculo lhe foi revelado em forma de visão. Seu livro tem três capítulos e contém pelo menos três formas literárias diferentes diálogo” (Hc 1.2-2.5); “ais proféticos” (Hc 2.6-20) e louvor (Hc 3). O Livro é um diálogo, uma profecia ou até mesmo um poema. Foi escrito no hebraico mais puro e sua mensagem está cheia de metáforas inusitadas e comparações (Hc 1.8,11,14,15; 2.5.11.14,16,17; 3.6,8-11).

primeiro capítulo denuncia o estado de apostasia da nação e a resposta de Deus aos questionamentos de Habacuque (Hc 1.1-27). O segundo capítulo apresenta uma resposta mais detalhada de Deus sobre seus planos e desígnios diante de novos questionamentos apresentados pelo profeta (Hc 2.1-20). O terceiro capítulo é uma oração de louvor que destaca a importância da fé (Hc 3.1-19).

II – A CRISE DO PROFETA

1. A maldade de Jerusalém. O profeta demonstra inconformidade com o pecado que crescia vertiginosamente entre seu povo. A violência, os atos de crueldade e a injustiça permeavam a vida pública e privada de Judá (Hc 1.3). Para o profeta, aquela situação era insuportável. Como Deus poderia ver tudo aquilo e não fazer nada? (Hc .2). Todo aquele antro de perversidade aumentava a demanda das contendas e litígios. Os tribunais estavam cheios de problemas a serem resolvidos. Contudo, a lei estava sendo manuseada de forma escusa e o juízo estava sendo pervertido (Hc 1.4).

A lei era o dispositivo legal para garantir a ordem pública e os direitos dos cidadãos, mas como o sistema judiciário de Judá estava corrompido a injustiça prevalecia. Os anciãos aceitavam suborno e as testemunhas locais mentiam. O indefeso que aguardava o emprego da justiça ficava frustrado. O profeta questionou como Deus poderia tolerar tudo aquilo e não intervir. Quando vemos uma injustiça somos levados a recorrer a Deus. Às vezes, entramos em crise neste processo. Não somos tão diferentes de Habacuque. É difícil lidar com a injustiça e a sensação de impunidade

2. O questionamento do profeta. Seria este questionamento uma murmuração perversa? Cremos que não! A murmuração tem o propósito de deteriorar a imagem de Deus, colocando em dúvida. Seu caráter perfeito Habacuque faz o contrário, apela para a justiça divina no propósito de zelar pela imagem do Altíssimo. Ele podia não entender o agir de Deus, contudo, posteriormente comprovou sua confiança inabalável nas ações divinas por mais contraditórias e paradoxais que pudessem parecer aos seus próprios olhos (Hc 2.4). Seus questionamentos apenas revelaram suas limitações face aos caminhos inescrutáveis de Deus.

É interessante como o texto bíblico faz questão de mostrar as vulnerabilidades e incompreensões de Habacuque. Deste modo, fica claro que a origem de sua proclamação não tinha como fonte a sua mentalidade perspicaz mas a própria revelação de Deus. Como Habacuque temos liberdade para apresentar a Deus nossas dúvidas e questionamentos. O que Deus espera de nós em nossa oração não são palavras rebuscadas, ditas de forma mecânica, mas um diálogo sincero com Ele (Mt 6.6,7).

3. A resposta de Deus. Deus responde aos questionamentos do profeta dizendo que colocaria um fim na maldade de Judá suscitando a Babilônia para castigar o seu povo (Hc 15-11). Na Bíblia o silêncio divino é sempre precedido por um grande feito Os caldeus representavam a solução divina para aquela situação (Hc 1.6). Durante muito tempo os erros de Judá ficaram sem castigo, porém o juízo estava sendo instaurado (Hc 1.7). O profeta demonstrou não entender a ação divina, pois como poderia Deus usar uma maldade maior (Babilônia) para punir uma maldade menor (Judá)? A Crise instaurou no seu interior (Hc 1.13).

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Lição 04: Amós: Adoração com Justiça | EBD – Jovens | 3° Trimestre De 2021

EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 04: Amós: Adoração com Justiça

OBJETIVOS

EXPOR os principais conteúdos apresentados na profecia de Amós:
COMPREENDER quem foi o profeta Amos, sua origem. trabalho e estilo profético,
DEFENDER que a prática da justiça e um elemento insubstituível para a verdadeira adoração

TEXTO DO DIA

“Vos que dilatais o dia mau e vos chegais ao lugar de violência que cantais ao som do alaúde e inventais para vós instrumentos músicos, como Davi.” (Am 6.3.5.)

SÍNTESE

A profecia de Amós nos ensina que justiça e retidão são elementos fundamentais para a adoração.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA – Am 2.6,7 A injustiça social é um pecado grave contra Deus
TERÇA – Am 5.14,15 Fazer o bem é uma expressão de adoração ao Senhor
QUARTA – Mt 5.20 O cristão é identificado pela prática da justiça
QUINTA – Tg 1.27 Ajudar a quem precisa é parte da adoração
SEXTA – Is 1.13-15 O culto pode se tornar uma abominação ao Senhor
SÁBADO– Jo 4.23.24 Deus procura verdadeiros adoradores

INTERAÇÃO

Professor(a) na lição deste domingo estudaremos o livro de Amos Veremos que o profeta, pastor e cultivador de figas (11) foi enviado ao seu povo com uma palavra contundente contra a idolatria que havia se tornado uma ‘praga no meio do povo de Deus. Ele também fez graves denuncias contra as injustiças sociais. O livro de Amós nos mostra que a prosperidade de Israel foi à causa da corrupção da nação Infelizmente, algumas pessoas ainda hoje depois de prosperarem se esquecem do Senhor e das ordenanças da sua Palavra.

As prédicas de Amós foram precisas e alcançaram o âmago da nação israelita. Contudo, ele não apenas assinalou o pecado, mas advertiu o povo a buscar o arrependimento, pois Deus é bom e misericordioso, ‘e se arrepende do mal” (Jl 213).

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor(a) sugerimos que para a aula de hoje você divida a classe em grupos. Peça que os grupos façam um resumo com 4 temas principais abordados pelo profeta Amós. Depois, solicite que apresentem à turma formando um único grupo. Em seguida escreva no quadro o conteúdo abaixo e discuta com os alunos algumas características especiais do livro de Amós.

É um grito profético em favor da justiça e da retidão, baseado no caráter de Deus
Ilustra vividamente quando abominável é para Deus a religião quando divorciada de uma conduta reta
É uma confrontação radical e vigorosa entre Amós e o sacerdote Amazias (7.10-17)
Seu estilo audaz e enérgico, reflete a inabalável lealdade do profeta a Deus em usar pessoas que lhe são tementes ainda que desprovidas de credenciais formais para que proclamem a sua mensagem numa era de profissionalismo

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TEXTO BÍBLICO

Amós 5.21-23

21 Aborreço desprezo as vossas festas e as vossas assembleias solenes não me dão nenhum prazer.

22 E, ainda que me ofereçais holocaustos e ofertas de manjares, não me agradarei delas nem atentarei para as ofertas pacificas de vossos animais gordos.

23 Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos porque não ouvirei as melodias dos teus instrumentos.

INTRODUÇÃO

O livro de Amós é surpreendentemente atual. Sua profecia condena a idolatria e denuncia as injustiças sociais que às vezes são normatizadas pelo “status quo de um determinado grupo social. O mais triste é saber que o sistema religioso, assim como os demais (politico, jurídico e social) podem se mancomunar junto à corrupção. Amós não pensou duas vezes em tocar a dedo na ferida de Israel e desafiá-los ao arrependimento, caso contrário, a nação receberia o juízo de Deus.

Ele profetizou aproximadamente três décadas antes da destruição de Israel pelas tropas da Assíria. Ainda hoje. a voz do profeta continua a ecoar alteando a bandeira da justiça no estandarte da adoração cristã. O livro de Amós é conhecido como o livro da justiça de Deus e nos ensina que a adoração não pode desassociar-se da retidão e dos princípios bíblicos e justos” revelados na Palavra de Deus.

1- O PROFETA AMÓS

1. Sua vida. O nome Amós significa ‘carregador de fardos’. Em . alusão ao seu nome, podemos dizer que sua fala era pesada e a sua palavra, uma carga do Senhor. Por causa de sua origem humilde o profeta não apresenta seu sobrenome, indicando que sua família não era conhecida (Am 11). Ele provinha de uma classe trabalhadora portanto estava acostumado a “carregar fardos” Deus chamou um homem calejado para uma dura tarefa. Amós permaneceu m soluto em cumprir sua missão.

