EBD – Lição 6: A Imaturidade Espiritual Dos Coríntios 2° Trimestre De 2021/Jovens

 Lição 6: A Imaturidade Espiritual Dos Coríntios Jovens CPAD –  2° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O Cuidado de Deus com o Corpo de Cristo – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Escola Dominical 

OBJETIVOS

1 MOSTRAR que os coríntios eram imaturos na vida cristã;

2 REFLETIR a respeito do que pode nos impedir de crescer na fé;

3 COMPREENDER o perigo da estagnação na fé.

TEXTO DO DIA

“E eu, irmãos, não vos pude falar como espirituais, mas como carnais, como a meninos em Cristo.” (1 Co 3.1)

SÍNTESE

A imaturidade espiritual traz muitos prejuízos para a Igreja, como as dissensões.

Agenda de leitura

SEGUNDA – Hb 5.13 O que se alimenta de leite é menino

TERÇA – Hb 5.14 O mantimento sólido é para os maduros

QUARTA – Hb 6.1 Prosseguindo até a perfeição

QUINTA – 1 Pe 2.2 O leite racional que nos faz crescer

SEXTA – Os 6.3 Prosseguindo em conhecer a Deus para continuar crescendo

SÁBADO – Pv 4.18 O crescimento dos justos

Interação

Professor(a), inicie a lição fazendo as seguintes indagações: “Quais são as características de uma pessoa imatura na fé cristã?” “O que demonstrava a imaturidade cristã dos coríntios?” Ouça os alunos com atenção e incentive a participação de todos. Diga aos alunos que uma pessoa imatura, cuja fé não está alicerçada na Palavra de Deus, em geral é levada por qualquer vento de doutrinas. 

Explique que precisamos crescer na fé cristã e que o nosso crescimento também é demonstrado mediante os nossos frutos, atitudes. Nosso modo de falar, pensar e agir deve ser coerente com os ensinos de Jesus, pois somos seus discípulos. Depois, comente que a imaturidade espiritual dos crentes traz muitos prejuízos para a Igreja. No caso da igreja em Corinto, havia muitas dissensões, e tais contendas estavam impedindo o avanço da obra de Deus.

Orientação Pedagógica

Prezado(a) professor(a), uma das ênfases da lição deste domingo é a questão da imaturidade espiritual dos coríntios. Paulo, com amor, mas de modo firme, chama a atenção dos crentes enfatizando que eles ainda se comportavam como crianças, meninos na fé. Os membros da igreja em corinto não estavam saudáveis na fé. 

Uma prova de tal afirmação é o fato de que havia constantes discussões, partidarismos e disputas entre eles. Por isso, sugerimos que para a aula de hoje, você faça uma “mesa redonda” com seus alunos e debata sobre o que pode impedir o crescimento do crente na fé cristã. Discuta também as consequências para o Reino de Deus quando uma igreja tem muitos crentes imaturos e raquíticos espiritualmente. Deixe-os falarem, incentivando a participação de todos. Contudo, depois de alguns minutos, busque sintetizar e organizar as ideias do primeiro tópico da lição.

Texto bíblico

1 Coríntios 3.1-5

1 E eu, irmãos, não vos pude falar como espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo.

2 Com leite vos criei e não com manjar, porque ainda não podíeis, nem tampouco ainda agora podeis.

3 Porque ainda sois carnais, pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois, porventura, carnais e não andais segundo os homens?

4 Porque, dizendo um: Eu sou de Paulo; e outro: Eu, de Apolo; porventura, não sois carnais?

5 Pois quem é Paulo e quem é Apolo, senão ministros pelos quais crestes, e conforme o que o Senhor deu a cada um?

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INTRODUÇÃO

A Igreja foi edificada para dar continuidade à missão de Cristo, de pregar o Evangelho a toda criatura. No entanto, algumas pessoas da igreja em Corinto estavam na contramão desse propósito divino, pois ainda eram imaturos, vivendo de acordo com as obras da carne. Paulo afirma que a imaturidade de alguns era um empecilho para o cumprimento da Grande Comissão. Nesta lição, veremos por que os irmãos da igreja em Corinto tinham uma vida cristã imatura. Observaremos que a imaturidade deles estava impedindo o crescimento e o avanço da obra de Deus, prejudicando a comunhão com o Senhor e entre os membros da igreja.

I – OS CORÍNTIOS ERAM IMATUROS NA VIDA CRISTÃ

1. Os cristãos em Corinto ainda eram carnais (v. 1). Os crentes de Corinto tinham pouco tempo de conversa. Eles saíram do paganismo e do judaísmo, mas o paganismo e o judaísmo ainda não haviam saído deles. Estavam há pouco tempo na difícil caminhada cristã e muitos dos desejos carnais ainda dominavam suas vidas.

Paulo ressalta que a igreja ainda possuía muitos comportamentos carnais e, como consequência, tinha uma fé exclusivista, fechada e egoísta. O apóstolo critica essa fragilidade da fé dos coríntios e os exorta a deixarem a infantilidade espiritual para alcançarem a maturidade cristã. Como os coríntios daquela época, atualmente, muitos se comportam da mesma maneira.  Sem uma base sólida de fé, alicerçada na Palavra de Deus, são levados por qualquer vento de doutrina.

2. Os coríntios são chamados de crianças espirituais. Toda analogia é incompleta e precisa ser tratada com cuidado. Por exemplo, Pedro também usa a figura da criança, mas no sentido positivo: “Desejo afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que, por ele, vades crescendo” (1 Pe 2.2). Jesus também a usou no sentido positivo: “Em verdade vos digo que qualquer que não receber o Reino de Deus como uma criança não entrará nele” (Lc 18.17).