Foi duro nas denuncias e exortações porque sabia que se o povo não ouvisse suas palavras o peso do juízo divino derramado sobre Israel seria ainda maior. Ele era natural de Tecoa (Am 1.1). Essa cidade ficava a uns 20 km ao sul de Jerusalém junto ao deserto da Judeia. Essa região ficava próxima à estrada que ligava Jerusalém a Hebrom e Berseba. Foi nessa região que João Batista se levantou como profeta. Amos foi um profeta sulista que atuou como missionário no Reino do Norte (Israel). A certeza do chamado divino revestiu o profeta da coragem para denunciar

2. Um homem simples. Amós fala a partir de sua realidade, por isso se apresenta como um legitimo representante de uma classe explorada, que não tinha voz nem vez. Ele era pastor boleiro e cultivador de sicômoros (Am 11: 7:14). Possuía múltiplos empregos. Era um homem trabalhador que fez questão de identificar sua origem humilde (Am 7.54 15). Sabia que seu ministério era ratificado, não pela tradição por trás de um nome, mas pelo chamado divino: Tal como Davi, era pastor, entretanto, suplementava o seu trabalho cultivando sicômoros (figueiras bravas). Durante os meses de verão, os pastores mudavam o rebanho para lugares mais baixos e pegavam serviços paralelos como “boieiro” ou “cultivador de sicômoros para terem o direito de pastar com seus gados naquelas regiões.

Sicômoros era a fruta consumida pelos mais pobres. Os ricos se deliciavam com o figo comum. O pecado do orgulho combatido por ele, não fazia parte de sua vida Ele era um homem simples. Joao Crisostomo ensinou que a humildade é a raiz a mãe a ama-de-leite, o alicerce o vinculo de todas as virtudes. O cristão deve expressar a humildade em sua vida, pois Deus se agrada dos simples (SI 24.4). Israel ensoberbou-se; por isto foi humilhado de modo contrastante, os humildes são honrados por Deus (Tg 4.10).

3. Um homem preparado. Como pastor, ele passava muito tempo sozinho, meditando e observando a natureza. As ilustrações utilizadas em suas profecias foram extraídas da vida diária, indicando a originalidade dos seus pensamentos, Era leigo no sentido que não havia recebido formação em um estabelecimento oficial, visto que não tinha estudado nas escolas de profetas. No entanto, não era um homem ignorante. Embora não tivesse passado por uma educação profética formal, cie demonstrou muito conhecimento.

Assim como Moisés e Davi, o tempo com o gado lhe proporcionou uma cultura mental destinada a reflexão Amos demonstrou um grande conheci- mento da lei de Moisés. Não devemos desprezar as pessoas que não tiveram a oportunidade de passar por um sistema de formação oficial pois aprendemos com Amos que todos podem ser usados por Deus, independente da classe social ou do currículo formativo Deus procura ‘corações piedosos’ e não somente ‘mentes brilhantes’, pois seu Espirito capacita aqueles que são chamados (Dn 2.21; Tg 1.5).

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II – O CONTEXTO HISTÓRICO DE SUA PROFECIA

1. Período de paz. Amós desenvolveu o seu ministério na época em que Jeroboão II reinava em Israel, e Uzias, em Juda. Foi um período de grande prosperidade para ambos os reinos. De acordo com o Antigo Testamento ele foi contemporâneo de Oseias, Jonas Isaias e Miqueias O clima do governo entre Jeroboão II e Uzias era amistoso. As nações que poderiam perturbar Israel tinham sido dominadas. A luta contra a Síria terminou com a vitória de Israel. O rei tinha restabelecido os termos de Israel Rs 14.25). Os reinos do Norte e Sul expandiram seus territórios de tal modo que conseguiram recuperar quase todo o território do império davidico-salomónico.

Esse período ficou conhecido como a idade de ouro para ambos os reinos. A ideia de um juízo divino parecia não se adequar as circunstancias daquela época. As ameaças assírias de Tiglate-Pileser III (745-727 aC.) se manifestariam apenas algum tempo depois. A paz experimentada pelos israelitas lhes trouxe uma sensação enganosas de segurança, por isto rejeitaram a mensagem de Amós. Que Deus nos livre das sensações enganosas da vida! Devemos guardar o nosso coração (Pv 4.23 Jr 17.9) entregando-o a autoridade de Cristo.

2. Período de prosperidade. A paz politica e a expansão territorial conduziram Israel para um periodo de prosperidade material. As nações vizinhas eram tributarias do Norte. As riquezas a afluíam para Israel Os novos ricos perdiam a paciência com as restrições de trabalho impostas pelas lei do sábado. A vontade de acumular riquezas se tomou maior do que o anseio de obedecer a Lei do Senhor. A ganancia tem sido uma fonte de tropeço para multos (1 Tm 6.9.10). Os pobres não eram tratados de forma justa (Dt 15.11; 24.15). A luxuria dos ricos era conseguir à custa da opressão e exploração (Am 2.6-8).

Os ricos controlavam tudo inclusive o judiciário. As decisões dos tribunais eram todas favoráveis aos ricos e extremamente opressivas aos pobres, Amós se levantou contra as injustiças sociais e combateu os sistemas desonestos que pervertiam o direito dos necessitados. Os homens de sua época estavam tão contumazes em acumular riquezas que se esqueciam de atentar para a necessidade de seus irmãos. Lembremo-nos de que o desprezo ao pobre e um grave pecado diante de Deus (Dt 24.15: Is 3.15)

3. Paganismo religioso. A força material de Israel contrastava com sua fraqueza moral. O sumo sacerdote Amacias, por exemplo, era de classe leiga e não provinha da descendência sacerdotal; tal questão era um grande ultraje a fé verdadeira em Israel. Quando Amós profetizou que Israel só achava fora do prumo por causa dos pecados de idolatria e materialismo introduzidos pela casa de Jeroboão (Am 77-9), Amazias demonstrou que era um ”sacerdote comprado” defendendo os interesses do rei ao tentar proibi-lo de continuar profetizando (Am 7.12.13).

As leis divinas estavam sendo burladas, a religião tinha se corrompido (Am 7.10-14), Jeroboão II incentivou a prática dos cultos a fertilidade por meio de um sistema de adoração ao bezerro de ouro (2 Rs 14.24-25). A adoração a Jeová permanecia concomitantemente ac paganismo (Os 2.13,16,17). Centros pagãos foram construídas nas principais cidades do Norte Gilgal Betel, Da Samaria (Am 4.4: 8.14). Alguém precisava combater estes pecados, o por este motivo, Deus levantou o corajoso Amós

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Lição 03: Joel: O Poder do Espirito Santo nos Últimos dias | EBD – Jovens | 3° Trimestre De 2021

 EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 03: Joel: O Poder do Espirito Santo nos Últimos dias

OBJETIVOS

EXPOR o contexto histórico de calamidade pública apresentada na profecia de Joel;
EXPLICAR a importância de uma conversão sincera como ato antecipatório ao recebimento do batismo com o Espírito Santo:
EXPLANAR o cumprimento da profecia de Joel na dispensação da Igreja.

TEXTO DO DIA

“E há de ser que depois. derramarei o meu Espirito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. “(Jl 2.28)

SÍNTESE

Mesmo em um contexto de desastre natural e apatia religiosa, Joel profetizou o derramar do Espirito Santo sobre toda a carne

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA – Joel 11-4 A descrição de uma calamidade publica

TERÇA – Joel 113 A interrupção do culto ao Senhor

QUARTA – Joel 2.12,13 O apelo a uma conversão sincera

QUINTA – Joel 223-27 Promessa de restauração e restituição

SEXTA – At 2.14-17 O cumprimento da promessa do Espirito Santo

SÁBADO – Jo 14.26 A capacitação do Espirito Santo

INTERAÇÃO

Joel iniciou sua pregação a partir do anúncio de que alguns desastres naturais viriam praga de gafanhotos vinda do deserto, seca, fome, incêndios, invasões militares e desastres nos céus. A terra, outrora dada pelo Senhor, seria ferida com uma devastação jamais vista. Os desastres eram uma forma de punição pelos pecados.

O profeta Joel revela ao povo os acontecimentos futuros e o que eles deveriam fazer para que as catástrofes não os atingissem Ele os advertiu dizendo Convertei-vos a mim de todo o vosso coração” (2.2-12). Somente um arrependi mento sincero e verdadeiro poderia fazer com que o povo de Deus escapasse de um terrível juízo.

Que jamais venhamos nos esquecermos do ensinamento de Joel Deus é santo e pune o pecado com justiça! Contudo Ele é bondoso e misericordioso e capaz de liberar o perdão diante de um arrependimento sincero Joel também nos mostra que a bênção espiritual vem acompanhada de bênção material e ambas são ativadas pelo arrependimento sincero.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Sugerimos que para a aula de hoje você reproduza o quadro abaixo Utilize-o para mostrar aos alunos algumas características especiais do livro de Joel.

É uma das obras literárias mais esmeradas do AT.
Contém a profecia mais profunda no AT a respeito de derramamento do Espírito Santo sobre toda a humanidade.
Registra numerosas calamidades nacionais – pragas de gafanhotos, seca, formes, incêndios, invasões militares desastres nos céus – como juízos divinos em decorrência da desintegração espiritual e moral do povo de Deus.
Enfatiza que Deus as vezes, opera sobrenaturalmente na história através de calamidades naturais e conflitos militares a fim de levar a efeito arrependimento, o avivamento e a redenção da humanidade.
Oferece o exemplo de um pregador que, em virtude de sua estreita comunhão com Deus a estatura espiritual conclama o povo de Deus ao arrependimento de modo decisivo

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TEXTO BÍBLICO

Joel 2:28-32

28 E há de ser que depois derramarei o meu Espirito sobre toda a carne, e vossos filhos o vossas filhas profetizarão os vossos velhos terão sonhos, as vossos jovens terão visões.

29 E também sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias, derramarei o Espirito

30 E mostrarei prodígios no céu e na terra sangue, fogo, e colunas de fumaça

31. O sol se convertera em treva e a lua em sangue antes que venha grande e terrível dia do SENHOR.

32 E há de ser que todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como o SENHOR tem dito e nos restantes que o SENHOR chamar.

INTRODUÇÃO

Joel iniciou sua pregação a partir de um desastre natural. A praga dos gafanhotos. Enquanto Oseias se apropriou de uma tragédia pessoal para compor a sua mensagem. Joel se utilizou de uma calamidade nacional para escrever as linhas do seu sermão profético. O livro de Joel pode ser dividido em duas partes. Na primeira, há uma descrição histórica da devastação de Judá imposta por uma praga de gafanhotos na segunda. o profeta anunciou o juízo divino que viria sobre o povo de Deus, seguido por uma restauração futura sem precedentes O profeta não ficou limitado as dificuldades do presente à tragédia natural ou ao indiferentismo religioso, mas transportou sua visão para uma época vindoura e enxergou o derramar do Espirito sobre toda a carne

1 – O PROFETA JOEL

1. Seu nome.

Joel, no hebraico “Yo e significa “Yahweh é Deus” ou “O Senhor é Deus’. Na cultura hebraica o nome do individuo apresentava uma conexão muito forte com sua vida Diferente da cultura ocidental os judeus não escolhiam o nome dos seus filhos pela beleza, mas pelo significado espiritual. O pai de Joel se chamava ‘Petuel que significa “persuadido por Deus” (Jl11). Concluímos que seu pai era um homem temente a Deus sendo a nome “Joel uma confissão de te da parte de Petuel. Joel surgiu no cenário para pregar o significado do seu nome “O Senhor é Deus. Esta mensagem não foi pregada em um período de prosperidade o bonança, mas em um momento de agonia e infortúnio.

O momento de dor, às vezes gera um colapso na fé, de modo que muitos chegam a arguir a gestão divina. Como Joel, devemos testemunhar nossa fé no Criador, independente das circunstancias, sejam elas favoráveis ou desfavoráveis (2 Co 6.10).

3. Para quem profetizou.

Em toda a Bíblia o profeta Joel é citado apenas em duas ocasiões sendo uma única vez em ambos os Testamentos, a primeira na apresentação do seu livro ( JL 1.1) e a segunda, em lembrança ao cumprimento de sua profecia (At 2.16). O texto bibico não fornece informações pessoais sobre ele o que sabemos é por inferência. Devido à sua familiaridade com o Templo. em sido identificado como um profeta do Templo ou até mesmo um sacerdote (JL 1.13,14; 2.17), uma vez que suas profecias demonstram muita familiaridade com as cerimônias do templo (Jl 2.1,15. 32;3.17,20,21). Joel profetizou para Jerusalém os “filhos de Sião”.

Em principio, Joel fala para o sou povo (Reino do Sul), no entanto, sua profecia abrangeu a igreja, conforme o próprio apóstolo Pedro reconheceu (At 2.16.17), Não podemos negar que também existe um caráter abrangente e escatológico em sua mensagem (Jl 3.1-21).

3. Quando profetizou.

Há muitos debates sobre o tempo em que Joel profetizou Alguns consideram que ele tenha sido contemporâneo de Amós. outros acreditam que ele viveu na época de Eliseu A tradição judaica considerava o livro de Joel o mais antigo entre os Profetas Maiores e Menores. E presumível que muitos profetas posteriores tenham bebido da fonte de Joel. Acreditamos que Joel representou a ponte entre os profetas antigos com os demais profetas escritores do Antigo Testamento. De acordo com as evidencias internas do livro, ele profetizou no tempo de rei Joas, de Judá por volta de 835 aC. a 830 aC. pois o livro não cita o nome de nenhum rei, visto que isto era o período de menoridade do governo de Joas quando o sacerdote Joiada respondia pela liderança da nação (2 Rs 12:2).

O livro não faz nenhuma alusão a Babilônia, Assíria ou Síria, pois os inimigos desta época eram outros (Jl 3.4,19). A idolatria não representou um problema em sua profecia considerando que durante a reinado de Joas, o período da adoração a Baal tinha terminado (2 Rs 10 e 11).O problema do povo não era a idolatria, mas a apatia. O indiferentismo religioso é tão grave quanto à apostasia religiosa. Podemos dizer que a apatia é o prelúdio da apostasia.

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II – O CONTEXTO HISTÓRICO DE SUA PROFECIA

1. A praga dos gafanhotos.

Joel apresentou a devastação, a seca e a fome que atingiu a nação de Judá ao ser atacada por uma praga de do profeta e registrar para as gerações posteriores o relato da catástrofe que atingiu a nação (Jl 13). Trata-se de um evento histórico e de um texto narrativo A devastação foi total. O que ficou da lagarta, comeu o gafanhoto, e o que ficou do gafanhoto, comeu a locusta e o que ficou da locusta, o comeu o pulgão” (Jl 14). No original hebraico “lagarta gafanhoto, locusta e pulgão” não indicam insetos de diferentes espécies mas o mesmo inseto o gafanhoto em quatro fases de seu desenvolvimento.

A lagarta’ representa o gafanhoto em seu estagio inicial ao nascer sem asas quando apenas consegue roer. O gafanhoto representa o estágio que começa a procriar e se multiplicar. No estagio de locusta” desenvolve asas, mas ainda não voa, apenas salta e já começa a devorar. Ao se tomar pulgão já está plenamente desenvolvido, com asas completas. Juda foi desolada por causa deste ataque de gafanhotos em seus vários estágios de desenvolvimento. O descaso para com Deus precipitou o povo a assolação. O fruto de quem vira as costas para Deus sempre será amargo.

2. A indiferença de sua geração.

Os compatriotas de Joel agiram com indiferença diante da tragédia. Acreditavam que essas situações simplesmente aconteciam. O profeta começou sua mensagem fazendo uma invocação solene para chamar a atenção do seu povo Suas palavras iniciais foram ouviste (Jl 12) Os ébrios deveriam se despertar (Jl 15) a virgem deveria lamentar (Jl 18) e os sacerdotes deveriam gemer e clamar (Jl1.13). A devastação foi tão grande que não havia material para oferecer a oferta de manjar (Jl19. O mesmo ocorria com as libações e com o vinho. A seca se alastrou pela terra (Jl112). Não havia matérias para o culto. A interrupção da adoração ao Senhor deveria ser considerada uma grande calamidade (Jl 1.13). Joel se incomodou com a indiferença de sua geração por isto chamou a atenção deles dizendo que mais calamidades estavam por vir.

As vezes, Deus permite certas situações no proposto de despertar-nos permanecer indiferente diante da adversidade e um sinal claro de insensibilidade espiritual, O verdadeiro cristão se vale de todos os momentos para buscar ao Senhor, na tristeza clama pelo consolo, na alegria, louva o com gratidão.

3. O simbolismo da tragédia.

Enquanto o primeiro capitulo narrava um acontecimento histórico, o segundo previa uma calamidade que assombraria a nação A derrota para uma nação estrangeira. Parecia que Joel estava descrevendo um futuro ataque de gafanhotos, pois falava de um diluvio escuro com milhares de gafanhotos cobrindo as céus (Jl 2-2), Ele comparou os insetos ao fogo (2-3) e descreveu-os com a aparência de um cavalo (em miniatura) (2-4). Em suas palavras o exército invasor seria obstinado. Como valentes correriam cada um polo seu carreiro (Jl 2.7,8) Joel se valeu do simbolismo do ataque dos gafanhotos para prever um ataque militar como resultado de um juízo divino sobre o povo.

Provavelmente o profeta estava se referindo ao futuro ataque da Babilônia. Para Joel, a praga dos gafanhotos prefigurava uma desolação muito maior. Não era tempo de ficar indiferente ou passivo era preciso se voltar para Deus. Quando não aprendemos nessas primeiras lições, outras nos alcançarão. Por isto, é fundamental que desenvolvamos, o quanto antes, a maturidade para entendermos o que Deus deseja de nós diante das situações que estamos vivendo.

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OBJETIVOS

Estimular a fidelidade a Deus, mesmo diante de circunstâncias adversas;
Conscientizar sobre o perdão e a importância de ter um coração limpo;
Explicar os sonhos de Deus para o aluno.

TEXTO BÍBLICO

Gênesis 37.12-36 

Destaque

Jacó já era velho quando José nasceu e por isso ele o amava mais do que a todos os seus outros filhos. Jacó mandou fazer para José uma túnica longa, de mangas compridas” (Gn 37.3).

LEITURA DEVOCIONAL

Segunda – Gn 37.9
Terça – Gn 37.20
Quarta – Gn 39.5
Quinta – Gn 39.12
Sexta – Gn 41.39
Sábado – Gn 41.42
Domingo – Gl 45.15

Material Didático

Uma lousa para explanação dos nomes e significados, conforme sugerido na atividade final da aula.