Pedro destaca o apetite saudável pelo leite racional, ou seja, o alimentar-se da Palavra de Deus. Enquanto Jesus destaca a simplicidade e a humildade de uma criança. Mas diferente de Pedro e de Jesus, Paulo compara os coríntios com uma criança no sentido negativo, na sua incapacidade de compreender a seriedade do Evangelho.

3. O cristão infantil não pode se alimentar de alimento sólido (v.2). Paulo afirma que devido à imaturidade dos coríntios, ele teve de alimentá-los com leite. O autor da Carta aos Hebreus afirma que “qualquer que ainda se alimenta de leite não está experimentado na palavra da justiça, porque é menino (Hb 5.13).” O alimento sólido é somente para os adultos que “têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal” (Hb 5.14).

Os coríntios estavam em um processo lento de crescimento, mas se achavam adultos e prontos. No entanto, estavam equivocados. Paulo os chama de crianças na fé. Para uma criança não se pode dar algo mais forte do que ela seja capaz de ingerir. Por isso, sempre há necessidade de cuidados especiais. A maneira como Paulo fala na carta demonstra esse cuidado. Pessoas espiritualmente imaturas não suportam ser corrigidas e, geralmente, distorcem as palavras e os ensinos recebidos.

PENSE

Como você reage diante de uma repreensão?

PONTO IMPORTANTE

Pessoas espiritualmente imaturas não suportam ser corrigidas. 

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II – O QUE PODE NOS IMPEDIR DE CRESCER NA FÉ

1. Alimentar o sentimento de inveja (v. 3). Uma das principais paixões humanas que os crentes imaturos e carnais não conseguem controlar é a inveja. A inveja produz contendas e dissensões na igreja. Infelizmente, esse sentimento predominava entre os membros da igreja em coríntios. A inveja é uma paixão humana, obra da carne, que interfere no julgamento do indivíduo, causando-lhe um peso diante do sucesso dos outros.

A palavra “inveja” é formada pelos vocábulos latinos in (dentro de) + videre (olhar), que indicam um olhar maléfico que penetra no outro de forma destrutiva. O invejoso vive em função do que o outro tem. Não importa que ele não tenha o objeto desejado, desde que o outro também não possua. O cristão deve ser capaz de identificar esse sentimento e, por meio do Espírito Santo, mantê-lo sob controle. Isso é um exemplo de maturidade cristã.

2. Promover contendas e dissensões (v. 3). Nem sempre as contendas e dissensões são geradas pela inveja, podem ser suscitadas também pela ambição, desejo de prestígio, soberba, dentre outros desejos, todos presentes na igreja de Corinto.  Em geral a inveja promove contendas e dissensões, não permitindo que venhamos andar de maneira honesta e sincera diante de Deus e dos irmãos em Cristo (Rm 13.13).  

As pessoas que costumam promover contendas e dissensões são consideradas crianças espirituais e crentes carnais.

3. A falta de unidade. Paulo via cada pessoa como parte de uma grande unidade, o Corpo de Cristo, por isso ele partia do pessoal para o comunitário. Os coríntios se moviam no sentido contrário, eles criaram divisões e enfraquecem a unidade fraternal. A proposta de Paulo era o trabalho em equipe, a igreja unida como um só corpo para a superação das divisões e partidarismos.

O apóstolo comenta a respeito do fato de algumas pessoas dizerem: “Eu sou de Paulo” e outras afirmarem: “Eu sou de Apolo”. Paulo assevera que ele e Apolo eram apenas ministros a serviço do Reino de Deus, por isso faziam um trabalho de cooperação. Os coríntios, que não sabiam trabalhar em unidade, defendiam o que achavam ser o mérito de cada um dos líderes, enquanto estes apenas queriam unir suas forças em prol de um objetivo comum: a expansão do Reino de Deus.

PENSE

A divisão e a contenda impedem o avanço do Reino de Deus.

PONTO IMPORTANTE

A unidade promove o crescimento qualitativo e quantitativo da igreja. Lição 6: A Imaturidade Espiritual Dos Coríntios JovensCPAD –  2° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens | Tema: O Cuidado de Deus com o Corpo de Cristo – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Escola Dominical

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Lição 05: O Caráter da Pregação de Paulo | EBD – Jovens | 2° Trimestre De 2021

EBD | 2° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens Tema: O Cuidado de Deus com o Corpo de Cristo – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 05: O Caráter da Pregação de Paulo

OBJETIVOS

• Saber que Paulo era capacitado e chamado por Deus;
• Mostrar que a confiança de Paulo não estava em seu intelecto ;
• Refletir a respeito do que precisamos saber para recebermos a salvação.

TEXTO DO DIA 

“A minha palavra e a m minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, m as em demonstração do Espírito e de poder” (1 Co 2.4) 

SÍNTESE 

O poder da pregação não está no conhecimento secuLar ou no desempenho da oratória, mas na fidelidade à mensagem do Evangelho, que pode transformar a vida de todo aquele que crê. 

AGENDA DE LEITURA 

Segunda– 1 Co 2.4 – A pregação de Paulo
Terça– 1 Co 2.5 – Nossa fé não deve se apoiar em sabedoria dos homens
Quarta– 1 Co 2.9,10 – O que Deus preparou para aqueles que amam
Quinta– 1 Co 2.14 – O que homem natural não compreende
Sexta – 1 Co 2.15 – O homem espiritual tem discernimento
Sábado – 1 Co 2.16 – Nós temos a mente de Cristo

INTERAÇÃO 

Prezado(a) professor(a), na lição deste domingo estudaremos o caráter, ou seja, o teor da pregação de Paulo. O apóstolo enfatiza que a sua pregação não consistia “em palavras persuasivas de sabedoria humana” (I Co 2.4). Isso porque os habitantes de Corinto gostavam da filosofia e se perdiam em longos debates a respeito da sabedoria e da aquisição dela.