Quebrando a Rotina

Existem alguns nomes na história de José que têm significados singu­lares. No quadro abaixo, podemos ver alguns exemplos:

Significados de alguns nomes da história de José

NomesSignificados
Zafenate-Paneia: foi o nome que fa­raó deu a José quando o tornou go­vernador do Egito.Salvador do mundo.
Manassés: nome do primogénito de José.Deus me fez esquecer de todo o meu trabalho e de toda a casa do meu pai.
Efraim: nome do 2° filho de José.Deus me fez crescer na terra da mi­nha aflição.

Peça aos alunos que pesquisem outros nomes que apresentam algum significado específico ainda na história de José. Reserve alguns minutos finais da aula para essa atividade. Isso estimula os alunos a conhecerem a Bíblia e enriquece o conhecimento bíblico deles.

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ESTUDANDO A BÍBLIA

O cristão precisa entender que, para alcançar os seus objetivos e realizar os sonhos é necessário enfrentara sofrimento, esperar o tempo certo de Deus agir e confiar em sua providência. O sofrimento nos faz alcançar a maturidade, o crescimento pessoal e espiritual, principalmente quando entendemos os propósitos de Deus para a nossa vida. Por isso, devemos compreender que não há vitória sem luta, alegria sem sofrimento e sonho sem o tempo de espera. Talvez, professor, você esteja passando por esse período, mas não desanime, não deixe de confiar, mantenha-se firme e continue influenciando seus alunos. Persevere no ensino e ajude seus alunos a enfrentar os sofrimentos da vida, estruturando-os na Palavra de Deus.

A história de José é uma das narrativas mais famosas da Bíblia. Muitos jovens e adolescentes identificam-se com essa história, não é mesmo? Talvez sua luta não seja tão difícil quanto a de José, que foi vendido por seus irmãos e também trabalhou como escravo na casa de Potifar, sendo cobiçado por sua mulher e depois levado preso. Mas você deve enfrentar outras dificuldades e desafios do nosso tempo todos os dias. O importante é que Jesus Cristo está conosco sempre (Mt 28.20).

Um Jovem Sonhador

Os sonhos que esse jovem de apenas 17 anos tinha não eram comuns, eram sonhos que o próprio Deus dera para sua vida (Gn 37.5-11). £ isso causava inveja em seus irmãos. Além disso, Israel amava mais a José do que a todos os seus filhos, pois este era o filho da sua velhice (Gn 37.3). Jacó, também conhecido como Israel, era filho de Isaque, neto de Abraão, ou seja, José era bisneto de Abraão. Jacó teve filhos com outras mulheres, e com as servas delas, sendo isso comum naqueles tempos (Gn 37.2).

A maneira como Deus falava com José, através de sonhos, incomodava seus irmãos e algumas vezes até seu próprio pai (Gn. 37.7-10). Porém, os sonhos que Deus dava a José eram proféticos e anunciavam um tempo que ainda estava por vir na vida do jovem e de sua família. Ninguém imaginava o que estava preparado para a vida de José, nem Jacó, nem seus irmãos e nem mesmo ele. Assim são muitas vezes os planos que Deus tem para sua vida, caro adolescentes.

Desde cedo, coloque os seus sonhos nas mãos de Deus em oração, para que tudo venha a se cumprir de acordo com a soberana vontade divina. Esteja no centro da vontade de Deus, permanecendo fiel ao Senhor, pois no tempo certo, como ocorreu na vida de José, El e virá ao seu encontro.

AUXILIO TEOLÓGICO

Um jovem com um sonho

A história de José começa de forma agourenta: E Israel amava a José mais do que a todos os seus filhos, porque era filho da sua velhice’ (37.3). É um prenúncio de problemas, a exemplo do que ocorre com ‘amava Isaque a Esaú […] mas Rebeca amava a Jacó’ (Gn 25.28). Talvez a expressão ‘amava mais que’ nos faça lembrar de ‘era mais astuta que’ (3.1), outra expressão que também anunciava problemas. O pai deu ao filho ‘uma túnica de várias cores’ ou ‘uma túnica talar de mangas compridas’, conforme o que lemos em 37. Os irmãos reagiram com inveja.

[…] Como podemos avaliar aquilo que motivava José naquele momento? Será que ele, nas palavras de G. W. Coats, ‘tinha sonhos grandiosos e espontaneamente se gabava deles e de seu óbvio significado perante todos os membros da família’? Ou, como afirma W. L. Humpheys, devemos ler os sonhos de José e o fato de ele contá-los como ‘algo entre uma bravata de um adolescente mimado com dezessete anos de idade e sinais dados por Deus a respeito do futuro de sua família

O comportamento de José não foi diferente do comportamento do jovem Davi, que se dispôs a enfrentar Golias (l Sm 17.26,31) apesar dos protestos de Saul e de seus irmãos mais velhos. Os sonhos provêm de Deus. Para o José adolescente, a revelação teve ao menos um significado: Deus tinha um plano para sua vida, e esse plano envolvia algum tipo de liderança. Temos aqui um adolescente com senso de destino divino. Ele compartilha esse fato em virtude do entusiasmo que sentia, não por insolência. ‘Eis-me aqui, Senhor, envia-me a mim’. Seus irmãos, no entanto, não puderam tolerar isso

Decerto, não é a primeira vez que Gênesis chama a atenção para o sonho de alguém. Entre sonhos anteriores, estão os de Abraão (15.12-16), Abimeleque (20.3), Jacó (28.10-16) e Labão (31.24). O que diferencia o sonho de José dos anteriormente apresentados é que, em todos os outros, Deus fala de modo claro com o que sonha. Em contrapartida, nos dois sonhos de José, nada lhe é dito. Os dois sonhos, sucedidos por sua viagem ao Egito (uma viagem que no devido tempo redundaria na salvação de Israel [45.5; 50.20]), são certamente análogos aos sonhos do José do Novo Testamento. Ele também seguiu para o Egito após dois sonhos (Mt 1.20,21; 2.13) em circunstâncias difíceis, levando consigo Maria e a criança que ‘salvará o seu povo dos seus pecados’ (Mt 1.21)” (HAMILTON, Victor P. Manual do Pentateuco. CPAD, 2007, pp.137,38).

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Injustiçado dentro de sua Própria Casa

Jacó fez uma túnica de várias cores para seu filho José (Gn 37.3), uma túnica colorida que era diferente de todas as outras. Isso aborreceu ainda mais os irmãos de José, que viviam cansados dos sonhos do jovem. Certo dia, José estava procurando seus irmãos no campo e quando de longe os avistou, eles logo conspiraram contra o jovem dizendo uns aos outros: “Lá vem o sonhador! Venham, vamos matá-lo agora. Depois jogaremos o corpo num poço seco e diremos que um animal selvagem o devorou. Assim, veremos no que vão dar os sonhos dele” (Gn 37.19,20).

Os sonhos de José diziam que, atando feixes de trigo no campo, o feixe de José se levantava e ficava de pé enquanto os de seus irmãos o rodeavam e se inclinavam a ele. Assim como também outro sonho que dizia que o sol, a lua e onze estrelas se inclinavam para José (Gn 37.7-9), ou seja, simbolicamente isso dizia que todos eles um dia iriam se prostrar diante de José (veremos que realmente todos esses sonhos vieram a se cumprir). Por isso os irmãos dele sentiam tanta inveja, raiva e zombavam dele e de seus sonhos.

Contudo, naquele dia, em vez de matá-lo ali no campo como planejado inicialmente, os irmãos de José resolveram apenas jogá-lo numa cova vazia sem água e quando avistaram uma caravana de ismaelitas que iam para o Egito, decidiram vendê-lo como escravo (Gn 37.26-28). Os irmãos de José esconderam o fato de Jacó, e mentiram para ele, alegando que o jovem havia sido morto por um animal feroz e mancharam sua túnica colorida com sangue de cabrito.

Bíblia nos fala que Jacó chorou a morte de José por muitos e muitos dias (Gn 37.32-35). Diante de tudo isso que aconteceu, podemos imaginar que José se sentiu injustiçado, desprezado e odiado pelos seus irmãos e certamente pensara que seus sonhos haviam morrido.

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AUXILIO TEOLÓGICO

O Casaco Colorido de José

José ganhou uma túnica feita de muitas peças. As peças adicionais eram, provavelmente, mangas compridas que atrapalhavam quando havia serviço a fazer. (Quando as mulheres usavam mangas longas e largas, elas as amarravam atrás do pescoço para que os braços ficassem livres). Isso indicava que José não devia fazer trabalho pesado; ele era o herdeiro escolhido para governar a família (Gn 37.3)” (GOWER, Ralph. Novo Manual de Usos e Costumes dos Tempos Bíblicos. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p.12).

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Lição 1: Sacrificado? Eu? | 3° Trimestre De 2021 | EBD – Adolescentes


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 | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Adolescentes – Tema do Trimestre: Adolescentes na Bíblia | Lição 1: Sacrificado? Eu?

Objetivos

Levar os alunos o confiar em Deus;
Crescer na fé;
Crer no poder de Deus.