Os gregos mais favorecidos passavam longas horas escutando os filósofos. Então, Paulo mostra aos crentes de Corinto que a nossa fé não pode se apoiar na sabedoria de homens. Na retórica dos bons pregadores, mas na fé em Jesus Cristo e no seu sacrifício na cruz do calvário. 

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ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Professor(a), reproduz no quadro o esquema abaixo. Inicie a aula  fazendo aos alunos a seguinte indagação; “A sabedoria de Deus é revelada aos seres humanos de que forma?” Explique que a sabedoria de Deus é revelada e m Cristo (1.17-2.2). Diga que para os judeus era muito difícil aceitar u m Cristo que foi crucificado , pois para eles a cruz era símbolo de maldição (Dt 21.23). Por isso Paulo enfatiza que o centro da sua pregação é a morte de Cristo na cruz.

A MORTE DE CRISTO NA CRUZ 1.17-22 
A pregação de Paulo enfoca a cruz
A mensagem da cruz não faz sentido ao indivíduo não convertido. 
Cristo é a sabedoria de Deus, sendo a cruz a expressão desta. 

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 TEXTO BÍBLICO 1 Coríntios 2.1-13 

1 E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. 

2 Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado.

3 E eu estive convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor. 

4 A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder. 

5 Para que a vossa fé não se apoiasse na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus.

6 Todavia, falamos sabedoria entre os perfeitos; não, porém, a sabedoria deste mundo, nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam. 

7 Mas falamos da sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória. 

8 A qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória. 

9 Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem são as que Deus preparou para os que o amam. 

10 Mas Deus nos revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus, 

11 Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. 

12 Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. 

13 As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. 

INTRODUÇÃO 

Nesta lição, veremos que, embora o apóstolo Paulo tenha tido uma boa formação educacional e religiosa, seu compromisso com o apóstolo de Cristo era com a mensagem do Evangelho. Ele não usava de sublimidade de palavras ou de sabedoria humana (v.1). Seu objetivo não era impressionar as pessoas com a sua oratória, mas levar os crentes e seus ouvintes a um conhecimento mais profundo de Jesus Cristo. Constataremos que, mesmo caluniado e ofendido pelos “sábios” da igreja de Corinto , ele não usou suas habilidades humanas para se defender ou vangloriar, mas se ocupou em apresentar a mensagem simples e genuína do Evangelho de Cristo.

I – PAULO ERA CAPACITADO E CHAMADO POR DEUS 

1. A formação religiosa de Paulo no judaísmo. Como todo judeu, ele recebeu uma educação familiar e também na sinagoga, estudando algumas disciplinas seculares, além do Pentateuco. Aprendeu o hebraico e certamente o aramaico, Provavelmente entre o final de sua adolescência e o início da juventude, Paulo foi de Tarso a Jerusalém para ser instruído pelo mestre fariseu mais reconhecido da época, Gamaliel (At 22.3). Gamaliel foi membro do sinédrio e um dos rabinos mais respeitados em Jerusalém.

A religiosidade e o rigor ao cumprimento da lei o transformaram em perseguidor dos seguidores de Cristo, entendendo estar fazendo a vontade de Deus (1 Co 15.9; Gl 1.13,14; Fp 3,6 ). Com todo o seu conhecimento intelectual e religioso, o apóstolo teve a experiência mais profunda com Deus no caminho para Damasco (At 9). Ali teve um encontro com Jesus Cristo e conheceu verdadeiramente o Deus que ele pensava conhecer. 

2. A formação educacional e ministerial de Paulo. Como judeu da diáspora, também recebeu a educação helenista em uma escola grega. Tarso era uma cidade importante e tinha uma das três maiores universidades do mundo na época. Dela saíram vários filósofos da escola estoica e manteve a tradição retórica até o século II d. C. Quanto à sua formação ministerial, após sua conversão no caminho para Damasco, ele se dirigiu à Arábia (Gl 1.17). Em seguida retornou para Damasco e ficou nessa cidade por três anos (Gl 1.17,18).

Depois subiu para Jerusalém e ficou ali por um período de quinze dias na companhia dos apóstolos Pedro e Tiago (Gl 1.18-20). Depois ele viajou para Síria e Cilícia (Gl 1.21) e, após esse período de preparação, foi enviado pela igreja de Jerusalém , juntamente com Barnabé, para Antioquia. O apóstolo não era um aventureiro; ele teve um longo processo de capacitação antes de assumir maiores responsabilidades no ministério. 

3. A autoridade do apostolado. Quando escreveu aos Gálatas, Paulo afirmou que o seu chamado, a exemplo de outros profetas do Antigo Testamento, se deu quando ele ainda estava no ventre de sua mãe. Isso não quer dizer que o apóstolo sabia desde o início que seu chamado seria com os gentios, mas que Deus, na sua presciência, já o sabia. Paulo assevera que entendeu o seu chamado quando o Senhor revelou a ele o seu próprio Filho, Jesus.

Dessa forma, ele argumenta que não fora chamado pelos apóstolos, mas pessoalmente, pelo Jesus ressurreto, defendendo assim a legitimidade de seu apostolado. Esse relato é relevante quando se avalia a autoridade do seu apostolado e de seus escritos, inspirados pelo Todo-Poderoso. Ele defendia a legitimidade de seu apostolado devido aos questionamentos dos falsos mestres. Estes queriam denegrir sua imagem e sua mensagem.