TEXTO BÍBLICO 

Gênesis 22.1-19

Destaque

“Então Deus disse: — Pegue agora Isaque, o seu filho, o seu único filho, a quem você tanto ama, e vá até a terra de Moriá. Ali, na montanha que eu lhe mostrar, queime o seu filho como sacrifício” (Gn 22.2).

LEITURA DEVOCIONAL

Segunda – Gn 21.4 – 6
Terça – Hb 11.18
Quarta – Gn 22.2
Quinta – Gn 22.5
Sexta – Gn 22.14
Sábado – Is 53.7
Domingo – Gl 4.28

Material Didático

Use o notebook e o Datashow para expor a aula; busque imagens que têm a função de atrair a atenção dos adolescentes; caso não disponha de material tecnológico, use figuras de revistas que representam os objetos e animais utilizados no sacrifício.

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Quebrando a Rotina

Há muitas músicas cristãs que faiam da história de Abraão e Isaque e de corno Deus provou-a fé de seus servos naquele sacrifício, isto mostra que esta é uma das histórias mais conhecidas da Bíblia. Assim, considere o exemplo de fé demonstrado por Abraão e peça para os ‘ seus alunos pesquisarem na internet hinos antigos e louvores atuais que relatam esta história de fé. Dessa forma, os alunos estarão trabalhando o conteúdo bíblico encontrado nas músicas de diferentes épocas. A internet é uma ferramenta que fez parte da realidade do adolescente. A partir desta pesquisa, eles estarão relacionando a mensagem bíblica dentro da musicalização e também, entrando em contato com as coisas de Deus por meio da internet.

Frequentemente, somos colocados em situações adversas. Deparamo-nos com provações repentinas. No início, elas parecem insuportáveis, mas com o tempo é revelado o propósito de alcançarmos uma vida cristã frutífera. As provações independem das etapas da nossa existência: se na juventude ou na maturidade ou na velhice. Quando somos provados por Deus, a nossa vida torna-se uma caminhada de sacrifício (Rm 12.1), fazendo parecer que não temos vontade própria, sonhos particulares e projetos futuros. Só depois é que entendemos que fazer a vontade de Deus, sonhar o seu sonho e viver os projetos dEle é o melhor para nossa vida.

A provação nos faz crescer, alcançar a retidão e a justiça divina. Em meio às provas, somos chamados a entregar a própria vida em sacrifício vivo e agradável a Deus (Rm 12.1).

Nesta lição, veremos o quanto a fé e a obediência são essenciais para a vida cristã e o quanto podemos ser provados em nossa fé. Isaque sendo apenas um adolescente, o filho da promessa do velho Abraão, foi pedido em sacrifício a Deus. Sim, o único filho deveria ser sacrificado ao Senhor. Já pensou se Deus pedisse aos seus pais a sua vida em sacrifício, meu caro adolescente? Vamos aprender com Isaque hoje sobre submissão e confiança em Deus.

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A Promessa de ter um Filho

Abraão já era velho quando recebeu a promessa de Deus de que seria o pai de uma grande nação (Gn 12.2; 15.5). Sara, sua esposa, não podia ter filhos, era estéril e também avançada em idade (Gn 16.1). Porém, o Senhor fez uma promessa ao seu servo Abraão e mesmo que Sara, algumas vezes, tivesse desacreditado da potente mão de Deus, que faz coisas impossíveis, o Senhor cumpriu cada uma das palavras proferidas a Abraão: “Ela ficou grávida e, na velhice de Abraão, lhe deu um filho. O menino nasceu no tempo que Deus havia marcado, e Abraão pôs nele o nome de Isaque” (Gn 21.2,3).

A alegria do nascimento de um filho finalmente havia chegado à casa de Sara, sua felicidade era imensa, pois ela jamais se via amamentando um bebé na idade que tinha. Você também é filho da promessa, sabia disso? Com certeza Deus traçou um plano e fez uma promessa aos seus pais para que você viesse a este mundo. £ hoje você está aprendendo mais da Palavra de Deus na Escola Dominical, e isso também não é por acaso, faz parte do plano divino. Creia, porque você é como Isaque para Deus, o filho da promessa.

AUXÍLIO TEOLÓGICO

Demonstração convincente do amor por Deus.

Aqui está retratada uma das experiências mais tremendas registradas em Gênesis. Toca às raias mais profundas da certeza que o crente tem de que o Deus que promete é fiel, ainda que dê ordens para destruir a prova de que suas promessas estão sendo cumpridas. Abrão se manteria fiel a Deus embora seu mais precioso tesouro na terra fosse eliminado?
Para os leitores modernos, a tradução ‘tentou’ gera confusão. Insinua muita coisa, levantando as perguntas: Deus estava instigando este homem a cometer pecado?, e: Deus queria mesmo humilhar e ferir seu mais dedicado adorador?

A palavra hebraica (nissah) significa ‘testar’ ou ‘colocar em prova’, e há traduções que preservam este significado (ARA). Neste exemplo, Deus estava testando a suprema lealdade espiritual de Abraão tocando na vida física de Isaque, a quem amas.
Havia aspectos da ordem que eram racionalmente inexplicáveis. Uma comunidade pagã justificaria o sacrifício humano dizendo que a vida dos sacrificados servia para fortalecer os deuses da comunidade em tempos da adversidade severa. Matar Isaque não seria de nenhum proveito óbvio para a vida do rapaz, a vida de Abraão ou a vida coletiva do clã. Até pior, contradizia as promessas de Deus.

[…] Para Abraão, o monte Moriá era um novo lugar, em honra da revelação da graça de Deus na hora da provação, deu ao lugar outro nome, O SENHOR proverá (v. 14 Jeová-Jiré, que significa ‘o Senhor vê’ e proverá). Podemos estar certos de que a volta para casa foi bem diferente da viagem ao monte Moriá. Abraão enfrentou a ameaça devastadora da morte e venceu seu poder pela confiança plena na integridade de Deus. Por outro lado, Deus demonstrou claramente que o sacrifício que Ele deseja é inteireza de coração, , rendição às suas ordens” (Comentário Bíblico Beacon. Vol. 1. CPAD, 2005, pp.72,73).

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Lição 02: Oseias: O Casamento como um Reflexo da Comunhão com Deus | EBD – Jovens | 3° Trimestre De 2021

  EBD | 3° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O CUIDADO DE DEUS COM O CORPO DE CRISTO – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 02: Oseias: O Casamento como um Reflexo da Comunhão com Deus

Objetivos

REFLETIR a respeito da vida de Oseias e seu drama pessoal;
COMPREENDER a linguagem do casamento como reflexo da comunhão de Deus com o seu povo;


EXPLICAR como a experiência pessoal de Oseias contribuiu para fundamentar sua profecia.

TEXTO DO DIA

“Contendei com vossa mãe, contendei, porque ela não é minha mulher, e eu não sou seu marido […].” (Os 2.2)

SÍNTESE

Oseias recebeu a missão de profetizar para Israel, um povo ingrato e obstinado. Na consecução deste propósito, vivenciou um drama particular ao ser traído por sua mulher.

Agenda de leitura

SEGUNDA – Os 1.2-9 A difícil missão de representar o amor de Deus

TERÇA – 1 Rs 12.26-33 O paganismo religioso e a traição de Israel

QUARTA – Os 9.1 A nação comparada a uma meretriz

QUINTA – Os 11.4,5 O inexplicável amor de Deus por seu povo

SEXTA – Ap 19.7 O casamento ilustra o encontro final de Cristo com a Igreja

SÁBADO – Os 14.1,2 O chamado ao arrependimento

INTERAÇÃO

Prezado(a) professor(a), na lição deste domingo estudaremos o livro de Oseias. Ele nos revela uma história de amor entre Deus e o seu povo. Contudo, os israelitas não compreenderam e nem retribuíram a este amor. Eles escolheram o caminho da maldade, da idolatria, da desobediência e do pecado, indo para longe do Senhor que tanto os amava. Todavia, Deus levantou vários profetas, Oseias foi um deles, para transmitir ao povo rebelde e infiel, suas mensagens de amor, de exortação e de consolo.

Oseias nos ensina a respeito de um Deus que nos ama de maneira incondicional. Um Pai que deseja ter um relacionamento com os seus filhos, fundamentado no amor e na fidelidade, à semelhança de um casamento. 

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Orientação Pedagógica

Professor(a), sugerimos que para a aula de hoje você reproduza o esboço do livro de Oseias apresentado abaixo. Utilize-o para mostrar aos alunos as três partes principais do livro que possui 14 capítulos.

Experiência e entendimento – 1.1- 3.5

a) A vida pessoal de Oseias – 1.1-2.1

b) A Tragédia pessoal e o amor redentor de Oseias – 2.2-23

c) Os procedimentos de Oseias com Gome – 3.1-5

O pecado de Israel – 4.1 -13.16

a) A infidelidade de Israel e suas causas – 4.1-6.3

b) A infidelidade de Israel e seus castigos – 6.4-10.15

c) O amor de Jeová – 11.1- 13.16

Arrependimento e restauração – 14.1-9

a) A súplica final ao arrependimento -14.1-3

b) A promessa de bênçãos últimas – 14.4-8

c) Epílogo – 14.9

Texto bíblico

Oseias 2.1,2; 14-17

1 Dizei a vossos irmãos: Ami; e a vossas irmãs: Ruama.

2 Contendei com vossa mãe, contendei, porque ela não é minha mulher, e eu não sou seu marido; e desvie ela as suas prostituições da sua face e os seus adultérios de entre os seus peitos.