Pense! Você tem buscado, como Paulo, se preparar para 0 chamado que Deus tem em sua vida? 

Ponto Importante: Paulo não era um aventureiro, mas alguém que foi escolhido por Deus e capacitado por Ele para realizar uma grande obra.

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II – A CONFIANÇA DE PAULO NÃO ESTAVA EM SEU INTELECTO 

1. Paulo reconhecia que a sua capacidade vinha de Deus. O apóstolo adquiriu uma grande experiência de vida e ministério ao longo de décadas de serviço ao Evangelho. Ele também aprendeu muito por intermédio dos sofrimentos e das decepções. Paulo passou por uma transformação de vida, de caráter e de pensamento depois do encontro com Jesus na estrada d e Damasco. Ele não se envergonhava do Evangelho e não se deixava abater diante das perseguições e sofrimentos.

Apesar das dificuldades e sofrimentos por amor ao Evangelho, ele mantinha a firmeza de sua fé, pois tinha convicção de sua comunhão com Deus, chamado e esperança da vida eterna com o Pai Celeste após a morte. Com toda sua experiência intelectual e ministerial, o apóstolo dos gentios reconhecia sua dependência de Deus. Ele buscava com humildade glorificar o nome do Senhor em todas as áreas de sua vida. 

2. Paulo não usava nenhum tipo de ostentação humana (vv. 1-5). No capítulo 2, Paulo continua no mesmo tom fraterno com seus leitores e mais uma vez os chama de irmãos. Ele faz seus destinatários lembrarem, juntamente com ele, da última vez que esteve presente com os irmãos. O apóstolo relembra que não estava preocupado em demonstrar que era forte ou dono de si; pelo contrário, com fraqueza, temor e grande tremor ele estava buscando a edificação da Igreja do Senhor.

Fazendo questão de não ser venerado pela sua sabedoria, mas apontando para o poder de Deus. A fé de seus ouvintes não deveria ser construída sobre o alicerce da sabedoria ou poder de homem, mas sobre a sabedoria e o poder de Deus. O apóstolo Paulo certamente agiria de maneira contrária a muitos pregadores dos dias atuais, que se parecem mais com os adversários dele em Corinto. Estes gostam de chamar atenção para si e demonstrar um conhecimento que não tem. 

3. Paulo confiava na revelação do mistério da sabedoria d e Deus (vv. 6-9). A cultura grega era influente na igreja de Corinto. Para os gregos, a busca pela sabedoria somente era possível com muita investigação, averiguação e questionamentos a respeito da verdade. Algo que não era para qualquer um, mas sim para a elite da sociedade helênica. Paulo conhecia bem a cultura grega, mas depois de sua conversão a Jesus Cristo ele descobriu onde está a fonte da verdadeira sabedoria, que tem em Cristo sua maior revelação.

O autor da Carta aos Hebreus afirma que Cristo é o esplendor da expressa imagem da glória do Pai (Hb 1.3). Como um sábio grego poderia aceitar isso, um homem que foi condenado como criminoso, teve a morte mais humilhante e, agora, ser a expressão exata de Deus?

Pense! Paulo buscava a verdadeira sabedoria em Deus. Quais têm sido as suas fontes na busca pela sabedoria? 

Ponto Importante: Somente Deus conhece e sabe de todas as coisas. Seu conhecimento é perfeito, completo.

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Lição 04: Sabedoria Divina| EBD – Jovens | 2° Trimestre De 2021

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OBJETIVOS

RESSALTAR a Cruz de Cristo e a sabedoria de Deus;
MOSTRAR que a vida eterna e a verdadeira sabedoria
vêm de Deus;
SABER que a verdade

TEXTO DO DIA

“Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não conheceu
a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os
crentes pela Loucura da pregação.” (1 Co 1.21)

SÍNTESE

A mensagem da cruz é loucura para os que não conhecem a
Cristo, mas é a manifestação do poder e sabedoria de Deus para salvação de todo aquele que crê.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA – 1 Co 1.20 – O mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria
TERÇA – 1 Co 1.25 – “A Loucura de Deus é mais sábia do que os homens”
QUARTA – Pv 1.7 – O temor de Deus é o princípio da sabedoria
QUINTA – Pv 11.2 – Com os humildes está a verdadeira sabedoria
SEXTA – Pv 16.16 – É bom adquirir sabedoria
SÁBADO – 1 Co 1.27 – “Deus escolheu as coisas Loucas deste mundo para confundir as sábias”

INTERAÇÃO

Prezado(a) professor(a), você está preparado para a ministração de mais uma aula ? O tema de hoje, como todos
do trimestre é muito relevante, pois vamos estudar de modo direto e enfático a respeito da cruz de Cristo e da sabedoria divina. A reconciliação com Deus só se torna possível mediante a fé no sacrifício vicário de Cristo. Jesus, nosso Salvador, reconciliou-nos com Deus de maneira eficiente, através da sua morte na cruz.

Por meio desta reconciliação recebemos muitas bênçãos, um a delas é a garantia de que o Todo-Poderoso nos dará a vida eterna. Nesta vida enfrentarmos lutas e adversidades, mas um dia as lágrimas vão cessar, pois estarem os para todo o
sempre com o Senhor. Essa verdade nos motiva a permanecermos fiéis e a vivermos de modo santo, a fim de
agradar aquele que morreu e ressuscito u para que um dia recebam os um corpo glorificado.

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ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor(a), reproduza o esquema abaixo. Dê início à
aula fazendo aos alunos a seguinte indagação: “Qual a
sabedoria que você deseja?” Depois peça que os alunos
leia m Tiago 1.5; 3 .13 -18 . Em seguida utilize o quadro
para mostrar a diferença entre a sabedoria humana e a
sabedoria divina.