14 Portanto, eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração.

15 E lhe darei as suas vinhas dali e o vale de Acor, por porta de esperança; e ali cantará, como nos dias da sua mocidade e como no dia em que subiu da terra do Egito.

16 E acontecerá naquele dia, diz o Senhor, que me chamarás: Meu marido e não me chamarás mais: Meu Baal.

17 E da sua boca tirarei os nomes de baalins, e os seus nomes não virão mais em memória.

INTRODUÇÃO

Oseias inaugura a seção dos “Profetas Menores“. Como Isaías, ele teve filhos que serviram como sinal para sua geração; como Jeremias, foi um homem quebrantado. É considerado o “Jeremias do Reino do Norte”.

Ambos empregaram a analogia do casamento para falar da relação de Deus com Israel (Jr 2.2; Os 2.16) e utilizaram a linguagem metafórica do divórcio para expressar a tristeza de Deus em executar o juízo (Jr 3.8; Os 2.2-7). A semelhança de Ezequiel, Oseias ilustrou sua mensagem com a própria vida. Enquanto Ezequiel tornou-se viúvo e por meio de sua vida realizou vários atos como um sinal para sua geração, Oseias perdeu sua mulher para a prostituição e a perdoou, retratando o amor de Deus por Israel, um povo infiel.

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I – A VIDA DE OSEIAS

1. O profeta da salvação.

Oseias significa “salvação”. Jerônimo, um dos pais da igreja, interpretava como “salvador”, outros, interpretavam pensando no imperativo “salva”, como se fosse um clamor direcionado a Deus. Para promovermos o plano da salvação, primeiro é preciso predisposição para conhecê-lo, em seguida, devemos compartilhá-lo com persistência, penhor e amor (Rm 10.14; 2 Co 5.18; Hb 2.3). Oseias ficou conhecido como o primeiro “profeta da graça” ou o “evangelista de Israel”.

Seu nome vem da forma hebraica “Hoshea”, que no original procede da mesma raiz da palavra “Jesus” ou “Josué”. Oseias nos ensina que enquanto a apostasia provoca o juízo, a restauração é resultado direto do imensurável amor de Deus pelo seu povo (1 Pe 1.10; 2 Pe 1.21).  Apesar dos nossos pecados, Deus continua sempre disposto a nos amar, pois a base do amor de Deus não é nosso mérito, mas seu próprio amor, visto que sua essência é amar (Rm 5.8). 

2. Sua origem e ocupação.

É provável que Oseias fosse natural de Bete-Semes e pertencesse à tribo de Issacar. Ao referir-se ao rei de Israel utilizou o pronome da primeira pessoa do plural: “Nosso rei” (Os 7.5). Ele citou diversas referências geográficas envolvendo as cidades do norte: Efraim, Mizpa, Tabor, Gilgal, Betel, Jezreel, Gibeá, Ramá e Gileade, indicando o conhecimento de alguém natural daquela área. Possivelmente foi um padeiro, visto que descreveu o ato de sovar a massa apresentando um conhecimento prático na área (Os 7.4).

Acreditamos que ele era um simples mercador, que ao vender seu produto aproveitava para exortar sua geração nos mercados de cidades próximas, como Jezreel e Samaria. Oseias nos ensina que é possível fazer a obra de Deus concomitantemente ao exercício de nossas profissões. Sirva a Deus conforme suas forças e sua condição (Ec 9.10).

3. Seu drama pessoal. 

livro de Oseias pode ser dividido em duas partes: Os capítulos 1 ao 3 descrevem sua vida pessoal ao comparar sua crise conjugal com a infidelidade de Israel; dos capítulos 4 ao 14 apresentam profecias poéticas entregues em um longo intervalo de tempo. Oseias foi um homem chamado por Deus não apenas para falar, mas também para representar o amor de Deus.  Seu casamento com Gomer foi mediante a ordem divina (Os 1.2). Ao perceber suas traições, separou-se dela, porém, ele amava a sua esposa, e mediante a ordem divina a resgatou da escravidão (mercado da prostituição), dando-lhe uma nova chance (Os 3.1-3).

Tudo o que o profeta vivenciou representou a relação de Deus com seu povo. O casamento de Oseias foi providencial, pois lhe forneceu a analogia necessária para que ele dirigisse sua mensagem a Israel (Os 3.4,5). A mensagem profética de Oseias começou a partir de sua vida pessoal. Duas lições são extraídas desta experiência: 1) Às vezes, o sofrimento torna-se um caminho para o crescimento (2 Co 4.8-10; Cl 1.24); 2) Os servos do Senhor podem enfrentar tragédias pessoais, no entanto, jamais devem abandonar a fé em Deus (Rm 8.35-37).

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II – CONTEXTO HISTÓRICO

1. Quando profetizou?

Oseias profetizou nos dias de Uzias, Jotão, Acaz, Ezequias, reis de Judá, e nos dias de Jeroboão, rei de Israel (Os 1.1). Foi um período de instabilidade política e declínio moral que culminou com a destruição do Reino do Norte pela Assíria. Seu ministério foi longevo. Jeroboão II reinou no Norte de 793-753 a.C.; Ezequias reinou no Sul de 715-686 a.C. No mínimo podemos afirmar que ele profetizou entre 753 a.C. a 715 a.C. Os judeus calculavam que ele tinha profetizado por aproximadamente 90 anos, tendo como base o meado dos reinados de Jeroboão e Ezequias. Embora o tempo seja exagerado aos nossos olhos, sabemos com certeza que foram muitas décadas dedicadas ao profetismo.

Ele foi contemporâneo de Amós, Isaías e Miqueias e viveu no tempo áureo da profecia, tanto em Israel como em Judá. Oseias foi testemunha da destruição do Reino do Norte em 722 a.C., e com muita tristeza, presenciou o cumprimento de suas profecias.

2. Prosperidade e paganismo.

Naquela época, Israel desfrutava de um surto de prosperidade, como resultado de uma grande expansão de terras (2 Rs 14.25-28).  A Síria estava debilitada. As rotas das caravanas que antes eram dominadas por Damasco estavam sob o controle de Israel. O comércio crescia e os cidadãos de Israel viviam no luxo e na prosperidade. C. S. Lewis já dizia que a prosperidade é o clima propício para as campanhas do Diabo. A prosperidade deixou as pessoas gananciosas e insensíveis às realidades espirituais. A adoração idólatra dos cananeus tinha se espalhado por todas as terras de Israel (1 Rs 12.26-33).

Os cultos e os sacrifícios continuavam, mas não eram oferecidos ao Senhor. Se havia uma colheita boa, os israelitas chegavam ao cúmulo de atribuir essa dádiva a Baal (Os 2.8-13; 7.14-16). Os israelitas foram seduzidos pela idolatria e abandonaram o Deus de Israel (Os 4.6,16; 9.9,17). Vários bezerros de ouro foram levantados e cidades do Norte como Dã e Betel, tornaram-se grandes centros idólatras (Os 4.12,13).

Para os homens, a prosperidade normalmente é vista com bons olhos, no entanto, devemos estar sempre atentos, pois enquanto a provação nos conduz a oração como um vento impulsiona um veleiro, o conforto pode nos seduzir para uma vida de acomodação espiritual.

3. Líderes religiosos corrompidos.

Na época de Oseias, os sacerdotes tinham perdido a paixão pela piedade (Os 4.6-8). Eles abandonaram seus postos sagrados e se uniram aos salteadores nas estradas (Os 6.9). Os homens que deveriam ser exemplos espirituais tornaram-se decadentes e corruptos. Enquanto os sacerdotes prevaricavam, Deus levantou um simples padeiro para ser um profeta. Oseias chegou a descrever que a vida espiritual da nação tinha decaído de uma forma assustadora (Os 4.2,10). O pior era que eles não percebiam, assim como alguém que não percebe que seus cabelos tornaram-se grisalhos (Os 7.9).

O povo havia abandonado a Deus prostituindo-se espiritualmente diante dos deuses pagãos e na hora da dificuldade, buscava o socorro em amigos errados e alianças pagãs (Os 5.13; 7.11; 12.1). Oseias colocou-se na posição de Deus e por isso foi usado pelo Senhor em um momento nevrálgico da história de Israel. Estamos nós preparados para seguir os passos de Oseias agindo como jovens íntegros em nossa geração? Se nossas referências estão se apostatando, sejamos nós as referências.

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EBD Betel | 2° Trimestre 2021 | LIÇÃO 7 MARCOS: JESUS É O SERVO [ Jovens Conectar ]

EBD Betel – LIÇÃO 7 MARCOS: JESUS É O SERVO EBD | BETEL Jovens Conectar | 2° Trimestre 2021 | Tema: Os Evangelhos – A representação de Jesus em quatro dimensões – Escola Dominical  

Texto de Referência: Mc 10.39-45

Apresentacao1 - EBD Betel | 2° Trimestre 2021 | LIÇÃO 7 MARCOS: JESUS É O SERVO [ Jovens Conectar ]

VERSÍCULO DO DIA

“E Ele lhes disse: Vamos às aldeias vizinhas, para que eu ali também pregue, porque para isto eu vim”. Mc 1.38

 VERDADE APLICADA

Jesus é o servo enviado de Deus para remir a humanidade de seus pecados.