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TEXTO BÍBLICO – 1 Coríntios 1.18-25

18 Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.
19 Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos inteligentes.
20 Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?

21 Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação,
22 Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria;
23 Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus e loucura para os gregos.

24 Mas, para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.
25 Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.

INTRODUÇÃO

Na lição deste domingo verem os que Paulo resume Is. 29.14 para mostrar à igreja de Corinto que o pensamento de Deus é contrário ao pensamento desse mundo (sabedoria humana). Somente o Pai pode oferecer a vida eterna à humanidade, coisa que ninguém pode fazer. O homem
que não crê em Deus pode passar a vida inteira acumulando
sabedoria e, ainda assim , jamais descobrir com o ter um relacionamento pessoal com o Criador.

O apostolo Paulo mostra aos coríntios que a salvação só pode
ser obtida mediante ao Cristo crucificado e ressuscitado. Sem Jesus Cristo não há salvação ( l Co 1.30,31).

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I – A CRUZ DE CRISTO E A SABEDORIA DE DEUS 

1. A cruz de Cristo é loucura para o mundo (v. 18). Judeus, romanos e gregos não conseguiam compreender a revelação da vitória de Cristo na cruz. A mensagem da justiça de Deus por meio da cruz de Cristo se tornou para os gregos, os romanos e, em especial para os judeus, uma pedra de tropeço. Para os gregos, o herói era sempre o vencedor triunfante e para os romanos a morte de cruz era para os subversivos, os inimigos políticos.

Para os judeus a morte de cruz era uma maldição (Dt 21.23). No Antigo Testamento não se esperava um Messias que fosse crucificado, muito menos um condenado à morte pelo supremo tribunal judaico. O legalismo havia cegado os judeus de tal forma que a mensagem da cruz parecia loucura. Para eles, a morte de Jesus na cruz era humilhante, amaldiçoada e repugnante (1 Co 1.23). 

2. A cruz de Cristo é o poder de Deus para os salvos (v. 18). Enquanto para os romanos, os gregos, os judeus e os sábios segundo este mundo a morte de Jesus na cruz era uma pedra de tropeço, para os cristãos é a pedra angular e o único meio de se chegar a Deus (1 Pe 2.6-8). A obra de Cristo satisfaz a necessidade da justiça de Deus pelo pecado da humanidade, pois anulou a sentença de morte que havia contra a humanidade.

Assim, conquistou o direito da justiça perfeita, que é atribuída a todo o que crê e aceita o sacrifício vicário de Jesus. A justiça de Cristo conquistada por meio de sua morte é imputada gratuitamente ao pecador que se arrepende e crê. O fato de a justiça de Cristo ser a base da justificação acentua amplamente a graça de Deus.

A graça tem como centro a cruz de Cristo, para onde tudo se converge e os justificados são perfeitamente reconciliados com Deus. A cruz de Cristo, loucura para o mundo, é o poder de Deus para a salvação de todos os que creem em Jesus. 

3. A sabedoria de Deus prevalecerá sobre a sabedoria do mundo (1.19). Paulo, em sua Carta aos Romanos (1.21), usa as seguintes palavras: Tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus”. Tais palavras referem -se aqueles que reconhecem a existência de Deus por meio do conhecimento natural, mas não o reconhecem como Deus.

Uma coisa é reconhecer a existência divina, outra é se submeter e glorificar a Deus como Soberano e Senhor. Paulo enfatiza aos crentes da Igreja de Corinto a necessidade de reconhecerem a glória de Deus, ser grato por tudo que Ele tem proporcionado e, em tudo, glorificar o nome dEle. Um dia, Deus destruirá “a sabedoria dos sábios” e “a inteligência dos inteligentes”, mas os salvos permanecerão para sempre.

Pense!
O que a Cruz de Cristo representa para você?

Ponto Importante
Cremos que a cruz de Cristo, Loucura para o mundo, é o poder de Deus para a salvação de todos os que creem em Jesus.

EBD | 2° Trimestre De 2021 | CPAD – Jovens Tema: O Cuidado de Deus com o Corpo de Cristo – Lições da Carta do Apóstolo Paulo aos Coríntios para os nossos Dias | Lição 04: Sabedoria Divina

II – A VIDA ETERNA E A VERDADEIRA SABEDORIA VÊM DE DEUS 

1. Não podem ser obtidas por meio do legalismo religioso. A sabedoria de Deus aponta para a cruz de Cristo (1 Co 1.17-25,30), para a partilha dos sofrimentos de Jesus (2 Co 1.5) e para o testemunho de uma vida transformada (Rm 8.17). Muitos judeus que viviam em Corinto defendiam uma justiça própria advinda pelo cumprimento da lei (Rm 9.30-32; Rm 10.3), porém, Paulo deixa claro que nenhum ser humano é justificado pelas obras da lei (Rm 3.20). A vida humana é breve e ao final dela o juízo de Deus chega.

Paulo destaca que no juízo divino não será requerido obras realizadas segundo a lei, mas os “frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus”. Da mesma forma que Paulo escreve a respeito da desgraça do homem natural, ele mostra que o mistério que estava oculto é revelado pela loucura da pregação, que salva os que creem em Jesus Cristo (1 Co 1.21). 

2. A verdadeira sabedoria não se revela por determinação humana. Alguns gregos com tendências gnósticas: movimento filosófico-religioso de caráter esotérico (místico e sincrético) que surgiu nos primeiros séculos da era cristã à margem do cristianismo organizado criam que já haviam alcançado o conhecimento necessário para a salvação, eram vaidosos e desconsideravam os outros.