 OBJETIVOS DA LIÇÃO

 Mostrar a noção de servo no Antigo Testamento;

 Analisar a ótica de Marcos em seu Evangelho;

 Perceber o foco de Marcos em mostrar Jesus como servo.

MOMENTO DE ORAÇÃO

Oremos para que os discípulos de Cristo sejam servos no exercício eclesiástico.

LEITURA SEMANAL

SEG | Mc 1.21-22 Jesus servindo em Cafarnaum.

TER | Jo 9.4 Jesus a serviço de Seu Pai.

QUA | Is 52.13 O servo agirá com prudência.

QUI | Fp 2.7 Jesus assumiu forma de servo.

SEX | Mc 1.32-34 Jesus a serviço da multidão.

SÁB | Mc 9.35 Os discípulos precisam servir.   

INTRODUÇÃO

O Evangelho de Marcos revela o Cristo como servo enviado de Deus, não somente para mostrar as grandezas do Altíssimo, mas também para servir as pessoas, atendê-las em suas necessidades e dar a sua vida por elas. LIÇÃO 7 MARCOS: JESUS É O SERVO EBD | BETEL Jovens | 2° Trimestre 2021 | Tema: Os Evangelhos – A representação de Jesus em quatro dimensões – Escola Dominical  

 Ponto Chave

“Jesus, como servo de Deus, viveu a serviço do Reino”.  

I- O ANTIGO TESTAMENTO FALA SOBRE O SERVO UNGIDO

O servo não tem muita importância, talvez por isso, Marcos tenha omitido a genealogia de Jesus, visando apresentá-lo como servo. A visão de Jesus como servo pode ser percebida nas passagens dos profetas Isaías e Ezequiel.  

1.1. O Profeta Ezequiel

Na passagem bíblica de Ezequiel 1.10, vemos a visão que representa as quatro faces dos Evangelhos na apresentação do Messias. Em Marcos a figura predominante é o boi, trazendo a ideia de servo, pois o boi é um animal que, literalmente, serve e efetua trabalho que os homens muitas vezes não dariam conta. Jesus é o servo de Deus que veio trabalhar em prol da Salvação da humanidade, sabendo que estes não dariam conta de salvar-se, pois estavam mortos em pecados e delitos (Ef 2.1). Jesus se tornou servo obediente até a morte de cruz, para que pudéssemos ser livres do pecado.  

1.2 O Profeta Isaías

Existem duas passagens no livro do profeta Isaías que fazem alusão ao ministério do servo na vida de Jesus. Isaías 42 revela que o servo é eleito, ungido e efetuará juízo entre os gentios; fica claro aqui a extensão universal de seu Ministério. Na passagem de Isaías 52.13-15 percebemos as dores e a exaltação do servo ungido. Em ambas as passagens é evidente que o ministério de Jesus seria servir a humanidade. Pelo trabalho efetuado com excelência, o servo foi exaltado a ponto de se tornar elevado e sublime. Que a exemplo de nosso Mestre, venhamos servir com excelência, e esperar as honras de nosso Pai Celestial e não dos homens. LIÇÃO 7 MARCOS: JESUS É O SERVO EBD | BETEL Jovens | 2° Trimestre 2021 | Tema: Os Evangelhos – A representação de Jesus em quatro dimensões – Escola Dominical

 Refletindo

“O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir…”. (Jesus Cristo)

II- JESUS COMO SERVO SOFREDOR

Ao contrário de Mateus que pontua Jesus como Messias, Marcos adota a visão de servo, mostrando em seus relatos o constante movimento do servo na execução da obra de Deus, pois, encontramos a expressão “imediatamente”, quarenta e duas vezes em todo o Evangelho de Marcos. Literalmente Jesus estava a serviço de seu povo operando sinais e prodígios (Mc 1.34), e ensinando sobre os mistérios do Reino (Mc 4.2). A vida do servo não seria fácil, mas sim de sofrimento e morte.

2.1. A perseguição dos escribas e fariseus

Jesus, no exercício de Seu ministério, cumpriu na íntegra o ministério recebido de Deus, porém em Sua jornada sofreu perseguição daqueles que se consideravam donos das verdades de Deus. Um dos grupos que O perseguiam era o dos escribas, que eram considerados mestres especializados no estudo e na aplicação da Torá. Em Marcos 13.22 vemos este grupo dizendo que Jesus expulsava demônios por Belzebu.

Outros que perseguiam Jesus eram os fariseus, que além de se considerarem doutores da lei, alguns faziam parte do Sinédrio e viviam uma religiosidade vazia. Em Marcos 7, este grupo interrogou Jesus acerca do procedimento de Seus discípulos. Em nossa missão de pregar o evangelho surgirão diversos opositores, mas, a exemplo de Cristo, precisamos continuar firmes na missão (2Tm 3.12).  

2.2. A condenação do Sinédrio

O Sinédrio nada mais era que a suprema corte dos judeus, onde se julgava tendo como base as leis judaicas. Geralmente era formado pelo sumo sacerdote e mais 69 pessoas, entre escribas e fariseus. Eles julgaram Jesus porque Ele afirmava ser Filho de Deus, conforme o registro de João 19.7. Ao ser considerado culpado de

morte, começaram a cuspir em Seu rosto, dar socos e bofetadas (Mc 14.65). O que aconteceu com Cristo já estava vaticinado a seu respeito pelo profeta Isaías ao dizer que Sua aparência estava desfigurada (Is 52.14); foi desprezado e homem de dores (Is 53.3); como ovelha muda não abriu a sua boca (Is 53.7). Como enviado do Pai, Jesus cumpriu cabalmente a sua missão, mesmo diante de tantas perseguições. Jesus nos deixou o exemplo de servo; Paulo chegou a expressar que Ele assumiu a forma de servo, sendo obediente até a morte, e morte de Cruz (Fp 2.7-8). Jesus nos deixou o exemplo, sejamos servos. LIÇÃO 7 MARCOS: JESUS É O SERVO EBD | BETEL Jovens | 2° Trimestre 2021 | Tema: Os Evangelhos – A representação de Jesus em quatro dimensões – Escola Dominical  

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Lição 6: Na Salvação, o Novo Nascimento EBD – 2° Trimestre De 2021

EBD | 2° Trimestre De 2021 | CPAD – Adolescentes – Tema do Trimestre: Cremos  | Lição 6: Na Salvação, o Novo Nascimento

Lição 6: Na Salvação, o Novo Nascimento EBD - 2° Trimestre De 2021

OBJETIVO

Explicar o termo Expiação;

Apontar a morte de Jesus como substitutiva para a humanidade;

Afirmar que o novo nascimento é produto da operação da salvação de Deus para o Homem.

TEXTO BÍBLICO

João 3.3-8

DESTAQUE

“Jesus respondeu: — Eu afirmo ao senhor que isto é verdade: ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo” (Jo 3.3).

LEITURA DEVOCIONAL

SEG……………………………………………………….Ap 13.8

TER……………………………………………………….Mt 20.28;Mc 10.45

QUA………………………………………………………Os 6.6

QUI……………………………………………………….Hb 9.11,12

SEX……………………………………………………….Rm 8.1;2Co 5.17 SÁB………………………………………………………Jo 3.3

DOM……………………………………………………..Rm 8.34-37

OBJETIVO

Explicar o termo Expiação;

Apontar a morte de Jesus como substitutiva para a humanidade;

Afirmar que o novo nascimento é produto da operação da salvação de Deus para o Homem.

Material Didático

Leitura de texto, discussão do texto, sugestões de propostas.

Quebrando a Rotina

Professor, sugerimos uma atividade que precisará um pouco mais de tempo que as outras. Por isso, procure separar entre 10 a 15 minutos da aula para fazê-la. A nossa sugestão é que você reproduza o trecho do segundo AUXÍLIO TEOLÓGICO, O texto trata do Reino de Deus como o ponto central da mensagem d Jesus. Leia e debata o texto com a classe.

Na lição anterior, vimos que o Pecado atingiu todo o ser humano e a criação. Agora, uma vez que somos nascidos de novo, somos convocados por Jesus a proclamar o Reino de Deus para o homem caído e a criação caída. Enquanto o Reino de Deus não se revelar plenamente, como discípulos de Jesus, devemos expressar a mensagem do Reino para cada ser humano. Com base nisto, estimule a turma a pensar ações de evangelização e de projeto social na vizinhança, apresentando o Reino de Deus para as pessoas.

4° Trimestre 2020 1024x576 - EBD | Lição 6: Na Salvação, o Novo Nascimento 2° Trimestre De 2021

Estudando a Bíblia 

A humanidade inteira está encerrada debaixo do Pecado: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23). Esta é a situação do ser humano sem Deus! É a situação da humanidade mergulhada no Pecado desde os tempos passados, e que precisa desesperadamente de um Salvador, de um Redentor, de um Justificador e Senhor. Este Senhor já veio, um projeto delineado por Deus antes mesmo do advento do Pecado: “[O] Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13.8).

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Em sua soberania e onisciência, o Senhor nosso Deus, segundo o conselho da sua sabedoria, proveu o escape para todo o gênero humano, isto é, o ser humano que crê na suficiência do sacrifício de Cristo. Se há uma doutrina que, sem constrangimento, demonstra o amor de Deus pelo ser humano é a doutrina da Salvação. Ninguém tem como manipular o ato de salvação.

Quantas vezes os nossos pais nos pediram para não fazer determinada coisa, mas desobedientemente não ouvíamos. Em seguida, levávamos o prejuízo. O prejuízo do pecado foi caro. Era preciso o Cordeiro de Deus morrer em nosso lugar. Sim, uma pessoa pura, inocente e amorosa morreu no lugar do pecador.

A expiação, expia o quê

Para compreendermos o valor da morte de Jesus de Nazaré, sua conexão com a nossa realidade de pecado e a salvação da vida através da Cruz do Calvário, precisamos saber o conceito de Expiação.

Segundo o Dicionário Bíblico Wycliffe, “a ideia básica da expiação está ligada à reparação de um mal, à satisfação das exigências da justiça por meio do pagamento de uma penalidade” (p.752). Logo, a Expiação é o sacrifício cuja finalidade é a de reparar os pecados da pessoa, ora cometidos. A ideia de sacrifício é universal. Lendo um livro de história você verá que muitas religiões têm a figura do sacrifício como um elemento de punição. Alguém mata um animal ou um ser humano para oferecê-lo a um deus a fim de receber aprovação divina. Mas uma pergunta pode ser feita: Qual a diferença do sacrifício da Bíblia para o sacrifício dos povos de outras religiões?

Em primeiro lugar é que na Bíblia não há sacrifício humano. Deus proíbe terminantemente alguém de fazer sacrifício oferecendo o ser humano como oferta (Gn 18.21; 20.2; Dt 18.10).

Outra diferença está na individualidade do pecado. Enquanto que em outras religiões a responsabilidade do pecado não é individualizada, na Bíblia, para não se punir um povo inteiro, o Deus amoroso responsabiliza a pessoa que comete o crime, devendo ela comparecer pessoalmente à Casa de Deus para oferecer os sacrifícios (Ez 18.20).

Então surge um sistema de sacrifício no Antigo Testamento que durou até o ano 70 d.C – descrito nos Evangelhos. Para remissão do pecado da humanidade foi preciso Deus Pai entregar o seu único Filho, Jesus Cristo, para morrer na Cruz do Calvário em nosso lugar. O Nazareno entregou voluntariamente a sua própria vida por amor ao mundo (Mt 20.28; Mc 10.45). 

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AUXÍLIO TEOLÓGICO

Prezado professor, uma informação importante para você se aprofundar no tema da Expiação é conhecer o significado de “salvação”, ao longo das Escrituras. Por exemplo, no Antigo Testamento, a palavra “salvação” aparece frequentemente com o significado de “livramento” e de “libertação”. No contexto da nação de Israel, o termo se aplica à “salvação” física, pessoal e nacional (Êx 3.8; 2 Cr 32.17; SI 22.21). Ainda, no Antigo Testamento, “salvação” também tem uma conotação espiritual. Um exemplo dessa característica é o clamor do salmista Davi quando ele apela para Deus salvá-lo de todas as suas transgressões (SI 39.8; 51.14).

Em o Novo Testamento, a palavra “salvação” aplica-se, em primeiro lugar, ao nome de Jesus: “[…] E lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1.21). O nome de Jesus se refere à “salvação mediante o Senhor”. O termo “salvação”, em o Novo Testamento, também poderia se referir a “salvar a pessoa da morte; da enfermidade física; da possessão demoníaca; ou da morte inevitável” (Mt 8.25; 9.22; Lc 8.36; 8.50). Mas, significa, principalmente, a salvação espiritual que Deus providenciou por meio de Cristo Jesus, o nosso Senhor (1Co 1.21; 1Tm 1.15; Ef 2.8)

A partir de então não fica difícil compreendermos que a expiação, segundo o sacrifício de Jesus, supriu para sempre a dívida que tínhamos para com Deus mediante ao pecado dos nossos primeiros pais, Adão e Eva. Quando estudamos a doutrina da Expiação, compreendemos o tão grande amor de Deus pelos seres humanos. Em Cristo Jesus, Deus estava reconciliando o mundo consigo mesmo (2 Co 5.19).

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A morte substitutiva de Jesus

No Antigo Testamento, os sacerdotes apresentavam uma série de sacrifícios para salvar o povo e a si mesmos. Eles sacrificavam touros, bodes e ovelhas. Certa vez o rei Salomão fez um incrível culto de sacrifícios de animais para pedir perdão a Deus e consagrar um Templo (1Reis 8.62-63). Imagine um estádio de futebol cheio de touros e de ovelhas sendo sacrificados por intensos quatorze dias! Certamente não seria um espetáculo bonito de se ver. Mas quando lemos 1Reis 8 percebemos a sinceridade do rei e dos sacerdotes e a expectativa do povo em adorarão Deus único. Por isso, Deus responde positivamente ao rei. O Senhor falou com Salomão e o seu povo.

Entretanto, nem sempre foi assim. Não demorou muito e o culto a Deus se transformou em uma reunião mecânica e numa forma de ludibriar pessoas inocentes. Olha o que o profeta Oséias profetizou: “Eu quero que vocês me amem e não que me ofereçam sacrifícios; em vez de me trazer ofertas queimadas, eu prefiro que o meu povo me obedeça” (Os 6.6).

Aqui, o problema não era o sacrifício. De maneira nenhuma. O problema era apresentar sacrifícios a Deus sem amá-lo. Participar do culto a Deus sem reverenciá-lo. Sem desejar intimidade com Ele. O Pai contempla o coração de cada ser humano. Sabe bem o que de fato passa pela nossa mente e qual é a nossa intenção.

Então, Deus enviou o seu Filho para morrer por nós de uma vez por todas (Jo 3.16) afim de que nunca mais homens e mulheres precisem de qualquer sacrifício para tirar o próprio pecado (Hb 9.11-22).

Jesus morreu em nosso lugar, sua morte é poderosa e suficiente para nos redimir de todo o pecado. Para nos perdoar de qualquer circunstância que outrora nos envergonha. É horrível sentir vergonha por uma coisa que fizemos e que sabíamos que não era para ser feito. Olha, se você está assim, e se esta palavra tem alcançado o seu coração, saiba de uma coisa: “Agora já não existe nenhuma condenação para as pessoas que estão unidas com Cristo Jesus” (Rm 8.1) e “Quem está unido com Cristo é uma nova pessoa; acabou-se o que era velho, e já chegou o que é novo” (2 Co 5.17).

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Eu nasci de novo

O texto de referência para nossa lição conta a história de um mestre judeu, fariseu e de nome Nicodemos que dialogou com Jesus num certo lugar da Galileia. Ele reconheceu que o nazareno era mestre e que Deus era com ele. Mas o nosso Senhor não se deixou levar pelo elogio, logo depois lhe respondeu: “Eu afirmo ao senhor que isto é verdade: ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo” (Jo 3.3).

Nicodemos não entendeu o que Jesus estava falando porque ele estava com a sua mente ligada na Lei, no mundo das concepções terrenas. Para nascer de novo o Homem deve crer que Deus enviou Jesus Cristo a fim de que não percebêssemos: “Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). O resultado dessa entrega de Deus Pai é a vida eterna a todos quantos crerem no presente de Deus

Nós passamos a ser novas criaturas, ou nascidos de novo, quando cremos de todo o coração e com toda a nossa força e pensamento que Jesus é o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. E através do sacrifício de Jesus na Cruz do Calvário obtemos o perdão das nossas transgressões. Mediante a obra na Cruz, a nossa dívida foi para sempre quitada, cancelada e anulada. Ninguém pode apresentar quaisquer acusações contra nós porque Deus nos justificou em Cristo Jesus (Rm 8.34).

Então o que eu preciso fazer para nascer de novo? Arrepender-se e crer no Evangelho! Arrepender-se de quem tu és. Do que faz. Do que pensa. Do que fala contra os outros. Da raiva que sente. Da mentira. Do engano.

Do fingimento. Do amor fingido. Arrepender-se de todo coração! £ crer que tudo o que o Evangelho disse que Deus fez por nós por meio de Cristo Jesus é a mais absoluta verdade. Crer de todo o coração que nós merecíamos ser condenados por Deus, mas pelo seu amor Ele enviou a Jesus para nos salvar. Na verdade somos pecadores que precisam de um Salvador: Jesus Cristo.

Quando nascemos de novo não significa que nunca mais pecamos, pois somos falíveis e de carne e osso. Mas temos o Espírito Santo que conscientiza-nos dos nossos pecados e a Jesus Cristo, o Filho de Deus, que está à destra do Pai, como o nosso Advogado Fiel intercedendo por nós (1Jo 2.1,2,12).

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