Eles faziam descaso do ensino de Paulo, considerando-o ingênuo tanto no conteúdo como na retórica (1 Co 4.6,8,10,18). Dessa forma, eles não davam abertura para iluminação do Espírito Santo por meio da Palavra. Mesmo assim, Paulo não deixava de pregar o Evangelho, que é “poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Rm 1.16) para que alguns dos ouvintes pudessem voluntariamente crer. 

3. Cristo, a verdadeira sabedoria que garante a vida eterna (1.24,25). Paulo identifica claramente Cristo como a sabedoria de Deus: “Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus” (v. 24) e “Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria”. Ele faz isso dentro de um contexto de oposição entre a sabedoria humana e a sabedoria divina (vv.18-31). Por isso, pela forma natural, o ser humano não entende o plano de Deus para a salvação da humanidade por meio de Cristo Jesus. Paulo afirma que Jesus foi feito espírito vivificante e que garante a ressurreição dos salvos (1 Co 15.45-58).

Ele é o mistério da sabedoria divina (1 Co 2.2,67). Aqueles que encontram na cruz de Cristo a solução para os seus pecados e se identificam com Ele na sua morte, também participarão de sua ressurreição. O que para o ser humano é fraco e sem vida, para Deus é o que proporciona a vida eterna. Cristo é a revelação plena da sabedoria divina e a cruz é a concretização mais completa para a vida eterna com Deus. 

Pense!
A verdadeira sabedoria vem do alto, de Deus.

Ponto Importante
Jesus Cristo é a revelação plena da sabedoria do Pai Celeste.

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Lição 02: Ação de Graça pela Igreja de Corinto | Jovens | 2° Trimestre De 2021 -ESCOLA DOMINICAL EBD

Objetivos

EXPOR a saudação de Paulo na Primeira Carta aos Coríntios;
MOSTRAR o contentamento de Paulo pela obra de Cristo na vida dos coríntios;
RESSALTAR que a igreja em corinto era marcada pelos dons espirituais.

TEXTO DO DIA

“Sempre dou graças ao m eu Deus por vós pela graça de Deus que vos foi dada em Jesus Cristo.” ( 1 Co l.4)

SÍNTESE

A oração de Paulo em favor dos coríntios era uma forma
de revelar seu amor a eles.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA – 1 Co 11.3 – Paulo saúda a igreja
TERÇA – 1 Co 1.4 – Paulo sempre agradece a Deus pela vida dos coríntios
QUARTA – 1 Co 1.7 – Um a igreja onde os dons espirituais eram abundantes
QUINTA – 1 Co 1.9 – Deus é fiel e nos chamou para a comunhão
SEXTA – 1 Co 1.10 – É preciso evitar toda e qualquer dissensão
SÁBADO – 1 Co 1.18 A Palavra de Deus é loucura para os que perecem

INTERAÇÃO

Professor(a), a lição desta semana possibilitará a oportunidade de explicar aos alunos que a igreja na cidade de Corinto tinha muitos dons espirituais, contudo os crentes
não estavam livres de enfrentar problemas. Atualmente muito s servos de Deus, influenciados pela Teologia da
Prosperidade, acreditam que os crentes fiéis não podem
experimentar aflições ou tribulações.

Essa afirmação nos mostra que ele enfrentou oposição, perseguição e experimentou grande sofrimento, pois muitos não acreditavam no seu apostolado. Todavia, o Deus que o comissionou não o deixou sozinho, mas esteve ao seu lado em todo o tempo.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor(a), faça a introdução da lição com a seguinte
pergunta: “Quais são as principais diferenças entre as
Cartas de l e 2 Coríntio s ?” Depois de ouvir os alunos,
distribua as cópias e diga que as duas Cartas são muito
diferentes. A seguir, leia o texto com os alunos e explique
as principais diferenças.

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TEXTO BÍBLICO – 1 Coríntios 3.1-3

E eu, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo.
Com leite vos criei e não com manjar, porque ainda não podíeis, nem tampouco ainda agora podeis;
Porque ainda sois carnais, pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois, porventura, carnais e não andais segundo os homens?

1 Coríntios 6.16-20
16 
Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne.
17 Mas o que se ajunta com o Senhor é um mesmo espirito.
18 Fugi da prostituição. Todo pecado que o homem comete é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu
próprio corpo.
19 Ou não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espirito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?
20 Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espirito, os quais pertencem a Deus.

INTRODUÇÃO

Ao iniciar a carta, Paulo faz as saudações iniciais com sabedoria, de forma fraterna, agradecendo a Deus pela vida dos coríntios. O amor do apóstolo pela igreja fala mais alto que sua insatisfação com alguns comportamentos internos dos crentes. Antes de tratar os problemas. O apóstolo registra um a das características da igreja em Corinto: A abundância de dons espirituais.

I – SAUDAÇÕES DE PAULO A IGREJA (1.1-3)

1. Paulo se apresenta e justifica seu chamado (v. 1). O apóstolo inicia a Carta com saudações e ação de graças em
favor dos coríntios. Logo de início, ele procurou mostrar que não trabalhava sozinho, pois o irmão Sóstenes estava com ele. Sóstenes era o chefe da sinagoga de Corinto, mas se converteu ao cristianismo.

Ele foi espancado pelos judeus diante do tribunal romano por defender Paulo (At 18.17). Enquanto o apóstolo escrevia a Carta em Éfeso, Sóstenes continuava ao lado dele para
ajudara igreja. Esse episódio nos mostra que a amizade verdadeira é algo precioso na vida de uma pessoa. Por isso ela deve ser cultivada para que se mantenha ao longo da vida, pois é como um tesouro a ser preservado.

Como em outras cartas, o apóstolo fez questão de defender seu apostolado e a origem divina do seu chamado (Rm 1.1Gl 1.1). Ele faz essa defesa porque alguns falsos mestres surgiram na igreja e tentavam constantemente manchar
a sua imagem e sua mensagem. Mas Paulo enfatizou que seu ministério era da vontade de Deus. Assim, podemos concluir que a convicção do chamado fundamenta o exercício do ministério cristão.

2. Reconhecimento do chamado de seus leitores (v. 2). Paulo tinha uma característica própria para lidar com as
igrejas, em especial entre as que ele fundou, pois conhecia bem de perto os membros e o estilo de vida desses grupos de crentes. Ele sempre atuava de forma pedagógica, carinhosa e pastoral. O apóstolo começa a escrever enfatizando
o lado positivo da igreja.

Ele reconhece as qualidades de seus destinatários, mas não economiza nas repreensões, quando aplicáveis, ao longo da carta. As recomendações e advertências não serviram somente para seus primeiros destinatários, mas são atuais para as igrejas contemporâneas. Se olharmos atentamente, o reconhecimento de Paulo destaca a ação divina na vida da igreja

Seus membros foram santificados, mas por meio da obra de
Cristo. Assim, somente eles poderiam exercer os chamados específicos também por meio da ação de Cristo, pois foram chamados para servir na Igreja de Deus.

3. A saudação fraternal de Paulo (v. 3). Paulo deseja à igreja a graça e a paz da parte de Deus e do Senhor Jesus Cristo. Graça não era uma simples palavra de saudação, m as tinha um grande significado naquela cultura, pois ela remete a livre dádiva de Deus em Cristo. O apóstolo conhecia muito bem o efeito dessa graça diante das
dificuldades, injustiças e sofrimento por amor ao Evangelho.

Por isso, como fez a Timóteo em um momento de grande
dificuldade em sua vida e ministério, ele podia recomendar: “Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo
Jesus” (2 Tm 2.1). Da mesma forma, quando deseja a
paz, com certeza ele tem em mente o conceito do Antigo Testamento, com a expressão hebraica shalon.

O termo expressa mais do que a ausência de luta, representa a prosperidade integral do ser humano, em especial, a espiritual. Portanto, graça e paz seriam muito benéficas na situação de tensão e conflitos que a igreja em Corinto vivia.

Pense!
Você tem convicção do chamado que Deus tem para a sua vida?
Ponto Importante
Servir a Deus é uma honra, um privilégio.

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II – PAULO DÁ GRAÇAS A DEUS PELA OBRA DE CRISTO NA VIDA DOS CORÍNTIOS (1.4-9)

1. Paulo era grato pela conversão dos coríntios (vv. 4-6). Como era costume em suas Cartas, Paulo inclui na introdução as ações de graças a Deus pela obra de Cristo na vida de seus ouvintes. O hábito de orar pelas pessoas desenvolve em quem ora o sentimento de empatia, de se colocar no lugar do outro sobre quem se ora. O apóstolo agradece a conversão dos coríntios e sua fé em Cristo, fruto
das pregações e testemunho de vida na convivência de 18 meses naquela igreja.

O estilo de vida da cidade era um grande desafio para a manutenção de uma vida exemplar. Mesmo diante das
diversas falhas demonstradas pelos membros da igreja, Paulo era grato pela permanência do grupo de fiéis. Ainda no texto bíblico, ele distingue três pontos importantes:

1) O enriquecimento na Palavra:
2) o conhecimento experiencial de Deus;
3) o testemunho de Cristo confirmado neles.

O apóstolo conhecia bem o poder do Evangelho para salvação de todo aquele que crê (Rm 1.16).

2. As palavras amáveis de Paulo (1.8). A ação de graças pela vida e fé dos destinatários prepararam o caminho para o que estava porvir. Paulo prepara o coração dos ouvintes para escrever a respeito de suas preocupações, que vieram depois de ser informado do mal comportamento dos crentes em Corinto. Eles ainda estavam no inicio da caminhada
cristã e faltava-lhes maturidade espiritual.

O apóstolo faz menção do Dia do Senhor e da promessa do Arrebatamento. Esse “dia” tem um significado doutrinário
muito impactante: Para quem não está preparado será um dia de juízo; contudo, para quem está dentro da vontade de
Deus será um dia de alegria e vitória permanente. Paulo temia que o comportamento dos membros da igreja pudesse
comprometer a salvação deles.

Por isso deixa claro que a nossa conduta no presente pode comprometer o nosso futuro. Assim, um dos objetivos de sua carta era dissipar os conflitos e comportamentos que não condiziam com a vida cristã.

3. A expectativa de Paulo estava alicerçada na fidelidade de Deus (v. 9). O apóstolo deixa claro que o Deus que os presenteou com a salvação em Jesus Cristo era fiel para guardá-los de modo irrepreensível até a segunda vinda
de Jesus. Na igreja em Corinto existiam muitas práticas que não agradavam a Deus, mas Paulo nunca desistiu da igreja
e de seus membros. Por mais falhas que o ser humano tenha, Deus sempre está disposto a perdoá-lo, à medida que se arrependa dos pecados e os abandone.

O Senhor tem prazer em ajudar em nosso processo de santificação. Alguns crentes em Corinto eram infiéis, mas o apóstolo os exortava ao arrependimento, a fim de que se achassem fiéis aos mandamentos do Senhor.

Pense!
Você é grato ao Senhor pelo presente da salvação?
Ponto Importante
Cristo nos salvou e como crentes precisamos dissipar os conflitos e comportamentos que não condizem com a vida cristã.

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II – UMA IGREJA MARCADA PELOS DONS

1. Os dons espirituais. Em meio à saudação aos coríntios, Paulo lembra que nenhum dom faltava à igreja. Mas adiante o apóstolo ensina a respeito dos dons espirituais (1 Co 12). Ele mostra que as promessas de Deus por meio da pregação do Evangelho estavam sendo cumpridas ali. A igreja em Corinto estava cheia dos dons (presentes) de Deus.

Uma das primeiras reações dos leitores das cartas aos Coríntios é: Como Deus pôde conceder tantos dons espirituais a uma igreja carnal e com muitos problemas morais? Os dons são presentes imerecidos de Deus e Paulo diz que a manifestação deles na igreja era o testemunho de Cristo a respeito de seu povo (1 Co 1.6-7).

2. Os dons espirituais não definem a nossa espiritualidade. Em alguns lugares pentecostais, a ideia que predomina é a de que as manifestações dos dons espirituais são sinônimas de espiritualidade e santidade. Isso é um engano, pois a santidade é evidenciada pelo fruto do
Espírito (Gl 5.22-25). Muitos acreditam que o crente espiritual é o que tem uma diversidade de dons espirituais. Mas o apóstolo Paulo deixa claro que o crente espiritual é o
que evidencia o fruto do Espírito em sua vida (Gl 5; cf. Ef 5.18 – 6.9).

Os dons espirituais são importantes para a Igreja, mas
a nossa transformação em Jesus Cristo é evidenciada pelo fruto do Espírito. Por isso, não se engane, para identificar se
uma pessoa tem maturidade espiritual observe seus frutos no dia a dia.

3. Os dons são capacitações para o serviço. Os dons devem ser usados com base no amor. Talvez esse seja o motivo de Paulo incluir o capítulo 13 entre os capítulos 12 e 14 desta carta. A diversidade de dons é um grande tesouro para a Igreja, desde que o dom não seja considerado um fim em si mesmo. O apóstolo aconselha nas suas Cartas fazer uso da humildade no uso dos dons, e adiante adverte sobre o perigo de usá-los para projeção pessoal.

Deus deu gratuitamente diversos dons para serem com partilhados na igreja, trazendo mais benefícios quando
complementados entre si, Portanto, a auto avaliação não deve ser feita na comparação com as demais pessoas, mas
avaliando qual a contribuição dada para a totalidade dos dons concedidos à Igreja de Cristo.

Por isso, o apóstolo compara a Igreja como um corpo. Paulo dá graças pelos dons que se manifestavam entre os coríntios, mas adverte que devem ser usufruídos para o bem comum.

Pense!
Os dons espirituais definem a nossa espiritualidade?
Ponto Importante
Os dons espirituais não definem a nossa espiritualidade, o que define é o fruto do Espírito.

SUBSÍDIO

As Cartas aos Coríntios
“Aproximadamente cinco anos após a sua conversão, Estéfanas (em companhia de Fortunato e Acaio) saiu de
Corinto e foi consultar Paulo, que se encontrava em Éfeso, Esses três líderes da igreja coríntia levaram consigo uma carta, solicitando a orientação de Paulo acerca da resolução de alguns problemas sérios ocorridos na igreja em Corinto.

Durante os 18 meses passados em Corinto, Paulo presenciara o cumprimento da promessa de Deus: Tenho muito povo nesta cidade ’. Então, o grande apóstolo se despiu dos seus filhos na fé e foi pregar na importante cidade de Éfeso. Após
uma visita breve, Paulo seguiu viagem para Jerusalém e Antioquia (na Síria).

Assim chegou ao fim da sua segunda viagem missionária (At 18.19-22). Posteriormente, iniciou sua terceira viagem, passando pelas províncias da Galácia e Frigia, chegando pela
terceira vez em Éfeso. Dessa vez, ficou mais tempo (3 anos). Foi ali que ele recebeu os líderes eclesiásticos de Corinto e escreveu sua Primeira Carta aos Coríntios em resposta, mandando-a com ele de volta à sua cidade no ano de 55 ou 56 d.C.” (HOOVER, Thomas Reginald. Comentário Bíblico
1 e 2 Coríntios. Rio de Janeiro, CPAD, p. 14).

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CONCLUSÃO

A maneira como o apóstolo inicia a carta a um a igreja com tantos problemas como a igreja em Corinto é um bom exemplo de como tratar assuntos complexos de forma positiva. Paulo, enquanto dá graças, alerta a seus
destinatários que é necessário manter a fidelidade até o Dia do Senhor. Por fim, ele introduz um assunto que profundará mais tarde, os dons espirituais, que não definem grau de espiritualidade e são concedidos para o serviço e o bem com um da igreja.

HORA DA REVISÃO

1. Como Paulo inicia a Primeira Carta aos Coríntios?
Paulo inicia a Carta com as saudações iniciais com sabedoria, de uma forma fraternal e agradecendo a Deus pela vida dos coríntios.

2. Quem cooperava com Paulo em Corinto?
O irmão Sóstenes.

3. O que Paulo desejava aos coríntios?
Paulo deseja à com unidade a graça e a paz, da parte de Deus e do Senhor Jesus Cristo.

4. O que significa a palavra hebraica “shalon”?
Significa paz. O termo expressa mais do que a ausência de luta, representa a prosperidade do ser humano integral, em especial, a sua prosperidade espiritual.

5. Segundo a lição, qual era um dos objetivos da Carta de Paulo aos Coríntios?
Paulo deixa claro que um dos objetivos de sua Carta era dissipar com os conflitos
e comportamentos que não condiziam com a vida cristã.

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